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Posts de Associação dos Pesquisadores Científicos do Estado de SP

Nelson Paulieri, ex-diretor do IAC, será homenageado com título de Cidadão Ilustre de Piracicaba

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O pesquisador Nelson Paulieri Sabino (foto), aposentado do Instituto Agronômico de Campinas (IAC), será homenageado pela Câmara Municipal de Piracicaba (SP) com o título de Piracicabanus Praeclarus (Cidadão Ilustre), pelos relevantes serviços prestados ao município como cidadão piracicabano. A solenidade de outorga acontecerá no próximo dia 6 de setembro por iniciativa do vereador Wagner Oliveira.

Natural de Ibitiruna, distrito de Piracicaba, Nelson Paulieri Sabino nasceu em 26 de junho de 1940, na fazenda Serra Negra, onde viveu até os 7 anos com seus pais, antes de fixar residência na cidade de Piracicaba para iniciar seus estudos. Inicialmente fez o curso primário no Colégio Piracicabano e depois o ginásio e o científico no Colégio Dom Bosco.

Em 1962 ingressou na Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (ESALQ/USP), onde cursou graduação superior em engenharia agrônoma durante cinco anos, com bolsa de iniciação científica concedida pelo Conselho Nacional de Pesquisa e Desenvolvimento Tecnológico (CNPQ). Em 1966 formou-se engenheiro agrônomo. Nessa mesma universidade fez pós-graduação em nutrição mineral de plantas, obtendo o título de Doutor em Agronomia no ano de 1973.

Sabino começou a trabalhar no IAC em 1967 e ocupou os cargos de chefe da seção de tecnologia de fibras, diretor da divisão de plantas industriais, diretor do centro de grãos e fibras, diretor do serviço de divulgação técnico-científica, coordenador da pesquisa agropecuária da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo e, por fim, cargo de diretor geral do IAC, eleito pelo seu corpo de pesquisadores científicos, durante o período de 1983 a 1988.

Ainda no IAC, desenvolveu por 36 anos ininterruptos atividades de investigação científica na seção de tecnologia de fibras, envolvendo a cultura do algodoeiro com ênfase para a qualidade tecnológica da fibra e do fio dessa malvácea. Participou também do grupo responsável pela criação do Centro Nacional de Algodão, da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). Foi ainda vice-presidente da Associação dos Engenheiros Agrônomos do Estado de São Paulo (AEASP), inspetor do Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (CREA) e presidente do Clube dos Agrônomos de Campinas.

Atualmente, Nelson é aposentado do serviço público e dedica-se principalmente às atividades agropecuárias de sua propriedade rural, a Quinta das Palmeiras, situada no Bairro de Ibitiruna. Integra os grupos dos alunos pioneiros do Colégio Salesiano Dom Bosco, a Comissão do Jubileu de Ouro da Turma dos F-66 da Esalq e a coordenação, desde 2005, das atividades do grupo dos pesquisadores científicos aposentados do Instituto Agronômico de Campinas, composto por 140 colegas.

Com informações da assessoria da Câmara Municipal de Piracicaba

Pesquisador do IAC ganha Prêmio Norman Borlaug de Sustentabilidade 2019

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O entusiasmo levou a oportunidades que, mediante projetos, se tornaram realidade no setor sucroenergético. É assim que Marcos Guimarães de Andrade Landell, pesquisador da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, recebeu o Prêmio Norman Borlaug de Sustentabilidade 2019, que resume sua carreira construída no Instituto Agronômico de Campinas (IAC). A cerimônia de entrega do Prêmio, oferecido pela Associação Brasileira do Agronegócio (ABAG), aconteceu no último dia 5 de agosto, em São Paulo, no Congresso Brasileiro do Agronegócio.

“Sem dúvida, essa é uma das principais honrarias que um pesquisador científico da minha área poderia receber, pois é um reconhecimento nacional da nossa atuação nesses 37 anos, conferido pela Associação que representa todo o agronegócio brasileiro”, avalia. Para Landell, esse reconhecimento mostra que os trabalhos do Programa Cana IAC, criado em 1989, estão sendo conhecidos além das fronteiras da cana.

O Conselho de Diretores da ABAG indicou os nomes de dois pesquisadores brasileiros e Landell foi escolhido pela grande maioria, segundo os organizadores do evento. “Penso que esse reconhecimento foi possível porque estamos inseridos em uma das maiores instituições de pesquisa do Brasil, o IAC, onde encontramos respaldo institucional junto a outros tantos pesquisadores que trilharam conosco esta longa estrada”, diz o agraciado, lembrando que o Prêmio resulta de um trabalho de três décadas, em que muitos profissionais da área participaram.

O Programa Cana IAC, pelo qual ele foi premiado, tem mais de 600 ensaios ativos na atualidade apenas na sua rede de experimentação para seleção e caracterização de novas variedades. Isso requer uma ação contínua e dinâmica da equipe de pesquisadores e técnicos, que chegam a cumprir distâncias anuais superiores a 500 mil quilômetros no Brasil.

Esse dado mostra o empenho da equipe em transferir aos usuários os pacotes de tecnologias desenvolvidas pelo IAC. Landell faz uma média de 60 palestras e treinamentos por ano. Os outros pesquisadores e agrônomos também mantêm atuação semelhante. Nesses eventos, os 145 profissionais que compõem a equipe na atualidade divulgam os resultados da ciência nas diversas áreas do conhecimento, que proporcionam saltos de produtividade, com sustentabilidade ambiental na canavicultura.

Dentre as áreas de atuação do Programa Cana IAC estão os estudos de ambientes de produção, a seleção de variedades com perfis regionais e para uso forrageiro, o desenvolvimento do Sistema de Mudas Pré-Brotadas (MPB), a realização do maior censo varietal de cana-de-açúcar no Brasil, dentre outros. “Conseguimos, assim, nos tornar referência em tecnologia na canavicultura no Brasil e em outros países”, analisa o pesquisador.

Você sabia?
O cientista que dá nome ao Prêmio ganhou o Nobel da Paz em 1970 por seus trabalhos como agrônomo, que resultaram no desenvolvimento de variedades de trigo e de um pacote de técnicas agrícolas que viabilizaram o aumento da produção de cereais, fator responsável por salvar a vida de milhões de pessoas vítimas da fome. Norman Ernest Borlaug foi considerado o arquiteto da “Revolução Verde”.

Com informações de Carla Gomes, assessora de imprensa do IAC.

Pesquisadora do Instituto Butantan destaca o papel da mulher na Ciência

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A pesquisadora Flávia Virginio, do Laboratório Especial de Coleções Zoológicas (LECZ), representou o Instituto Butantan em um evento de Ciência inédito no Brasil, que aconteceu no Rio de Janeiro, nos dias 20 e 21 de julho. O “Soapbox Science” reuniu cientistas de todo o Brasil que foram para as ruas cariocas falar com o público sobre o importante papel da mulher na Ciência e na Pesquisa.

“Eu participei representando o IB e falando sobre as nossas coleções zoológicas e a importância delas para a conservação e preservação das espécies estudadas”, explicou Flávia, uma das 12 cientistas selecionadas. Dentre as áreas abordadas no evento estavam as de Microbiologia, Física, Química e Geografia.

O SoapBox Science do Brasil aconteceu em dois pontos distintos do Rio. No sábado (20), as cientistas foram até a Praça Mauá, no centro da cidade, onde está localizado o Museu do Amanhã, e no domingo (21), foram a um hipermercado na Barra da Tijuca.

“Na Praça Mauá tinha muito mais gente porque o local é mais propício, mas mesmo no estacionamento do mercado foi possível chamar a atenção das pessoas. Muitas delas pararam para ouvir o que estávamos falando, se interessaram, conversaram com a gente. Eu particularmente adorei, foi muito interessante a atividade”, ressalta Flávia.

Neste vídeo divulgado pelo canal A Ciência Explica, é possível ver as cientistas em ação e conhecer sobre a contribuição de cada uma para o debate sobre ciência em locais públicos. Dentre as analogias usadas para envolver o público leigo com a Ciência, Flávia comparou as coleções do Butantan com as de álbuns de figurinhas de futebol. “Eu expliquei ao público, por exemplo, que é como se a gente tivesse um álbum de figurinhas, que precisasse de 100 figurinhas para ser completado, só que a gente só tem 11”, disse em relação ao fato de que no mundo estima-se que exista 8 milhões de espécies, sendo 900 mil catalogadas até o momento por taxonomistas.

A pesquisadora também participou de um evento na UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro) sobre mulheres na Ciência, onde compartilhou informações sobre sua carreira científica e pesquisas que realizou.

O que é Soapbox Science

A Soapbox Science é uma plataforma de divulgação pública para promover mulheres cientistas e a ciência que elas desenvolvem. Os eventos transformam os espaços públicos de uma cidade em arena de aprendizagem pública e debate científico. Esta iniciativa segue o formato do Speaker’s Corner, do London Hyde Park, que é historicamente uma arena para o debate público na cidade de Londres, desde 1870. Naquela época, os oradores usavam caixas de sabão feitos de madeira, as soapbox, onde subiam e se destacavam no público para que todos escutassem aquilo que estavam falando.

Para a versão brasileira, foi aberta uma chamada de inscrições e a organização do evento selecionou treze cientistas de acordo com dois critérios: a temática de sua pesquisa e a região de origem. Com as cientistas escolhidas e locais definidos, o debate científico foi às ruas, sem intermediários, sem slides do PowerPoint, nem anfiteatro.

A expectativa é que em 2020, cada participante da edição de 2019 possa encabeçar o evento na sua região. “Existe uma possibilidade disso acontecer e eu espero poder trazer para São Paulo essa iniciativa”, finaliza Flávia.

Com informações de Carol Roque, do Instituto Butantan.

Em audiência, APqC encaminha ofício ao presidente da Fapesp sobre formação do conselho superior da fundação

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Foi realizada, na última quarta (07 de agosto), na Assembléia Legislativa de São Paulo (Alesp), audiência da Comissão de Ciência e Tecnologia presidida pelo deputado Sérgio Victor, que contou com a participação especial do presidente da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), Dr. Marco Antônio Zago. A Associação dos Pesquisadores Científicos (APqC) marcou presença.

Entre outros assuntos, Dr. Zago falou sobre a importância dos trabalhos científicos realizados com o fomento da Fapesp, convidou os deputados a realizarem visitas mais frequentes aos institutos e apresentou, com números e gráficos, resultados do investimento feito em pesquisa pela Fapesp. Dentre os dados apresentados, destaque para os R$ 293 milhões divididos em 10 mil bolsas de estudo, fornecidos pelo Fundo em 2018.

Dr. Zago disse ainda que foram destinados R$ 120 milhões aos Institutos de Pesquisa. Tal liberação, no entanto, só foi possível graças à emenda parlamentar aprovada durante o governo de Geraldo Alckmin, por intervenção do então Secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação, Marcio França, que levantou a demanda pela emenda na época e lutou pela aprovação, paralelamente aos esforços empreendidos pelos pesquisadores científicos junto ao então Secretário de Agricultura e Abastecimento, Dr. Arnaldo Jardim.

Para a APqC, a destinação de verbas “precisa ser mais efetiva para preservar os institutos de pesquisa e garantir a contribuição destes com o desenvolvimento do Estado”. Ainda segundo a APqC, o ideal seria que os institutos tivessem uma parcela pré-definida da verba da Fapesp.

Ele disse também que a Fapesp “apoia os Institutos de Pesquisa e os defende”. Apesar disso, “não consegue ajudar somente com bolsas e não há muito que ser feito na atual conjuntura”. Dr. Zago reconheceu os problemas enfrentados pelos Institutos de Pesquisa e concordou com a APqC que todos necessitam de novos concursos.

A deputada Beth Sahão, membro titular da referida comissão, aproveitou a ocasião para fazer perguntas direcionadas aos trabalhos da Frente Parlamentar em Defesa das Instituições Públicas de Ensino, Pesquisa e Extensão. Uma delas foi sobre a opinião do presidente da Fundação acerca da proposição de mudança da forma de composição do Conselho Superior da Fapesp.

Dr. Zago respondeu que, apesar de a lei de criação do Conselho prever seis membros de livre escolha do Governo do Estado e seis membros selecionados por meio de listas propostas pela USP (três vagas) e por outras instituições de ensino e Institutos de Pesquisa (mais três vagas), em sua gestão “tem mudado a representatividade, sempre deixando cadeiras para Unicamp e Unesp, e pelo menos uma a outras instituições de ensino e Institutos de pesquisa”. Ele mencionou, ainda, que “não é a representatividade no Conselho Superior que decide financiamentos”, ma sim “todo um processo feito pelo Conselho Técnico Administrativo”. Alegou também que há uma distribuição de fomentos proporcional aos números de pesquisadores de cada Instituição.

Em ofício, que foi encaminhado ao presidente da Fapesp após a audiência, a APqC sugere que o Conselho Superior da Fundação passe a ser formado da seguinte forma: seis vagas de livre escolha do governador e seis a partir das listas tríplices eleitas, sendo uma da USP, uma da Unicamp, uma da Unesp, duas dos institutos de pesquisa da LC 125/75 e uma das demais instituições de ensino e institutos de pesquisa. A APqC irá cobrar uma posição sobre o ofício.

Pesquisadores da Unicamp falam sobre a importância da biodiversidade para o equilíbrio do planeta Terra

O que é a vida? Neste vídeo do Departamento de Biologia Animal (DBA) da Unicamp, que faz parte do projeto “Conhecendo o DBA Unicamp”, pesquisadores desta universidade falam sobre a importância da biodiversidade para a vida no planeta Terra. Procurar, entender, discutir, medir e tentar proteger a vida é o ofício principal dos biólogos.

Pesquisa do Instituto Butantã aponta que agrotóxicos podem causar danos à saúde humana, mesmo em doses mínimas

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Encomendada pelo Ministério da Saúde e realizada pelo Instituto Butantã, recente pesquisa comprova que não existe dose mínima segura para os defensivos usados na agricultura brasileira. Ao todo foram analisados dez agrotóxicos amplamente utilizados no País e em todos os casos o resultado foi o mesmo: segundo a imunologista Mônica Lopes Ferreira (foto), diretora do Laboratório Especial de Toxinologia Aplicada, os pesticidas são extremamente tóxicos ao meio ambiente e à vida dos animais e seres humanos.

Mesmo quando aplicados em dosagens equivalentes a até um trigésimo do recomendado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), os defensivos causaram óbitos ou anomalias nos peixes usados no teste. A pesquisa foi encomendada à Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), mas o estudo foi feito pelo Instituto Butantã, por ser considerado especialista nesse tipo de trabalho.

A metodologia, tida como referência internacional, foi aplicada na Plataforma Zebrafish em peixes-zebra, que são 70% geneticamente similares aos seres humanos e possuem o corpo transparente – o que permite aos pesquisadores acompanhar em tempo real o que acontece em seu organismo. Foram testados os seguintes pesticidas: abamectina, acefato, alfacipermetrina, bendiocarb, carbofurano, diazinon, etofenprox, glifosato, malathion e piripoxifem.

Várias concentrações desses agrotóxicos foram diluídas, em intervalos diferentes, na água de aquários contendo ovas fertilizadas de peixes-zebra. Em seguida, os embriões foram analisados para verificar se a exposição ao produto havia causado algum tipo de deformidade ou inviabilizado o desenvolvimento. Três dos dez pesticidas analisados (glifosato, melathion e piriproxifem) causaram a morte de todos os embriões em apenas 24h de exposição, mesmo com a dosagem mínima indicada pela Anvisa, o que deveria ter se mostrado inofensiva.

Os outros sete pesticidas analisados (abamectina, acefato, alfacipermetrina, bendiocarb, carbofurano, diazinon, etofenprox) causaram mortes de peixes em maior ou menor porcentagem. Entre os que sobreviveram, a maioria apresentou alterações no padrão de nado decorrente da malformação das nadadeiras. Para a pesquisadora responsável pelo estudo, os resultados comprovam a toxicidade nociva dos produtos ao meio ambiente e indicam que pode haver danos à saúde humana, dada à proximidade do organismo dos seres humanos com o dos animais usados no teste.

Leia também: Pesquisa indica que não há dose segura de agrotóxico (Estadão)

Dia Internacional da Ciência: veja como foi a participação da APqC no ato em defesa dos institutos de pesquisa

No último 08 de julho, Dia Internacional da Ciência, pesquisadores científicos de várias instituições se reuniram na Avenida Paulista para apresentar seus trabalhos à população e defender os institutos de pesquisa e as universidades públicas dos ataques que vêm sofrendo por parte do governo federal. A Associação dos Pesquisadores Científicos do Estado de São Paulo (APqC) foi uma das entidades que participaram do ato. O Programa Brasil com Ciência fez a cobertura da manifestação e entrevistou, entre outros cientistas, a presidente da APqC, Cleusa M. Lucon, que falou sobre as dificuldades enfrentadas pelos institutos e de que forma o desmonte da pesquisa pública irá afetar o desenvolvimento do Estado. Confira no vídeo abaixo.

A cada real investido, pesquisas da Secretaria de Agricultura e Abastecimento devolvem R$ 12,20 para a sociedade, diz APTA

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Qual é o impacto das pesquisas científicas? Quanto dos recursos investidos é revertido para a sociedade? Pensando em responder essas questões, a Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, por meio da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA), desenvolve seu balanço social, em que mede os impactos econômicos, sociais e ambientais de seus trabalhos. A última edição, publicada em 2018, com dados referentes ao biênio 2016/2017, mostra que a cada R$ 1,00 investido, a APTA retornou R$ 12,20 para a sociedade, na forma de soluções para os segmentos agropecuários, geração de empregos e oportunidades, valor agropecuário e produtos com mais qualidade.

No biênio 2016/2017, o orçamento da APTA foi de R$ 596 milhões. Ao analisar 48 tecnologias desenvolvidas pela Agência e adotadas pelo setor produtivo, foi constatado que esse conjunto de tecnologias teve impacto de R$ 10,9 bilhões. Clique aqui e acesse o Balanço Social da APTA.

Em 8 de julho é comemorado o Dia Nacional da Ciência e o Dia Nacional do Pesquisador Científico. Nesta data, conheça os resultados alcançados pela APTA e seus Institutos.
Parcerias com o setor privado para alavancar a inovação tecnológica

O Estado de São Paulo possui uma das legislações mais avançadas para incentivar a parceria entre institutos públicos de pesquisa e a iniciativa privada a fim de alavancar a inovação tecnológica. O decreto estadual nº 62.817, de outubro de 2017, aliado ao novo Marco Legal de Ciência, Tecnologia e Inovação (Lei 13.243/2016), Lei Paulista de Inovação (nº 1.049/2008), a assinatura da Resolução nº 12/2016 pela Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo e o estabelecimento dos Núcleos de Inovação Tecnológica (NIT), no âmbito APTA, formam um novo arcabouço legal que desburocratiza, incentiva e deixa claras as regras para a relação entre os Institutos e o setor privado.

Esse arcabouço jurídico tem permitido o avanço da área nos Institutos de pesquisa da APTA, ligados à Secretaria de Agricultura. Desde que foi estabelecida, em 2016, a Rede NIT-APTA já depositou 15 pedidos de patente depositados em titularidade, 2 patentes concedidas em titularidade, 1 patente concedida em cotitularidade, 12 pedidos de patente depositados em cotitularidade, teve concedido 4 registro de software em titularidade, 1 registro de software em cotitularidade e 3 registros de marca e conquistou 1 contrato de licenciamento de tecnologia.

A nova legislação permite, por exemplo, que empresas que apoiaram o desenvolvimento da tecnologia possam explorar seus ganhos econômicos com exclusividade. A equipe que participou do projeto também é beneficiada, com até 1/3 da exploração dos royalties referentes ao montante destinado ao Instituto de pesquisa. Também é permitido que as universidades e Institutos de pesquisa paulistas compartilhem laboratórios, equipamentos e instalações com empresas e desenvolvam projetos conjuntos. “A nova legislação permite uma relação de ganha a ganha, em que ganha os institutos de pesquisa, os cientistas, as empresas privadas, o setor produtivo e toda a sociedade”, afirma Antonio Batista Filho, coordenador da APTA.

Análises laboratoriais
Além das pesquisas realizadas, as unidades de pesquisa da APTA prestam serviços para os agricultores, pecuaristas, centrais de inseminação e órgãos como o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) e Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Os Institutos de Pesquisa da APTA tem mais 220 normas laboratoriais acreditadas pela norma ISO/IEC 17025, relacionada à qualidade, fundamentais para a exportação e importação de produtos pelo País. A APTA é a instituição líder neste quesito. Em 2018, as unidades da APTA realizaram 370 mil análises laboratoriais, o que representa 1.013 análises, em média, por dia.

Transferência do conhecimento
A APTA, por meio de suas unidades, trabalha também para transferir conhecimento para o setor de produção. Para isso, realiza atendimentos técnicos, eletrônicos e diretos, realiza treinamentos, cursos e eventos institucionais e desenvolve ações de comunicação. Em 2018, a APTA realizou 1,3 milhões de atendimentos eletrônicos, 460 mil atendimentos técnicos, 400 mil atendimentos diretos e treinou 60 mil pessoas. Ao todo, foram realizados 206 eventos com público estimado em 39.700 pessoas, em 2018.

Corpo técnico altamente especializado
A APTA e suas unidades de pesquisa contam com 1.444 servidores, sendo 537 pesquisadores científicos e 907 servidores de apoio. Aproximadamente, 70% dos pesquisadores da APTA possuem título de Doutorado, 15% de Mestrado e 9% de Pós-Doutorado e PhD.

Qualificação de recursos humanos
Os Institutos de Pesquisa ligados à APTA têm forte contribuição para a qualificação de recursos humanos em agricultura tropical e subtropical, sanidade, segurança alimentar, pesca, produção animal e tecnologia de alimentos. Cinco Institutos oferecem curso de pós-graduação: Instituto Agronômico (IAC-APTA), Instituto Biológico (IB-APTA), ao nível de mestrado e Doutorado, Instituto de Pesca (IP-APTA), Instituto de Tecnologia de Alimentos (Ital-APTA) e Instituto de Zootecnia (IZ-APTA), com mestrado.

132 anos
A história da ciência e tecnologia de São Paulo e de todo o Brasil passa pela fundação do Instituto Agronômico de Campinas, em 1887, para desenvolver estudos na área do café. Com 132 anos de história, o IAC é uma das primeiras instituições de ciência do Brasil e um dos mais importantes institutos de pesquisa agrícola do mundo.
Fazem parte da estrutura de pesquisa da APTA o Instituto de Zootecnia (IZ-APTA), com 113 anos, Instituto Biológico (IB-APTA), com 91 anos, Instituto de Economia Agrícola (IEA-APTA), com 76 anos, Instituto de Tecnologia de Alimentos (ITAL-APTA), com 55 anos, e Instituto de Pesca (IP-APTA), com 50 anos. “Juntas, essas instituições somam 517 anos de pesquisa agropecuária. São Paulo é privilegiado por abrigar institutos com essa tradição, que contribuíram e muito para o sucesso e relevância do agro brasileiro, mas que apesar de centenários, se mostram modernos e atuais, desenvolvendo estudos com impacto não só no Brasil, mas também no exterior”, afirma Batista Filho.

Por Fernanda Domiciano
Assessoria de Imprensa – Apta

Governo de São Paulo desiste da junção dos institutos de Pesca e Zootecnia

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A Associação dos Pesquisadores Científicos do Estado de São Paulo (APqC) informa a todos os seus associados que no último dia 29.07.2019 recebemos um e-mail do Sr. Vander Bruno do Santos, Diretor do Instituto de Pesca (IP), dando ciência de que não há mais o interesse da Secretaria de Agricultura e Abastecimento (SAA) na junção dos Institutos de Pesca e de Zootecnia, como havia sido aventado.

Trata-se de uma importante conquista para a pesquisa científica e a sociedade em geral que só foi possível graças a união do corpo técnico do IP, da APqC e da Frente Parlamentar em Defesa das Instituições Públicas de Ensino, Pesquisa e Extensão, coordenada pela deputada Beth Sahão, que ante a proposta de fusão dos institutos questionaram o Governo do Estado de São Paulo sobre os prejuízos que esta medida poderia causar aos servidores e aos trabalhos de pesquisa em andamento. Ficou demonstrada a importância do Instituto de Pesca junto ao setor pesqueiro paulista e a necessidade de se manter a sua autonomia.

Além disso, ressaltamos a disposição para o diálogo demonstrada pelo Secretário de Agricultura e Abastecimento, Dr. Gustavo Junqueira, que por três oportunidades recebeu a APqC para tratar do tema, possibilitando depois que um grupo de pesquisadores do Instituto de Pesca pudesse desenvolver o estudo de um novo organograma para o IP.
O Diretor do IP informou ainda que o referido estudo será discutido em âmbito do CTC, oportunidade em que serão traçadas as definições de trabalho para o próximo quadriênio (PPA 2020-2024).

Por fim, comunicamos que aqueles que queiram participar do futuro do Instituto de Pesca protocolizem suas sugestões junto ao Diretor, Sr. Vander Bruno dos Santos, para que a proposta possa ser efetivamente analisada.

São Paulo, 31.07.2019

Funcionários do Instituto Emílio Ribas denunciam situação precária do hospital

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O Instituto de Infectologia Emílio Ribas, que existe há 139 anos e é considerado o maior hospital de referência em infectologia da América Latina, está passando por uma situação preocupante em relação à estrutura adequada ao atendimento de seus pacientes.

A denúncia é feita por médicos e funcionários, que reclamam do atraso na conclusão de uma reforma que se iniciou em 2014 e cuja previsão de término foi prolongada para 2022. Segundo eles, metade dos leitos foram fechados e os profissionais da saúde estão trabalhando em condições precárias devido a falta de remédios essenciais (como dipirona, sulfa e até antissépticos) e de funcionários (o setor de patologia, essencial para diagnósticos, está em processo de fechamento).

Em abaixo-assinado, os servidores do Instituto de Infectologia Emílio Ribas pedem ajuda à sociedade para chamar a atenção da Secretaria da Saúde do Estado quanto à situação do hospital. A Associação dos Pesquisadores Científicos do Estado de São Paulo (APqC) é solidária. Para assinar o manifesto, clique aqui.