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Ambientalistas se mobilizam contra a extinção do Instituto Florestal de SP

Os ambientalistas estão se mobilizando para impedir a extinção do Instituto Florestal de São Paulo (IF), com mais de 100 anos de existência, pretendida pelo governo do Estado.

O Instituto Brasileiro de Proteção Ambiental (Proam) encaminhou nesta semana ofício ao secretário de Infraestrutura e Meio Ambiente, Marcos Penido, que comanda o Conselho Estadual de Meio Ambiente (Consema), contra a medida, que teria como justificativa a contenção de gastos. Um abaixo assinado contra a extinção do IF já conta com mais de 20 mil assinaturas.

Conforme o ofício, enviado no último dia 26, em função da reunião ordinária do Consema, que analisou a questão, o Instituto Florestal, que administra as áreas que se pretende transferir para a Fundação Florestal (FF), é uma das instituições ambientais mais antigas do Brasil. “Atuante desde 1896, teve papel marcante na conservação, na pesquisa, na produção e no desenvolvimento florestal do Estado, influenciando ações e políticas de âmbito nacional e os próprios polos madeireiros do Brasil”, diz o ofício.

A reforma do Sistema Estadual de Florestas (Seiflor), apresentada na reunião do Consema, “não tem qualquer fundamentação do ponto de vista econômico, porque as Unidades de Conservação, administradas pelo Instituto Florestal, são autossustentáveis e trabalham com pesquisa de produção de madeira, o que permite a elas um ganho muito superior ao que é pago para os funcionários”, afirma Carlos Bocuhy, presidente do Proam.
Uma das razões para a extinção do instituto, conforme argumentam os ambientalistas, seria a posição rigorosa de profissionais do setor em relação ao cumprimento de critérios de proteção ambiental para a área florestal, constantemente ameaçada pela especulação imobiliária com a qual muitas vezes se alinham setores governamentais.

Atualmente, o IF é responsável pela gestão de 10 Estações Ecológicas, um Parque Estadual, 17 Estações Experimentais, dois Viveiros Florestais, um Horto Florestal e 15 Florestas Estaduais, totalizando área de mais de 51.500 de hectares, além de ser responsável pela secretaria executiva da Reserva da Biosfera do Cinturão Verde da Cidade de São Paulo.

“O IF é o melhor gestor para essas áreas devido a possuir recursos humanos, materiais e financeiros já destinados e um plano de uso sustentável para as mesmas, decorrente de suas pesquisas e ações de manejo”, diz o ofício. Além disso, o instituto é amplamente reconhecido no meio acadêmico e na sociedade.

Fonte: Revista Sou Ecológico

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