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Presidente da APqC fala sobre o trabalho da associação em tempos de pandemia

Feijão apqc

O APqC Notícias entrevistou o engenheiro agrônomo Dr. João Paulo Feijão Teixeira, presidente da Associação dos Pesquisadores Científicos do Estado de São Paulo (APqC). Apesar de o início de sua gestão ter se dado pouco antes da eclosão da pandemia do novo coronavírus – o que o obrigou a interromper o trabalho presencial da atual diretoria -, o trabalho continua.

Nesta conversa, o presidente faz um balanço das ações realizadas até o momento, fala de suas expectativas em relação ao enfrentamento das principais demandas apresentadas pelos pesquisadores e apresenta novidades que vêm sendo implementadas na comunicação com os associados e a população em geral.

Como o senhor avalia o trabalho da APqC nestes oito primeiros meses? Dentre as ações que foram tomadas pela atual gestão, qual destacaria?

Destaco como relevante o estabelecimento do diálogo propositivo com as várias instâncias do Executivo e diretores dos institutos, além de instituições que atuam ou no fomento ou na definição de políticas públicas para ciência e tecnologia. Também, o desenvolvimento de documentos e propostas para equivalência salarial entre pares, posicionamento quanto a reestruturações administrativas de instituições, defesa de instituições expostas a dificuldades e até críticas e atuação para aperfeiçoamento de processos de concessão de áreas públicas das instituições. Além de defender, administrativa e judicialmente, interesses dos pesquisadores associados quanto a direitos funcionais.

Cabe destaque, ainda, a divulgação de notícias de ciência e de tecnologias desenvolvidas pelos Institutos, de vídeos em linguagem acessível ao grande público, produzidos anteriormente, e preparo de novos vídeos com o mesmo objetivo em produção no momento. Além disso, foram criados grupos executivos de comunicação, relacionamento com agências de fomento e equiparação salarial.

Estabeleceu-se sistemática de concessão da Medalha Alba Lavras que, a partir deste ano, será aplicada com escolha de candidatos em setembro e cerimônia de premiação em dezembro.

A diretoria da APqC está investindo no desenvolvimento de novo site e na automação da área financeira que repercutirão favoravelmente na interação com associados e público interessado.

Desde março, com o início da pandemia, a diretoria da APqC vem seguindo as orientações da Organização Mundial da Saúde (OMS) e cumprido o isolamento social. De que forma isso tem comprometido as atividades da associação e quais foram as alternativas encontradas para que o trabalho não fosse interrompido?

A proposta da APqC e que vinha sendo desenvolvida era de aproximação com todos os Institutos através de suas direções, Secretarias Estaduais, a Assembléia Legislativa, outros órgãos estaduais e mesmo lideranças importantes de ciência, tecnologia e inovação. Com a pandemia esse trabalho presencial foi interrompido. A alternativa encontrada foi o estabelecimento de reuniões por videoconferências. Essas reuniões ocorreram com dirigentes da FAPESP, com a direção de institutos, com lideranças do agronegócio, e tornaram-se rotineiras entre diretores e conselheiros da APqC, inclusive nas reuniões mensais da Associação.

Proximamente, será também utilizada para realização de assembleias da APqC e, para tanto, há uma proposta de alteração do estatuto da Associação para introdução da possibilidade de uso videoconferência que será debatida em Assembléia Geral Extraordinária a realizar-se em outubro próximo.

A Secretaria de Agricultura e Abastecimento tem uma proposta de decreto que visa a restruturação da pasta e isso está causando grande preocupação nos pesquisadores. O que a APqC está fazendo a respeito?

A APqC tem acompanhado o desenrolar da iniciativa da Secretaria de Agricultura para, via decreto, promover a reestruturação administrativa. Para tanto, manteve reuniões com a Secretária Executiva, Chefe de Gabinete e Assessoria da Secretaria, também com o coordenador da APTA e com os diretores dos institutos envolvidos.

O assunto da reestruturação vem sendo tratado em reuniões da APqC e tem-se ouvido as preocupações dos pesquisadores com esse processo, em especial dos pesquisadores que atuam hoje em unidades de pesquisa descentralizadas.

Baseando-se nesses contatos e nas informações obtidas foi apresentada à APTA, ao futuro coordenador da área de pesquisa e ao Gabinete do Secretário de Agricultura, relato das preocupações presentes, solicitadas reuniões dos dirigentes com pesquisadores para esclarecimentos e também a APqC apresentou proposta de alteração do decreto de reestruturação restabelecendo a condição de unidades de pesquisa para as unidades regionais que na versão inicial do decreto fora perdida.

No momento temos agendada reunião com o Secretário de Agricultura para o dia 19 de agosto e aguarda-se na sequência reuniões de dirigentes com os pesquisadores da APTA, por videoconferência, para esclarecimento de dúvidas e posicionamento da Secretaria quanto às propostas recebidas.

A APqC ingressou em juízo contra progressividade da alíquota de contribuição previdenciária e ampliação da base contributiva aos aposentados e pensionistas. Quais foram os resultados obtidos com essa ação?

A APqC ajuizou ação coletiva  por meio da qual foi deferida a  tutela de urgência para suspender, em relação a seus  associados, a  exigibilidade da diferença de alíquota derivada dos artigos 30 e 31 da  Lei Complementar Estadual n. 1.354/2020, incidente  sobre a contribuição  previdenciária, ou seja, em primeiro momento foi deferido pelo Poder  Judiciário a suspensão do aumento da  alíquota previdenciária para os  associados em atividade e aposentados.

Contra essa decisão o Estado de São Paulo interpôs o recurso de agravo de instrumento perante a segunda instância, no qual foi deferida tutela para suspender os efeitos da decisão de primeiro grau ao menos até́ o julgamento final deste recurso.

Cabe observar que a referida matéria é objeto de tema a ser analisado pelo STF, que determinou, enquanto não o aprecia, a suspensão do julgamento de todos os processos pendentes, individuais ou coletivos, que versem sobre  a questão e que tramitem no território nacional.

A equiparação salarial é uma das principais reivindicações dos pesquisadores. O que a atual diretoria tem feito para responder a esta demanda?

A equiparação salarial entre os pares é uma bandeira dessa diretoria da APqC e representará, quando obtida, a superação de grande injustiça cometida contra a maior parte dos pesquisadores científicos.

A APqC tem proposta para resolver definitivamente essa situação e atua hoje em várias frentes para que o Governador de São Paulo, através de ato normativo, restabeleça a situação vigente por ocasião da Lei Complementar nº 859 de 21 de setembro de 1999, esclarecendo a amplitude dessa lei e aplicando-a em toda sua eficácia, conforme vontade do então governador Mario Covas ao encaminhá-la à Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp). E para tanto, foi desenvolvida densa argumentação jurídica para equivalência salarial entre os pares.

A Lei Complementar 173/2020 não será um empecilho para a edição do referido despacho normativo, visto que a exceção prevista no artigo 8º, I, permite majorar vencimentos, desde que haja determinação legal anterior a calamidade, o que é o caso, em razão da existência da LC 859/1999.

Também, como proposta alternativa para solução definitiva sugere a edição de nova lei de iniciativa do Senhor Governador na forma de Lei Complementar, cuja minuta de anteprojeto foi preparada pela APqC.

Nessa busca para que o governador considere a proposta da APqC tem-se contado com vários interlocutores, personalidades paulistas e mesmo dirigentes de instituições que tem acesso irrestrito ao Governador para fazer chegar a argumentação desenvolvida. Paralelamente, a diretoria da APqC criou grupo executivo com o propósito estrito de desenvolver estratégias, campanhas e documentos que se somam a esse esforço de convencimento do executivo.

Não se esquecendo que a APqC mantém, como possibilidade na área judicial, processo de contestação de ação rescisória em decisão que já transitara em julgado favorável aos pesquisadores e que hoje, em grau de recurso, encontra-se no STJ, em Brasília.

Como a APqC tem se comunicado com a sociedade durante a pandemia? Como tem sido o trabalho da associação no sentido de informar e alertar a sociedade em meio a tantas informações cruzadas?

A APqC tem utilizado diariamente suas redes sociais, especialmente o WhatsApp e o Facebook, para divulgar as pesquisas desenvolvidas pelos Institutos, bem como as atividades da própria associação. Os pesquisadores associados passaram a receber, a partir do mês de julho, um boletim mensal, via e-mail, com o balanço geral do trabalho realizado por nós naquele período.

No caso de notícias relacionadas à pandemia, temos buscado manter a população o mais que possível informada sobre o passo a passo dos testes para o desenvolvimento da vacina contra o coronavírus, que têm sido feitos pelo Instituto Butantan, em parceria com o laboratório chinês Sinovac Biotech, além de trazer informações atualizadas sobre a situação da pandemia no Estado de São Paulo e no País. Temos a preocupação de recorrer apenas à fontes seguras – cientistas, professores e autoridades médicas – para evitar a disseminação de notícias falsas ou de notícias que forneçam falsas esperanças à sociedade. Nossa preocupação é com o rigor da informação técnica. Uma novidade é que, em breve, a APqC estará com um site novo no ar, mais moderno, acessível e dotado de mais recursos que irão proporcionar uma comunicação mais ágil.

Quais serão os maiores desafios e dificuldades dos institutos de pesquisa após a pandemia e qual será o papel da APqC na resolução desses problemas?

Independentemente da pandemia há problemas que afetam os institutos públicos de pesquisa científica do Estado de São Paulo há algum tempo; o mais grave refere-se aos recursos humanos. Não se tem reposição de pessoal há muitos anos e a defasagem salarial está presente. Não falamos em repor quadros na mesma quantidade de momentos áureos dos Institutos, mas sim de renovar quadros.

Hoje, áreas vitais, inquestionavelmente importantes para suprir de tecnologia e conhecimentos a demanda da sociedade, estão reduzidas ou cessaram atividades pela falta de pessoal; outras que deveriam ser objeto de atenção da pesquisa, por representarem novos campos ou recursos tecnológicos, não são agregadas. Perde-se conhecimento não codificado e o conhecimento acumulado, não se transmite informações, experiências entre os pares e não se cria a importante cadeia de conhecimentos essencial para efetividade das ações de pesquisa.

No pós-pandemia, preocupa-nos a incerteza que esta situação aponta. E mais por poder se agravar pela iminente falta de recursos, pelas ações de redução de despesas, pela alta faixa etária de grande parte dos pesquisadores científicos em atividade, pela escassez de pessoal de apoio, pela ameaça que tudo isso representa para o futuro da carreira de pesquisador científico que tem por base a avaliação sistemática dos integrantes por mérito.

Há de se lembrar, também, o problema da falta de fomento de ciência e tecnologia no âmbito federal, afetando desde agora a formação de recursos humanos e o desenvolvimento tecnológico e que não se prevê diferente nos próximos anos.

Ao lado das dificuldades expostas, também surgem oportunidades que precisam ser aproveitadas. A interação entre grupos de pesquisa, do país e/ou exterior, precisa ser estimulada. E as restrições de mobilidade impostas pela pandemia estimularam o desenvolvimento de meios digitais de interação e podem ser otimizados e aproveitados.

A pandemia expôs a face da ciência que resolve problemas, que salva vidas, que é indispensável. Essa visibilidade no pós-pandemia não pode ser perdida, e está a exigir maior relacionamento das instituições com a sociedade e de maneira contínua para ser efetivamente reconhecida como meio de solucionar problemas. Papel importante, também, terá a seriedade da divulgação da ciência, do ensinar conceitos básicos, da informação de avanços tecnológicos e mesmo de suas limitações para incentivar a análise crítica da sociedade.

À APqC cabe o papel indispensável de diagnosticar os problemas limitantes da ação dos Institutos Públicos de Pesquisa do Estado de São Paulo, interagir com as instituições, com os pesquisadores, coordenar anseios, idéias e proposições e explicitá-las junto às instâncias decisórias, executivo e legislativo paulistas, para viabilizá-las.

Fonte: Assessoria de Imprensa

Instituto Biológico desenvolve pesquisas para controle biológico de inseto transmissor do greening em Citros

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Pesquisas desenvolvidas pela Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, por meio do Instituto Biológico (IB-APTA), buscam novas formas para o controle do psilídeo, inseto transmissor do greening (huanglongbing/HLB), a mais destrutiva doença da citricultura mundial. A estratégia do IB é utilizar inimigos naturais do psilídeo para o seu controle, fornecendo mais opções para as ações de manejo dos citricultores brasileiros.

Dados da Fundecitrus mostram que 20,87% das laranjeiras do cinturão citrícola de São Paulo e do Triângulo/Sudoeste de Minas Gerais possuem sintomas do greening, o que corresponde a cerca de 41 milhões de árvores contaminadas. Este índice, de acordo com a Fundação, é 9,7% maior do que o de 2019, estimado em 19,02%.

Os trabalhos do IB para desenvolvimento de opções de controle biológico do psilídeo ocorrem em três frentes: a seleção de cepas de fungos; o uso de joaninhas, inimigas naturais do transmissor da doença; e a seleção de ácaros predadores.

De acordo com José Eduardo de Almeida, pesquisador do IB, o Instituto desenvolve pesquisas com uma empresa privada para o desenvolvimento de um produto inovador para o controle biológico do psilídeo. “Já isolamos três cepas de fungos que se mostraram eficazes para o controle do inseto. Uma biofábrica já iniciou a produção do produto, que deve estar no mercado em três anos”, afirma o pesquisador.

Segundo Almeida, o greening é uma doença de difícil controle. Não há no mundo cultivares de laranja resistentes a doença, conhecida também como dragão amarelo. As estratégias para controle são a erradicação das árvores de laranja contaminadas e o uso de defensivos agrícolas para eliminar o psilídeo, que por ser um inseto voador, precisa de muitas aplicações de produtos químicos, aumentando os custos de produção e causando impactos no ambiente.

Joaninha

Outro resultado importante do IB na área de controle biológico em citros foi a seleção de besouros de joaninhas predadores que se alimentam de ovos e formas jovens do psilídeo. Segundo estudo coordenado pela pesquisadora do IB, Terezinha Monteiro dos Santos Cividanes, do Laboratório de Parasitologia Vegetal de Ribeirão Preto, as populações de joaninhas em pomar orgânico foram mais elevadas e a diversidade de espécies encontrada foi o dobro da observada no pomar com manejo convencional.

“Em laboratório, registrou-se que os coccinelídeos Cycloneda sanguinea, Cycloneda conjugata, Harmonia axyridis e Hippodamia convergens alimentaram-se do psilídeo. Os resultados desse estudo comprovaram a relevância das joaninhas como agentes controladores do inseto-praga”, afirma Terezinha. O estudo foi financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP).

Segundo Terezinha, uma tática recomendável ao agricultor consiste em reconhecer as joaninhas para conservá-las no pomar e também utilizar práticas para a atração desses inimigos naturais, como por exemplo a manutenção de plantas floríferas. “O manejo seletivo de inseticidas na cultura dos citros é relevante para a sobrevivência das joaninhas no pomar”, destaca.

Ácaros predadores para o controle do psilídeo e ácaro da leprose

Pesquisadores do Instituto Biológico trabalham em mais uma estratégia para controle biológico do psilídeo: o uso de um ácaro predador, chamado de Amblydromalus limonicus, que é seu inimigo natural. De acordo com Mario Eidi Sato, pesquisador do IB, esse ácaro-predador se alimenta dos ovos do psilídeo Diaphorina citri, que é o vetor do greening.

“Esses ácaros são pequenos organismos, com aproximadamente 0,5 mm, que vivem sobre um grande número de plantas hospedeiras, incluindo citros. Além de atacar os ovos do psilídeo, também pode controlar ácaros e insetos fitófagos de diferentes espécies, incluindo o ácaro purpúreo (Panonychus citri), moscas-brancas e tripes”, explica Sato.

As pesquisas desenvolvidas pelo IB também visam o uso de ácaros predadores para o controle do ácaro-da-leprose (Brevipalpus yothersi), vetor da leprose dos citros (CiLV-C), uma das principais doenças da citricultura e que atinge, principalmente, laranjeiras doces. A doença causa perdas na produção e reduz a vida útil da árvore debilitada.

Os estudos recentes foram realizados por uma aluna de mestrado da Pós-Graduação em Sanidade, Segurança Alimentar e Ambiental no Agronegócio do IB. A pesquisa foi desenvolvida em uma área de citros em conversão para produção orgânica. Nesse pomar foi feita a liberação de ácaros predadores da espécie Neoseiulus calfornicus. Além de controlar o ácaro-da-leprose e outros ácaros-praga, o organismo é resistente aos principais acaricidas e inseticidas químicos registrados para citros, o que torna interessante o seu uso em áreas com aplicações frequentes de defensivos para o controle de pragas.

A pesquisa mostrou que apesar de serem predadores eficientes, os N. californicus não se estabelecem de forma duradoura na área, agindo mais ou menos como um produto químico: “são introduzidos, matam o alvo e depois de um tempo curto vão embora”.

Os estudos também buscam identificar novas espécies ou linhagens de ácaros predadores (ex.: Euseius, Amblyseius) com alta capacidade de predação de ácaros e insetos pragas, e que consigam se estabelecer por longo período de tempo nos pomares após sua liberação.

De acordo com Sato, o uso de ácaros para a citricultura é mais indicado para áreas pequenas e periféricas da propriedade, além daquelas que estão com a população de insetos e ácaros em desequilíbrio. “Outro uso interessante é para pomares abandonados ou cultivo de citros na cidade, que se não forem bem cuidados, podem ser foco do vetor do greening, por exemplo, e impactar áreas comerciais”, afirma.

Controle biológico

O controle biológico consiste no uso de inimigos naturais para diminuir a população de uma praga. Resumidamente, pode ser definido como natureza controlando natureza. Os agentes de controle biológico agem em um alvo específico, não deixam resíduos nos alimentos, são seguros para o trabalhador rural, protegem a biodiversidade e preservam os polinizadores.

O IB é referência no Brasil e no mundo em controle biológico e tem forte atuação junto ao setor produtivo tendo orientado a criação e manutenção das biofábricas, que desenvolvem esses produtos biológicos para serem aplicados nas lavouras. Ao todo, mais de 80 biofábricas de todo o Brasil recebe orientação dos pesquisadores do IB. Em 2019, o Instituto assinou 23 contratos para transferência de tecnologia a essas empresas, localizadas em São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso e Paraná.

O Instituto mantém o Programa de Inovação e Transferência de Tecnologia em Controle Biológico (Probio), que reúne as tecnologias e serviços prestados no Instituto, principalmente para as culturas da cana-de-açúcar, soja, banana, seringueira, flores, morango, feijão e hortaliças.

Fonte: Secretaria de Agricultura e Abastecimento

Mais cinco centros de pesquisa iniciam testes da vacina contra coronavírus em voluntários no Brasil

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O Governador João Doria anunciou que mais cinco centros de pesquisa vão iniciar a testagem da vacina contra coronavírus em voluntários. Todos iniciaram os testes com a CoronaVac esta semana, somando-se a outros cinco que já estão em operação. Ao todo, 12 núcleos científicos foram selecionadas para a realização da terceira e última fase de ensaios clínicos do imunizante que é desenvolvido pelo Instituto Butantan em parceria com a farmacêutica chinesa SinovacLife Science.

“Mais cinco centros de pesquisa iniciam testes da vacina CoronaVac. Chegamos, assim, a 10 centros e em breve serão 12 no total. A testagem, coordenada pelo Instituto Butantan em parceria com o laboratório chinês Sinovac, deve ser concluída até novembro com cerca de 9 mil voluntários”, destacou o Governador João Doria.

Desde quarta-feira (05) as vacinas começaram a ser aplicadas em profissionais da saúde na Universidade de Brasília (UnB) e, na quinta-feira (06), no Hospital das Clínicas da Unicamp, em Campinas (SP). Na sexta-feira (07), as ações foram iniciadas no Hospital das Clínicas da Universidade Federal do Paraná, em Curitiba, e na Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (SP). No sábado (08) foi vez do Hospital São Lucas da PUC do Rio Grande do Sul, em Porto Alegre.

O cronograma para início da aplicação das vacinas no Hospital Israelita Albert Einstein, na capital paulista, e no Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas, no Rio de Janeiro, serão anunciados em breve. A previsão é de que os testes, a serem feitos com cerca de 9 mil pessoas voluntárias, sejam concluídos pelo Instituto Butantan entre o final de outubro e o início de novembro.

O Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (HCFMUSP) foi o primeiro a aplicar a CoronaVac (foto), no dia 21 de julho. Na semana passada, entre quinta (30) e sexta-feira (31), os testes começaram no Instituto de Infectologia Emílio Ribas, na Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (FMRP-USP), Universidade Municipal de São Caetano do Sul e no Centro de Pesquisa e Desenvolvimento de Fármacos da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais).

Sobre os testes

Entre os voluntários recrutados, metade receberá duas doses do imunizante num intervalo de 14 dias e a outra metade receberá duas doses de placebo, uma substância com as mesmas características, mas sem os vírus, ou seja, sem efeito. Essas pessoas serão monitoradas pelos centros de pesquisa por meio de exames entre aqueles que tiverem sintomas compatíveis à Covid-19. Assim, poderá ser verificado posteriormente se quem tomou a vacina ficou de fato protegido em comparação a quem tomou o placebo.

A Sinovac forneceu ao Butantan as doses da vacina para a realização dos testes clínicos de fase III em voluntários no Brasil, com o objetivo de demonstrar sua eficácia e segurança. As fases I e II de ensaios clínicos foram realizadas com cerca de 700 voluntários na China com bons resultados preliminares. Antes, o modelo experimental aplicado em macacos apresentou resultados expressivos em termos de resposta imune contra o coronavírus.

Assim que forem comprovadas a eficácia e a segurança nesta última fase de estudos clínicos e a vacina seguir para registro da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), a Sinovac e o Butantan vão firmar acordo de transferência de tecnologia para produção em escala e fornecimento gratuito pelo SUS.

Abaixo, a relação dos 12 centros de estudo que vão participar da fase final de pesquisa da vacina contra o coronavírus:

Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP
Instituto de Infectologia Emílio Ribas
Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP de Ribeirão Preto
Universidade Municipal de São Caetano do Sul
Universidade Federal de Minas Gerais
Hospital Israelita Albert Einstein
Hospital das Clínicas da Unicamp
Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto
Universidade de Brasília
Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas de Fiocruz (RJ)
Hospital São Lucas da PUC do Rio Grande do Sul
Hospital das Clínicas da Universidade Federal do Paraná

Foto: Governo do Estado de São Paulo

Fonte: Assessoria do Instituto Butantan

Instituto Butantan abre inscrições para bolsas do CNPq voltadas para o desenvolvimento de vacinas

BolsaIB

O Centro de Desenvolvimento e Inovação Industrial do Instituto Butantan está com bolsas disponíveis do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) para a Rede Colaborativa para o Desenvolvimento de Candidatas Vacinais contra Sars-CoV-2. As bolsas são voltadas para profissionais e estudantes com formação em ciências biológicas, química, farmácia, biotecnologia ou cursos de áreas afins. Para início imediato, com duração de 24 meses. As inscrições terminam no próximo dia 16 de agosto. Veja o regulamento na íntegra clicando aqui.

Covid-19: Butantan diz que é possível ter vacina para produção em outubro

Luciana Amaral (Do UOL, em Brasília)

O diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, afirmou ontem (6) ser possível ter uma vacina contra a covid-19, doença causada pelo coronavírus, em produção em outubro. Para ser disponibilizada à população, ela ainda deverá passar pela aprovação da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), responsável pelo registro. Em junho, o Butantan firmou parceria com a farmacêutica chinesa Sinovac para produção e testes avançados de uma vacina. As declarações foram dadas em audiência pública virtual da Câmara dos Deputados para debater o desenvolvimento da imunização.

No momento, a vacina está sendo testada em cerca de 9.000 voluntários em seis unidades federativas —São Paulo, Paraná, Rio Grande do Sul, Distrito Federal, Minas Gerais, Rio de Janeiro— sob a coordenação e o acompanhamento do Butantan. Se a vacina for clinicamente bem-sucedida, o Butantan a submeterá para registro na Anvisa. Caso aprovada pela agência, poderá ser distribuída para o SUS (Sistema Único de Saúde) por meio do governo federal.

“Poderemos ter (a vacina) a partir agora de outubro. O processo de preparo para a formulação e o envase já se iniciou. Todos os processos de controle de qualidade e validação já se iniciaram. Então, poderemos ter a vacina. A grande pergunta é se estará registrada e aprovada pelo estudo clínico e poderá ser utilizada. Sou muito otimista. Acho que um prazo razoável seria janeiro de 2021 dado o desempenho até o presente momento”, afirmou Covas.

Gerente-geral de medicamentos e produtos biológicos da Anvisa, Gustavo Santos afirmou que a agência tem acelerado e flexibilizado processos em meio à pandemia para atender demandas. No caso da vacina, ele disse que há um prazo de 60 dias para a análise do eventual registro após a entrega da documentação necessária por parte do interessado, mas a avaliação será prioridade e deverá acontecer em menos tempo.

“A avaliação para o registro é justamente o balanço risco-benefício, para ver se os benefícios superam os riscos. Temos de nos embasar em resultados científicos válidos”, explicou.

Butantan diz não ser preciso temer ‘vacina da China’

O diretor do Butantan falou não haver motivo para preocupações quanto a uma parte da vacina se originar da China. O coronavírus surgiu pela primeira vez em Wuhan, no país asiático, antes de se espalhar pelo mundo.

“Não há motivo para ter essa questão de descaracterizar uma vacina pelo fato de ter sido desenvolvida inicialmente na China”, disse. Na semana passada, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) valorizou a candidata à vacina contra a covid-19 desenvolvida pela Universidade de Oxford e pela farmacêutica AstraZeneca, no Reino Unido, e testada no Brasil em parceria com a Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz).

“Não é daquele outro país, não. Tá ok, pessoal?”, declarou. Covas ressaltou que a AstraZeneca tem um grande complexo industrial na China e o país asiático tem se destacado na produção de conhecimento científico há anos.

O secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Armando Medeiros, afirmou que o compromisso da pasta “é com a saúde pública brasileira”. Ele acrescentou que o governo está “disposto a conversar, avançar e adquirir as vacinas que chegarem primeiro” e ressaltou confiar na capacidade do Butantan para o desenvolvimento da vacina.

Dimas Covas classificou a parceria com a Sinovac como “ganha-ganha” para ambos os lados. A indústria chinesa terá a patente do coronavírus atenuado e o Butantan terá a integralidade do estudo clínico. A intenção é firmar acordos para o fornecimento da vacina a outros países, em especial da América Latina, informou.

A estimativa é que o Butantan precise de pelo menos R$ 130 milhões em investimentos de equipamentos e tecnologia para o aumento da capacidade de produção. Um programa de captação de recursos foi aberto pelo governo do estado de São Paulo. O diretor informou que o custo final da vacina está sendo avaliado, mas deve ficar no patamar ou abaixo do patamar do que se tem visto em outros acordos.

Instituto Agronômico de Campinas (IAC): Novo porta-enxerto de café resistente a parasitos está em fase final de pesquisa

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O café é a bebida mais consumida no mundo Ocidental, depois da água. No Oriente, é a segunda, atrás dos chás. Originário da Etiópia, na África, possui inúmeras variedades, como Mundo Novo, Catuaí, Laurina etc. Se fizermos uma analogia com os vinhos, a maneira como é preparado, o terroir, a cepa, entre outras características, permite que cada garrafa de vinho produzida apresente características completamente diferentes uma das outras. O mesmo acontece com o café. No Brasil, existem duas espécies cultivadas de café: Arábica, com 75% da produção e Canephora, com 25%.

O Instituto Agronômico de Campinas (IAC) é considerado o mais importante centro de pesquisa do café no mundo, e só em seus anais estão registrados 126 cultivares de café arábica. O IAC lançou, em 1987, um cultivar de Canephora porta-enxerto para as cultivares suscetíveis de café arábica. Essa cultivar se chama Apoatã IAC 2258, resistente a essas pragas.

A grande maioria é suscetível a uma praga de solo chamada nematoide, os parasitos do café. “Quando as pessoas compram seus cafés nos pontos de venda, poucos conhecem o longo processo de pesquisa e produção de café. A imensa maioria, com certeza, desconhece toda a pesquisa e o tempo dedicados para se chegar ao café na xícara.

Mas, acredite: são necessários cerca de 25 anos para o desenvolvimento de uma nova cultivar de café. E mais dois ou três anos para a planta começar a dar frutos”, explica o pesquisador Oliveiro Guerreiro Filho, responsável pelo estudo de um novo porta-enxerto constituído por clones com resistência múltipla a diferentes espécies de nematoides, uma praga de solo que ataca as raízes do café, comprometendo o desenvolvimento vegetativo e reprodutivo da planta, levando à redução da produtividade das lavouras e à queda no preço do grão (commoditie). “Os cafeeiros debilitados são menos produtivos e seus frutos e grão são pequenos, com menor valor de mercado. O produtor, muitas vezes, convive com o problema, tendo um sócio permanente, levando uma parte importante de sua produtividade”, explica Oliveiro.

Agora, o pesquisador está em fase de conclusão um novo porta-enxerto constituído por clones com resistência múltipla a diferentes espécies de nematoides. Esse novo porta-enxerto será usado no plantio de cultivares copa de café arábica (o mais utilizado na casa dos brasileiros), que é suscetível às três espécies de nematoides.

Uma nova cultivar de café pode demorar até 30 anos para ser criada

Oliveiro explica ainda que para o novo porta-enxerto foi utilizada a espécie Coffea Canephora, que possui resistência simultânea a algumas raças de nematoides das galhas radiculares.

Um porta-enxerto tolerante ou resistente aos nematoides é extremamente importante, diante do difícil controle do problema. “Em casos severos, especialmente relacionados à incidência de nematoides das galhas radiculares, a lavoura acaba sendo eliminada”, afirma Guerreiro. Como a erradicação da praga é praticamente impossível, as plantas vão aos poucos, morrendo e as ‘reboleiras’, que são manchas de solo onde são observadas plantas com sintomas, vão aumentando nas lavouras.

A pesquisa ainda não está finalizada e encontra-se no estágio de caracterização dos clones a partir dos descritores mínimos para o cafeeiro. Os próximos passos serão registrar o novo material e protegê-lo junto ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), além da multiplicação vegetativa destinada à implantação de campos de produção de sementes.

“Em realidade, essa pesquisa foi iniciada há 40 anos, com a participação de alguns produtores e viveiristas, sob a responsabilidade do agrônomo Wallace Gonçalves que, no meio do trabalho, se aposentou. É uma grande honra pra mim, dar continuidade a essa excepcional pesquisa”, finaliza.

A pesquisa é financiada pelo Consórcio Brasileiro de Pesquisa e Desenvolvimento do Café, Conselho de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP).

Fonte: Grão Especial

Entrevista: Felipe Zanusso fala sobre a importância dos Guarda-Parques na proteção ambiental

azanuzzoEm 31 de julho foi comemorado o Dia Internacional dos Guarda-Parques. Estes profissionais compõem a linha de frente da defesa das áreas naturais. Atuam na prevenção e combate a incêndios, protegem a fauna dos caçadores e as árvores da extração ilegal, orientam trilheiros, auxiliam na pesquisa científica e conhecem a área que atuam como ninguém.

No exercício de sua função, estes profissionais enfrentam bandidos com armas de fogo e perigos naturais diversos. Alguns perdem a vida.

O biólogo Felipe Zanusso, doutorando em Meio Ambiente e Sociedade no Núcleo de Estudos e Pesquisas Ambientais (Nepam) da Universidade de Campinas (Unicamp), com o objetivo de contar a história destes trabalhadores imprescindíveis para a proteção da natureza, e que nem sempre são valorizados, criou o livro/blog Guarda-Parque: histórias das nossas matas.

O livro/blog apresenta a história de pessoas ímpares que atuam na profissão, como por exemplo Maroka, a primeira Guarda-Parque mulher da história do estado de São Paulo. São narradas situações de tensão, como quedas em buracos, ou mesmo engraçadas, como quando um infrator teve uma dor de barriga no momento da abordagem.

Para saber um pouco mais, entrevistamos o pesquisador Felipe Zanusso e ele nos contou sobre a iniciativa e esta profissão tão importante para o meio ambiente.

O que é o Guarda-Parque?
Os Guardas-parques podem ser definidos como aqueles profissionais capacitados para atuar diretamente nas unidades de conservação (UCs) e nas respectivas zonas de entorno. Além de receber e orientar visitantes, têm como atribuições também monitorar trilhas; prevenir e combater incêndios florestais; apoiar a fiscalização de desmatamentos e outras infrações ambientais; realizar ações de busca e salvamento; realizar atividades de educação e interpretação ambiental; manejo de fauna; apoio à pesquisa científica e, ainda, desempenhar ações de caráter socioambiental junto às comunidades do entorno das UCs.

O último concurso realizado no Estado de São Paulo estabelecia as seguintes atribuições: “Fiscalizar e proteger o patrimônio ambiental; Verificar e vigiar os núcleos e bens móveis e imóveis das Unidades de Conservação; Efetuar conservação das estruturas e núcleos de apoio das UCs; Orientar e monitorar o público nas atividades relativas à visitação pública e outros; Fazer o atendimento de emergências de primeiros socorros aos usuários das Ucs; Executar outras tarefas que se incluam, por similaridade, no mesmo campo de atuação”.

Ou seja, eles são nossos verdadeiros protetores do patrimônio coletivo, cuidando diariamente de áreas protegidas e de seus recursos naturais, bem como na atenção e orientação constante de seus visitantes.

O que te motivou a iniciar este projeto de resgate da história destes profissionais?
Apesar da importância da profissão, muitas vezes esses profissionais são pouco reconhecidos e valorizados. Em meus primeiros estágios no Mosaico de UCs da Juréia-Itatins, entre 2006 e 2007, aprendi muito escutando os Guarda-Parques daquela área e desde então valorizo e reconheço sua importância. Ficava impressionado com as histórias e já pensava que deveriam ser divulgadas. Quando trabalhei na Fundação Florestal do Estado de São Paulo, de 2012 a 2017, junto com outros colegas, participamos de diversas ações para apoiar sua valorização no âmbito institucional.

Em 2015 e 2016 visitei alguns áreas protegidas no Estados Unidos e pude conhecer como o Sistema Nacional de Parques daquele país respeita seus Rangers! Existem diversas atividades, materiais e publicações inspirados na profissão, como o livro que comprei lá, chamado “Oh, Ranger! True Stories from Our National Parks”.

De volta ao Brasil, percebi que deveríamos fazer algo neste sentido, mesmo que mais simples, considerando que em São Paulo a história dos Guarda-Parques é bastante antiga e cheia de “causos” interessantes.

Em julho de 2018, lançamos o Blog, marcando nossa participação e envolvimento com o Dia Mundial do Guarda-parque, uma iniciativa da Federação Internacional de Guarda-Parques, promovida juntamente com seu braço beneficente oficial, The Thin Green Foundation.

O Livro/ Blog “Guarda-Parque: Histórias fantásticas das nossas matas” é uma realização de um coletivo. Somos um grupo de entusiastas e interessados na função que o Guarda-Parque exerce na gestão das áreas protegidas. O objetivo é divulgar e contribuir com o reconhecimento dessa importante profissão no Estado de São Paulo.

É uma parceria do Movimento Conservatio – Cultura de Áreas Protegidas (do qual sou o coordenador), dos Amigos do Museu Florestal e da Associação de Guardas-Parques de São Paulo. Para nós foi uma grande honra poder registrar e divulgar um pouco das histórias de nossos guardiões da biodiversidade.

Os Guardas-parques foram convidados a compartilhar suas trajetórias profissionais, conhecimentos e experiências através do preenchimento de um formulário bem resumido.

Gostaríamos de fazer algo mais completo, como um livro mesmo. O Blog foi uma forma de começarmos e fazermos de uma forma simples.

Quantos Guardas-Parques temos atuantes em São Paulo e no Brasil?
No âmbito do Estado de São Paulo, segundo informações do Portal da Transparência, temos os seguintes números:

Fundação Florestal – 53 Guardas-parques ativos, em cerca de 14 unidades de conservação;
Instituto Florestal – 95 Auxiliar de serviços gerais dos quais alguns atuam na fiscalização*.
Além desses, em virtude da ausência da realização de concurso público, uma das estratégias tem sido a contratação de vigilantes patrimoniais terceirizados. Apesar de não atuarem “oficialmente” como Guarda-Parques, em muitas situações eles acabam colaborando na fiscalização das UCs.

Recentemente, inclusive, um vigilante foi morto por criminosos em uma ação de fiscalização contra uma mineração ilegal dentro do Parque Estadual Intervales (SP),

A partir de informações obtidas pelo Conselho de Representantes de Funcionários da Fundação Florestal em 2015 através da Ouvidoria da instituição, existiam cerca de 269 postos de vigilantes patrimoniais contratados por através de serviços terceirizados.

Muitos Guarda-Parques relatam a precarização e falta de reconhecimento da profissão no blog. Como você vê o futuro da profissão em SP e no Brasil, levando em conta a situação atual e as diferentes experiências em outros países?
Infelizmente essa é uma realidade que atinge não só os Guardas-Parques, mas toda a estrutura de gestão das áreas protegidas.

Por serem a ponta da linha, ou seja, aqueles que estão nos territórios, que dependem de recursos para implementar diariamente a política pública de conservação da natureza, eles acabam sendo mais afetados pela “cadeia de gestão”.

A falta de reposição e de ampliação do número dos profissionais é muito negativa. Porque não é uma profissão que você pode aprender em uma escola. A aprendizagem, o conhecimento, a formação ocorre no dia-a-dia, na interação com os colegas, na vivência, na experiência.

Apesar do cenário político muitas vezes nos desanimar, eu sou um otimista. Acredito que ainda vamos ter uma carreira para os Guardas-Parques, com salários adequados à importância da profissão.

E que um dia possamos ter Guardas-Parques no comando dos órgãos públicos responsáveis pela conservação ambiental.

* A Lei Estadual nº 1.080/2008 dá nova denominação a mais de 20 carreiras do estado, transformando todas em auxiliar de serviços gerais .

Fonte: Paulo Andreeto de Muzio, para o Blog da Unicamp

Pesquisa revela potencial da Floresta Estadual de Pederneiras para atividades de uso público

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Estudo publicado na revista IF Série Registros revela o potencial da Floresta Estadual de Pederneiras (FEP) para a realização de atividades de Uso Público. A pesquisa propõe a implantação de trilhas interpretativas de média e de longa distância na Unidade de Conservação (UC) passando por atrativos cênicos e áreas adequadas para atividades educativas e recreativas. No levantamento, são identificadas edificações que podem ser utilizadas para a implementação de estruturas físicas de atendimento ao público, como centro de visitantes e hospedaria.

O trabalho foi desenvolvido com o objetivo de avaliar o potencial da FEP para a implantação de um Programa de Uso Público. Para isso, os pesquisadores envolvidos realizaram diversas visitar à área entre 2016 e 1017 e analisaram sua infraestrutura e seus atrativos. Também percorreram trilhas e elaboraram traçados demarcados com GPS.

A relevância ecológica e paisagística da Floresta de Pederneiras

A Floresta Estadual de Pederneiras é uma UC de Uso Sustentável com cerca de 2 mil hectares. Seu bioma natural é Mata Atlântica em região de transição com o Cerrado, apresentando vegetação exótica de pinus e eucalipto e cerca de 800 hectares de vegetação nativa. No artigo é mencionado que o município de Pederneiras possui apenas 4,71 % de sua área com vegetação natural e 3,3 % de reflorestamentos, o que mostra a grande importância da unidade para a proteção da biodiversidade da região. Além disso, a Floresta pode ser uma fonte para obtenção de sementes e produção de mudas nativas para a recuperação da cobertura florestal.

A Floresta Estadual de Pederneiras possui diversos atrativos para a visitação, como corpos d’água, cachoeira, represa e vegetação nativa (que pode ser ampliada por meio da substituição de parte da vegetação exótica). Quatro pequenos riachos nascem no interior da Unidade e formam o córrego dos Carajás. Dois deles estão totalmente inseridos na UC.

O estudo serviu também para subsidiar o Plano de Manejo da UC, publicado em 2018. De acordo com o documento, a FEP abriga diversas espécies ameaçadas: árvores como o ipê-felpudo, o jacarandá-paulista, a canela-preta, e cedro-rosa, além do arbusto Mostuea muricata. Este último merece destaque. Presente em todos os trechos de vegetação nativa da unidade é endêmico do Brasil e foi descrito há apenas 15 anos para o interior paulista. A população presente na FEP é a sexta população registrada para a espécie e a segunda em Unidade de Conservação. Dentre as espécies animais, temos o gato-do-mato-pequeno, a jaguatirica e a onça-parda, todas consideradas ameaçadas de extinção. Já os lagartos papa-vento e lagarto-do-rabo-azul são considerados ameaçados de extinção no estado de São Paulo.

Trilhas interpretativas como instrumentos de sensibilização

Uma das principais propostas foi a de implantação de duas trilhas de interpretação, uma de média e outra de longa distância (2 e 4 quilômetros). Os traçados dessas trilhas contemplam áreas planas e passam por atrativos cênicos e plantios de espécies exóticas e trechos de vegetação nativa, adequados para atividades educativas ou recreativas.

Caminhada por trilhas em áreas naturais é uma modalidade de ecoturismo, uma das formas sustentáveis do turismo, que pode contribuir com a conservação da biodiversidade e promover melhorias na qualidade de vida das comunidades do entorno. Trata-se de um investimento de longo prazo em conservação e educação.

As trilhas interpretativas auxiliam a assimilação do conhecimento sobre as relações que ocorrem na natureza e sensibilizam os visitantes acerca da importância das áreas e dos recursos naturais. O processo de interpretação ambiental é um importante recurso de interação do público visitante com o meio natural, representando uma importante ferramenta de sensibilização e de construção de conhecimentos para os visitantes, podendo também proporcionar atividades lúdicas e recreativas.

Uma trilha é considerada interpretativa quando seus atributos são traduzidos para o visitante através de guias especializados, folhetos ou painéis. A trilha guiada é aquela realizada com acompanhamento de um guia tecnicamente capacitado para estabelecer um bom canal de comunicação entre o ambiente e o visitante. Já a trilha autoguiada permite o contato do visitante e o meio ambiente sem a presença de um guia. Recursos visuais como painéis e placas, orientam a caminhada com informações de direção, distância, elementos a serem destacados e os temas desenvolvidos.

Legado do mestre das trilhas

O artigo publicado na IF Série Registros é o último trabalho do pesquisador científico do IF Waldir Joel de Andrade, falecido em 2017. Waldir destacou-se por seu pioneirismo na implantação de sistemas de trilhas nas UCs do estado de São Paulo e tornou-se um profissional de referência no Brasil no assunto.

Para a implementação de uma trilha é necessário um amplo conhecimento do local onde se pretende implanta-la, para que ela possa alcançar seus objetivos com maior plenitude e causar o mínimo de impacto. Por isso, deve-se levar em consideração diversos fatores ambientais, como solo, vegetação, fauna e recursos hídricos e definir, ainda na fase de planejamento, qual será o objetivo da trilha, os elementos de interpretação, assim como o público alvo.

Em 2017, Waldir recebeu a medalha Alba Lavras, condecoração dada pela Associação de Pesquisadores Científicos do Estado de São Paulo àqueles que tenham se destacado em favor da ciência.

Se apropriar do espaço para proteger

Em relação aos impactos a serem mitigados na unidade, foram identificados fatores relacionados à ocupação humana, como rodovias e ferrovia que atravessam a área, aterro sanitário contíguo à UC, deposição irregular e ilegal de resíduos sólidos em abundância, utilização de área na zona de amortecimento para criação de animais domésticos, entre outros.

Os Programas de Uso Público são os cartões de visita das Áreas Protegidas. A visitação sensibiliza as pessoas sobre a importância da conservação da biodiversidade e podem constituir-se em vetor de desenvolvimento local e regional. A estruturação da Floresta Estadual de Pederneiras para atividades de Uso Público pode auxiliar na criação de um vínculo do visitante com a unidade. O Ecoturismo ajuda a educar o público com relação a questões de conservação e cria um elo natural entre negócios e conservação, na defesa por um melhor manejo de áreas protegidas. Além disso, é importante que a população esteja envolvida em um projeto educativo com vistas à sensibilização da importância da conservação da biodiversidade. E os trabalhos de educação ambiental são estratégicos para integrar a comunidade no processo de proteção dos patrimônios natural e histórico-cultural abrigados pela Floresta Estadual de Pederneiras.

As belezas e peculiaridades da Floresta Estadual de Pederneiras em conferência online

Em 14 de maio deste ano, a pesquisadora científica Maria Teresa Zugliani Toniato e o gestor da unidade José Arimateia Rebelo Machado apresentaram a Floresta Estadual de Pederneiras em videoconferência realizada pelo Instituto Florestal. Foram apresentados dados técnicos, científicos e históricos sobre a UC. Confira no vídeo abaixo:

O artigo “Avaliação do potencial para Uso Público na Floresta Estadual de Pederneiras, Estado de São Paulo, Brasil” foi publicado na revista IF Serie Registros nº 57, de dezembro de 2019. São autores do trabalho Waldir Joel de Andrade, Marilda Rapp Eston, Maria Teresa Zugliani Toniato, Marina Mistue Kanashiro, Sueli Herculiani, Rosângela Célia de Oliveira, Fernando Descio.

Acesse aqui o artigo

Imagem: Acervo Instituto Florestal / Fonte: Assessoria de Imprensa do IF

Com apoio da pesquisa e extensão rural da APTA, produtores de Tupã investem no cultivo da batata

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A parceria entre a pesquisa e a extensão rural para a difusão de tecnologias é atividade antiga e sempre utilizada pela Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, a qual procura sempre fortalecer integração entre pesquisadores ligados aos Institutos que compõem a Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA) e extensionistas da Coordenadoria de Desenvolvimento Rural Sustentável (CDRS). Não foi diferente quando o pesquisador José Alberto Caram de Souza Dias, do Instituto Agronômico (IAC), de Campinas, e o engenheiro agrônomo Idoraldo Dassi Gonçales Júnior, da Casa da Agricultura de Tupã, vinculada à CDRS Regional Tupã, se uniram para apresentar uma nova proposta aos produtores rurais da região: o cultivo de batata em terras de clima reconhecidamente mais quente e normalmente não apto para a cultura.

Uma proposta e um desafio para pequenos produtores rurais − orgânicos, convencionais e agroecológicos − que estavam em busca de alternativas. “Normalmente, os produtores de batatas são de grande porte, que adquirem as batatas semente importadas dos mais variados países, como Holanda, Escócia, Chile, França, Canadá, enfim, do extremo norte e extremo sul, mas todas regiões de clima temperado no verão, quando é feito o cultivo, e um inverno com frio e neve, condições que reduzem as viroses transmitidas por insetos a perto de zero. Isso não acontece nos climas tropical e subtropical, onde os plantios podem ser feitos o ano todo, mas estão mais sujeitos a todo tipo de doença causada por vírus. Por isso, o Brasil e outros 70 países importam as batatas-sementes”, explica Caram de Souza Dias, que mantém e divulga a pesquisa com brotos de batata-semente desde 1985, quando foi feita a primeira divulgação da tecnologia.

O objetivo foi incentivar os pequenos produtores ao cultivo da batata, fugindo da importação e com redução de custos de produção que chegam a 40% do total. A primeira divulgação na região de Tupã, que não é área tradicional de cultivo de batata, ocorreu durante o 52.º Ciclo de Palestras “Álvaro Santos Costa”, quando foi oferecido a 32 agricultores interessados o curso “Cultura da Batata e Tecnologia IAC do broto/batata-semente”, em abril do ano passado.

O curso contou com partes teórica e prática, sendo a primeira realizada na sede da CDRS Regional Tupã, para abordar a “Introdução à Bataticultura (técnicas de preparo do solo, adubação, calagem, condução, tratos culturais) e a “Tecnologia de propagação de batatas-sementes a partir do broto”, com orientações técnicas voltadas aos sistemas agroecológico e convencional. A parte prática foi realizada na Chácara Nossa Senhora Aparecida, localizada no Bairro Sabiá, em Tupã.

“O intuito era que os produtores se organizassem e, decidindo investir na bataticultura, pudessem produzir e ter autonomia em relação à obtenção das suas próprias batatas-semente, livre de vírus”, conta Caram, que apresentou os minitubérculos livres de vírus, produzidos a partir do broto, e permitiu, na ocasião, que 28 produtores interessados pudessem iniciar os experimentos, sendo 12 de linha agroecológica, dois orgânicos com certificação e 14 convencionais. Desses, 22 são do município de Tupã, três de Lucélia, um de Iacri, um de Parapuã e outro de Queiroz.

“Nos disponibilizamos, neste primeiro momento, a verificar se os novos brotos realmente estariam livres de vírus, pois é preciso que sejam produzidos sob telado, em substrato, sobre bancadas, sem contato com o solo. A princípio, de forma simples, não sendo necessários grande estrutura e investimento por parte do produtor”, esclarece Caram, afirmando: “O intuito é que trabalhem de forma cooperativa, escolhendo um para produzir batatas-sementes para todos ou formando uma associação, ou, ainda, solicitando apoio de prefeituras para a construção de um barracão telado para a produção; enfim, é preciso que tenham a consciência da importância da produção de suas próprias batatas-sementes, livres de vírus, porque, uma vez infectado, o tubérculo já não poderá ser usado como semente, pois degenera, inviabilizando a produção. Por tal motivo, estamos fazendo os testes nesses experimentos, para que possam dar início a uma produção sustentável”, afirma o pesquisador, que é vinculado ao Setor de Virologia do Centro de Fitossanidade do IAC.

Segundo Idoraldo Junior, infelizmente, com a pandemia, foi necessário cancelar o curso deste ano (2020), que daria continuidade ao trabalho, tirando as dúvidas, incentivando outros produtores e apresentando os primeiros resultados dessa parceria para difusão de tecnologia. “Mas os trabalhos a campo serão retomados assim que for possível”, frisa o técnico.

É o que espera o produtor agroecológico Wilson Dias. Contador por formação, Wilson trabalhou durante anos em sua área, mas, depois de uma experiência caseira com a agricultura, “tomou gosto”. Há seis anos voltei do Pará para São Paulo, comprei uma propriedade em Tupã e resolvi investir em agroecologia. “Eu me encontrei na agricultura, fiz diversos cursos, tanto pelo Senar (Serviço Nacional de Aprendizagem Rural) quanto pela Casa da Agricultura de Tupã. Sou um entusiasta da agroecologia e quero alçar novos voos”, diz Wilson. Quando se refere aos voos, não é no sentido figurado, Wilson conta que o aeroporto de Tupã foi privatizado e logo realmente serão disponibilizados voos de 40 minutos, para São Paulo. “Meus produtos ainda vão chegar na capital!”, diz entusiasmado.

Esse mesmo entusiasmo ele teve com o resultado das batatas-sementes que utilizou em sua área após o curso oferecido por Idoraldo e Caram. O resultado foi excelente, resultando em batatas de excepcional qualidade. “A minha intenção realmente é reunir os produtores agroecológicos em uma associação e termos uma casa de vegetação que nos forneça as sementes, não só de batata, mas de outros produtos, já que a certificação agroecológica pressupõe que as sementes sejam produzidas no mesmo sistema. Somos muito unidos, só falta mesmo formalizar”, disse.

Por alguns aspectos a pandemia adiou os planos; por outros, o isolamento fez com que todo o grupo de oito produtores agroecológicos esteja produzindo e vendendo muito mais. “A clientela aumentou, percebo as pessoas cada vez mais preocupadas com uma alimentação saudável e, realmente, essa tecnologia do broto-batata-semente apresentada no ano passado abriu novas possibilidades”, afirma o produtor, que espera novas capacitações oferecidas pela Secretaria de Agricultura para o próximo ano.

A Tecnologia IAC do broto-batata-semente

Normalmente, ao observar as batatas/tubérculos, podemos notar que elas, com o passar do tempo, emitem brotos. Milhares desses brotos acabam sendo perdidos, descartados quando tem início o plantio dos tubérculos para uma nova safra. Pois é justamente esse material ‒ os brotos perdidos ‒ que pode ser utilizado para a produção das batatas-sementes. Verificando que estão livres de vírus, eles são plantados em vasos e irão originar novos minitubérculos, que serão transplantados no campo, criando um círculo de produção. “O importante é serem brotos sadios, livres de vírus, e devem ser escolhidos os melhores para o plantio ‒ os maiores e mais bonitos ‒, que se destacam pela qualidade, para que a produção também venha a ter essa qualidade genética”, explica Caram.

A própria produção de batatas-sementes para venda pode ser uma alternativa para um produtor que tenha interesse em fornecer aos demais. Já para os pequenos produtores é economicamente inviável adquirir via importação, seja ele convencional ou orgânico. O Brasil depende da importação, mas Caram e Idoraldo, parceiros nessa difusão de tecnologia, acreditam que para o pequeno produtor que queira uma alternativa com a produção de batatas, a produção em forma de condomínio de agricultores para a produção de batatas-sementes em uma casa de vegetação para esta finalidade é um caminho fundamental.

“É preciso criar uma cadeia entre produtores/extensão/pesquisa e, dessa forma, a Secretaria de Agricultura proverá o incentivo e o suporte necessários para iniciarem uma nova atividade. “Podem começar de maneira simples, primeiro dominar a técnica para viabilizar a produção segura. Se, de cada 10 tubérculos, o produtor vender nove e escolher um, apenas aquele para dar início à produção de novos tubérculos, ele já terá novos tubérculos para plantar no próximo ciclo, o produtor não ficará dependente, vai utilizar o recurso que tem, isso é a base da sustentabilidade”, se entusiasma Caram.

As batatas-sementes produzidas pelo IAC ‒Aracy, Aracy Ruiva, Itararé, Vitória,Ibitu-açú ‒são ideais para os cultivos agroecológico e orgânico, mas existem outras variedades comerciais bem conhecidas como Àgata, Asterix e Atlantic. O engenheiro agrônomo Idoraldo Junior tem acompanhado os agricultores no campo, ajudando a implantar o cultivo da batata na região.

Não só a tecnologia IAC do broto-batata-semente foi levada como alternativa aos agricultores da região de Tupã. Também por meio de uma parceria com a APTA-Polo Itararé, a extensão rural buscou variedades de batatas, mais rústicas, citadas acima e, portanto, mais adequadas para adaptação na região, para incentivar o cultivo. “Este ano, 20 produtores vêm realizando os testes com tais variedades, resultado das parcerias com a pesquisa, sendo nove de linha agroecológica, quatro orgânicas com certificação e sete convencionais”, conta o agrônomo.

A região de Tupã, segundo Idoraldo, tem tradição no cultivo de amendoim e mandioca para indústria, importantes na produção agrícola; as culturas da soja e batata-doce vêm crescendo na região, ao lado de grandes culturas consolidadas, como a cana-de-açúcar; já na atividade pecuária, destaca-se a bovinocultura de corte.

Fonte: Secretaria de Agricultura e Abastecimento

Butantan amplia “drive-thru” de teste PCR para diagnóstico de coronavírus em SP

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Até o dia 10 de agosto o Instituto Butantan, vinculado à Secretaria do Estado de Saúde de São Paulo, irá promover um drive-thru de testagem diagnóstica PCR gratuita de COVID-19 para a população no Shopping SP Market, localizado na Zona Sul da capital paulista. A ação é um piloto e voltada a pessoas assintomáticas para detectar a presença do vírus, ou seja, o exame irá verificar se a pessoa está com infecção em fase aguda.

A testagem acontecerá das 08h às 17h no estacionamento do shopping, onde serão distribuídas senhas para a realização com limite de 200 testes por dia. A partir do dia 5 de agosto a capacidade diária será de 400 atendimentos.

Será permitida a entrada apenas de carros de passeio. Os participantes preencherão um formulário e terão amostras das narinas e garganta coletadas por uma equipe de técnicos do Butantan para análise no laboratório do próprio Instituto. Após a coleta, os resultados serão enviados em até 72 horas por e-mail.

“Existe uma orientação da Organização Mundial da Saúde para se fazer o maior número de testes possível. E o Butantan vem trabalhando intensamente neste intuito, coordenando a Plataforma de Laboratórios para Diagnóstico de Covid-19 no Estado de São Paulo, realizando ações de testagem em populações vulneráveis, entre outras. Esta que estamos iniciando agora ainda é um piloto, mas visa democratizar o acesso ao teste. Se essa experiência demonstrar sucesso, pretendemos ampliá-la”, afirma o diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas.

Testagem no Estado de São Paulo

O Instituto Butantan é referência na realização de testes diagnósticos do novo coronavírus no Estado de São Paulo. Desde abril, coordena a Plataforma de Laboratórios para Diagnóstico de COVID-19, responsável pelo processamento de exames PCR da rede pública estadual de saúde, apoiando inclusive outros estados. Também coordena um programa de testagem em populações vulneráveis, como indígenas e comunidades periféricas, por exemplo, além de algumas categorias do funcionalismo público com o objetivo de combater a disseminação do vírus nestes grupos.

Serviço drive-thru de exame PCR para diagnóstico de covid-19

Quando: de 30 de julho a 10 de agosto de 2020

Horário: das 8h às 17h – até o limite de 200 atendimentos. A partir do dia 5/8 a capacidade será de 400 atendimentos.

Local: Estacionamento do Shopping SP Market

Avenida das Nações Unidas, 22540 – Jurubatuba – São Paulo/SP

Gratuito

Fonte: Assessoria de Imprensa

Laranjeiras imunes: Variedades desenvolvidas no Instituto Agronômico de Campinas (IAC), com acréscimo de gene de tangerina, se mostraram resistentes à clorose variegada dos citros

IAC Fapesp

De Sarah Schmidt para a Revista Fapesp / Foto de Léo Ramos Chaves

Laranjas doces das variedades Pineapple e Hamlin receberam um gene de tangerina e se mostraram resistentes à clorose variegada dos citros (CVC), também conhecida como a praga do amarelinho. O trabalho foi conduzido por pesquisadores do Centro de Citricultura Sylvio Moreira, do Instituto Agronômico de Campinas (IAC), em Cordeirópolis, interior paulista. Para chegar ao resultado, eles infectaram plantas de tangerina, naturalmente resistentes à doença, com a bactéria Xylella fastidiosa, causadora da CVC, e conseguiram identificar um gene com potencial de conferir essa resistência.

Batizado de RAP2.2, o gene já era conhecido da comunidade acadêmica por estar presente em outras espécies vegetais. No entanto, a descoberta de seu papel em defender plantas de citros frente à Xylella é inédita, “assim como a inserção do gene de tangerina em laranja doce com o objetivo de combater a praga”, ressalta a bióloga Alessandra Alves de Souza, líder do estudo e pesquisadora do IAC, instituição que completou 133 anos em junho. Os caminhos percorridos na pesquisa foram publicados nas revistas Phytopathology e Molecular Plant-Microbe Interactions, em 2019 e 2020, respectivamente.

A clorose variegada de citros é transmitida às laranjeiras pela picada de cigarrinhas, insetos que medem pouco mais de 1 centímetro. Uma vez dentro do fruto, a Xylella começa a se multiplicar ao ponto de obstruir os vasos que transportam água e nutrientes da raiz para a copa das plantas, deixando os frutos pequenos e duros e, por isso, impróprios para o consumo e a comercialização. A praga já foi o maior problema dos citricultores paulistas – em 2009, atingia 42% das plantações de laranja de São Paulo e na região do Triângulo Mineiro e no sudoeste do estado. Atualmente, esse número caiu para 1,71%, de acordo com o levantamento de 2019 do Fundo de Defesa da Citricultura (Fundecitrus). O controle é feito com técnicas de manejo, como uso de inseticidas e plantio de mudas em ambiente protegido.

O gene de tangerina pode dar às laranjeiras condições de se defender melhor da doença. “Esse gene se liga ao DNA da planta e ativa outros genes, envolvidos na fortificação da parede celular vegetal. Com isso, a bactéria não consegue se mover tão bem e fica aprisionada”, explica Souza. “A planta, então, percebe o patógeno e ativa seu mecanismo de resistência, conseguindo matá-lo ou reduzir de forma significativa os danos causados por ele.” Como as laranjas doces são a principal cultura do agronegócio de cítricos, a nova planta tem potencial para ser mais competitiva. “Elas poderão produzir mais e ter um manejo mais sustentável e econômico”, observa a bióloga.

O cruzamento entre tangerina e laranja doce já ocorre de forma natural no ambiente e, por isso, o procedimento adotado não é classificado como transgenia e sim como cisgenia, quando são transferidos apenas genes de espécies compatíveis do ponto de vista reprodutivo. Isso garante um desenvolvimento mais rápido e seguro por evitar etapas em que poderiam ocorrer incompatibilidade e conferir características indesejáveis ao fruto. O IAC já desenvolveu uma tangerina que vem do cruzamento genético natural com a laranja doce, batizada de Maria, resistente à mancha marrom de alternária, em um processo que durou 20 anos e envolveu cruzamentos, mapeamento genético, testes de paladar e de resistência à doença.

Atualmente, as plantas de laranja doce com gene de tangerina estão sendo preparadas para entrarem na fase de ensaio em campo no próprio Centro de Citricultura, após mostrarem um bom resultado nas estufas. Como se trata de uma planta geneticamente modificada, para que a nova fase em campo seja iniciada é preciso obter autorização da Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio). “Estamos com a documentação em andamento e a expectativa é que a liberação ocorra até o final do ano”, prevê Souza. Essa fase deve durar cinco anos e, depois disso, se os testes apresentarem resultados satisfatórios, as novas plantas poderão ser liberadas para os citricultores.

O processo e a planta “cobaia”

Após identificarem na tangerina uma série de genes associados aos mecanismos que poderiam conferir resistência à CVC, os pesquisadores os implantaram em uma “planta cobaia”, a Arabidopsis thaliana, muito utilizada em estudos de biologia molecular. “Nesta etapa, ganhamos vários anos em pesquisa, já que a transferência e o estudo de todos os genes em laranjas é um processo caro e demorado”, explica Souza, “principalmente porque a planta leva uns três anos para se desenvolver e tem um longo período juvenil de difícil manipulação genética”. Com o teste na planta modelo, esse período caiu para cerca de oito meses. Após a experiência em Arabidopsis, foi possível eleger o gene mais promissor, o RAP2.2, e transferi-lo para as plantas de laranja doce.
Parte do estudo foi desenvolvida no campus de Davis da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, onde o biotecnologista Willian Pereira passou um ano por meio do programa Ciência sem Fronteiras, enquanto cursava o doutorado em genética e biologia molecular, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), sob orientação de Souza.

Entre agosto de 2015 e julho de 2016, ele aprofundou a pesquisa em Arabidopsis nos laboratórios do Departamento de Ciências das Plantas da universidade norte-americana. Por lá, analisou a função da proteína RAP2.2 da planta modelo para compará-la com a de tangerina. Ao perceber a semelhança entre elas, avaliou a reação de ambas frente à infecção por Xylella. “Os resultados mostraram que as proteínas são ortólogas, ou seja, desempenham a mesma função nos dois tipos de planta. Percebemos também que a infecção em Arabidopsis é similar àquela que ocorre nas laranjas doces, porque a bactéria coloniza os mesmos vasos e também gera sintomas”, conta Pereira. A pesquisa ainda mostrou, de forma inédita, que Arabidopsis pode ser usada como planta modelo para futuras pesquisas com outros genes de citros para uma variedade de aplicações.

Tradição no combate às pragas

“A possibilidade de existir uma planta resistente permitiria um uso menor de inseticidas no controle das cigarrinhas que são os vetores da CVC”, avalia o engenheiro agrônomo Antonio Juliano Ayres, gerente-geral do Fundecitrus. Ele ressalta, porém, que “é necessário aguardar os resultados em campo para confirmar a efetividade desses resultados preliminares obtidos em casa de vegetação”.

De fato, as demais etapas da pesquisa sugerem que o gene RAP2.2 tanto pode ser usado em outras espécies afetadas pela Xylella, como oliveiras e videiras, como tem potencial para o combate a outras pragas de citros, como o greening. Também chamado de HLB, o patógeno é hoje o maior desafio da citricultura mundial e atinge 19,02% das plantações de laranja em São Paulo e Minas Gerais, de acordo com dados de 2019 do Fundecitrus.

Como a Xylella, o HLB é transmitido pela picada de um inseto, o psilídeo Diaphorina citri, e a bactéria Candidatus liberibacter também coloniza os vasos das plantas. “O gene de tangerina pode fortalecer as paredes desses vasos e ajudar a planta a eliminar a bactéria. Ainda, com os vasos mais resistentes, o inseto pode desistir de picar a planta”, conta Souza. “Estamos estudando essa possibilidade.”

O Centro de Citricultura Sylvio Moreira tem tradição na busca por novas maneiras de combater as pragas em citros. Em 2017, Souza e colegas desenvolveram outra variedade de laranjeira transgênica resistente à CVC. Na ocasião, foi introduzido no genoma da planta um gene da própria bactéria: o rpfF, responsável pela produção de uma proteína homônima que reduz a movimentação de Xylella. Em 2020, as plantas completam dois anos em fase de campo e, até o momento, se mostraram resistentes ao patógeno e com bom desenvolvimento. O genoma da Xyllela foi o primeiro de um organismo causador de doenças em plantas a ser sequenciado no mundo e o feito, parte do Programa Genoma FAPESP, foi capa da revista Nature em 13 de julho de 2000, com participação de Souza.

Outro destaque do Centro de Citricultura é um produto desenvolvido nos laboratórios do centro, cujo princípio ativo é uma molécula antioxidante chamada N-acetilcisteína (NAC), destinado ao controle do CVC, do cancro cítrico e do HLB. A NAC é comercializada desde 2019 pela startup CiaCamp – da Ciência ao Campo. Para Souza, as tecnologias desenvolvidas são complementares. “Nunca teremos um gene ou um produto que resolva todo o problema. Trabalhamos para termos alternativas. Daqui a uns anos, o patógeno conseguirá quebrar a resistência. Por isso, precisamos de diferentes abordagens, olhando para o futuro”, conclui.

Semana Mundial de Amamentação será lançada amanhã (31) pelo canal Saúde em Rede

apqc1A Semana Mundial do Aleitamento Materno (SMAM) é comemorada em vários países anualmente na primeira semana de agosto, por iniciativa da Aliança Mundial pela Amamentação – WABA. O tema de 2020 foi definido a partir da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável, um plano de ação global para o desenvolvimento humano com a preservação da natureza e nos convida a uma reflexão sobre a importância de promover o aleitamento materno para termos planeta saudável.

A amamentação é um excelente exemplo das profundas conexões entre a saúde humana e os ecossistemas. O leite materno é um alimento natural e renovável, ambientalmente seguro e ecológico, porque é produzido e entregue ao consumidor com o mínimo de poluição, embalagem ou desperdício.

Neste ano, a SES-SP lançará a SMAM amanhã, dia 31 de julho, às 9 horas. Com o apoio da Coordenadoria de Controle de Doenças e equipe da “Saúde em Rede”, o evento de abertura será transmitido online, com a presença de Sonia Venancio, pediatra, pesquisadora e assistente da diretoria do Instituto de Saúde. “Amamentação é um tema muito caro para o Instituto de Saúde, nós temos uma linha de trabalho já consolidada”, diz ela. “O nosso trabalho é pautado pela produção de evidências, conhecimentos, difusão técnico-científica e promoção de eventos, porque a gente acredita que essa é a melhor forma de contribuir para a formulação e implementação das políticas de aleitamento materno no Brasil”, acrescenta.

O evento conta, ainda, com a presença de Moisés Chencinski, presidente do departamento científico de aleitamento materno da Sociedade Brasileira de Pediatria; Alberto Guimarães, obstetra e fundador da Parto Sem Medo; e representantes do Hospital Maternidade Leonor Mendes de Barros e Hospital Geral de São Mateus na Iniciativa Hospital Amigo da Criança.

Acompanhe a abertura da SMAM 2020 pelo canal da Saúde em Rede no YouTube (clique aqui para assistir), na próxima sexta-feira, 31 de julho.

Fonte: Instituto de Saúde

Instituto Butantan quer dobrar capacidade de produção de vacina contra o coronavírus

Da Revista Veja

Nesta quarta-feira, 29 de julho, o governador de São Paulo, João Dória, afirmou em coletiva estar buscando parceiros em todo o continente para conseguir aumentar a capacidade de produção da vacina Coronavac, que, no momento, está sendo testada pelo Instituto Butantan. Caso a vacina funcione, o Butantan possui capacidade de produzir até 60 milhões de doses. O desejo é dobrar esse número, mas, para isso, é necessário um aporte de cerca de R$ 130 milhões.

Ainda em São Paulo, a prefeitura afirmou estar estudando a liberação de mesas de bares em calçadas já em agosto. A notícia vem no dia em que o diretor regional da OMS na Europa, Hans Kluge, afirmou que os jovens provavelmente são os responsáveis por novos picos na região. Em entrevista à BBC, Kluge falou que os relatórios estão mostrando que as infecções nessa faixa etária vem crescendo e que isso deve estar ligado ao fato de que os mais novos estão saindo às ruas para aproveitar o verão europeu.

Para Margaret Harris, porta-voz da OMS, não faz mais sentido falar em “segunda onda”. Na coletiva de hoje, ela afirmou que estamos em uma única grande onda e que, para ela, falar dessa forma leva as pessoas a acreditarem que o vírus se comporta de um jeito que está fora do controle do Ser Humano, quando, na verdade, há uma série de medidas que podem ser tomadas para evitar a propagação.

Nas últimas 24 horas, o Brasil teve 69.074 novos casos confirmados do coronavírus e 1.595 mortes causadas pela doença. O novo recorde diário, porém, pode ser explicado pelo fato de que na última terça o governo de São Paulo atrasou a divulgação dos dados do Estado e divulgou hoje dados referentes a dois dias, que somaram 713 óbitos e 23.543 novos casos. O país acumula agora 2.553.265 casos, 90.134 mortes e 1.787.419 recuperados.

Instituto Florestal celebra em live o Dia Mundial do Guarda-parques

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Você é nosso convidado especial para participar de mais uma edição do Café Virtual. O programa dessa vez será em homenagem ao Dia Mundial dos Guarda-Parques, servidores que ajudam a preservar e a proteger o Meio Ambiente. O evento será realizado amanhã (quinta, 30 de julho), às 15h, diretamente da Sala do Zoom do Instituto Florestal. Após a inscrição, você receberá um e-mail de confirmação contendo informações sobre como entrar na reunião.

Inscreva-se CLICANDO AQUI

 

Dia do Agricultor: conheça as inovações da Secretaria de Agricultura e Abastecimento que facilitam a vida deste profissional

O Dia do Agricultor, comemorado hoje (28 de julho), marca as homenagens ao profissional que produz alimentos, gera renda e empregos e contribui ativamente para a economia paulista e brasileira. A Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo listou seis ações que facilitam o dia-a-dia dos agricultores, seja na realização de serviços, na capacitação. Confira abaixo.

 

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1- Novo normal: novas formas de levar tecnologia ao campo

Mesmo durante a pandemia, os trabalhos desenvolvidos pela Secretaria de Agricultura e Abastecimento não pararam. Pesquisadores, extensionistas e técnicos têm desenvolvido diversas ações para continuar levando informação e tecnologia para os agricultores. De abril a julho de 2020, por exemplo, os pesquisadores dos Institutos e unidades regionais da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA) participaram de 70 lives, aproximadamente. O acesso aos sites dos órgãos da Secretaria foi bastante expressivo de janeiro a julho de 2020: mais de um milhão e meio de acessos a notícias, pesquisas e serviços oferecidos pela Pasta.

Além disso, os Institutos têm se esforçado para realizar eventos online, como é o caso do Instituto de Tecnologia de Alimentos (ITAL-APTA), que por meio do Centro de Tecnologia de Frutas e Hortaliças (Fruthotec), realizará pela primeira vez o tradicional curso de industrialização de palmito de forma online. A capacitação deve ocorrer em novembro ou dezembro. O ITAL atuou na elaboração de normas do Codex Alimentarius relacionadas ao palmito em conserva que norteiam a imensa maioria da produção no Brasil e realiza essa capacitação obrigatória de profissionais da área há mais de 20 anos, tendo formado mais de 500 profissionais.

2 – Compartilhar informação para alavancar a produção

O setor cafeeiro tem uma ferramenta de comunicação importante para tratar de assuntos que vão da semente à xícara e que contribui para alavancar a produção de café. É a Rede Social do Café, uma ação que tem o pesquisador do Instituto Agronômico (IAC-APTA), Sérgio Parreiras Pereira, como mediador. Diariamente, os cafeicultores podem se atualizar sobre notícias relacionados a clima, cotação, comercialização e agroindústria, além de resultados científicos das instituições que compõem o Consórcio Pesquisa Café.

Neste período de pandemia, o acesso à rede, que existe há 14 anos, aumentou em 27% em números de usuários, 35% em novos usuários e 23% em visualização da página. Ao longo desses anos, a Rede teve 22 milhões de acesso de todos os Estados brasileiros e outros 165 países. “Na plataforma, os produtores de café têm acesso direto a conteúdos digitais com tecnologias e práticas que ao serem adotadas impactam positivament’e no cotidiano do seu sistema produtivo”, afirma Pereira.

3- Gedave

O sistema Gestão de Defesa Animal Vegetal (Gedave) modernizou e agilizou a vida dos agricultores nos últimos anos, permitindo a realização de diversos serviços sem a necessidade de se deslocar ao Escritório de Defesa Agropecuária. A mais recente funcionalidade do sistema eletrônico é a emissão digital da Permissão de Trânsito Vegetal (PTV), de forma totalmente independente, sem a necessidade da assinatura do engenheiro agrônomo do serviço oficial. A emissão é feita após o pagamento pelo serviço.

O documento é emitido ao final de um processo de certificação fitossanitária pela Secretaria, por meio da Coordenadoria de Defesa Agropecuária. Desde o início da liberação do sistema, foram emitidas 3.979 PTVs, sendo que 2.404 emitidas pelo produtor ou seu responsável técnico, o que representa 60,41% do total emitido.

4 – App calcula o Valor Venal da propriedade

A Calculadora do Valor Venal da Terra Rural, primeiro aplicativo desenvolvido pela Secretaria de Agricultura, permite que, ao informar o município, área e categoria da terra rural, o interessado tenha na tela do celular, em questão de segundos, o valor venal de uma propriedade. Uma informação preciosa, que permite ao agricultor recolher corretamente os impostos, comprar e vender um imóvel e resolver questões ligadas à Justiça, e totalmente gratuita.

O app foi desenvolvido no âmbito do Instituto de Economia Agrícola (IEA-APTA) do projeto de modernização da metodologia para cálculo dos índices preços de terras, que passou a contar com 12 informações sobre cada um dos 645 municípios, o que permitiu a ponderação de uma média muito mais confiável. Além de servir de base para o cálculo do Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural (ITR), a ferramenta também facilita o recolhimento do Imposto sobre Transmissão Causa Mortis e Doação (ITCMD). Está disponível nas plataformas de aplicativos para Android e IOS.

5- Apoio ao agricultor

Para garantir o acesso às políticas públicas destinadas ao agricultor, que presencialmente conta com a capilaridade das Casas da Agricultura em todo o Estado, a Coordenadoria de Desenvolvimento Rural Sustentável (CDRS), órgão de extensão rural e assistência técnica da Secretaria, tem buscado meios de agilizar o atendimento, utilizando-se do teletrabalho e de ferramentas tecnológicas sem descuidar do necessário distanciamento social.

Uma das facilidades disponíveis ao produtor é o preenchimento e entrega digital das Declarações de Conformidade à Atividade Agrícola (DCAA) e de Conformidade à Atividade Aquícola (DCAAq). A DCAA é uma ferramenta muito importante que possibilita o acesso ao crédito. Todas as orientações estão descritas no site da CDRS (www.cdrs.sp.gov.br).

Outras atividades da equipe de extensão rural em teletrabalho neste período de pandemia visam ouvir os produtores, promover sondagens com entrevistas relativas à pandemia, levantamentos sobre abastecimentos e relatórios que possam direcionar as ações do Estado à viabilização de novas políticas públicas diante das grandes mudanças em todos os cenários.

6 – Orientação nas compras públicas

As compras públicas representam uma importante atividade na geração de renda aos agricultores paulistas. O Sistema Edital Paulista, ferramenta online gratuita da Secretaria visa orientar e dar transparência às chamadas públicas de compras de alimentos. Criado pela Coordenadoria de Desenvolvimento dos Agronegócios (Codeagro), o sistema oferece informações e meios para acompanhar e participar dos editais de compras públicas dos Programas Nacional de Alimentação Escolar (Pnae) e Paulista da Agricultura de Interesse Social (Ppais) em andamento.

Além da divulgação de editais e referência de preços, há um passo a passo na elaboração de editais para chamamento e estatísticas com dados tabulados a partir da demanda das unidades compradoras. Esclarecimentos podem ser obtidos pelo email: compraspublicas@codeagro.sp.gov.br.

Fonte: Assessoria de Imprensa – APTA

Vídeo: Funcionários do Instituto Butantan falam de suas expectativas em relação à vacina contra o coronavírus

Quando as doses da candidata da Sinovac desembarcaram em São Paulo, as equipes do almoxarifado e do setor de rotulagem do Instituto Butantan estavam a postos esperando por elas, para começar a distribuição aos centros de pesquisa clínica vão acompanhar os resultados. Alguns destes funcionários falaram ao Canal Butantan, no Youtube, sobre seus sentimentos em relação a este grande passo em direção à uma vacina que poderá estar acessível a todos os brasileiros, caso sua eficácia seja comprovada. Assista o vídeo.

Instituto de Saúde e Butantan desenvolvem estudo sobre a saúde mental dos profissionais de saúde durante a pandemia

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O Instituto de Saúde, em parceria com o Instituto Butantan, dá início a um projeto que tem como tema central a saúde mental de profissionais de saúde durante a pandemia do coronavírus. O projeto realizará uma avaliação longitudinal, coletando dados de profissionais de saúde que atuam hospitais, que serão sorteados, situados em diferentes localidades do Estado, como a própria capital, a Grande São Paulo e o Interior.

Segundo Tazio Vanni, médico infectologista e pesquisador do Instituto Butantan, a ideia de fazer essa amostragem por sorteio permite ter controle sobre qual é a população alvo, qual o seu grau de resposta, ou até de não resposta, para que o projeto possa abranger diferentes grupos de profissionais.

“Nosso objetivo é conhecer a realidade e as condições de trabalho dos profissionais de saúde que atuam em hospitais aqui no estado de São Paulo, […] se esses profissionais estão tendo acesso e estão aderindo as medidas de prevenção, qual a percepção que eles têm sobre o risco de contágio e o impacto desse momento de pandemia na saúde mental desses trabalhadores”, afirma Sonia Venancio, vice diretora do Instituto de Saúde e coordenadora do projeto.

O estudo será baseado em um instrumento validado para a população utilizado para avaliações de saúde mental, visando entender o quanto a epidemia está afetando o planejamento pessoal, a satisfação e grau de felicidade desses profissionais. Além da questão emocional será avaliada a percepção do risco físico, o quanto essas pessoas se sentem expostas e o quanto acham que estão expondo seus familiares; se consideram quais os riscos que isso pode ocasionar para elas em médio e longo prazo, e calculando tudo isso se ela ainda está disposta a ajudar as pessoas a se manter na linha de frente do combate da doença.

“A metodologia já foi feita em Hong Kong durante a SARS-COV-1, em 2003, e se viu que tinha um impacto importante, até porque naquele momento teve um efeito dominó no sistema de saúde, então eles queriam entender porque algumas pessoas estavam estrando em estafa não só do ponto de vista físico, mas também mental”, diz Tazio.

O estudo será divido em três ondas, a primeira tendo início imediato durante o atual estágio da pandemia. As duas seguintes serão iniciadas após a diminuição da taxa de contágio e a estabilização da doença. Alguns dos profissionais serão avaliados durante as três ondas para que se possa perceber se há um efeito acumulativo em seus diagnósticos. “Isso [estafa física e mental] talvez também esteja acontecendo aqui no Brasil, salvando as devidas proporções, mas se não olharmos não vamos saber, se não soubermos não vamos poder fazer nada para ajudar essas pessoas que estão assistindo quem mais precisa”, afirma Vanni.

Fonte: Núcleo de Comunicação Técnico-Científica

Instituto Geológico divulga diagnóstico da contaminação potencial por nitrato nos aquíferos Bauru e Guarani

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O Instituto Geológico (IG), órgão vinculado à Secretaria de Infraestrutura e Meio Ambiente (SIMA), e o Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo (IPT) apresentaram durante os dias 14, 15, 16 e 17 de julho, em formato de webinars, os resultados do projeto de pesquisa “Delimitação das Zonas Potenciais à Contaminação por Nitrato nas Águas Subterrâneas dos Sistemas Aquíferos Bauru e Guarani, no Estado de São Paulo”.

O estudo, financiado pelo Fundo Estadual de Recursos Hídricos (FEHIDRO), por meio do Comitê Coordenador do Plano Estadual de Recursos Hídricos (CORHi) do Conselho Estadual de Recursos Hídricos (CRH), abrangeu as áreas urbanas de 304 municípios paulistas, distribuídos ao longo de 15 comitês de bacias hidrográficas (CBHs).

A pesquisa foi divulgada em encontros virtuais para os presidentes, secretários executivos e demais integrantes de 12 CBHs: Piracicaba/Capivari/Jundiaí (CBH-PCJ), Alto Paranapanema (CBH-ALPA), Sorocaba/Médio Tietê (CBH-SMT), Pardo (CBH-PARDO), Tietê-Jacaré (CBH-TJ), Sapucaí-Mirim/Grande (CBH-SMG), Mogi (CBH-MOGI), Baixo Pardo/Grande (CBH-BPG), Baixo Tietê (CBH-BT), Tietê/Batalha (CBH-TB), Turvo/Grande (CBH-TG) e São José dos Dourados (CBH-SJD). Para os demais CBHs, a equipe de pesquisadores do IG e do IPT promoveu um evento presencial em 16 de março de 2020 e que antecedeu às ações de combate à pandemia da COVID-19, sendo eles: Médio Paranapanema (CBH-MP), Aguapeí/Peixe (CBH-AP) e Pontal do Paranapanema (CBH-PP).

“Trata-se de uma abordagem regional inédita. Com os resultados podemos efetuar a discussão com os membros dos comitês de bacias hidrográficas e técnicos interessados nesse tema emergente, além de iniciar o importante diálogo com a sociedade sobre os possíveis problemas com o nitrato e soluções para o seu enfrentamento”, disse o secretário da SIMA, Marcos Penido. Já na abertura dos eventos, no primeiro dia, o Subsecretário da SIMA Eduardo Trani relembrou o papel do Sistema Integrado de Gerenciamento de Recursos Hídricos do Estado de São Paulo (SIGRH), destacando a qualidade e a importância dos resultados obtidos no âmbito do projeto.

Por sua vez, o Eng. Rui Brasil Assis, coordenador da CRHi (Coordenadoria de Recursos Hídricos do Estado de São Paulo) declarou que “esse conhecimento é muito valioso para toda a sociedade, mas principalmente para o Departamento de Águas e Energia (DAEE) e a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (CETESB), que podem utilizar as informações para o licenciamento ambiental. Os municípios ganharam mais um subsídio para incorporarem em seus Planos Diretores”.

Os quatro dias de evento foram bastante dinâmicos, onde os palestrantes procuraram enfocar os resultados obtidos nos municípios que fazem parte dos CBHs envolvidos. Durante os webinars os pesquisadores do IG e do IPT responderam às perguntas dos participantes, sempre em número expressivo. Assim, está sendo elaborado um caderno de “perguntas e respostas” que, oportunamente, será disponibilizado na mídia. O evento contou com a participação de 1.152 profissionais na área de recursos hídricos e demais interessados pelo tema.

A coordenadora do projeto, Claudia Varnier, pesquisadora do Núcleo de Hidrogeologia do IG, explicou que “o nitrato é o contaminante inorgânico de maior ocorrência em aquíferos no mundo devido à sua alta mobilidade e persistência, sendo motivo de preocupação dos gestores de recursos hídricos em função do crescente aumento do número de casos reportados”. A pesquisadora ainda lembrou que a principal fonte potencial de nitrato em áreas urbanas corresponde aos sistemas de saneamento, dos quais destacam-se as fossas sépticas e os vazamentos das redes coletoras de esgoto.

Os dados e informações obtidos no estudo demonstraram que, segundo a pesquisadora do Laboratório de Recursos Hídricos e Avaliação Geoambiental (Labgeo) do IPT, Tatiana Tavares, “a maior porcentagem das áreas dos municípios estudados possui classificação moderada quanto ao potencial de contaminação por nitrato. As áreas cujo potencial de contaminação foi classificado como elevado, situam-se, principalmente, nas zonas centrais das áreas urbanas desses municípios”.

Uma priorização dos municípios foi feita para futura execução de estudos de detalhe e ações de gestão, sendo prioritários aqueles que são abastecidos total ou parcialmente por água subterrânea e onde ocorrem concentrações de nitrato acima do padrão de potabilidade (>10 mg/L N-NO3–) ou dentro do Valor de Alerta (5 a 10 mg/L N-NO3–). Tais localidades possuem áreas de carga potencial elevada para esse contaminante.

De acordo com o pesquisador José Luiz Albuquerque Filho, coordenador dos trabalhos pelo Labgeo/IPT, “essa pesquisa constitui instrumento para o enfrentamento do problema do nitrato nos aquíferos paulistas, constituindo-se em subsídio para o desenvolvimento de ações estratégicas por parte de todos os gestores públicos, das diversas esferas de governo e pelos comitês de bacia, lembrando que a água subterrânea é um recurso fundamental para a grande maioria dos municípios do Estado de São Paulo, considerada como fonte exclusiva para o abastecimento público das cidades”.

No documento são também apresentadas recomendações para a prevenção e mitigação do problema, abrangendo ações para os poços contaminados por nitrato, às áreas com carga potencial de nitrato elevada e alta criticidade. Os encontros foram mediados pelas pesquisadoras do Núcleo de Hidrogeologia do IG, Mara Akie Iritani, Marta Deucher e Sibele Ezaki.

Para assistir ao Webinar CLIQUE AQUI.

Fonte: Assessoria / Instituto Geológico

Vídeo: Diretor do Instituto Butantan fala sobre a satisfação de trazer ao Brasil possível vacina contra o coronavírus

Neste episódio da série Butantan na Pandemia, o diretor Dimas Covas fala da satisfação em ver o Instituto Butantan à frente do estudo com uma das três vacinas mais promissoras contra o coronavírus no mundo. Clique acima para assistir o vídeo.

Instituto Florestal discute permissão de uso da floresta estadual de Bebedouro

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O Instituto Florestal, órgão ligado à Secretaria de Infraestrutura e Meio Ambiente (SIMA), realizou no dia 15 de julho uma audiência com a comunidade científica para discutir a proposta de permissão de uso da Floresta Estadual de Bebedouro pelo município. A concessão é a título precário e gratuito pelo prazo de 30 anos dos 94,27 hectares de área.

“Estou absolutamente satisfeito com a audiência. Essa somatória de esforços na parceria consistente com a prefeitura trará benefícios para a população e o meio ambiente”, disse o diretor geral do IF, Luiz Alberto Bucci.

A área é destinada para a promoção de atividade de uso público, educação, recreação, lazer e turismo. As pesquisas em andamento no território não sofrerão qualquer alteração e a outorga é revogável a qualquer tempo.

“A floresta possui uma localização estratégica na entrada do município. Será um avanço para o turismo da região. Já temos projetos com instituições e iniciativa privada para desenvolver o lazer e a educação ambiental no local”, comentou o representante da prefeitura, Rogério Valverde.

A unidade foi fundada em 1928 pelo então governador Júlio Prestes com a finalidade de produzir e distribuir mudas oriunda da capital para fins de reflorestamento com espécies nativas e exóticas.

“Temos ótimos exemplos de outras áreas que também foram concedidas para prefeituras. São exemplos de gestão compartilhada, onde quem ganha é o cidadão com a inclusão social em um local bem cuidado para fazer contato intenso com a natureza”, destacou o subsecretário de Meio Ambiente, Eduardo Trani.

A audiência foi conduzida pelos técnicos do IF, Jose Luiz Carvalho e Elaine Rodrigues. Com a aprovação, o projeto segue agora para análise do Conselho Estadual do Meio Ambiente (Consema).

Fonte: Assessoria do Instituto Florestal

Instituto de Pesca realiza pesquisas que podem viabilizar produção de salmão no Brasil

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Queridinhos dos apreciadores de comida japonesa, o salmão e a truta são peixes cada vez mais procurados pela população paulista e brasileira. Classificados como salmonídeos, originários do hemisfério norte, as duas espécies ocupam parcela significativa da piscicultura comercial e da pesca esportiva e são objeto de estudos científicos da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, que mantém há mais de 50 anos a Unidade de Pesquisa e Desenvolvimento de Campos do Jordão do Instituto de Pesca (IP-APTA), referência no Brasil e exterior em pesquisas com salmonídeos.

Criada em 1964 para promover o desenvolvimento da truticultura nas regiões serranas do Sudeste brasileiro, a Unidade de Pesquisa se mantém na vanguarda, na fronteira do conhecimento, ao desenvolver projetos de pesquisa na área de biotecnologia, que permitiu resultado inédito que pode viabilizar a produção de salmão do Atlântico em águas brasileiras, por meio de processo de aceleração da reprodução do peixe.

Os projetos foram conhecidos de perto pelo secretário de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, Gustavo Junqueira, que visitou a Unidade em 20 de julho, acompanhado pelo diretor do Instituto de Pesca, Vander Bruno dos Santos. Durante a visita, Junqueira conheceu as instalações da Unidade e acompanhou todo o processo de desova, incubação e alevinagem dos peixes. O secretário visitou ainda a Truticultura Ecoparque Pesca e Montanha, parceira do Instituto.

Biotecnologia: barriga de aluguel

Pesquisa inédita do Instituto de Pesca possibilitou a geração de alevinos de salmão do Atlântico em dois anos – enquanto naturalmente são necessários quatro anos para a reprodução do peixe. A celeridade do processo está na utilização da truta arco-íris como barriga de aluguel para produção do salmão.

Com a técnica, é possível acelerar o processo de melhoramento genético do salmão do Atlântico em até metade do tempo que seria necessário, levando em conta os métodos tradicionais. O estudo foi liderado pelo cientista do programa Jovem Pesquisador em Centros Emergentes da FAPESP, Ricardo Hattori, que desenvolveu a pesquisa no IP entre 2015 e 2019.

A dificuldade de se produzir salmão no Brasil está na temperatura das águas dos rios. A pesquisadora Yara Aiko Tabata explica que os salmonídeos, que englobam os salmões e trutas, existentes no País são do tipo landlocked, ou seja, que fazem o ciclo de vida completo em água doce. No caso da truta, o seu cultivo é mais difundido no Brasil, pois ela já se encontra aclimatada e apresenta bons índices reprodutivos em águas com temperatura de 10º a 12ºC. Já o salmão do Atlântico requer temperaturas mais baixas, ao redor de 8ºC.

“Se esta limitação é tida como um entrave para seu desenvolvimento, por outro lado, o fato de não encontrar em nossas águas temperaturas compatíveis para sua reprodução natural pode ser considerado uma condição interessante para que esta espécie venha a ser empregada como uma alternativa na pesca recreativa, sem riscos para o meio ambiente em caso de eventuais escapes”, explica Yara.

Segundo os pesquisadores, para realizar o melhoramento genético das espécies são necessárias várias gerações. Considerando um processo de melhoramento de três gerações, como o salmão leva cerca de quatro anos para atingir a idade reprodutiva, este processo levaria no mínimo 12 anos. Com a barriga de aluguel, é possível encurtar esse período pela metade.

Os resultados dos estudos foram publicados na revista científica Aquaculture, de relevância internacional. Outro estudo liderado por Hattori sobre linhagens de truta azul foi publicado neste ano na renomada revista científica Plos One.

Tecnologias paulistas em todas as regiões produtoras de truta do Brasil

A Unidade do Instituto de Pesca (IP), da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA), atua na geração e difusão de tecnologias voltadas para a melhoria da qualidade da truta e a diversificação de produtos de valor agregado. Suas pesquisas e resultados podem ser vistos em todas as regiões produtoras de truta do Brasil: São Paulo, Rio de Janeiro, Santa Catarina, Minas Gerais e Paraná.

Anualmente, a unidade de pesquisa transfere ovos de truta para 50 produtores, aproximadamente, atendendo 10% da demanda nacional por ovos. Mais de um milhão de ovos são disponibilizados por ano, que são usados para melhorar a qualidade de 210 toneladas de truta produzidas no Brasil.

Entre resultados de pesquisa marcantes está a reversão sexual da truta para produção de lotes 100% fêmeas, aumentando a produtividade ao eliminar os machos sexualmente precoces e a triploidização, que consiste na manipulação cromossômica para a produção de lotes de peixes estéreis a fim de aumentar a produtividade por meio da eliminação da atividade reprodutiva, obtendo trutas de grande porte, com filés altos.

A truticultura brasileira é formada por pequenos produtores, por isso, uma forma de aumentar a renda desses profissionais é o uso de tecnologias que agreguem valor à produção.Uma grande contribuição do IP neste sentido foi a viabilização no Brasil da técnica de salmonização da truta, ou seja, o processo de pigmentação da carne com caroteinoide adicionado à ração, deixando a carne do peixe em tom rosa, característica que agrada aos consumidores. Outro resultado foi o desenvolvimento do “caviar de truta”, um produto de grande aceitação na alta gastronomia.

Fonte: Assessoria de Imprensa – APTA

Coronavírus: Diretor do Instituto Butantan se diz otimista com resultados da vacina

Diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, disse ontem (21) que está muito esperançoso com as chances de sucesso da vacina contra o novo coronavírus que será testada pelo governo de São Paulo em parceria com o laboratório chinês Sinovac. De acordo com Covas, o nível de otimismo, entre 0 e 10, é 11.

Fonte: UOL

Webinar do Instituto de Saúde vai mostrar o mapa da Covid-19 no Brasil

“Mapeando COVID-19″ é o título da última edição da revista Metodologias e Aprendizado, dedicado aos métodos de georreferenciamento da expansão da pandemia nos territórios. O próximo webinar do Instituto de Saúde, na quinta-feira, 23 de julho, às 15 horas, irá explorar esse método de pesquisa e seus resultados no Brasil.

“O webinar irá tratar da importância de dados que podem ser posicionados em determinada região geográfica, tendo por base suas coordenadas na análise do espaço geográfico”, diz o geógrafo Eduardo Werneck, professor do Instituto Federal Catarinense – IFC e editor da revista, um dos convidados participantes do encontro.

O evento contará ainda com a presença de Fernando Heck, professor de Geografia do Instituto Federal de São Paulo (IFSP) em Tupã (SP) que irá apresentar seu estudo “Os territórios da degradação do trabalho na Região Sul e o arranjo organizado a partir da COVID-19”; e do urbanista Leandro Ludwig, mestre em desenvolvimento regional, autor da nota técnica ”A COVID-19 em Movimento: efeitos emergentes da rede urbana na propagação espacial da COVID-19 em Santa Catarina”, do Núcleo de Estudos da Tecnociência da Universidade Regional de Blumenau. A mediação será de Lígia Duarte, pesquisadora do Núcleo de Serviços e Sistemas de Saúde do Instituto de Saúde.

Fernando analisou os dados relativos à localização dos frigoríficos e dos casos confirmados da doença por município, utilizando modelos convencionais da cartografia temática e técnicas de geoestatística. Os resultados sugerem áreas críticas e potencialmente críticas, considerando a similaridade e a difusão espacial da doença no âmbito local e regional. Aponta também para a preocupação com a disseminação da doença em virtude dos movimentos pendulares de trabalhadores e trabalhadoras e os frigoríficos como potenciais centros de difusão da COVID-19.

Leandro Ludwig convida o público a conversar sobre como a COVID-19 se expressa territorialmente nas redes urbanas, a partir de um estudo feito em Santa Catarina. “Imagine uma região metropolitana com alta densidade populacional e muita mobilidade de pessoas. Essa região tende a ter uma maior propagação do vírus que outra região do interior que possuí pouca mobilidade e densidade de pessoas. São essas relações que iremos discutir! Isso é importante para entendermos como aspectos de mobilidade, economia e densidade influenciam na propagação do vírus”.

Assista o webinar Rede Urbana e Saúde do Trabalhador na Pandemia: contribuições das informações georreferenciadas para o debate, na próxima quinta-feira, 23 de julho, às 15 horas, no canal do Instituto de Saúde no YouTube ou nesta postagem da APqC.

Fonte: Assessoria de Imprensa do Instituto de Saúde

Instituto Butantan inicia hoje testes da vacina contra o coronavírus em voluntários

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Os testes com os voluntários da vacina chinesa contra o coronavírus devem começar nesta segunda-feira em São Paulo após parceria com o Instituto Butantan, segundo o governo do estado. As doses da vacina do laboratório chinês Sinovac Biotech chegaram no aeroporto de Cumbica, em Guarulhos, na Grande São Paulo, na madrugada de hoje (20).

O avião com as vacinas saiu de Frankfurt, na Alemanha, e, após 11 horas de viagem, pousou por volta das 4h20 no Aeroporto Internacional de São Paulo. As vacinas serão levadas para o Instituto Butantan, na Zona Oeste de São Paulo.

Nesta terceira fase de testes, 9 mil voluntários irão receber a vacina contra o coronavírus. O Instituto Emílio Ribas, na Zona Oeste de São Paulo, começou a cadastrar na última quarta-feira (15) os voluntários. As inscrições continuam abertas e a prioridade é testar os profissionais da área da saúde.

De acordo com o governo estadual, o Instituto Butantan está adaptando uma fábrica para a produção da vacina. A capacidade de produção é de até 100 milhões de doses. O acordo com o laboratório chinês prevê que, se a vacina for efetiva, o Brasil ficará com 60 milhões de doses para distribuição.

A parceria entre o laboratório chinês e o Butantan foi anunciada no dia 11 de junho. Na ocasião, o governador João Doria (PSDB) disse que, se comprovada a eficácia e segurança da vacina, ela será disponibilizada no SUS a partir de junho de 2021.

Esses novos testes da fase 3 da CoronaVac, nome da vacina, serão feitos em larga escala e precisam fornecer uma avaliação definitiva da eficácia e segurança, isto é, a vacina precisa ser capaz de criar anticorpos para imunizar contra a Covid-19

Outra vacina que também está na terceira fase é a de Oxford, que será testada no Brasil pela Universidade Federal de São Paulo. Ela foi a primeira a receber autorização da Anvisa para os testes no país.

Centros de pesquisa

O Emílio Ribas é um dos doze centros pesquisa no país selecionados para a última fase de teste da vacina. O espaço recebia as últimas adaptações na semana passada para que 700 voluntários possam receber as doses a partir desta segunda-feira (20). (Veja o vídeo abaixo)

“Da mesma maneira que a gente sempre quer que alguém descubra a vacina, é importante que a gente também contribua para que isso aconteça”, afirmou uma médica de UTI que se inscreveu, mas que não pode ser identificada para não prejudicar a pesquisa.

Toda vacina precisa passar por etapas importantes até ser aprovada. Após a fase pré-clinica, com testes em animais, há 3 fases de testes em humanos. Os testes precisam comprovar que a vacina é realmente segura, que produz anticorpos e protege contra o vírus.

Vacina chinesa

No dia 13 de julho, começou a inscrição de voluntários para a terceira fase de testes da vacina contra o novo coronavírus desenvolvida pela farmacêutica chinesa de biotecnologia Sinovac em parceria com o Instituto Butantan. Apenas profissionais de saúde que estejam atuando diretamente no combate à Covid-19 poderão participar do estudo.

Outros pré-requisitos são que os voluntários não tenham se contaminado pela doença anteriormente, mulheres não estejam grávidas ou planejem engravidar nos próximos três meses, e que os voluntários morem perto de um dos 12 centros de pesquisa que conduzirão o projeto.

Em todo o Brasil, serão escolhidos 9 mil voluntários distribuídos em São Paulo, Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Paraná e Distrito Federal.

A inscrição e triagem inicial dos voluntários foi realizada pela internet com profissionais da saúde. Cada centros de pesquisa ficará responsável pelas informações coletadas dos voluntários, que serão sigilosas.

Em 3 de julho, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) liberou a nova etapa do projeto. Dias depois, o governador João Doria (PSDB) anunciou que a Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (Conep) também aprovou a realização dos testes.

CoronaVac

A vacina da Sinovac já foi aprovada para testes clínicos na China. Ela usa uma versão do vírus inativado. Isso quer dizer que não há a presença do coronavírus Sars-Cov-2 vivo na solução, o que reduz os riscos deste tipo de imunização.

Vacinas inativadas são compostas pelo vírus morto ou por partes dele. Isso garante que ele não consiga se duplicar no sistema. É o mesmo princípio das vacinas contra a hepatite e a influenza (gripe).

Ela implanta uma espécie de memória celular responsável por ativar a imunidade de quem é vacinado. Quando entra em contato com o coronavírus ativo, o corpo já está preparado para induzir uma resposta imune.

Cientistas chineses chegaram à fase clínica de testes – ensaios em humanos – em outras três vacinas. Uma produzida por militares em colaboração com a CanSino Biologics, e mais duas desenvolvidas pela estatal China National Biotec.

Fonte: G1

Governo de SP reabre parques públicos com restrições

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O Governador João Doria anunciou recentemente a retomada de visitação dos parques na capital, que se encontra na fase amarela do Plano São Paulo. Nove dos 16 parques já estão abertos com restrição de portões e de horário de funcionamento e regras específicas. A Secretaria de Infraestrutura e Meio Ambiente vai monitorar as atividades e comportamento da população nos espaços durante as primeiras semanas para deliberar sobre a abertura integral.

Os parques urbanos Villa-Lobos, Cândido Portinari, Água Branca e Ecológico do Tietê funcionarão de segunda a sexta, das 10h às 16h. Espaços fechados como bibliotecas, salas de atividades, museus e orquidários permanecerão com restrição. Será recomendada visita ao parque apenas para atividades físicas individuais como corridas, caminhadas, ciclismo, entre outras.

O mesmo horário será seguido pelos parques naturais Jaraguá e Cantareira (Núcleo Pedra Grande), cujas visitas deverão ser agendadas com antecedência mínima de 24 horas por meio do Site da Fundação Florestal, órgão responsável pelas duas Unidades de Conservação, e obedecer o limite de 30% da capacidade. As trilhas com ocorrência de mamíferos e cachoeiras permanecerão fechadas.

Já o Zoológico, Zoo Safari e Jardim Botânico estarão abertos de segunda a sexta-feira, das 10h às 16h; sábados, domingos e feriados das 9h às 16h, com restrição de 50% dos ingressos. Nesta etapa, apenas a área de visitação aberta poderá ser utilizada. Os espaços fechados, tais como as exposições educativas, continuarão sem receber visitantes. Para visitação ao Zoo Safári, será permitido uso apenas de veículos particulares (o serviço de vans estará suspenso). O acesso às áreas comuns, como sanitários, lanchonetes e loja de lembranças, será permitido mediante utilização de máscara. Para o acesso de veículos, haverá desinfecção das rodas por meio de pulverizador e solução de hipoclorito de sódio na portaria.

Em todos os locais, a limpeza e desinfecção dos banheiros serão intensificadas. O uso de máscara continuará obrigatório, bem como o distanciamento social. Os permissionários de alimentação deverão seguir as regras específicas do setor e haverá totens com álcool gel em pontos estratégicos. Não será recomendado o uso de quadras e parquinhos.

Os protocolos estarão disponíveis na tarde desta sexta-feira (10) no site da Secretaria de Infraestrutura e Meio Ambiente (aqui). Também serão publicados no Diário Oficial do Estado.

Serviço
Parques Urbanos – Portarias

Água Branca
Av Francisco Matarazzo, 455 – portão principal
Rua Dona Ana Pimentel, s/n
Villa-Lobos
Av Prof Fonseca Rodrigues, 2001 – portaria principal
Av Prof Fonseca Rodrigues, 1025 – portão 3
Candido Portinari
Av Queiroz Filho, 1365
Parque Ecológico do Tietê
Rodovia Parque, 8054

Agendamento Fundação Florestal
Cantareira (Núcleo Pedra grande), Jaraguá
Agendamento por meio do site (aqui)

Zoológico e Zoo Safari (aqui)

Para mais informações sobre a visitação no Zoológico e Zoo Safari acesse este link (aqui).

Parques temáticos
Os parques temáticos e de diversão poderão reabrir a partir de 12 de outubro em regiões que estejam na fase verde há pelo menos 28 dias consecutivos. Haverá limitações previstas no Plano São Paulo: ocupação máxima de 60%, público em pé com distanciamento social (haverá marcações para delimitar a distância mínima) e uso de máscaras em todos os ambientes. Também será necessário haver venda de ingressos ou inscrições online, com marcação de assentos e horários pré-agendados, e controle de acesso para garantir a lotação autorizada. Os parques deverão adotar protocolos específicos para o setor e para brinquedos que geram aglomeração.

Fonte: Assessoria de imprensa

Vídeo mostra a importância do Instituto Pasteur no controle da raiva animal em SP

O Instituto Pasteur é uma entidade centenária ligada à Secretaria da Saúde do Governo do Estado de São Paulo dedicada à pesquisa científica sobre a raiva animal, doença infecciosa que atinge o sistema nervoso central e que através da transmissão do vírus pode contaminar todos os grupos de mamíferos, sendo potencialmente fatal em casos mais graves.

A grande missão do Instituto é, com as atividades em laboratórios e projetos de pesquisa, controlar e atentar a população em relação à raiva e outras encefalites virais fazendo atividades de laboratório com pesquisas e inovações.

Assista o vídeo abaixo que traz a participação de pesquisadores associados à APqC.

Após ação da APqC, Tribunal de Justiça do Estado de SP isenta pesquisadores do aumento da contribuição previdenciária

apqc1Atenção! Informe da Assessoria  Jurídica da APqC:

Prezados Pesquisadores,
saiu hoje (16/07) a decisão que concede a
tutela de urgência para suspender em relação a todos os associados da APqC a exigibilidade da diferença de alíquota derivada dos artigos 30 e 31 da Lei Complementar Estadual no 1.354/2020. Com essa decisão, os pesquisadores associados ficam isentos do aumento da alíquota previdenciária.

A decisão é decorrente da iniciativa da Associação de ingressar em juízo contra progressividade da alíquota de contribuição previdenciária e ampliação da base contributiva aos aposentados e pensionistas, previstas na Reforma Previdenciária do Estado de São Paulo.

Leia mais sobre a ação movida pela APqC clicando aqui.

Instituto Geológico de SP abre inscrições para bolsas de iniciação científica

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Estão abertas as inscrições para Bolsas de Iniciação Científica – Ensino Superior do Programa de Iniciação Científica do Instituto Geológico (PIBIC-IG/CNPq).

Com foco na criação de uma cultura científica, o PIBIC é um programa do CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico) voltado para o desenvolvimento do pensamento científico e iniciação à pesquisa de estudantes de graduação do ensino superior. O CNPq é uma agência do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), destinada ao fomento da pesquisa científica e tecnológica e à formação de recursos humanos para a pesquisa no País.

A bolsa concedida possui duração de 01 de agosto de 2020 a 31 de julho de 2021, e a mensalidade é de R$ 400,00 (quatrocentos reais). O processo seletivo será feito no Instituto Geológico, a partir do Edital e da Resolução Normativa 017/2006 do CNPq, disponível AQUI.

A cota de bolsas concedidas ao Instituto Geológico será divulgada, oportunamente, pelo CNPq.

Período das Inscrições: 04 a 31 de julho de 2020.

Saiba mais:

Edital (clique aqui)

Formulário de inscrição (clique aqui)

Informações sobre Bolsa de Iniciação Científica para o Ensino Médio (clique aqui)

Instituto Florestal promove live sobre cultivo de Jequitibá Rosa e Louro Pardo

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Hoje (quarta-feira, 15 de julho), pontualmente às 20h, a Futuro Florestal promoverá uma Live Especial para todos aqueles que querem conhecer mais sobre o Cultivo de Jequitibá Rosa e Louro Pardo. Nossos diretores especialistas receberão o convidado Miguel Luiz Menezes Freitas, pesquisador científico do Instituto Florestal de São Paulo, doutor em Genética e Melhoramento de Plantas, coordenador do Grupo de Conservação Genética e Melhoramento Florestal e membro da Associação dos Pesquisadores Científicos do Estado de São Paulo (APqC). O tema será o Potencial do Jequitibá Rosa e do Louro Pardo para a produção de Madeira Nobre em plantios comerciais.

Prepare suas perguntas!.

Para assistir acesse o link e faça seu cadastro clicando no link abaixo:

Futuro Florestal

Instituto de Zootecnia comemora 115 anos com programação especial no YouTube

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Fundado em 15 de julho de 1905, com a missão de “desenvolver e transferir tecnologia e insumos para a sustentabilidade dos sistemas de produção animal”, o Instituto de Zootecnia (IZ), pertencente à Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios, vinculados à Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, completa 115 anos de existência amanhã (15).

Entre outras contribuições à agricultura e a pecuária, o IZ é pioneiro na pesquisa científica mundial com a raça Nelore e destaca-se pela geração de uma série de benefícios ao meio científico, ao meio técnico e aos pecuaristas (pesquisa e desenvolvimento de tecnologias e serviços à disposição do agronegócio paulista).

Para comemorar seu 115º aniversário, o IZ preparou uma programação especial com uma série de lives, trazendo conversas e palestras com especialistas que abordarão temáticas como a genética na produção de carne, caraterísticas das pastagens, inovação na qualidade do leite, entre outras.

Amanhã (15), às 17h no YouTube, o tema da live será “Como o IZ chega à sua mesa”, e contará com os palestrantes Gustavo Junqueira (Secretário de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo), Dr. Luiz Marques da Silva Ayroza (Diretor Técnico de Departamento do Instituto de Zootecnia), Dra. Joslaine Noely dos Santos Gonçalves Cyrillo (Pesquisadora e Diretora do Centro Avançado de Pesquisa de Bovinos de Corte, do Instituto de Zootecnia), Dr. Luiz Carlos Roma Júnior (Pesquisador e Diretor do Centro de Pesquisa de Bovinos de Leite, do Instituto de Zootecnia), Dr. José Evandro de Moraes (Pesquisador do Centro de Pesquisa de Zootecnia Diversificada, do Instituto de Zootecnia), entre outras participações especiais.

Na sequência o IZ promove alguns webinários:

No dia 16 (quinta), às 10h, sempre no Youtube, o webinar será sobre a cadeia produtiva da carne, com o tema “Contribuição da genética na produção de Carne”. Participam os seguintes palestrantes: Dra. Maria Eugênia Zerlotti Mercadante (Pesquisadora do Centro Avançado de Pesquisa de Bovinos de Corte, do Instituto de Zootecnia), Dr. Ricardo Abreu (Gerente de Fomento da Associação Brasileira dos Criadores de Zebu).

No mesmo dia 16, às 14h, o webinar discute as pastagens nas cadeias produtivas com o tema “A importância da produtividade e qualidade das pastagens para a cadeia produtiva”, com os palestrantes Dr. Waldssimiler Teixeira de Mattos (Pesquisador do Centro de Pesquisa de Nutrição Animal e Pastagens, do Instituto de Zootecnia) e Deyvid Rodrigues Bueno (Gerente de Desenvolvimento de Mercado da Fertiláqua).

No dia 17 (sexta), às 10h, o tema do webinar será a cadeia produtiva Leite, com a palestra “Inovação na qualidade do Leite”. A conversa será entre o Dr. Luiz Carlos Roma Júnior (Pesquisador e Diretor do Centro de Pesquisa de Bovinos de Leite do Instituto de Zootecnia) e a Dra. Flávia Fernanda Simili (Pesquisadora e Diretora do Laboratório de Referência em Qualidade do Leite do Instituto de Zootecnia.

Para acompanhar toda a programação basta acessar o canal do IZ no YouTube (clique aqui). Mais informações no site do instituto.

Fonte: Assessoria de imprensa

Instituto Butantan abre cadastro de voluntários para teste de vacina contra coronavírus

vacina

O Instituto Butantan abriu nesta segunda-feira (13) a plataforma de inscrição e triagem para quem deseja participar dos testes da Coronavac, vacina contra o coronavírus desenvolvida em parceria com o laboratório chinês Sinovac.

A previsão é que as primeiras doses comecem a ser aplicadas já na próxima segunda-feira (20).

As exigências incluem ser profissional da saúde e trabalhar com pacientes que estejam com covid-19. Além disso, não pode ter contraído o vírus ainda.

O formulário está disponível no site do governo de São Paulo (clique aqui). Após o preenchimento, o candidato vai ver se ele é um potencial voluntário ou não.

Caso esteja habilitado, será orientado a procurar um dos centros de pesquisa da área onde mora. Haverá testes em São Paulo, Rio de Janeiro, Distrito Federal, Minas Gerais, Paraná e Rio Grande do Sul.

Serão 9 mil voluntários, sendo que metade tomará a vacina e a outra metade receberá placebo. Esse tipo de estudo é duplo cego, em que paciente e aplicador não sabem quem está recebendo o quê.

Apenas os pesquisadores têm informações de quem recebeu o antígeno ou placebo. É um protocolo padrão usado em estudos científicos para não influenciar o resultado final.

Todos serão acompanhados pelo período de 12 meses, o que vai incluir exames rotineiros para dosagem de anticorpos contra o coronavírus.

O diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, voltou a afirmar que essa é uma das vacinas em estágio mais avançado de desenvolvimento.

“A China neste momento é o país que tem o maior número de vacinas para o coronavírus em estudos clínicos de fase 2 ou 3. A China tem 5 vacinas, o Reino Unido tem duas vacinas, Estados Unidos têm duas vacinas. Eu, particularmente, sou muito esperançoso de que nós teremos essa vacina muito rapidamente, até o final deste ano.”

Fonte: Assessoria com informações do R7

Laboratório do Instituto Biológico inicia diagnóstico para Covid-19

 

O Laboratório de Viroses de Bovídeos do Instituto Biológico (IB-APTA), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, iniciou o diagnóstico da Covid-19 (veja o vídeo acima). O Laboratório foi habilitado pelo Instituto Adolfo Lutz para colaborar no atendimento da pandemia pelo teste molecular (RT-qPCR) e tem capacidade para realizar dez mil análises por mês.

​A Secretaria de Agricultura e Abastecimento e a Secretaria da Segurança Pública assinaram Termo de Cooperação para a realização dos diagnósticos nos agentes de segurança pública. O objetivo é minimizar os efeitos da infecção e viabilizar o isolamento dos profissionais para evitar a transmissão da doença.

“Este é um momento em que precisamos trabalhar unidos e todos devem fazer sua parte e auxiliar no que for possível. Com isso em mente, nos mobilizamos para habilitar o laboratório da Pasta para realizar testes e ajudar no diagnóstico em São Paulo”, destaca o secretário de Agricultura e Abastecimento, Gustavo Junqueira.

A Polícia Militar contribuiu na manutenção das portas do Laboratório de Biossegurança Nível 3 (NB3) do IB para que os voluntários possam processar as amostras em segurança e evitar escape viral nas dependências do laboratório. O IB recebeu os insumos diagnósticos do Instituto Butantan, parte dos equipamentos de proteção individual (EPI) da empresa Boehringer Ingelheim Saúde Animal e microtubos e estantes da Innova Agrotecnologia. Outros laboratórios do próprio Instituto contribuíram com estantes, usadas para acondicionar e organizar os tubos das amostras dos pacientes.

“O termo de cooperação entre a Polícia Militar do Estado de São Paulo e o IB, por meio de parceria entre a Secretaria de Segurança Pública e a Secretaria de Agricultura, é de fundamental importância para a saúde dos nossos policiais militares, no sentido de disponibilizarmos o exame de RT-qPCR, que é considerado de padrão ouro, para o diagnóstico da Covid-19, onde são detectados o material genético do coronavírus. A partir desta parceria, manteremos o atendimento dos nossos policiais. A importância desse teste vai além do diagnóstico de Covid-19. Ele permite isolar o paciente e realizar a rastreabilidade de seus contactantes para monitoramento e controle da doença”, afirma Luciano Bottura, capitão médico da PM.

​Para o coordenador da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA), Antonio Batista Filho, a participação do Instituto Biológico na realização dos diagnósticos da Covid-19 só foi possível graças aos investimentos contínuos na modernização da infraestrutura dos Institutos de Pesquisa do Estado de São Paulo. “Nossas instituições possuem equipamentos de ponta e profissionais altamente capacitados que podem contribuir neste momento”, afirma.

Estruturas

​O Laboratório de Viroses de Bovídeos (LVB) do IB possui instalação de Biossegurança Nível 3 (NB3), estrutura que permite processar as amostras em ambiente biosseguro e evitar riscos de escape viral. Para atender o diagnóstico da Covid-19, as amostras são inativadas no laboratório NB3 e submetidas à RT-qPCR para Sars-CoV-2 no laboratório de Diagnóstico Molecular do LVB.

​“Uma força tarefa foi montada no Instituto Biológico para que pesquisadores do próprio Instituto, além de profissionais da Coordenadoria de Defesa Agropecuária fossem capacitados e treinados para a realização dos diagnósticos. Ao todo, dez profissionais estão atuando nessa atividade, realizando, principalmente, a recepção das amostras”, explica Liria Hiromi Okuda, pesquisadora do IB e responsável pelo NB3.

​Inaugurado em 2016, o espaço recebeu investimentos de R$ 2 milhões do Governo de São Paulo. A unidade cumpre os requisitos de Segurança Biológica Nível 3, estabelecidos pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) e é o único do Estado e um dos poucos do País da área animal a ter este nível de segurança.

O local possui acreditação pelo Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) com base na norma internacional ISO 17025, e é credenciado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) para diagnóstico de doenças virais que impactam o setor de produção agropecuário.

Fundamental para o apoio e a execução dos programas sanitários brasileiros, o laboratório do IB contribui para as certificações sanitárias de comércio nacional e internacional. A instalação estratégica permite a manipulação segura de materiais biológicos de origem animal e evita escape de microrganismos que poderiam colocar em risco a comunidade.

“Dessa forma podemos contribuir de forma segura no atendimento da pandemia”, explica Liria, médica-veterinária, com mestrado e doutorado na área de epidemiologia experimental aplicada às zoonoses, pela Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da Universidade de São Paulo (FMVZ/USP). Pesquisadora do IB desde 1997, realizou treinamento para diagnóstico da doença língua azul no Istituto Zooprofilático Dell’Abruzzo e del Molise “G. Caporale”, na Itália, e foi bolsista da Japan International Cooperation Agency, no Japão.

Fonte: Assessoria de comunicação da APTA

 

Especialista do ITAL participa de webinar sobre ingredientes saudáveis em alimentos e bebidas

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O terceiro webinar gratuito da Série Ingredientes Saudáveis em Alimentos e Bebidas, marcado para a próxima quarta-feira (15), às 16h, abordará proteínas doces e oligossacarídeos funcionais (fibras alimentares) com palestras de quatro doutores especialistas do Instituto de Tecnologia de Alimentos (Ital), vinculado à Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, da Escola de Engenharia de Lorena (EEL) e do Instituto de Física de São Carlos (IFSC), vinculados à Universidade de São Paulo (USP), e da Universidade Estadual Paulista (Unesp), campus Assis.

Para receber os links das transmissões, é preciso inscrever-se na página da série (clicando aqui), que é realizada pelo Ital em parceria com a EEL-USP e a Faculdade de Engenharia de Alimentos da Universidade Estadual de Campinas (FEA-Unicamp), com a mediação da pesquisadora e vice-diretora do Ital, Gisele Camargo. “Será uma oportunidade de conhecer as expertises dos pesquisadores em obter ingredientes alimentares usando a biotecnologia e biologia molecular, duas áreas em evidência para produção de ingredientes funcionais biológicos e tecnológicos”, pontua Maria Teresa Bertoldo Pacheco, pesquisadora do Centro de Ciência e Qualidade de Alimentos (CCQA) do Ital que abrirá as palestras.

Bióloga com doutorado em Ciências da Nutrição e pós-doutorado em Ciência dos Alimentos, Maria Teresa esclarecerá como funcionam os alimentos reestruturados, com substituição de calorias vazias do açúcar por calorias proteicas ou fibras alimentares. “A possibilidade de trocar o sabor doce da sacarose e frutose por uma proteína que expressa o sabor doce reduz não só o aporte de energia como o índice glicêmico dos alimentos, oferecendo maior segurança nutricional dos produtos alimentares”, complementa.

Graduado em Farmácia e Bioquímica com doutorado em Genética e Biologia Molecular de Microrganismos, o professor Fernando Segato, da EEL-USP, falará sobre o produção de compostos alternativos, considerando que os açúcares são utilizados nos mais diversos processos industriais dos setores de alimentos e farmacêutico, em especial a sacarose, cujo alto consumo está relacionado ao aumento da pressão sanguínea, de doenças cardiovasculares e da obesidade.

“Apesar de apresentarem vantagens quando comparados à sacarose, muitos adoçantes não possuem sabor similar, principalmente em se tratando dos adoçantes artificiais como aspartame, ciclamato, sacarina e sucralose, enquanto os adoçantes de origem natural têm apresentado diversas vantagens para a saúde”, lembra Segato, que detalhará classe de adoçante natural e entraves no uso.

Por sua vez, o professor Igor Polikarpov, do IFSC-USP, abordará os prebióticos, em sua maioria oligossacarídeos predominantemente produzidos pela degradação enzimática dos polissacarídeos provenientes de cereais e subprodutos e resíduos agrícolas. “Uma melhor compreensão de ação molecular de enzimas e a análise de suas características bioquímicas permitem formular os preparados enzimáticos destinados à degradação eficiente e rápida de parede celular de plantas e produção dos prebióticos modernos com perfil bioquímico definido e otimizado”, ressalta o físico, doutor em Ciências Físico-Matemáticas, com pós-doutorados feitos na Letônia, Alemanha e Inglaterra, que coordenou projetos em colaboração científica com União Europeia, Reino Unido, Argentina, Uruguai e Índia.

Para finalizar, o professor Pedro de Oliva Neto, da Faculdade de Ciências e Letras da Unesp Assis, resumirá a importância, produção e aplicação de frutooligossacarídeos e xilooligossacarídeos como ingredientes funcionais na alimentação humana e animal. “Apresentarei métodos de avaliação destes e outros prebióticos no crescimento de bactérias probióticas e Salmonella tiphimurium”, informa o docente, que é biólogo, mestre em Ciência de Alimentos e doutor em Engenharia de Alimentos e coordena os cursos de Ciências Biológicas e Engenharia Biotecnológica, além de lecionar na pós-graduação de Microbiologia Aplicada e no Programa de Doutorado em Bioenergia interinstitucional da USP, Unicamp e Unesp, assim como Polikarpov.

Confira os outros webinars

As gravações dos dois primeiros webinars, sobre lipídeos especiais e extratos fenólicos, estão disponíveis no canal do YouTube do Ital e no dia 29 será transmitido o último webinar da série sobre proteínas vegetais (plant-based), às 16h, através do perfil do Facebook e do canal no YouTube da Mentto, que apoia a série, junto à Fundação Shunji Nishimura de Tecnologia.

As quatro áreas abordadas pela série compõem a Plataforma Biotecnológica Integrada de Ingredientes Saudáveis (PBIS), parceria do Ital com a Unicamp e a USP envolvendo consórcio de empresas, cuja proposta de implantação está em fase de avaliação pela Fundação de Apoio à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) para integrar os Núcleos de Pesquisa Orientada a Problemas em São Paulo (NPOP-SP), no âmbito do Programa Ciência para o Desenvolvimento.

Para Maria Teresa, que coordena a proposta, a iniciativa está alinhada à sociedade contemporânea marcada por grande polaridade, inclusive em relação à alimentação saudável, pois “o conhecimento das necessidades nutricionais diárias nos diferentes estágios da vida nos permite elaborar cardápios e alimentos com o adequado aporte de nutrientes”. “Embora existam recomendações pelo consumo de alimento minimamente processados, a vida nos grandes centros urbanos gera a necessidade pelo consumo de alimentos seguros, que possam ser acondicionados por períodos longos, até mesmo pela dificuldade de deslocamento, de fácil preparo ou prontos para o consumo sem deixar de lado o aspecto da nutrição para a vida”, finaliza.

Fonte: Assessoria de imprensa do ITAL

Instituto Butantan prevê disponibilizar vacina contra Covid-19 até o fim do ano

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O diretor do Instituto Butantan, Dimas Tadeu Covas, afirmou ao Jornal da CBN que a vacina contra o coronavírus desenvolvida em parceria com o laboratório chinês Sinovac pode estar pronta para uso já no fim deste ano. Segundo ele, estudos apontaram que a proteção do medicamento ficou acima dos 90%. O especialista destacou que 60 milhões de doses estarão disponíveis em setembro, mas a distribuição só vai acontecer após a confirmação da eficiência.

“Esse estudo clínico deve acontecer muito rapidamente. Esperamos concluir [a análise dos resultados de] 9 mil voluntários, no máximo, até outubro. […] Quando você compara o grupo vacinado com o grupo controle, os resultados estatísticos podem aparecer muito rapidamente. Se esses resultados aparecerem ainda esse ano, nós podemos registrar a vacina em regime de urgência, e a partir daí, nós já teremos a vacina. No nosso acordo com a Sinovac, nós temos acesso a 60 milhões de doses a partir de setembro.”

Dimas Tadeu Covas também falou que apenas os profissionais da saúde poderão ser voluntários. Ele explicou que o objetivo é facilitar o experimento, já que a categoria está mais exposta ao coronavírus:

“Então, são profissionais da saúde com idade acima de 18 anos em sete centros do estado de São Paulo e cinco centros fora, em seis estados: Rio Grande do Sul, Paraná, São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Brasília. Esses centros farão o recrutamento. Quer dizer, cada um desses centros faz o seu recrutamento e acompanha os voluntários. Os voluntários são acompanhados com muita frequência, com todo o procedimento, que é controlado por uma agência internacional no sentido de garantir que o estudo está sendo bem feito dentro dos padrões éticos mundiais.”

O diretor do Instituto Butantan ainda disse que a pandemia está em franca ascensão no Brasil, principalmente no interior. Segundo ele, as medidas de restrição e flexibilização das atividades devem se estender até o fim deste ano em algumas regiões do país:

“Acho que vamos ter um bom período pela frente, com essas questões de quarentena, de ter que aumentar a quarentena. Nos lugares que estiverem um pouco melhor, você pode afrouxar um pouco, para não sufocar a atividade econômica. Mas nós vamos ter que aprender a conviver com a situação, que deve perdurar até outubro, novembro ou até dezembro em algumas regiões.”

A terceira fase de testes da vacina desenvolvida pelo Instituto Butantan começa no dia 20. Já o recrutamento dos voluntários que querem participar dos testes vai ter início na segunda-feira.

Fonte: CBN

Covid-19: Instituto Butantan e Fiocruz pesquisam vacinas simultaneamente

O Instituto Butantan de São Paulo e a Fundação Oswaldo Cruz – Fiocruz, do Rio de Janeiro, vinculada ao Ministério da Saúde, lideram os projetos de pesquisa para a produção de vacinas contra o novo coronavírus SARS-CoV-2 no Brasil. As instituições trabalham em cooperação com projetos de pesquisa de laboratórios diferentes. O Butantan, com o chinês Sinovac Biotech e, a Fiocruz, com o britânico Astra Zeneca, em conjunto com a Universidade de Oxford.

Dimas Covas, presidente do Instituto Butantan, declarou na semana passada que a pesquisa da qual participa é “uma das mais promissoras do mundo, talvez a mais promissora de todas”. O Butantan irá realizar a terceira e última fase de testes da vacina, que prevê a vacinação de nove mil voluntários em doze centros de estudos clínicos distribuídos em São Paulo e mais cinco estados do país. O estudo cego controlado inclui a aplicação de um placebo em outro grupo de voluntários para avaliar a eficiência da vacina em relação aos não vacinados. Segundo o governador João Dória, a capacidade de produção do Butantan é de 100 milhões de doses. O primeiro lote de 60 milhões de doses, porém, será entregue pelo laboratório chinês e distribuído gratuitamente pelo SUS.

O início dos testes já foi aprovado pela Anvisa. As inscrições dos voluntários – todos profissionais de saúde – começam na próxima segunda-feira (13) e, os testes, em 20 de julho. Os participantes da avaliação clínica não podem ter sofrido infecção provocada pelo coronavirus, não devem participar de outros estudos e não podem estar grávidas ou planejarem uma gravidez nos próximos três meses. Outra restrição é que não tenham doenças instáveis ou que precisem de medicações que alterem a resposta imune.

As expectativas do Ministério da Saúde, por meio da Fundação Oswaldo Cruz, são semelhantes. O acordo também é considerado pelo ministério o mais promissor do mundo, e prevê a compra de 100 milhões de doses e a transferência de tecnologia entre os laboratórios britânico e a Fiocruz.

Na fase inicial do projeto, o governo federal irá investir 127 milhões de dólares, ainda sem comprovação da eficiência da vacina. Os testes clínicos, que São Paulo já está iniciando, serão realizados entre outubro e novembro próximos. Somente depois de comprovada a eficácia da vacina a Fiocruz receberá os dois primeiros lotes de 15,2 milhões de doses cada, em dezembro deste ano e janeiro de 2021.

Os profissionais de saúde e os integrantes dos grupos de risco à COVID-19 – idosos e portadores de comorbidades graves – terão prioridade de acesso à vacina, segundo o secretário de Vigilância em Saúde do ministério, Arnaldo Correia de Medeiros. “Tendo a eficácia comprovada e garantida da vacina, assim como a segurança, iremos priorizar a população mais vulnerável a essa doença”, afirmou.

Embora não haja garantias de que a vacina será eficaz, a socióloga Nísia Trindade Lima, presidente da Fiocruz, ressalta que ela pode contribuir para o país superar outras doenças. “Assumimos um risco de natureza econômica para ter a vacina no Brasil, um compromisso financeiro, esperando que o produto seja bem sucedido, mas claro que ele pode não se provar eficaz. Há muitas pesquisas sem resposta sobre o coronavírus, e acredito que a escolha desta vacina foi muito bem pensada. Não somos o único país a tomar esta iniciativa. Outros também estão conciliando ensaios clínicos e produção de lotes sem ter certeza sobre o resultado final”, disse a presidente da Fiocruz ao jornal O Globo.

Nísia avalia que uma vacina eficaz pode ajudar o Brasil a se preparar para outras epidemias. “Teremos tecnologia para combater uma série de doenças, especialmente os vírus respiratórios. Há muitas pesquisas que estão usando um vetor viral, como a que estamos trazendo agora, para combater doenças. A própria Universidade de Oxford está recorrendo a esse método para desenvolver vacinas contra o ebola e a Síndrome Respiratória do Oriente Médio (Mers), declarou ela ao jornal.

Fonte: Instituto de Saúde, com informações do Portal do Governo de São Paulo

APqC defende interesses dos pesquisadores em reunião na Fapesp

apqc1No dia 3 de junho, alguns membros da diretoria da Associação dos Pesquisadores Científicos do Estado de São Paulo (APqC) estiveram reunidos com o diretor científico da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), Dr. Luiz Eugênio Mello. Entre os assuntos tratados destacam-se:

Estudos para quantificar o retorno à sociedade dos investimentos em pesquisa, tecnologia e inovação; realização de discussões e seminários estratégicos visando proposição de políticas públicas, formulação de propostas de projetos temáticos, financiamento de área tecnológica e da área científica, orçamento do estadual, política de recursos humanos para pesquisa, dentre outros; elaboração de propostas de mobilização patrimonial de próprios estaduais com gestão de recursos destinados à pesquisa; divulgação científica para diferentes públicos, por redes sociais, sites e empresas de comunicação em seus vários formatos.

Foi solicitado ainda à Fapesp: a revisão dos critérios de avaliação-definição de critérios e métrica (indicadores), que levem em conta a especificidade da missão dos Institutos de Pesquisa; como exemplo citou-se a inviabilidade de se comparar produtividade e competitividade dos pesquisadores com os docentes, lembrando que muitos IPs não possuem pós-graduação e mesmo aqueles que possuem não têm o volume de alunos que a universidade possui; maior participação de pesquisadores científicos (Lei Complementar 125/75) nas coordenações de área e comitês responsáveis por editais e seleção de projetos; ampliação de editais aglutinadores de competências (explorar a capacidade destacada da Fapesp para catalisar a integração entre as instituições de pesquisa e acadêmicas paulistas, etc.); que a Fapesp seja indutora e incentive no âmbito do Consip, a criação de um Plano de Ciência e Tecnologia para o Estado de São Paulo, e não programas isolados nas diversas secretarias.

A FAPESP quanto aos critérios de avaliação/indicadores, se mostrou bastante receptiva as reivindicações da APqC, solicitando que a associação leve propostas concretas de indicadores de produtividade científica/tecnológica que sejam reportáveis e aferíveis.
Quanto à composição de áreas e coordenação adjunta, o diretor da Fapesp pontuou que pretende ampliar com prudência a diversidade institucional, de gêneros e regional, informando que já há novos representantes do ITA, Unifesp e Federal de São Paulo. Disse que nas próximas alterações terá em mente colocar representantes dos Institutos de Pesquisa.

Quanto à diversidade de editais que contemplem a missão dos IPs, informou que é comum que a comunidade leve para a agência novas propostas, exemplificando por exemplo importantes programas como genoma, biota, PIPE, dentre outros, que não são ideias oriundas da Faspesp, mas sim que foram trazidas e incorporadas. Dessa forma, demostrou estar sempre aberto a propostas da APqC. Recordou também a recente chamada dos Núcleos de Pesquisa Orientada para Problemas(NPOP), que beneficiou os IPs.

O diretor revelou ainda desconhecimento jurídico de como poderia viabilizar a interação entre as instituições via CONSIP ou CONCITE. A assessoria jurídica da APqC se disponibilizou a enviar ao Dr. Luiz Eugênio Mello o material jurídico com as bases para que as discussões possam avançar, objetivando a criação do Plano Único Estadual de Ciência e Tecnologia.

APqC apresenta proposta de alteração do decreto de restruturação da Secretaria de Agricultura e Abastecimento

apqc1A Associação dos Pesquisadores Científicos do Estado de São Paulo (APqC), através dos ofícios APQC nº035 e 039/2020 manifestou-se junto a Secretaria de Agricultura e Abastecimento alertando e apresentando alternativa para proposta constante da minuta de decreto de restruturação que está causando grande preocupação dos pesquisadores, em especial do Departamento de Descentralização do Desenvolvimento (DDD-APTA). Atualmente, segundo o artigo 29 do Decreto 63.279/2018, o DDD-APTA possui as seguintes competências:

I- apoiar a ação regional de pesquisa e desenvolvimento dos Institutos de Pesquisa da APTA, visando ao atendimento das especificidades do território paulista;
II – promover:
a) a interação entre a programação local e a capacidade instalada nos Institutos de Pesquisa da APTA, nas ações regionais fundamentais para o desenvolvimento dos agronegócios;
b) a transferência do conhecimento para o agronegócio regional, bem como a qualificação dos recursos humanos envolvidos neste setor;
III – prospectar as demandas regionais de pesquisa para orientar a programação local dos Institutos de Pesquisa da APTA.

Vale observar que as atribuições do DDD estão plenamente alinhadas com as diretrizes de políticas pública denominadas “Cidadania no Campo 2030”, estabelecidas no Decreto n. 64.320, de 05 de julho de 2019, que visam promover a valorização do produtor rural e inclusão social no campo, assim vejamos:

Artigo 2º – As diretrizes a que se refere o artigo 1º deverão nortear programas, projetos e ações em curso ou que venham a ser desenvolvidos no âmbito da Secretaria de Agricultura e Abastecimento, com vistas a:
I – incentivar a pesquisa, inovação, empreendedorismo e gestão de risco;
II – modernizar a infraestrutura do campo, bem como o uso da terra e dos recursos naturais;
III – agregar valor e competitividade aos produtos.

Ocorre que, na reestruturação pretendida os Polo de Pariquera-Açu, Assis, Presidente Prudente, Piracicaba, Adamantina, Pindorama, Monte Alegre do Sul, Pindamonhangaba, Andradina, Colina e as Unidades de Pesquisa e Desenvolvimento (UPD) de Ubatuba, São Roque, Tietê, Itararé, Tatuí, Pindamonhangaba, Andradina, Colina, Brotas, Gália e Itapetininga, bem como Bauru e Marília, foram alocados como Núcleos de Integração do Departamento de Integração e Insumos, que possuem as seguintes atribuições:

Coordenar e identificar as demandas e oportunidades de treinamento dos agentes das cadeias de produção; autorizar a produção e a divulgação de materiais técnicos-científicos, bem como a realização de atividades de treinamento de pessoal, em regime de cooperação com entidades públicas ou privadas; eleger produtos e processos gerados pela Coordenadoria de Pesquisa, por meio de seus Institutos, que apresentam aptidão para atendimento às demandas do setor agropecuário; promover a produção de insumos estratégicos e de prestação de serviços especializados, bem como políticas de abastecimento visando atender a demanda dos agentes das cadeias de produção; prestação de serviços nas áreas de produção, beneficiamento e armazenamento de sementes, análises laboratoriais e limpeza sanitária de materiais de propagação vegetal mediante o uso de técnicas de micropropagação de plantas; fomentar, cadastrar, manter e utilizar bancos de germoplasma vegetal e jardins clonais.

Ademais, esses polos e UPDs deixariam de ser considerados como unidades de pesquisa.
Assim, observa-se que todas as atividades hoje desenvolvidas pelo DDD, alteradas recentemente pelo Decreto 63.279/2018, em consonância as diretrizes políticas denominadas “Cidadania no Campo 2030” (Decreto n. 64.320/2019) estranhamente não foram incorporadas à nova reestruturação, lembrando que essas foram revistas e alteradas em 2018 e 2019.

Desse modo, o Estado perderia uma unidade de pesquisa, tornando-a administrativa, inviabilizando o cumprimento das diretrizes acima estabelecidas e os trabalhos de pesquisa que estão sendo desenvolvidos pelos 97 pesquisadores do DDD-APTA, objetivando o desenvolvimento regional.

Vale observar que a pesquisa em si demora tempo a ser desenvolvida e as que estão alocadas no DDD guardam estrita relação com o agronegócio regional e a mudança de local ou descaraterização como unidade de pesquisa pode levar a grandes prejuízos para a pesquisa e reflexos no PIB.

Logo, o que se requer é que referidas áreas sejam reconsiderados e que continuem a pertencer ao DDD, realocando-o como estrutura básica dentro da Coordenadoria de Pesquisa, com as mesmas atribuições que hoje possui.

Por fim, vale informar que a APqC entende que seria interessante a mudança da nomenclatura do Departamento de Descentralização do Desenvolvimento – DDD, a fim que outra denominação possa melhor retratar as suas competências de forma simples para a sociedade, como por exemplo Departamento de Integração, Pesquisa e Desenvolvimento Regional dos Institutos de Pesquisa da APTA.

Assessoria Jurídica / Diretoria da APqC – Biênio 2020-2021

APqC produz série de vídeos que mostra a importância dos institutos de pesquisa na vida das pessoas

O que os institutos de pesquisa têm a ver com você? De que forma as pesquisas desenvolvidas por nossos cientistas (servidores públicos) estão presentes no seu dia a dia? Como o trabalho de nossos pesquisadores e pesquisadoras tem colaborado com o desenvolvimento do Brasil, facilitado a vida das pessoas no campo e nas cidades e levado bem estar à maioria da população?

Para dar mais visibilidade aos institutos de pesquisa, a Associação dos Pesquisadores Científicos do Estado de São Paulo (APqC), em parceria com a produtora Peripécia Filmes, produziu uma série de vídeos para responder estas e outras perguntas. São vídeos curtos, que comunicam de forma clara e direta a todo o tipo de público, e que podem ser utilizados inclusive em palestras e salas de aula.

Assista os vídeos na sequência:

O primeiro da série aborda os institutos que ficam sob responsabilidade da Secretaria de Infraestrutura e Meio Ambiente (SIMA), como o Instituto Florestal, o Instituto Geológico e o Instituto de Botânica. 

O segundo mostra o trabalho dos institutos coordenados pela Secretaria de Saúde, como o Instituto Butantan, o Instituto Adolfo Lutz e o Instituto de Saúde, entre outros, que neste momento de pandemia adquirem um papel ainda mais relevante na sociedade.

Por fim, a APqC apresenta o que fazem os institutos que estão sob a coordenação da Secretaria de Infraestrutura e Abastecimento, entre eles o Instituto Agronômico de Campinas, o Instituto Biológico, o Instituto de Pesca, o Instituto de Tecnologia de Alimentos e outros.

Os vídeos acima também estão disponíveis na página da APqC no YouTube. Inscreva-se no nosso canal clicando aqui.

APqC constitui grupos executivos temáticos

apqc1A Diretoria e o Conselho Deliberativo da Associação dos Pesquisadores Científicos do Estado de São Paulo (APqC) constituíram três grupos executivos temáticos, temporários, para atendimento da proposta de trabalho ao biênio 2020-2021. Mensalmente serão avaliados os resultados dos trabalhos desenvolvidos em reunião pública da APqC. Os grupos ficaram assim constituídos:

Grupo FAPESP – Objetivo: Definição de critérios e métrica (indicadores) que, além de universais, levem em conta a especificidade da missão dos Institutos de Pesquisa. Integrantes: João Paulo Feijão Teixeira, Dra. Helena Goldman, Marco Antônio Zullo, Eneas de Carvalho e Miguel Luiz Menezes Freitas.

Grupo Comunicação – Objetivo: Definir política e estratégias de informação e divulgação dos trabalhos da Associação. Integrantes: Bruno Ribeiro dos Santos, Sérgio Parreiras Pereira, Edna Bertoncini, Maria Izabel Medeiros, Eneas de Carvalho, Leni Lima, Miguel Luiz Menezes Freitas, Raquel Pinoti e Raquel Sachs.

Grupo Equiparação – Objetivo: Estabelecer estratégias para obtenção da equiparação salarial. Integrantes: Raquel Pinoti, Marcos Perdoná, José Orlando Prucoli, Fábio Dias e Edna Bertoncini.

Os grupos executivos temáticos já estão em plena atividade.

8 de julho: Dia Nacional da Ciência e dos Pesquisadores

apqc1Hoje, dia 8 de julho, é comemorado o Dia Nacional da Ciência e o Dia Nacional do Pesquisador Científico. A primeira data foi sancionada em 2001, pela Lei nº 10.221; e a segunda, em 2008, através da Lei nº 11.807. Ambas homenageiam o dia da criação da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), em 8 de julho de 1948, que se tornou uma referência para pesquisadores de todo o País.

A data tem como objetivo chamar a atenção para a produção científica do país, estimular o gosto dos jovens pela ciência e divulgar o saber científico para a sociedade. A Associação dos Pesquisadores Científicos do Estado de São Paulo (APqC) saúda a SBPC e a todos os pesquisadores e pesquisadoras do Brasil e reitera seu compromisso de lutar em defesa do fortalecimento da ciência e do desenvolvimento nacional por meio dos institutos de pesquisa paulistas.

Viva a Ciência! Viva os pesquisadores!

Instituto Butantan inicia testes da vacina CoronaVac no dia 20 de julho

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Após aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) na última sexta-feira (3), o governo de São Paulo vai iniciar a fase 3 de teste em humanos da vacina contra o novo coronavírus, chamada de CoronaVac, no dia 20 de julho.

“A Anvisa autorizou o Instituto Butantan a iniciar os testes da CoronaVac, a vacina está sendo desenvolvida junto com o laboratório chinês. A partir da próxima segunda-feira (13), os voluntários já poderão se inscrever. A inscrição será obrigatoriamente para profissionais da saúde”, disse João Doria, governador de São Paulo. “Com a aprovação da Anvisa, começaremos o processo de testagem a partir do dia 20 de julho”, acrescentou.

Segundo Dimas Covas, diretor do Instituto Butantan, esta vacina contra o novo coronavírus é desenvolvida pela Sinovac, sediada na China, e é uma das mais promissoras do mundo, porque utiliza tecnologia já conhecida e amplamente aplicada em outras vacinas. É também uma das mais avançadas em testes. Ela já está na terceira etapa, chamada clínica, de testagem em humanos. O laboratório chinês já realizou testes do produto em cerca de mil voluntários na China, nas fases 1 e 2. Antes, o modelo experimental aplicado em macacos apresentou resultados expressivos em termos de resposta imune contra as proteínas do vírus.

“A fase 2 [de testes clínicos, feito na China] demonstrou a segurança e a eficácia da vacina. Após 14 dias da segunda vacinação, mais de 90% das pessoas vacinadas desenvolveram proteção. Então é uma vacina que tem um perfil de proteção elevado”, explicou.

Os voluntários para a CoronaVac serão selecionados entre profissionais de saúde, da rede pública ou privada, com mais de 18 anos, que não tenham tido covid-19 [a doença provocada pelo novo coronavírus] e que não estejam em teste para outras vacinas. Esses voluntários poderão se candidatar por meio de um aplicativo do Instituto Butantan, que deverá ser lançado na próxima segunda-feira (13). Os voluntários não poderão ter doenças instáveis [que afetem a resposta imune], distúrbios de coagulação e, as mulheres não poderão estar grávidas. “São esses profissionais que estão mais expostos e que vão permitir o desenvolvimento muito rápido do estudo clínico”, disse Dimas Covas.

Os testes com a CoronaVac serão realizados em 9 mil voluntários em centros de pesquisas de seis estados brasileiros: São Paulo, Brasília, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Paraná. A pesquisa clínica será coordenada pelo Instituto Butantan e o custo da testagem é de R$ 85 milhões, custeados pelo governo.

A vacina é inativada, ou seja, contém apenas fragmentos do vírus, inativo. Com a aplicação da dose, o sistema imunológico passaria a produzir anticorpos contra o agente causador da covid-19, a doença provocada pelo novo coronavírus. No teste, metade das pessoas receberão a vacina e metade receberá placebo, substância inócua. Os voluntários não saberão o que vão receber.

Segundo Dimas Covas, diretor do Instituto Butantan, caso os testes comprovem a eficácia da vacina, 60 milhões de doses iniciais estarão disponíveis para o Brasil pelo laboratório chinês até o final deste ano.

Esta é a segunda vacina que está sendo testada no Brasil. A primeira é a que está sendo produzida pela Universidade de Oxford, no Reino Unido.

Fonte: Agência Brasil

Vídeo: Conheça o Centro de Produção de Vacinas do Instituto Butantan

O Projeto CPV (Centro de Produção de Vacinas) foi idealizado pelo Instituto Butantan após identificar a necessidade da retomada da produção das vacinas Difteria, Tétano e Hepatite B, interrompida desde 2012. A Fundação Butantan atendeu o pedido do instituto e transformou o projeto em realidade. Além das vacinas citadas, o CPV vai produzir também as vacinas Hepatite A, Papilomavírus Humano (HPV) e Coqueluche (Pertussis Acelular), provenientes de parcerias com as empresas Merck Sharp Dohme (MSD) e GlaxoSmithKline (GSK), respectivamente.

Governo de SP define 12 centros para testes clínicos de vacina contra Covid-19

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O Governo do Estado de São Paulo definiu os 12 centros que serão responsáveis pelos testes de fase 3, em humanos, da CoronaVac, vacina contra o novo coronavírus desenvolvida pela gigante farmacêutica chinesa Sinovac Biotech, uma das mais promissoras em todo o mundo.

Ao todo, nove mil voluntários deverão ser submetidos à pesquisa clínica, que será coordenada pelo Instituto Butantan, um dos maiores centros de pesquisa, desenvolvimento e produção de imunobiológicos do mundo, envolvendo nove mil pessoas. Na cidade de São Paulo, os testes serão conduzidos pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, Instituto de Infectologia Emílio Ribas e Hospital Israelita Albert Einstein.

Também serão envolvidos no Estado de São Paulo a Universidade Municipal de São Caetano do Sul, Hospital das Clínicas da Unicamp (Campinas), Faculdade de Medicina de Rio Preto e o Centro de Saúde Escola da Faculdade de Medicina da USP de Ribeirão Preto.

As pesquisas serão realizadas, ainda, na Universidade de Brasília (UnB), Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas, no Rio de Janeiro, Centro de Pesquisa e Desenvolvimento de Fármacos da Universidade Federal de Minas Gerais, Hospital São Lucas da PUC do Rio Grande do Sul e Hospital das Clínicas da Universidade Federal do Paraná.

A vacina contra o coronavírus desenvolvida pela Sinovac é uma das mais promissoras porque utiliza tecnologia já conhecida e amplamente aplicada em outras vacinas. Por isso, o Instituto Butantan avalia que sua incorporação ao sistema de saúde deva ocorrer mais facilmente. O laboratório com sede em Pequim já realizou testes do produto em cerca de mil voluntários na China, nas fases 1 e 2. Antes, o modelo experimental aplicado em macacos apresentou resultados expressivos em termos de resposta imune contra as proteínas do vírus.

Agora a farmacêutica fornecerá ao Butantan as doses da vacina para a realização de testes clínicos de fase 3 em voluntários no Brasil, com o objetivo de demonstrar sua eficácia e segurança.

Caso a vacina seja aprovada, a Sinovac e o Butantan vão firmar acordo de transferência de tecnologia para produção em escala industrial tanto na China como no Brasil para fornecimento gratuito ao SUS (Sistema Único de Saúde). Os passos seguintes serão o registro do produto pela Anvisa e fornecimento da vacina em todo o Brasil.

“A união da experiência do Butantan na produção de imunobiológicos aos esforços da Sinovac permitirá que logo o país tenha uma vacina efetiva e segura contra a Covid-19, protegendo as pessoas e salvando milhares de vidas”, afirma Dimas Tadeu Covas, diretor do Instituto Butantan e integrante do Centro de Contingência do Coronavírus do Estado de São Paulo.

Fonte: Instituto Butantan com informações do Governo de São Paulo

IAC desenvolve tecnologia que pode gerar primeira laranja resistente ao Amarelinho e HLB

laranjaO Instituto Agronômico de Campinas (IAC), que completou 133 anos no sábado (27), está desenvolvendo uma tecnologia que pode gerar a primeira variedade de laranja doce resistente à Xylella fastidiosa, bactéria causadora da Clorose Variegada de Citros (CVC), e a outras doenças que afetam a citricultura. A CVC, também conhecida como amarelinho, ataca todas as variedades comerciais de citros, reduzindo drasticamente a produção.

Atualmente, a CVC está sob controle no Estado de São Paulo, maior produtor de laranjas do País, graças a uma legislação que obriga a produção de mudas em telados à prova de insetos, um dos fatores principais para o controle – a cigarrinha é o principal vetor do amarelinho. Hoje a CVC é controlada de modo indireto, quando as plantas são pulverizadas com inseticidas contra outra doença, o HLB, ou greening.

Para chegar a essa planta de laranja resistente, o grupo do Centro de Citricultura do IAC estudou e identificou um gene presente na tangerina, que normalmente é resistente à CVC. Os estudiosos conseguiram pela primeira vez transferir esse gene de tangerina para a laranja por meio de técnicas de engenharia genética. “Agora temos uma planta de laranja com gene de tangerina, que confere resistência à doença CVC”, afirmou a pesquisadora do Centro de Citricultura do IAC, Alessandra Alves de Souza. Este gene poderá ser usado não só em plantas de laranjas doces como também em outras culturas prejudicadas pela X. fastidiosa, como as oliveiras e ameixeiras, explica ela.

Por se tratar de um gene cuja função está associada ao impedimento do movimento sistêmico da bactéria pela planta, os pesquisadores acreditam que essa planta também apresentará resistência ao HLB, uma vez que a bactéria do HLB também é sistêmica nas plantas de citros. Os experimentos estão em andamento. Como a técnica consiste na inserção de gene de espécie diferente daquela que o recebe (tangerina), a pesquisadora acredita que, ao se obter uma nova cultivar de laranja a partir desse conhecimento, o produto não sofrerá resistência por parte dos consumidores.

Prazo

Outro avanço alcançado pelo estudo, iniciado em 2017, é que o prazo de pesquisa, que antes era de três anos, passou para menos de 12 meses, graças à aplicação também inédita da planta Arabidopsis, gênero que pertence à mesma família da couve, e é mundialmente usada como planta modelo para acelerar estudos de genética das plantas. Em vez de testar a função do gene diretamente em citros, que demoraria anos para chegar aos resultados, a equipe primeiramente introduziu o gene selecionado nessa planta modelo, obtendo resposta num prazo inferior a 12 meses. “Nosso estudo foi completo, inédito, pois foi do básico ao aplicado”, informa Alessandra. Seguindo esse modelo já temos plantas de citros em estudo com genes de tangerina promissores para resistência a outras doenças que afetam a citricultura.

Alessandra explicou que a pesquisa já está em condição de ser testada a campo. No entanto, ela ponderou que os citros são plantas perenes, que demoram para dar frutos. Além disso, é preciso a produção de clones que serão plantados no campo, para avaliar a qualidade e a produtividade. “Creio que são necessários cerca de 5 anos para termos uma resposta sobre a qualidade dos frutos, entre outros fatores, para, daí sim, pensarmos algo comercial”, concluiu.

Fonte: Estadão Conteúdo

“Direitos da mulher em tempos de pandemia” será tema de webinar do Instituto de Saúde na quinta

O próximo webinar do Instituto de Saúde, que será realizado na quinta-feira, 2 de julho, às 10 horas, vai tratar de direitos reprodutivos e mortalidade materna em tempos de pandemia, com a presença da defensora pública Paula Sant’Anna, coordenadora do Núcleo Especializado de Promoção dos Direitos da Mulher; Waglânia Freitas, docente da Universidade Federal da Paraíba e presidente da Associação Brasileira de Obstetrizes e Enfermeiros Obstetras no mesmo estado; e Marisa Ferreira, coordenadora de saúde da mulher na Secretaria da Saúde de São Paulo. A mediação do evento será de Silvia Bastos, pesquisadora do Núcleo de Práticas em Saúde do Instituto de Saúde.

Paula Sant’Anna revela que, segundo relatório do Fundo Populacional da Organização das Nações Unidas, 47 milhões de mulheres, em 114 países de renda baixa e média, ficaram sem acesso a métodos anticoncepcionais e, por isso, haverá 7 milhões de gestações indesejadas nos próximos 6 meses, enquanto o Instituto Guttmacher estima esse número em 15 milhões no próximo ano – com o aumento de abortos clandestinos e outras consequências negativas decorrentes de gestações indesejadas nesses países.

E mais: a Federação Internacional de Planejamento Familiar prevê uma redução do fornecimento e acesso a métodos contraceptivos, além do fechamento de, ao menos, um em cada cinco serviços de planejamento familiar no mundo – cujo horário e número de atendimentos já foram reduzidos.

“Esses dados demonstram que os direitos sexuais e reprodutivos das mulheres, neste momento da pandemia, estão sendo constantemente violados, o que torna muito importante a concretização de políticas públicas nesse sentido, bem como a constante informação das mulheres sobre esses direitos”, resume Paula.

Waglânia Freitas acrescenta que “a gravidez, por si só, é um fator de risco para doenças respiratórias”. Ao longo da gestação, a barriga comprime o diafragma, empurra o pulmão e o coração fica quase deitado. “Isso tudo, para dar espaço ao útero que acolhe uma vida” ressalta.

Segundo ela, no Brasil a Covid-19 tem implicações sérias e drásticas por que as mulheres engravidam com comorbidades que não são cuidadas antes ou durante a gravidez. “Essa situação agrava ainda mais os efeitos da Covid-19 nas mulheres brasileiras, principalmente as pobres e pretas, aumentando o número de mortes maternas no nosso país”, conclui.

Assista o debate completo nesta quinta-feira, 2 de julho, às 10 horas no canal do IS no YouTube:

        Fonte: Assessoria de imprensa do IS / Núcleo de Comunicação Técnico-Científica

Instituto Agronômico de Campinas alerta mercado sobre uso indevido de formulações que estariam sendo produzidas com NAC

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O Instituto Agronômico (IAC-APTA), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, vem reforçar o alerta feito, em outubro de 2019, ao mercado de produtos agrícolas, em especial para a citricultura, a respeito de formulações que estariam sendo produzidas com N-Acetil-Cisteína (NAC). O NAC é uma molécula já usada para tratamento de infecções bacterianas das vias aéreas de humanos e seu uso no manejo de doenças em plantas é uma descoberta do IAC, patenteada e já licenciada, com exclusividade, para a empresa Ciacamp Desenvolvimento e Inovação Tecnológica Ltda. Somente esta detém legalmente o direito de fazer uso da tecnologia e já produz, em parceria com a empresa Amazon Agrosciences Ltda um fertilizante foliar, a partir dessa descoberta inédita do Instituto.

O IAC ratifica essa informação porque vem ocorrendo o uso indevido da tecnologia por parte de empresas. Também estão sendo veiculadas informações falsas a respeito da tecnologia que prejudicam o uso adequado dessa solução, gerada pela pesquisa do Instituto Agronômico e legalmente transferida à empresa Ciacamp.

A patente Nº PI 1101176-9 confere ao IAC o direito de impedir outra instituição e/ou empresa de, sem o consentimento do Instituto, produzir, usar, colocar à venda, vender ou importar produto que seja oriundo dessa patente.

“O IAC vem alertar que qualquer fabricação que incorpore reivindicações da patente de invenção PI 1101176-9, anúncio, exposição, distribuição e venda violam os direitos do detentor IAC”, diz Marcos Antônio Machado, diretor-geral do IAC. Uma nova parceria entre o IAC e as empresas licenciadas foi assinada em 28 de outubro de 2019, com o objetivo de validar o efeito do organomineral como produto agrícola, aplicando a tecnologia do NAC para uso no mercado agro.

O ineditismo da descoberta está no fato de o princípio ativo ser uma molécula já aprovada para uso em humanos, com nenhum impacto ambiental, além de menor custo de produção. Até 2013, quando o IAC fez essa revelação, o tratamento era feito à base de agroquímicos, que são onerosos e têm alto impacto na natureza.

O fato de o NAC ser uma molécula usada como medicamento que não prejudica as pessoas, facilita o acesso ao produto, entretanto, o emprego da sua aplicação na fabricação de insumos citrícolas é condicionado ao licenciamento, em razão da patente do IAC.

“Patenteamos junto ao Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) o uso do NAC para controle de doenças em plantas de citros”, diz Machado, ao explicar que a utilização do NAC é liberada, seu uso no manejo de plantas é que foi patenteado pelo Instituto.

Alessandra Alves de Souza, pesquisadora da Secretaria de Agricultura e Abastecimento de SP, que atua no IAC e liderou a pesquisa, ressalta que embora já adotado na medicina, o NAC nunca havia sido testado para combater doenças de plantas. “Essa molécula mostrou-se eficiente no controle de fitopatógenos dos citros, incluindo a Xylella fastidiosa”, garante.

A dose usada na planta é bem menor do que a adotada em seres humanos. O NAC foi avaliado como estratégia para inibir ou desagregar o biofilme bacteriano, formado na superfície das folhas pela bactéria do Cancro Cítrico. “Esse biofilme protege as bactérias de estresses ambientais, entre eles o calor e raios UV, e de compostos antimicrobianos que possam afetar o desenvolvimento da bactéria, dentre eles o cobre, muito usado no controle químico do Cancro Cítrico”, explica Alessandra.

A fim de tornar a bactéria mais vulnerável, a equipe buscou encontrar uma estratégia para retardar ou inibir a formação dessa capa protetora nas folhas antes da infecção. Sem o filme que a protege, a bactéria ficaria mais suscetível aos estresses ambientais e aos compostos antimicrobianos. Consequentemente, seriam reduzidos também os focos da doença e a quantidade de produtos químicos aplicados.

Essa pesquisa teve duração de quatro anos. “Os resultados mostraram que essa molécula não só reduziu a quantidade de bactérias capazes de colonizar a folha, como também teve efeito de desprendimento da comunidade bacteriana que vive sobre as folhas”, explica.

Segundo Alessandra, a aplicação de NAC com cobre reduziu em até mil vezes a concentração de bactérias nas folhas. “Daí concluímos poder se tratar de nova estratégia de manejo do Cancro Cítrico.” A equipe segue estudando novas formas de aplicação do NAC a fim de encontrar respostas ainda mais eficientes. Os novos passos envolvem testes em campo para controle da CVC e testes em casa de vegetação para manejo de outras doenças bacterianas.

Fonte: Assessoria de Imprensa

 

APqC informa sobre suspensão do adicional de insalubridade

apqc1COMUNICADO SOBRE A POSSIBILIDADE DE SUSPENSÃO DO ADICIONAL DE INSALUBRIDADE EM REGIME DE TELETRABALHO EM DECORRÊNCIA DA PANDEMIA DA COVID- 19.

Caro Pesquisador,

Recebemos algumas dúvidas sobre a possibilidade de suspensão dos adicionais de insalubridade de pesquisadores que estejam atuando em regime de teletrabalho em decorrência da pandemia da COVID- 19.

E após consulta com a Diretoria de Recursos Humanos, vimos tranquilizá-los que o Estado só está admitindo a suspensão do adicional de insalubridade para celetistas.

Att.,

Diretoria da Associação dos Pesquisadores Científicos do Estado de São Paulo – APqC (Biênio 2020-2021)

Instituto Agronômico de Campinas completa 133 anos de trabalho pela segurança alimentar do brasileiro

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O Instituto Agronômico de Campinas (IAC) completa 133 anos de existência no dia 27 de junho de 2020. A Associação dos Pesquisadores Científicos do Estado de São Paulo (APqC) presta sua homenagem aos pesquisadores e pesquisadoras que colaboraram ou colaboram para o desenvolvimento da agricultura e da segurança alimentar no Brasil.

 

IAC, PATRIMÔNIO DO POVO BRASILEIRO EM SEGURANÇA ALIMENTAR

 

A imensa maioria dos brasileiros não sabe, mas grande parte do que consome ou irá consumir em sua vida é derivada de variedades alimentares desenvolvidas pelo Instituto Agronômico de Campinas (IAC). São mais de 800 variedades de diversas espécies, com maior resistência a doenças e maior produtividade. O IAC é um dos grandes responsáveis, portanto, por o Brasil ter-se tornado uma potência agrícola, base fundamental de nossa segurança alimentar.

O IAC nasceu como Estação Agronômica de Campinas, em 1885, por iniciativa de lideranças como o conselheiro Antonio Prado. Era o momento histórico de substituição da mão-de-obra escrava pelos migrantes europeus. O café, principal produto de exportação brasileiro na época, demandava maior investimento e avanço tecnológico. O Instituto nasceu nesse contexto, tendo a organização pioneira do polo científico e tecnológico que seria instalado na cidade e região.

A fundação oficial aconteceu no dia 27 de junho de 1887, por decreto-lei e por ação de Rodrigo Augusto da Silva, Ministro da Secretaria de Estado dos Negócios da Agricultura, Comércio e Obras Públicas. Havia a determinação do governo imperial (que estava em seus últimos dias) de criação de unidades que envolvessem pesquisa e ensino agrícola.

No caso da nova instituição, prevaleceu o foco na pesquisa, principal preocupação do primeiro diretor, o químico austríaco Franz Josef Wilhelm Dafert. Ele dirigiu o IAC até 1897, justamente no período em que Campinas passou pelos horrores da epidemia de febre amarela. Apesar disso, foram notáveis os avanços na nova instituição, com a criação e estruturação de várias áreas de atuação, no terreno adquirido pelo governo no bairro Guanabara.

Superação de crises

Contribuir para a superação de crises, para a resolução de grandes desafios, tem sido, aliás, uma das marcas do Instituto Agronômico em seus mais de 130 anos de história. A crise do café que se seguiu à queda da Bolsa de Nova York, em outubro de 1929, por exemplo, foi em parte enfrentada com a disseminação de campos de algodão e milho híbrido, a partir de variedades desenvolvidas no IAC. Isso aconteceu durante a longa gestão de Theodureto de Camargo na direção, de 1924 a 1942, outra época de muitos avanços na instituição em termos de produção científica.

Do mesmo modo, a doença chamada tristeza, que afetou a citricultura paulista na década de 1940, foi superada em decorrência das pesquisas com enxertos coordenadas por Sylvio Moreira. E na década de 1970, o mesmo ocorreu com a ferrugem que infestou os cafezais, vencida pelas pesquisas que já vinham sendo implementadas por Alcides Carvalho, um dos grandes nomes da história do Instituto Agronômico de Campinas.

Meio ambiente

O Instituto Agronômico também papel muito importante na questão ambiental. O pesquisador João Pedro Cardoso, ligado ao Instituto Agronômico e inspetor do 2º Distrito Agronômico de Campinas, publicou em outubro de 1902, no primeiro número da revista do Centro de Ciências, Letras e Artes, denúncia sobre destruição das florestas no Estado de São Paulo (ver aqui).

No começo da década 1960, foram produzidas 25 mil fotografias aéreas, por iniciativa do IAC, documentando a extinção das matas nativas no estado de São Paulo. O levantamento aerofotogramétrico constatou que restavam somente 13,7% da cobertura original de florestas em território paulista, o que contribuiu para uma reação da sociedade e maiores esforços de preservação.

Um dos históricos pesquisadores do IAC, Hermes Moreira de Souza, foi por sua vez responsável pelo “plantio de uma floresta”, na realidade o bosque com 3.500 espécies nativas e exóticas e 400 palmeiras na Fazenda Santa Elisa, um dos campos experimentais do Agronômico.

Transformações

O IAC chegou a ter 21 estações experimentais, em vários municípios paulistas. Suas seções têm sido responsáveis por inúmeras pesquisas e pelo desenvolvimento de técnicas agrícolas em vários campos. Em 2002 o IAC, mais o Instituto Biológico, Instituto de Economia Agrícola, Instituto de Pesca, Instituto de Tecnologia de Alimentos e Instituto de Zootecnia, passaram a integrar a Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA).

Fonte: Eco Social Campinas

Crédito da foto: Martinho Caires

Redução de vencimentos de servidores públicos é inconstitucional, decide STF

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No último dia 24 (quarta-feira), por maioria de votos, o Plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) declarou inconstitucional qualquer interpretação da Lei de Responsabilidade Fiscal que permita a redução de vencimentos de servidores públicos para a adequação de despesas com pessoal. A Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) foi ajuizada pelo Partido Comunista do Brasil (PCdoB), Partido dos Trabalhadores (PT) e Partido Socialista Brasileiro (PSB); seu julgamento havia sido suspenso em agosto de 2019.

O dispositivo declarado inconstitucional é o parágrafo 2º do artigo 23, que faculta a redução temporária da jornada de trabalho com adequação dos vencimentos à nova carga horária, caso sejam ultrapassados os limites definidos na lei para despesas com pessoal nas diversas esferas do poder público.

A decisão vai ao encontro do que vem alertando a assessoria jurídica da Associação dos Pesquisadores Científicos do Estado de São Paulo (APqC), Dra. Helena Goldman, desde o início deste ano. “Não se pode reduzir jornada e vencimentos em razão da Irredutibilidade Salarial. A maioria dos ministros do STF votou com este entendimento.”, diz.

Como votaram os ministros

O relator, ministro Alexandre de Moraes, votou pela improcedência da ação, por entender possível a redução da jornada e do salário. Seguiram seu voto os ministros Luís Roberto Barroso e Gilmar Mendes. O presidente do STF, ministro Dias Toffoli, propôs um voto médio, no sentido de que a medida só poderia ser aplicada depois de adotadas outras medidas previstas na Constituição Federal, como a redução de cargos comissionados, e atingiria primeiramente servidores não estáveis.
O ministro Edson Fachin abriu a divergência, por entender que não cabe flexibilizar o mandamento constitucional da irredutibilidade de salários para gerar alternativas menos onerosas ao Estado.

A ministra Rosa Weber e os ministros Ricardo Lewandowski, Luiz Fux, e Marco Aurélio votaram no mesmo sentido. A ministra Cármen Lúcia acompanhou em parte a divergência, ao entender que é possível reduzir a jornada de trabalho, mas não o vencimento do servidor.

Conclusão

Na sessão, o decano ministro Celso de Mello se alinhou à corrente aberta pelo ministro Edson Fachin no sentido da violação ao princípio da irredutibilidade dos salários prevista na Constituição.

Com o voto do ministro, a Corte confirmou decisão liminar deferida na ação e declarou a inconstitucionalidade do parágrafo 2º do artigo 23 da Lei de Responsabilidade Fiscal e de parte do parágrafo 1º do mesmo artigo, de modo a obstar interpretação de que é possível reduzir os vencimentos de função ou de cargo provido.

O colegiado, também por decisão majoritária, julgou inconstitucional o parágrafo 3º do artigo 9º da LRF, que autorizava o Poder Executivo a restringir de forma unilateral o repasse de recursos aos Poderes Legislativo e Judiciário, Ministério Público e Defensoria Pública. O voto de desempate do ministro Celso de Mello seguiu o do relator da ação, ministro Alexandre de Moraes, no sentido de que a permissão ofende o princípio da separação de Poderes e a autonomia financeira do Judiciário.

Com informações do STF 

APqC ingressa em juízo contra progressividade da alíquota de contribuição previdenciária e ampliação da base contributiva aos aposentados e pensionistas

apqc1A reforma previdenciária (arts. 30 e 31 da LC n. 1.354/2020) trouxe nova redação aos artigos 8º e 9º, da Lei Complementar no 1.012/2007, instituindo a majoração das alíquotas progressivas de contribuição previdenciária, na base de 11% a 16% da remuneração/proventos, além de possibilitar o aumento da base de cálculo da contribuição previdenciária dos aposentados e pensionistas, em caso de déficit atuarial.

O Decreto nº 65.021, de 19 de junho de 2020, dispõe sobre como será caracterizado o déficit atuarial para que possa incidir a majoração da contribuição previdenciária para os aposentados e pensionistas no valor que supere 1 salário mínimo, podendo variar de 11% a 16%.

Desse modo, constatado o déficit atuarial, a contribuição previdenciária não mais incidirá sobre o valor da parcela dos proventos que supere o limite máximo estabelecido para os benefícios do Regime Geral de Previdência Social, mas sim sobre o montante dos proventos de aposentadorias e de pensões que supere 1 (um) salário mínimo nacional.

A Associação dos Pesquisadores Científicos do Estado de São Paulo (APqC) defende que referida reforma previdenciária realizada sem ser precedida de estudo atuarial no tocante a progressividade das alíquotas, ofende ao art. 37, X, CF que prevê a irredutibilidade de vencimentos do servidores, pois caracteriza um “confisco remuneratório”, uma vez que 43,5% dos rendimentos do servidor poderão ser tributados (27,5 IR + 16% alíquota previdenciária), além da quebra de isonomia fiscal entre os aposentados e pensionistas do RPPS e RGPS, posto que aqueles vinculados ao RGPS não contribuem após a aposentadoria. Assim, a ampliação da base contributiva ao que exceder 1 salário mínimo desiguala o sistema.

Por essas razões, por meio de sua assessora jurídica, Dra. Helena Goldman, a APqC ajuizou a ação coletiva n. 1028679-33.2020.8.26.0053, objetivando a declaração de inconstitucionalidade dos citados dispositivos, bem como liminarmente que o Estado se abstenha de ampliar a base contributiva dos aposentados/ pensionistas ou aumente a alíquota previdenciária.

A ação foi distribuída no dia 16 de junho de 2020 e aguarda o pronunciamento judicial quanto ao pedido liminar. Caso seja deferida a liminar, esta beneficiará apenas os pesquisadores associados ao tempo da distribuição da ação.

Para maiores informações contatar o escritório da Dra. Helena Goldman via e-mail: goldman.advogados@gmail.com

São Paulo, 24 de junho de 2020

APqC
Biênio 2020-2021