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Posts da categoria ‘Uncategorized’

Coronavírus: produtores recomendam adiamento da colheita de café no Brasil

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Às vésperas do início da safra de café robusta (conilon) no Brasil, produtores têm traçado estratégias de prevenção ao coronavírus que podem incluir o atraso nos trabalhos, solidariedade entre produtores vizinhos e maiores cuidados para contratação de mão de obra.

Embora haja consenso no setor de que as lavouras são um ambiente de menor risco que as cidades para a disseminação da doença, cooperativas e instituições ligadas aos produtores já se mobilizam com a publicação de cartilhas sobre formas de combater a doença no maior produtor e exportador global de café.

E alguns até recomendam, à medida do possível, um adiamento dos trabalhos, com o objetivo de eventualmente deixar para trás o pico da doença no país e obter melhor qualidade, realizando então a colheita de um maior número de grãos maduros, chamados “cerejas”, mais valorizados no mercado.

“Estamos pedindo para o produtor esperar um pouco mais pra colher o café. Se o produtor colher o café um pouco mais à frente, ele terá um percentual de cereja maior, aí vamos melhorar ainda mais a qualidade”, disse à Reuters o pesquisador Abraão Carlos Verdin Filho, coordenador técnico de cafeicultura no Incaper, o órgão de assistência técnica do Espírito Santo.

“O ideal é que tenha de 60% a 80% de cerejas nos pés, para iniciar a colheita e não ter perda de qualidade”, disse ele, avaliando que, se a colheita –que poderia começar em meados de abril– for adiada em 30 dias, esse seria o tempo para passar o que muitos chamam de período mais dramático da contaminação pelo coronavírus no Brasil.

O Espírito Santo é o maior produtor brasileiro de café robusta, chamado conilon no país, com safra estimada em mais de 10 milhões de sacas de 60 kg.

O preço do café tem se sustentado no mercado, diferentemente de muitas commodities, ainda que o Brasil deva colher uma grande safra este ano, pois há preocupações sobre como a colheita poderá ser escoada em tempos de coronavírus.

No caso do conilon do Espírito Santo, a atividade de colheita é mais manual ou semimecanizada em algumas áreas e poderia representar um risco maior em relação ao vírus, não fosse pelo fato de grande parte dos produtores desse tipo de café ser pequena, o que restringe os trabalhos ao núcleo familiar, defendem especialistas.

Além disso, o robusta deve representar somente cerca de 25% da safra total brasileira, estimada pelo governo em até 62 milhões de sacas.

No caso do arábica, cuja produção pode somar até 46 milhões de sacas este ano, os trabalhos só se iniciam em maio ou junho, e a colheita é mecanizada em sua maioria, o que dá mais tempo e alguma segurança para se lidar com o Covid-19.

O pesquisador do Incaper observou ainda que, diferentemente do arábica, o grão de café robusta não descola facilmente dos ramos, o que também dá ao produtor mais tempo para a colheita.

O pesquisador ressaltou também que, em termos agronômicos, não haverá problema nenhum, até porque, por uma feliz coincidência, as temperaturas foram mais amenas ao longo da safra, naturalmente resultando em uma safra com amadurecimento mais tardio que o normal.

“A agricultura no Brasil não parou, e o café não vai ser diferente, se a gente conseguir segurar um pouco mais, talvez a gente consiga passar esse momento mais difícil e teria um efeito positivo, que seria colher um café de melhor qualidade.”

Para Luiz Carlos Bastianello, presidente da Cooperativa Agrária de Cafeicultores de São Gabriel (Cooabriel), a maior do Espírito Santo, uma possível forma de enfrentar o coronavírus pode ser a solidariedade entre produtores vizinhos, reduzindo a necessidade de mão de obra de fora, minimizando os riscos.

“Temos observado que o produtor está com medo, não sabemos como ele vai reagir… Então, para passar este momento, é a solidariedade de mão de obra, precisamos resgatar isso, o vizinho que termina a colheita mais cedo, ajuda o outro”, disse ele, ressaltando que essa era uma estratégia comum no passado.

Cerca de 80% do quadro de 6 mil cooperados da Cooabriel envolve agricultura familiar. “Este tipo de compartilhamento de mão de obra é muito importante, não sabemos onde isso vai parar, e há muitas pessoas que estão em casa e vão precisar fazer dinheiro”, disse ele, lembrando que muitas atividades não essenciais nas cidades estão fechadas.

Rondônia

O engenheiro agrônomo Enrique Alves, da Embrapa Rondônia, do Estado produtor do chamado “robusta amazônico”, disse que alguns produtores de variedades muito precoces já iniciaram os trabalhos.

Mas, ainda assim, disse ele, esses poucos que realizam a atividade agora estão se precipitando e formando lotes com muitos grãos verdes, o que não é o ideal.
“Tem algumas pessoas já colhendo, a grande maioria café fora do padrão de colheita. Tem colheita, mas não é representativo, a colheita começa na segunda quinzena de abril e o mês forte é maio”, relatou Alves, ponderando que a recomendação é adiar

“A atividade agrícola não tem como parar, não tem como dizer não vou colher. Se não colher, ninguém bebe café, o que posso fazer é, se posso esperar para colher o café mais maduro, e me organizar melhor, isso eu vou fazer, são estratégias…”, comentou o agrônomo de Rondônia, em linha com a avaliação do pesquisador do Espírito Santo no contexto do coronavírus.

A produção em Rondônia também é desenvolvida em sua maioria por agricultores familiares, diferentemente de parte importante da produção de arábica, realizada em grandes propriedades.

Para o presidente da Conselho Nacional do Café (CNC), Silas Brasileiro, como a colheita de arábica só começa na segunda quinzena de maio o setor terá mais tempo de lidar com as preocupações relacionadas ao coronavírus.

Segundo ele, se há maiores cultivos de arábica, o que acaba demandando mais mão de obra, essa variedade tem a vantagem de contar com colheita mecanizada na maior parte das áreas.

“Temos tempo para ver como vai ser o comportamento da doença…”, disse ele, acrescentando que neste ano o setor deve conseguir a liberação antecipada dos recursos de 5,7 bilhões de reais do chamado Funcafé, o que pode trazer mais tranquilidade para o produtor organizar a atividade neste momento de crise.

Fonte: Money Times

Coronavírus: veterinários, dentistas e biólogos poderão ser chamados para atuar no SUS em caráter de emergência

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O Ministério da Saúde vai capacitar médicos veterinários e profissionais de outras 13 áreas da saúde nos protocolos clínicos oficiais de enfrentamento à pandemia de Covid-19 por meio de cursos a distância. A portaria 639/2020 que institui a ação estratégica “O Brasil Conta Comigo – Profissionais da Saúde” foi publicada ontem (2), no Diário Oficial da União.

O cadastramento é obrigatório e pode ser feito na internet. Após o preenchimento do formulário, o profissional receberá um link de acesso aos cursos de capacitação.

A medida do governo considera a necessidade de mobilização da força de trabalho em saúde para a atuação serviços ambulatoriais e hospitalares do Sistema Único de Saúde (SUS) para responder à situação de emergência causada pelo novo coronavírus.

Os conselhos nas áreas da saúde deverão enviar ao Ministério da Saúde os dados dos seus profissionais e, por sua vez, o ministério vai identificar e informar aos conselhos os respectivos profissionais que não preencheram o cadastro ou que não concluíram os cursos.

A ação abrange as áreas de serviço social, biologia, biomedicina, educação física, enfermagem, farmácia, fisioterapia e terapia ocupacional, fonoaudiologia, medicina, medicina veterinária, nutrição, odontologia, psicologia e técnicos em radiologia.

Será criado, então, um cadastro geral de profissionais habilitados que poderá ser consultado por gestores federais, estaduais, distritais e municipais do SUS, em caso de necessidade, para orientar suas ações de enfrentamento ao coronavírus.

Fonte: Canal Rural

APqC alerta o Governo do Estado de São Paulo para a falta de recursos humanos nos Institutos de Pesquisa que atuam no combate ao coronavírus

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Diante do agravamento da crise provocada pelo novo coronavírus em todo o Brasil, mas especialmente no Estado de São Paulo, e diante dos esforços empregados pelos institutos de pesquisa paulistas no sentido de conter a transmissão do vírus ou reduzir os seus impactos, a Associação dos Pesquisadores Científicos (APqC) faz um alerta à sociedade e ao governo estadual por meio do seguinte comunicado:

“O Instituto Adolfo Lutz (IAL), ao lado do Instituto Butantan e de outros Institutos de Pesquisa, participa da força tarefa estabelecida pelo Governo do Estado de São Paulo contra o avanço da Covid-19, doença causada pelo novo coronavírus.

Pesquisadores e técnicos têm realizado sem descanso exames laboratoriais para identificar casos positivos em milhares de pacientes. Desde o início da crise, o IAL ampliou a sua capacidade de realizar diagnósticos: de 400 análises diárias para cerca de 2 mil. Ainda assim, este número é insuficiente diante da grande demanda recebida.

A APqC alerta para o fato de que os institutos de pesquisa em geral, incluindo o IAL, têm sofrido drástica redução de recursos humanos ao longo dos últimos vinte anos. Estamos convictos de que grande parte do problema enfrentado hoje pelo IAL, em sua capacidade de aumentar a quantidade de testes e entregar os diagnósticos com mais rapidez, ocorre porque o instituto está operando no limite, com um quadro de funcionários abaixo do adequado.

Nos últimos anos, funcionários altamente qualificados têm se aposentado ou saído da instituição pela falta de reposição salarial relativa às perdas pela inflação. O último concurso para Pesquisador Científico no IAL foi efetuado em 2011; no caso de Carreira de Apoio à Pesquisa, em 2006; e para Biomédico, em 2012. Os Institutos de Pesquisa da Secretaria da Saúde perderam 145 pesquisadores, desde 2014. Há também cerca de 2,5 mil cargos vagos das carreiras de apoio à pesquisa (76% do quadro de funcionários), não preenchidos pela ausência de concursos. A falta que faz a contratação de novos servidores está sendo sentida de modo mais crucial agora, por conta dos impactos da pandemia de Covid-19.

Para cumprir sua atual missão pela demanda de exames relacionados com o novo coronavírus, o IAL está trabalhando em regime de mutirão envolvendo pesquisadores e técnicos de diversas áreas do instituto, porém há carência de profissionais aptos para o desenvolvimento da tarefa. Como exemplificação dessa falta de reposição do quadro técnico capacitado no IAL existem dois casos recentes, um deles relacionado com dois médicos veterinários que, mesmo após assinarem anuência de interesse pela vaga em concurso, o qual expirou em dezembro de 2019, não foram chamados. Outro é de quatro médicos patologistas que foram aprovados em concurso, mas também ainda não foram chamados pelo Governo do Estado de São Paulo.

Momentos de crise como este que estamos vivendo, no qual a população de São Paulo está vulnerável a uma pandemia, mostra como é necessário rever essa política para a Ciência em São Paulo, repondo os recursos humanos e equipando essas instituições para enfrentar essa e outras situações futuras, realizando concursos emergenciais para os Institutos que atuam na linha de frente das questões de saúde pública, como os Institutos Adolfo Lutz, Butantan, Laboratorios de Investigação Médica (LIMs), Pasteur, Instituto da Saúde, Superintendência de Controle de Endemias (Sucen) e Instituto Lauro de Souza Lima.

O Instituto Butantan, devido a seu corpo técnico qualificado e preparado para atender e responder a demandas no âmbito da saúde, criou um laboratório com equipamentos modernos para também atender a demanda de exames da Covid-19.  Os pesquisadores dos Laboratórios de Investigação Médica (LIMs), com experiência em biologia molecular, também estão atuando nos testes diagnósticos do coronavírus. Essa ação continuada, porém, não se restringe a área da Saúde, mas pode envolver também Meio Ambiente e Agricultura, as quais dispõem de corpo técnico qualificado, preparado e equipado para responder questões relativas aos seus âmbitos de atuação em prol do enfrentamento da crise relacionada à pandemia dando segurança à população.

A necessidade de reposição urgente de recursos humanos nos Institutos de Pesquisa tem sido apontada em diversos diagnósticos elaborados pelas diversas instâncias e órgãos de governo e pela própria APqC, e encaminhados ao Governo do Estado de São Paulo. Recentemente a reposição de recursos humanos para os Institutos de Pesquisa foi destacada pela Fapesp, na apresentação do Plano Diretor de Ciência e Tecnologia para o Estado de São Paulo, em reunião na Assembleia Legislativa (Alesp).

Somente o contínuo investimento financeiro em equipamentos e a formação de novos recursos humanos para a pesquisa científica e apoio à pesquisa dos Institutos podem manter essa rede capacitada para as missões institucionais a que se propõem e para prontamente atuar em situações de calamidade de saúde pública e de pandemias, como a que estamos vendo hoje com grande apreensão.

Por fim, a APqC salienta que o aporte de recursos financeiros e humanos nos Institutos de Pesquisa e no serviço público de qualidade não é um “gasto”, mas um investimento, uma vez que em momentos de crise são essas instituições que possuem capacitação e competência para orientar qual a melhor forma para debelar problemas. A grave crise deflagrada pela Covid-19 é uma oportunidade para o Governo do Estado de São Paulo rever a sua política de Ciência e Tecnologia.

Em 2007, a APqC encaminhou ao governo estadual um amplo documento “radiográfico” mostrando a grave situação dos Institutos de Pesquisa da Administração Direta, no qual advertiu que, entre os graves problemas que adviriam, estava o “RISCO DE EPIDEMIAS GLOBAIS”. Infelizmente nenhuma providência foi tomada a tempo.

A APqC reafirma sua confiança no diálogo com o governador João Doria e seu secretariado e aposta na sensibilidade dos mesmos para dar uma resposta rápida a esta situação emergencial que envolve nossos Institutos, em especial os ligados à área da Saúde. Consideramos importantíssimo recompor os quadros de recursos humanos, bem como equipar e estruturar as Instituições para enfrentar a crise atual, que deve se prolongar por meses, preparando-as dessa forma para o enfrentamento de pandemias futuras, que certamente virão.”

 

Campinas, 02 de abril de 2020

Associação dos Pesquisadores Científicos do Estado de São Paulo (APqC)

Gestão 2020-2021

 

Coronavírus: Instituto Butantan divulga vídeo sobre a forma correta de lavar as mãos

O Instituto Butantan, vinculado à Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, mantém uma página especial no portal da entidade (clique aqui) com conteúdos multimídia sobre o novo coronavírus, com informações e dicas sobre prevenção e combate à doença. Em um dos vídeos, o instituto orienta a forma correta de lavar as mãos (veja abaixo). A higienização é uma das principais formas de prevenção a COVID-19, como é chamada a doença provocada pelo novo coronavírus.

Na página especial criada pelo Butantan há outros vídeos, imagens e seção de perguntas e respostas sobre COVID-19, que buscam esclarecer os internautas a respeito da enfermidade. A Organização Mundial de Saúde (OMS) classifica como pandemia o cenário da doença pelo planeta, conceito usado quando são registrados casos em todos os continentes.

“O Instituto Butantan faz parte de um esforço mundial pela busca da nova vacina contra o vírus, uma iniciativa conduzida pelo National Institutes of Health, órgão de saúde dos Estados Unidos”, salienta o coordenador do Centro de Contingência do Coronavírus no Estado de São Paulo, David Uip.

Criado em 1901, o Instituto Butantan tem em sua origem atividades voltadas à resolução dos problemas de saúde pública. Trata-se de um centro de pesquisa biomédica importante e com larga experiência na produção de imunobiológicos, com capacidade para produzir mais de 100 milhões de doses de vacinas e soros por ano.

Pescados são seguros em relação ao coronavírus, diz Instituto de Pesca

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Por enquanto, não há relatos ou casos de que pessoas foram contaminadas pelo coronavírus por se alimentarem de pescados. Por isso, a Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, por meio do por meio do Instituto de Pesca, montou um guia de perguntas e respostas para informar os amantes deste tipo de alimento.

São classificados como pescados os peixes, crustáceos, moluscos, anfíbios, répteis, equinodermos e outros animais aquáticos usados na alimentação humana. Confira os esclarecimentos da Secretaria:

1. Posso pegar coronavírus ingerindo pescado?

Até este momento não há casos que mostrem evidências de que alimentos ou suas embalagens estejam associados à transmissão de Covid-19. Portanto, não há razão para se preocupar.

Experiências prévias com surtos de outros coronavírus, como a síndrome respiratória aguda (Sars-CoV) e a síndrome respiratória do Oriente Médio (Mers-CoV), mostram que a transmissão por meio do consumo de alimentos não ocorreu. No momento, não há evidências que sugiram que o Covid-19 seja diferente a este respeito.

2. O coronavírus está em produtos de pescado?

Não há evidências de que o coronavírus possa se espalhar por qualquer produto alimentar. Deve-se destacar que o modo de infecção é principalmente respiratório, assim, a chance de contágio do Covid-19 por meio de alimentos é quase nula.

3. Comer pescado iniciou a epidemia de coronavírus?

Não. A origem provável do vírus é a disseminação (viva) de animal para pessoa. Muitos alimentos estavam presentes no mercado de animais vivos, que se acredita estarem no epicentro do primeiro surto, mas não é sugerido que a ingestão de produtos desse mercado tenha causado a disseminação.

4. Posso obter coronavírus tocando em embalagens de pescado refrigerados ou congelados?

Normalmente os coronavírus são transmitidos de pessoa para pessoa, por meio de gotículas respiratórias. Atualmente, não há evidências para apoiar a transmissão do Covid-19 associada aos alimentos. Mas é importante sempre lavar as mãos com água e sabão por 20 segundos, antes de preparar ou comer alimentos, para segurança geral dos alimentos. Além disto, durante o dia, lave as mãos depois de assoar o nariz, tossir, espirrar ou utilizar o banheiro.

5. Se um consumidor infectado pegar um pacote de pescado e colocá-lo de volta, a próxima pessoa a tocá-lo poderá se contaminar com coronavírus?

Devido à baixa capacidade de sobrevivência desses coronavírus nas superfícies, é provável que haja um risco muito baixo de propagação em alimentos ou embalagens transportados e armazenados para comercialização, por um período de dias ou semanas em temperatura ambiente, refrigerada ou congelada. Entretanto, pode ser possível que uma pessoa se contamine com Covid-19 tocando em uma superfície ou objeto contaminado com o vírus e em seguida, tocando sua própria boca, seu nariz ou seus olhos. Porém, este não é o principal meio de contaminação e disseminação do vírus.

6. Cozinhar os alimentos mata o coronavírus?

Os coronavírus precisam de um hospedeiro (animal ou humano) para crescer e não podem crescer em alimentos. Espera-se que o cozimento completo mate o vírus, e sabe-se que o tratamento térmico de pelo menos 30 minutos a 60oC é eficaz com Sars.

7. Algumas espécies ou tipos de pescado são mais arriscados que outros?

Nenhum produto alimentar, incluindo o pescado, é considerado um risco de propagação do coronavírus. Cozinhar o pescado é uma opção de segurança adicional.

8. Devo evitar pescado da China?

A probabilidade de uma pessoa infectada contaminar mercadorias comerciais é baixa e o risco de pegar o vírus que causa o Covid-19, em um pacote que foi transportado e exposto a diferentes condições e temperaturas, também é baixo. Em geral, devido à baixa capacidade de sobrevivência desses coronavírus nas superfícies, é provável que haja um risco muito baixo de propagação em alimentos ou embalagens transportados por um período de dias ou semanas em temperatura ambiente, refrigerada ou congelada. Nos EUA não houve nenhum caso de Covid-19 associado a mercadorias importadas.

Fonte: Dinheiro Rural

IAC divulga medidas para manter pesquisas durante quarentena

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Como medidas de prevenção ao contágio do coronavírus, o Instituto Agronômico (IAC-APTA), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, fez adaptações para manter as suas pesquisas em andamento e a prestação de serviços a agricultores e empresas

De acordo com o diretor-geral do IAC, Marcos Antônio Machado, procedimentos estão sendo adotados para minimizar os impactos nos experimentos e a infraestrutura está sendo readequada para atender os funcionários que estão no teletrabalho. Medidas também foram adotadas para reduzir o contato dos servidores públicos com o público externo e pesquisadores e técnicos com mais de 60 anos estão afastados das atividades presenciais.

Para o Programa Cana IAC (Ribeirão Preto/SP) foi criado um grupo de atividades essenciais para manutenção das pesquisas e atendimentos de maior urgência ao setor de produção. Entre ele, destaque-se o Núcleo de Produção de Mudas Pré-Brotadas (MPB), onde há servidores atuando na produção, manutenção e irrigação dessas mudas. As ações de pesquisa e prestação de serviço na área de biotecnologia de cana também serão mantidas.

“Uma parte considerável das atividades tem sido executada por teletrabalho, principalmente análise do banco de dados experimentais do Programa Cana IAC e o preparo de relatórios que acompanharão as futuras variedades de cana IAC, que deverão ser apresentadas no último trimestre de 2020”, diz Marcos Guimarães de Andrade Landell, líder do Programa Cana IAC.

Na área de fornecimento de sementes de cultivares IAC, uma equipe de quatro pessoas está manuseando minimamente os lotes, processando e embalando sementes de feijão, soja, triticale e aveia. A entrega das sementes será feita em um único dia da semana, por agendamento, para reduzir a interação social. “A maior procura é por venda de sementes para cereais de inverno, como trigo, triticale e aveia, além sorgo, que tem procura toda semana”, diz o pesquisador responsável pelo setor, Alisson Chiorato.

Em outras unidades do IAC estão sendo mantidas as estruturas de laboratório e experimentos em campos, onde alguns têm sistema de irrigação que precisam ser acompanhados. Os atendimentos são feitos a distância por e-mail e WhatsApp.

Fonte: Jornal da Cana

Biólogo Átila Iamarino alerta para o impacto dos cortes em Ciência e Tecnologia no combate ao coronavírus

O biólogo especialista em virologia e epidemias, Átila Iamarino, participou na noite de ontem (30) do programa de entrevistas Roda Viva, da TV Cultura, para falar sobre a pandemia do coronavírus no Brasil e no mundo. Iamarino ficou conhecido após divulgar um vídeo no YouTube no qual alertava a população brasileira para a importância de se tomar medidas urgentes de isolamento social, antes que a transmissão do vírus fugisse do controle.

Baseado em estudos científicos, Iamarino afirmou que o Brasil poderia ter mais de 1 milhão de mortos, caso fossem ignorados os alertas da Organização Mundial da Saúde (OMS). O biólogo chegou a ser acusado de “alarmismo”, mas dias depois suas “previsões” se mostraram acertadas e seus vídeos começaram a viralizar nas redes.

No programa de ontem, que bateu recorde de audiência na emissora, o cientista defendeu que o foco principal do combate à Covid-19 tem de ser a vida humana e não a economia. “A gente está em uma casa pegando fogo. Hoje não importa se o governo é de esquerda ou de direita. Nós precisamos evitar que vidas sejam perdidas”, disse.

Questionado sobre a estratégia do presidente Jair Bolsonaro de defender o “isolamento vertical” (que é quando somente grupos de risco ficam em quarentena), Átila disse que só no futuro algum resultado poderá ser verificado, mas que não faz sentido discutir isso no meio de uma pandemia. “O isolamento vertical nem deveria ser considerado em debate porque não tem base científica. Quando tiver base e for testado, aí sim poderemos falar a respeito”, afirmou.

Segundo o biólogo, a melhor estratégia para combater o avanço da Covid-19 é fazer testes no maior número possível de pessoas. No entanto, nas palavras de Iamarino, o Brasil está despreparado nesse sentido por causa da redução dos investimentos em Ciência e Tecnologia. “O Brasil está parado uma fase de não investir na ciência nacional. Nós temos pessoas que estão preparadas para fazer testes, mas que descobriram recentemente que tiveram suas bolsas científicas canceladas pelo governo federal”, afirmou.

Diante desse contexto, o biólogo diz que não há como saber até quando as medidas de isolamento deverão ser seguidas no Brasil e nem quando uma vacina será criada contra o coronavírus. “A gente tem que se preparar para uma economia diferente e um modelo de sociedade que as pessoas não se aglomerem tanto. O mundo que conhecemos nunca mais será o mesmo”, completou.

Assista a entrevista completa.

Secretaria de Agricultura toma medidas de prevenção e mantém pesquisas e prestação de serviços ao setor produtivo em São Paulo

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A pandemia do coronavírus (Covid-19) exige medidas para preservação de vidas humanas em todo o mundo. No Estado de São Paulo não foi diferente e diversas ações têm sido tomadas para garantir a saúde da população e evitar a disseminação da doença. Uma das medidas adotadas foi o incentivo ao distanciamento social e adequações nas relações de trabalho para garantir a segurança e a saúde da população. Na Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, diversas iniciativas têm sido tomadas — em atendimento às determinações do Governo do Estado e da Secretaria de Agricultura — mas com critérios que permitem a continuidade dos serviços essenciais prestados pelas instituições científicas ligadas ao setor dos agronegócios, fundamental para a alimentação e abastecimento da população.

Os seis Institutos e 11 Polos Regionais de pesquisa ligados à APTA fizeram uma análise criteriosa para que grande parte de seus servidores fossem colocados em regime de teletrabalho, principalmente aqueles que compõem o grupo de risco a doença, a fim de diminuir o número de pessoas circulantes em suas unidades. Apesar de algumas adaptações das atividades, a APTA informa que suas pesquisas continuam ativas, pois são essenciais para o desenvolvimento do agronegócio paulista e brasileiro.

“Conforme orientação da Secretaria e do Governo do Estado, avaliamos todas as atividades essenciais, que mesmo neste momento de crise, não poderiam ser interrompidas. Grande parte dos nossos servidores estão trabalhando em regime de teletrabalho, porém, algumas poucas atividades continuam sendo realizadas presencialmente, por servidores que se encontram fora do grupo de risco da doença, como as atividades laboratoriais, de manutenção de campos experimentais e tratamento de animais. Nossos Institutos continuam produzindo insumos imprescindíveis para a continuidade da produção de alimentos, como os imunobiológicos”, afirma Antonio Batista Filho, coordenador da APTA.

Trabalhos relacionados à sanidade animal e vegetal do Instituto Biológico (IB-APTA), considerados essenciais, não serão interrompidos. É o caso, por exemplo, do Laboratório de Viroses de Bovídeos do Instituto, que continua em funcionamento, com equipe reduzida por conta das medidas de contenção para o Covid-19, assim como outros laboratórios da área animal. A sanidade é considerada um serviço essencial para garantir a segurança alimentar, prevenção de doenças e emergência sanitária.

“No Laboratório de Viroses de Bovídeos do IB realizamos diagnósticos de várias doenças de bovinos, inclusive para atender o trânsito (interno e exportação) de animais vivos e seus produtos. Como exemplo citamos o diagnóstico sorológico de febre aftosa para ingresso de animais para o Estado de Santa Catarina, que é considerado livre da doença sem vacina. Para todo animal proveniente de outras regiões do país, inclusive o Estado de São Paulo, é exigido esse teste sorológico. Além disso, mantemos serviços relacionados às certificações dos reprodutores bovinos como de material genético das centrais de inseminação artificial, a fim de atender as demandas de exportação de sêmen”, afirma Liria Okuda, pesquisadora do IB, que reforça que profissionais do LVB utilizam todos os equipamentos de proteção individual necessários e que a infraestrutura é adequada para manipular vírus de animais, sendo alguns deles zoonóticos e, por isso, todos estão treinados para garantir a biosseguridade do técnico, assim como das amostras que serão analisadas, conforme recomendações estabelecidas pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE).

Fonte original: Notícias Agrícolas.

Pesquisa do Instituto Butantan quer criar plasma com anticorpos para combater o coronavírus

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Uma nova pesquisa que está sendo realizada pelo Instituto Butantan poderá reduzir os riscos de pessoas que estão infectadas pelo novo coronavírus.

Segundo o diretor do instituto, Dimas Tadeu Covas, o estudo analisa o plasma sanguíneo de pacientes que foram curados do coronavírus. O objetivo é criar um plasma imune capaz de reduzir os efeitos nocivos da doença e aplicá-lo em pacientes que estão em estado grave.

“Retiramos o plasma de indivíduos que tiveram a doença, mas que já se recuperaram. Como em seu sangue existem anticorpos, ele será aplicado em pacientes graves, que estão entubados na UTI, acelerando assim a sua recuperação”, afirma o diretor.

Há três centros no Estado de São Paulo que estão se organizando para que a medida seja viável o mais rápido possível. A pesquisa ainda está em fase de testes.

Estudo do Instituto Butantan mostra que contágio pelo coronavírus recua em SP após medidas de isolamento

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A taxa de contágio pelo novo coronavírus caiu de quase seis pessoas para menos de duas no estado de São Paulo depois que medidas de distanciamento social foram adotadas pelo governo. Os dados são de um levantamento feito pelo grupo de estudo epidemiológico do Instituto Butantan em parceria com especialistas do centro de contingência do governo, criado para traçar estratégias de combate à Covid-19. De acordo com os dados, uma pessoa infectada transmitia o vírus para outras seis antes de 16 de março, quando as medidas de distanciamento começaram a ser implementadas.

Coronavírus no Brasil

No dia 20 de março, diz o Butantan, esse número caiu para uma a cada três pessoas. E, no dia 25, a transmissão já era de uma para cada duas pessoas, numa curva descendente. O estudo compara a evolução da doença em São Paulo e no resto do país.

No dia 16 de março, o estado tinha 152 casos confirmados do novo coronavírus. Chegou a 862 no dia 25, um crescimento de 467,1%. Já o Brasil, no total, os casos passaram de 234 para 2.433 infecções, um crescimento de 939,7%.

O estado já ordenou o fechamento de academias, shoppings centers, parques e comércio. Restaurantes e bares só podem funcionar fazendo entrega delivery ou de produtos para viagem. Aulas foram suspensas em universidades e em escolas de primeiro se segundo grau.

Fonte original: Mônica Bergamo, da Folha de S. Paulo