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117ª Festa das Árvores mantém vivo o legado do botânico Alberto Löfgren

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No próximo dia 11 de setembro, data que marca os 165 anos do nascimento do botânico Alberto Löfgren, será realizada em São Paulo, a 117ª Festa das Árvores. O evento idealizado por Löfgren teve sua primeira edição em Araras (SP), em 1902. A programação deste ano abrange uma série de atividades gratuitas (ver agenda no fim da matéria) no Museu Florestal Otávio Vecchi, situado no Parque Estadual Alberto Löfgren (Rua do Horto, 931).

Johan Albert Constantin Löfgren, que depois se tornaria Alberto Löfgren, nasceu em 1854, em Estocolmo, na Suécia. Radicado no Brasil anos mais tarde, notabilizou-se como botânico e foi um dos pioneiros do conservacionismo brasileiro, sendo responsável pela criação de algumas das primeiras áreas protegidas do país.

Apesar de pouco reconhecido em seu tempo, seu legado de pesquisador científico pode ser percebido, nos dias atuais, no cotidiano de instituições como Instituto Florestal, Museu Florestal, Museu Paulista da USP, Instituto Geológico, Parque Jardim da Luz, Instituto de Botânica, Jardim Botânico de São Paulo e Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo, entre outros.

Em nota de pesar pela sua morte, ocorrida em 30 de agosto de 1918 quando exercia o cargo de chefe da seção de Botânica e Fisiologia Vegetal do Jardim Botânico do Rio de Janeiro, a Revista do Museu Paulista da USP destacou as seguintes informações sobre Alberto Löfgren:

“O botânico Löfgren era um dos mais profundos conhecedores desse ramo das ciências naturais na América do Sul, tendo-se especializado no estudo da flora brasileira, ao qual se dedicou com grande afinco e assiduidade durante mais de 40 anos de vida laboriosa e útil”.

Também o jornal Correio da Manhã registrou a efeméride:

“Com o desaparecimento de Alberto Löfgren perdeu o Brasil um dos mais esforçados estudiosos da sua opulenta natureza vegetal. (…) serviu com devoção à natureza do Brasil, elucidando muitos de seus aspectos. Não lhe valeu isso para que fosse mais comentada a sua morte. Quase se pode dizer que fechou os olhos entre a indiferença do público, embora só fizesse por merecer a gratidão dos brasileiros. Atualmente servia no Jardim Botânico, que não se reparará facilmente da sua perda. No momento em que se cogita de legislar sobre a riqueza vegetal do paíz e está-se elaborando na Câmara um Código Florestal, a perda considerável de um valor como Löfgren, (…) tem uma significação desoladora. Quando se pensa em proteger as nossas florestas, a morte do homem que tanto fez por elas e ainda mais poderia fazê-lo agora, tem um sentido de um mau agouro”.

Apesar de ser botânico, contribuiu também como geógrafo para o adiantamento dos estudos geográficos no Brasil. Entre suas maiores contribuições à ciência brasileira destacam-se a fundação do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo, do Centro de Ciências Letras e Artes (CCLA) de Campinas, da Sociedade Científica de São Paulo e da Sociedade Brasileira de Sciencias.

A Festa das Árvores, evento criado por Alberto Löfgren com inspiração no Arbor Day, dos Estados Unidos, nasceu com o objetivo de sensibilizar os jovens da época sobre a necessidade de valorizarem as árvores e as florestas brasileiras que, já no início do século passado, estavam sendo dizimadas devido à ampliação das ferrovias. Seu objetivo continua intacto e o nome do botânico é sempre lembrado a cada edição.

Confira a programação da 117ª Festa das Árvores

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