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Posts da categoria ‘Notícias’

ÚLTIMA CHAMADA PARA AUDIÊNCIA PUBLICA

A Associação dos Pesquisadores Científicos do Estado de São Paulo (APqC) convoca seus pesquisadores para a Audiência Publica sobre a Reestruturação das Políticas de Agricultura e Meio Ambiente no estado de São Paulo, a ser realizada nesta quarta (24/04), às 10h00, na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo – Alesp.

É fundamental a presença de todos os associados, pois na audiência será discutido questões cruciais dos institutos de pesquisa ligados a Secretaria da Agricultura e Abastecimento (SAA) e Secretaria de Infraestrutura e Meio Ambiente (SIMA).

Estaremos disponibilizando um ônibus com saída de Campinas para aqueles que tenham dificuldade de deslocamento. O local de partida é o IAC Fazenda Santa Elisa, com horário de saída as 07h00 e retorno previsto às 15h00. 

Ponto de partida: Av. Theodureto de Almeida Camargo, nº 1500, Campinas – SP

 

APqC inaugura série de vídeos sobre o trabalho dos pesquisadores científicos

 

A Associação dos Pesquisadores Científicos do Estado de São Paulo (APqC) lança hoje (18) o primeiro vídeo de uma série que visa divulgar ao público em geral o trabalho desenvolvido pelos pesquisadores científicos em seus respectivos institutos. O vídeo marca também o lançamento do canal da APqC no Youtube, ampliando o alcance de sua comunicação nas redes sociais.

O primeiro vídeo da série foi produzido entre os meses de janeiro e março de 2019 e gravado integralmente no Centro Experimental Central “Fazenda Santa Elisa”, do Instituto Agronômico de Campinas (IAC). A reportagem apresenta a tecnologia do broto batata-semente, desenvolvida no IAC pelo pesquisador e engenheiro agrônomo Dr. José Alberto Caram de Souza Dias.

A tecnologia do broto batata-semente é simples, mas inovadora: o plantio é feito com o broto da própria batata-semente (que geralmente é descartado na produção convencional). Entre as vantagens da técnica está o fato de que os brotos resultantes do plantio são livres de vírus e, portanto, garante ao produtor tubérculos de alta sanidade. Os produtores que adotaram a tecnologia reduziram em até 40% os custos da produção de batatas (o equivalente à despesa com a compra das batatas-sementes importadas).

Por conta deste trabalho, o pesquisador do IAC recebeu, em 2015, o prêmio Josué de Castro na categoria pesquisa científica, concedido pelo Governo do Estado de São Paulo. O prêmio tem o objetivo identificar e difundir iniciativas voltadas à formulação de soluções concretas para o combate à fome e a promoção da segurança alimentar e nutricional no Brasil e no mundo. Caram é considerado ainda o pioneiro em experimentos que comprovam o potencial de brotos destacados de tubérculos como material de propagação.

O vídeo conta com roteiro e entrevista do jornalista Bruno Ribeiro e imagens e edição do cinegrafista Décio Cesarini Jr., com participação de Leonardo França Amui (imagens da colheita de batatas).

Para ver direto no Youtube, clique aqui.

Pesquisadora do IAC é premiada em congresso internacional

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A pesquisadora do Instituto Agronômico de Campinas (IAC), Alessandra Alves de Souza, foi a única brasileira contemplada com um prêmio oferecido pela Office of International Programs (OIP) da Sociedade Americana de Fitopatologia (APS). A premiação, que aconteceu em agosto no “International Congress of Plant Pathology: Plant Health in A Global Economy”, em Boston, nos Estados Unidos, foi um reconhecimento por sua contribuição com atividades internacionais de proteção fitossanitária.
A pesquisa de Alessandra Alves resultou em avanços consideráveis no controle da colonização de Xylella fastidiosa em plantas de citros, por meio de técnicas que envolvem o uso de transgenia e da molécula N-acetil-cisteina (NAC), conhecida no tratamento de infecções bacterianas nas vias aéreas de humanos. A NAC mostrou-se eficiente no controle de fitopatógenos dos citros, incluindo a Xylella.
Em entrevista ao site Revista Da Fruta, a pesquisadora afirmou que não há nenhum produto disponível no mercado voltado para o controle desse fitopatógeno, de modo que, comprovada a eficiência do NAC, surgem novos métodos fitossanitários na agricultura: “E ainda tem a vantagem de ser benéfica para a saúde humana e sustentável ao meio ambiente, por ser um análogo do aminoácido cisteína”, disse ela. Além do combate à Xylella fastidiosa, o NAC se mostrou eficiente também no controle da Xanthomonas citri, causadora do chamado “cancro cítrico”.
Além da pesquisadora brasileira, outros três cientistas foram premiados: Peter Bonants, pesquisador da Wageningen Plant Research, da Holanda; James Dale, professor na Universidade de Tecnologia de Queensland, na Austrália; e Mathews Paret, professor assistente na Universidade da Flórida, nos Estados Unidos. Segundo Alessandra, o prêmio “aumentou a motivação para o grupo do Centro de Citricultura Sylvio Moreira, do IAC, ao dar andamento nas pesquisas científicas pela manutenção da liderança do agronegócio citrícola”.

Pesquisadores e servidores de apoio à pesquisa se mobilizaram para reivindicar votação urgente do PLC 04/2018

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Mais de trinta pesquisadores científicos e servidores das carreiras abrangidas pelas 661/91 e 662/91 estiveram ontem (13) na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp) para reivindicar aos deputados a inclusão do PLC 04/2018 na pauta do dia. Apesar da mobilização da categoria, o projeto de lei complementar que dispõe sobre a isonomia salarial entre todos os cargos correspondentes ao trabalho de pesquisa científica não foi à votação em plenário. No dia anterior ele havia sido aprovado pela Comissão de Finanças, Orçamento e Planejamento.

Segundo Cleusa Lucon, presidente da Associação dos Pesquisadores Científicos do Estado de São Paulo (APqC), os pesquisadores e os servidores das carreiras de apoio à pesquisa passaram cerca de dez horas conversando com os parlamentares na Alesp e deram uma demonstração de força e unidade: “Não faltou empenho e esforço de nossa parte, mas infelizmente os deputados argumentaram que iriam colocar em votação apenas os projetos considerados de prioridade máxima, por conta do acúmulo de pautas no fim do ano”, disse.

Lucon pediu ainda que todos os servidores sigam mobilizados: “Precisamos do apoio de todos. O próximo ano promete ser muito duro para a categoria. Teremos que redobrar os esforços para que nossas demandas sejam ouvidas e atendidas – e isso só será possível com a adesão de todos às nossas atividades”, afirmou.

A presidente da APqC lembrou também que a associação está lutando pela aprovação do PLC 04/2018 desde o início do ano e elogiou especialmente a disposição e o engajamento dos pesquisadores Dr. José Orlando Prucoli, Dr. Percy Corrêa Vieira e Dr. Manoel Carlos Leme: “Há meses que eles têm ido à Alesp toda semana para conversar com os deputados e se informar sobre a tramitação do processo. Sem eles não teríamos conseguido dar a visibilidade que o projeto tem conquistado”. Ela informou também que o Dr. Prucoli irá à Assembleia na tarde de hoje (14) para saber se ainda há tempo de o colégio de líderes se reunir este ano e definir uma data para a votação do PLC em plenário.

Ontem, os pesquisadores e servidores das carreiras de apoio à pesquisa, munidos de cartazes, percorreram os corredores da Alesp e travaram diálogo com alguns deputados, entre eles Barroz Munhoz (PSB), Campos Machado (PTB), Davi Zaia (PPS), Carlos Giannazi (PSOL), Leci Brandão (PCdoB), Carlos Neder (PT) e João Caramez (PSB). “Fomos muito bem recebidos e conseguimos angariar apoios importantes para nossa causa. Continuaremos fazendo este trabalho de convencimento junto aos parlamentares para que, no ano que vem, possamos finalmente aprovar o PLC 04/2018”, afirmou Lucon.

 

Nota oficial da APqC contra a fusão de secretarias anunciada por João Doria e os prejuízos que a medida trará ao meio ambiente

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A Associação dos Pesquisadores Científicos do Estado de São Paulo (APqC) vem, por meio de nota oficial, repudiar a possível fusão das secretarias do Meio Ambiente, do Saneamento e Recursos Hídricos e da Energia e Mineração, anunciada pelo governador eleito João Doria (PSDB). Se efetivada, a chamada “supersecretaria” representaria um grave retrocesso na implantação de políticas estaduais para o meio ambiente, colocando o Estado de São Paulo na contramão das discussões globais acerca do tema.

A junção das três secretarias irá retirar a autonomia da Secretaria do Meio Ambiente, criada em 1986 como órgão regulador, subordinando-a a setores com atividades a serem reguladas, fiscalizadas e licenciadas por ela: a pasta de Saneamento e Recursos Hídricos e a de Energia e Mineração. Assim, será inevitável um acirramento dos impasses já presentes nestas secretarias.

As ações de combate a atividades ilegais (desmatamentos, biopirataria e outros crimes ambientais) seriam prejudicadas e poderiam ser reduzidas ou mesmo suspensas, uma vez que estarão subordinados a um mesmo secretário os órgãos encarregados de promover e desenvolver obras de saneamento, construções de barragens para represas, usinas de energia elétrica e atividades de mineração, mas também as instituições com atribuições de licenciamento, fiscalização e controle, configurando assim conflito de interesses.

Além disso, a Secretaria do Meio Ambiente possui em seu organograma a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) e órgãos de pesquisa, como o Instituto de Botânica, o Instituto Geológico, o Instituto Florestal e a Fundação Florestal, que administram parques estaduais, florestas estaduais, estações ecológicas, áreas de proteção ambiental, outras unidades de conservação e áreas protegidas. Se os gestores dessas unidades de conservação já vêm tendo dificuldades institucionais para se manifestar em pareceres sobre estudos de impacto ambiental de obras e empreendimentos, a “supersecretaria” de Doria seria uma pá de cal sobre o trabalho destes institutos.

A fusão pretendida também não geraria economia de recursos, como foi aventado pelo governador eleito. Além disso, essa proposta não foi debatida com os funcionários e a população em geral, que será a maior prejudicada com a eventual fusão das secretarias supracitadas.

A APqC alerta: o desmonte de estruturas específicas para a política ambiental – que já vem acontecendo há anos com a falta da realização de concursos públicos para reposição de funcionários nos Institutos de Pesquisa – contraria uma tendência mundial e não trará melhorias na gestão pública, além de representar uma ameaça ao meio ambiente e ao bem estar das populações.

Márcio França recebe APqC e se compromete a valorizar setor público em seu segundo mandato

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Uma comitiva da Associação dos Pesquisadores Científicos do Estado de São Paulo (APqC) foi recebida na manhã de hoje (17/10) pelo governador de São Paulo, Márcio França. Ele esteve em visita ao Instituto Agronômico de Campinas (IAC), ao lado do prefeito desta cidade, Jonas Donizette, e de outras autoridades, e reforçou o compromisso de investir nos institutos de pesquisa em um eventual segundo mandato.
Na ocasião, os pesquisadores entregaram ao governador toda a documentação referente ao Projeto de Lei Complementar (PLC 04/2018), que dispõe sobre a equalização salarial dos pesquisadores. Atualmente o projeto está tramitando na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), sem previsão de data para ir à votação em plenário.
Foi entregue também um estudo sobre a necessidade do reajuste salarial dos pesquisadores científicos, que não acontece desde 2014, e discutida a atualização do salário do pessoal de apoio dos institutos, que se encontra defesado. Estiveram presentes, representando a APqC, os doutores Rubens Lordello, Carlos Rosseto, Roseli Torres e Adriano Aguiar.
Segundo a pesquisadora Roseli Torres, membro da diretoria da APqC, o governador Márcio França foi “bastante atencioso e demonstrou estar aberto a se sentar com os pesquisadores, em seu futuro governo, para avançarmos nestes pontos”. Ela disse ainda que o governador reconheceu a importância do setor público para a economia e o desenvolvimento do Estado e se comprometeu a manter as portas abertas para o diálogo.

APqC reivindica a normalização do acesso dos pesquisadores pelo Governo do Estado

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Na última sexta-feira (28/09), cerca de 50 pesquisadores científicos estiveram presentes no Palácio dos Bandeirantes para reivindicar a volta da normalidade dos processos de avaliação de mérito, etapa pela qual os pesquisadores devem passar para progredirem na carreira.

Tradicionalmente, a avaliação se iniciava em junho e se encerrava em meados de julho. No entanto, segundo os pesquisadores, desde 2015 tem ocorrido um atraso anormal na conclusão deste processo. Em 2018 esta situação ficou anda mais crítica, pois o processo nem sequer foi aberto.

Um grupo de cinco pesquisadores foi recebido pelos chefes de gabinete da Secretaria de Planejamento e Gestão e também da Secretaria de Governo. Além de lembrarem que o processo é garantido por lei, os pesquisadores expuseram todas as dificuldades que a categoria vem passando nos últimos quatro anos, falaram da importância dos institutos de pesquisa para o Estado de São Paulo e entregaram as provas realizadas no ano de 2017 pelos pesquisadores que estavam presentes no Palácio.

Ao final da reunião, os chefes de gabinete asseguraram que o decreto de elevação referente ao acesso 2017 será assinado esta semana. Com relação ao acesso de 2018, será realizada uma reunião entre SPG, CPRTI e PGE para que os problemas de atrasos não voltem a ocorrer nos próximos anos. A APqC se compromete a acompanhar e cobrar celeridade do Governo do Estado.

Notícias

Estudo liderado por pesquisadores da USP revela que a cada R$ 1 que o Estado aplica em pesquisa e desenvolvimento, na área da agropecuária, resulta em R$ 12 de retorno para a economia paulista. O crescimento da produtividade é um dos reflexos diretos do investimento em capital humano. E há quem questione a importância dos institutos de pesquisa científica. Leia mais no link abaixo.

http://agencia.fapesp.br/recompensa-no-prato/28800/