Visitas guiadas divulgam história e importância do Horto Florestal

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Com o objetivo de divulgar a origem e a importância do Parque Estadual Alberto Loefgren, que completa 123 anos no próximo domingo (10), o Instituto Florestal receberá seis novas edições da Caminhada Histórica no Horto Florestal, uma iniciativa dos Amigos do Museu Florestal e do Movimento Conservatio – Cultura de Áreas Protegidas.

A iniciativa surgiu no ano passado e, diante da grande adesão do público, foi mantida. Nesta edição, o trajeto inclui os principais atrativos do Horto Florestal, na zona norte de São Paulo, que ajudam a contar a história de sua criação através de suas construções, personagens e vegetação. O passeio contém ainda informações sobre a origem da primeira instituição dedicada à conservação das florestas paulistas no final do século XIX, nascida no Horto.

Está programada também uma visita ao Museu Florestal Octávio Vecchi, inaugurado em 1931, onde haverá uma apresentação de fotos antigas do Parque, além de outros itens do acervo.

A Caminhada Histórica no Horto Florestal tem entrada gratuita e acontecerá nos dias 10 de fevereiro, 27 de abril, 9 de junho, 17 de agosto, 12 de outubro e 7 de dezembro, sempre das 9h às 12h. O Parque está localizado na Rua do Horto, 931, em São Paulo. Mais informações pelo telefone (11) 2231-8555.

Revista do Instituto Geológico lança dois volumes com artigos inéditos

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O Instituto Geológico, um dos institutos de pesquisa que fazem parte da Associação dos Pesquisadores Científicos do Estado de São Paulo (APqC), tem como missão principal a geração de conhecimento sobre o meio físico, por meio do desenvolvimento de estudos e aplicação de resultados em gestão ambiental e desenvolvimento sustentável.
A divulgação do conhecimento gerado pelo corpo técnico do instituto em todas as suas áreas de atuação (Geologia Geral, Paleontologia, Hidrogeologia, Geologia de Engenharia e Ambiental, Recursos Minerais, Geomorfologia, Dinâmica de Uso do Solo, Climatologia, Geoprocessamento e Monumentos Geológicos) é feita principalmente pela Revista do Instituto Geológico, que acaba de ganhar dois novos volumes contendo artigos relacionados às Geociências, assim como críticas e notas prévias.
Os artigos dos pesquisadores são inéditos e originais, sempre de cunho científico ou tecnológico, e podem ser acessados por qualquer pessoa pelo site da Revista do IG (clique aqui). Os volumes mais recentes – números 39 (1) e 39 (2) – trazem os seguintes artigos: O Ciclo das Rochas do Antropoceno: inserindo a agência humana no Sistema-Terra, de Alex Ubiratan Goossens Peloggi; Caracterização das rochas da Formação Estrada Nova como matéria-prima cerâmica no Estado de São Paulo, de Sergio Ricardo Christofoletti, Rogers Raphael da Rocha; Aplicação da análise isotópica de composto específico (Técnica CSIA) em perícias ambientais para distinguir diferentes fontes de contaminação, de Luiz Guilherme Poggio Teixeira e Ana Elisa Silva de Abreu; A propósito de modelos espaciais-temporais dos regimes naturais de geossistemas, de Valerian A. Snytko; Classificação e mapeamento geológico de terrenos Tecnogênicos (artificiais): uma análise comparativa, de Alex Ubiratan Goossens Peloggia; Legislação ambiental brasileira e geoconservação: análise comparativa do enquadramento legal no Brasil, Portugal e Espanha, de Magda Wolemberg da Silva Ferreira, José Bernardo Rodrigues Brilha e Adriana Ponce Coelho Cerântola; Histórico das pesquisas sobre solos até meados do século XX, com ênfase no Brasil, de Carlos Roberto Espindola; Métodos de remoção de íons fluoreto em água, de Mirian Chieko Shinzato, Sibele Ezaki, Ísis Cristina Garcia Saraiva e Gabriela Baptista Girard; e Novas transformações espantosas – o estrato geológico Humano redescoberto: promovendo o diálogo entre arte e o Antropoceno, de Alex Ubiratan Goossens Peloggia.
A Revista do Instituto Geológico está indexada em bases nacionais e internacionais, como SCOPUS, GeoRef, Latindex, Zoological Record, Periódicos CAPES, Portal de Periódicos Eletrônicos em Geociências, e este ano completará 40 anos de existência.

Políticas voltadas à saúde da população negra são ignoradas no Brasil, diz pesquisador

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Segundo o pesquisador do Instituto de Saúde, Luis Eduardo Batista, que possui Pós-Doutorado em Ciências da Saúde pela Escola de Enfermagem da Universidade de São Paulo (USP), as políticas voltadas à população negra são quase que totalmente ignoradas no Brasil.

Em entrevista ao jornal O Globo, no dia 17 de janeiro, ele afirma que a Política Nacional de Saúde Integral da População Negra (PNSIPN), criada em 2006, não surtiu nenhum resultado efetivo para os negros brasileiros até o presente momento, uma vez que apenas 57 municípios, dos mais de 5 mil existentes, colocaram em prática suas determinações.

Ele revela que chegou a esta conclusão após entrevistar vários gestores públicos e movimentos sociais, especialmente aqueles voltados às causas da comunidade negra. O próprio pesquisador se diz supreso com a baixa adesão das prefeituras. “Nós já prevíamos um número baixo, mas o dado a que chegamos surpreendeu negativamente”.

O texto da PNSIPN defende que elementos raciais interferem diretamente no acesso das pessoas aos serviços de saúde e que doenças como hipertensão arterial e anemia falciforme são mais prevalentes em meio à população negra, de modo que é preciso que o poder público promova políticas que visem atacar estes problemas. Mas isso, segundo o pesquisador, não implica, necessariamente, em aumento de gastos para os cofres públicos. “Por vezes, basta repensar ações que já são realizadas, para garantir que alcancem esse público específico”, diz.

A baixa adesão ao programa seria provocada pela falsa percepção, entre os gestores do sistema de saúde, de que as disparidades raciais são explicadas pelas diferenças sociais e de renda. “A maioria dos gestores que ouvimos entendia que, para promover a equidade, deveria oferecer os mesmos serviços a todos. Mas nem todo mundo parte das mesmas condições”, afirma Luis Eduardo Batista.

O Estado de São Paulo é o que mais aderiu ao programa, com 27 municípios contemplados, seguido por Minas Gerais e Paraná, com quatro municípios cada. Os números, no entanto, mesmo em território paulista, são considerados abaixo do razoável pelo pesquisador.

Em artigo, Dr. Roberto Rodrigues comenta perspectivas para o agronegócio em 2019

Em artigo publicado na revista Agroanalysis, o dr. Roberto Rodrigues analisa as perspectivas do cenário político e econômico do Brasil e, especialmente do agronegócio, para 2019. Leia abaixo, na íntegra.

Fartura e “Faltura”

Entramos em 2019 cheios de esperança. Isso é normal: em todo ano novo vem a impressão de que as coisas vão melhorar, como se a “folhinha” tivesse um poder especial de mudar o eixo do mundo. E desta vez tem o adicional de um governo novo, com promessas liberais que encantam o empresariado em geral. No entanto, 2018 foi embora e deixou muitas incertezas. As escaramuças entre os Estados Unidos e a China ainda podem estimular uma retomada protecionista nos países mais ricos, gerando dificuldades comerciais para os emergentes no médio prazo, inclusive no setor agroalimentar. Mas parece que a anestesia geral dada pelas Festas Natalinas não deixa isto claro. Nem o enésimo fracasso na tentativa de um acordo UE/Mercosul teve o impacto negativo que merece. Ou as obrigações retomadas na COP 24 na Polônia, ratificando as decisões do acordo de Paris, e com uma diferença fundamental: na COP 21 o Brasil assumiu compromissos espontâneos para reduzir suas emissões de gases de efeito estufa, com marcante papel da agropecuária nessa missão; e agora há uma incerteza se nosso país continua assinando o Acordo do Clima ou não, o que terá importância na decisão de países importadores de nossos alimentos.
São alguns dos temas que determinarão o resultado de uma safra agrícola bem atribulada. Devemos colher novo recorde de grãos, se o travesso El Niño permitir, e ele já tem feito algumas molecagens pelo país afora. E os custos de produção aumentaram, empurrados por pelo menos dois fatores conhecidos: os preços dos fertilizantes subiram em dólar, e o frete explodiu depois da greve dos caminhoneiros e da decisão do STF quanto à tabela de transportes. Outros fatores terão impacto na renda do campo, como o câmbio, uma permanente interrogação, e a reação dos importadores quanto a questões menores para nós, mas grandes para alguns, como a especulada mudança da nossa embaixada em Israel para Jerusalém.
Para o consumidor brasileiro, as notícias são boas: haverá fartura de alimentos para todos, isso vai ajudar a manter baixa a inflação, além de contribuir para o crescimento do PIB. Se os investimentos em infraestrutura vierem como se anuncia, os empregos voltarão, isso demora um certo tempo para acontecer, e os reflexos positivos não serão relevantes em 2019. Mas ajuda o astral.
No terreno da economia, não resta dúvida que o acerto das contas públicas é o calcanhar de Aquiles da real mudança, e a reforma da Previdência é a questão central.
Tudo isso tem impacto na renda rural, e o cenário não é dos mais risonhos: as margens deverão ser menores que em anos anteriores.
Mas há um tema central para o qual governos Federal e Estaduais não poderão mais recalcitrar: trata-se de inovação tecnológica na agropecuária, alavanca absolutamente essencial para o desenvolvimento e a competitividade. Em alguns Estados, como São Paulo, as tradicionais instituições de pesquisa estão desatendidas há anos, e há grande desânimo no IAC, no IB, no IEA, IZ, IF, ITAL e etc. Isso precisa mudar: esperamos que pelo menos nesse setor a mudança do calendário tenha efeito positivo e não falte apoio para a ciência e a tecnologia, sem o que logo não conseguiremos competir.

Roberto Rodrigues é Coordenador do Centro de Agronegócio da FGV, Embaixador Especial da FAO para as Cooperativas e Titular da Cátedra de Agronegócio da USP.

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Pesquisadora do IAC é premiada em congresso internacional

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A pesquisadora do Instituto Agronômico de Campinas (IAC), Alessandra Alves de Souza, foi a única brasileira contemplada com um prêmio oferecido pela Office of International Programs (OIP) da Sociedade Americana de Fitopatologia (APS). A premiação, que aconteceu em agosto no “International Congress of Plant Pathology: Plant Health in A Global Economy”, em Boston, nos Estados Unidos, foi um reconhecimento por sua contribuição com atividades internacionais de proteção fitossanitária.
A pesquisa de Alessandra Alves resultou em avanços consideráveis no controle da colonização de Xylella fastidiosa em plantas de citros, por meio de técnicas que envolvem o uso de transgenia e da molécula N-acetil-cisteina (NAC), conhecida no tratamento de infecções bacterianas nas vias aéreas de humanos. A NAC mostrou-se eficiente no controle de fitopatógenos dos citros, incluindo a Xylella.
Em entrevista ao site Revista Da Fruta, a pesquisadora afirmou que não há nenhum produto disponível no mercado voltado para o controle desse fitopatógeno, de modo que, comprovada a eficiência do NAC, surgem novos métodos fitossanitários na agricultura: “E ainda tem a vantagem de ser benéfica para a saúde humana e sustentável ao meio ambiente, por ser um análogo do aminoácido cisteína”, disse ela. Além do combate à Xylella fastidiosa, o NAC se mostrou eficiente também no controle da Xanthomonas citri, causadora do chamado “cancro cítrico”.
Além da pesquisadora brasileira, outros três cientistas foram premiados: Peter Bonants, pesquisador da Wageningen Plant Research, da Holanda; James Dale, professor na Universidade de Tecnologia de Queensland, na Austrália; e Mathews Paret, professor assistente na Universidade da Flórida, nos Estados Unidos. Segundo Alessandra, o prêmio “aumentou a motivação para o grupo do Centro de Citricultura Sylvio Moreira, do IAC, ao dar andamento nas pesquisas científicas pela manutenção da liderança do agronegócio citrícola”.

Herbário do Instituto de Botânica atinge a marca de 500 mil amostras em seu acervo

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A curadora Maria Cândida Mamede ao lado de Inês Cordeiro, Maria das Graças Lapa e Maria Margarida da Rocha, ex-curadoras do Herbário.

O Herbário “Maria Eneyda P. K. Fidalgo”, do Instituto de Botânica de São Paulo, alcançou recentemente a marca de 500 mil exsicatas (amostras de plantas prensadas, secas e fixadas em cartolina, com informações sobre a espécie e o local de coleta) e se tornou oficialmente o maior herbário do estado de São Paulo e um dos maiores do Brasil.
“É uma marca muito importante, pois temos poucos herbários expressivos no país e nós somos um deles”, diz Maria Cândida Henrique Mamede, que desde 1987 responde como a curadora do Herbário. Ela ressalta ainda que a relevância do acervo não está centrada apenas na quantidade de espécies catalogadas, mas em sua diversidade: “Não temos apenas flores e plantas, como a maioria das coleções disponíveis, mas também algas, briófitas e fungos”, explica.
O acervo, segundo a curadora, está em permanente evolução graças às coletas promovidas por pesquisadores em todo o território nacional e também às doações. Embora esteja acessível apenas a pesquisadores, estudantes e professores que estejam trabalhando com o tema, parte do material pode ser acessado pela internet: o acervo informatizado dos Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia (INCT), Herbário Virtual das Plantas e Fungos, disponibiliza cerca de 40 mil imagens da coleção, sendo que 4 mil referentes a materiais importantes para a pesquisa taxonômica, além de integrar informações de acervos dos herbários do Brasil.
O INCT Herbário Virtual das Plantas e Fungos iniciou seus trabalhos com 25 herbários associados e hoje engloba mais de 100 herbários nacionais associados, mais de 20 herbários estrangeiros, uma palinoteca, fototecas e bases de dados taxonômicas. “Ele possui pelo menos um herbário associado em cada Estado da União, o que demonstra o seu escopo geográfico nacional”, diz a curadora.
As 500 mil exsicatas mantidas pelo Herbário são utilizadas para fins de estudo botânico e sua equipe desenvolve estudos florísticos, taxonômicos e ecológicos, além de prestar serviços de identificação ao público em geral, especialmente para graduandos, pós-graduandos e estagiários de nível médio e superior.

Saiba mais acessando o Herbário Virtual:
http://inct.florabrasil.net/