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Estresse: o perigoso sintoma invisível do coronavírus

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Foto: Divulgação / UFRJ

O estresse é um dos principais agravantes da atual pandemia provocada pelo coronavírus. O medo e a insegurança provocados pelo isolamento social, pelo afastamento do trabalho, pela preocupação com outros amigos e parentes isolados, a ansiedade com relação aos problemas financeiros e ao risco de desemprego estão gerando níveis inéditos de estresse generalizado em todos os países do mundo afetados pela pandemia.

As instituições de saúde globais estão atentas a esse fato, que é tratado como efeito colateral da COVID19 e, como tal, tratado como questão de saúde pública também. Como a demanda de atendimento é muito alta, é preciso que todos, pacientes, familiares e profissionais de saúde, estejam em condições psicológicas adequadas para enfrentar as dificuldades e tomar decisões com serenidade, o que nem sempre é possível.

Nesse sentido, ajuda seguir as recomendações de quem tem ampla experiência no manejo de situações como essa, com foco em saúde mental. O guia de cuidados para a saúde mental publicado pelo OMS é uma boa fonte de informações a esse respeito e merece ser conhecido em detalhes.

Em primeiro lugar, ele trata do preconceito. Não há nenhuma relação da doença com qualquer povo específico. O excesso de informação também causa ansiedade e estresse. Reduza suas fontes de informação às mais confiáveis, apenas uma ou duas vezes ao dia, evite o “bombardeio desnecessário” de informações e, claro, fuja das fakenews.

Os agentes de saúde são um dos grupos de preocupação do guia. “O gerenciamento da sua saúde mental e o seu bem-estar psicossocial durante este momento é crucial para que você possa manter sua saúde física também”, recomenda da publicação.

As equipes de atendimento direto precisam adotar medidas específicas para lidar com o estresse, como rotatividade entre funções de maior para menor tensão, apoio psicossocial aos trabalhadores e aos pacientes.

Os cuidadores de crianças devem permitir que elas expressem seus medos e ansiedades. Brincadeiras, jogos e desenhos podem ajudar. É importante mantê-las junto de suas famílias sempre que possível. Quando o contato físico não for possível devem ser usados meios de comunicação como celulares e computadores.

Por fim, o guia trata dos cuidados com os idosos. Especialmente em casos de isolamento social e de demência, os idosos podem apresentar sintomas de raiva, agitação e estresse. É fundamental oferecer apoio emocional a eles nesses casos.

Conversar com eles sobre as coisas que estão acontecendo, fornecendo informações claras sobre as medidas de contenção da pandemia, é uma das formas de ajudar. Tudo da forma mais simples possível. O apoio da família pode ajudar na adoção das medidas de prevenção, como lavar as mãos.

Os medicamentos devem ser mantidos sempre à mão e os amigos devem ser alertados em caso de qualquer necessidade de ajuda. Os idosos devem estar preparados para buscar ajuda, chamar um taxi, pedir entrega de comida em casa ou chamar um médico. E devem manter seus estoques de medicamentos para no mínimo duas semanas.

Fazer exercícios físicos simples durante a quarentena ajuda não reduzir a mobilidade. E claro, manter uma rotina de atividades regulares: arrumar a casa, cozinhar, cantar, pintar, desenhar, escrever e tudo que der vontade! Manter o contato e ajudar a família e os vizinhos sempre que for seguro ou, não sendo possível, por meio do telefone.

O guia completo da OMS para redução do estresse durante a pandemia COVID19 você encontra aqui.

Fonte: Instituto de Saúde.

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