Última chamada para a Assembleia Geral Extraordinária

urgenteA Associação dos Pesquisadores Científicos do Estado de São Paulo (APqC) convoca seus pesquisadores para Assembleia Geral Extraordinária a ser realizada no próximo dia 21 de fevereiro (quinta-feira), a partir das 12h30, no Polo Regional Centro Sul, no Salão de Eventos, Rod. SP 127, km 30, em Piracicaba (SP). É fundamental a presença de todos e todas, pois estaremos discutindo questões cruciais para os nossos institutos.

Além dos temas urgentes que exigem mobilização constante, como a necessidade da abertura imediata de concursos públicos para repor vagas em pesquisa e pessoal de apoio, falaremos do desmonte dos Departamentos de Descentralização do Desenvolvimento (DDDs), que está em curso, e da unificação entre o Instituto de Pesca e o Instituto de Zootecnia, que deve ocorrer nos próximos dias, caso não haja contraponto por parte da nossa categoria.

A posição da APqC sobre este último ponto da pauta será definida nesta Assembleia Geral Extraordinária, de modo que a participação em peso dos pesquisadores se faz necessária. A fusão do Instituto de Pesca com o Instituto de Zootecnia, ambos com mais de 50 anos de existência, poderá significar a extinção de cargos e de algumas atribuições, colocando em risco não apenas o desenvolvimento de pesquisas específicas, mas também o serviço oferecido por estes institutos à sociedade.

A APqC pede a todos e todas que confirmem presença no link a seguir. Estaremos disponibilizando ônibus, que sairá de Campinas, Nova Odessa e São Paulo, em hora e locais a serem definidos em breve, para aqueles que tenham dificuldade de deslocamento. Contamos com a adesão dos colegas.

Confirme sua participação aqui.

APqC se reúne com o Dr. Antônio Batista, novo coordenador da APTA

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Na semana passada, a Associação dos Pesquisadores Científicos do Estado de São Paulo (APqC) se reuniu com o novo coordenador da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA), Dr. Antônio Batista.

O primeiro ponto da pauta foi dar ciência ao representante do governo sobre todas as ações realizadas pela APqC no ano de 2018, principalmente no tocante ao aumento de vencimentos da carreira de pesquisador científico, conforme dispõe o PLC 04/2018, que objetiva a equivalência de vencimentos entre os pares, e o Processo SAA 13.999/2018, que busca a recomposição salarial de 2010 à 2018 no montante de 54,44%, bem como o aumento do interstício entre os níveis da carreira, a fim de que o salário do nível I da série de classes de pesquisador científico seja competitivo.

“É importante adequar o salário ao perfil do candidato ao cargo que ingressa, pois na maioria das vezes os aspirantes já contam com a qualificação de doutorado. Isso evitaria a evasão dos quadros nos níveis iniciais da carreira de pesquisador, que superaram 70% no último concurso realizado em 2003”, disse a presidente da APqC, Cleusa Lucon. O coordenador entendeu tratar-se de pleito justo, dando total apoio às reivindicações acima.

Quanto à reposição dos quadros, o Dr. Antônio Batista informou que não existe previsão de novos concursos. Disse ainda que o novo Secretário de Agricultura e Abastecimento (SAA) é administrador e está colhendo dados sobre a produtividade das pesquisas e dos pesquisadores.

O coordenador informou que irá unificar o Instituto de Pesca e Instituto de Zootecnia, a fim de propiciar o melhor aproveitamento dos recursos financeiros e capacidade de trabalho, como uma forma de fortalecer a instituição.

Dr. Prucoli lembrou que inicialmente, antes da reforma de 1970, ambos institutos eram divisões técnicas denominadas como Divisão de Pesca e Divisão de Zootecnia e Nutrição Animal, pertencentes ao Departamento da Produção Animal.

Quanto aos Departamentos de Descentralização do Desenvolvimento (DDD), Dr. Batista afirmou que há um estudo para restruturação dos mesmos e que a Procuradoria do Estado já está preparando a minuta. Segundo ele, a ideia inicial é “transformar o DDD em uma unidade dos próprios Institutos de Pesquisa e que os pontos positivos seriam que as referidas unidades teriam a proteção do artigo 272 da Constituição Paulista, bem como facilitaria a provisão de recursos financeiros”. Ele se comprometeu também a não alienar nenhuma área.

O engenheiro agrônomo Dr. Wilson Tivelli, tesoureiro da APqC, lembrou que o DDD foi criado para atender as demandas regionais, em atenção à Constituição Federal do Brasil, que visa reduzir as desigualdades sociais e regionais, aproximando o governo do Estado com a demanda local. Enfatizou ainda a importância da autonomia administrativa do Polo.

Dr. Joaquim Adelino, vice-presidente da APqC, indagou como ficariam as unidades que possuem pesquisadores de diferentes institutos e a qual Instituto se vinculariam. Além disso, questionou sobre como os recursos financeiros chegariam às unidades e o que aconteceria com os recursos financeiros gerados por elas. Dr. Batista entendeu que os recursos devem voltar para o Diretor do Instituto, que decidirá aonde os recursos devem ser aplicados.

Dra. Cleusa Lucon enfatizou a importância do diálogo e a importância da pesquisa científica e o seu grande retorno financeiro. Também solicitou ao novo coordenador da APTA que intermediasse uma reunião entre a APqC e o Secretário de Agricultura e Abastecimento. Dr. Batista afirmou que irá providenciar esta solicitação.

Participaram da reunião, representando a APqC, a Dra. Cleusa Lucon, Dr. Joaquim Adelino, Dr. Wilson Tivelli, Dra. Addolorata Colariccio, Dr. Orlando Prucoli e a Dra. Helena Goldman.

Urgente: APqC convoca para Assembleia Geral Extraordinária

A Associação dos Pesquisadores Científicos do Estado de São Paulo (APqC) convoca a todos os seus pesquisadores e pesquisadoras para assembleia geral extraordinária a ser realizada no próximo dia 21 de fevereiro (quinta-feira), a partir das 12h30, no Polo Regional Centro Sul, no Salão de Eventos, Rod. SP 127, km 30, em Piracicaba (SP).

Em sua última reunião ordinária, ocorrida no dia 11, a diretoria da APqC decidiu fazer a presente convocação diante do aparecimento de questões que se colocam como urgentes à nossa categoria. Algumas delas foram previamente discutidas com o coordenador da APTA, Dr. Antônio Batista, tais como: reposição salarial, o andamento do PLC 04/2018, a realização de concursos públicos, o desmontes dos Departamentos de Descentralização do Desenvolvimento (DDDs) e a unificação do Instituto de Pesca com o Instituto de Zootecnia.

Sobre este último ponto, que integra a reforma administrativa e a reestruturação dos institutos pretendidas pelo governo do Estado, a APqC se posicionará oficialmente após consultar os pesquisadores associados na assembleia geral extraordinária. É de suma importância que tomemos uma posição rápida e consensual, pois informações que nos chegam dão conta de que a unificação de dois dos nossos institutos está prestes a ser assinada pelo governador.

A fusão do Instituto de Pesca com o Instituto de Zootecnia, ambos com mais de 50 anos de existência, poderá significar a extinção de cargos e de algumas atribuições, colocando em risco não apenas o desenvolvimento de estudos e pesquisas já em curso, mas também o serviço oferecido por estes institutos à sociedade.

É importante a participação de pesquisadores e pesquisadoras de todos os institutos na nossa assembleia geral extraordinária, pois o processo de reestruturação poderá vir a afetar os IP’s em sua integralidade. A adesão em massa se faz urgente também porque iremos discutir a elaboração do texto de uma moção, a ser assinada por várias entidades e personalidades de renome, denunciando a situação atual dos Institutos de Pesquisa e clamando pela abertura de concursos públicos.

Mobilizar para assegurar nossos direitos e garantir serviços de qualidade à população.

Assine a ficha de inscrição aqui: Assembleia Geral Extraordinária.

Att.,
Cleusa M. Lucon, presidente da APqC

EDITAL DE CONVOCAÇÃO DE ASSEMBLEIA GERAL EXTRAORDINÁRIA

Estão convocados os associados da Associação dos Pesquisadores Científicos do Estado de
São Paulo para a Assembleia Geral Extraordinária que se realizará no dia 21 de fevereiro de 2019, às 12:30h, em primeira convocação, e às 13:30h, em segunda convocação, no Polo Regional Centro Sul, no Salão de Eventos, Rod. SP 127, km 30 – Estrada Piracicaba/Rio Claro.

Ordem do dia:

1. Informar sobre reunião com o Ilustre Coordenador da Apta, Dr. Antônio Batista, em 06.02.2019, especialmente sobre os seguintes pontos:

  • Reposição salarial (Processo SAA 13.999/2018);
  • PLC 04/2018;
  • Concurso público;
  • Unificação do Instituto de Pesca e Instituto de Zootecnia;
  • Departamento de Descentralização do Desenvolvimento – DDD;
  • Outros assuntos relacionados a carreira de Pesquisador Científico.

2. Tirar posicionamento de atuação da APqC frente as reformas administrativas do novo governo.

 

Campinas, 11 de fevereiro de 2019

Cleusa Lucon

Presidente da APqC – Biênio 2018/2019

 

Baixe o Edital de Convocação

“O racismo na Saúde têm levado à morte da população negra”, afirma o pesquisador Luís Eduardo Batista

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O pesquisador científico Dr. Luís Eduardo Batista, do Instituto da Saúde, afirma que a Política Nacional de Saúde Integral da População Negra (PNSIPN), criada em 2006, não surtiu nenhum resultado efetivo para os negros brasileiros – e isso, segundo ele, porque os gestores do Sistema Único de Saúde (SUS) não veem como prioridade a implementação de políticas públicas voltadas para este segmento, que responde pela parcela mais vulnerável da sociedade.

Na pesquisa de campo que realizou em 2014, em parceria com a Profa. Dra. Sônia Barros, Batista chegou à uma conclusão alarmante: a ausência do Estado, nesta questão, têm custado a vida de milhares de pessoas negras, sobretudo de mulheres, que dependem do SUS. Ele diz ainda que a negligência reflete o racismo presente na sociedade e acarreta discriminação no atendimento ao público. O resultado é o adoecimento e a morte de pessoas negras em proporção muito superior a de pessoas brancas.

Para repercutir sua pesquisa e saber como os cientistas podem ajudar a combater este problema na área da saúde, a Associação dos Pesquisadores Científicos do Estado de São Paulo (APqC) entrevistou o Dr. Luís Eduardo Batista, que também é pós-Doutorado em Ciências da Saúde pela Escola de Enfermagem da Universidade de São Paulo (USP) .

APqC – Em sua pesquisa, o senhor afirma que as políticas públicas voltadas às pessoas negras, em especial a Política Nacional de Saúde Integral da População Negra (PNSIPN), criada em 2006, são praticamente ignoradas no Brasil. Como chegou a esta conclusão?

Dr. Luís Eduardo Batista – Em 2014, em parceria com a Profa. Dra. Sônia Barros, da Escola de Enfermagem da USP, submeti uma proposta à Fapesp (2014/24630-6), que foi aprovada. O objetivo do projeto de pesquisa era avaliar o processo de implementação da Política Nacional de Saúde Integral da População Negra, para avaliar o seu impacto na comunidade. Neste processo, contamos com o apoio do Conselho Nacional de Secretários de Saúde e do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde. Constatamos que dentre os 5.561 municípios do País, somente 57 relataram ter essa política implantada. É um número muito baixo.

De quem é a responsabilidade e por que estes números são tão baixos?

Todos somos um pouco responsáveis: gestores municipais, estaduais, profissionais de saúde. Hospitais e serviços privados, prestadores de serviço para o Sistema Único de Saúde. A população que é conivente com os constantes ataques que são feitos ao SUS também é responsável. Sim, porque é no SUS que a maioria da população negra é atendida.

O que significa, para a população negra, a ausência ou displicência do poder público na implantação desta política? Quais são os impactos mais visíveis?

Significa que as mulheres negras vão continuar morrendo seis vezes mais que as brancas. Vão morrer simplesmente por estarem grávidas. Significa que homens negros vão continuar morrendo três vezes mais do que brancos por tuberculose. Significa a manutenção ou o aumento da mortalidade da população negra por HIV/Aids. Hoje no Estado de São Paulo, por exemplo, taxas de mortalidade por HIV/Aids foram de 25,92 para homens negros e de 14,44 para brancos. Dentre as mulheres, as taxas são de 11,39 e 4,92 para as negras e brancas respectivamente. As mulheres negras morrem 2,3 vezes mais que as brancas por HIV/Aids. Eu ainda poderia apresentar o impacto da não implementação dessa política nas complicações e na mortalidade da população negra por hipertensão, transtornos mentais, câncer de colo de útero, câncer de próstata e outras doenças prevalecentes na população negra e que são negligenciadas pela Saúde.

O senhor diria que há um componente racista no desprezo com que são tratadas políticas públicas desta natureza? 

Sim, é disso que estou falando. O grupo de pesquisadores que estuda o tema na área da Saúde vem mostrando que todos guardamos uma pitada de racismo dentro de nós e isso tem de ser enfrentado, pois o racismo causa discriminação no atendimento do SUS aos negros e negras, levando-os ao adoecimento e à morte.

O senhor integra o colegiado gestor do Grupo de Trabalho Racismo e Saúde da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (ABRASCO). De que modo este GT atua no sentido de combater o problema apontado pela sua pesquisa?

A ABRASCO, ao entender que o racismo está na estrutura da sociedade e que está fazendo mal à saúde da população negra, decidiu enfrentar este problema. Somos aproximadamente 30 pesquisadores e pesquisadoras de institutos que se somam a algumas gestoras e movimentos sociais. O GT congrega a produção científica de pesquisadores que discutem racismo e saúde, as experiências dos movimentos sociais negros em saúde, as boas práticas de docentes que incluíram a temática racial na sua formação, a produção científica de gestoras e gestores do setor da saúde, em especial daqueles que são responsáveis pela Política Nacional de Saúde Integral da População Negra. Buscamos ainda estabelecer uma agenda de cooperação entre pesquisadores, gestores, profissionais de saúde e sociedade civil com vistas a evidenciar os impactos do racismo na saúde e construir estratégias conjuntas de promoção da equidade racial em saúde. Essa é a missão do GT.

Uma das desculpas mais comuns dadas pelos gestores para a não implantação de políticas como a PNSIPN é que não foram destinados recursos para implementá-la. O que o senhor diria a respeito deste argumento?

O gestor sempre diz que trata todo mundo igual, que o problema é a pobreza, que ele precisa de mais recursos e que seu município está investindo mais do que o teto de 15% dos recursos municipais na área da Saúde. Essa é uma realidade. O PNSIPN, de fato, não tem recursos específicos para a sua implantação, mas bastaria repensar ações que já são realizadas e encaixá-la.

Como o senhor rebateria as críticas, feitas por alguns setores da sociedade, de que políticas com recorte racial estimulariam a divisão social?

Eu te disse que as mulheres negras morrem seis vezes mais do que as brancas por morte materna. A mortalidade materna de mulheres negras é um problema no Estado de São Paulo. Existem dados que comprovam isto. Desconheço experiência de um gestor que tenha desenhado ações para reduzir a eclampsia, a pré-eclampsia e doenças hipertensivas que afetam diretamente as mulheres negras. Portanto, dizer que o Estado deve tratar todo mundo da mesma forma é naturalizar a desigualdade a que os negros estão submetidos.

São Paulo é o estado que mais aderiu ao programa, com 27 municípios, seguido por Minhas Gerais e Paraná, com quatro municípios cada. Por que essa disparidade? E por que estados do Nordeste, como a Bahia, onde a população negra é a maioria, praticamente não aderiram à PNSIPN?

Sim, proporcionalmente a Bahia tem maioria da população negra. Mas a população de São Paulo é de 44.189.571 e 30% dela é negra. Então, a maior população negra do país está aqui. E foi por isso que nós tivemos um momento em que o gestor estadual resolveu implementar ações de enfrentamento ao racismo. Vale salientar que essas ações foram realizadas num determinado momento histórico. No meu artigo “Política de saúde da população negra no Estado de São Paulo: focalizando para promover a universalização do direito à saúde?” descrevo as principais ações realizadas pela Secretaria de Estado da Saúde naquele período.

De que forma os pesquisadores científicos poderiam colaborar com políticas públicas de equidade?

A pesquisa é sempre um instrumento para dar respostas às necessidades da sociedade. Nós, pesquisadores científicos do Estado de São Paulo, temos cumprido essa missão. A contribuição dos pesquisadores pode se dar olhando para as iniquidades sociais, para as populações vulneráveis, para os territórios que demandam um olhar específico. Essa é uma bela colaboração que podemos dar. Mas, como cientistas, estamos imersos na sociedade, então há pesquisadores que pensam diferente de mim. Há quem diga que a política pública tem de atender todo mundo igual, que o problema da desigualdade é meramente econômico, que basta deixar a economia crescer que a população negra será incluída e deixará de morrer no SUS. Bem, há quem acredite que Ciência e Tecnologia só podem ser produzidas na universidade; que a pesquisa é custo e não investimento; que Institutos de Pesquisa que não produzem bens de consumo podem ser fechados… Carreira de pesquisador pra quê? Nós, pesquisadoras e pesquisadores do Instituto de Saúde, temos tido a felicidade de podermos cumprir nossa missão institucional, que é formar pessoas, assessorar gestores e produzir conhecimento para subsidiar a gestão pública.

SBPC realiza seminário sobre a participação feminina na Ciência

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A SBPC – Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência convida a todos para o seminário “SBPC e as Mulheres e Meninas na Ciência”, que será realizado no dia 11 de fevereiro, na sede da entidade, em São Paulo. O evento reúne especialistas para refletir sobre a evolução da importância da mulher na ciência, as dificuldades para as cientistas chegarem aos cargos de liderança, bem como iniciativas que incentivam meninas a se interessarem e escolherem as carreiras de ciências.

O dia 11 de fevereiro foi declarado pela Assembleia Geral da Unesco como o “Dia de Mulheres e Meninas na Ciência”, tornando-se uma data mundialmente reconhecida. Esta comemoração deve-se ao número ainda inexpressivo de mulheres cientistas, já que em todo o mundo, menos de 30% dos cientistas são mulheres. Assim, também como parte das comemorações dos seus 70 anos, a SBPC – que já teve três mulheres presidentes e hoje a maioria da diretoria é composta por mulheres -, acredita que homenagear nossas cientistas e incentivar as meninas a se interessarem pela ciência é um ponto marcante de sua trajetória histórica, na qual tantas mulheres foram protagonistas do trabalho e anos de lutas e sucesso da maior sociedade científica do País.

O evento será organizado em quatro sessões. Uma primeira mesa debaterá a evolução da importância da mulher na ciência, a situação atual no País e quais caminhos podem ser tomados para uma plena igualdade de oportunidades. Logo em seguida, mulheres que chegaram à liderança em entidades científicas discutirão as dificuldades encontradas, como elas “quebraram” o teto de vidro e chegaram a cargos ainda majoritariamente ocupados por homens. A terceira mesa abordará projetos como a Feira Brasileira de Ciências e Engenharia (Febrace) – que tem tido uma participação cada vez maior e destacada de meninas -, o “Tem meninas no circuito”, do Instituto de Física da UFRJ, e os trabalhos desenvolvidos pela professora Joana D’Arc Felix, que desenvolve pesquisas de ponta com adolescentes de 14 a 18 anos, na Escola Técnica Estadual (ETEC) de Franca (SP).

Uma sessão especial celebrará mulheres e meninas cientistas com a apresentação do selo dos Correios, lançado em dezembro de 2018, em homenagem à cientista brasileira Johanna Döbereiner, indicada ao Nobel de Química em 1997 por seu trabalho com fixação biológica do nitrogênio e notável pelos estudos que impulsionaram a produção de soja no País.

O evento se encerra com o lançamento do prêmio “Carolina Bori Ciência & Mulher”, uma homenagem da SBPC às cientistas e futuras cientistas brasileira de destaque, que leva o nome de sua primeira presidente mulher.

O evento é gratuito e aberto a todos. Participe!

Serviço:
Seminário “SBPC e as Mulheres e Meninas na Ciência”
Data: 11 de fevereiro de 2019, segunda-feira, das 9h às 17h
Local: Salão Nobre do Centro Universitário Maria Antonia da USP
Rua Maria Antônia, 294, 3º andar – Vila Buarque, São Paulo, SP
Programação preliminar:

http://www.cienciaemulher.org.br/sbpc-realiza-seminario-sobre-mulheres-e-meninas-na-ciencia/

Inscrição GRATUITA!

https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSdt3NmJaC22wYGDbwoPqhCscbqCAONgZYN4uU0kyhN18bgjBg/viewform