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Resultados das pesquisas do Instituto Biológico estão mais acessíveis ao cidadão

ibio

O Instituto Biológico (IB-APTA), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, possui agora um repositório institucional, que armazena, preserva, organiza e dissemina a produção técnica e científica da instituição de forma gratuita e sem restrições de acesso. Na prática, a ferramenta possibilita que os cidadãos e outros pesquisadores tenham acesso facilitado aos resultados de pesquisas desenvolvidas no IB. As produções podem ser acessadas aqui.

Os repositórios institucionais têm o objetivo de disponibilizar em um único local as informações de acesso aberto e público da produção científica e tecnológica do Instituto. “Com isso, contribui para ampliar a visibilidade da instituição na área de pesquisa, desenvolvimento e inovação, além de preservar a memória intelectual. A comunicação e o acesso aos resultados de projetos de pesquisa precisam ser plenos e sem restrições, já que a ciência é considerada um bem público”, explica Ana Eugênia de Carvalho Campos, diretora-geral do IB.

Estão disponíveis no repositório os boletins, comunicados, documentos técnicos e livros de autoria dos pesquisadores e técnicos, além das dissertações de mestrado e teses de doutorado produzidas pelos alunos de Pós-Graduação em Sanidade, Segurança Alimentar e Ambiental no Agronegócio do Instituto.

Também estão disponíveis os artigos em livre acesso publicados pelos pesquisadores em revistas científicas do Brasil e do exterior e as referências dos artigos que se encontram com o acesso regulamentado e fechado, que não podem ser disponibilizados em respeito de direitos autorais.

“O repositório é um sistema vivo, portanto em transformação, de forma que receberá a inserção de novos documentos, coleções e funcionalidades, contribuindo para a preservação da história institucional e para o desenvolvimento científico e inovação no âmbito do negócio agrícola”, afirma Roberto Tadeu da Silva, bibliotecário do IB.

Os repositórios institucionais são considerados pelo movimento Ciência Aberta (Open Science) como estratégicos para tornar a literatura científica disponível na internet de forma gratuita e sem restrições de acesso, proporcionando maior visibilidade à produção de universidades e instituições de ciência.

Fonte: Assessoria de Imprensa IB/APTA

Laranjeiras imunes: Variedades desenvolvidas no Instituto Agronômico de Campinas (IAC), com acréscimo de gene de tangerina, se mostraram resistentes à clorose variegada dos citros

IAC Fapesp

De Sarah Schmidt para a Revista Fapesp / Foto de Léo Ramos Chaves

Laranjas doces das variedades Pineapple e Hamlin receberam um gene de tangerina e se mostraram resistentes à clorose variegada dos citros (CVC), também conhecida como a praga do amarelinho. O trabalho foi conduzido por pesquisadores do Centro de Citricultura Sylvio Moreira, do Instituto Agronômico de Campinas (IAC), em Cordeirópolis, interior paulista. Para chegar ao resultado, eles infectaram plantas de tangerina, naturalmente resistentes à doença, com a bactéria Xylella fastidiosa, causadora da CVC, e conseguiram identificar um gene com potencial de conferir essa resistência.

Batizado de RAP2.2, o gene já era conhecido da comunidade acadêmica por estar presente em outras espécies vegetais. No entanto, a descoberta de seu papel em defender plantas de citros frente à Xylella é inédita, “assim como a inserção do gene de tangerina em laranja doce com o objetivo de combater a praga”, ressalta a bióloga Alessandra Alves de Souza, líder do estudo e pesquisadora do IAC, instituição que completou 133 anos em junho. Os caminhos percorridos na pesquisa foram publicados nas revistas Phytopathology e Molecular Plant-Microbe Interactions, em 2019 e 2020, respectivamente.

A clorose variegada de citros é transmitida às laranjeiras pela picada de cigarrinhas, insetos que medem pouco mais de 1 centímetro. Uma vez dentro do fruto, a Xylella começa a se multiplicar ao ponto de obstruir os vasos que transportam água e nutrientes da raiz para a copa das plantas, deixando os frutos pequenos e duros e, por isso, impróprios para o consumo e a comercialização. A praga já foi o maior problema dos citricultores paulistas – em 2009, atingia 42% das plantações de laranja de São Paulo e na região do Triângulo Mineiro e no sudoeste do estado. Atualmente, esse número caiu para 1,71%, de acordo com o levantamento de 2019 do Fundo de Defesa da Citricultura (Fundecitrus). O controle é feito com técnicas de manejo, como uso de inseticidas e plantio de mudas em ambiente protegido.

O gene de tangerina pode dar às laranjeiras condições de se defender melhor da doença. “Esse gene se liga ao DNA da planta e ativa outros genes, envolvidos na fortificação da parede celular vegetal. Com isso, a bactéria não consegue se mover tão bem e fica aprisionada”, explica Souza. “A planta, então, percebe o patógeno e ativa seu mecanismo de resistência, conseguindo matá-lo ou reduzir de forma significativa os danos causados por ele.” Como as laranjas doces são a principal cultura do agronegócio de cítricos, a nova planta tem potencial para ser mais competitiva. “Elas poderão produzir mais e ter um manejo mais sustentável e econômico”, observa a bióloga.

O cruzamento entre tangerina e laranja doce já ocorre de forma natural no ambiente e, por isso, o procedimento adotado não é classificado como transgenia e sim como cisgenia, quando são transferidos apenas genes de espécies compatíveis do ponto de vista reprodutivo. Isso garante um desenvolvimento mais rápido e seguro por evitar etapas em que poderiam ocorrer incompatibilidade e conferir características indesejáveis ao fruto. O IAC já desenvolveu uma tangerina que vem do cruzamento genético natural com a laranja doce, batizada de Maria, resistente à mancha marrom de alternária, em um processo que durou 20 anos e envolveu cruzamentos, mapeamento genético, testes de paladar e de resistência à doença.

Atualmente, as plantas de laranja doce com gene de tangerina estão sendo preparadas para entrarem na fase de ensaio em campo no próprio Centro de Citricultura, após mostrarem um bom resultado nas estufas. Como se trata de uma planta geneticamente modificada, para que a nova fase em campo seja iniciada é preciso obter autorização da Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio). “Estamos com a documentação em andamento e a expectativa é que a liberação ocorra até o final do ano”, prevê Souza. Essa fase deve durar cinco anos e, depois disso, se os testes apresentarem resultados satisfatórios, as novas plantas poderão ser liberadas para os citricultores.

O processo e a planta “cobaia”

Após identificarem na tangerina uma série de genes associados aos mecanismos que poderiam conferir resistência à CVC, os pesquisadores os implantaram em uma “planta cobaia”, a Arabidopsis thaliana, muito utilizada em estudos de biologia molecular. “Nesta etapa, ganhamos vários anos em pesquisa, já que a transferência e o estudo de todos os genes em laranjas é um processo caro e demorado”, explica Souza, “principalmente porque a planta leva uns três anos para se desenvolver e tem um longo período juvenil de difícil manipulação genética”. Com o teste na planta modelo, esse período caiu para cerca de oito meses. Após a experiência em Arabidopsis, foi possível eleger o gene mais promissor, o RAP2.2, e transferi-lo para as plantas de laranja doce.
Parte do estudo foi desenvolvida no campus de Davis da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, onde o biotecnologista Willian Pereira passou um ano por meio do programa Ciência sem Fronteiras, enquanto cursava o doutorado em genética e biologia molecular, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), sob orientação de Souza.

Entre agosto de 2015 e julho de 2016, ele aprofundou a pesquisa em Arabidopsis nos laboratórios do Departamento de Ciências das Plantas da universidade norte-americana. Por lá, analisou a função da proteína RAP2.2 da planta modelo para compará-la com a de tangerina. Ao perceber a semelhança entre elas, avaliou a reação de ambas frente à infecção por Xylella. “Os resultados mostraram que as proteínas são ortólogas, ou seja, desempenham a mesma função nos dois tipos de planta. Percebemos também que a infecção em Arabidopsis é similar àquela que ocorre nas laranjas doces, porque a bactéria coloniza os mesmos vasos e também gera sintomas”, conta Pereira. A pesquisa ainda mostrou, de forma inédita, que Arabidopsis pode ser usada como planta modelo para futuras pesquisas com outros genes de citros para uma variedade de aplicações.

Tradição no combate às pragas

“A possibilidade de existir uma planta resistente permitiria um uso menor de inseticidas no controle das cigarrinhas que são os vetores da CVC”, avalia o engenheiro agrônomo Antonio Juliano Ayres, gerente-geral do Fundecitrus. Ele ressalta, porém, que “é necessário aguardar os resultados em campo para confirmar a efetividade desses resultados preliminares obtidos em casa de vegetação”.

De fato, as demais etapas da pesquisa sugerem que o gene RAP2.2 tanto pode ser usado em outras espécies afetadas pela Xylella, como oliveiras e videiras, como tem potencial para o combate a outras pragas de citros, como o greening. Também chamado de HLB, o patógeno é hoje o maior desafio da citricultura mundial e atinge 19,02% das plantações de laranja em São Paulo e Minas Gerais, de acordo com dados de 2019 do Fundecitrus.

Como a Xylella, o HLB é transmitido pela picada de um inseto, o psilídeo Diaphorina citri, e a bactéria Candidatus liberibacter também coloniza os vasos das plantas. “O gene de tangerina pode fortalecer as paredes desses vasos e ajudar a planta a eliminar a bactéria. Ainda, com os vasos mais resistentes, o inseto pode desistir de picar a planta”, conta Souza. “Estamos estudando essa possibilidade.”

O Centro de Citricultura Sylvio Moreira tem tradição na busca por novas maneiras de combater as pragas em citros. Em 2017, Souza e colegas desenvolveram outra variedade de laranjeira transgênica resistente à CVC. Na ocasião, foi introduzido no genoma da planta um gene da própria bactéria: o rpfF, responsável pela produção de uma proteína homônima que reduz a movimentação de Xylella. Em 2020, as plantas completam dois anos em fase de campo e, até o momento, se mostraram resistentes ao patógeno e com bom desenvolvimento. O genoma da Xyllela foi o primeiro de um organismo causador de doenças em plantas a ser sequenciado no mundo e o feito, parte do Programa Genoma FAPESP, foi capa da revista Nature em 13 de julho de 2000, com participação de Souza.

Outro destaque do Centro de Citricultura é um produto desenvolvido nos laboratórios do centro, cujo princípio ativo é uma molécula antioxidante chamada N-acetilcisteína (NAC), destinado ao controle do CVC, do cancro cítrico e do HLB. A NAC é comercializada desde 2019 pela startup CiaCamp – da Ciência ao Campo. Para Souza, as tecnologias desenvolvidas são complementares. “Nunca teremos um gene ou um produto que resolva todo o problema. Trabalhamos para termos alternativas. Daqui a uns anos, o patógeno conseguirá quebrar a resistência. Por isso, precisamos de diferentes abordagens, olhando para o futuro”, conclui.

Semana Mundial de Amamentação será lançada amanhã (31) pelo canal Saúde em Rede

apqc1A Semana Mundial do Aleitamento Materno (SMAM) é comemorada em vários países anualmente na primeira semana de agosto, por iniciativa da Aliança Mundial pela Amamentação – WABA. O tema de 2020 foi definido a partir da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável, um plano de ação global para o desenvolvimento humano com a preservação da natureza e nos convida a uma reflexão sobre a importância de promover o aleitamento materno para termos planeta saudável.

A amamentação é um excelente exemplo das profundas conexões entre a saúde humana e os ecossistemas. O leite materno é um alimento natural e renovável, ambientalmente seguro e ecológico, porque é produzido e entregue ao consumidor com o mínimo de poluição, embalagem ou desperdício.

Neste ano, a SES-SP lançará a SMAM amanhã, dia 31 de julho, às 9 horas. Com o apoio da Coordenadoria de Controle de Doenças e equipe da “Saúde em Rede”, o evento de abertura será transmitido online, com a presença de Sonia Venancio, pediatra, pesquisadora e assistente da diretoria do Instituto de Saúde. “Amamentação é um tema muito caro para o Instituto de Saúde, nós temos uma linha de trabalho já consolidada”, diz ela. “O nosso trabalho é pautado pela produção de evidências, conhecimentos, difusão técnico-científica e promoção de eventos, porque a gente acredita que essa é a melhor forma de contribuir para a formulação e implementação das políticas de aleitamento materno no Brasil”, acrescenta.

O evento conta, ainda, com a presença de Moisés Chencinski, presidente do departamento científico de aleitamento materno da Sociedade Brasileira de Pediatria; Alberto Guimarães, obstetra e fundador da Parto Sem Medo; e representantes do Hospital Maternidade Leonor Mendes de Barros e Hospital Geral de São Mateus na Iniciativa Hospital Amigo da Criança.

Acompanhe a abertura da SMAM 2020 pelo canal da Saúde em Rede no YouTube (clique aqui para assistir), na próxima sexta-feira, 31 de julho.

Fonte: Instituto de Saúde

Instituto Butantan quer dobrar capacidade de produção de vacina contra o coronavírus

Da Revista Veja

Nesta quarta-feira, 29 de julho, o governador de São Paulo, João Dória, afirmou em coletiva estar buscando parceiros em todo o continente para conseguir aumentar a capacidade de produção da vacina Coronavac, que, no momento, está sendo testada pelo Instituto Butantan. Caso a vacina funcione, o Butantan possui capacidade de produzir até 60 milhões de doses. O desejo é dobrar esse número, mas, para isso, é necessário um aporte de cerca de R$ 130 milhões.

Ainda em São Paulo, a prefeitura afirmou estar estudando a liberação de mesas de bares em calçadas já em agosto. A notícia vem no dia em que o diretor regional da OMS na Europa, Hans Kluge, afirmou que os jovens provavelmente são os responsáveis por novos picos na região. Em entrevista à BBC, Kluge falou que os relatórios estão mostrando que as infecções nessa faixa etária vem crescendo e que isso deve estar ligado ao fato de que os mais novos estão saindo às ruas para aproveitar o verão europeu.

Para Margaret Harris, porta-voz da OMS, não faz mais sentido falar em “segunda onda”. Na coletiva de hoje, ela afirmou que estamos em uma única grande onda e que, para ela, falar dessa forma leva as pessoas a acreditarem que o vírus se comporta de um jeito que está fora do controle do Ser Humano, quando, na verdade, há uma série de medidas que podem ser tomadas para evitar a propagação.

Nas últimas 24 horas, o Brasil teve 69.074 novos casos confirmados do coronavírus e 1.595 mortes causadas pela doença. O novo recorde diário, porém, pode ser explicado pelo fato de que na última terça o governo de São Paulo atrasou a divulgação dos dados do Estado e divulgou hoje dados referentes a dois dias, que somaram 713 óbitos e 23.543 novos casos. O país acumula agora 2.553.265 casos, 90.134 mortes e 1.787.419 recuperados.

Instituto Florestal celebra em live o Dia Mundial do Guarda-parques

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Você é nosso convidado especial para participar de mais uma edição do Café Virtual. O programa dessa vez será em homenagem ao Dia Mundial dos Guarda-Parques, servidores que ajudam a preservar e a proteger o Meio Ambiente. O evento será realizado amanhã (quinta, 30 de julho), às 15h, diretamente da Sala do Zoom do Instituto Florestal. Após a inscrição, você receberá um e-mail de confirmação contendo informações sobre como entrar na reunião.

Inscreva-se CLICANDO AQUI

 

Dia do Agricultor: conheça as inovações da Secretaria de Agricultura e Abastecimento que facilitam a vida deste profissional

O Dia do Agricultor, comemorado hoje (28 de julho), marca as homenagens ao profissional que produz alimentos, gera renda e empregos e contribui ativamente para a economia paulista e brasileira. A Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo listou seis ações que facilitam o dia-a-dia dos agricultores, seja na realização de serviços, na capacitação. Confira abaixo.

 

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1- Novo normal: novas formas de levar tecnologia ao campo

Mesmo durante a pandemia, os trabalhos desenvolvidos pela Secretaria de Agricultura e Abastecimento não pararam. Pesquisadores, extensionistas e técnicos têm desenvolvido diversas ações para continuar levando informação e tecnologia para os agricultores. De abril a julho de 2020, por exemplo, os pesquisadores dos Institutos e unidades regionais da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA) participaram de 70 lives, aproximadamente. O acesso aos sites dos órgãos da Secretaria foi bastante expressivo de janeiro a julho de 2020: mais de um milhão e meio de acessos a notícias, pesquisas e serviços oferecidos pela Pasta.

Além disso, os Institutos têm se esforçado para realizar eventos online, como é o caso do Instituto de Tecnologia de Alimentos (ITAL-APTA), que por meio do Centro de Tecnologia de Frutas e Hortaliças (Fruthotec), realizará pela primeira vez o tradicional curso de industrialização de palmito de forma online. A capacitação deve ocorrer em novembro ou dezembro. O ITAL atuou na elaboração de normas do Codex Alimentarius relacionadas ao palmito em conserva que norteiam a imensa maioria da produção no Brasil e realiza essa capacitação obrigatória de profissionais da área há mais de 20 anos, tendo formado mais de 500 profissionais.

2 – Compartilhar informação para alavancar a produção

O setor cafeeiro tem uma ferramenta de comunicação importante para tratar de assuntos que vão da semente à xícara e que contribui para alavancar a produção de café. É a Rede Social do Café, uma ação que tem o pesquisador do Instituto Agronômico (IAC-APTA), Sérgio Parreiras Pereira, como mediador. Diariamente, os cafeicultores podem se atualizar sobre notícias relacionados a clima, cotação, comercialização e agroindústria, além de resultados científicos das instituições que compõem o Consórcio Pesquisa Café.

Neste período de pandemia, o acesso à rede, que existe há 14 anos, aumentou em 27% em números de usuários, 35% em novos usuários e 23% em visualização da página. Ao longo desses anos, a Rede teve 22 milhões de acesso de todos os Estados brasileiros e outros 165 países. “Na plataforma, os produtores de café têm acesso direto a conteúdos digitais com tecnologias e práticas que ao serem adotadas impactam positivament’e no cotidiano do seu sistema produtivo”, afirma Pereira.

3- Gedave

O sistema Gestão de Defesa Animal Vegetal (Gedave) modernizou e agilizou a vida dos agricultores nos últimos anos, permitindo a realização de diversos serviços sem a necessidade de se deslocar ao Escritório de Defesa Agropecuária. A mais recente funcionalidade do sistema eletrônico é a emissão digital da Permissão de Trânsito Vegetal (PTV), de forma totalmente independente, sem a necessidade da assinatura do engenheiro agrônomo do serviço oficial. A emissão é feita após o pagamento pelo serviço.

O documento é emitido ao final de um processo de certificação fitossanitária pela Secretaria, por meio da Coordenadoria de Defesa Agropecuária. Desde o início da liberação do sistema, foram emitidas 3.979 PTVs, sendo que 2.404 emitidas pelo produtor ou seu responsável técnico, o que representa 60,41% do total emitido.

4 – App calcula o Valor Venal da propriedade

A Calculadora do Valor Venal da Terra Rural, primeiro aplicativo desenvolvido pela Secretaria de Agricultura, permite que, ao informar o município, área e categoria da terra rural, o interessado tenha na tela do celular, em questão de segundos, o valor venal de uma propriedade. Uma informação preciosa, que permite ao agricultor recolher corretamente os impostos, comprar e vender um imóvel e resolver questões ligadas à Justiça, e totalmente gratuita.

O app foi desenvolvido no âmbito do Instituto de Economia Agrícola (IEA-APTA) do projeto de modernização da metodologia para cálculo dos índices preços de terras, que passou a contar com 12 informações sobre cada um dos 645 municípios, o que permitiu a ponderação de uma média muito mais confiável. Além de servir de base para o cálculo do Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural (ITR), a ferramenta também facilita o recolhimento do Imposto sobre Transmissão Causa Mortis e Doação (ITCMD). Está disponível nas plataformas de aplicativos para Android e IOS.

5- Apoio ao agricultor

Para garantir o acesso às políticas públicas destinadas ao agricultor, que presencialmente conta com a capilaridade das Casas da Agricultura em todo o Estado, a Coordenadoria de Desenvolvimento Rural Sustentável (CDRS), órgão de extensão rural e assistência técnica da Secretaria, tem buscado meios de agilizar o atendimento, utilizando-se do teletrabalho e de ferramentas tecnológicas sem descuidar do necessário distanciamento social.

Uma das facilidades disponíveis ao produtor é o preenchimento e entrega digital das Declarações de Conformidade à Atividade Agrícola (DCAA) e de Conformidade à Atividade Aquícola (DCAAq). A DCAA é uma ferramenta muito importante que possibilita o acesso ao crédito. Todas as orientações estão descritas no site da CDRS (www.cdrs.sp.gov.br).

Outras atividades da equipe de extensão rural em teletrabalho neste período de pandemia visam ouvir os produtores, promover sondagens com entrevistas relativas à pandemia, levantamentos sobre abastecimentos e relatórios que possam direcionar as ações do Estado à viabilização de novas políticas públicas diante das grandes mudanças em todos os cenários.

6 – Orientação nas compras públicas

As compras públicas representam uma importante atividade na geração de renda aos agricultores paulistas. O Sistema Edital Paulista, ferramenta online gratuita da Secretaria visa orientar e dar transparência às chamadas públicas de compras de alimentos. Criado pela Coordenadoria de Desenvolvimento dos Agronegócios (Codeagro), o sistema oferece informações e meios para acompanhar e participar dos editais de compras públicas dos Programas Nacional de Alimentação Escolar (Pnae) e Paulista da Agricultura de Interesse Social (Ppais) em andamento.

Além da divulgação de editais e referência de preços, há um passo a passo na elaboração de editais para chamamento e estatísticas com dados tabulados a partir da demanda das unidades compradoras. Esclarecimentos podem ser obtidos pelo email: compraspublicas@codeagro.sp.gov.br.

Fonte: Assessoria de Imprensa – APTA

Vídeo: Funcionários do Instituto Butantan falam de suas expectativas em relação à vacina contra o coronavírus

Quando as doses da candidata da Sinovac desembarcaram em São Paulo, as equipes do almoxarifado e do setor de rotulagem do Instituto Butantan estavam a postos esperando por elas, para começar a distribuição aos centros de pesquisa clínica vão acompanhar os resultados. Alguns destes funcionários falaram ao Canal Butantan, no Youtube, sobre seus sentimentos em relação a este grande passo em direção à uma vacina que poderá estar acessível a todos os brasileiros, caso sua eficácia seja comprovada. Assista o vídeo.

Instituto de Saúde e Butantan desenvolvem estudo sobre a saúde mental dos profissionais de saúde durante a pandemia

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O Instituto de Saúde, em parceria com o Instituto Butantan, dá início a um projeto que tem como tema central a saúde mental de profissionais de saúde durante a pandemia do coronavírus. O projeto realizará uma avaliação longitudinal, coletando dados de profissionais de saúde que atuam hospitais, que serão sorteados, situados em diferentes localidades do Estado, como a própria capital, a Grande São Paulo e o Interior.

Segundo Tazio Vanni, médico infectologista e pesquisador do Instituto Butantan, a ideia de fazer essa amostragem por sorteio permite ter controle sobre qual é a população alvo, qual o seu grau de resposta, ou até de não resposta, para que o projeto possa abranger diferentes grupos de profissionais.

“Nosso objetivo é conhecer a realidade e as condições de trabalho dos profissionais de saúde que atuam em hospitais aqui no estado de São Paulo, […] se esses profissionais estão tendo acesso e estão aderindo as medidas de prevenção, qual a percepção que eles têm sobre o risco de contágio e o impacto desse momento de pandemia na saúde mental desses trabalhadores”, afirma Sonia Venancio, vice diretora do Instituto de Saúde e coordenadora do projeto.

O estudo será baseado em um instrumento validado para a população utilizado para avaliações de saúde mental, visando entender o quanto a epidemia está afetando o planejamento pessoal, a satisfação e grau de felicidade desses profissionais. Além da questão emocional será avaliada a percepção do risco físico, o quanto essas pessoas se sentem expostas e o quanto acham que estão expondo seus familiares; se consideram quais os riscos que isso pode ocasionar para elas em médio e longo prazo, e calculando tudo isso se ela ainda está disposta a ajudar as pessoas a se manter na linha de frente do combate da doença.

“A metodologia já foi feita em Hong Kong durante a SARS-COV-1, em 2003, e se viu que tinha um impacto importante, até porque naquele momento teve um efeito dominó no sistema de saúde, então eles queriam entender porque algumas pessoas estavam estrando em estafa não só do ponto de vista físico, mas também mental”, diz Tazio.

O estudo será divido em três ondas, a primeira tendo início imediato durante o atual estágio da pandemia. As duas seguintes serão iniciadas após a diminuição da taxa de contágio e a estabilização da doença. Alguns dos profissionais serão avaliados durante as três ondas para que se possa perceber se há um efeito acumulativo em seus diagnósticos. “Isso [estafa física e mental] talvez também esteja acontecendo aqui no Brasil, salvando as devidas proporções, mas se não olharmos não vamos saber, se não soubermos não vamos poder fazer nada para ajudar essas pessoas que estão assistindo quem mais precisa”, afirma Vanni.

Fonte: Núcleo de Comunicação Técnico-Científica

Instituto Geológico divulga diagnóstico da contaminação potencial por nitrato nos aquíferos Bauru e Guarani

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O Instituto Geológico (IG), órgão vinculado à Secretaria de Infraestrutura e Meio Ambiente (SIMA), e o Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo (IPT) apresentaram durante os dias 14, 15, 16 e 17 de julho, em formato de webinars, os resultados do projeto de pesquisa “Delimitação das Zonas Potenciais à Contaminação por Nitrato nas Águas Subterrâneas dos Sistemas Aquíferos Bauru e Guarani, no Estado de São Paulo”.

O estudo, financiado pelo Fundo Estadual de Recursos Hídricos (FEHIDRO), por meio do Comitê Coordenador do Plano Estadual de Recursos Hídricos (CORHi) do Conselho Estadual de Recursos Hídricos (CRH), abrangeu as áreas urbanas de 304 municípios paulistas, distribuídos ao longo de 15 comitês de bacias hidrográficas (CBHs).

A pesquisa foi divulgada em encontros virtuais para os presidentes, secretários executivos e demais integrantes de 12 CBHs: Piracicaba/Capivari/Jundiaí (CBH-PCJ), Alto Paranapanema (CBH-ALPA), Sorocaba/Médio Tietê (CBH-SMT), Pardo (CBH-PARDO), Tietê-Jacaré (CBH-TJ), Sapucaí-Mirim/Grande (CBH-SMG), Mogi (CBH-MOGI), Baixo Pardo/Grande (CBH-BPG), Baixo Tietê (CBH-BT), Tietê/Batalha (CBH-TB), Turvo/Grande (CBH-TG) e São José dos Dourados (CBH-SJD). Para os demais CBHs, a equipe de pesquisadores do IG e do IPT promoveu um evento presencial em 16 de março de 2020 e que antecedeu às ações de combate à pandemia da COVID-19, sendo eles: Médio Paranapanema (CBH-MP), Aguapeí/Peixe (CBH-AP) e Pontal do Paranapanema (CBH-PP).

“Trata-se de uma abordagem regional inédita. Com os resultados podemos efetuar a discussão com os membros dos comitês de bacias hidrográficas e técnicos interessados nesse tema emergente, além de iniciar o importante diálogo com a sociedade sobre os possíveis problemas com o nitrato e soluções para o seu enfrentamento”, disse o secretário da SIMA, Marcos Penido. Já na abertura dos eventos, no primeiro dia, o Subsecretário da SIMA Eduardo Trani relembrou o papel do Sistema Integrado de Gerenciamento de Recursos Hídricos do Estado de São Paulo (SIGRH), destacando a qualidade e a importância dos resultados obtidos no âmbito do projeto.

Por sua vez, o Eng. Rui Brasil Assis, coordenador da CRHi (Coordenadoria de Recursos Hídricos do Estado de São Paulo) declarou que “esse conhecimento é muito valioso para toda a sociedade, mas principalmente para o Departamento de Águas e Energia (DAEE) e a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (CETESB), que podem utilizar as informações para o licenciamento ambiental. Os municípios ganharam mais um subsídio para incorporarem em seus Planos Diretores”.

Os quatro dias de evento foram bastante dinâmicos, onde os palestrantes procuraram enfocar os resultados obtidos nos municípios que fazem parte dos CBHs envolvidos. Durante os webinars os pesquisadores do IG e do IPT responderam às perguntas dos participantes, sempre em número expressivo. Assim, está sendo elaborado um caderno de “perguntas e respostas” que, oportunamente, será disponibilizado na mídia. O evento contou com a participação de 1.152 profissionais na área de recursos hídricos e demais interessados pelo tema.

A coordenadora do projeto, Claudia Varnier, pesquisadora do Núcleo de Hidrogeologia do IG, explicou que “o nitrato é o contaminante inorgânico de maior ocorrência em aquíferos no mundo devido à sua alta mobilidade e persistência, sendo motivo de preocupação dos gestores de recursos hídricos em função do crescente aumento do número de casos reportados”. A pesquisadora ainda lembrou que a principal fonte potencial de nitrato em áreas urbanas corresponde aos sistemas de saneamento, dos quais destacam-se as fossas sépticas e os vazamentos das redes coletoras de esgoto.

Os dados e informações obtidos no estudo demonstraram que, segundo a pesquisadora do Laboratório de Recursos Hídricos e Avaliação Geoambiental (Labgeo) do IPT, Tatiana Tavares, “a maior porcentagem das áreas dos municípios estudados possui classificação moderada quanto ao potencial de contaminação por nitrato. As áreas cujo potencial de contaminação foi classificado como elevado, situam-se, principalmente, nas zonas centrais das áreas urbanas desses municípios”.

Uma priorização dos municípios foi feita para futura execução de estudos de detalhe e ações de gestão, sendo prioritários aqueles que são abastecidos total ou parcialmente por água subterrânea e onde ocorrem concentrações de nitrato acima do padrão de potabilidade (>10 mg/L N-NO3–) ou dentro do Valor de Alerta (5 a 10 mg/L N-NO3–). Tais localidades possuem áreas de carga potencial elevada para esse contaminante.

De acordo com o pesquisador José Luiz Albuquerque Filho, coordenador dos trabalhos pelo Labgeo/IPT, “essa pesquisa constitui instrumento para o enfrentamento do problema do nitrato nos aquíferos paulistas, constituindo-se em subsídio para o desenvolvimento de ações estratégicas por parte de todos os gestores públicos, das diversas esferas de governo e pelos comitês de bacia, lembrando que a água subterrânea é um recurso fundamental para a grande maioria dos municípios do Estado de São Paulo, considerada como fonte exclusiva para o abastecimento público das cidades”.

No documento são também apresentadas recomendações para a prevenção e mitigação do problema, abrangendo ações para os poços contaminados por nitrato, às áreas com carga potencial de nitrato elevada e alta criticidade. Os encontros foram mediados pelas pesquisadoras do Núcleo de Hidrogeologia do IG, Mara Akie Iritani, Marta Deucher e Sibele Ezaki.

Para assistir ao Webinar CLIQUE AQUI.

Fonte: Assessoria / Instituto Geológico

Vídeo: Diretor do Instituto Butantan fala sobre a satisfação de trazer ao Brasil possível vacina contra o coronavírus

Neste episódio da série Butantan na Pandemia, o diretor Dimas Covas fala da satisfação em ver o Instituto Butantan à frente do estudo com uma das três vacinas mais promissoras contra o coronavírus no mundo. Clique acima para assistir o vídeo.