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Professora da Unicamp ganha prêmio “Para Mulheres na Ciência 2019”

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A professora Taícia Fill, do Instituto de Química da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) foi homenageada no último dia 10 de outubro ao receber o prêmio Para Mulheres na Ciência 2019. A cerimônia da 14ª edição do programa foi promovida pela L’Oréal Brasil, em parceria com a Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco) e a Academia Brasileira de Ciências (ABC).

O reconhecimento foi entregue para sete mulheres brasileiras. A docente desenvolve pesquisa para a produção de fungicida natural, com vistas ao combate de doenças que afetam a produção brasileira de laranjas. Na segunda-feira (14), a professora foi recebida pela reitoria da Unicamp para falar sobre o estudo e a premiação.

“Foi incrível o reconhecimento e acho que é importante porque acaba inspirando as outras mulheres, principalmente as que estão em início de carreira e têm um longo percurso pela frente. Sabe que não é fácil, que existe uma série de dificuldades, mas acho que é uma forma de incentivar as jovens professoras”, salientou Taícia Fill.

Pesquisa

De acordo com ela, pesquisar uma alternativa ao uso de agrotóxicos, que são compostos prejudiciais à saúde e ao meio ambiente, é fundamental, até porque os organismos ficam resistentes aos agrotóxicos ao longo do tempo.

A reitoria parabenizou a professora e ressaltou que o prêmio é relevante tanto para os pesquisadores quanto para a universidade. “Ser reconhecido nacional e internacionalmente por meio desse tipo de premiação, em particular aqui a uma mulher cientista, é importante. Certamente é uma conquista para os pesquisadores e, sem dúvida, é uma alegria para a Unicamp”, destacou o reitor, Marcelo Knobel.

Fonte original: Portal do Governo de São Paulo

Debate na Alesp discute a situação das universidades públicas e institutos de pesquisa de São Paulo

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Acontecerá no próximo dia 23 de outubro (quarta), das 10h às 13h, no Auditório Teotônio Vilela da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp), debate sobre a situação das universidades e institutos públicos de pesquisa e as mudanças nos órgãos de fomento promovidas pelo governo federal. O evento, organizado pela deputada Beth Sahão e pela Associação de Docentes da Unicamp (ADUnicamp), é voltado para professores e estudantes universitários, bem como a pesquisadores e funcionários dos institutos de pesquisa. A Associação dos Pesquisadores Científicos do Estado de São Paulo (ApqC) participará do debate e conclama a todos os seus associados para que confirmem presença através da página do evento no Facebook (clique aqui).

Dia Mundial da Ciência e Tecnologia: data para celebrar e refletir

Desde que o Homem passou a inventar artefatos e a desenvolver tecnologias para a sua sobrevivência, a Terra tem sofrido com as interferências dessas invenções – muitas delas positivas, mas muitas também prejudiciais ao meio ambiente, aos animais e aos próprios seres humanos.

Muito se fala, por exemplo, dos efeitos negativos da emissão de gases por parte das indústrias; porém, a realidade que conhecemos hoje tornou impossível à Humanidade abrir mão de todo o aparato moderno criado pelos cientistas – e que está em constante evolução.

Com o objetivo de homenagear as grandes descobertas e o desenvolvimento de novas pesquisas, mas também discutir os problemas causados pela atuação do homem diante dos avanços científicos e tecnológicos, convencionou-se dedicar o dia 16 de outubro ao Dia Mundial da Ciência e Tecnologia. Esta é uma data dedicada, antes de tudo, ao debate e à reflexão.

O que seria do Homem sem a Ciência e a Tecnologia? O cavalo deu lugar ao carro, o motor a vapor deu espaço aos equipamentos de propulsão elétrica e de combustíveis fosseis, a velha lamparina foi substituída por lâmpadas. Do fogo chegamos ao espaço, mas também à bomba atômica.

Toda a trajetória humana sobre a face da Terra está marcada pela presença das invenções científicas e tecnológicas, das quais somos, como pesquisadores e pesquisadoras, continuidade. Seria uma grande injustiça não termos uma data para celebrar as conquistas civilizatórias da ciência e, ao mesmo tempo, refletir sobre os prejuízos que, graças à contradição da nossa dependência tecnológica, causamos a nós mesmos.

Pesquisadores lançam abaixo-assinado contra o fechamento da SUCEN

Diante das reiteradas declarações do governo do estado de São Paulo, que manifesta a intenção de fechar a Superintendência de Controle de Endemias (SUCEN), pesquisadores e demais servidores deste órgão público se organizaram para protestar contra esta decisão e elaboraram um abaixo-assinado que conta com o apoio da Associação dos Pesquisadores Científicos do Estado de São Paulo (APqC). Leia a íntegra do documento e assine clicando no link que está disponível no rodapé do texto.

Governador do Estado de São Paulo: Defenda a SUCEN, o controle e a pesquisa sobre as endemias

A Superintendência de Controle de Endemias, conhecida como SUCEN, é uma organização pública paulista responsável por incontestáveis avanços no controle das endemias, como a Doença de Chagas, a esquistossomose, a malária, além de outras doenças transmitidas por vetores, como a dengue.

No próximo ano, essa instituição completará 50 anos marcados por sucessos decorrentes do esforço, trabalho, estudos e pesquisas que contribuíram para a redução dos riscos da aquisição e dos impactos negativos dos agentes infecciosos causadores das endemias, evitando os riscos da aquisição e a perda da capacidade produtiva das pessoas, bem como os prejuízos econômicos resultantes da necessidade do atendimento permanente dos casos humanos, que em certas circunstâncias desenvolvem formas crônicas incapacitantes.

Recentemente o governo apontou para a extinção da SUCEN sob o pressuposto que a organização apresenta uma baixa relação custo/benefício, desconsiderando que as ações, estudos e pesquisas da melhoram a resolutividade do controle e vigilância epidemiológica, com resultados que melhoram as operações dos municípios para a redução dos riscos das infecções pelos agentes infecciosos presentes em território paulista. Assim, os pesquisadores e demais servidores da SUCEN contam com o apoio contra essa inciativa governamental.

Para assinar o manifesto clique aqui.

Museu Florestal “Octávio Vecchi” celebra 88 anos

museuNo dia 30 de setembro de 2019 aconteceu o encerramento da Festa das Árvores com a comemoração do aniversário de 88 anos do Museu Florestal “Octávio Vecchi”.

Para celebrar este importante momento, foi realizada uma roda de conversa, no modelo das que têm sido realizada no espaço nos últimos dois anos. O objetivo é formar e fortalecer uma rede de amigos do Museu Florestal e chamar a comunidade do entorno para discutir o espaço. O convidado desta edição foi o historiador Dalmo Dippold Vilar, que trabalhou no Instituto Florestal (IF) entre as décadas e 1980 e 1990 e conduziu a atividade contando sobre suas pesquisas acerca do espaço.

Dalmo conta que o Museu deveria ter sido inaugurado no terceiro sábado do mês de setembro de 1931, portanto no dia 26. Entretanto, choveu bastante na ocasião e a abertura oficial ocorreu no dia 30, uma quarta-feira.

A roda de conversa teve a ilustre presença de Carlos Vecchi Dränger, neto de Octávio Vecchi. Carlos estreitou suas relações com a equipe do Museu ao final do ano passado, quando doou acervo de diapositivos seu avô para o Instituto Florestal. A partir de então têm sido um parceiro generoso e engajado, tendo inclusive elaborado um novo logotipo para o Museu. Aprovada nas instâncias superiores, sua arte enfeitou inclusive o bolo de aniversário preparado para a comemoração realizada após o evento. Natália Almeida, responsável pela gestão do Museu, soprou as velinhas junto com Carlos.

O diretor geral do IF, Luis Alberto Bucci, ressaltou o privilégio da instituição pela qualidade tanto de seus servidores, quanto de seus colaboradores.  A comemoração do aniversário , assim como a Festa das Árvores, foram resultado do trabalho em conjunto entre a equipe do Museu Florestal, Movimento Conservatio e Coordenadoria de Parques e Parcerias da Secretaria de Infraestrutura de Meio Ambiente, e muitos outros parceiros.

Fonte: Assessoria do Instituto Florestal

Presidente da Embrapa fala sobre a relação entre Ciência e produtividade no campo

O presidente da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Celso Luiz Moretti, participou de audiência pública promovida no último dia 26 de setembro pela Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural da Câmara dos Deputados, em Brasília. Na ocasião, Moretti falou de como a Ciência tem ajudado o Brasil a ser um dos maiores produtores de alimentos, fibras e bioenergia do mundo. Confira o trecho abaixo.

Reportagem aborda preocupação de funcionários do Instituto Butantan sobre a função social do laboratório

Matéria publicada na edição mais recente da revista Carta Capital aborda as mudanças pelas quais passa o Instituto Butantan, uma das maiores referências brasileiras na produção de soros e vacinas. A repórter Thais Reis Oliveira aborda, entre outros assuntos relacionados, a produção de vacinas para atender a demanda do mercado privado de medicamentos em detrimento do SUS, que apresenta um déficit de vacinas como a pentavalente, aplicada em recém-nascidos. “O plano de João Dória é transformar o laboratório no maior produtor de vacinas do mundo. É um plano bastante ambicioso. Porém, os funcionários do Instituto reclamam que esse projeto está deixando de lado a principal função do Butantan, para a qual ele foi criado há quase cem anos, que é produzir medicamentos e fazer pesquisas voltadas para a saúde pública”, diz a reportagem. Assista no vídeo abaixo o trecho compreendido entre os minutos 08:45 e 16:00.

Instituto Florestal pesquisa sementes de araucária, espécie ameaçada de extinção

araucaria

Vejo uma Araucária,
solitária pela janela

Tomando sozinha uma fria geada,
e me pego pensando

Na tristeza que abete sobre ela,
ao ver suas irmãs e irmãos

Cortadas e ostentadas
em restaurantes e salões

O trecho do poema de Felipe Teixeira Moraes fala do único pinheiro nativo brasileiro, ameaçado de extinção. Em 2013 a araucária passou para a categoria “Criticamente em perigo” na “Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas” da União Internacional para a Conservação da Natureza – IUCN em função da contínua redução da população.

Originalmente a área florestal da Araucaria angustifolia era de 185.000 km2, distribuindo-se nas regiões sul e sudeste do país, principalmente no estado do Paraná. Entretanto, a partir do começo do século passado, a espécie sofreu uma indiscriminada exploração em função de sua relevância econômica e social, o que levou à redução de seu habitat natural. Estima-se que atualmente esteja limitada a uma pequena porcentagem (de 1 a 5%) da área original.

Considerada um “fóssil vivo”, já que é uma espécie primitiva com milhares de anos de existência no planeta, a araucária é um elemento importante para a biodiversidade da Mata Atlântica. Podendo atingir uma altura de até 50 metros quando adulta, e viver em média até os 250 anos, o pinheiro apresenta um tronco alongado com ramificações apenas na copa, possuindo formato semelhante a uma taça.

A araucária é uma espécie dióica, ou seja, existem árvores masculinas e femininas sendo que o pólen produzido nos estróbilos masculinos deve atingir os estróbilos femininos para a fecundação e desenvolvimento das pinhas. A araucária também é famosa pelas suas sementes, denominadas pinhões, consideradas um importante Produto Florestal Não Madeireiro (PFNM), termo que se refere aos diferentes produtos extraídos de ambientes florestais, como frutas, fibras e sementes. Os PFNM constituem um meio de sustento para muitas comunidades, e fazem parte de prática ancestral que mantém a estrutura e funcionalidade das florestas. Sendo apontados como uma forma capaz de manter a biodiversidade de maneira sustentável.

“A redução da área de ocorrência da araucária gera um impacto ambiental negativo para a alimentação da fauna nativa. Os pinhões representam um importante recurso tanto para aves como papagaios, maritacas e gralhas, quanto para mamíferos como veado, anta, paca, porco do mato e esquilo. Socialmente, afeta o sustento de comunidades rurais, e impacta a economia advindo da redução na oferta de madeira, que pode ser produzida em plantios devidamente regulamentados,” explica o pesquisador científico do Instituto Florestal, Roberto Starzynski.

O pinhão também é um alimento de alto valor nutricional, rico em calorias, fibras e vários minerais como potássio, zinco e ferro.

Autor de um estudo publicado no periódico IF Série Registros que analisou a distribuição temporal da queda das sementes da araucária entre os anos de 2012 a 2017, Starzynski constatou, que tanto a produção anual, quanto o período de queda apresentaram variações significativas. A produção de sementes, das 11 árvores estudadas, variou de 172 a 351 kg. O período de queda se concentrou nos meses de março a maio, mas possuiu uma variação de 56 a 94 dias de duração. A pesquisa evidencia a dificuldade de se estabelecer, via legislação, uma data fixa para o início da atividade de coleta.
O experimento foi desenvolvido no Parque Estadual da Serra do Mar – Núcleo Cunha, localizado na região sudoeste do município de Cunha. Representando a maior produção de pinhão no estado de São Paulo, a araucária é uma espécie importante para a paisagem e economia do município de Cunha. Já que atraí turistas, o desenvolvimento de festivais e exposições sobre a árvore, produzindo geração de renda significativa para a economia local.

A araucária também enfrenta dificuldades em relação às mudanças climáticas. Neste cenário, Starzynski aponta que com o aumento de temperatura deve-se esperar uma diminuição da quantidade de pinhões produzidos. “A quantidade de pólen produzido pelos indivíduos masculinos diminui significativamente nos anos com maior temperatura média, com consequências na produção de sementes. Os grãos de pólen são grandes em comparação com outras espécies de coníferas e têm uma velocidade de dispersão relativamente baixa. A umidade é um fator fundamental para a liberação e transporte do pólen.

Em dias de sol e com vento ocorre uma nuvem de pólen, enquanto que nos dias chuvosos a alta umidade e a menor temperatura impedem a liberação e transporte do pólen e, consequentemente, a polinização e produção de sementes. Portanto, as safras apresentam dependência das condições climáticas, que variam de ano a ano, e acarretam diferentes produções anuais”.

Entre os anos estudados destaca-se o de 2015, que apresentou a maior produção de sementes. “Na época da polinização que resultou nesta safra, as condições climáticas foram favoráveis para a produção e dispersão do pólen”, explica o pesquisador.

Um estudo da Universidade de Reading (Reino Unido) revela que as araucárias podem desaparecer por completo até 2070 devido às mudanças climáticas caso não haja intervenções direcionadas para ajudar a garantir sua sobrevivência na natureza.

Roberto Starzynski chama atenção da grande carência de estudos que determinem a intensidade de coleta adequada para garantir a manutenção da espécie e ao mesmo tempo gerar renda para as comunidades coletoras. Por este motivo, o autor enfatiza a necessidade de mais pesquisas sobre espécie. “É através das sementes que se obtém o aumento da distribuição da araucária pelo território, o que é necessário para frear a contínua redução da espécie no país. Estudos realizados a partir das sementes podem fornecer o melhoramento genético da espécie com a consequente produção de mudas de maior crescimento, mais produtivas e melhor adaptadas às diferentes regiões de plantio”, conclui.

Texto: Amanda Nunes
Mais informações: Roberto Starzynski – rostarzynski@hotmail.com

Professor mostra como integrar restauração florestal e produção agrícola

Uma floresta onde antes havia um canavial. Essa hoje é a paisagem nas terras da Usina São João, em Araras, no interior de São Paulo. Humberto César Carrara, diretor executivo da usina, conta como o projeto de restauração florestal, inicialmente visto com desconfiança, trouxe benefícios à produção e a toda a cidade, possibilitando inclusive o abastecimento de água quando, em 2014, o Estado sofreu com a severa seca. Em outro exemplo, uma fazenda de café em Campinas restaurou áreas já não mais produtivas. “Aumentou a água, aumentou a fauna, aumentou a flora. A fazenda ficou muito mais rica. Virou floresta”, diz Antonio Migliorini, administrador da fazenda. Nos dois casos, os mapas do MapBiomas são aplicados para acompanhar as transformações da cobertura e do uso do solo. “O instrumento para conseguir integrar conservação, restauração e produção agrícola é o MapBiomas”, diz Ricardo Ribeiro Rodrigues, professor titular do departamento de Ciências Biológicas da USP. Mais informações no vídeo abaixo.

Aluna de iniciação científica do Instituto Florestal participa da Cúpula da Juventude para o Clima na ONU

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Amanda Carvalho (foto), estudante de graduação da Universidade de Brasília, foi recentemente selecionada como representante da Reserva da Biosfera do Cinturão Verde da Cidade de São Paulo (RBCV) para participar da primeira Cúpula da Juventude para o Clima da ONU, na cidade de Nova Iorque, nos Estados Unidos, no último sábado, 21 de setembro.
O evento foi uma plataforma voltada a jovens líderes que estão conduzindo ações climáticas para mostrar soluções nas Nações Unidas. O objetivo é participarem significativamente com os tomadores de decisão na questão definidora de nosso tempo. Foi o maior encontro de jovens líderes climáticos da ONU até o momento. Mais de 7 mil jovens entre 18 e 29 anos se inscreveram para participar da Cúpula do Clima da Juventude. Amanda foi um dos 500 selecionados, depois de demonstrar seu compromisso no enfrentamento da crise climática.
A Cúpula do Clima da Juventude contou com programação intensa que reuniu jovens ativistas, inovadores, empresários e profissionais de várias áreas que estão comprometidos com o tema. “Os jovens estão nos mostrando o caminho da ação climática”, disse Luis Alfonso de Alba, enviado especial para a Cúpula de Ação Climática de 2019. “Estou ansioso para que jovens líderes climáticos de todo o mundo tomem seu devido lugar no cenário global e participem desse momento histórico”, completou.
Amanda é uma entusiasta das questões climáticas e preservação ambiental, participou como representante da RBCV no 2017 MaB Youth Forum, na Itália, e do workshop sobre mudança do clima no ISFiT 2019, na Noruega. Atuou como estagiária na Divisão da Mudança do Clima no Ministério das Relações Exteriores e participou como delegada brasileira da COP do Clima, em Katowice 2018. Escreveu sobre o Regime Internacional Climático no livro Serviços Ecossistêmicas e Bem-Estar Humano na Reserva da Biosfera do Cinturão Verde da Cidade de São Paulo. Atualmente, é bolsista do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica do Instituto Florestal em projeto sobre a Política Estadual de Mudanças Climáticas.
“Participar na Cúpula do Clima, é uma oportunidade única na minha caminhada. Penso em contribuir com o desenvolvimento de soluções para o enfrentamento da mudança do clima. Me sinto mais viva, pois percebo que estou no lugar certo e na hora certa. Ainda dá tempo de fazermos a diferença”, disse Amanda antes de embarcar para os Estados Unidos.

O Programa de Iniciação Científica do Instituto Florestal
O Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (PIBIC) é um programa do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) cujo objetivo é contribuir para a formação de novos talentos em todas as áreas do conhecimento, através da concessão de cotas de bolsas de iniciação científica diretamente às Instituições de Ensino e Pesquisa.
O objetivo é incentivar a formação de novos pesquisadores, privilegiando a participação ativa de bons alunos em projetos de pesquisa com qualidade acadêmica, mérito científico e orientação adequada. Para ingressar no programa, os alunos devem apresentar bom desempenho acadêmico e potencial para continuidade na carreira de pesquisa.
As cotas concedidas anualmente são administradas pelas próprias instituições participantes, sob a supervisão do CNPq. Atualmente, o Instituto Florestal possui 20 bolsas de pesquisas de iniciação científica.

A Reserva da Biosfera do Cinturão Verde da Cidade de São Paulo
As Reservas da Biosfera foram criadas em 1976 como parte do Programa “O Homem e a Biosfera” (MaB) da Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (UNESCO). São áreas que compreendem ecossistemas terrestres, marinhos e costeiros, onde devem-se promover soluções que conciliam a conservação da biodiversidade com seu uso sustentável. Constituem também territórios para o monitoramento, pesquisas, educação ambiental e gerenciamento de ecossistemas, bem como referência de informação e desenvolvimento profissional dos técnicos em seu manejo. Seu gerenciamento é o trabalho conjunto de instituições governamentais, não governamentais e centros de pesquisa. Esta integração busca o atendimento às necessidades da comunidade local.
As Reservas da Biosfera são nomeadas pelos governos nacionais e permanecem sob a jurisdição soberana dos estados onde estão localizadas. Seu status é reconhecido internacionalmente. Atualmente existem 669 reservas da biosfera em 120 países.
Criada em 1994, a Reserva da Biosfera do Cinturão Verde da Cidade de São Paulo é coordenada e tem sua estrutura administrativa no âmbito do Instituto Florestal.
Dentre as razões que motivaram a declaração do Cinturão Verde da Cidade de São Paulo como Reserva da Biosfera, destaca-se o fato de que esta Reserva envolve a segunda maior cidade do planeta e concentra 10% da população brasileira com baixíssimos índices de área verde por habitante.

Fonte: Assessoria de imprensa do Instituto Florestal.

IAC apresenta sua primeira cultivar de amendoim para o mercado de orgânicos

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O Instituto Agronômico de Campinas (IAC) apresentou, na última edição da Agrishow, realizada em Ribeirão Preto no mês de abril deste ano, sua primeira cultivar de amendoim adequada ao mercado de produtos orgânicos. A IAC Top Verde, como foi batizada, tem grãos de pele vermelha e tamanho pequeno a médio. A nova cultivar tem alta resistência a doenças foliares, possibilitando o cultivo sem uso de fungicida. Neste caso, a sua produtividade é de até 5 mil quilos por hectare, resultado superior ao obtido por todos os amendoins de pele vermelha existentes no Brasil atualmente.
O pesquisador Ignácio José de Godoy, explica que a IAC Top Verde, ao ser cultivada sem nenhuma aplicação de fungicida, destaca-se de todas as demais do tipo pele vermelha, alcançando alta produtividade. “Porém, se usar fungicida, ela não tem seu melhor desempenho”, diz. Com esse perfil, o IAC top Verde chega como alternativa aos produtores que pretendem aproveitar mercados alternativos. “Este tipo de amendoim hoje representa um nicho de mercado para produtos orgânicos in natura ou confeitados”, afirma.
A alta resistência às doenças, além de abrir a possibilidade de alcançar as gôndolas de orgânicos, também reduz o custo de produção. A nova cultivar é de porte rasteiro, portanto adequada à completa mecanização da cultura, e tem ciclo entre 130 e 140 dias.
São Paulo produz 80% do amendoim nacional e as cultivares IAC ocupam cerca de 70% dessas lavouras. Agora o Instituto tem sua primeira cultivar na linha de alta resistência que dispensa o controle químico. “A IAC Top Verde é o início de uma sequência para aproveitarmos essa resistência, que veio de uma espécie silvestre”, afirma o pesquisador.
O instituto está trabalhando no desenvolvimento de outras cultivares com esse nível de resistências às doenças foliares e com o padrão comercial moderno, que envolve porte rasteiro e grãos de pele clara e tamanho grande.
“Embora o principal mercado de amendoim esteja hoje concentrado nos grãos tipo runner, com pele clara e grãos de tamanho médio a grande, IAC Top Verde oferece uma opção para produção a um custo menor, para situações em que a cor da pele e o tamanho dos grãos não sejam um pré-requisito, como em produtos em que o amendoim é blancheado (sem pele) ou os grãos são moídos”, diz.
Fonte: Assessoria de imprensa do IAC.

Pesquisador do Instituto Florestal faz levantamento das espécies botânicas que homenageiam o naturalista Alberto Löfgren

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A descoberta de uma nova espécie é sempre marcante. Não se trata de um momento, mas um processo. No caso da botânica vai desde a coleta até a minuciosa descrição e comparação com exemplares de outras espécies em herbários. Um acontecimento científico importante como esse, resultado de um trabalho que requer conhecimento e dedicação, frequentemente, rende homenagens que ficam eternizadas na nomenclatura científica da espécie.

Com a proximidade do Dia da Árvore, 21 de setembro, o pesquisador científico do Instituto Florestal (IF), Claudio Moura, realizou um levantamento das espécies botânicas que homenageiam Alberto Löfgren, o idealizador da 1ª Festa das Árvores realizada no Brasil, em 1902, no município paulista de Araras.

Löfgren nasceu na Suécia e veio para o Brasil no século XIX, tendo sido membro da Comissão Geográfica e Geológica da Província de São Paulo. Pioneiro da conservação da natureza, foi imprescindível para a criação do Serviço Florestal, atual IF.

Claudio conta que o naturalista sueco foi o coletor de algumas das plantas e até mesmo o descritor de outras. E no processo dinâmico da ciência, que está em constante aperfeiçoamento, muitas vezes as espécies recebem novas nomenclaturas.

“Löfgren foi homenageado por taxonomistas botânicos com um gênero e 22 espécies de plantas de 15 famílias, muitas das quais ele foi o coletor do material, tal como maracujá Passiflora loefgrenii descrita por Fábio A. Vitta, em 1997, com base no material coletado em 1894 na margem do rio Ribeira de Iguape”, conta o pesquisador.

A maioria dos materiais descritos em homenagem ao Löfgren foram coletados por ele em vários estados do Brasil, no período de 1888 a 1910, mas principalmente no estado de São Paulo.

Essa lista de espécies que remetem a Alberto Löfgren é apenas uma pequena parcela da contribuição que ele deu à conservação do estado de São Paulo e do Brasil. As espécies abaixo foram originalmente coletadas por ele.

  • Anthurium loefgrenii Engl. (coletada 1898 e descrita em 1905)
  • Bulbostylis loefgrenii (Boeckeler) Prata & M.G.López (coletada entre 1888 e 1889 e descrita em 2001)
  • Cuphea loefgrenii Bacig. (coletada em 1910 e descrita em 1931)
  • Dioscorea loefgrenii R.Knuth (coletada 1896 em e descrita em 1917)
  • Eleocharis loefgreniana Boeckeler (coletada em 1889 e 1889 e descrita em 1890)
  • Epidendrum loefgrenii Cogn. (coletada entre 1894 e 1895 e descrita em 1901)
  • Erythroxylum loefgrenii Diogo (coletada 1918 em e descrita em 1923)
  • Loefgrenianthus blanche-amesiae (Loefgr.) Hoehne (coletada em 1896 e descrita em 1927)
  • Myrsine loefgrenii (Mez) Imkhan. (coletada por Regnell em 1864 e descrita em 1902)
  • Ocotea loefgrenii Vattimo-Gil (coletada em 1910 e descrita em 1962)
  • Paspalum loefgrenii Ekman (coletada em 1910 e descrita em 1911)
  • Passiflora loefgrenii Vitta (coletada em 1894 e descrita em 1997)
  • Pelexia loefgrenii (Porsch) Schltr. (coletada em 1902 e descrita em 1920)
  • Peperomia loefgrenii Yunck. (coletada em 1897 e descrita em 1966)
  • Philodendron loefgrenii Engl. (coletada por Edwall em 1895 e descrita em 1905)
  • Piper loefgrenii Yunck. (coletada em 1888 e descrita em 1966)
  • Piptadenia loefgreniana Hoehne (coletada em 1894 e descrita em 1918)
  • Psychotria loefgrenii Standl. (coletada em 1894 e descrita em 1930)
  • Rhynchospora loefgrenii Boeckeler (coletada entre 1888 e 1889 e descrita em 1890)
  • Syagrus loefgrenii Glassman (coletada 1888 em e descrita em 1867)
  • Stelis loefgrenii Cogn. (coletada entre 1893 e 1894 e descrita em 1906)
  • Stomatanthes loefgrenii (B.L.Rob.) (coletada entre 1888 e 1889 e descrita em 2001)
  • Urospatha loefgreniana Engl. (coletada em 1889 e descrita em 1905)

Fonte: Assessoria de imprensa do Instituto Florestal e da Secretaria de Infraestrutura e Meio Ambiente.

Animação mostra a importância do pesquisador Alcides Carvalho para a cafeicultura no Brasil

Alcides Carvalho, pesquisador que trabalhou durante muitos anos no Instituto Agronômico de Campinas (IAC), é personagem da série ‘Cientistas do Brasil que você precisa conhecer’, produzida pela revista Nexo. Sua pesquisa genética revolucionou a cafeicultura no país. Por causa dela, hoje o Brasil é o responsável pela produção de um terço do café consumido no mundo. Clique abaixo para ver o vídeo.

APqC consegue vitória parcial na Justiça contra alienação de institutos de pesquisa

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A juíza Cynthia Tomé, da 6ª Vara, acolheu o pedido da ação movido pela Associação dos Pesquisadores Científicos do Estado de São Paulo (APqC) contra a Fazenda Pública. A ação pedia que o Estado fosse obrigado a realizar audiência pública com a comunidade científica para discutir os Institutos de Pesquisas vinculados à Secretaria de Agricultura e Abastecimento que pretende alienar. Entre as unidades estão as de Pindamonhangaba (3.505.609,00 m²), Itapetininga (1.391.268,00 m²), Itapeva (484.000,00 m²), Tatuí (80.718,00 m²) e Nova Odessa (246.657,20 m²), entre outros. Em sua sentença, a juíza determinou que o Estado realize nova reunião com observância o artigo 272 da Constituição Estadual e ao 2º parágrafo do artigo 2º da Lei Estadual n. 9.475/96, e também que respeite o posicionamento da comunidade científica quanto ao resultado da audiência pública sobre as citadas unidades de pesquisa.

A juíza julgou procedente o pedido da APqC, anulando a audiência anteriormente realizada em 25/08/16, uma vez que esta não observou o quórum mínimo exigido em Lei, condenando a Fazenda Estadual a realização nova audiência com a participação de 50% + 1 da comunidade científica diretamente envolvida com a área, composta pelo seu corpo administrativo, científico e diretivo.

Vale observar que contra essa sentença ainda cabe recurso por parte do Estado, porém caso a decisão seja confirmada perante os Tribunais Superiores, todos os atos posteriores a audiência pública também serão nulos, inclusive as alienações posteriores já concretizadas, conforme defende Dra. Helena Goldman, advogada da APqC que patrocina a causa.

A presidente da APqC, Cleusa Lucon, enfatizou que aguarda desfecho final, porém adianta que a decisão foi “uma grande conquista para os institutos de pesquisa envolvidos, além da defesa da justiça e respeito às leis e a Constituição do Estado de São Paulo a que todos estamos subordinados, inclusive nossos administradores públicos”, disse.

 

Vídeo mostra benefícios da tecnologia do broto batata-semente desenvolvida pelo IAC

O vídeo abaixo mostra como a aplicação prática da Tecnologia do Broto Batata-Semente, desenvolvida pelo Instituto Agronômico de Campinas (IAC), tem criado uma acessibilidade muito maior aos produtores, além de proporcionar uma economia considerável não apenas no setor produtivo mas também na distribuição aos consumidores. O pesquisador científico José Alberto Caram de Souza Dias, responsável pela pesquisa que resultou na técnica aplicada, é um dos entrevistados.

Moradores e pesquisadores científicos fazem hoje mais um ato contra a privatização do Jardim Botânico em São Paulo

JB

O Movimento Lute pela Floresta e a Associação de Moradores e Amigos da Água Funda realizam hoje (13), às 11 horas, mais um ato de protesto contra a privatização do Jardim Botânico, do Zoológico e do Zoo Safari, compreendidos na área do Parque Estadual Fontes do Ipiranga, também conhecido como Parque do Estado. Segundo projeto de lei do Executivo, aprovado na Assembleia Legislativa de São Paulo este ano, a administração desses complexos de lazer e pesquisa será concedida à iniciativa privada pelo período de 35 anos.

Uma das preocupações dos moradores está no fato de que a área compreendida no projeto de concessão corresponde a 20% do Parque, o equivalente a 5 quilômetros quadrados, onde está situado o maior fragmento de Mata Atlântica da região metropolitana da capital paulista.

Além dos moradores, servidores públicos e organizações de cientistas e pesquisadores participam e endossam os atos contra a privatização da área, por temer que a exploração privada, além de impactos ambientais causados pelo aumento do fluxo de carros, possa causar também prejuízos à autonomia dos institutos de pesquisa.

“É preciso deixar claro que Jardim Botânico, Zoológico e Zoo Safari não são apenas espaços de lazer e turismo, mas centros de pesquisa com revelantes trabalhos desenvolvidos em prol da sociedade”, diz a Dra. Cleusa M. Lucon, presidente da Associação dos Pesquisadores Científicos do Estado de São Paulo (APqC), que integra e apoia o movimento.

Ela cita que o Jardim Botânico, por exemplo, pertence ao Instituto de Botânica e é utilizado pelos pesquisadores como fonte de pesquisas, além de oferecer cursos de pós-graduação em Biodiversidade e Meio Ambiente, e de iniciação científica – programas que formaram mais de 800 alunos nos últimos anos. A manifestação acontecerá na entrada do Jardim Botânico (Avenida Miguel Stéfano, 3686, São Paulo). Leia abaixo as justificativas dos organizadores do ato e clique aqui para mais informações.

Por que somos contra a privatização?

O PEFI possui o maior fragmento de Mata Atlântica inserido na região metropolitana de São Paulo. Possui as nascentes do riacho do Ipiranga, o Jardim Botânico, o Instituto de Botânica e uma fauna silvestre diversa além de espécies ameaçadas de extinção. A exploração é uma ameaça a uma das última florestas na cidade de São Paulo.

O Jardim Botânico de São Paulo não é um parque e sim um espaço de preservação da biodiversidade botânica paulista, área de experimentação científica ambiental e visitação para fins educativos e contemplativos.

A concessão poderá afetar a autonomia para a realização das pesquisas desenvolvidas pelo Instituto de Botânica.

A importância do Instituto de Botânica para a sociedade não se expressa somente através do número de visitantes do Jardim Botânico, mas pela expressiva importância da instituição como centro de formação, treinamento e formação de recursos humanos aptos a atuarem nas políticas públicas de meio ambiente, saúde e educação em todo o país.

A concessão além de aumentar o valor dos ingressos do zoológico, dificultando o acesso da população a esse espaço poderá significar uma ameaça ao bem estar dos animais.
O valor que o Governo afirma que irá economizar (R$ 4 milhões/ano) é insignificante (0,0017%) diante do orçamento do estado que é de R$ 230 bilhões para 2019 e não justifica a concessão.

Para o bairro da Água Funda problemas podem ser ampliados como o descarte ilegal de lixo, a poluição e o trânsito, pois nenhum estudo de impacto do meio foi realizado para aprovação desta privatização.

APqC participará de debate na USP sobre os ataques à Ciência e Tecnologia no país

No próximo dia 20 de setembro, às 19 horas, acontecerá na Faculdade de Educação da USP o debate “Ciência e Tecnologia Públicas Sob Ataque”. O evento, que contará com mesa formada por especialistas de entidades como Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes-SP) e Associação dos Pesquisadores Científicos do Estado de São Paulo (APqC), irá debater a situação a que os institutos de pesquisa e as universidades públicas têm sido submetidos no país e, em especial, no estado de São Paulo. O debate será voltado para alunos de graduação e pós-graduação e para professores, pesquisadores e funcionários técnico-administrativos das instituições paulistas e também será transmitido ao vivo pela internet. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone da Seção de Apoio Acadêmico da USP (11 3091-3574) e pelo e-mail apoioacadfe@usp.br. 

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ABERTA AS INSCRIÇÕES PARA A ELEIÇÃO DA DIRETORIA BIÊNIO 2020/2021

Inscrições abertas para eleição biênio 2020/2021 para os cargos da Diretoria e Conselho Deliberativo.

Os associados interessados em integrar a nova gestão para o biênio 2020/2021 têm até 18 de outubro, até às 16h00, para se candidatar às vagas disponíveis para o próximo mandato. A inscrição dos candidatos deverá ser feita mediante requerimento à comissão eleitoral do registro de chapa, entregue via correios ou presencialmente no endereço disponivel no edital. A votação ocorrerá entre o dia 4 e 8 de novembro na área interna do sócio no site da APqC. A posse deve ser realizada na segunda semana de janeiro de 2020.

A inscrição é válida apenas para associados que estejam em dia com a Associação.

Participe! Mais informações sobre a eleição podem ser obtidas junto à sede da Associação, pelo telefone (19) 2514-1431 / WhatsApp (19) 9 9751-9371 ou pelo e-mail secretaria.apqc@gmail.com ou secretaria@apqc.org.br.

 

Confira o edital na íntegra:

Edital de Convocação Eleições biênio 2020-2021

 

Modelos de inscrição:

registro chapa 2020-2021

Certidão de Regularidade dos Candidatos 2020-2021

Chapa 2020-2021

Plataforma-Chapa 2020-2021

Relação membros diretoria APqC_2020-2021

Termo de Anuência 2020-2021

 

 

 

 

 

117ª Festa das Árvores mantém vivo o legado do botânico Alberto Löfgren

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No próximo dia 11 de setembro, data que marca os 165 anos do nascimento do botânico Alberto Löfgren, será realizada em São Paulo, a 117ª Festa das Árvores. O evento idealizado por Löfgren teve sua primeira edição em Araras (SP), em 1902. A programação deste ano abrange uma série de atividades gratuitas (ver agenda no fim da matéria) no Museu Florestal Otávio Vecchi, situado no Parque Estadual Alberto Löfgren (Rua do Horto, 931).

Johan Albert Constantin Löfgren, que depois se tornaria Alberto Löfgren, nasceu em 1854, em Estocolmo, na Suécia. Radicado no Brasil anos mais tarde, notabilizou-se como botânico e foi um dos pioneiros do conservacionismo brasileiro, sendo responsável pela criação de algumas das primeiras áreas protegidas do país.

Apesar de pouco reconhecido em seu tempo, seu legado de pesquisador científico pode ser percebido, nos dias atuais, no cotidiano de instituições como Instituto Florestal, Museu Florestal, Museu Paulista da USP, Instituto Geológico, Parque Jardim da Luz, Instituto de Botânica, Jardim Botânico de São Paulo e Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo, entre outros.

Em nota de pesar pela sua morte, ocorrida em 30 de agosto de 1918 quando exercia o cargo de chefe da seção de Botânica e Fisiologia Vegetal do Jardim Botânico do Rio de Janeiro, a Revista do Museu Paulista da USP destacou as seguintes informações sobre Alberto Löfgren:

“O botânico Löfgren era um dos mais profundos conhecedores desse ramo das ciências naturais na América do Sul, tendo-se especializado no estudo da flora brasileira, ao qual se dedicou com grande afinco e assiduidade durante mais de 40 anos de vida laboriosa e útil”.

Também o jornal Correio da Manhã registrou a efeméride:

“Com o desaparecimento de Alberto Löfgren perdeu o Brasil um dos mais esforçados estudiosos da sua opulenta natureza vegetal. (…) serviu com devoção à natureza do Brasil, elucidando muitos de seus aspectos. Não lhe valeu isso para que fosse mais comentada a sua morte. Quase se pode dizer que fechou os olhos entre a indiferença do público, embora só fizesse por merecer a gratidão dos brasileiros. Atualmente servia no Jardim Botânico, que não se reparará facilmente da sua perda. No momento em que se cogita de legislar sobre a riqueza vegetal do paíz e está-se elaborando na Câmara um Código Florestal, a perda considerável de um valor como Löfgren, (…) tem uma significação desoladora. Quando se pensa em proteger as nossas florestas, a morte do homem que tanto fez por elas e ainda mais poderia fazê-lo agora, tem um sentido de um mau agouro”.

Apesar de ser botânico, contribuiu também como geógrafo para o adiantamento dos estudos geográficos no Brasil. Entre suas maiores contribuições à ciência brasileira destacam-se a fundação do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo, do Centro de Ciências Letras e Artes (CCLA) de Campinas, da Sociedade Científica de São Paulo e da Sociedade Brasileira de Sciencias.

A Festa das Árvores, evento criado por Alberto Löfgren com inspiração no Arbor Day, dos Estados Unidos, nasceu com o objetivo de sensibilizar os jovens da época sobre a necessidade de valorizarem as árvores e as florestas brasileiras que, já no início do século passado, estavam sendo dizimadas devido à ampliação das ferrovias. Seu objetivo continua intacto e o nome do botânico é sempre lembrado a cada edição.

Confira a programação da 117ª Festa das Árvores

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Audiência popular discute hoje privatização do Zoológico e do Jardim Botânico de São Paulo

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A Associação de Moradores e Amigos da Água Funda (AMAAF) e o Movimento Lute Pela Floresta promovem hoje, das 17h às 20h, uma audiência popular contra a privatização do Zoológico e do Jardim Botânico de São Paulo, que poderá colocar em risco uma das últimas florestas nativas do estado. O evento acontece na sede da Associação (Rua Jacapé, 98, São Paulo).

A audiência servirá também para organizar e mobilizar a sociedade para o ato do dia 13 de setembro, às 11h, em frente ao Jardim Botânico, e para o ato do dia 20 de setembro, que integra a agenda da Greve Mundial do Clima e estará presente na manifestação marcada para acontecer às 16h na Avenida Paulista.

A Associação dos Pesquisadores Científicos do Estado de São Paulo apoia o movimento e convida pesquisadores e pesquisadoras a participar das referidas atividades.

Nelson Paulieri, ex-diretor do IAC, será homenageado com título de Cidadão Ilustre de Piracicaba

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O pesquisador Nelson Paulieri Sabino (foto), aposentado do Instituto Agronômico de Campinas (IAC), será homenageado pela Câmara Municipal de Piracicaba (SP) com o título de Piracicabanus Praeclarus (Cidadão Ilustre), pelos relevantes serviços prestados ao município como cidadão piracicabano. A solenidade de outorga acontecerá no próximo dia 6 de setembro por iniciativa do vereador Wagner Oliveira.

Natural de Ibitiruna, distrito de Piracicaba, Nelson Paulieri Sabino nasceu em 26 de junho de 1940, na fazenda Serra Negra, onde viveu até os 7 anos com seus pais, antes de fixar residência na cidade de Piracicaba para iniciar seus estudos. Inicialmente fez o curso primário no Colégio Piracicabano e depois o ginásio e o científico no Colégio Dom Bosco.

Em 1962 ingressou na Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (ESALQ/USP), onde cursou graduação superior em engenharia agrônoma durante cinco anos, com bolsa de iniciação científica concedida pelo Conselho Nacional de Pesquisa e Desenvolvimento Tecnológico (CNPQ). Em 1966 formou-se engenheiro agrônomo. Nessa mesma universidade fez pós-graduação em nutrição mineral de plantas, obtendo o título de Doutor em Agronomia no ano de 1973.

Sabino começou a trabalhar no IAC em 1967 e ocupou os cargos de chefe da seção de tecnologia de fibras, diretor da divisão de plantas industriais, diretor do centro de grãos e fibras, diretor do serviço de divulgação técnico-científica, coordenador da pesquisa agropecuária da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo e, por fim, cargo de diretor geral do IAC, eleito pelo seu corpo de pesquisadores científicos, durante o período de 1983 a 1988.

Ainda no IAC, desenvolveu por 36 anos ininterruptos atividades de investigação científica na seção de tecnologia de fibras, envolvendo a cultura do algodoeiro com ênfase para a qualidade tecnológica da fibra e do fio dessa malvácea. Participou também do grupo responsável pela criação do Centro Nacional de Algodão, da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). Foi ainda vice-presidente da Associação dos Engenheiros Agrônomos do Estado de São Paulo (AEASP), inspetor do Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (CREA) e presidente do Clube dos Agrônomos de Campinas.

Atualmente, Nelson é aposentado do serviço público e dedica-se principalmente às atividades agropecuárias de sua propriedade rural, a Quinta das Palmeiras, situada no Bairro de Ibitiruna. Integra os grupos dos alunos pioneiros do Colégio Salesiano Dom Bosco, a Comissão do Jubileu de Ouro da Turma dos F-66 da Esalq e a coordenação, desde 2005, das atividades do grupo dos pesquisadores científicos aposentados do Instituto Agronômico de Campinas, composto por 140 colegas.

Com informações da assessoria da Câmara Municipal de Piracicaba

Pesquisador do IAC ganha Prêmio Norman Borlaug de Sustentabilidade 2019

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O entusiasmo levou a oportunidades que, mediante projetos, se tornaram realidade no setor sucroenergético. É assim que Marcos Guimarães de Andrade Landell, pesquisador da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, recebeu o Prêmio Norman Borlaug de Sustentabilidade 2019, que resume sua carreira construída no Instituto Agronômico de Campinas (IAC). A cerimônia de entrega do Prêmio, oferecido pela Associação Brasileira do Agronegócio (ABAG), aconteceu no último dia 5 de agosto, em São Paulo, no Congresso Brasileiro do Agronegócio.

“Sem dúvida, essa é uma das principais honrarias que um pesquisador científico da minha área poderia receber, pois é um reconhecimento nacional da nossa atuação nesses 37 anos, conferido pela Associação que representa todo o agronegócio brasileiro”, avalia. Para Landell, esse reconhecimento mostra que os trabalhos do Programa Cana IAC, criado em 1989, estão sendo conhecidos além das fronteiras da cana.

O Conselho de Diretores da ABAG indicou os nomes de dois pesquisadores brasileiros e Landell foi escolhido pela grande maioria, segundo os organizadores do evento. “Penso que esse reconhecimento foi possível porque estamos inseridos em uma das maiores instituições de pesquisa do Brasil, o IAC, onde encontramos respaldo institucional junto a outros tantos pesquisadores que trilharam conosco esta longa estrada”, diz o agraciado, lembrando que o Prêmio resulta de um trabalho de três décadas, em que muitos profissionais da área participaram.

O Programa Cana IAC, pelo qual ele foi premiado, tem mais de 600 ensaios ativos na atualidade apenas na sua rede de experimentação para seleção e caracterização de novas variedades. Isso requer uma ação contínua e dinâmica da equipe de pesquisadores e técnicos, que chegam a cumprir distâncias anuais superiores a 500 mil quilômetros no Brasil.

Esse dado mostra o empenho da equipe em transferir aos usuários os pacotes de tecnologias desenvolvidas pelo IAC. Landell faz uma média de 60 palestras e treinamentos por ano. Os outros pesquisadores e agrônomos também mantêm atuação semelhante. Nesses eventos, os 145 profissionais que compõem a equipe na atualidade divulgam os resultados da ciência nas diversas áreas do conhecimento, que proporcionam saltos de produtividade, com sustentabilidade ambiental na canavicultura.

Dentre as áreas de atuação do Programa Cana IAC estão os estudos de ambientes de produção, a seleção de variedades com perfis regionais e para uso forrageiro, o desenvolvimento do Sistema de Mudas Pré-Brotadas (MPB), a realização do maior censo varietal de cana-de-açúcar no Brasil, dentre outros. “Conseguimos, assim, nos tornar referência em tecnologia na canavicultura no Brasil e em outros países”, analisa o pesquisador.

Você sabia?
O cientista que dá nome ao Prêmio ganhou o Nobel da Paz em 1970 por seus trabalhos como agrônomo, que resultaram no desenvolvimento de variedades de trigo e de um pacote de técnicas agrícolas que viabilizaram o aumento da produção de cereais, fator responsável por salvar a vida de milhões de pessoas vítimas da fome. Norman Ernest Borlaug foi considerado o arquiteto da “Revolução Verde”.

Com informações de Carla Gomes, assessora de imprensa do IAC.

Pesquisadora do Instituto Butantan destaca o papel da mulher na Ciência

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A pesquisadora Flávia Virginio, do Laboratório Especial de Coleções Zoológicas (LECZ), representou o Instituto Butantan em um evento de Ciência inédito no Brasil, que aconteceu no Rio de Janeiro, nos dias 20 e 21 de julho. O “Soapbox Science” reuniu cientistas de todo o Brasil que foram para as ruas cariocas falar com o público sobre o importante papel da mulher na Ciência e na Pesquisa.

“Eu participei representando o IB e falando sobre as nossas coleções zoológicas e a importância delas para a conservação e preservação das espécies estudadas”, explicou Flávia, uma das 12 cientistas selecionadas. Dentre as áreas abordadas no evento estavam as de Microbiologia, Física, Química e Geografia.

O SoapBox Science do Brasil aconteceu em dois pontos distintos do Rio. No sábado (20), as cientistas foram até a Praça Mauá, no centro da cidade, onde está localizado o Museu do Amanhã, e no domingo (21), foram a um hipermercado na Barra da Tijuca.

“Na Praça Mauá tinha muito mais gente porque o local é mais propício, mas mesmo no estacionamento do mercado foi possível chamar a atenção das pessoas. Muitas delas pararam para ouvir o que estávamos falando, se interessaram, conversaram com a gente. Eu particularmente adorei, foi muito interessante a atividade”, ressalta Flávia.

Neste vídeo divulgado pelo canal A Ciência Explica, é possível ver as cientistas em ação e conhecer sobre a contribuição de cada uma para o debate sobre ciência em locais públicos. Dentre as analogias usadas para envolver o público leigo com a Ciência, Flávia comparou as coleções do Butantan com as de álbuns de figurinhas de futebol. “Eu expliquei ao público, por exemplo, que é como se a gente tivesse um álbum de figurinhas, que precisasse de 100 figurinhas para ser completado, só que a gente só tem 11”, disse em relação ao fato de que no mundo estima-se que exista 8 milhões de espécies, sendo 900 mil catalogadas até o momento por taxonomistas.

A pesquisadora também participou de um evento na UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro) sobre mulheres na Ciência, onde compartilhou informações sobre sua carreira científica e pesquisas que realizou.

O que é Soapbox Science

A Soapbox Science é uma plataforma de divulgação pública para promover mulheres cientistas e a ciência que elas desenvolvem. Os eventos transformam os espaços públicos de uma cidade em arena de aprendizagem pública e debate científico. Esta iniciativa segue o formato do Speaker’s Corner, do London Hyde Park, que é historicamente uma arena para o debate público na cidade de Londres, desde 1870. Naquela época, os oradores usavam caixas de sabão feitos de madeira, as soapbox, onde subiam e se destacavam no público para que todos escutassem aquilo que estavam falando.

Para a versão brasileira, foi aberta uma chamada de inscrições e a organização do evento selecionou treze cientistas de acordo com dois critérios: a temática de sua pesquisa e a região de origem. Com as cientistas escolhidas e locais definidos, o debate científico foi às ruas, sem intermediários, sem slides do PowerPoint, nem anfiteatro.

A expectativa é que em 2020, cada participante da edição de 2019 possa encabeçar o evento na sua região. “Existe uma possibilidade disso acontecer e eu espero poder trazer para São Paulo essa iniciativa”, finaliza Flávia.

Com informações de Carol Roque, do Instituto Butantan.

Em audiência, APqC encaminha ofício ao presidente da Fapesp sobre formação do conselho superior da fundação

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Foi realizada, na última quarta (07 de agosto), na Assembléia Legislativa de São Paulo (Alesp), audiência da Comissão de Ciência e Tecnologia presidida pelo deputado Sérgio Victor, que contou com a participação especial do presidente da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), Dr. Marco Antônio Zago. A Associação dos Pesquisadores Científicos (APqC) marcou presença.

Entre outros assuntos, Dr. Zago falou sobre a importância dos trabalhos científicos realizados com o fomento da Fapesp, convidou os deputados a realizarem visitas mais frequentes aos institutos e apresentou, com números e gráficos, resultados do investimento feito em pesquisa pela Fapesp. Dentre os dados apresentados, destaque para os R$ 293 milhões divididos em 10 mil bolsas de estudo, fornecidos pelo Fundo em 2018.

Dr. Zago disse ainda que foram destinados R$ 120 milhões aos Institutos de Pesquisa. Tal liberação, no entanto, só foi possível graças à emenda parlamentar aprovada durante o governo de Geraldo Alckmin, por intervenção do então Secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação, Marcio França, que levantou a demanda pela emenda na época e lutou pela aprovação, paralelamente aos esforços empreendidos pelos pesquisadores científicos junto ao então Secretário de Agricultura e Abastecimento, Dr. Arnaldo Jardim.

Para a APqC, a destinação de verbas “precisa ser mais efetiva para preservar os institutos de pesquisa e garantir a contribuição destes com o desenvolvimento do Estado”. Ainda segundo a APqC, o ideal seria que os institutos tivessem uma parcela pré-definida da verba da Fapesp.

Ele disse também que a Fapesp “apoia os Institutos de Pesquisa e os defende”. Apesar disso, “não consegue ajudar somente com bolsas e não há muito que ser feito na atual conjuntura”. Dr. Zago reconheceu os problemas enfrentados pelos Institutos de Pesquisa e concordou com a APqC que todos necessitam de novos concursos.

A deputada Beth Sahão, membro titular da referida comissão, aproveitou a ocasião para fazer perguntas direcionadas aos trabalhos da Frente Parlamentar em Defesa das Instituições Públicas de Ensino, Pesquisa e Extensão. Uma delas foi sobre a opinião do presidente da Fundação acerca da proposição de mudança da forma de composição do Conselho Superior da Fapesp.

Dr. Zago respondeu que, apesar de a lei de criação do Conselho prever seis membros de livre escolha do Governo do Estado e seis membros selecionados por meio de listas propostas pela USP (três vagas) e por outras instituições de ensino e Institutos de Pesquisa (mais três vagas), em sua gestão “tem mudado a representatividade, sempre deixando cadeiras para Unicamp e Unesp, e pelo menos uma a outras instituições de ensino e Institutos de pesquisa”. Ele mencionou, ainda, que “não é a representatividade no Conselho Superior que decide financiamentos”, ma sim “todo um processo feito pelo Conselho Técnico Administrativo”. Alegou também que há uma distribuição de fomentos proporcional aos números de pesquisadores de cada Instituição.

Em ofício, que foi encaminhado ao presidente da Fapesp após a audiência, a APqC sugere que o Conselho Superior da Fundação passe a ser formado da seguinte forma: seis vagas de livre escolha do governador e seis a partir das listas tríplices eleitas, sendo uma da USP, uma da Unicamp, uma da Unesp, duas dos institutos de pesquisa da LC 125/75 e uma das demais instituições de ensino e institutos de pesquisa. A APqC irá cobrar uma posição sobre o ofício.

Pesquisadores da Unicamp falam sobre a importância da biodiversidade para o equilíbrio do planeta Terra

O que é a vida? Neste vídeo do Departamento de Biologia Animal (DBA) da Unicamp, que faz parte do projeto “Conhecendo o DBA Unicamp”, pesquisadores desta universidade falam sobre a importância da biodiversidade para a vida no planeta Terra. Procurar, entender, discutir, medir e tentar proteger a vida é o ofício principal dos biólogos.

Pesquisa do Instituto Butantã aponta que agrotóxicos podem causar danos à saúde humana, mesmo em doses mínimas

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Encomendada pelo Ministério da Saúde e realizada pelo Instituto Butantã, recente pesquisa comprova que não existe dose mínima segura para os defensivos usados na agricultura brasileira. Ao todo foram analisados dez agrotóxicos amplamente utilizados no País e em todos os casos o resultado foi o mesmo: segundo a imunologista Mônica Lopes Ferreira (foto), diretora do Laboratório Especial de Toxinologia Aplicada, os pesticidas são extremamente tóxicos ao meio ambiente e à vida dos animais e seres humanos.

Mesmo quando aplicados em dosagens equivalentes a até um trigésimo do recomendado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), os defensivos causaram óbitos ou anomalias nos peixes usados no teste. A pesquisa foi encomendada à Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), mas o estudo foi feito pelo Instituto Butantã, por ser considerado especialista nesse tipo de trabalho.

A metodologia, tida como referência internacional, foi aplicada na Plataforma Zebrafish em peixes-zebra, que são 70% geneticamente similares aos seres humanos e possuem o corpo transparente – o que permite aos pesquisadores acompanhar em tempo real o que acontece em seu organismo. Foram testados os seguintes pesticidas: abamectina, acefato, alfacipermetrina, bendiocarb, carbofurano, diazinon, etofenprox, glifosato, malathion e piripoxifem.

Várias concentrações desses agrotóxicos foram diluídas, em intervalos diferentes, na água de aquários contendo ovas fertilizadas de peixes-zebra. Em seguida, os embriões foram analisados para verificar se a exposição ao produto havia causado algum tipo de deformidade ou inviabilizado o desenvolvimento. Três dos dez pesticidas analisados (glifosato, melathion e piriproxifem) causaram a morte de todos os embriões em apenas 24h de exposição, mesmo com a dosagem mínima indicada pela Anvisa, o que deveria ter se mostrado inofensiva.

Os outros sete pesticidas analisados (abamectina, acefato, alfacipermetrina, bendiocarb, carbofurano, diazinon, etofenprox) causaram mortes de peixes em maior ou menor porcentagem. Entre os que sobreviveram, a maioria apresentou alterações no padrão de nado decorrente da malformação das nadadeiras. Para a pesquisadora responsável pelo estudo, os resultados comprovam a toxicidade nociva dos produtos ao meio ambiente e indicam que pode haver danos à saúde humana, dada à proximidade do organismo dos seres humanos com o dos animais usados no teste.

Leia também: Pesquisa indica que não há dose segura de agrotóxico (Estadão)

Dia Internacional da Ciência: veja como foi a participação da APqC no ato em defesa dos institutos de pesquisa

No último 08 de julho, Dia Internacional da Ciência, pesquisadores científicos de várias instituições se reuniram na Avenida Paulista para apresentar seus trabalhos à população e defender os institutos de pesquisa e as universidades públicas dos ataques que vêm sofrendo por parte do governo federal. A Associação dos Pesquisadores Científicos do Estado de São Paulo (APqC) foi uma das entidades que participaram do ato. O Programa Brasil com Ciência fez a cobertura da manifestação e entrevistou, entre outros cientistas, a presidente da APqC, Cleusa M. Lucon, que falou sobre as dificuldades enfrentadas pelos institutos e de que forma o desmonte da pesquisa pública irá afetar o desenvolvimento do Estado. Confira no vídeo abaixo.

A cada real investido, pesquisas da Secretaria de Agricultura e Abastecimento devolvem R$ 12,20 para a sociedade, diz APTA

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Qual é o impacto das pesquisas científicas? Quanto dos recursos investidos é revertido para a sociedade? Pensando em responder essas questões, a Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, por meio da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA), desenvolve seu balanço social, em que mede os impactos econômicos, sociais e ambientais de seus trabalhos. A última edição, publicada em 2018, com dados referentes ao biênio 2016/2017, mostra que a cada R$ 1,00 investido, a APTA retornou R$ 12,20 para a sociedade, na forma de soluções para os segmentos agropecuários, geração de empregos e oportunidades, valor agropecuário e produtos com mais qualidade.

No biênio 2016/2017, o orçamento da APTA foi de R$ 596 milhões. Ao analisar 48 tecnologias desenvolvidas pela Agência e adotadas pelo setor produtivo, foi constatado que esse conjunto de tecnologias teve impacto de R$ 10,9 bilhões. Clique aqui e acesse o Balanço Social da APTA.

Em 8 de julho é comemorado o Dia Nacional da Ciência e o Dia Nacional do Pesquisador Científico. Nesta data, conheça os resultados alcançados pela APTA e seus Institutos.
Parcerias com o setor privado para alavancar a inovação tecnológica

O Estado de São Paulo possui uma das legislações mais avançadas para incentivar a parceria entre institutos públicos de pesquisa e a iniciativa privada a fim de alavancar a inovação tecnológica. O decreto estadual nº 62.817, de outubro de 2017, aliado ao novo Marco Legal de Ciência, Tecnologia e Inovação (Lei 13.243/2016), Lei Paulista de Inovação (nº 1.049/2008), a assinatura da Resolução nº 12/2016 pela Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo e o estabelecimento dos Núcleos de Inovação Tecnológica (NIT), no âmbito APTA, formam um novo arcabouço legal que desburocratiza, incentiva e deixa claras as regras para a relação entre os Institutos e o setor privado.

Esse arcabouço jurídico tem permitido o avanço da área nos Institutos de pesquisa da APTA, ligados à Secretaria de Agricultura. Desde que foi estabelecida, em 2016, a Rede NIT-APTA já depositou 15 pedidos de patente depositados em titularidade, 2 patentes concedidas em titularidade, 1 patente concedida em cotitularidade, 12 pedidos de patente depositados em cotitularidade, teve concedido 4 registro de software em titularidade, 1 registro de software em cotitularidade e 3 registros de marca e conquistou 1 contrato de licenciamento de tecnologia.

A nova legislação permite, por exemplo, que empresas que apoiaram o desenvolvimento da tecnologia possam explorar seus ganhos econômicos com exclusividade. A equipe que participou do projeto também é beneficiada, com até 1/3 da exploração dos royalties referentes ao montante destinado ao Instituto de pesquisa. Também é permitido que as universidades e Institutos de pesquisa paulistas compartilhem laboratórios, equipamentos e instalações com empresas e desenvolvam projetos conjuntos. “A nova legislação permite uma relação de ganha a ganha, em que ganha os institutos de pesquisa, os cientistas, as empresas privadas, o setor produtivo e toda a sociedade”, afirma Antonio Batista Filho, coordenador da APTA.

Análises laboratoriais
Além das pesquisas realizadas, as unidades de pesquisa da APTA prestam serviços para os agricultores, pecuaristas, centrais de inseminação e órgãos como o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) e Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Os Institutos de Pesquisa da APTA tem mais 220 normas laboratoriais acreditadas pela norma ISO/IEC 17025, relacionada à qualidade, fundamentais para a exportação e importação de produtos pelo País. A APTA é a instituição líder neste quesito. Em 2018, as unidades da APTA realizaram 370 mil análises laboratoriais, o que representa 1.013 análises, em média, por dia.

Transferência do conhecimento
A APTA, por meio de suas unidades, trabalha também para transferir conhecimento para o setor de produção. Para isso, realiza atendimentos técnicos, eletrônicos e diretos, realiza treinamentos, cursos e eventos institucionais e desenvolve ações de comunicação. Em 2018, a APTA realizou 1,3 milhões de atendimentos eletrônicos, 460 mil atendimentos técnicos, 400 mil atendimentos diretos e treinou 60 mil pessoas. Ao todo, foram realizados 206 eventos com público estimado em 39.700 pessoas, em 2018.

Corpo técnico altamente especializado
A APTA e suas unidades de pesquisa contam com 1.444 servidores, sendo 537 pesquisadores científicos e 907 servidores de apoio. Aproximadamente, 70% dos pesquisadores da APTA possuem título de Doutorado, 15% de Mestrado e 9% de Pós-Doutorado e PhD.

Qualificação de recursos humanos
Os Institutos de Pesquisa ligados à APTA têm forte contribuição para a qualificação de recursos humanos em agricultura tropical e subtropical, sanidade, segurança alimentar, pesca, produção animal e tecnologia de alimentos. Cinco Institutos oferecem curso de pós-graduação: Instituto Agronômico (IAC-APTA), Instituto Biológico (IB-APTA), ao nível de mestrado e Doutorado, Instituto de Pesca (IP-APTA), Instituto de Tecnologia de Alimentos (Ital-APTA) e Instituto de Zootecnia (IZ-APTA), com mestrado.

132 anos
A história da ciência e tecnologia de São Paulo e de todo o Brasil passa pela fundação do Instituto Agronômico de Campinas, em 1887, para desenvolver estudos na área do café. Com 132 anos de história, o IAC é uma das primeiras instituições de ciência do Brasil e um dos mais importantes institutos de pesquisa agrícola do mundo.
Fazem parte da estrutura de pesquisa da APTA o Instituto de Zootecnia (IZ-APTA), com 113 anos, Instituto Biológico (IB-APTA), com 91 anos, Instituto de Economia Agrícola (IEA-APTA), com 76 anos, Instituto de Tecnologia de Alimentos (ITAL-APTA), com 55 anos, e Instituto de Pesca (IP-APTA), com 50 anos. “Juntas, essas instituições somam 517 anos de pesquisa agropecuária. São Paulo é privilegiado por abrigar institutos com essa tradição, que contribuíram e muito para o sucesso e relevância do agro brasileiro, mas que apesar de centenários, se mostram modernos e atuais, desenvolvendo estudos com impacto não só no Brasil, mas também no exterior”, afirma Batista Filho.

Por Fernanda Domiciano
Assessoria de Imprensa – Apta

Governo de São Paulo desiste da junção dos institutos de Pesca e Zootecnia

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A Associação dos Pesquisadores Científicos do Estado de São Paulo (APqC) informa a todos os seus associados que no último dia 29.07.2019 recebemos um e-mail do Sr. Vander Bruno do Santos, Diretor do Instituto de Pesca (IP), dando ciência de que não há mais o interesse da Secretaria de Agricultura e Abastecimento (SAA) na junção dos Institutos de Pesca e de Zootecnia, como havia sido aventado.

Trata-se de uma importante conquista para a pesquisa científica e a sociedade em geral que só foi possível graças a união do corpo técnico do IP, da APqC e da Frente Parlamentar em Defesa das Instituições Públicas de Ensino, Pesquisa e Extensão, coordenada pela deputada Beth Sahão, que ante a proposta de fusão dos institutos questionaram o Governo do Estado de São Paulo sobre os prejuízos que esta medida poderia causar aos servidores e aos trabalhos de pesquisa em andamento. Ficou demonstrada a importância do Instituto de Pesca junto ao setor pesqueiro paulista e a necessidade de se manter a sua autonomia.

Além disso, ressaltamos a disposição para o diálogo demonstrada pelo Secretário de Agricultura e Abastecimento, Dr. Gustavo Junqueira, que por três oportunidades recebeu a APqC para tratar do tema, possibilitando depois que um grupo de pesquisadores do Instituto de Pesca pudesse desenvolver o estudo de um novo organograma para o IP.
O Diretor do IP informou ainda que o referido estudo será discutido em âmbito do CTC, oportunidade em que serão traçadas as definições de trabalho para o próximo quadriênio (PPA 2020-2024).

Por fim, comunicamos que aqueles que queiram participar do futuro do Instituto de Pesca protocolizem suas sugestões junto ao Diretor, Sr. Vander Bruno dos Santos, para que a proposta possa ser efetivamente analisada.

São Paulo, 31.07.2019

Funcionários do Instituto Emílio Ribas denunciam situação precária do hospital

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O Instituto de Infectologia Emílio Ribas, que existe há 139 anos e é considerado o maior hospital de referência em infectologia da América Latina, está passando por uma situação preocupante em relação à estrutura adequada ao atendimento de seus pacientes.

A denúncia é feita por médicos e funcionários, que reclamam do atraso na conclusão de uma reforma que se iniciou em 2014 e cuja previsão de término foi prolongada para 2022. Segundo eles, metade dos leitos foram fechados e os profissionais da saúde estão trabalhando em condições precárias devido a falta de remédios essenciais (como dipirona, sulfa e até antissépticos) e de funcionários (o setor de patologia, essencial para diagnósticos, está em processo de fechamento).

Em abaixo-assinado, os servidores do Instituto de Infectologia Emílio Ribas pedem ajuda à sociedade para chamar a atenção da Secretaria da Saúde do Estado quanto à situação do hospital. A Associação dos Pesquisadores Científicos do Estado de São Paulo (APqC) é solidária. Para assinar o manifesto, clique aqui.

VIII Simpósio de Restauração Ecológica tem inscrições abertas

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VIII Simpósio de Restauração Ecológica, promovido pela Secretaria Estadual de Infraestrutura e Meio Ambiente, através do Instituto de Botânica de São Paulo, realizar-se-á no período de 04 a 08 de novembro de 2019, nas dependências do Instituto de Botânica e no São Paulo Expo, São Paulo -SP.

A oitava edição do Simpósio de Restauração Ecológica, terá como tema “Desafios do processo frente à crise ambiental”. Trata-se de um evento dirigido à comunidade atuante no campo de restauração ecológica, cujo objetivo é de oferecer subsídios para a discussão, análise, execução de estudos, projetos e ações relacionadas à restauração ecológica, fundamentados em conceitos desenvolvidos pela comunidade científica e em experiências práticas do setor privado, além da possibilidade de empresas e profissionais da área apresentarem seus produtos e serviços.

Nesta edição, com base na pesquisa científica e nos processos socioambientais, pretende-se promover o cumprimento da legislação ambiental e de metas estabelecidas para a conservação da biodiversidade e a restauração ecológica, com sustentabilidade social. Estas tendências serão apresentadas e discutidas em mesas-redondas, palestras, cursos, estandes de apresentações de trabalhos científicos e atividades, relacionadas à disponibilização de serviços e produtos voltados à restauração ecológica.

As edições anteriores do simpósio, reuniu aproximadamente 1000 participantes, entre universidades, institutos de pesquisa, órgãos oficiais, licenciadores, consultores ambientais, grandes empresas, instituições financeiras, Ministério Público, ONGs, alunos de graduação e pós-graduação, órgãos de assistência técnica, etc.

A expectativa da organização é que o VIII Simpósio de Restauração Ecológica supere os eventos anteriores em número de participantes, na qualidade dos debates e, principalmente, nos seus desdobramentos para promover avanços em Restauração Ecológica e nas políticas públicas para o setor.

Contamos com a sua presença!

Dr. Luiz Mauro Barbosa
Diretor Geral do Instituto de Botânica

Para mais informações e inscrições acessar o site do Instituto de Botânica (clique aqui).

Alterações propostas pela APqC garantem direitos do Instituto de Botânica no texto final do PL 183

 

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Luiz Mauro Barbosa, diretor do Instituto de Botânica, e a pesquisadora Inês Cordeiro comemoram as alterações no texto final do PL 183/2019

O Projeto de Lei nº 183 de 2019, de autoria do Governador, que autoriza a concessão à iniciativa privada da área onde estão compreendidos o Zoológico, Zoo Safari e o Jardim Botânico de São Paulo, foi convertido na Lei nº 17.107, de 2019.

A Lei aprovada em relação à sua redação original sofreu alterações, o que assegurou a inclusão de pontos importantes que são tidos como uma “grande conquista dos pesquisadores e da sociedade”, segundo a presidente da Associação dos Pesquisadores Científicos do Estado de São Paulo (APqC), Dra. Cleusa Lucon. Segundo ela, nos últimos meses, a associação travou frequentes diálogos com a Secretaria de Infraestrutura e do Meio Ambiente (SIMA) e parlamentares de todos os partidos políticos e orientações ideológicas, no sentido de convencê-los da importância de salvaguardar as pesquisas científicas ali desenvolvidas.

Dentre os pontos que foram negociados, destacam-se a manutenção do Instituto de Botânica na área concedida; a preservação de sua autonomia técnica-científica para desenvolver atividades de ensino, pesquisa científica, tecnológica e de inovação; o direito do Estado a propriedade intelectual das pesquisas geradas; a manutenção da classificação do Jardim Botânico na categoria A do CONAMA; a garantia de acesso gratuito aos estudantes da rede pública; e que a outorga do uso concedido do Jardim Botânico seja destinada ao fundo de despesa do Instituto de Botânica.

Em reconhecimento ao esforço de todos os envolvidos, que trabalharam para aprimorar a proposta legislativa, a APqC encaminhou uma carta de agradecimento aos representantes do governo Marcos Penido (Secretário de Infraestrutura e Meio Ambiente) e Eduardo Trani (Subsecretário de Infraestrutura e Meio Ambiente), bem como aos parlamentares que compreenderam a importância da causa defendida pelos pesquisadores, entre eles Beth Sahão (PT), Janaína Pascoal (PSL), Carla Morando (PSDB), Carlos Pignatari (PSDB), Gil Diniz (PSL), Carlos Giannazi (PSOL), Tenente Coimbra (PSL), Ricardo Mellão (Partido Novo), Marcia Lia (PT) e Teonílio Barba (PT), além de Luiz Mauro Barbosa (Diretor do IBot).

“Nós estamos felizes com as mudanças e mais ainda com a SIMA” disse a Dra. Cleusa, se referindo às declarações do Subsecretário, Eduardo Trani, que assegurou que tudo que diz respeito ao Instituto de Botânica, produção intelectual, acadêmica, educação ambiental, coleções, serão absolutamente preservados, inclusive sua autonomia administrativa em relação aos prédios e edifícios, sendo que todas essas garantias estarão pormenorizadas no edital, que será elaborado com a participação da APqC e dos pesquisadores.

A APqC disse também que já está agendada nova reunião com o Secretário de Infraestrutura e Meio Ambiente, Marcos Penido, e com o subsecretário, Eduardo Trani, no próximo dia 19 de agosto, momento em que entregará em mãos o ofício de agradecimento com registro fotográfico, bem como abordará sobre a possibilidade de criação do Grupo de Trabalho a ser formado com representantes do Executivo, APqC e pesquisadores no Instituto de Botânica e Fundação Parque Zoológico na elaboração do edital.

Pesquisa revela que abelhas jataí se tornam mais lentas e voam menos sob a ação de agrotóxicos

Depois de uma intensa mortandade de abelhas no início dos anos 2000, causada possivelmente pelo uso excessivo de inseticida no campo, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) convidou os biólogos Osmar Malaspina, da Universidade Estadual Paulista (Unesp), de Rio Claro, e Roberta Nocelli, da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), para aprofundar os estudos sobre a situação das abelhas no Brasil. Em 2017, o governo aprovou uma lei estabelecendo que os agrotóxicos a serem comercializados no Brasil devem passar por testes de avaliação de risco em abelhas Apis mellifera, espécie adotada internacionalmente nos testes dessa natureza, por viver em quase todo o mundo. No entanto, a mortalidade continuou. De dezembro de 2018 a fevereiro de 2019, o Rio Grande do Sul registrou 400 milhões de Apis mortas, Santa Catarina 50 milhões, Mato Grosso do Sul 45 milhões e São Paulo 5 milhões. Os inseticidas usados para matar pragas das plantações são uma das causas da redução das populações de abelhas no mundo, ao lado da diminuição das áreas de florestas e das mudanças climáticas.

O grupo de trabalho criado pelo Ibama para avaliar o risco de agrotóxicos concluiu que era necessário incluir abelhas sem ferrão que fossem representativas das cerca de 350 espécies exclusivas do Brasil. “Temos de criar metodologias de análise de toxicidade para as abelhas nativas para não fazer apenas testes com Apis antes de lançar um produto novo”, enfatiza Malaspina, coordenador do laboratório de pesquisa sobre ecotoxicologia de abelhas sociais do Instituto de Biociências da Unesp de Rio Claro. “Sugerimos que os métodos para avaliação de toxicidade durante o estágio imaturo de abelhas adotados para Apis para avaliação de risco não podem ser aplicados nas abelhas sem ferrão”, reitera a bióloga Annelise Rosa-Fontana, pesquisadora em estágio de pós-doutorado na Unesp em Rio Claro.

Em 2015, em um experimento de seu doutorado na Universidade de São Paulo (USP) em Ribeirão Preto, ela colocou doses diferentes de um inseticida bastante usado na agricultura, o tiametoxam, no alimento de larvas de uma espécie de abelha nativa sem ferrão, a canudo (Scaptotrigona depilis). Sobreviveram apenas 40% das larvas tratadas com a dose mais alta de inseticida, enquanto no grupo controle, que não recebeu inseticida, sobreviveram 80%, como detalhado em um artigo publicado em 2016 na revista Apidologie.

Em 2018, ela participou de um estudo na Unesp realizado pela bióloga Adna Dorigo, que avaliou o efeito de dimetoato, usado como referência internacional em testes de toxicidade, na uruçu nordestina (Melipona scutellaris). Nesse trabalho, publicado em março de 2019 na revista científica PLOS One, a concentração letal capaz de matar 50% de uma população de larvas de uruçu foi 320 vezes menor que a de larvas de Apis. Em novos estudos, ainda preliminares, larvas de outra espécie de abelha sem ferrão, a mandaguari (Scaptotrigona postica), morreram com uma concentração letal ainda menor do que a da uruçu.

Mudanças de comportamento
Na Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz da Universidade de São Paulo (Esalq-USP), a bióloga Cynthia Jacob reforçou as conclusões sobre os efeitos de defensivos agrícolas em abelhas sem ferrão ao verificar que o tiametoxam e outros três inseticidas do grupo dos neonicotinoides podem causar mudanças de comportamento, como a redução da velocidade de voo e da distância percorrida, de abelhas adultas jataí (Tetragonisca angustula), de acordo com um estudo publicado em fevereiro na revista Chemosphere.

Apis predominam como produtoras de mel e são essenciais como polinizadoras de laranja, soja, canola, algodão, entre outras culturas agrícolas, enquanto as sem ferrão favorecem a frutificação de café, morango, maçã, pêssego, tomate e berinjela. O relatório Polinização, polinizadores e produção de alimentos, organizado pela Plataforma Brasileira de Biodiversidade e Serviços Ecossistêmicos (BPBES) e pela Rede Brasileira de Interações Planta-Polinizador (Rebipp) e apresentado em fevereiro de 2019, estimou em R$ 43 bilhões os serviços prestados pelos polinizadores no Brasil. De acordo com esse documento, as abelhas realizam 66% dos trabalhos de polinização, ao lado de besouros, borboletas, mariposas, aves e morcegos.

As abelhas sem ferrão – na verdade, com ferrão atrofiado – voam em praticamente toda a América Central e do Sul, África, Sudeste Asiático e norte da Austrália. “Elas vivem em matas próximas às plantações, como Apis, são menos numerosas e visíveis, percorrem áreas menores, porém entram em cultivos agrícolas”, diz Malaspina. Diante do risco de redução contínua das populações de abelhas, ele argumenta: “Como os agrotóxicos ainda são indispensáveis para manter o tamanho da safra agrícola, os fabricantes de defensivos e os produtores rurais deveriam investir mais em agroquímicos menos tóxicos ou em produtos biológicos mais seletivos”.

“Se usados adequadamente, por meio de aplicações aéreas com empresas certificadas, os defensivos agrícolas não causam impacto sobre as abelhas”, diz a advogada Renata Camargo, coordenadora de sustentabilidade da União da Agroindústria Canavieira do Estado de São Paulo (Unica), que representa 120 usinas produtoras de açúcar e álcool. Em junho de 2017, a Unica e a Organização de Plantadores de Cana da Região Centro-Sul do Brasil (Orplana) assinaram um acordo com órgãos do governo paulista, o Protocolo Etanol Mais Verde, para, entre outros objetivos, promover as boas práticas no uso de agrotóxicos e a proteção da vegetação nativa (Fonte: Revista Fapesp).

Veja o vídeo produzido pela Fapesp sobre o tema.

Pesquisadores apresentam seus trabalhos à população na Marcha pela Ciência

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Marcada por protestos contra os cortes nas áreas de Ciência e Educação, promovidos pelo governo Bolsonaro, a Marcha pela Ciência, organizada por professores e pesquisadores vinculados às universidades públicas e aos institutos de pesquisa, aconteceu ontem, na Avenida Paulista, em São Paulo, e reuniu cerca de 150 profissionais. Entre outras pautas, os manifestantes pediram o fim dos cortes – entre eles o corte de 42% no orçamento do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) – e o cancelamento da concessão da área do Jardim Botânico à iniciativa privada.

No entanto, para a pesquisadora científica Roseli Torres, do Instituto Agronômico de Campinas (IAC), mais importante do que a marcha foi “a aproximação dos cientistas com a população por meio das exposições dos nossos trabalhos”. Ela se refere à Feira de Ciência, montada próxima ao Museu de Arte de São Paulo (Masp), que contou com dezenas de tendas onde foram expostos trabalhos e experimentos resultantes de pesquisas desenvolvidas nos institutos. Segundo a organização do evento, milhares de pessoas passaram pelo local para falar com os pesquisadores e ter acesso ao que tem sido feito por eles com o investimento público.

Participaram da Feira de Ciência o Instituto Butantan, o Instituto Florestal, o Instituto Botânico, o Instituto de Pesca, o Instituto Pasteur, o Instituto Biológico, o Instituto Agronômico e a Superintendência de Controle de Endemias (SUCEN). Segundo Cleusa Lucon, presidente da Associação dos Pesquisadores Científicos do Estado de São Paulo (APqC), a atividade foi “muito positiva”, na medida em que “cumpriu seu objetivo de informar as pessoas sobre a importância da pesquisa científica, além de mostrar à sociedade nosso repúdio em relação aos ataques e cortes que nosso trabalho vem sofrendo”, disse.

Além da APqC, participaram do ato as entidades Cientistas Engajados; Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência – SBPC; Academia de Ciências do Estado de São Paulo – ACIESP; Associação Nacional de Pós Graduandos – ANPG; Instituto Questão de Ciência – IQc; Associação dos Docentes da Universidade de São Paulo – ADUSP; Associação dos Docentes da Unicamp – ADunicamp; e Associação dos Docentes da UNESP – ADUNESP.

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Informe sobre a anuidade de 2019

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Prezado Associado,

Agradecemos aos associados que já baixaram o boleto da anuidade de 2019 e até mesmo que já pagaram a anuidade deste ano. Contudo, cerca de 75% dos associados ainda não baixaram o boleto. A anuidade de 2019 de nossa Associação vencerá em 10/07/2019 e o valor é de R$250,00. Conforme aprovado na Assembleia do último dia 12 de março, a partir do dia 11/07 a anuidade de 2019 passará para R$275,00.

Pague a sua anuidade em dia. O boleto com o valor de sua anuidade está disponível na área de sócio do site da APqC, no link http://www.apqc.org.br/Socios/index.asp.

Diferentemente do que ocorreu nos anos anteriores, todos os boletos precisarão ser registrados em 2019. Esta é uma exigência do Banco Central. Para nossos associados essa mudança significa que não será possível gerar o boleto e pagar no mesmo dia. Para o registro do boleto é necessário 1 dia útil de prazo entre o download e o pagamento. Exemplificando: para pagar o boleto no dia do vencimento (10/07/2019), o associado terá de gerar o boleto até às 17:00h do dia 09/07/2019. Boletos gerados a partir das 17:01h do dia 09/07/2019 só poderão ser pagos após às 17:00h do dia 10/07/2019, até às 23:59h deste dia para pagar dentro do vencimento o valor de R$250,00.

Para outros esclarecimentos, por favor, encaminhe uma mensagem para a srta. Domênica, no e-mail secretaria.apqc@gmail.com. Ou entre em contato pelo número (19) 2514-1431 (Fixo) ou (19)9-97519371 (WhatsApp)

Estamos à disposição para esclarecer eventuais dúvidas.

 

Att.,

Tivelli

Tesoureiro da APqC

Biênio 2018-2019

Marcha Pela Ciência acontece domingo com várias atividades na Avenida Paulista

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No próximo domingo (07/07), com concentração a partir das 16h no vão do MASP, em São Paulo, cientistas e professores das universidades públicas e dos institutos de pesquisa estarão reunidos para participar da Marcha Pela Ciência, que percorrerá a Avenida Paulista para chamar a atenção da população para a importância da pesquisa científica e protestar contra os ataques e cortes que a mesma vem sofrendo no Brasil.

Além da caminhada em si, uma série de atividades acontecerá no local. Mais cedo, das 10h às 17h, na altura do número 393 da Avenida Paulista, pesquisadores poderão apresentar seus trabalhos e experimentos para o público presente na Feira de Ciências. Os pesquisadores interessados terão barracas montadas como suporte para as apresentações, mas deverão se inscrever neste link (clique aqui).

Das 14h às 17h, no mesmo local, haverá exposição de banners científicos utilizados em congressos, simpósios, defesas de tese e outros eventos da área de pesquisa. A ideia é mostrar à população a produção científica gerada pelas universidades e institutos públicos. Os interessados podem inscrever seu banner no link a seguir (clique aqui).

Na sequência leia o manifesto assinado pelas entidades Cientistas Engajados; Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência – SBPC; Academia de Ciências do Estado de São Paulo – ACIESP; Associação Nacional de Pós Graduandos – ANPG; Associação dos Pesquisadores Científicos do Estado de São Paulo – APQC; Instituto Questão de Ciência – IQc; Associação dos Docentes da Universidade de São Paulo – ADUSP; Associação dos Docentes da Unicamp – ADunicamp; e Associação dos Docentes da UNESP – ADUNESP. Não deixe de fazer a sua inscrição na Marcha Pela Ciência (clique aqui).

CARTA-CONVITE

A produção de conhecimento e a formação de profissionais qualificados é fundamental para sairmos da crise. Ainda assim, o governo federal congelou o repasse para as universidades, bolsas de pós graduação e projetos de pesquisa. Depois das grandiosas manifestações contra os cortes, em um acordo na Comissão de Orçamento, a oposição no Congresso Nacional conseguiu garantir R$ 1,3 bi para o Ministério da Educação, sendo 330 milhões destinados especificamente para bolsas de pesquisa. Mas continuamos com 42% dos recursos do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicações contingenciados, assim como a maior parte do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico.

No Estado de São Paulo, a queda na arrecadação reduziu o recurso disponível para a FAPESP, para as Universidades Estaduais e Institutos de Pesquisa.

O governo estadual, ao invés de ampliar o investimento em pesquisa, enviou e conseguiu aprovar na Assembleia Legislativa o Projeto de Lei de concessão do Jardim Botânico – área fundamental para a pesquisa desenvolvida pelo Instituto de Botânica. Além disso, pretende unificar os institutos de Pesca e o da Aquicultura e transferir o Hospital Vital Brasil, referência internacional no atendimento a pacientes picados por animais peçonhentos, do Instituto Butantã para o Hospital Emílio Ribas.

Defender as instituições de pesquisa é defender o desenvolvimento do Estado de São Paulo.

Pesquisador do Instituto Florestal registra espécie rara de ave

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Na manhã do último dia 14 de junho, o pesquisador científico do Instituto Florestal (IF) Helder Faria fotografou no Parque Estadual Morro do Diabo (PEMD) uma ave rara: o rei-do-bosque. O registro foi obtido em uma área em estágio avançado de regeneração do Parque localizado no município de Teodoro Sampaio/SP.

“Como não enxergo muito bem, e pela distância, fiz o registro acreditando ser um bem-te-vi, pelo tom amarelado. Quando cheguei em casa, analisei a fotografia e consultei os livros de ornitologia. Fiquei extremamente surpreso”, revela Helder.

Doutor em geografia, o pesquisador é membro da equipe do projeto “Avifauna do PEMD, fragmentos lindeiros e área urbana de Teodoro Sampaio – SP como indicadora da qualidade ambiental do município”, em desenvolvimento desde fevereiro de 2018 na Unidade de Conservação.

O rei-do-bosque é uma ave de pequeno porte, apresentando em média 20 cm de comprimento. Por se tratar de uma espécie rara, este registro é muito importante para a ciência e a compreensão da distribuição da espécie e suas rotas migratórias.

A espécie distribui-se principalmente ao longo da cordilheira dos Andes (Argentina, Bolívia, Peru, Equador, Colômbia e Venezuela) e habita paisagens áridas e semiabertas com árvores esparsas e matas secas, bem como florestas tropicais e subtropicais úmidas de montanha e campos arbustivos de altitude. Os primeiros registros desta ave em território brasileiro foram publicados em 1870 a partir de espécimes coletados por Johann Natterer no Mato Grosso em 1828. Sua distribuição no Brasil ocorre no sudoeste do Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, sendo uma espécie de ocorrência ocasional. Em São Paulo, de acordo com o site Wikiaves, existe um registro na cidade de Botucatu, de 2018.

“A foto foi tirada em uma área de Floresta Estacional Semidecidual nos domínios da Mata Atlântica de Interior. Por isto o registro é tao importante”, explica a pesquisadora científica do IF Andréa Pires Soares.

O ornitólogo Carlos Gussoni, doutor em zoologia pela Unesp e moderador voluntário da plataforma online eBird, em troca de mensagens com os pesquisadores do projeto ressaltou a importância do registro da espécie para o estado de São Paulo.

Com informações da assessoria de imprensa do IF. 

*Foto da matéria é ilustrativa e similar. Não se trata da imagem registrada pelo pesquisador.

Pesquisadora e deputada falam sobre a luta em defesa do Instituto de Botânica após privatização

Em conversa com a deputada estadual Beth Sahão, a pesquisadora científica Dra. Addolorata Colariccio fala sobre a importância do Instituto de Botânica para o Estado de São Paulo e manifesta sua preocupação com o destino do mesmo diante da privatização da área onde está situado. Fiscalização sobre o edital e o trabalho da empresa concessionária será a próxima luta da Frente Parlamentar em Defesa das Instituições Públicas de Ensino, Pesquisa e Extensão.

Especialistas da Unicamp escrevem sobre impactos da reforma da previdência na vida de professores e pesquisadores

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Docentes da Unicamp, de diferentes áreas e que se dedicam ao estudo das importantes questões sociais do país, publicaram uma série de textos no Boletim ADunicamp que tratam dos impactos que serão provocados na sociedade caso a proposta do atual governo para a Reforma da Previdência, hoje em discussão no Congresso Nacional, seja aprovada. O conjunto dos textos oferece uma visão ampla e aprofundada dos reais objetivos da proposta de reforma e de seus efeitos nos mais diversos segmentos sociais, em especial na vida dos professores e pesquisadores. Vale a leitura.

Para acessar o boletim na íntegra, clique aqui.

Sistema de mudas pré-brotadas desenvolvido pelo IAC conquista marca registrada

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O Instituto Agronômico de Campinas (IAC) obteve marca registrada do Sistema de Mudas Pré-Brotadas, desenvolvido há dez anos e transferido a canavicultores de diversas regiões do Brasil, com acompanhamento técnico em todo o processo. A marca registrada foi obtida junto ao Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), que publicou o deferimento da marca MPB Cana IAC, na Revista da Propriedade Industrial (RPI), nº 2521, de 30/04/2019.

“O momento é importante para o IAC, que fez o registro da marca de um produto do Instituto que traz uma mudança conceitual na forma de plantar cana e chamou a atenção do setor sucroenergético para questões que não estavam sendo bem observadas”, avalia o pesquisador do IAC e coordenador do projeto de MPB, Mauro Alexandre Xavier.

Segundo o pesquisador, há diversos segmentos desenvolvendo produtos para o sistema MPB ou similares, o que reforça a importância de o IAC ter a marca registrada. “Essa conquista valoriza o IAC e a equipe envolvida com esse sistema”, diz o pesquisador do IAC, vinculado à APTA.

Cerca de 700 profissionais já foram treinados pelo IAC nesse sistema pioneiro de produção. “O sistema passou a ser prática rotineira na canavivultura”, afirma. A qualificação da produção tem contribuído para alçar alguns produtores a viveiristas de mudas credenciados pelo Ministério de Agricultura Pecuária e Abastecimento (MAPA). Segundo Xavier, esse nível de profissionalização é uma conquista da equipe responsável pelo trabalho e dos produtores envolvidos.

Uma muda pré-brotada é um produto com valor agregado, que transfere ao setor produtivo um sistema de multiplicação acelerado e as variedades de cana IAC, com a garantia de suas características genéticas, vigor e padrão fitossanitário. “Há a transferência de um produto de tecnologia agregada, ou seja, modernas variedades na forma de MPB”, resume.

O pesquisador considera que, além da transferência da tecnologia e da inovação que caracterizam esse trabalho, a interatividade é bastante forte nessa ação. “Trazemos o agricultor para dentro da instituição de pesquisa e nós, pesquisadores, vamos para dentro da propriedade agrícola, onde de fato as coisas acontecem”, explica.

Fonte: Assessoria de imprensa do IAC

Parceria entre IAC e Natura resulta em perfumes inéditos no mundo

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Entrar na mata e sair com perfumes. Entre um ato e outro, 12 anos de pesquisas. Esta é a história entre o Instituto Agronômico (IAC) e a Natura, maior multinacional brasileira de cosméticos. Uma imersão na biota na Mata Atlântica realizada pela equipe do IAC juntamente com a Natura, iniciada em 2006, buscava espécies nativas com potencial aromático nesta que é uma das regiões mais ricas da biodiversidade. Desse robusto projeto, que atuou na vocação brasileira de uso da biodiversidade com conservação ambiental, nasceram os perfumes “Química do Humor” e Urbano Noite, lançados pela Natura em 2019 e 2018, respectivamente. Essas fragrâncias, inéditas na perfumaria mundial, trazem pela primeira vez o óleo essencial de Piper, uma pimenta da Mata Atlântica.

No perfume #urbano, a abordagem é de uma marca jovem da Natura com uma fragrância marcada por notas vibrantes, modernas e aromáticas com a pimenta trazendo um toque de ousadia e personalidade única. Já no perfume Química do Humor, uma marca descontraída também voltada ao público mais jovem, o ingrediente entra para trazer contraste e agregar uma experiência surpreendente ao lado das notas de romã, fruta explosiva e afrodisíaca, de acordo com o Time de Ingredientes da Natura.

Das primeiras prospecções, realizadas ainda nas reservas existentes nas áreas do IAC e nos polos regionais da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA), presentes em municípios paulistas, até a etapa em que os óleos essenciais foram transformados em produto, vários estudos foram conduzidos.

Sob a liderança de Márcia Ortiz Mayo Marques, pesquisadora do IAC, da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, o estudo foi conduzido de modo a auxiliar às indústrias de higiene pessoal, perfumaria e cosméticos, que buscam tecnologias sustentáveis para o manejo adequado da flora aromática nacional. Segundo Márcia, é necessário conhecer as espécies de plantas e seus potenciais, além de saber cultivá-las. Nesse cenário, a Natura encontrou no IAC o conhecimento e a experiência.

A espécie que deu origem aos perfumes recém-lançados é cultivada. Segundo a pesquisadora, após o estudo desenvolvido com financiamento da Natura, foi transferida para a empresa a tecnologia de cultivo. “Apesar de a espécie utilizada ser abundante, fizemos o cultivo justamente para preservá-la”, diz Márcia. Nas pesquisas também foram descobertas outras espécies promissoras, todas repassadas à Natura, e o projeto em parceria foi concluído.

Para a Natura, essa parceria é considerada muito relevante e referência de sucesso. “Unimos competências complementares e esforços para disponibilizarmos ingredientes que são globalmente inovadores e aplicáveis à nossa principal categoria de produtos”, afirma o Time de Ingredientes.

Em 2014, o IAC esteve entre os premiados pela empresa, a maior fabricante brasileira de cosméticos, no Programa Qlicar, na categoria iQlicar – Desenvolvimento de Tecnologia. O reconhecimento foi feito pela bioprospecção de ingredientes. “Em 2010, também já havíamos recebido outro prêmio pela pesquisa, o que mostra o reconhecimento desse estudo que resultou em um produto nacional”, diz a pesquisadora do IAC, que continua estudando plantas nativas do Cerrado.

O início em 2006

As pesquisas do Instituto Agronômico sobre espécies nativas ganharam reforço em 2006, quando o IAC conquistou recursos para pesquisas sobre biodiversidade dentro do primeiro edital da Natura em parceria com a Fundação de Amparo à Pesquisa no Estado de São Paulo (FAPESP), no programa Parceria para Inovação Tecnológica (Pite). “A parceria permitiu que os estudos que se iniciaram nas matas preservadas no IAC dessem origem a um resultado inédito na perfumaria mundial”, diz Márcia.

De acordo com a pesquisadora, a parceria entre IAC e Natura permitiu o estudo da biodiversidade dessas regiões em busca de novos óleos essenciais. Estas pesquisas incluíram análises químicas, olfativas, genéticas, taxonômicas e a fisiologia das plantas, além da propagação das espécies selecionadas com potencial olfativo — todas nativas da Mata Atlântica.

A equipe objetivou descobrir se, além dos fatores genéticos, os ambientais também influenciam a composição química dos óleos essenciais. As análises mostraram que os óleos essenciais se diferem de acordo com os lugares onde ocorre a planta.

Segundo a pesquisadora, as informações resultantes da pesquisa viabilizam o uso sustentável das espécies, sua domesticação e cultivo, eliminando o impacto do extrativismo predatório. “A exploração comercial desses recursos genéticos deve levar em conta, além do fornecimento contínuo dos óleos essenciais, a fundamental conservação dos ecossistemas”, diz Márcia.

Sem conhecimento científico, podem ser perdidas oportunidades da adoção sustentável da riqueza natural brasileira, composta por mais de 55 mil espécies catalogadas, de um total estimado entre 350 mil a 550 mil. “Temos no Brasil a maior diversidade vegetal do mundo, com possibilidades de fontes de corantes, óleos vegetais, gorduras, fitoterápicos, antioxidantes e óleos essenciais para os setores de produção”, diz a pesquisadora.

Este é um exemplo de parceria em que a empresa e o instituto de pesquisa colaboraram em projeto de longo prazo para o desenvolvimento de novas tecnologias e produtos capazes de gerar impacto positivo por meio de renda e qualidade de vida, ao mesmo tempo, promovendo a conservação do patrimônio genético seguindo rigorosos padrões de sustentabilidade e segurança para uso e consumo humano.

Segundo o Time de Ingredientes da Natura, a empresa acredita que uma das maneiras de alavancar o desenvolvimento do país é o investimento em ciência e tecnologia. “As empresas, em suas essências, necessitam de inovação para se diferenciarem em seus mercados de atuação e assim, demandam muita inovação e são capazes de absorver o conhecimento e tecnologia gerados nas instituições de pesquisa. Partindo deste contexto, as empresas são corresponsáveis com o desenvolvimento do país e deveriam cada vez mais financiar e apoiar pesquisas aplicadas no país”, afirma o Time de Ingredientes da Natura.

IAC completa 132 anos com celebração de conquistas

 

 

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Comemorar o aniversário com a celebração das conquistas. Assim será a festa dos 132 anos do Instituto Agronômico (IAC), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo (SAA). Entre as recentes pesquisas de impacto do instituto está um método inédito capaz de avaliar os resíduos de  produtos químicos nas vestimentas dos trabalhadores rurais, a resistência dos tecidos às lavagens e até a possível contaminação do solo, em caso de chuva ou de degradação do Equipamento de Proteção Individual (EPI). Outra é uma parceria entre o IAC e a Natura  que resultou em um perfume inédito no mundo, a partir da imersão na biota na Mata Atlântica, realizada pela equipe do IAC em busca de espécies nativas com potencial aromático. Destaque também para os oito cultivares de várias espécies, incluindo milho, batata, cana-de-açúcar, sorgo e citros, registradas no último ano. A cerimônia de comemoração será realizada hoje (27 de junho de 2019), a partir das 10h, na fazenda Santa Elisa do IAC, em Campinas.

“O impacto dos resultados do IAC na agricultura é absolutamente grande, é imensurável e pode ser crescente”, diz o diretor-geral do IAC, Marcos Antonio Machado. Para ele, tão importante quanto desenvolver as tecnologias é transferi-las ao agricultor. “Ele é o usuário final da tecnologia e a reverte em alimentos para a sociedade”, afirma.

Outro aspecto forte do IAC ressaltado pelo diretor é a credibilidade junto aos agricultores e à indústria de agrotransformação em São Paulo e no Brasil. Segundo Machado, o IAC é reconhecido como instituto tradicional e dedicado ao desenvolvimento do setor agrícola. “Essa credibilidade se mantém ao longo de 132 anos. Não é qualquer coisa. 132 anos é uma data expressiva e diz que temos que olhar para o futuro agora e ver como nós repetiremos esses 132 anos”.

Nesse período, relata o diretor, o IAC participa do desenvolvimento da agricultura brasileira com a produção de novas cultivares em todas as áreas da agricultura. “Por isso se constitui em um dos principais centros de pesquisa”, avalia.

Ao olhar para parte dos resultados gerados pelo Instituto, como as 1083 cultivares desenvolvidas de 100 espécies, o diretor considera que o impacto da produção desses pacotes tecnológicos reflete na produção de alimentos na medida em que essas inovações proporcionam novos plantios, maior produtividade e redução de custo de produção. “O problema da fome no Brasil não existe na proporção de décadas atrás graças à tecnologia desenvolvida para o setor agro, que é o mais dinâmico do Brasil. Isso tem a participação de tecnologias geradas pelo IAC e demais institutos da Secretaria de Agricultura, além de outras instituições de pesquisa do Brasil”, avalia.

O diretor também ressalta a competitividade da equipe do IAC na obtenção de recursos junto às agências de fomento à pesquisa em níveis estadual e federal. Segundo Machado, pesquisador da área de citros do Instituto, a continuidade dos programas de pesquisa e desenvolvimento depende desses suportes. “Esse apoio não é dado de graça, ele é concedido diante da competitividade, da produtividade e da eficiência do pesquisador. De outra forma, é muito difícil se inserir no sistema brasileiro de ciência e tecnologia”, diz.

De olhos no futuro, Machado considera que é necessário pensar em qual será a próxima agricultura e incorporar as ferramentas que ligadas à agricultura de precisão, internet das coisas, produtividade e conservação ambiental. “Temos que nos debruçar sobre essas preocupações para atender às demandas do mundo atual”, planeja.

Prêmio IAC 2019

Em cada aniversário, o IAC homenageia um pesquisador científico e um funcionário de apoio por suas contribuições à pesquisa. Neste ano, serão agraciados com o Prêmio IAC 2019 o pesquisador Eduardo Sawazaki, responsável pelo desenvolvimento de cultivares de milho e sorgo. O funcionário que será premiado é Carlos Aparecido Fernandes, que atua na área de grãos e fibras do IAC, há 28 anos. O Prêmio IAC também será entregue ao produtor rural Esdras Pinto Vilhena.

Este ano também será feita uma homenagem especial a dois servidores pelo tempo de dedicação ao IAC — Iolanda Lurdes da Silva Sousa e José Aparecido Nogueira estão no Instituto há 57 anos.

Entre hoje e amanhã, a Associação dos Pesquisadores Científicos do Estado de São Paulo (APqC) publicará, neste site, uma série de reportagens sobre as principais pesquisas recentes realizadas pelo IAC.

Com informações da Assessoria do IAC

Concessão do Ibirapuera precisa ser repensada

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Por Nabil Bonduki e Raquel Rolnik

É indiscutível a necessidade de inovar a gestão dos parques da cidade de São Paulo. No entanto, a forma como a prefeitura vem promovendo a concessão dos parques e, especialmente no caso do Parque Ibirapuera, é contrária ao interesse público e precisa ser revertida. A licitação da concessão do Ibirapuera ao setor privado foi realizada antes de se definir, em processo participativo, o futuro do parque, em uma evidente inversão de procedimento. A vencedora apresentou proposta de R$ 70 milhões para receber um parque localizado na área mais valorizada da cidade e explorá-lo por 35 anos, sem que as formas de uso, restauro e expansão das atuais atividades tenham sido sequer arroladas.

Durante uma geração, o Ibirapuera estará privatizado, isto é, sua forma de uso subordinada aos cálculos de rentabilidade dos concessionários. Graças à interveniência do Ministério Público do Meio Ambiente, a assinatura do contrato foi condicionada à elaboração, pela prefeitura, de um Plano Diretor para o parque. A improvisada proposta apresentada para consulta pública não é um Plano Diretor, como bem contestou o Conselho Gestor do Ibirapuera. Limita-se a um compêndio dos setores, áreas e edificações, com diretrizes genéricas, que não define o que será feito. Ademais, seu horizonte temporal, de cinco anos, não guarda relação com o período da concessão.

Nova interferência do Ministério Público exigiu que a prefeitura (que quer acelerar a concessão) realize um verdadeiro Plano Diretor. É fundamental que a nova versão considere, além dos aspectos ambientais, a dimensão cultural do Ibirapuera e os projetos que estavam em curso nesse setor, preocupações que não parecem compartilhadas pela prefeitura e sua Secretaria Municipal de Cultura (SMC). Projetado por Oscar Niemeyer para o Quarto Centenário (1954), o Parque do Ibirapuera abriga o mais importante conjunto cultural do país. Ele inclui, além da Bienal, do MAM (Museu de Arte Moderna), do MAC (Museu de Arte Contemporânea) e do Museu Afro-Brasileiro, todos administrados por instituições culturais sem fins lucrativos, também o Pavilhão das Culturas Brasileiras, a Oca, o Auditório Ibirapuera, o Planetário e a Escola de Astronomia, sob gestão municipal, e incluídos na concessão sem o cuidado de garantir integralmente suas funções culturais e educacionais.

Também não está prevista na concessão a praça de articulação do setor cultural, entre a Oca, o Auditório e a entrada da marquise, cujo projeto reabilita e atualiza o acesso principal no parque, segundo a concepção original de Niemeyer. A proposta foi desenhada em 2015, a pedido da Secretaria de Cultura, pelo arquiteto Paulo Mendes da Rocha. Além disso, a reforma do Pavilhão das Culturas Brasileiras que está em andamento com o apoio da Lei Rouanet, tendo obtido patrocínio do BNDES (Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social), condicionou a sua destinação exclusiva e integral para atividades culturais. Isso foi desconsiderado na concessão e, se nada for feito, o BNDES deverá interromper o patrocínio.

Já o Auditório, gerido pelo Instituto Itaú Cultural, recebe cerca de R$ 18 milhões ao ano para manutenção do edifício e mantém uma programação cultural de qualidade, além de uma escola de música com finalidade social. Apesar disso, ele foi incluído na concessão a partir de 2020, quando vence o contrato, que vem sendo renovado há quase uma década, por diferentes gestões da Secretaria de Cultura.

O Plano Diretor deve definir o futuro do parque em todas suas dimensões, em determinado prazo. A proposta deve incluir um modelo de governança que garanta o que queremos para o parque, ao mesmo tempo em que gera recursos para sua manutenção. Obviamente, uma licitação realizada antes deste plano fica invalidada e deveria ser cancelada. A melhor forma de gestão para um parque como o Ibirapuera não é uma concessão de “porteira fechada” para uma única empresa, mas uma parceria público-comunitária, com a participação da sociedade civil. Atividades lucrativas específicas compatíveis com o interesse público podem ser concedidas a empresas, por prazo regulados, e em consonância com a dimensão do investimento.

É fundamental garantir o futuro da mais importante área verde e cultural da cidade.

*Publicado originalmente na página do UOL (clique aqui).

 

 

INFORME SOBRE A ANUIDADE DE 2019

Prezado Associado,

 

A anuidade de 2019 de nossa Associação, cujo valor é de R$ 250,00, vencerá em 10/07/2019. Conforme aprovado na Assembleia do último dia 12 de março, a partir do dia 11/07 a anuidade de 2019 passará para R$ 275,00.

Por favor, mantenha sua anuidade em dia. O boleto com o valor de sua anuidade está disponível na área de sócio do site da APqC.

Diferentemente dos anos anteriores, todos os boletos precisarão ser registrados em 2019, segundo uma exigência do Banco Central. Portanto, para nossos associados, essa mudança significa que não será possível gerar o boleto e pagar no mesmo dia. Para o registro do boleto é necessário 1 dia útil de prazo entre o download e o pagamento.

Atenção: para pagar o boleto no dia do vencimento (10/07/2019), o associado terá de gerar o boleto até às 17:00 h do dia 09/07/2019. Boletos gerados a partir das 17:01 h do dia 09/07/2019 só poderão ser pagos após às 17:00 h do dia 10/07/2019, até às 23:59 h deste dia, para pagar dentro do vencimento o valor de R$250,00.

 

Para mais esclarecimentos, por favor, encaminhe uma mensagem para a srta. Domênica, no email secretaria.apqc@gmail.com.

 

Estamos à disposição para esclarecer eventuais dúvidas.

Atenciosamente,

Tivelli

Tesoureiro da APqC

Biênio 2018-2019

Miguel Nicolelis debate destruição da soberania e da ciência no Brasil

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Neurocientista mundialmente reconhecido, Miguel Nicolelis visita o Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé, em São Paulo, na próxima terça-feira (25). Em debate, a destruição da soberania nacional e do futuro dos brasileiros. A atividade ocorre no auditório da entidade, situado na Rua Rego Freitas, 454, sala 83, próximo ao metrô República. Nicolelis contará com a companhia de Flávia Calé, presidenta da Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG).

Professor titular da Duke University (EUA), Nicolelis foi considerado um dos 20 maiores cientistas em sua área pela revista Scientific American e pela revista Época. Também foi o primeiro cientista a receber dois prêmios dos Institutos Nacionais de Saúde dos Estados Unidos (NIH) no mesmo ano, além de ser o primeiro brasileiro a ter um artigo de capa na revista Science. Na Duke University, atua como pesquisador do Instituto Internacional de Neurociências Edmond & Lilly Safra (IIN-ELS). Nicolelis lidera o consagrado projeto Walk Again – “Andar de novo”.

Apesar do eixo “Ciência e Tecnologia”, o bate-papo com Nicolelis e Calé deve abranger não somente os ataques ao setor, mas também ao desmonte institucional, a destruição e o entreguismo praticados pelo governo Bolsonaro. A entrada é livre, bastando preencher o formulário através deste link: clique aqui.

Para quem não puder comparecer, haverá transmissão online na página do Barão de Itararé (clique aqui).

Com informações da assessoria de imprensa do Centro de Estudos de Mídia Alternativa Barão de Itararé.

Técnica recomendada pelo IAC pode aumentar produtividade de citros em 50%

LARANJA

Pomares com alta densidade podem atingir aumento de 50% na produtividade, ainda que o rendimento por planta diminua. Com esse rendimento, a técnica do adensamento se torna muito importante para o setor citrícola enfrentar os problemas atuais e manter a sustentabilidade do setor. A técnica do plantio adensado e as variedades de citros foram abordadas na palestra de Fernando Alves de Azevedo, pesquisador do Instituto Agronômico de Campinas (IAC), durante a 41ª Semana da Citricultura. A apresentação ocorreu em 4 de junho de 2019, em Cordeirópolis, interior paulista.

Segundo Azevedo, na redução do espaçamento entre as plantas tem-se melhor aproveitamento da área do pomar, possibilitando aumento notável da produtividade, sem prejuízos à qualidade dos frutos. “Para isso, é necessário um planejamento adequado que considere aspectos como combinações de copas e porta-enxertos, uso de irrigação e um nível técnico alto no sistema de produção”, diz o pesquisador.

Azevedo destaca a importância dos porta-enxertos ananicantes como um fator inerente ao aumento da densidade de plantas. “O porta-enxerto trifoliate Flying Dragon e os citrandarins, por exemplo, estão sendo usados em plantações de alta densidade”, afirma.

O pesquisador do IAC relata que o Brasil ocupa posição de destaque entre os citricultores do mundo, mas encara desafios para manter a produtividade. Além disso, os problemas fitossanitários alarmam a indústria, questionando sua sustentabilidade. “Mesmo diante de adversidades, no entanto, a indústria cítrica brasileira é muito dinâmica e continua a sofrer mudanças nos padrões tecnológicos, incluindo a densidade de plantio”, afirma Azevedo.

Outro aspecto da citricultura abordado foi o interesse de produtores brasileiros por novas variedades de limão. Essa demanda vem sendo impulsionada pela produção de óleos essenciais, que possui alto valor agregado. O tema foi tratado pelo doutorando do IAC, Rodrigo do Vale Ferreira.

A produção mundial de limão é destinada basicamente para o mercado de frutas frescas, preparo de bebidas, uso culinário, produção de suco concentrado, indústria de refrigerantes e alimentos e extração de óleos essenciais e pectina. O doutorando explica que as variedades cultivadas mundialmente provêm de três linhagens: Eureka, Lisboa e Femminello, sendo que as variedades Eureka, Lisboa, Femminello, Genova, Interdonato, Verna, Fino, Villafranca estão entre as mais cultivadas. “No Brasil, basicamente cultivam-se seleções do tipo Eureka, incluindo a variedade Siciliano IAC 262”, diz Ferreira.

Embora as pesquisas tenham mostrado que variedades da linhagem Eureka apresentam incompatibilidade com trifoliatas, esses porta-enxertos vêm sendo utilizados para as demais linhagens. Em geral, além dos trifoliatas, são utilizados laranja Azeda, limão Cravo, tangerina Cleópatra e citranges.

O doutorando também abordou a pesquisa com a variedade Eureka km 47, estudos conduzidos pelo pesquisador do IAC, José Orlando de Figueiredo, que mostraram que Citrus pennivesiculata e tangerina Cleópatra apresentaram bom desempenho produtivo nas condições de Araraquara, no interior de São Paulo. Ferreira também discutiu sobre as variedades promissoras do Banco Ativo de Germoplasma (BAG Citros IAC).

Com informações da assessoria do IAC.

APqC debate futuro do Instituto de Botânica após privatização do Parque Estadual Fontes do Ipiranga

 

O Parque Estadual Fontes do Ipiranga agora pertence à área de concessão, para a exploração do Zoológico de São Paulo, do Zoo Safári e do Jardim Botânico. O Projeto de Lei 183/2019 foi aprovado pelos deputados da Alesp na terça-feira (11/6). Ao longo da reunião da Frente Parlamentar em Defesa das Instituições de Pesquisa e Extensão realizada nesta quarta-feira (12/6), no auditório Teotônio Vilela, o assunto entrou em pauta e se tornou um dos focos do debate.

Pesquisadora científica do Instituto Butantã, Patricia Clissa deu destaque às maiores preocupações dos envolvidos com o Hospital Vital Brasil, que ainda corre o risco de ser fechado. “São mais de 2200 pacientes atendidos por mês lá, apenas por picadas de animais peçonhentos e reações alérgicas. Os médicos já sabem qual o animal que picou, qual o soro que terão de aplicar, apenas de olhar a picada, se foi animal ou se é reação alérgica. O corpo clínico do hospital é muito especializado. O mais grave é essa decisão ter sido tomada sem uma conversa com o corpo clínico”.

Dra. Helena Goldman, advogada da Associação dos Pesquisadores Científicos (APqC) do Estado de São Paulo, ressaltou que, apesar de ser uma medida indesejada, houve conquistas e avanços sobre a redação original da proposta. “O Instituto de Botânica está na área de concessão, e nosso pleito principal é a retirada dele dessa área. Não conseguimos isso, mas tivemos grandes avanços. O dinheiro da outorga vai retornar para o Instituto de Botânica, por exemplo, e o Instituto vai conseguir reverter isso para pesquisas científicas; outro ponto importante é como as pesquisas serão geridas dentro de uma área que pertence agora à concessionária”. Para a advogada, será possível continuar com as atividades de pesquisa, pós-graduação, mestrado e doutorado. “Além disso, a concessionária que assumir terá de manter o nível de excelência que hoje se encontra o Jardim Botânico.”

Já a deputada coordenadora da Frente Parlamentar Beth Sahão (PT), explicou suas expectativas para a próxima reunião. Dentre elas, citou a importância de tratar sobre os limites do serviço privado para com o serviço público: “temos que estudar até que ponto ela trabalha com a questão da moralidade, onde está o espaço público e onde está o espaço privado. Essa divisão muitas vezes é tênue, e pode resultar em parcerias que não são aceitas. O setor privado não pode se apropriar do espaço público, dos recursos públicos, do conhecimento que é gerado na área pública, e utilizar disso para ter seus lucros. Isso precisa ser regularizado, equilibrado para que a sociedade receba esse benefício diante de todos os cuidados possíveis. O setor público não pode trabalhar de graça para o setor privado.”

O próximo encontro ainda não tem data definida.

Fonte original: Site da Alesp.

Alesp autoriza concessão de área do Jardim Botânico à iniciativa privada

JB

Por 64 votos a favor e 13 contra, a Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp) autorizou na noite de ontem (11) a concessão do Parque Estadual Fontes do Ipiranga à iniciativa privada. Com isso, fica liberada a exploração comercial do Zoológico de São Paulo, do Zoo Safári e do Jardim Botânico.

A deputada Beth Sahão, uma das maiores opositoras do Projeto de Lei (PL) 183/2019 dentro da Alesp, lamentou o resultado da votação e disse que os trabalhos da Frente Parlamentar em Defesa das Instituições Públicas de Ensino, Pesquisa e Extensão de São Paulo terão sequência, apesar da derrota no plenário. “Temos lado nessa história e seguiremos lutando; junto aos pesquisadores científicos vamos fiscalizar e cobrar o governo. Queremos saber como será o edital da concessão e em que mãos estarão esses importantes patrimônios do povo paulista”, disse.

O vice-presidente da Associação dos Pesquisadores do Estado de São Paulo (APqC), Joaquim Adelino de Azevedo, disse que o resultado era “esperado”, dado o alinhamento da Câmara dos Deputados com o governo; ele assegurou, no entanto, que a APqC não poupará esforços para evitar que o Instituto de Botânica, situado na área a ser concedida, perca sua autonomia administrativa. “As pesquisas são propriedades do Estado e o trabalho dos pesquisadores e técnicos de apoio não pode ser afetado de forma alguma pela privatização”, disse.

Antes do lançamento do edital, porém, a lei precisa ser sancionada pelo governador João Doria, que defende abertamente a concessão e a privatização de bens públicos. Segundo o próprio governo, a empresa vencedora da licitação terá direito à explorar comercialmente atividades de educação ambiental, recreação, lazer, cultura e ecoturismo no local. Como contrapartida, a concessionária ficará responsável pela conservação, manutenção e modernização do espaço pelo período de 35 anos.

Ricardo Harakava fala sobre o papel do Instituto Biológico de São Paulo

No primeiro vídeo da série #pesquisanobr, a pesquisadora Mariana Moura, do Movimento Cientistas Engajados, entrevista o pesquisador Ricardo Harakava, do Instituto Biológico, no dia em que o órgão público recebe a população para participar da data simbólica em que ocorre, anualmente, a colheita do café no Estado de São Paulo, além de comemorar a fundação do instituto. No vídeo, Harakava conta um pouco sobre os trabalhos de pesquisa realizados pelo Instituto Biológico e sua importância para a sociedade. Acompanhem e ajudem a divulgar os nossos cientistas.