Pular para o conteúdo

Posts da categoria ‘Uncategorized’

Professora da Unicamp ganha prêmio “Para Mulheres na Ciência 2019”

professora-unicamp

A professora Taícia Fill, do Instituto de Química da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) foi homenageada no último dia 10 de outubro ao receber o prêmio Para Mulheres na Ciência 2019. A cerimônia da 14ª edição do programa foi promovida pela L’Oréal Brasil, em parceria com a Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco) e a Academia Brasileira de Ciências (ABC).

O reconhecimento foi entregue para sete mulheres brasileiras. A docente desenvolve pesquisa para a produção de fungicida natural, com vistas ao combate de doenças que afetam a produção brasileira de laranjas. Na segunda-feira (14), a professora foi recebida pela reitoria da Unicamp para falar sobre o estudo e a premiação.

“Foi incrível o reconhecimento e acho que é importante porque acaba inspirando as outras mulheres, principalmente as que estão em início de carreira e têm um longo percurso pela frente. Sabe que não é fácil, que existe uma série de dificuldades, mas acho que é uma forma de incentivar as jovens professoras”, salientou Taícia Fill.

Pesquisa

De acordo com ela, pesquisar uma alternativa ao uso de agrotóxicos, que são compostos prejudiciais à saúde e ao meio ambiente, é fundamental, até porque os organismos ficam resistentes aos agrotóxicos ao longo do tempo.

A reitoria parabenizou a professora e ressaltou que o prêmio é relevante tanto para os pesquisadores quanto para a universidade. “Ser reconhecido nacional e internacionalmente por meio desse tipo de premiação, em particular aqui a uma mulher cientista, é importante. Certamente é uma conquista para os pesquisadores e, sem dúvida, é uma alegria para a Unicamp”, destacou o reitor, Marcelo Knobel.

Fonte original: Portal do Governo de São Paulo

Debate na Alesp discute a situação das universidades públicas e institutos de pesquisa de São Paulo

beth

Acontecerá no próximo dia 23 de outubro (quarta), das 10h às 13h, no Auditório Teotônio Vilela da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp), debate sobre a situação das universidades e institutos públicos de pesquisa e as mudanças nos órgãos de fomento promovidas pelo governo federal. O evento, organizado pela deputada Beth Sahão e pela Associação de Docentes da Unicamp (ADUnicamp), é voltado para professores e estudantes universitários, bem como a pesquisadores e funcionários dos institutos de pesquisa. A Associação dos Pesquisadores Científicos do Estado de São Paulo (ApqC) participará do debate e conclama a todos os seus associados para que confirmem presença através da página do evento no Facebook (clique aqui).

Dia Mundial da Ciência e Tecnologia: data para celebrar e refletir

Desde que o Homem passou a inventar artefatos e a desenvolver tecnologias para a sua sobrevivência, a Terra tem sofrido com as interferências dessas invenções – muitas delas positivas, mas muitas também prejudiciais ao meio ambiente, aos animais e aos próprios seres humanos.

Muito se fala, por exemplo, dos efeitos negativos da emissão de gases por parte das indústrias; porém, a realidade que conhecemos hoje tornou impossível à Humanidade abrir mão de todo o aparato moderno criado pelos cientistas – e que está em constante evolução.

Com o objetivo de homenagear as grandes descobertas e o desenvolvimento de novas pesquisas, mas também discutir os problemas causados pela atuação do homem diante dos avanços científicos e tecnológicos, convencionou-se dedicar o dia 16 de outubro ao Dia Mundial da Ciência e Tecnologia. Esta é uma data dedicada, antes de tudo, ao debate e à reflexão.

O que seria do Homem sem a Ciência e a Tecnologia? O cavalo deu lugar ao carro, o motor a vapor deu espaço aos equipamentos de propulsão elétrica e de combustíveis fosseis, a velha lamparina foi substituída por lâmpadas. Do fogo chegamos ao espaço, mas também à bomba atômica.

Toda a trajetória humana sobre a face da Terra está marcada pela presença das invenções científicas e tecnológicas, das quais somos, como pesquisadores e pesquisadoras, continuidade. Seria uma grande injustiça não termos uma data para celebrar as conquistas civilizatórias da ciência e, ao mesmo tempo, refletir sobre os prejuízos que, graças à contradição da nossa dependência tecnológica, causamos a nós mesmos.

Pesquisadores lançam abaixo-assinado contra o fechamento da SUCEN

Diante das reiteradas declarações do governo do estado de São Paulo, que manifesta a intenção de fechar a Superintendência de Controle de Endemias (SUCEN), pesquisadores e demais servidores deste órgão público se organizaram para protestar contra esta decisão e elaboraram um abaixo-assinado que conta com o apoio da Associação dos Pesquisadores Científicos do Estado de São Paulo (APqC). Leia a íntegra do documento e assine clicando no link que está disponível no rodapé do texto.

Governador do Estado de São Paulo: Defenda a SUCEN, o controle e a pesquisa sobre as endemias

A Superintendência de Controle de Endemias, conhecida como SUCEN, é uma organização pública paulista responsável por incontestáveis avanços no controle das endemias, como a Doença de Chagas, a esquistossomose, a malária, além de outras doenças transmitidas por vetores, como a dengue.

No próximo ano, essa instituição completará 50 anos marcados por sucessos decorrentes do esforço, trabalho, estudos e pesquisas que contribuíram para a redução dos riscos da aquisição e dos impactos negativos dos agentes infecciosos causadores das endemias, evitando os riscos da aquisição e a perda da capacidade produtiva das pessoas, bem como os prejuízos econômicos resultantes da necessidade do atendimento permanente dos casos humanos, que em certas circunstâncias desenvolvem formas crônicas incapacitantes.

Recentemente o governo apontou para a extinção da SUCEN sob o pressuposto que a organização apresenta uma baixa relação custo/benefício, desconsiderando que as ações, estudos e pesquisas da melhoram a resolutividade do controle e vigilância epidemiológica, com resultados que melhoram as operações dos municípios para a redução dos riscos das infecções pelos agentes infecciosos presentes em território paulista. Assim, os pesquisadores e demais servidores da SUCEN contam com o apoio contra essa inciativa governamental.

Para assinar o manifesto clique aqui.

Museu Florestal “Octávio Vecchi” celebra 88 anos

museuNo dia 30 de setembro de 2019 aconteceu o encerramento da Festa das Árvores com a comemoração do aniversário de 88 anos do Museu Florestal “Octávio Vecchi”.

Para celebrar este importante momento, foi realizada uma roda de conversa, no modelo das que têm sido realizada no espaço nos últimos dois anos. O objetivo é formar e fortalecer uma rede de amigos do Museu Florestal e chamar a comunidade do entorno para discutir o espaço. O convidado desta edição foi o historiador Dalmo Dippold Vilar, que trabalhou no Instituto Florestal (IF) entre as décadas e 1980 e 1990 e conduziu a atividade contando sobre suas pesquisas acerca do espaço.

Dalmo conta que o Museu deveria ter sido inaugurado no terceiro sábado do mês de setembro de 1931, portanto no dia 26. Entretanto, choveu bastante na ocasião e a abertura oficial ocorreu no dia 30, uma quarta-feira.

A roda de conversa teve a ilustre presença de Carlos Vecchi Dränger, neto de Octávio Vecchi. Carlos estreitou suas relações com a equipe do Museu ao final do ano passado, quando doou acervo de diapositivos seu avô para o Instituto Florestal. A partir de então têm sido um parceiro generoso e engajado, tendo inclusive elaborado um novo logotipo para o Museu. Aprovada nas instâncias superiores, sua arte enfeitou inclusive o bolo de aniversário preparado para a comemoração realizada após o evento. Natália Almeida, responsável pela gestão do Museu, soprou as velinhas junto com Carlos.

O diretor geral do IF, Luis Alberto Bucci, ressaltou o privilégio da instituição pela qualidade tanto de seus servidores, quanto de seus colaboradores.  A comemoração do aniversário , assim como a Festa das Árvores, foram resultado do trabalho em conjunto entre a equipe do Museu Florestal, Movimento Conservatio e Coordenadoria de Parques e Parcerias da Secretaria de Infraestrutura de Meio Ambiente, e muitos outros parceiros.

Fonte: Assessoria do Instituto Florestal

Presidente da Embrapa fala sobre a relação entre Ciência e produtividade no campo

O presidente da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Celso Luiz Moretti, participou de audiência pública promovida no último dia 26 de setembro pela Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural da Câmara dos Deputados, em Brasília. Na ocasião, Moretti falou de como a Ciência tem ajudado o Brasil a ser um dos maiores produtores de alimentos, fibras e bioenergia do mundo. Confira o trecho abaixo.

Reportagem aborda preocupação de funcionários do Instituto Butantan sobre a função social do laboratório

Matéria publicada na edição mais recente da revista Carta Capital aborda as mudanças pelas quais passa o Instituto Butantan, uma das maiores referências brasileiras na produção de soros e vacinas. A repórter Thais Reis Oliveira aborda, entre outros assuntos relacionados, a produção de vacinas para atender a demanda do mercado privado de medicamentos em detrimento do SUS, que apresenta um déficit de vacinas como a pentavalente, aplicada em recém-nascidos. “O plano de João Dória é transformar o laboratório no maior produtor de vacinas do mundo. É um plano bastante ambicioso. Porém, os funcionários do Instituto reclamam que esse projeto está deixando de lado a principal função do Butantan, para a qual ele foi criado há quase cem anos, que é produzir medicamentos e fazer pesquisas voltadas para a saúde pública”, diz a reportagem. Assista no vídeo abaixo o trecho compreendido entre os minutos 08:45 e 16:00.

Instituto Florestal pesquisa sementes de araucária, espécie ameaçada de extinção

araucaria

Vejo uma Araucária,
solitária pela janela

Tomando sozinha uma fria geada,
e me pego pensando

Na tristeza que abete sobre ela,
ao ver suas irmãs e irmãos

Cortadas e ostentadas
em restaurantes e salões

O trecho do poema de Felipe Teixeira Moraes fala do único pinheiro nativo brasileiro, ameaçado de extinção. Em 2013 a araucária passou para a categoria “Criticamente em perigo” na “Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas” da União Internacional para a Conservação da Natureza – IUCN em função da contínua redução da população.

Originalmente a área florestal da Araucaria angustifolia era de 185.000 km2, distribuindo-se nas regiões sul e sudeste do país, principalmente no estado do Paraná. Entretanto, a partir do começo do século passado, a espécie sofreu uma indiscriminada exploração em função de sua relevância econômica e social, o que levou à redução de seu habitat natural. Estima-se que atualmente esteja limitada a uma pequena porcentagem (de 1 a 5%) da área original.

Considerada um “fóssil vivo”, já que é uma espécie primitiva com milhares de anos de existência no planeta, a araucária é um elemento importante para a biodiversidade da Mata Atlântica. Podendo atingir uma altura de até 50 metros quando adulta, e viver em média até os 250 anos, o pinheiro apresenta um tronco alongado com ramificações apenas na copa, possuindo formato semelhante a uma taça.

A araucária é uma espécie dióica, ou seja, existem árvores masculinas e femininas sendo que o pólen produzido nos estróbilos masculinos deve atingir os estróbilos femininos para a fecundação e desenvolvimento das pinhas. A araucária também é famosa pelas suas sementes, denominadas pinhões, consideradas um importante Produto Florestal Não Madeireiro (PFNM), termo que se refere aos diferentes produtos extraídos de ambientes florestais, como frutas, fibras e sementes. Os PFNM constituem um meio de sustento para muitas comunidades, e fazem parte de prática ancestral que mantém a estrutura e funcionalidade das florestas. Sendo apontados como uma forma capaz de manter a biodiversidade de maneira sustentável.

“A redução da área de ocorrência da araucária gera um impacto ambiental negativo para a alimentação da fauna nativa. Os pinhões representam um importante recurso tanto para aves como papagaios, maritacas e gralhas, quanto para mamíferos como veado, anta, paca, porco do mato e esquilo. Socialmente, afeta o sustento de comunidades rurais, e impacta a economia advindo da redução na oferta de madeira, que pode ser produzida em plantios devidamente regulamentados,” explica o pesquisador científico do Instituto Florestal, Roberto Starzynski.

O pinhão também é um alimento de alto valor nutricional, rico em calorias, fibras e vários minerais como potássio, zinco e ferro.

Autor de um estudo publicado no periódico IF Série Registros que analisou a distribuição temporal da queda das sementes da araucária entre os anos de 2012 a 2017, Starzynski constatou, que tanto a produção anual, quanto o período de queda apresentaram variações significativas. A produção de sementes, das 11 árvores estudadas, variou de 172 a 351 kg. O período de queda se concentrou nos meses de março a maio, mas possuiu uma variação de 56 a 94 dias de duração. A pesquisa evidencia a dificuldade de se estabelecer, via legislação, uma data fixa para o início da atividade de coleta.
O experimento foi desenvolvido no Parque Estadual da Serra do Mar – Núcleo Cunha, localizado na região sudoeste do município de Cunha. Representando a maior produção de pinhão no estado de São Paulo, a araucária é uma espécie importante para a paisagem e economia do município de Cunha. Já que atraí turistas, o desenvolvimento de festivais e exposições sobre a árvore, produzindo geração de renda significativa para a economia local.

A araucária também enfrenta dificuldades em relação às mudanças climáticas. Neste cenário, Starzynski aponta que com o aumento de temperatura deve-se esperar uma diminuição da quantidade de pinhões produzidos. “A quantidade de pólen produzido pelos indivíduos masculinos diminui significativamente nos anos com maior temperatura média, com consequências na produção de sementes. Os grãos de pólen são grandes em comparação com outras espécies de coníferas e têm uma velocidade de dispersão relativamente baixa. A umidade é um fator fundamental para a liberação e transporte do pólen.

Em dias de sol e com vento ocorre uma nuvem de pólen, enquanto que nos dias chuvosos a alta umidade e a menor temperatura impedem a liberação e transporte do pólen e, consequentemente, a polinização e produção de sementes. Portanto, as safras apresentam dependência das condições climáticas, que variam de ano a ano, e acarretam diferentes produções anuais”.

Entre os anos estudados destaca-se o de 2015, que apresentou a maior produção de sementes. “Na época da polinização que resultou nesta safra, as condições climáticas foram favoráveis para a produção e dispersão do pólen”, explica o pesquisador.

Um estudo da Universidade de Reading (Reino Unido) revela que as araucárias podem desaparecer por completo até 2070 devido às mudanças climáticas caso não haja intervenções direcionadas para ajudar a garantir sua sobrevivência na natureza.

Roberto Starzynski chama atenção da grande carência de estudos que determinem a intensidade de coleta adequada para garantir a manutenção da espécie e ao mesmo tempo gerar renda para as comunidades coletoras. Por este motivo, o autor enfatiza a necessidade de mais pesquisas sobre espécie. “É através das sementes que se obtém o aumento da distribuição da araucária pelo território, o que é necessário para frear a contínua redução da espécie no país. Estudos realizados a partir das sementes podem fornecer o melhoramento genético da espécie com a consequente produção de mudas de maior crescimento, mais produtivas e melhor adaptadas às diferentes regiões de plantio”, conclui.

Texto: Amanda Nunes
Mais informações: Roberto Starzynski – rostarzynski@hotmail.com

Professor mostra como integrar restauração florestal e produção agrícola

Uma floresta onde antes havia um canavial. Essa hoje é a paisagem nas terras da Usina São João, em Araras, no interior de São Paulo. Humberto César Carrara, diretor executivo da usina, conta como o projeto de restauração florestal, inicialmente visto com desconfiança, trouxe benefícios à produção e a toda a cidade, possibilitando inclusive o abastecimento de água quando, em 2014, o Estado sofreu com a severa seca. Em outro exemplo, uma fazenda de café em Campinas restaurou áreas já não mais produtivas. “Aumentou a água, aumentou a fauna, aumentou a flora. A fazenda ficou muito mais rica. Virou floresta”, diz Antonio Migliorini, administrador da fazenda. Nos dois casos, os mapas do MapBiomas são aplicados para acompanhar as transformações da cobertura e do uso do solo. “O instrumento para conseguir integrar conservação, restauração e produção agrícola é o MapBiomas”, diz Ricardo Ribeiro Rodrigues, professor titular do departamento de Ciências Biológicas da USP. Mais informações no vídeo abaixo.

Aluna de iniciação científica do Instituto Florestal participa da Cúpula da Juventude para o Clima na ONU

amanda

Amanda Carvalho (foto), estudante de graduação da Universidade de Brasília, foi recentemente selecionada como representante da Reserva da Biosfera do Cinturão Verde da Cidade de São Paulo (RBCV) para participar da primeira Cúpula da Juventude para o Clima da ONU, na cidade de Nova Iorque, nos Estados Unidos, no último sábado, 21 de setembro.
O evento foi uma plataforma voltada a jovens líderes que estão conduzindo ações climáticas para mostrar soluções nas Nações Unidas. O objetivo é participarem significativamente com os tomadores de decisão na questão definidora de nosso tempo. Foi o maior encontro de jovens líderes climáticos da ONU até o momento. Mais de 7 mil jovens entre 18 e 29 anos se inscreveram para participar da Cúpula do Clima da Juventude. Amanda foi um dos 500 selecionados, depois de demonstrar seu compromisso no enfrentamento da crise climática.
A Cúpula do Clima da Juventude contou com programação intensa que reuniu jovens ativistas, inovadores, empresários e profissionais de várias áreas que estão comprometidos com o tema. “Os jovens estão nos mostrando o caminho da ação climática”, disse Luis Alfonso de Alba, enviado especial para a Cúpula de Ação Climática de 2019. “Estou ansioso para que jovens líderes climáticos de todo o mundo tomem seu devido lugar no cenário global e participem desse momento histórico”, completou.
Amanda é uma entusiasta das questões climáticas e preservação ambiental, participou como representante da RBCV no 2017 MaB Youth Forum, na Itália, e do workshop sobre mudança do clima no ISFiT 2019, na Noruega. Atuou como estagiária na Divisão da Mudança do Clima no Ministério das Relações Exteriores e participou como delegada brasileira da COP do Clima, em Katowice 2018. Escreveu sobre o Regime Internacional Climático no livro Serviços Ecossistêmicas e Bem-Estar Humano na Reserva da Biosfera do Cinturão Verde da Cidade de São Paulo. Atualmente, é bolsista do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica do Instituto Florestal em projeto sobre a Política Estadual de Mudanças Climáticas.
“Participar na Cúpula do Clima, é uma oportunidade única na minha caminhada. Penso em contribuir com o desenvolvimento de soluções para o enfrentamento da mudança do clima. Me sinto mais viva, pois percebo que estou no lugar certo e na hora certa. Ainda dá tempo de fazermos a diferença”, disse Amanda antes de embarcar para os Estados Unidos.

O Programa de Iniciação Científica do Instituto Florestal
O Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (PIBIC) é um programa do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) cujo objetivo é contribuir para a formação de novos talentos em todas as áreas do conhecimento, através da concessão de cotas de bolsas de iniciação científica diretamente às Instituições de Ensino e Pesquisa.
O objetivo é incentivar a formação de novos pesquisadores, privilegiando a participação ativa de bons alunos em projetos de pesquisa com qualidade acadêmica, mérito científico e orientação adequada. Para ingressar no programa, os alunos devem apresentar bom desempenho acadêmico e potencial para continuidade na carreira de pesquisa.
As cotas concedidas anualmente são administradas pelas próprias instituições participantes, sob a supervisão do CNPq. Atualmente, o Instituto Florestal possui 20 bolsas de pesquisas de iniciação científica.

A Reserva da Biosfera do Cinturão Verde da Cidade de São Paulo
As Reservas da Biosfera foram criadas em 1976 como parte do Programa “O Homem e a Biosfera” (MaB) da Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (UNESCO). São áreas que compreendem ecossistemas terrestres, marinhos e costeiros, onde devem-se promover soluções que conciliam a conservação da biodiversidade com seu uso sustentável. Constituem também territórios para o monitoramento, pesquisas, educação ambiental e gerenciamento de ecossistemas, bem como referência de informação e desenvolvimento profissional dos técnicos em seu manejo. Seu gerenciamento é o trabalho conjunto de instituições governamentais, não governamentais e centros de pesquisa. Esta integração busca o atendimento às necessidades da comunidade local.
As Reservas da Biosfera são nomeadas pelos governos nacionais e permanecem sob a jurisdição soberana dos estados onde estão localizadas. Seu status é reconhecido internacionalmente. Atualmente existem 669 reservas da biosfera em 120 países.
Criada em 1994, a Reserva da Biosfera do Cinturão Verde da Cidade de São Paulo é coordenada e tem sua estrutura administrativa no âmbito do Instituto Florestal.
Dentre as razões que motivaram a declaração do Cinturão Verde da Cidade de São Paulo como Reserva da Biosfera, destaca-se o fato de que esta Reserva envolve a segunda maior cidade do planeta e concentra 10% da população brasileira com baixíssimos índices de área verde por habitante.

Fonte: Assessoria de imprensa do Instituto Florestal.