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Posts da categoria ‘Uncategorized’

Vídeo: após seis anos, projeto do Instituto Butantan no Acre chega ao fim

Um projeto iniciado em 2013, envolvendo pesquisadores do Instituto Butantan e de três universidades da Amazônia Legal, chegou ao fim em novembro de 2019. A equipe do Canal Butantan acompanhou a reunião de encerramento, em Cruzeiro do Sul, no Acre. Saiba mais clicando no vídeo abaixo.

Presidente da APqC fala sobre desafios da nova gestão

O novo presidente da APqC, Dr. João Paulo Feijão Teixeira, fala sobre os desafios da gestão que se inicia e conclama aos pesquisadores que venham somar esforços na luta em defesa da categoria. O encaminhamento de sugestões ou críticas pode ser feito através de qualquer diretor ou conselheiro da APqC. Se preferir falar diretamente com a presidência, usar os emails secretaria.apqc@gmail.com ou presidente.apqc@gmail.com. Assista o vídeo.

Instituto de Pesca promove concurso para escolha do nome de rãs do Aquário

As rãs-touro já estão no Aquário; visitantes podem apreciar outras espécies

Cinco rãs-touro que vivem no Aquário do Instituto de Pesca (IP-APTA), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, ganharão novas identidades com a ajuda do público. De 10 a 31 de janeiro os visitantes do Aquário e os usuários da internet poderão escolher o nome dos três machos e duas fêmeas que vivem no espaço de divulgação científica e cultural do Instituto de Pesca. Os nomes serão divulgados no dia 5 de fevereiro, e a votação pela internet é feita clicando aqui.

As rãs-touro fazem sucesso com o público do Aquário do Instituto de Pesca, que recebe, aproximadamente, 50 mil visitantes por ano. Elas são animais exóticos, ou seja, não são nativas do Brasil, mas estão no País desde 1935. Segundo a pesquisadora do IP, Claudia Maris, essa espécie de rã não possui veneno, por isso, pode até mesmo ser criada dentro de casa, como pets.

Além de dóceis, esses animais são uma fonte viva para a construção de conhecimento, sobretudo para as crianças, que podem no Aquário do IP ver sua evolução e metamorfose desde a fase de girino até a adulta, que dura de três a quatro meses, conforme a temperatura da água.

De acordo com Claudia, as rãs são animais vertebrados e pertencem à classe dos anfíbios. Anfi significa duas e Bio significa vida, ou seja, os anfíbios em sua grande maioria, têm duas formas de vida. Em sua primeira fase ficam somente na água. Chamados de girinos, eles respiram como os peixes, por meio de brânquias.

Na segunda fase, habitam o meio terrestre e respiram o ar atmosférico, por meio dos pulmões. Somente o macho coaxa, mas as fêmeas também emitem sons, que são ouvidos com maior frequência na época do acasalamento, o qual coincide com os meses de primavera e verão no Brasil. Uma rã-touro vive em cativeiro, aproximadamente, 12 anos e como são a segunda maior espécie de rãs do mundo podem chegar a pesar cerca de 2 kg.

Conheça o Aquário do IP

O Aquário do Instituto de Pesca fica dentro do Parque da Água Branca, local de fácil acesso por meio de várias linhas de ônibus que param em frente e do metrô (Estação Palmeiras-Barra Funda).

O espaço possui 30 viveiros com diferentes espécies de peixes, que podem ser vistas de terça a domingo das 9h às 12h e 13h às 17h. O ingresso custa R$ 3, mas menores de cinco anos e maiores de 65 não pagam. De segunda a sexta, das 10h às 17h, é possível agendar visitas escolares e de grupos pelo telefone (11) 3871-7549.

Além das atrações permanentes, o Aquário terá atividades para as crianças no dia 31 de janeiro com o apoio de monitores.

Fonte: Revista Pesca & Cia, com informações do IP.

Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo anuncia abertura de novos mercados para os produtores de frango

Primeiro lote de frango enviado pelo estado de São Paulo para o mercado chinês. Foto: Secretaria de Agricultura de São Paulo

Na última terça-feira (14), São Paulo enviou o primeiro contêiner de frango in natura para a China. O lote com 27 toneladas de frango é o primeiro de um contrato de 500 toneladas que sai da fábrica da Zanchetta Alimentos em Boituva, interior de São Paulo. A comercialização ocorre seis meses após a abertura do escritório do Governo do Estado em Xangai.

“A abertura de novos mercados traz eficiência e ganhos de escala para a nossa produção, podendo até fazer o preço do frango cair”, afirma o secretário de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, Gustavo Junqueira. Isso ocorre porque as propriedades rurais estão se ampliando para fornecer um volume maior de carne de frango para abate, e, consequentemente, os plantios de soja e milho estão sendo expandidos para melhor alimentar esses animais.

Junqueira destaca ainda que os produtos exportados para a China são adicionais à linha de produção da empresa, como é o caso do pé de frango, o que gera novos resultados de lucro e preços mais competitivos no mercado doméstico.

Desde janeiro de 2018 a China assumiu a liderança entre os principais destinos das exportações da avicultura brasileira. Ao todo, 13,3% da carne de frango exportadas pelo Brasil em 2019 foram embarcadas com destino à China. O país asiático importou 585,3 mil toneladas de carne de frango com resultado cambial de US$ 1,228 bilhão. A elevação foi de 53,74% nos embarques chineses, à medida que o país asiático lida com uma escassez de oferta de carne suína após seu rebanho ter sido reduzido pela peste suína africana.

Segundo o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), em 2019, o valor bruto da produção do Brasil de carne de frango foi de R$ 62,8 bilhões, sendo o Estado de São Paulo responsável por R$ 7,18 bilhões deste valor. De acordo com o Instituto de Economia Agrícola, da Secretaria de Agricultura e Abastecimento, em 2019 a produção de frango em São Paulo foi de 1,57 milhão de toneladas, volume 17,4% superior ao obtido em 2018.

Wilson Mello, Presidente da Invest SP, destaca a importância do escritório do Governo de São Paulo em Xangai para que essa grande oportunidade de negócio fosse concretizada. “Isso se deu graças a abertura do escritório em Xangai. Através de uma atuação direta da nossa equipe local, nós interagimos com representantes do governo Chinês para que pudéssemos habilitar essa unidade industrial a exportar para a China”, afirma. Segundo Wilson Mello, agora o escritório trabalha pela habilitação de outros dois frigoríficos paulistas.

Com informações do Canal Rural

Nove das atividades do Instituto de Saúde estão na lista de necessidades globais para a próxima década, segundo OMS

Nove dentre as treze necessidades globais de Saúde Pública mais urgentes para a próxima década, apontadas recentemente pela Organização Mundial de Saúde (OMS), fazem parte das pesquisas e atividades desenvolvidas rotineiramente pelo Instituto de Saúde. As quatro restantes dizem respeito a situações mundias que ultrapassam a abrangência de atuação do IS e até mesmo à da secretaria de Estado da Saúde: mudança climática, guerras, disseminação de informações falsas pelos meios de comunicação digitais e ausência completa de saneamento básico nos países mais pobres do mundo.

Todas as demais prioridades em relação à Saúde Coletiva apontadas pela OMS para o próximos anos são motivo da existência e das atividades rotineiras do Instituto de Saúde, a saber:

  • Reduzir a desigualdade no acesso aos serviços de saúde
  • Facilitar o acesso a medicamentos
  • Combater as doenças infectocontagiosas
  • Evitar as epidemias
  • Eliminar produtos nocivos à Saúde
  • Capacitar os profissionais da Saúde
  • Proteger as juventude das drogas e da violência
  • Avaliar as novas tecnologias
  • Controlar a resistência antimicrobial.

O Dr. Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da OMS, ressaltou em sua mensagem que Assembleia Geral da ONU considerou a importãncia de que os próximos dez anos sejam “década de ação“. 

Segundo ele, “governos, comunidades, e agências internacionais precisam trabalhar juntas para alcançar esses objetivos críticos. Não há atalhos para um mundo mais saudável. 2030 está chegando rápido e nós precisamos cobrar o comprometimento de nossos governantes”.

Veja aqui o anúncio do lançamento das metas da OMS para 2030.

Fonte: Secretaria de Estado da Saúde do Governo de São Paulo (http://www.saude.sp.gov.br/instituto-de-saude/homepage/ultimas-noticias/oms-aponta-nove-das-atividades-do-is-como-prioritarias-na-proxima-decada)

IAC mapeia pontos de erosão de solo com drones para evitar perdas agrícolas

O Instituto Agronômico de Campinas (IAC) desenvolveu uma pesquisa com o objetivo de fazer um mapeamento inédito e identificar pontos de erosão de solo em áreas cobertas por plantação. O estudo, que nunca foi realizado no Brasil, utiliza drones para medir o risco da enxurrada e evitar prejuízos nas áreas rurais e urbanas.

A tecnologia possibilita o processamento de imagens em software específico, gera mapas de relevo da área e de uso da terra, além de qualificar a região mais propícia para cada atividade, por exemplo, construção de reservatório de água ou instalação de lavoura.

Na primeira fase, o estudo foi realizado em áreas sem plantação. A pesquisa tem o apoio da Inglaterra, Alemanha e Estados Unidos, além de uma faculdade de Rio Preto. A previsão do instituto é que até o final de 2021 todas as informações já estejam disponíveis para produtores agrícolas e municípios.

Além de fazer o monitoramento da área, o drone também tem um equipamento para identificar a temperatura das plantas e permite que o produtor saiba o momento exato da irrigação.

Em menos de um ano, nove locais em uma usina de açúcar de Catanduva (SP) já foram mapeados. O próximo monitoramento agora será em plantações cítricas de Ribeirão Preto e em uma bacia hidrográfica de Limeira (SP).

Fonte: G1

Para ver a reportagem no site da EPTV clique no link: https://g1.globo.com/sp/campinas-regiao/noticia/2020/01/16/pesquisa-do-iac-mapeia-pontos-de-erosao-de-solo-com-drones-para-evitar-perdas-agricolas.ghtml

Casarão que pertenceu ao Instituto Biológico abrigará o Museu da Paz

O histórico casarão da Fazenda Mato Dentro, localizado no Parque Ecológico Monsenhor Emílio José Salim, em Campinas (SP), vai abrigar o Museu da Paz e o Centro de Educação, Memória, Estudo e Cultura Afro-brasileiros. O acervo do museu, que será formado por histórias de vida, documentos e fotografias, será captado pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), parceira no projeto, com recursos de um termo de ajustamento de conduta ambiental, de R$ 443 mil.

A Fazenda Mato Dentro tinha inicialmente 1.515 alqueires e foi formada a partir da Sesmaria Engenho Mato Dentro, fundada pelo tenente-coronel Joaquim Aranha Barreto de Camargo, em 1806, para a produção do açúcar. Ela permaneceu como engenho até a segunda década do século, quando começaram os primeiros cafezais em Campinas.

Em 1950, a fazenda foi vendida e logo transferida ao Governo do Estado. A Fazenda Mato dentro foi então transformada em fazenda experimental, subordinada ao Instituto Biológico. Em 10 de maio de 1982, a sede da fazenda foi tombada pelo Patrimônio Histórico, e em 24 de setembro de 1988, o governador Orestes Quércia autorizou o início das obras do Parque Ecológico Monsenhor Emílio José Salim, na Fazenda Mato Dentro, prevendo o aproveitamento de 110 dos 285 hectares de área como área de lazer.

O prefeito de Campinas, Jonas Donizette, assinou em novembro de 2019 o termo de ajustamento de conduta para a implantação do Museu da Paz. O recurso para a formação do acervo vem de uma empresa que foi multada por danos ambientais e que tem como obrigação, conforme TAC com o Ministério Público, reparar também sócio-ambientalmente o entorno do local impactado. A expectativa é que o acervo seja captado até o final de 2020 e será exposto em mostras itinerantes pela cidade, até que a restauração do imóvel esteja concluída. O casarão concentrou maior número de escravizados na época da escravidão em Campinas por conta do cultivo da cana e do café.

Com informações do jornal Correio Popular

Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo abre bolsa de pós-doutorado em Processos Térmicos de Alimentos

Altas temperaturas fazem parte de um dos métodos utilizados para preservar alimentos. Grandes indústrias do setor alimentício usam esse procedimento para aumentar o tempo de vida de alimentos, como leite e enlatados.

Pensando na melhor forma de processar alimentos, a Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, por meio do Instituto de Tecnologia de Alimentos (Ital-APTA), abriu inscrições para bolsa de pós-doutorado em Processos Térmicos de Alimentos, com duração de 24 meses.

A bolsa é destinada a candidatos com graduação e doutorado em Engenharia de Alimentos e áreas afins. Mais: o doutorado deve ter sido finalizado há menos de sete anos.

Experiências comprovadas em pesquisas e inglês fluente fazem parte das exigências para concorrer a bolsa. As inscrições estão abertas até 20 de janeiro. Para mais informações acesse o site:

 http://ital.agricultura.sp.gov.br/oportunidades-processos-termicos

Fonte: Janaína Luiza, para a Revista Istoé

Pesquisa da APTA-Bauru é premiada em Congresso realizado em Maceió

Estudo desenvolvido no Polo Regional de Bauru da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA), órgão da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, foi premiado no 30º Congresso Brasileiro de Microbiologia, realizado em Maceió, capital de Alagoas.

O trabalho, fruto do projeto de Iniciação Científica do biólogo Pedro Hadime Hori, também teve o objetivo de informar a população sobre os riscos de se consumir o leite que não passou por processos de pasteurização adequados e fiscalização. O estudo foi realizado a partir da coleta de leite cru de tanques de expansão (armazenamento refrigerado) em 102 propriedades rurais da região centro-oeste do Estado de São Paulo, onde foi verificada a presença de Staphylococcus aureus, bactéria comumente presente no leite cru capaz de trazer riscos à saúde humana e animal.

“Este trabalho demonstrou que a ingestão de leite cru, não pasteurizado, pode apresentar riscos para a saúde do consumidor, pois encontramos alguns tipos de bactérias que podem estar envolvidas na transmissão de doenças”, diz a pesquisadora da APTA Maria Izabel Merino de Medeiros, coordenadora da pesquisa.

“Em 58 das 102 propriedades analisadas, foi detectada a presença da bactéria S. aureus, sendo identificadas 76 cepas (tipos) diferentes”, explica Maria Izabel. Algumas destas cepas de S. aureus, segundo a pesquisadora, podem ser produtoras de toxinas potencialmente prejudiciais ao ser humano se ingeridas, causando desde um simples quadro de intoxicação alimentar, até problemas mais sérios em pessoas com imunidade baixa, crianças e idosos. A pesquisadora comenta que a próxima etapa do trabalho será identificar quais destas 76 cepas encontradas são possíveis produtoras destas toxinas.

Neste trabalho, o que mais chamou a atenção do grupo de pesquisa foi o fato de boa parte das cepas encontradas terem se mostrado resistentes, em testes de laboratório, aos principais antibióticos disponíveis para seu combate, tanto em animais quanto em humanos. “Nós testamos nestas cepas 12 diferentes antibióticos e detectamos um perfil de resistência muito elevado, inclusive com 29 delas se mostrando resistentes à oxacilina, comumente utilizada, inclusive para uso humano”, informou a pesquisadora Maria Izabel. Uma análise mais aprofundada, do tipo molecular, revelou ainda que três cepas de S. aureus possuíam gene específico encontrado em bactérias “super-resistentes”.

Apesar de o projeto ter focado em uma espécie de bactéria, Maria Izabel menciona que outras linhas de pesquisa do Polo Regional de Bauru da APTA estudam outros perigos relacionados ao consumo do leite cru, envolvendo a área de zoonoses (coordenada pela pesquisadora Simone Baldini Lucheis), como brucelose, toxoplasmose e leptospirose. Maria Izabel menciona que em 2020 irá coordenar pesquisa relacionada à qualidade microbiológica de queijos tipo “Minas Frescal” elaborados artesanalmente com leite cru.

A pesquisadora ressalta a importância do consumo do leite devido à sua rica composição nutricional, que inclui vitaminas, proteínas, minerais entre outros, mas complementa que cuidados com a qualidade do leite devem vir desde a sua produção até o copo do consumidor. “Nós destacamos a importância das boas práticas na ordenha, o cuidado com a saúde dos animais, o uso consciente dos antibióticos, assim como a importância da valorização do produto que é fiscalizado e que passou por pasteurização, o que garante a qualidade do que chega à mesa do consumidor”, adverte.

Conhecimento científico chegando à população
Tendo realizado a pesquisa quando ainda cursava Biologia na universidade, Pedro Hori conta que não queria que o conhecimento gerado ficasse restrito apenas ao público acadêmico e especializado. Desta forma, resolveu incorporar ao seu trabalho atividades de divulgação científica. “Quando eu estava fazendo a parte experimental na APTA, estava também desenvolvendo a parte de licenciatura de meu curso, o que exige a realização de atividades em escolas públicas. Assim, surgiu a oportunidade de unir as duas coisas”, coloca Hori. O biólogo levou para a escola, devidamente protegidas, placas de Petri com meio de cultura onde havia espalhado, dias antes, o leite cru e mostrou aos alunos as colônias de bactérias que se desenvolveram, para espanto de todos. A demonstração serviu de gancho para que explicasse às crianças sobre os riscos do consumo de leite não-pasteurizado.

A experiência deu tão certo, que Hori resolveu levar a atividade também para exposições em praças e outros espaços públicos, como o Bio na Rua, evento organizado por estudantes da Unesp Bauru voltado ao público geral de todas as idades. “Levamos o material e mostramos como são realizados os experimentos em microbiologia, com o intuito de revelar às pessoas como pode ser arriscado consumir o leite in natura”, explana. “É interessante, porque muitas pessoas ainda têm aquela ideia de que o leite ‘direto da vaca’ é mais saudável e mais natural, sem ‘química’. O fato desse consumo não ter dado problema para a pessoa durante a sua vida, não significa que não pode dar no futuro ou, então, para outras pessoas”, complementa.

Unindo as atividades experimentais e de popularização da ciência, Hori inscreveu o trabalho “O perigo do consumo de leite cru” no 30º Congresso Brasileiro de Microbiologia, realizado em outubro de 2019 na capital alagoana. No evento, a dedicação foi reconhecida e o biólogo recebeu da American Society for Microbiology o prêmio “Jovem Microbiologista Brasileiro”, na categoria Divulgação Científica.

“Uma coisa que a gente percebe é que temos muito essa carência na divulgação científica, voltada à sociedade. Ainda há muito essa falta de comunicação com aqueles que estão fora do meio acadêmico”, cita Hori.  Para ele, o efeito negativo é que muitas pessoas não sabem o que acontece dentro das instituições de pesquisa e, como consequência, acabam não apoiando ou dando valor às ações realizadas por elas.  “Comecei a perceber a importância disso e passei a me perguntar se estava conseguindo atingir as pessoas de alguma forma”, admite, ressaltando que, por isso, foi muito importante receber o prêmio. “Com a premiação e o reconhecimento, entendi que alguma coisa boa estávamos conseguindo fazer. Isso nos incentiva a cada vez mais aprimorar nossas técnicas de comunicação e atingir as pessoas externas ao meio acadêmico”, finaliza.

Fonte: Assessoria de comunicação da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo

Estudo revela percepção da sociedade sobre Ciência e Tecnologia no Brasil

Com o intuito de conhecer a visão, o interesse e o grau de informação da população em relação à Ciência e Tecnologia (C&T) no País, o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) e o Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE) realizaram a quinta rodada da pesquisa sobre “Percepção Pública da Ciência e Tecnologia no Brasil”. O estudo contou com a parceria do Instituto Nacional de Comunicação Pública da Ciência e Tecnologia (INCT-CPCT) e da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC). A pesquisa constitui importante subsídio para a tomada de decisão, formulação e implementação de estratégias e políticas públicas de C&T. Foram entrevistadas 2.200 pessoas acima de 16 anos, de todas as regiões do Brasil.

A pesquisa revelou que a visão positiva do brasileiro em relação à Ciência e à Tecnologia se mantém na casa dos 73%. Para esta parcela, C&T trazem mais benefícios do que malefícios à sociedade. Além disso, 62% dos entrevistados se disseram interessados em assuntos relacionados ao tema, com predileção pelas áreas de saúde e meio ambiente.

No entanto, apesar da visão positiva sobre C&T, há sinais de alerta: a maioria disse não participar de atividades e nem frequentar locais de C&T, como museus e feiras de ciência. Também o consumo de noticias sobre C&T caiu nos principais meios de comunicação, o que vai de encontro ao interesse manifestado pelo assunto na mesma pesquisa. 90% dos entrevistados não soube citar o nome de nenhum cientista brasileiro e 88% não souberam citar nenhum instituto de pesquisa ou universidade. O investimento em comunicação com a sociedade se torna imperativo à C&T no País.

Confira abaixo o vídeo que analisa detalhadamente os resultados da pesquisa.