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VIII Simpósio de Restauração Ecológica tem inscrições abertas

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VIII Simpósio de Restauração Ecológica, promovido pela Secretaria Estadual de Infraestrutura e Meio Ambiente, através do Instituto de Botânica de São Paulo, realizar-se-á no período de 04 a 08 de novembro de 2019, nas dependências do Instituto de Botânica e no São Paulo Expo, São Paulo -SP.

A oitava edição do Simpósio de Restauração Ecológica, terá como tema “Desafios do processo frente à crise ambiental”. Trata-se de um evento dirigido à comunidade atuante no campo de restauração ecológica, cujo objetivo é de oferecer subsídios para a discussão, análise, execução de estudos, projetos e ações relacionadas à restauração ecológica, fundamentados em conceitos desenvolvidos pela comunidade científica e em experiências práticas do setor privado, além da possibilidade de empresas e profissionais da área apresentarem seus produtos e serviços.

Nesta edição, com base na pesquisa científica e nos processos socioambientais, pretende-se promover o cumprimento da legislação ambiental e de metas estabelecidas para a conservação da biodiversidade e a restauração ecológica, com sustentabilidade social. Estas tendências serão apresentadas e discutidas em mesas-redondas, palestras, cursos, estandes de apresentações de trabalhos científicos e atividades, relacionadas à disponibilização de serviços e produtos voltados à restauração ecológica.

As edições anteriores do simpósio, reuniu aproximadamente 1000 participantes, entre universidades, institutos de pesquisa, órgãos oficiais, licenciadores, consultores ambientais, grandes empresas, instituições financeiras, Ministério Público, ONGs, alunos de graduação e pós-graduação, órgãos de assistência técnica, etc.

A expectativa da organização é que o VIII Simpósio de Restauração Ecológica supere os eventos anteriores em número de participantes, na qualidade dos debates e, principalmente, nos seus desdobramentos para promover avanços em Restauração Ecológica e nas políticas públicas para o setor.

Contamos com a sua presença!

Dr. Luiz Mauro Barbosa
Diretor Geral do Instituto de Botânica

Para mais informações e inscrições acessar o site do Instituto de Botânica (clique aqui).

Alterações propostas pela APqC garantem direitos do Instituto de Botânica no texto final do PL 183

 

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Luiz Mauro Barbosa, diretor do Instituto de Botânica, e a pesquisadora Inês Cordeiro comemoram as alterações no texto final do PL 183/2019

O Projeto de Lei nº 183 de 2019, de autoria do Governador, que autoriza a concessão à iniciativa privada da área onde estão compreendidos o Zoológico, Zoo Safari e o Jardim Botânico de São Paulo, foi convertido na Lei nº 17.107, de 2019.

A Lei aprovada em relação à sua redação original sofreu alterações, o que assegurou a inclusão de pontos importantes que são tidos como uma “grande conquista dos pesquisadores e da sociedade”, segundo a presidente da Associação dos Pesquisadores Científicos do Estado de São Paulo (APqC), Dra. Cleusa Lucon. Segundo ela, nos últimos meses, a associação travou frequentes diálogos com a Secretaria de Infraestrutura e do Meio Ambiente (SIMA) e parlamentares de todos os partidos políticos e orientações ideológicas, no sentido de convencê-los da importância de salvaguardar as pesquisas científicas ali desenvolvidas.

Dentre os pontos que foram negociados, destacam-se a manutenção do Instituto de Botânica na área concedida; a preservação de sua autonomia técnica-científica para desenvolver atividades de ensino, pesquisa científica, tecnológica e de inovação; o direito do Estado a propriedade intelectual das pesquisas geradas; a manutenção da classificação do Jardim Botânico na categoria A do CONAMA; a garantia de acesso gratuito aos estudantes da rede pública; e que a outorga do uso concedido do Jardim Botânico seja destinada ao fundo de despesa do Instituto de Botânica.

Em reconhecimento ao esforço de todos os envolvidos, que trabalharam para aprimorar a proposta legislativa, a APqC encaminhou uma carta de agradecimento aos representantes do governo Marcos Penido (Secretário de Infraestrutura e Meio Ambiente) e Eduardo Trani (Subsecretário de Infraestrutura e Meio Ambiente), bem como aos parlamentares que compreenderam a importância da causa defendida pelos pesquisadores, entre eles Beth Sahão (PT), Janaína Pascoal (PSL), Carla Morando (PSDB), Carlos Pignatari (PSDB), Gil Diniz (PSL), Carlos Giannazi (PSOL), Tenente Coimbra (PSL), Ricardo Mellão (Partido Novo), Marcia Lia (PT) e Teonílio Barba (PT), além de Luiz Mauro Barbosa (Diretor do IBot).

“Nós estamos felizes com as mudanças e mais ainda com a SIMA” disse a Dra. Cleusa, se referindo às declarações do Subsecretário, Eduardo Trani, que assegurou que tudo que diz respeito ao Instituto de Botânica, produção intelectual, acadêmica, educação ambiental, coleções, serão absolutamente preservados, inclusive sua autonomia administrativa em relação aos prédios e edifícios, sendo que todas essas garantias estarão pormenorizadas no edital, que será elaborado com a participação da APqC e dos pesquisadores.

A APqC disse também que já está agendada nova reunião com o Secretário de Infraestrutura e Meio Ambiente, Marcos Penido, e com o subsecretário, Eduardo Trani, no próximo dia 19 de agosto, momento em que entregará em mãos o ofício de agradecimento com registro fotográfico, bem como abordará sobre a possibilidade de criação do Grupo de Trabalho a ser formado com representantes do Executivo, APqC e pesquisadores no Instituto de Botânica e Fundação Parque Zoológico na elaboração do edital.

Pesquisa revela que abelhas jataí se tornam mais lentas e voam menos sob a ação de agrotóxicos

Depois de uma intensa mortandade de abelhas no início dos anos 2000, causada possivelmente pelo uso excessivo de inseticida no campo, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) convidou os biólogos Osmar Malaspina, da Universidade Estadual Paulista (Unesp), de Rio Claro, e Roberta Nocelli, da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), para aprofundar os estudos sobre a situação das abelhas no Brasil. Em 2017, o governo aprovou uma lei estabelecendo que os agrotóxicos a serem comercializados no Brasil devem passar por testes de avaliação de risco em abelhas Apis mellifera, espécie adotada internacionalmente nos testes dessa natureza, por viver em quase todo o mundo. No entanto, a mortalidade continuou. De dezembro de 2018 a fevereiro de 2019, o Rio Grande do Sul registrou 400 milhões de Apis mortas, Santa Catarina 50 milhões, Mato Grosso do Sul 45 milhões e São Paulo 5 milhões. Os inseticidas usados para matar pragas das plantações são uma das causas da redução das populações de abelhas no mundo, ao lado da diminuição das áreas de florestas e das mudanças climáticas.

O grupo de trabalho criado pelo Ibama para avaliar o risco de agrotóxicos concluiu que era necessário incluir abelhas sem ferrão que fossem representativas das cerca de 350 espécies exclusivas do Brasil. “Temos de criar metodologias de análise de toxicidade para as abelhas nativas para não fazer apenas testes com Apis antes de lançar um produto novo”, enfatiza Malaspina, coordenador do laboratório de pesquisa sobre ecotoxicologia de abelhas sociais do Instituto de Biociências da Unesp de Rio Claro. “Sugerimos que os métodos para avaliação de toxicidade durante o estágio imaturo de abelhas adotados para Apis para avaliação de risco não podem ser aplicados nas abelhas sem ferrão”, reitera a bióloga Annelise Rosa-Fontana, pesquisadora em estágio de pós-doutorado na Unesp em Rio Claro.

Em 2015, em um experimento de seu doutorado na Universidade de São Paulo (USP) em Ribeirão Preto, ela colocou doses diferentes de um inseticida bastante usado na agricultura, o tiametoxam, no alimento de larvas de uma espécie de abelha nativa sem ferrão, a canudo (Scaptotrigona depilis). Sobreviveram apenas 40% das larvas tratadas com a dose mais alta de inseticida, enquanto no grupo controle, que não recebeu inseticida, sobreviveram 80%, como detalhado em um artigo publicado em 2016 na revista Apidologie.

Em 2018, ela participou de um estudo na Unesp realizado pela bióloga Adna Dorigo, que avaliou o efeito de dimetoato, usado como referência internacional em testes de toxicidade, na uruçu nordestina (Melipona scutellaris). Nesse trabalho, publicado em março de 2019 na revista científica PLOS One, a concentração letal capaz de matar 50% de uma população de larvas de uruçu foi 320 vezes menor que a de larvas de Apis. Em novos estudos, ainda preliminares, larvas de outra espécie de abelha sem ferrão, a mandaguari (Scaptotrigona postica), morreram com uma concentração letal ainda menor do que a da uruçu.

Mudanças de comportamento
Na Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz da Universidade de São Paulo (Esalq-USP), a bióloga Cynthia Jacob reforçou as conclusões sobre os efeitos de defensivos agrícolas em abelhas sem ferrão ao verificar que o tiametoxam e outros três inseticidas do grupo dos neonicotinoides podem causar mudanças de comportamento, como a redução da velocidade de voo e da distância percorrida, de abelhas adultas jataí (Tetragonisca angustula), de acordo com um estudo publicado em fevereiro na revista Chemosphere.

Apis predominam como produtoras de mel e são essenciais como polinizadoras de laranja, soja, canola, algodão, entre outras culturas agrícolas, enquanto as sem ferrão favorecem a frutificação de café, morango, maçã, pêssego, tomate e berinjela. O relatório Polinização, polinizadores e produção de alimentos, organizado pela Plataforma Brasileira de Biodiversidade e Serviços Ecossistêmicos (BPBES) e pela Rede Brasileira de Interações Planta-Polinizador (Rebipp) e apresentado em fevereiro de 2019, estimou em R$ 43 bilhões os serviços prestados pelos polinizadores no Brasil. De acordo com esse documento, as abelhas realizam 66% dos trabalhos de polinização, ao lado de besouros, borboletas, mariposas, aves e morcegos.

As abelhas sem ferrão – na verdade, com ferrão atrofiado – voam em praticamente toda a América Central e do Sul, África, Sudeste Asiático e norte da Austrália. “Elas vivem em matas próximas às plantações, como Apis, são menos numerosas e visíveis, percorrem áreas menores, porém entram em cultivos agrícolas”, diz Malaspina. Diante do risco de redução contínua das populações de abelhas, ele argumenta: “Como os agrotóxicos ainda são indispensáveis para manter o tamanho da safra agrícola, os fabricantes de defensivos e os produtores rurais deveriam investir mais em agroquímicos menos tóxicos ou em produtos biológicos mais seletivos”.

“Se usados adequadamente, por meio de aplicações aéreas com empresas certificadas, os defensivos agrícolas não causam impacto sobre as abelhas”, diz a advogada Renata Camargo, coordenadora de sustentabilidade da União da Agroindústria Canavieira do Estado de São Paulo (Unica), que representa 120 usinas produtoras de açúcar e álcool. Em junho de 2017, a Unica e a Organização de Plantadores de Cana da Região Centro-Sul do Brasil (Orplana) assinaram um acordo com órgãos do governo paulista, o Protocolo Etanol Mais Verde, para, entre outros objetivos, promover as boas práticas no uso de agrotóxicos e a proteção da vegetação nativa (Fonte: Revista Fapesp).

Veja o vídeo produzido pela Fapesp sobre o tema.

Pesquisadores apresentam seus trabalhos à população na Marcha pela Ciência

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Marcada por protestos contra os cortes nas áreas de Ciência e Educação, promovidos pelo governo Bolsonaro, a Marcha pela Ciência, organizada por professores e pesquisadores vinculados às universidades públicas e aos institutos de pesquisa, aconteceu ontem, na Avenida Paulista, em São Paulo, e reuniu cerca de 150 profissionais. Entre outras pautas, os manifestantes pediram o fim dos cortes – entre eles o corte de 42% no orçamento do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) – e o cancelamento da concessão da área do Jardim Botânico à iniciativa privada.

No entanto, para a pesquisadora científica Roseli Torres, do Instituto Agronômico de Campinas (IAC), mais importante do que a marcha foi “a aproximação dos cientistas com a população por meio das exposições dos nossos trabalhos”. Ela se refere à Feira de Ciência, montada próxima ao Museu de Arte de São Paulo (Masp), que contou com dezenas de tendas onde foram expostos trabalhos e experimentos resultantes de pesquisas desenvolvidas nos institutos. Segundo a organização do evento, milhares de pessoas passaram pelo local para falar com os pesquisadores e ter acesso ao que tem sido feito por eles com o investimento público.

Participaram da Feira de Ciência o Instituto Butantan, o Instituto Florestal, o Instituto Botânico, o Instituto de Pesca, o Instituto Pasteur, o Instituto Biológico, o Instituto Agronômico e a Superintendência de Controle de Endemias (SUCEN). Segundo Cleusa Lucon, presidente da Associação dos Pesquisadores Científicos do Estado de São Paulo (APqC), a atividade foi “muito positiva”, na medida em que “cumpriu seu objetivo de informar as pessoas sobre a importância da pesquisa científica, além de mostrar à sociedade nosso repúdio em relação aos ataques e cortes que nosso trabalho vem sofrendo”, disse.

Além da APqC, participaram do ato as entidades Cientistas Engajados; Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência – SBPC; Academia de Ciências do Estado de São Paulo – ACIESP; Associação Nacional de Pós Graduandos – ANPG; Instituto Questão de Ciência – IQc; Associação dos Docentes da Universidade de São Paulo – ADUSP; Associação dos Docentes da Unicamp – ADunicamp; e Associação dos Docentes da UNESP – ADUNESP.

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Informe sobre a anuidade de 2019

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Prezado Associado,

Agradecemos aos associados que já baixaram o boleto da anuidade de 2019 e até mesmo que já pagaram a anuidade deste ano. Contudo, cerca de 75% dos associados ainda não baixaram o boleto. A anuidade de 2019 de nossa Associação vencerá em 10/07/2019 e o valor é de R$250,00. Conforme aprovado na Assembleia do último dia 12 de março, a partir do dia 11/07 a anuidade de 2019 passará para R$275,00.

Pague a sua anuidade em dia. O boleto com o valor de sua anuidade está disponível na área de sócio do site da APqC, no link http://www.apqc.org.br/Socios/index.asp.

Diferentemente do que ocorreu nos anos anteriores, todos os boletos precisarão ser registrados em 2019. Esta é uma exigência do Banco Central. Para nossos associados essa mudança significa que não será possível gerar o boleto e pagar no mesmo dia. Para o registro do boleto é necessário 1 dia útil de prazo entre o download e o pagamento. Exemplificando: para pagar o boleto no dia do vencimento (10/07/2019), o associado terá de gerar o boleto até às 17:00h do dia 09/07/2019. Boletos gerados a partir das 17:01h do dia 09/07/2019 só poderão ser pagos após às 17:00h do dia 10/07/2019, até às 23:59h deste dia para pagar dentro do vencimento o valor de R$250,00.

Para outros esclarecimentos, por favor, encaminhe uma mensagem para a srta. Domênica, no e-mail secretaria.apqc@gmail.com. Ou entre em contato pelo número (19) 2514-1431 (Fixo) ou (19)9-97519371 (WhatsApp)

Estamos à disposição para esclarecer eventuais dúvidas.

 

Att.,

Tivelli

Tesoureiro da APqC

Biênio 2018-2019

Marcha Pela Ciência acontece domingo com várias atividades na Avenida Paulista

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No próximo domingo (07/07), com concentração a partir das 16h no vão do MASP, em São Paulo, cientistas e professores das universidades públicas e dos institutos de pesquisa estarão reunidos para participar da Marcha Pela Ciência, que percorrerá a Avenida Paulista para chamar a atenção da população para a importância da pesquisa científica e protestar contra os ataques e cortes que a mesma vem sofrendo no Brasil.

Além da caminhada em si, uma série de atividades acontecerá no local. Mais cedo, das 10h às 17h, na altura do número 393 da Avenida Paulista, pesquisadores poderão apresentar seus trabalhos e experimentos para o público presente na Feira de Ciências. Os pesquisadores interessados terão barracas montadas como suporte para as apresentações, mas deverão se inscrever neste link (clique aqui).

Das 14h às 17h, no mesmo local, haverá exposição de banners científicos utilizados em congressos, simpósios, defesas de tese e outros eventos da área de pesquisa. A ideia é mostrar à população a produção científica gerada pelas universidades e institutos públicos. Os interessados podem inscrever seu banner no link a seguir (clique aqui).

Na sequência leia o manifesto assinado pelas entidades Cientistas Engajados; Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência – SBPC; Academia de Ciências do Estado de São Paulo – ACIESP; Associação Nacional de Pós Graduandos – ANPG; Associação dos Pesquisadores Científicos do Estado de São Paulo – APQC; Instituto Questão de Ciência – IQc; Associação dos Docentes da Universidade de São Paulo – ADUSP; Associação dos Docentes da Unicamp – ADunicamp; e Associação dos Docentes da UNESP – ADUNESP. Não deixe de fazer a sua inscrição na Marcha Pela Ciência (clique aqui).

CARTA-CONVITE

A produção de conhecimento e a formação de profissionais qualificados é fundamental para sairmos da crise. Ainda assim, o governo federal congelou o repasse para as universidades, bolsas de pós graduação e projetos de pesquisa. Depois das grandiosas manifestações contra os cortes, em um acordo na Comissão de Orçamento, a oposição no Congresso Nacional conseguiu garantir R$ 1,3 bi para o Ministério da Educação, sendo 330 milhões destinados especificamente para bolsas de pesquisa. Mas continuamos com 42% dos recursos do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicações contingenciados, assim como a maior parte do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico.

No Estado de São Paulo, a queda na arrecadação reduziu o recurso disponível para a FAPESP, para as Universidades Estaduais e Institutos de Pesquisa.

O governo estadual, ao invés de ampliar o investimento em pesquisa, enviou e conseguiu aprovar na Assembleia Legislativa o Projeto de Lei de concessão do Jardim Botânico – área fundamental para a pesquisa desenvolvida pelo Instituto de Botânica. Além disso, pretende unificar os institutos de Pesca e o da Aquicultura e transferir o Hospital Vital Brasil, referência internacional no atendimento a pacientes picados por animais peçonhentos, do Instituto Butantã para o Hospital Emílio Ribas.

Defender as instituições de pesquisa é defender o desenvolvimento do Estado de São Paulo.

Pesquisador do Instituto Florestal registra espécie rara de ave

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Na manhã do último dia 14 de junho, o pesquisador científico do Instituto Florestal (IF) Helder Faria fotografou no Parque Estadual Morro do Diabo (PEMD) uma ave rara: o rei-do-bosque. O registro foi obtido em uma área em estágio avançado de regeneração do Parque localizado no município de Teodoro Sampaio/SP.

“Como não enxergo muito bem, e pela distância, fiz o registro acreditando ser um bem-te-vi, pelo tom amarelado. Quando cheguei em casa, analisei a fotografia e consultei os livros de ornitologia. Fiquei extremamente surpreso”, revela Helder.

Doutor em geografia, o pesquisador é membro da equipe do projeto “Avifauna do PEMD, fragmentos lindeiros e área urbana de Teodoro Sampaio – SP como indicadora da qualidade ambiental do município”, em desenvolvimento desde fevereiro de 2018 na Unidade de Conservação.

O rei-do-bosque é uma ave de pequeno porte, apresentando em média 20 cm de comprimento. Por se tratar de uma espécie rara, este registro é muito importante para a ciência e a compreensão da distribuição da espécie e suas rotas migratórias.

A espécie distribui-se principalmente ao longo da cordilheira dos Andes (Argentina, Bolívia, Peru, Equador, Colômbia e Venezuela) e habita paisagens áridas e semiabertas com árvores esparsas e matas secas, bem como florestas tropicais e subtropicais úmidas de montanha e campos arbustivos de altitude. Os primeiros registros desta ave em território brasileiro foram publicados em 1870 a partir de espécimes coletados por Johann Natterer no Mato Grosso em 1828. Sua distribuição no Brasil ocorre no sudoeste do Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, sendo uma espécie de ocorrência ocasional. Em São Paulo, de acordo com o site Wikiaves, existe um registro na cidade de Botucatu, de 2018.

“A foto foi tirada em uma área de Floresta Estacional Semidecidual nos domínios da Mata Atlântica de Interior. Por isto o registro é tao importante”, explica a pesquisadora científica do IF Andréa Pires Soares.

O ornitólogo Carlos Gussoni, doutor em zoologia pela Unesp e moderador voluntário da plataforma online eBird, em troca de mensagens com os pesquisadores do projeto ressaltou a importância do registro da espécie para o estado de São Paulo.

Com informações da assessoria de imprensa do IF. 

*Foto da matéria é ilustrativa e similar. Não se trata da imagem registrada pelo pesquisador.

Pesquisadora e deputada falam sobre a luta em defesa do Instituto de Botânica após privatização

Em conversa com a deputada estadual Beth Sahão, a pesquisadora científica Dra. Addolorata Colariccio fala sobre a importância do Instituto de Botânica para o Estado de São Paulo e manifesta sua preocupação com o destino do mesmo diante da privatização da área onde está situado. Fiscalização sobre o edital e o trabalho da empresa concessionária será a próxima luta da Frente Parlamentar em Defesa das Instituições Públicas de Ensino, Pesquisa e Extensão.

Especialistas da Unicamp escrevem sobre impactos da reforma da previdência na vida de professores e pesquisadores

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Docentes da Unicamp, de diferentes áreas e que se dedicam ao estudo das importantes questões sociais do país, publicaram uma série de textos no Boletim ADunicamp que tratam dos impactos que serão provocados na sociedade caso a proposta do atual governo para a Reforma da Previdência, hoje em discussão no Congresso Nacional, seja aprovada. O conjunto dos textos oferece uma visão ampla e aprofundada dos reais objetivos da proposta de reforma e de seus efeitos nos mais diversos segmentos sociais, em especial na vida dos professores e pesquisadores. Vale a leitura.

Para acessar o boletim na íntegra, clique aqui.

Sistema de mudas pré-brotadas desenvolvido pelo IAC conquista marca registrada

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O Instituto Agronômico de Campinas (IAC) obteve marca registrada do Sistema de Mudas Pré-Brotadas, desenvolvido há dez anos e transferido a canavicultores de diversas regiões do Brasil, com acompanhamento técnico em todo o processo. A marca registrada foi obtida junto ao Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), que publicou o deferimento da marca MPB Cana IAC, na Revista da Propriedade Industrial (RPI), nº 2521, de 30/04/2019.

“O momento é importante para o IAC, que fez o registro da marca de um produto do Instituto que traz uma mudança conceitual na forma de plantar cana e chamou a atenção do setor sucroenergético para questões que não estavam sendo bem observadas”, avalia o pesquisador do IAC e coordenador do projeto de MPB, Mauro Alexandre Xavier.

Segundo o pesquisador, há diversos segmentos desenvolvendo produtos para o sistema MPB ou similares, o que reforça a importância de o IAC ter a marca registrada. “Essa conquista valoriza o IAC e a equipe envolvida com esse sistema”, diz o pesquisador do IAC, vinculado à APTA.

Cerca de 700 profissionais já foram treinados pelo IAC nesse sistema pioneiro de produção. “O sistema passou a ser prática rotineira na canavivultura”, afirma. A qualificação da produção tem contribuído para alçar alguns produtores a viveiristas de mudas credenciados pelo Ministério de Agricultura Pecuária e Abastecimento (MAPA). Segundo Xavier, esse nível de profissionalização é uma conquista da equipe responsável pelo trabalho e dos produtores envolvidos.

Uma muda pré-brotada é um produto com valor agregado, que transfere ao setor produtivo um sistema de multiplicação acelerado e as variedades de cana IAC, com a garantia de suas características genéticas, vigor e padrão fitossanitário. “Há a transferência de um produto de tecnologia agregada, ou seja, modernas variedades na forma de MPB”, resume.

O pesquisador considera que, além da transferência da tecnologia e da inovação que caracterizam esse trabalho, a interatividade é bastante forte nessa ação. “Trazemos o agricultor para dentro da instituição de pesquisa e nós, pesquisadores, vamos para dentro da propriedade agrícola, onde de fato as coisas acontecem”, explica.

Fonte: Assessoria de imprensa do IAC