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A cada real investido, pesquisas da Secretaria de Agricultura e Abastecimento devolvem R$ 12,20 para a sociedade, diz APTA

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Qual é o impacto das pesquisas científicas? Quanto dos recursos investidos é revertido para a sociedade? Pensando em responder essas questões, a Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, por meio da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA), desenvolve seu balanço social, em que mede os impactos econômicos, sociais e ambientais de seus trabalhos. A última edição, publicada em 2018, com dados referentes ao biênio 2016/2017, mostra que a cada R$ 1,00 investido, a APTA retornou R$ 12,20 para a sociedade, na forma de soluções para os segmentos agropecuários, geração de empregos e oportunidades, valor agropecuário e produtos com mais qualidade.

No biênio 2016/2017, o orçamento da APTA foi de R$ 596 milhões. Ao analisar 48 tecnologias desenvolvidas pela Agência e adotadas pelo setor produtivo, foi constatado que esse conjunto de tecnologias teve impacto de R$ 10,9 bilhões. Clique aqui e acesse o Balanço Social da APTA.

Em 8 de julho é comemorado o Dia Nacional da Ciência e o Dia Nacional do Pesquisador Científico. Nesta data, conheça os resultados alcançados pela APTA e seus Institutos.
Parcerias com o setor privado para alavancar a inovação tecnológica

O Estado de São Paulo possui uma das legislações mais avançadas para incentivar a parceria entre institutos públicos de pesquisa e a iniciativa privada a fim de alavancar a inovação tecnológica. O decreto estadual nº 62.817, de outubro de 2017, aliado ao novo Marco Legal de Ciência, Tecnologia e Inovação (Lei 13.243/2016), Lei Paulista de Inovação (nº 1.049/2008), a assinatura da Resolução nº 12/2016 pela Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo e o estabelecimento dos Núcleos de Inovação Tecnológica (NIT), no âmbito APTA, formam um novo arcabouço legal que desburocratiza, incentiva e deixa claras as regras para a relação entre os Institutos e o setor privado.

Esse arcabouço jurídico tem permitido o avanço da área nos Institutos de pesquisa da APTA, ligados à Secretaria de Agricultura. Desde que foi estabelecida, em 2016, a Rede NIT-APTA já depositou 15 pedidos de patente depositados em titularidade, 2 patentes concedidas em titularidade, 1 patente concedida em cotitularidade, 12 pedidos de patente depositados em cotitularidade, teve concedido 4 registro de software em titularidade, 1 registro de software em cotitularidade e 3 registros de marca e conquistou 1 contrato de licenciamento de tecnologia.

A nova legislação permite, por exemplo, que empresas que apoiaram o desenvolvimento da tecnologia possam explorar seus ganhos econômicos com exclusividade. A equipe que participou do projeto também é beneficiada, com até 1/3 da exploração dos royalties referentes ao montante destinado ao Instituto de pesquisa. Também é permitido que as universidades e Institutos de pesquisa paulistas compartilhem laboratórios, equipamentos e instalações com empresas e desenvolvam projetos conjuntos. “A nova legislação permite uma relação de ganha a ganha, em que ganha os institutos de pesquisa, os cientistas, as empresas privadas, o setor produtivo e toda a sociedade”, afirma Antonio Batista Filho, coordenador da APTA.

Análises laboratoriais
Além das pesquisas realizadas, as unidades de pesquisa da APTA prestam serviços para os agricultores, pecuaristas, centrais de inseminação e órgãos como o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) e Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Os Institutos de Pesquisa da APTA tem mais 220 normas laboratoriais acreditadas pela norma ISO/IEC 17025, relacionada à qualidade, fundamentais para a exportação e importação de produtos pelo País. A APTA é a instituição líder neste quesito. Em 2018, as unidades da APTA realizaram 370 mil análises laboratoriais, o que representa 1.013 análises, em média, por dia.

Transferência do conhecimento
A APTA, por meio de suas unidades, trabalha também para transferir conhecimento para o setor de produção. Para isso, realiza atendimentos técnicos, eletrônicos e diretos, realiza treinamentos, cursos e eventos institucionais e desenvolve ações de comunicação. Em 2018, a APTA realizou 1,3 milhões de atendimentos eletrônicos, 460 mil atendimentos técnicos, 400 mil atendimentos diretos e treinou 60 mil pessoas. Ao todo, foram realizados 206 eventos com público estimado em 39.700 pessoas, em 2018.

Corpo técnico altamente especializado
A APTA e suas unidades de pesquisa contam com 1.444 servidores, sendo 537 pesquisadores científicos e 907 servidores de apoio. Aproximadamente, 70% dos pesquisadores da APTA possuem título de Doutorado, 15% de Mestrado e 9% de Pós-Doutorado e PhD.

Qualificação de recursos humanos
Os Institutos de Pesquisa ligados à APTA têm forte contribuição para a qualificação de recursos humanos em agricultura tropical e subtropical, sanidade, segurança alimentar, pesca, produção animal e tecnologia de alimentos. Cinco Institutos oferecem curso de pós-graduação: Instituto Agronômico (IAC-APTA), Instituto Biológico (IB-APTA), ao nível de mestrado e Doutorado, Instituto de Pesca (IP-APTA), Instituto de Tecnologia de Alimentos (Ital-APTA) e Instituto de Zootecnia (IZ-APTA), com mestrado.

132 anos
A história da ciência e tecnologia de São Paulo e de todo o Brasil passa pela fundação do Instituto Agronômico de Campinas, em 1887, para desenvolver estudos na área do café. Com 132 anos de história, o IAC é uma das primeiras instituições de ciência do Brasil e um dos mais importantes institutos de pesquisa agrícola do mundo.
Fazem parte da estrutura de pesquisa da APTA o Instituto de Zootecnia (IZ-APTA), com 113 anos, Instituto Biológico (IB-APTA), com 91 anos, Instituto de Economia Agrícola (IEA-APTA), com 76 anos, Instituto de Tecnologia de Alimentos (ITAL-APTA), com 55 anos, e Instituto de Pesca (IP-APTA), com 50 anos. “Juntas, essas instituições somam 517 anos de pesquisa agropecuária. São Paulo é privilegiado por abrigar institutos com essa tradição, que contribuíram e muito para o sucesso e relevância do agro brasileiro, mas que apesar de centenários, se mostram modernos e atuais, desenvolvendo estudos com impacto não só no Brasil, mas também no exterior”, afirma Batista Filho.

Por Fernanda Domiciano
Assessoria de Imprensa – Apta

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