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Visibilidade da pesquisa científica na mídia é tema de palestra de Maurício Tuffani no dia 11

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Os desafios da visibilidade da pesquisa científica. Este será o tema que o jornalista Maurício Tuffani, editor do site Direto da Ciência, abordará em palestra no próximo dia 11 de dezembro, às 14h, no Auditório José Reis do Instituto Biológico (Av. Conselheiro Rodrigues Alves, 1252), em São Paulo.

Com a experiência de mais de trinta anos dedicados ao jornalismo científico, Tuffani afirma que os pesquisadores científicos têm razão quando reclamam da falta de reconhecimento da população acerca de seus trabalhos, mas ao mesmo tempo “têm sua parcela de culpa” na forma como se comunicam. “Costumo dizer que os cientistas ainda não saíram de sua ‘torre de marfim’ e essa postura distante, na era digital, não faz mais sentido”, diz.

Para ele, os cientistas europeus estão um pouco mais avançados nesse sentido, mas os brasileiros, e em especial os pesquisadores do Estado de São Paulo, continuam negligenciando a importância da comunicação. “Hoje as pessoas se informam, basicamente, pelas redes sociais. Artigos acadêmicos são importantes, mas chegam apenas aos seus pares. É preciso ampliar o alcance da pesquisa científica ao público geral”, afirma.

Ainda conforme o jornalista, em “tempos obscurantistas, cuja tendência é desqualificar a informação científica”, os cientistas têm o dever de “sair de sua zona de conforto e dar as caras nas mídias sociais para ajudar a combater as chamadas ‘fake news’ e tornar acessível o resultado de suas pesquisas”.

Ele cita ainda a necessidade de os pesquisadores estreitarem laços com jornalistas da área científica, compreender como se processa o trabalho da imprensa, identificar o que de fato é relevante para o grande público e não temer a exposição nas redes sociais. A palestra, organizada pela diretoria da APqC (biênio 2018/2019), será gratuita e voltada para pesquisadores de todos os Institutos de Pesquisa do Estado de São Paulo e aos demais interessados no tema.

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APqC avalia como “catástrofica” possível indicação de Ricardo Salles para o Ministério do Meio Ambiente

 

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O nome do advogado Ricardo Salles, ex-secretário do Meio Ambiente de Geraldo Alckmin (PSDB), está sendo aventado como o possível futuro ministro da pasta no governo do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL), com quem ele se reuniu ontem (27), no Centro Cultural Banco do Brasil. Salles disputou uma vaga na Câmara Federal pelo Partido Novo, mas não se elegeu. Sua campanha foi marcada pela incitação à violência contra ambientalistas e movimentos sociais.

Sua gestão na Secretaria de Estado do Meio Ambiente (SMA) ficou marcada como a de pior desempenho nos últimos trinta anos, segundo os servidores dos Institutos de Pesquisa ligados à pasta (Botânico, Florestal e Geológico). Durante o período em que permaneceu à frente da Secretaria, Salles cometeu uma série de equívocos administrativos, além de acumular ações e denúncias de improbidade.
Dentre os equívocos cometidos pelo gestor estão a tentativa de alterar ilegalmente o zoneamento da proposta de plano de manejo da Área de Proteção Ambiental da Várzea do Rio Tietê, a transferência da Fundação Florestal para as dependências da Cetesb (que prejudicou a integração dos trabalhos), a tentativa de venda do prédio do Instituto Geológico, a negociação das unidades do Instituto Florestal (atos investigados pelo MP por suspeita de favorecimento a empreendedores particulares) e ter deixado de assinar de forma arbitrária contato com a Finep, além de lotear a Fundação e a SMA com indicados políticos.

Ainda não há a confirmação oficial de que Ricardo Salles será mesmo indicado por Bolsonaro para assumir o Ministério do Meio Ambiente, mas o futuro chefe do Gabinete de Segurança Institucional, general Augusto Heleno, membro da equipe de transição, confirmou que manteve contatos com representantes o setor do agronegócio para colher impressões sobre a possível indicação do advogado para o cargo. Em nota, a Sociedade Rural Brasileira (SRB) manifestou apoio à provável indicação e disse que Salles irá “conciliar os interesses do produtor rural pelo aumento da produtividade com as questões ambientais de forma objetiva e sem ideologias”.

Para o vice-presidente da Associação dos Pesquisadores Científicos do Estado de São Paulo (APqC), Joaquim Adelino, a nomeação de Ricardo Salles para o Ministério do Meio Ambiente seria “catastrófica” e colocaria em risco as políticas ambientais no Brasil. “Trata-se de alguém incapaz de entender a importância da ciência para o desenvolvimento nacional e que já provou ter ligações com representantes de setores que não têm qualquer compromisso com a educação ambiental, a bioecologia e a conservação da natureza”, disse.

Carta Aberta do Instituto Florestal

Carta Aberta do Instituto Geológico

Carta Aberta do Instituto de Botânica
Saiba mais
http://www.diretodaciencia.com/2018/11/28/bolsonaro-recebe-ex-secretario-de-alckmin-que-desarticulou-politica-ambiental-de-sp/

 

No Dia do Pesquisador Científico, APqC cita avanços e dificuldades no reconhecimento da profissão

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Comemorado em todo o Estado de São Paulo no dia 18 de novembro, por meio da lei nº 14.142 de 2010 (de autoria dos então deputados Jonas Donizette e Davi Zaia), o Dia Estadual do Pesquisador Científico reconhece e valoriza o trabalho realizado pelos profissionais da área e também representa uma data importante para as atividades da Associação dos Pequisadores Científicos do Estado de São Paulo (APqC) que, anualmente nesse dia, premia com a medalha “Alba Lavras” pesquisadores e profissionais de outros setores que se destacam por iniciativas em prol da produção científica.
Neste ano, excepcionalmente, a APqC não realizou a cerimônia e não efetuou a entrega da honraria devido a motivos alheios à vontade de sua diretoria e conselho. Como o evento faz parte do calendário oficial da entidade, a data tem por objetivo homenagear todos os pesquisadores científicos do estado. Segundo a presidente da APqC, Cleusa Lucon, citando o texto da lei, “o conhecimento é o condutor do progresso intelectual da humanidade. No âmbito estatal, particularmente no Estado de São Paulo, a pesquisa científica atua em amplas e variadas vertentes, mesmo com as dificuldades conhecidas, porém, com liberdade. É o conhecimento e a liberdade proporcionada por ele que exaltamos ao homenagear os pesquisadores e demais pessoas que valorizam o nosso trabalho”, diz.
Ainda conforme o texto da lei, o conjunto dos Institutos de Pesquisas do Estado de São Paulo “atua na solução de problemas sociais e no desenvolvimento científico e tecnológico, usando como ferramenta e ciência e a tecnologia”. Neste sentido, os pesquisadores seriam os que “fazem evoluir o conhecimento, multiplicam os territórios do saber, abrem novas possibilidades de avanços e descobertas”.
Para o vice-presidente da APqC, Joaquim Adelino, o Dia Estadual do Pesquisador Científico contribui para jogar luzes sobre a categoria, sua missão e suas demandas, na medida em que a sociedade passa a ter conhecimento de sua existência. “Na maioria dos casos os trabalhos inerentes à pesquisa científica são realizados nos ambientes fechados dos laboratórios, levando os pesquisadores a uma situação de anonimato e quase nunca alcançando o seu devido reconhecimento. De uns anos para cá temos avançado – a data comemorativa e a medalha “Alba Lavras” colaboraram para isso – mas ainda falta muito a ser feito”, comenta, ainda, o vice-presidente.

Consema aprova Tanquã e Barreiro Rico como Áreas de Proteção Ambiental no interior paulista

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As áreas do Tanquã e Barreiro Rico foram aprovadas para se tornarem Áreas de Proteção Ambiental (APAs) pelo Conselho Estadual de Meio Ambiente (Consema). A aprovação é resultado de uma luta de mais de dez anos travada pela população local, ambientalistas, promotorias de justiça e pesquisadores.

O projeto que originou a criação, elaborado pela Secretaria Estadual do Meio Ambiente (SMA), contou com o estudo dos Institutos Florestal, Botânico e Geológico, e da Fundação Florestal, e irá contribuir para a manutenção do patrimônio natural e cultural, a preservação das espécies e da diversidade genética dessas duas localidades.
Para Joaquim Adelino, vice-presidente da Associação dos Pesquisadores Científicos do Estado de São Paulo (APqC), a preservação do santuário ecológico poderá gerar renda com o ecoturismo, o que representaria um motivo a mais para que o governador Márcio França aprovasse o decreto, antes de deixar o cargo. “Com o aval do Consema, acreditamos que o governador terá o bom senso de aprovar a criação oficial das APAs e deixar à população um legado de respeito ao meio ambiente, em sintonia com as tendências mundiais de políticas públicas”, disse. Um abaixo-assinado pedindo que o governador sancione o decreto foi criado pela Rede Birdwatching de Piracicaba está circulando na internet (ver link ao final do texto).

Com a criação das APAs, o Estado gerenciará as áreas em questão, assegurando a manutenção e a melhoria da qualidade ambiental dessas duas áreas. Para o Secretário Municipal de Defesa do Meio Ambiente, José Otávio Menten, a aprovação das APAs é um avanço na política ambiental do Estado. “O Tanquã por se tratar de uma área com grande diversidade de aves e peixes, e o Barreiro Rico por ser uma das áreas mais importantes para primatas”, afirmou. As APAs estão compreendidas entre os municípios paulistas de Piracicaba e Botucatu.

Leia o manifesto na íntegra e assine o abaixo-assinado clicando no link abaixo.
https://peticaopublica.com.br/pview.aspx?pi=BR109107

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Comunicado da APqC aos servidores das carreiras 661/91 e 662/91

Prezados servidores dos Institutos de Pesquisas, 

No final de 2017 a APqC alterou seu Estatuto para contemplar oficialmente, dentre suas missões institucionais, a defesa dos servidores dos Institutos de Pesquisa.

Nas reuniões mensais da Diretoria, Conselho e Representantes da APqC realizadas em 11 de setembro de 2018 e 9 de outubro de 2018 foi debatida a possibilidade de ampliação do quadro de associados da APqC para englobar o pessoal de apoio e assistentes técnicos.

Nessa ocasião foi retratada a impossibilidade física e administrativa da APqC para incorporá-los ao quadro de associados.

Contudo, foi unânime o interesse dos participantes em continuar atuando ao lado dos senhores na defesa e interesses do pessoal de apoio e assistentes técnicos, como sempre fez ao longo de sua história.

Dessa forma, foi deliberado que os representantes das Leis Complementares 661/91 e 662/91 serão mensalmente convidados a participarem da reunião mensal da APqC que ocorre sempre nas segundas terças-feiras de cada mês.

Ainda, para que ocorra uma representação oficial da classe de apoio e assistentes técnicos, solicitamos que seja por vocês indicados dois representantes (titular e suplente) da Secretaria do Meio Ambiente, da Saúde e Agricultura e Abastecimento para que possam formar uma Comissão de Funcionários das Leis Complementares 661/91 e 662/91.

Nas reuniões mensais será oportunizada a palavra para a comissão. Além disso,  os representantes serão incluídos no grupo  e-mail da APqC para que estejam sempre conectadas as demandas da associação.

As indicações com os nomes dos referidos titulares e suplementes de cada Secretaria deverão ser encaminhadas por e-mail: secretaria.apqc@gmail.com até 31.01.2019.

 

Campinas, 13 de novembro de 2018.

APqC convida assistentes técnicos e pessoal de apoio para formar uma comissão de funcionários e participar de suas reuniões mensais

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Na reunião ordinária da última terça-feira (13/11), a Associação dos Pesquisadores Científicos do Estado de São Paulo (APqC) divulgou carta em que a entidade convida a participar de suas reuniões mensais os assistentes técnicos e pessoal de apoio, sendo os últimos anteriormente representados pela Associação de Classes de Apoio à Pesquisa Científica e Tecnológica do Estado de São Paulo (Acap), desativada no final do ano de 2017, em razão de não haver interessados para sucedê-la mediante novas eleições.

A proposta de abrir as reuniões dos pesquisadores para os referidos funcionários vinha sendo debatida desde setembro, quando aventou-se inclusive a possibilidade de incorporá-los ao quadro de associados. Contudo, questões estatutárias e a impossibilidade física e administrativa da APqC impediram que isso fosse feito. “A saída que encontramos foi convidá-los a participar das reuniões junto com a gente, trazendo suas pautas e suas demandas, que serão acolhidas solidariamente”, disse a presidente da APqC, Cleusa Lucon.

Para que ocorra uma representação oficial da classe de apoio e assistentes técnicos será necessária a indicação de um titular e um suplente das Secretarias da Saúde, da Agricultura e do Meio Ambiente, constituindo assim condições para a formação de uma comissão de funcionários segundo as Leis Complementares 661/91 e 662/91. Estes representantes, legalmente formalizados, serão convidados a participar das reuniões da Apqc, que ocorrem sempre nas segundas terças-feiras de cada mês.
Eles serão incluídos também no grupo de e-mail da associação, juntamente com os demais membros da APqC, para que estejam conectados com as preocupações da associação e possam se unir nas lutas em comum. “Como sempre fez ao longo de sua história, a APqC atuará na defesa não só dos pesquisadores, mas do pessoal de apoio e dos assistentes técnicos”, afirmou Cleusa Lucon.

Nota oficial da APqC contra a fusão de secretarias anunciada por João Doria e os prejuízos que a medida trará ao meio ambiente

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A Associação dos Pesquisadores Científicos do Estado de São Paulo (APqC) vem, por meio de nota oficial, repudiar a possível fusão das secretarias do Meio Ambiente, do Saneamento e Recursos Hídricos e da Energia e Mineração, anunciada pelo governador eleito João Doria (PSDB). Se efetivada, a chamada “supersecretaria” representaria um grave retrocesso na implantação de políticas estaduais para o meio ambiente, colocando o Estado de São Paulo na contramão das discussões globais acerca do tema.

A junção das três secretarias irá retirar a autonomia da Secretaria do Meio Ambiente, criada em 1986 como órgão regulador, subordinando-a a setores com atividades a serem reguladas, fiscalizadas e licenciadas por ela: a pasta de Saneamento e Recursos Hídricos e a de Energia e Mineração. Assim, será inevitável um acirramento dos impasses já presentes nestas secretarias.

As ações de combate a atividades ilegais (desmatamentos, biopirataria e outros crimes ambientais) seriam prejudicadas e poderiam ser reduzidas ou mesmo suspensas, uma vez que estarão subordinados a um mesmo secretário os órgãos encarregados de promover e desenvolver obras de saneamento, construções de barragens para represas, usinas de energia elétrica e atividades de mineração, mas também as instituições com atribuições de licenciamento, fiscalização e controle, configurando assim conflito de interesses.

Além disso, a Secretaria do Meio Ambiente possui em seu organograma a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) e órgãos de pesquisa, como o Instituto de Botânica, o Instituto Geológico, o Instituto Florestal e a Fundação Florestal, que administram parques estaduais, florestas estaduais, estações ecológicas, áreas de proteção ambiental, outras unidades de conservação e áreas protegidas. Se os gestores dessas unidades de conservação já vêm tendo dificuldades institucionais para se manifestar em pareceres sobre estudos de impacto ambiental de obras e empreendimentos, a “supersecretaria” de Doria seria uma pá de cal sobre o trabalho destes institutos.

A fusão pretendida também não geraria economia de recursos, como foi aventado pelo governador eleito. Além disso, essa proposta não foi debatida com os funcionários e a população em geral, que será a maior prejudicada com a eventual fusão das secretarias supracitadas.

A APqC alerta: o desmonte de estruturas específicas para a política ambiental – que já vem acontecendo há anos com a falta da realização de concursos públicos para reposição de funcionários nos Institutos de Pesquisa – contraria uma tendência mundial e não trará melhorias na gestão pública, além de representar uma ameaça ao meio ambiente e ao bem estar das populações.