Pesquisa do IAC sobre exposição a agroquímicos conquista dois prêmios em Conferência Europeia

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Equipe QUEPIA recebe dois prêmios da Conferência Europeia de Vestimentas de Proteção em Portugal

A qualidade das vestimentas de proteção do trabalhador rural responsável pela aplicação de agroquímicos no campo é uma preocupação global. Tanto, que estudos desenvolvidos pelo pesquisador científico do Instituto Agronômico (IAC), Hamilton Ramos, em parceria com a pesquisadora da universidade norte-americana de Maryland, Anugrah Shaw, que tratam da avaliação da eficácia de segurança de vestimentas, chamaram a atenção de cientistas de vários países como Espanha, França e Eslovênia, hoje parceiros do IAC em uma rede internacional de pesquisa para o desenvolvimento da qualidade de equipamentos de proteção individual (EPI).

Ramos, que coordena o Programa IAC de Qualidade de Equipamentos de Proteção Individual na Agricultura (Quepia), recebeu esta semana, em Portugal, dois dos três prêmios concedidos pela Conferência Europeia de Vestimentas de Proteção. Ele é autor de estudos sobre a exposição de trabalhadores rurais a produtos agroquímicos. Realizada a cada dois anos, a conferência reúne cientistas europeus na cidade do Porto. “Somos os únicos no Brasil, e talvez no mundo, que aliam a pesquisa ao desenvolvimento nacional e internacional deste tipo de equipamento de proteção individual. A legislação brasileira do Ministério do Trabalho ligada à qualidade de vestimentas de proteção na aplicação de agrotóxicos é uma das mais atuais do mundo graças aos estudos desenvolvidos em nossa unidade do CEA”, enfatiza o pesquisador.

Desenvolvidos no laboratório do Programa Quepia, instalado no Centro de Engenharia e Automação do Instituto Agronômico (CEA/IAC), na cidade de Jundiaí/SP, os trabalhos científicos premiados compreendem mudanças no método de avaliação adotado globalmente nas análises de qualidade aplicáveis a vestimentas de proteção. Propõem, ainda, alterações na confecção desses produtos, de maneira a prover mais conforto ao trabalhador rural durante aplicações de agroquímicos.

“É gratificante ter a pesquisa científica brasileira da área reconhecida mundialmente. Essas conquistas reforçam a importância do Brasil no desenvolvimento de medidas voltadas à proteção do trabalhador rural. Na primeira semana de maio, estive com representantes do MTE e da Anvisa em Paris, por meio de financiamento do governo francês, discutindo com a comunidade europeia a qualidade e recomendação destes equipamentos de proteção na área agrícola. Já auxiliamos o Ministério da Agricultura de lá a identificar vestimentas confeccionadas na Europa que atendessem padrão ISO de qualidade, o que permitiu ao governo também implantar um programa de qualidade. Agora, como contrapartida, estamos utilizando este conhecimento para auxiliar instituições brasileiras na implantação de um sistema de avaliação de riscos, que na Europa já é padrão. Já estamos questionando processos constantes de várias normas internacionais de qualidade utilizadas no Brasil e participamos também da reavaliação e desenvolvimento de outras, inclusive para luvas de proteção”, acrescentou Ramos.

Para o cientista, entretanto, apesar de o Brasil ter se tornado uma referência mundial em investimentos voltados à proteção do trabalhador rural aplicador de agroquímicos, um grande número de produtores agrícolas e agroindústrias ainda permanece desatento à necessidade de fornecer à mão de obra alocada na área equipamentos de proteção com qualidade certificada.

 

 

 

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