Comunicado da APqC aos servidores das carreiras 661/91 e 662/91

Prezados servidores dos Institutos de Pesquisas, 

No final de 2017 a APqC alterou seu Estatuto para contemplar oficialmente, dentre suas missões institucionais, a defesa dos servidores dos Institutos de Pesquisa.

Nas reuniões mensais da Diretoria, Conselho e Representantes da APqC realizadas em 11 de setembro de 2018 e 9 de outubro de 2018 foi debatida a possibilidade de ampliação do quadro de associados da APqC para englobar o pessoal de apoio e assistentes técnicos.

Nessa ocasião foi retratada a impossibilidade física e administrativa da APqC para incorporá-los ao quadro de associados.

Contudo, foi unânime o interesse dos participantes em continuar atuando ao lado dos senhores na defesa e interesses do pessoal de apoio e assistentes técnicos, como sempre fez ao longo de sua história.

Dessa forma, foi deliberado que os representantes das Leis Complementares 661/91 e 662/91 serão mensalmente convidados a participarem da reunião mensal da APqC que ocorre sempre nas segundas terças-feiras de cada mês.

Ainda, para que ocorra uma representação oficial da classe de apoio e assistentes técnicos, solicitamos que seja por vocês indicados dois representantes (titular e suplente) da Secretaria do Meio Ambiente, da Saúde e Agricultura e Abastecimento para que possam formar uma Comissão de Funcionários das Leis Complementares 661/91 e 662/91.

Nas reuniões mensais será oportunizada a palavra para a comissão. Além disso,  os representantes serão incluídos no grupo  e-mail da APqC para que estejam sempre conectadas as demandas da associação.

As indicações com os nomes dos referidos titulares e suplementes de cada Secretaria deverão ser encaminhadas por e-mail: secretaria.apqc@gmail.com até 31.01.2019.

 

Campinas, 13 de novembro de 2018.

APqC convida assistentes técnicos e pessoal de apoio para formar uma comissão de funcionários e participar de suas reuniões mensais

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Na reunião ordinária da última terça-feira (13/11), a Associação dos Pesquisadores Científicos do Estado de São Paulo (APqC) divulgou carta em que a entidade convida a participar de suas reuniões mensais os assistentes técnicos e pessoal de apoio, sendo os últimos anteriormente representados pela Associação de Classes de Apoio à Pesquisa Científica e Tecnológica do Estado de São Paulo (Acap), desativada no final do ano de 2017, em razão de não haver interessados para sucedê-la mediante novas eleições.

A proposta de abrir as reuniões dos pesquisadores para os referidos funcionários vinha sendo debatida desde setembro, quando aventou-se inclusive a possibilidade de incorporá-los ao quadro de associados. Contudo, questões estatutárias e a impossibilidade física e administrativa da APqC impediram que isso fosse feito. “A saída que encontramos foi convidá-los a participar das reuniões junto com a gente, trazendo suas pautas e suas demandas, que serão acolhidas solidariamente”, disse a presidente da APqC, Cleusa Lucon.

Para que ocorra uma representação oficial da classe de apoio e assistentes técnicos será necessária a indicação de um titular e um suplente das Secretarias da Saúde, da Agricultura e do Meio Ambiente, constituindo assim condições para a formação de uma comissão de funcionários segundo as Leis Complementares 661/91 e 662/91. Estes representantes, legalmente formalizados, serão convidados a participar das reuniões da Apqc, que ocorrem sempre nas segundas terças-feiras de cada mês.
Eles serão incluídos também no grupo de e-mail da associação, juntamente com os demais membros da APqC, para que estejam conectados com as preocupações da associação e possam se unir nas lutas em comum. “Como sempre fez ao longo de sua história, a APqC atuará na defesa não só dos pesquisadores, mas do pessoal de apoio e dos assistentes técnicos”, afirmou Cleusa Lucon.

Nota oficial da APqC contra a fusão de secretarias anunciada por João Doria e os prejuízos que a medida trará ao meio ambiente

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A Associação dos Pesquisadores Científicos do Estado de São Paulo (APqC) vem, por meio de nota oficial, repudiar a possível fusão das secretarias do Meio Ambiente, do Saneamento e Recursos Hídricos e da Energia e Mineração, anunciada pelo governador eleito João Doria (PSDB). Se efetivada, a chamada “supersecretaria” representaria um grave retrocesso na implantação de políticas estaduais para o meio ambiente, colocando o Estado de São Paulo na contramão das discussões globais acerca do tema.

A junção das três secretarias irá retirar a autonomia da Secretaria do Meio Ambiente, criada em 1986 como órgão regulador, subordinando-a a setores com atividades a serem reguladas, fiscalizadas e licenciadas por ela: a pasta de Saneamento e Recursos Hídricos e a de Energia e Mineração. Assim, será inevitável um acirramento dos impasses já presentes nestas secretarias.

As ações de combate a atividades ilegais (desmatamentos, biopirataria e outros crimes ambientais) seriam prejudicadas e poderiam ser reduzidas ou mesmo suspensas, uma vez que estarão subordinados a um mesmo secretário os órgãos encarregados de promover e desenvolver obras de saneamento, construções de barragens para represas, usinas de energia elétrica e atividades de mineração, mas também as instituições com atribuições de licenciamento, fiscalização e controle, configurando assim conflito de interesses.

Além disso, a Secretaria do Meio Ambiente possui em seu organograma a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) e órgãos de pesquisa, como o Instituto de Botânica, o Instituto Geológico, o Instituto Florestal e a Fundação Florestal, que administram parques estaduais, florestas estaduais, estações ecológicas, áreas de proteção ambiental, outras unidades de conservação e áreas protegidas. Se os gestores dessas unidades de conservação já vêm tendo dificuldades institucionais para se manifestar em pareceres sobre estudos de impacto ambiental de obras e empreendimentos, a “supersecretaria” de Doria seria uma pá de cal sobre o trabalho destes institutos.

A fusão pretendida também não geraria economia de recursos, como foi aventado pelo governador eleito. Além disso, essa proposta não foi debatida com os funcionários e a população em geral, que será a maior prejudicada com a eventual fusão das secretarias supracitadas.

A APqC alerta: o desmonte de estruturas específicas para a política ambiental – que já vem acontecendo há anos com a falta da realização de concursos públicos para reposição de funcionários nos Institutos de Pesquisa – contraria uma tendência mundial e não trará melhorias na gestão pública, além de representar uma ameaça ao meio ambiente e ao bem estar das populações.

Movimento pede a criação de Áreas de Proteção Ambiental entre Piracicaba e Botucatu

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Com o apoio de estudos realizados pelos Institutos de Pesquisa (Florestal, Botânico e Geológico), a Secretaria Estadual do Meio Ambiente (SMA) elaborou proposta para criar, entre os municípios paulistas de Piracicaba e Botucatu, duas Unidades de Conservação de Uso Sustentável, também conhecidas como Áreas de Proteção Ambiental (APAs). O objetivo é conservar a biodiversidade natural encontrada neste território sem prejudicar as atividades econômicas da região, como a agricultura. A apresentação da proposta foi feita em audiência pública, no mês de agosto deste ano, em Piracicaba, e contou com adesão unânime de técnicos, ambientalistas e da população em geral.

A região em questão possui vastas áreas úmidas e terrestres, que do ponto de vista biológico estão entre as mais importantes da Mata Atlântica brasileira. O Tanquã, uma área do rio Piracicaba inundada a partir da barragem de Barra Bonita, é conhecida como “Pantanal paulista” pelas mais de cem espécies de aves aquáticas que abriga, além de servir como área de repouso para espécies migratórias que vêm de outros lugares do Brasil e da América do Norte.

Próximo dali, as matas do Barreiro Rico conservam riquíssima biodiversidade da Mata Atlântica de interior que ainda sobrevive em território paulista. Ali estão árvores gigantes como a peroba-rosa e o jequitibá e a fauna engloba cinco das dez espécies de macacos que ainda existem no Estado de São Paulo, como o muriqui, o maior primata das Américas, espécie ameaçada de extinção.

Segundo a diretoria da Associação dos Pesquisadores Científicos do Estado de São Paulo (APqC), a iniciativa deve ser apoiada por todos os que se preocupam com a natureza e o futuro das próximas gerações. “Sobretudo em tempos em que o meio ambiente está ameaçado por interesses econômicos é de suma importância que o governador assine o decreto estadual para garantir que este verdadeiro patrimônio natural permaneça preservado”, disse o pesquisador e vice-presidente da APqC, Joaquim Adelino.

Um abaixo assinado está circulando na internet criado pela Rede Birdwatching de Piracicaba, uma rede de observadores de aves. O movimento pede ao atual governador de São Paulo, Marcio França, para que assine o decreto de criação das APAs Tanquã-Rio Piracicaba e Barreiro Rico.

Leia o manifesto na íntegra e assine o abaixo-assinado clicando no link abaixo.

https://peticaopublica.com.br/pview.aspx?pi=BR109107 

 

 

Programa de educação ambiental do IAC completa 40 anos

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Ingá-vermelho da casa do Dr. Hermes Moreira de Souza, pesquisador científico pioneiro do IAC
O trabalho de educação ambiental desenvolvido pelo Instituto Agronômico de Campinas (IAC) acaba de completar 40 anos de atividades. Iniciado em 1978, o trabalho é um dos mais importantes do país no que diz respeito à informação e à formação de pessoas acerca da agricultura e do meio ambiente, em sua maioria crianças e adolescentes.
Entre outras atividades, o trabalho engloba exposições, eventos e palestras sobre educação ambiental junto às escolas públicas e privadas da região metropolitana de Campinas e diversos espaços abertos à comunidade. O objetivo, segundo o técnico de apoio Francisco de Assis, um dos coordenadores do programa “O Jardim Botânico vai à Escola”, é “formar uma nova mentalidade nas futuras gerações e nas diversas instituições envolvidas com a agricultura”.
Se o objetivo ainda não fui cumprido em larga escala, principalmente pela falta de um maior aporte que permita ao projeto se tornar política pública em todo o estado de São Paulo, pode-se dizer que ajudou a desenvolver propostas pedagógicas que mudaram – inclusive fisicamente – várias escolas de Campinas. Tal mudança se deu, entre outros fatores, por meio da criação coletiva de jardins modelos, nos quais alunos e professores trabalham os conhecimentos transmitidos pelos técnicos do IAC e aguçam a consciência sobre a botânica na vida das pessoas.
Na sede do Coral Pio XII, por iniciativa particular, foi construído o primeiro jardim modelo, com inspiração nas coleções e na filosofia estabelecidas pelo pioneiro Dr. Hermes Moreira de Souza, no IAC. Com três mil metros quadrados e mais de 200 espécies arbóreas raras, foi projetado como modelo para reaproximar as pessoas da natureza com atividades educacionais. Posteriormente, em parceria com o Colégio Parthenon, o espaço passou a ser aproveitado para estudos e atividades lúdico-pedagógicas. Recentemente o jardim foi tombado pelo Condepacc.
Segundo a Associação dos Amigos do Jardim Botânico do IAC, fundada em 2005, o maior obstáculo para que o trabalho de educação ambiental possa alcançar um número maior de pessoas e colaborar de modo mais incisivo na condução de uma nova mentalidade e prática nos modos de preservar os solos e as plantas nativas, está na falta de reconhecimento das empresas privadas e de maior atenção do Estado à importância do projeto.

Saiba mais sobre o Jardim Botânico do IAC

O IAC tem 131 anos, mas as coleções de árvores cultivadas pelo instituto começaram a ser organizadas a partir de 1960, pelo pesquisador Hermes Moreira de Souza. Essas coleções compreendem cerca de 4 mil espécies de árvores e 500 de palmeiras, a maioria florescendo e produzindo frutos e sementes. Pode ser a maior coleção de árvores cultivadas no Brasil. Segundo Francisco de Assis, técnico de apoio do IAC, “sabemos muito pouco sobre árvores que são organismos de grande complexidade, que podem viver entre centenas e até milhares de anos e, além disso, a flora brasileira é uma das mais ricas do mundo, diversidade. Isso está relacionado a uma imensa rede de organismos interdependentes, incluindo as pessoas”.
Essas coleções sempre foram a base para o desenvolvimento de outras coleções, trabalhos de reflorestamento e recomposição, enriquecimento da arborização urbana e projetos paisagísticos, ações imprescindíveis ao conhecimento e perspectiva de preservação do que ainda existe.
O trabalho educacional no Instituto Agronômico foi desenvolvido a partir da constatação da urgência de compartilhar este conhecimento, para respeitar e conservar parte do mundo vegetal do Brasil e de outros países. Começou a ser delineado em 1978. Evoluiu com os projetos “O Jardim Botânico vai à Escola e o Natureza e Arte”, e atualmente, com a Associação dos Amigos do Jardim Botânico do IAC, está em cartaz uma exposição itinerante de painéis com imagens de detalhes de plantas, produzidos em parceria com a revista Terra da Gente. Essa exposição tem percorrido instituições e escolas.
Também são realizados rodas de conversa com estudantes e comunidades para prestar maiores esclarecimentos e informações. A partir dessas ações, o IAC propõe a construção participativa de jardins constituindo coleções com função de ensino e conservação.

APqC cumprimenta Roberto Rodrigues pelo título de Engenheiro do Ano

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Na última terça (23/10), uma comissão da Associação dos Pesquisadores Científicos de São Paulo (APqC) formada pelos doutores Carlos Jorge Rossetto, José Orlando Prucoli e Manoel Carlos Leme esteve presente na cerimônia de comemoração dos 102 anos do Instituto de Engenharia, no Centro Fecomercio de Eventos. Na ocasião, o engenheiro agrônomo Roberto Rodrigues foi outorgado com o título de Eminente Engenheiro do Ano 2018.
Após a solenidade, os pesquisadores científicos cumprimentaram o homenageado e falaram rapidamente sobre a situação dos institutos de pesquisa e sobre o programa de agricultura do candidato a governador João Dória, do qual Rodrigues é um dos formuladores.
Segundo Eduardo Lafraia, presidente do Instituto de Engenharia, a escolha de Roberto Rodrigues ao título foi um reconhecimento à sua atuação no agronegócio, na agricultura familiar, no cooperativismo e na educação. O homenageado foi saudado ainda por Pedro Parente que, em 2017, recebeu o mesmo título. Parente destacou a contribuição de Rodrigues para o avanço e a transformação do agronegócio no Brasil, sendo também uma referência internacional no setor.
Roberto Rodrigues é formado em 1965 pela Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq-USP). Ao longo de sua vida pública, reestruturou o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, abrindo as portas para negociações internacionais. Criou a Lei dos Orgânicos, avançou em leis relacionadas à tecnologia e defende que o Brasil deve enfrentar a missão de ser o protagonista na base da segurança alimentar no mundo, tendo por base a agricultura.