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Carta aberta: APqC repudia declarações do ministro do Meio Ambiente e clama por ações políticas harmônicas

apqc1Nesse momento em que o mundo vive uma das suas maiores crises em decorrência da pandemia do coronavírus, roga-se aos nossos governantes que adotem uma visão indissociável entre humanos, animais e meio ambiente, cientes de que qualquer alteração nesta relação pode provocar desequilíbrio e, consequentemente, a propagação de doenças, conforme artigo publicado no dia 14 de maio de 2020 pela Dra. Maria Izabel Merino de Medeiros (leia aqui), em que se retrata a importância da saúde única como estratégia que buscar garantir o bem estar ao planeta e seus habitantes.

Na contramão do que se espera de nossa cúpula política seguiu a fala de Ricardo Salles, ministro do Meio Ambiente, que assistimos com indignação no dia 22 de maio de 2020. Nela, Salles sugere que o presidente da república aproveite-se da tragédia social, sanitária e econômica provocada pela pandemia para alterar regras do ordenamento jurídico ambiental sem qualquer debate com a sociedade ou especialistas. Em suas palavras, o governo federal deveria “passar a boiada” enquanto a imprensa e a opinião pública estão “distraídas” com a crise.

Infelizmente o comportamento do ministro não é surpresa para a Associação dos Pesquisadores Científicos do Estado de São Paulo (APqC), pois quando ocupou o cargo de secretário do Meio Ambiente no Estado de São Paulo foi representado por nossa associação junto ao Ministério Público pela tentativa de venda/concessão de 34 áreas do Instituto Florestal, dentre as quais encontram-se os biomas mais ameaçados do Estado de São Paulo como o Cerrado e a Floresta Estacional Semidectual, colocando em risco de extinção várias espécies da flora e fauna.

Ricardo Salles tentou ainda negociar a sede do Instituto Geológico, mesmo com parecer contrário da própria consultoria jurídica do Estado, e foi condenado em 1ª instância por improbidade administrativa por alterar ilegalmente o zoneamento da proposta de plano de manejo da Área de Proteção Ambiental da Várzea do rio Tietê, devendo essa decisão ser confirmada em 2ª instância.

Dessa forma, a APqC pleiteia da liderança política ações harmônicas dentre as pastas da Agricultura, Saúde, Meio Ambiente e Economia, sob o olhar de um sistema único, a fim de evitarmos no futuro uma nova catástrofe como a vivenciada hoje, permanecendo a associação sempre alerta em defesa da ciência, tecnologia e inovação em benefício do povo brasileiro.

Associação dos Pesquisadores Científicos do Estado de São Paulo (APqC)
Gestão 2020-2021

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