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Pesquisadores discutem medidas para evitar o surgimento de novas doenças

Um ano após o surgimento do primeiro caso de Covid-19 na China, pesquisadores brasileiros se reunirão virtualmente no dia 4 de dezembro, às 14h, para discutir o que deve ser feito a fim de evitar que novas doenças apareçam e se propaguem com a velocidade e gravidade do coronavírus. Certos de que há uma relação entre epidemias e mudanças climáticas, eles aproveitarão o lançamento mundial do relatório Lancet Countdown de 2020 para demonstrar como se dá a conexão entre os problemas com o clima e o surgimento de doenças infecciosas. O IEA-USP transmitirá o evento ao vivo em seu site (aqui) e canal do YouTube (aqui).

Clima e pandemias

De acordo com os organizadores do seminário, cerca de 70% a 80% das doenças infecciosas emergentes, e quase todas as pandemias recentes, são originárias de animais, a maioria na vida selvagem. O surgimento decorre de complexas interações entre animais selvagens e/ou domésticos e humanos. “O dito efeito de spillover ou transbordamento, que supostamente aconteceu com o SARSCOV-2, está provavelmente relacionado à proximidade entre pessoas e espécies silvestres portadoras de múltiplas variedades de coronavírus, e com a diminuição da biodiversidade”, explica a médica Mayara Floss. Durante o seminário, os pesquisadores discutirão como o maior contato com a biodiversidade no Brasil, resultante em parte do desmatamento, pode ser responsável por essa situação de proximidade e “transbordamento”, levando ao surgimento de doenças inéditas por aqui.

“O surgimento de novas epidemias e pandemias infectocontagiosas parece estar se intensificando em associação à grande aceleração do período Antropoceno e com a transformação dos determinantes socioambientais da saúde”, avalia Antonio Saraiva, coordenador do Grupo de Estudos Saúde Planetária do IEA e que organiza o encontro. Apoiam a atividade o Cemaden, a Fiocruz e a SBMFC.

O relatório da The Lancet

The Lancet Countdown: Tracking Progress on Health and Climate Change é uma colaboração de pesquisa internacional que fornece uma visão global da relação entre saúde pública e mudança climática. A revista científica rastreia a resposta do mundo às mudanças climáticas e os benefícios para a saúde que emergem dessa transição. Em 2018 e 2019, foram publicadas as recomendações para políticas públicas do Brasil. Este ano, o relatório mundial, que também traz dados brasileiros, fará também o recorte da pandemia e das decisões que precisam ser tomadas agora para o futuro.

Os dados do Lancet Countdown ajudam a balizar as principais decisões políticas a respeito das mudanças climáticas baseadas em evidências científicas. Nos relatórios dos anos anteriores, havia recomendações políticas e alertas sobre a capacidade de trabalho, doenças transmitidas por vetores e segurança. Também estava claro, nos textos de 2019, a necessidade de parar completamente a produção de carvão para a proteção da saúde humana, tanto no Brasil quando em todo o mundo.

“Já foi demonstrado que a poluição do ar está intimamente relacionada à infecção respiratória causada por outros microorganismos. As partículas finas com diâmetro de 2,5 micrômetros ou menos (PM2,5), 10 micrômetros ou menos (PM10), dióxido de enxofre (SO₂), dióxido de nitrogênio (NO₂), monóxido de carbono (CO) e ozônio (O₃) afetam as vias aéreas através de inalação e, sabidamente, causam aumento de morbimortalidade por pneumonias em crianças menores de 5 anos e pessoas com doença pulmonar obstrutiva crônica – DPOC, e asma”, explica Mayara.

Saraiva e Mayara lembram que em 2020 o Brasil registrou um aumento nas queimadas e incêndios nos principais biomas e que, em final de setembro e começo de outubro, diversas ondas de calor afetaram o país. “As tendências nos impactos, exposições e vulnerabilidades das mudanças climáticas demonstram um nível de risco inaceitavelmente alto para a saúde atual e futura das populações em todo o mundo, chamando isso também de emergência climática”, afirma Mayara. Para ela, a falta de progresso na redução de emissões e na construção de capacidade adaptativa ameaça tanto as vidas humanas quanto a viabilidade dos sistemas nacionais de saúde, já sobrecarregados com a pandemia.

Fonte: IEA-USP

Instituto de Botânica cria modelos para prever impactos do clima no cinturão verde de SP

Pesquisadores do Instituto de Botânica vão estudar os efeitos das mudanças climáticas, da poluição e do uso do solo na vegetação nativa ainda existente na cidade de São Paulo e em mais de 70 municípios vizinhos. A ideia é desenvolver modelos capazes de prever cenários para os próximos 30 anos, a partir de dados históricos, estudos de campo e simulações em laboratório.

O estudo multidisciplinar tem por objetivo avaliar o nível de conservação da biodiversidade na Reserva da Biosfera do Cinturão Verde de São Paulo e também de seus serviços ecossistêmicos como controle da qualidade e do fluxo da água, regulação climática e estocagem de carbono. A ideia é que, com base nos resultados das pesquisas, a Secretaria de Infraestrutura e Meio Ambiente do Estado de São Paulo possa desenvolver políticas públicas e regulamentações para a área.

Reconhecida pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) como patrimônio da humanidade em 1993, a Reserva da Biosfera do Cinturão Verde da Cidade de São Paulo inclui remanescentes da Mata Atlântica e de Cerrado, parques naturais urbanos, reservas estaduais, estações ecológicas, áreas de proteção de água doce e da vida silvestre e também áreas urbanas. A área é considerada um hotspot para a conservação da biodiversidade e abrange 73 municípios em torno da capital paulista.

“O principal foco do projeto, estruturado em nove módulos, é a integração das áreas de pesquisa em botânica. Afinal, a reserva é um ecossistema que funciona como uma grande rede interconectada. E notamos que também estamos trabalhando mais interligados agora com a nova infraestrutura e a central de equipamentos multiusuários”, diz Luiz Mauro Barbosa , diretor do Instituto de Botânica.

O projeto começou a ser concebido em abril de 2018, quando o Instituto, vinculado à Secretaria de Infraestrutura e Meio Ambiente do Estado de São Paulo, foi aprovado no edital do Programa de Modernização de Institutos Estaduais de Pesquisa da FAPESP. No âmbito dessa iniciativa, a Fundação destinou um total de R$ 120 milhões para a modernização da infraestrutura de pesquisa e a capacitação de pessoal para 12 instituições paulistas.

A região estudada é muito populosa, com inúmeros fragmentos de vegetação nativa. “A população que vive nos municípios do entorno já sofre com aumento de temperatura [mudanças climáticas], altos índices de poluição atmosférica e urbanização desordenada. É também uma área que se beneficia com os serviços ecossistêmicos da reserva. Vamos mensurar como será dada essa relação nos próximos anos e qual o papel da conservação da biodiversidade nos ecossistemas terrestres e aquáticos para melhoria da qualidade de vida da população”, afirma Marisa Domingos, pesquisadora do Instituto de Botânica.

Fortalecimento da pesquisa

O apoio da FAPESP envolve, além do financiamento de bolsas de pesquisa e do fortalecimento de parcerias internacionais, o melhoramento de laboratórios e informatização e manutenção de coleções científicas, como as do herbário do Instituto de Botânica, com mais de 500 mil exsicatas (amostra de planta prensada e seca em estufa) da flora brasileira.

O Museu Botânico Dr. João Barbosa Rodrigues – interface do Instituto com a comunidade – também está sendo modernizado e receberá uma exposição voltada às atividades de educação ambiental e comunicação da ciência. Integra o projeto ainda o desenvolvimento de sistema digital para integração de dados dos diversos setores da pesquisa científica. O Museu está instalado dentro da área do Jardim Botânico.

Os recursos para a melhoria física das instalações são provenientes da Secretaria de Infraestrutura e Meio Ambiente do Estado de São Paulo. Já a compra de equipamentos para estruturação da central multiusuária e o custeio das atividades de pesquisa, como a digitalização e modelagem, são apoiados pela FAPESP.

“É um projeto amplo que passa na escala macro pelo diagnóstico da biodiversidade, análise estrutural e funcional de comunidades e restauração ecológica. Já na escala micro, buscamos identificar biomarcadores químicos, fisiológicos e biomoleculares. Tudo isso associado ao contexto da educação ambiental”, relata Emerson Alves da Silva, presidente do Núcleo de Inovação Tecnológica do Instituto de Botânica.

Passado, presente e futuro

A construção de cenários sobre o que poderá ocorrer nos próximos anos sob os impactos climáticos, de poluição e de perda de hábitat parte de três tipos de estudo.

O primeiro deles são os diagnósticos observacionais realizados por pesquisa de campo. Um grupo multidisciplinar está analisando diferentes grupos taxonômicos, como algas, bromélias, epífitas, árvores pioneiras e não pioneiras que habitam a vegetação nativa remanescente na região da reserva.

“Pretendemos identificar quais espécies são mais ou menos adaptáveis a esses impactos e que efeitos a variação de suas populações podem acarretar no ecossistema e nas cidades. É uma região que sofre forte pressão antrópica e queremos descobrir, entre os diversos estressores ambientais, climáticos e poluentes, quais proporcionam mais mudanças na biodiversidade. Queremos entender também se haverá efeitos aditivos, sinérgicos ou antagônicos, pois a ideia é pensar numa perspectiva futura da conservação da biodiversidade”, diz Domingos.

O segundo tipo de estudo parte do uso de dados e de séries temporais preexistentes. “São dados históricos de temperatura e poluição obtidos em bancos de dados ou por testemunhos de sedimentos, que recontam a história da urbanização nessa região. Temos também dados, por exemplo, das condições químicas e de biodiversidade de algas. Por mais de 20 anos, os pesquisadores acompanharam as comunidades de algas de um lago e fazem associações com as condições químicas de eutrofização [crescimento excessivo de plantas aquáticas, que reduz o nível de oxigênio da água e causa a morte de espécies]”, explica Domingos.

O estudo do lago eutrofizado, que recebe cargas de esgoto, e as mudanças nas condições químicas da água e da comunidade de algas também dão pistas importantes sobre o que aconteceu nas cidades ao longo dos anos e como essas mudanças impactaram a comunidade de algas.

Por fim, a partir dos dados históricos e observacionais, os pesquisadores vão fazer simulações em laboratório e então criar os modelos preditivos. “Dentre tantos fatores, é difícil imaginar qual estaria afetando mais uma determinada população. Então no laboratório conseguimos simular as condições, por exemplo, da temperatura atual em um ambiente e comparar com o que vai acontecer daqui a 20 ou 30 anos”, diz.

O objetivo é compreender não só os efeitos da urbanização nos fragmentos de floresta, mas como a perda do Cinturão Verde pode impactar a vida nas cidades.

Silva compara a modelagem de conservação da biodiversidade a uma equação. “Essa equação tem várias incógnitas que precisam ser respondidas. No entanto, para que se consiga prever o que vai acontecer nos próximos anos, só trazendo para essa equação elementos de diversos níveis – como informações sobre plantas, algas e fungos do ecossistema aquático e terrestre, além de dados climáticos e de poluição. É o que estamos fazendo e esperamos que o volume de dados que temos e estamos produzindo torne essas predições as mais confiáveis possíveis.”

Fonte: Maria Fernanda Ziegler | Agência FAPESP / Instituto de Botânica

Café: IAC faz descoberta que pode reduzir tempo de desenvolvimento de nova cultivar e ser mais resistente ao bicho mineiro

O Instituto Agronômico (IAC), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, é responsável pelo desenvolvimento de aproximadamente 90% das cultivares de cafeeiro do tipo arábica plantadas comercialmente no Brasil. Buscando a excelência do produto, o Instituto mantém pesquisas modernas e patenteou uma tecnologia para ser utilizada por cientistas de instituições públicas ou privadas dedicados ao desenvolvimento de novas cultivares de espécies de interesse econômico. A patente é de um promotor, denominado CaIsoR, que direciona a expressão específica para folhas das plantas. Este promotor foi isolado de cafeeiro, mas a tecnologia pode ser adotada em qualquer espécie cultivada.

“Trata-se de uma etapa importante no desenvolvimento de plantas geneticamente modificadas”, afirma Oliveiro Guerreiro Filho, pesquisador do IAC. Entenda o porquê: o diferencial do CalsoR é ter expressão específica em tecido foliar, ou seja, os genes introduzidos irão se expressar apenas nas folhas da planta. Por isso esse promotor gênico se difere de promotores normalmente utilizados para transformação genética, que atuam em todos os organismos da planta.

A tecnologia tem potencial para permitir a expressão de genes estruturais de interesse agronômico, em tecidos foliares. Exemplos destes são genes de resistência a pragas e doenças que atingem a parte aérea das plantas de café ou de outras espécies.

Segundo Guerreiro, o uso dessa tecnologia para desenvolvimento de variedades geneticamente modificadas com resistência a pragas ou doenças de importância primária poderá gerar redução direta de custos por dispensar ou reduzir o controle químico. A tecnologia poderá também reduzir o tempo necessário para o desenvolvimento de uma cultivar de café, que requer cerca de 20 anos de pesquisa. Essa nova tecnologia patenteada pelo IAC poderá colaborar em uma fase desse sistema complexo. “Dependendo do material genético utilizado para transformação, de maneira geral, podemos dizer que a tecnologia reduziria o tempo de desenvolvimento de uma nova cultivar de café à metade, ou seja, dez anos”, explica.

O promotor é uma sequência de DNA que informa quando e onde o gene deve ser ativado para produzir a proteína. Segundo Mirian Perez Maluf, pesquisadora da Embrapa Café que atua no IAC, a montagem dessa sequência de DNA com um gene-alvo é chamada cassete de expressão, e contém as informações essenciais para garantir a expressão do gene. O CaIsoR possui o tamanho de 950kb e foi isolado a partir de sequência de um gene do cafeeiro pertencente à família das isoflavonas.Considerando o uso do promotor CalsoR associado a um gene estrutural responsável direto pela síntese de uma proteína com atividade inseticida, por exemplo, esta proteína será produzida apenas nas folhas e quando estimuladas pela herbivoria de um inseto-praga.

“Como o cassete de expressão específico tem ação apenas na folha não haverá expressão gênica ou síntese de proteína com atividade inseticida em órgãos que serão usados para o consumo, que nesse caso seriam os grãos de café”, explica o pesquisador do IAC, da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA).

O CaIsoR é ativado apenas quando a folha da planta sofre uma ação biótica ou abiótica. Entre os agentes bióticos que ativam esse gene está a infecção fúngica, conhecida como ferrugem, e a infestação por insetos e pragas, como o bicho-mineiro, além de ácaros diversos. A ativação por agentes abiótica está mais estreitamente relacionada a danos de natureza mecânica, causados nas folhas em consequência do atrito provocado por ventos e trânsito de máquinas e implementos. A pesquisa foi desenvolvida em parceria com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (EMBRAPA) e a Universidade Estadual Paulista (UNESP).

Fonte: Virgínia Alves e IAC/Notícias Agrícolas

O Dia Estadual do Pesquisador Científico, por João Paulo Feijão Teixeira

A Lei Nº 14.142,de 14 de junho de 2010 instituiu o Dia Estadual do Pesquisador Científico a comemorar-se anualmente em 18 de novembro por ser nesse dia no ano de 1975 que foi promulgada a Lei Complementar n.° 125, que criou e organizou a carreira de Pesquisador Científico na Administração Pública do Estado de São Paulo, a qual rege os Pesquisadores Científicos em RTI – Regime de Tempo Integral nos 19 Institutos de Pesquisa do Estado, ativos e inativos, cujas pesquisas vêm contribuindo grandemente para a melhoria da qualidade de vida da população e para a aumentar as riquezas do povo brasileiro.

No Estado de São Paulo os pesquisadores científicos são ocupantes de cargos pertencentes à série de classes da mesma denominação, nos quais ingressam mediante concurso público de títulos e prova, realizado por área de especialização.

A citada série de classes de pesquisador científico possui legislação orgânica específica que a diferencia do plano geral de carreira do funcionalismo público. Essa diferenciação existe desde a criação do Regime de Tempo Integral, nos idos de 1945, e que foi incorporada à Lei Complementar 125/1975, que consolidou o Regime de Tempo Integral como regime de trabalho próprio dos cargos da carreira de pesquisador científico na qual não são permitidos cargos sob outros regimes de trabalho.

Trata-se, além da carga horária, da exigência de dedicação exclusiva a uma área de conhecimento científico com desempenho comprovado pela publicação de trabalhos originais de pesquisa científica ou tecnológica e é pelo desempenho produtivo comprovado e, permanentemente, aprimorado do pesquisador científico que se dá a valorização de suas atividades com a elevação do cargo aos níveis maiores da série de classes.

E mais do que isso, são os Pesquisadores Científicos que fazem evoluir o conhecimento, multiplicam os territórios do saber, abrem novas possibilidades de avanços e descobertas, enfim, é a eles que devemos o evolver científico.

João Paulo Feijão Teixeira, engenheiro agrônomo e presidente da Associação dos Pesquisadores Científicos do Estado de São Paulo (APqC)

Agenda APqC: Reunião sobre Situação Salarial dos Pesquisadores

CONVITE AOS ASSOCIADOS

Reunião sobre Situação Salarial dos PqCs

A APqC no intuito de dar publicidade, bem como ouvir seus associados, sobre as atividades desenvolvidas pelo grupo de trabalho que objetiva promover a paridade de vencimentos entre pesquisadores, convida os seus associados para participarem da reunião, a ser realizada no dia 03 de dezembro de 2020, às 14:00, online, no endereço eletrônico meet.google.com/tcf-qckk-xnn , com a seguinte pauta:

  1. Esclarecimentos gerais sobre a questão salarial do Pesquisador Científico;
  2. Viabilidade da Equiparação;
  3. Ações futuras;
  4. Palavra aberta aos associados.

João Paulo Feijão Teixeira

Presidente da APqC

Campinas, 24 de novembro de 2020.

Live discute reorganização das atividades de pesquisa, desenvolvimento e inovação nos institutos da APTA

Acontece amanhã, 25 de novembro, das 9h às 11h, a live “Reorganização das atividades de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I)” no âmbito dos Institutos de Pesquisa da APTA e da Secretaria de Agricultura e Abastecimento (SAA). Participam da transmissão o representante da SAA, Michael Cerqueira, que será o moderador da conversa, e os representantes dos institutos, Antonio Batista Filho, coordenador da APTA, e Marcos Antonio Machado, diretor do Instituto Agronômico de Campinas (IAC). Os interessados podem acompanhar a live por meio do canal do YouTube da Secretaria (clique aqui).

Vacina desenvolvida pelo Butantan deve ser liberada em dezembro

Boa notícia! O estudo clínico de fase 3 da Coronavac atingiu o indicador necessário para que se possa dar início às análises de eficácia do imunizante. Isso significa que o Instituto Butantan, que está desenvolvendo o imunizante em parceria com o laboratório chinês Sinovac, entra na fase final de aprovação da vacina. Nessa etapa os resultados serão analisados e validados pelo Comitê Internacional Independente e, em dezembro, será possível remeter à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), para análise do parecer do órgão. Assista o vídeo acima para mais informações.

APTA capacita 250 pessoas em segurança dos alimentos na região de Bauru

Produtores rurais, técnicos da extensão e manipuladores de alimentos de escolas, agroindústrias e restaurante popular, passam por capacitação relacionada à segurança dos alimentos na Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo. O projeto “Do Campo à Mesa”, conduzido por pesquisadores do Polo Regional de Bauru da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA), realiza desde 2018 ações de pesquisa, extensão e ensino voltadas aos produtores de olerícolas e aos manipuladores de alimentos. O projeto é conduzido em parceria com a Coordenadoria de Desenvolvimento Rural Sustentável (CDRS – Bauru), Prefeitura Municipal de Bauru, Faculdades Integradas de Bauru (FIB), Unisagrado, Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq/USP) e Udelar-Uruguay.

O objetivo do projeto, que deve ser finalizado ainda em 2020, é analisar possíveis patógenos, parasitas e resíduos de defensivos agrícolas em alfaces produzidas na região, além de validar o processo de higienização das hortaliças na Cozinha Comunitária, que oferece refeições saudáveis e balanceadas à população em vulnerabilidade social.

Aliado à pesquisa, a equipe do projeto e colaboradores realizam capacitações com foco em Boas Práticas Agrícolas, Gestão da Produção e Boas Práticas de Manipulação. O projeto contou com aporte financeiro do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

Nesses dois anos de projeto, foram capacitados cerca de 100 produtores rurais, 50 manipuladores (agroindústrias, escolas da rede pública e cozinhas comunitárias) e 100 técnicos da extensão rural, além de estudantes. Também foram treinados dois graduandos, um do curso de Agronomia e outro Farmácia.

“Ao todo, foram oferecidas 160 horas de capacitação, sendo que neste ano tivemos que adaptar esses cursos para o meio virtual. Contudo, conseguimos cumprir o que propõe o projeto, de levar conhecimento tanto para os produtores rurais, quanto para técnicos de extensão, que fazem a multiplicação dessas informações, como também para os manipuladores de alimentos, contribuindo bastante para a segurança alimentar do interior paulista”, afirma Maria Cecília de Arruda, pesquisadora da APTA.

Segundo Maria Cecília, o projeto tem possibilitado a transferência de conhecimentos e troca de experiências com extensionistas, pesquisadores e produtores rurais e a interação das ações de extensão e pesquisa em prol do pequeno produtor, além da busca da melhoria contínua em todo o processo produtivo da Cozinha Comunitária de Bauru.

Pesquisa

Com o trabalho desenvolvido pela APTA, as pessoas que consomem semanalmente as mil refeições servidas no espaço têm a garantia de estar ingerindo um prato seguro. Paralelamente, as 600 famílias que adquirem as hortaliças diretamente do produtor onde a pesquisa está sendo realizada também são beneficiados com a oferta de hortaliças seguras.

Para o desenvolvimento do projeto, a APTA coletou amostras de compostos orgânicos usados na produção de alface, da água utilizada na irrigação e lavagem das hortaliças, tanque de lavagem, caixas de colheita, mãos de manipuladores, utensílios e as hortaliças colhidas para o consumo, durante seis ciclos produtivos. A coleta das alfaces foi realizada desde a colheita até a finalização do processo de higienização na cozinha comunitária. “Com a pesquisa está sendo possível obter o diagnóstico e buscar melhorias no processo produtivo, visando à produção de hortaliças seguras”, afirma Maria Cecília.

A pesquisa foi desenvolvida com um produtor rural de olerícolas, com certificação orgânica, e na Cozinha Comunitária. Com o estudo foi possível fazer um monitoramento microbiológico e as Análises de Perigos e Pontos Críticos de Controle (APPCC) na cadeia produtiva da alface orgânica, além da capacitação e conscientização dos produtores para implementação de Boas Práticas Agrícolas (BPA) e Boas Práticas de Manipulação (BPM), as quais contribuem para a garantia da segurança dos produtos.

A saudabilidade dos alimentos é um dos objetivos apresentados no macro programa Cidadania no Campo 2030, em que a Secretaria de Agricultura visa proporcionar ações de educação para toda a cadeia produtiva, visando a produção de alimentos seguros.

Os pesquisadores da APTA e os técnicos da CDRS também têm auxiliado os pequenos agricultores da região de Bauru a diversificarem a produção olerícola utilizando as Boas Práticas Agrícolas, principalmente no uso de composto orgânico maturado, uso adequado e racional de defensivos e fertilizantes, no controle da qualidade da água de irrigação e na adoção de Boas Práticas de Manuseio Pós-Colheita. “Também queremos auxiliar os agricultores na abertura de novos canais de comercialização”, diz a pesquisadora.

Fonte: Assessoria de Imprensa – APTA

Gravação: Assembleia Geral Ordinária de 20/11

Livro “Probióticos e Prebióticos: Inovações e Desafios” será lançado em simpósio do Ital com o IFRJ

É inegável o crescimento da aplicação de probióticos e prebióticos por seus benefícios à saúde. Mas, afinal, quais os benefícios à saúde humana e animal que os probióticos, pós-bióticos, paraprobióticos e prebióticos proporcionam e que tecnologias existem para aplicação em alimentos e suplementos? Para esclarecer esses tópicos, será lançado em 1º de dezembro o livro “Probióticos e Prebióticos: Avanços e Desafios” durante simpósio online, que está com inscrições abertas – gratuitas para ouvintes.

Fruto do trabalho de dezenas de pesquisadores de relevantes instituições no cenário científico brasileiro, o livro de 16 capítulos, a ser publicado pela Setembro Editora, tem dentre os editores as pesquisadoras Patrícia Blumer Zacarchenco, Adriana Torres Silva e Alves e Leila Maria Spadoti, do Instituto de Tecnologia de Alimentos (Ital), vinculado à Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (Apta) da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo.

Também editam a publicação os professores Adriano G. Cruz e Márcia C. Silva, do Instituto Federal de Educação Ciência e Tecnologia do Rio de Janeiro (IFRJ), Michel R. Messora, da Universidade de São Paulo (USP), Elaine S. Prudencio, da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Erick A. Esmerino, da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), e Tatiana C. Pimentel, do Instituto Federal do Paraná (IFPR), todos doutores.

Além de Patrícia, Leila, Adriano, Michel e Elaine, serão palestrantes no simpósio os autores de capítulos do livro Silvani Verruck e Amanda Alves Prestes, da UFSC, Marcos da Gama, da Embrapa Gado de Leite, e Ana Paula Vieira Colombro, da USP. “O conteúdo abrange o estado da arte sobre probióticos, paraprobióticos e posbióticos, psicobióticos, probióticos e prebióticos no tratamento e prevenção de doenças periodontais, peri-implantares e cáries, no eixo boca-intestino e sistêmicas, além de produtos inovadores contendo esses microrganismos”, resume Patrícia, que coordena o simpósio com Adriana, Leila e Adriano Cruz.

A proposta do evento, segundo Patrícia, é “disseminar o conhecimento científico referente aos temas citados e possibilitar o intercâmbio de experiências entre os participantes que poderão interagir esclarecendo dúvidas e trazendo outras vivências.”

Equipe experiente e estrutura adequada para inovar

Esse é oitavo livro com edição e autoria de capítulos da equipe do Centro de Tecnologia de Laticínios (Tecnolat) do Ital nos últimos quatro anos. “É uma grande satisfação para nós ter contribuído com a elaboração de um material tão rico em um contexto tão desafiador como o que vivemos”, ressalta Leila. “É importante destacar o trabalho ininterrupto dos pesquisadores que estão atentos a questões relevantes tanto para o produtor e a indústria de alimentos, bebidas e suplementos alimentares quanto para o consumidor”, completa.

Para Adriana, que é diretora do Tecnolat, o simpósio e o livro são parte importante de uma longa trajetória de pesquisa e atendimento ao setor envolvendo probióticos e prebióticos. “Há vários anos o Ital desenvolve projetos de pesquisa junto a agências de fomento envolvendo o tema assim como atende ao setor produtivo através de testes in vitro e diversos tipos de análises microbiológicas de quantificação de probióticos e bactérias láticas em geral”, lembra. Mais recentemente, através do Plano de Desenvolvimento Institucional em Pesquisa (PDIP), por exemplo, o Tecnolat está aprimorando o seu Laboratório de Biotecnologia, o que permite ampliar o leque de atuação na área. “Estamos recebendo bolsistas de pós-doutorado, alguns equipamentos estão em fase de instalação e a infraestrutura está sendo adequada”, detalha.

Fonte: Assessoria de Imprensa – ITAL

Instituto Biológico: maior cafezal urbano do mundo fica em São Paulo

O produto que é paixão nacional e que movimenta a economia do estado de São Paulo e de todo o Brasil tem um cantinho especial na capital paulista. Em meio a prédios e avenidas movimentadas, a cidade esconde um de seus segredos na Vila Mariana: um cafezal de 10 mil m², com dois mil pés de café, cultivado em sistema orgânico. O espaço é mantido pela Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, por meio do Instituto Biológico (IB-APTA), que realizou o plantio dos cafés do tipo arábica em 1956. O IB comemorou 93 anos em 10 de novembro (confira vídeo sobre o Instituto no fim do texto).

Em 2020, foram colhidos cerca de 600 quilos de café da plantação do IB. Os grãos passaram por torrefação e moagem na Daterra Coffee, reconhecida no Brasil e no exterior pela qualidade de seus cafés.

A implementação do cafezal começou a ser planejada logo no início da fundação do Instituto, em 1928. “A área em que hoje o cafezal está, sempre foi pensada para o abrigar. Isso ocorreu, porém, só 28 anos após a fundação do IB, em um espaço que hoje é muito movimentado, mas que na época era uma das regiões mais desvalorizadas de São Paulo, por ser um local encharcado”, explica Marcia Rebouças, uma das responsáveis pelo Centro de Memória do IB.

Fundado para estudar a broca do café, praga que assolava as plantações paulistas, o IB sempre teve o café em seus objetos de pesquisa, daí a importância da implementação de seu cafezal, que até hoje serve para a condução de estudos relacionados a pragas e doenças.

O espaço também serve para a realização de trabalhos voltados à educação ambiental e à divulgação científica e cultural. Anualmente, o IB realiza o evento Sabor da Colheita, em que abre suas portas para que a população conheça o cafezal e aprenda a colher café, usando peneiras e balaios. A edição de 2019, que contou com apoio da Nestlé, recebeu público de 1.500 pessoas, aproximadamente.

Café movimenta a economia

O café movimenta a economia estadual e também nacional. Em São Paulo, de acordo com dados do Instituto de Economia Agrícola (IEA-APTA), a estimativa de produção da safra de 2019/2020 é de 370 mil toneladas, volume 39,7% superior ao obtido na safra anterior. O resultado é reflexo do aumento de 39,4% na produtividade, em decorrência da acentuada bienalidade da lavoura típica da região de Franca. Segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a safra de café no Brasil em 2020 foi de 61,6 milhões de sacas beneficiadas, crescimento de 25%.

IB comemora seus 93 anos

O Instituto Biológico comemorou seus 93 anos este mês. Referência no Brasil e no exterior em pesquisas científicas relacionadas à sanidade animal, vegetal e proteção ambiental, o Instituto é considerado estratégico pela Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo para que o agro paulista e brasileiro ganhe e mantenha seus produtos nos principais mercados consumidores do mundo.

Esta relevância, segundo Ana Eugênia de Carvalho Campos, diretora geral do IB, se dá pela instituição trabalhar com saúde, seja ela das plantas, dos animais, do meio ambiente e, consequentemente, dos consumidores. “O IB está sempre antenado às exigências do mercado e da população nas questões relacionadas ao alimento seguro. Nossas pesquisas estão focadas na solução desses problemas”, afirma.

Para garantir a saúde de todo esse ecossistema, o IB atua no desenvolvimento científico, na participação de programas estratégicos do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), além de prestação de serviços para o setor de produção. Por ano, mais de 200 mil diagnósticos são realizados pelo Instituto de pesquisa paulista, por exemplo.

“Hoje os mercados, sejam eles nacionais e internacionais, exigem a sanidade como peça-chave para importação e exportação de produtos e essas análises são fundamentais para isso”, explica Antonio Batista Filho, coordenador da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA), instituição responsável por coordenar os seis Institutos de Pesquisa e 11 Polos Regionais do agro paulista.

Fonte: Assessoria de Imprensa – APTA

Estudo conclui que Coronavac é segura e produz anticorpos em 97% dos participantes

Na noite de ontem, terça-feira (17), os resultados dos estudos clínicos da Coronavac, vacina em desenvolvimento pela parceria entre o Instituto Butantan e a farmacêutica chinesa Sinovac Life Science, foram publicados pela revista científica Lancet Infectious Diseases. A publicação mostra que a vacina é segura e tem capacidade de produzir resposta imune no organismo 28 dias após sua aplicação em 97% dos casos.

Os resultados publicados na Lancet, que contam com a revisão de diversos cientistas, são mais um passo importante para o desenvolvimento da vacina, que está em fase 3 de testes em diversas regiões do Brasil desde julho deste ano. Os detalhes da publicação podem ser conferidos no próprio site da Lancet (clique aqui).

As fases 1 e 2 reuniram 744 voluntários na China, com idades entre 18 e 59 anos. Os dados mostram que as reações adversas foram leves e nenhum efeito adverso sério relacionado à vacina foi identificado. A reação mais comum foi dor no local da aplicação. A taxa de soroconversão entre os voluntários que receberam a vacina, ou seja, produção de anticorpos, ficou acima dos 90%.

O artigo científico apresenta dados que já eram de conhecimento do Instituto Butantan e da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), uma vez que a partir deles foi possível aprovar o uso emergencial em mais de 50 mil pessoas na China e a realização do estudo de fase 3 no Brasil.

Estudos clínicos

Em fase final de estudos no Brasil, a Coronavac é considerada uma das vacinas mais promissoras no mundo, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), e vem sendo testada em sete estados brasileiros, além do Distrito Federal.

Coordenado pelo Instituto Butantan, os testes envolvem 13 mil profissionais de saúde em 16 centros de pesquisa de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Paraná, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Distrito Federal. Até o momento, mais de 10 mil pessoas já receberam ao menos uma das duas doses da vacina ou placebo.

Para determinar a eficácia da CoronaVac, é preciso que 151 participantes que receberam a substância sejam contaminados pelo coronavírus. A partir desta amostragem, haverá a comparação com o total dos que receberam a vacina e, eventualmente, também tenham diagnóstico positivo de COVID-19.

Se o imunizante atingir os índices necessários de eficácia e segurança, deverá ser submetido à avaliação da Anvisa para registro e posterior uso em campanhas de imunização contra o coronavírus.

Com informações do governo do estado de SP

“Mudanças climáticas” é temas de curso ministrado por pesquisadora do Instituto Geológico

A pesquisadora científica do Instituto Geológico (IG) Dra. Celia Regina de Gouveia Souza participou do “6º Workshop em Engenharia de Biossistemas – Web 6.0” da Universidade Federal Fluminense. No último dia 4 de novembro ela apresentou a palestra intitulada: “Riscos Costeiros e os Efeitos das Mudanças Climáticas” e nos dias 4 e 5 ministrou um Minicurso intitulado: “Erosão Costeira: Causas, Consequências, Indicadores e o que Fazer”.

Durante o Minicurso foram conceituados e exemplificados: sistema praial e erosão costeira; as causas da erosão costeira; as consequências da erosão costeira nos ambientes antropizados e naturais da orla oceânica; como monitorar a erosão costeira por meio de indicadores; elaboração de mapa de risco; e medidas de mitigação, controle e adaptação levando em consideração o modelo AbE (Adaptação baseada em Ecossistemas).

Sobre o evento: O Workshop de Engenharia de Biossistemas é direcionado a todos os interessados na área das Ciências Ambientais e suas tecnologias, formado pela comunidade acadêmica, empresas e membros da sociedade em geral que tenham afinidades com os temas e projetos de pesquisa ligados à Escola de Engenharia da Universidade Federal Fluminense (UFF) e demais unidades de ensino colaboradoras em projetos de pesquisa do Programa de Pós-Graduação em Engenharia de Biossistemas (PGEB). O evento tem também como objetivo divulgar os resultados dos projetos de pesquisa do PGEB – UFF.

Este ano o WEB 6.0 tem como tema “Meio Ambiente e Agropecuária: Governança, Pesquisa e Prática”. Queremos dedicar os dias do evento para as discussões relacionadas ao gerenciamento ambiental e às linhas de pesquisa que envolvem os sistemas agropecuários, manejo de resíduos, informática aplicada a análises em engenharia de biossistemas, mudanças climáticas, gestão de recursos hídricos, irrigação e conservação do solo e água.

Assista o vídeo com a palestra da Dra. Celia Regina de Gouveia Souza.

Instituto Florestal promove festival de contação de histórias com temas ambientais

De Maio a Outubro deste ano, o Museu Florestal “Octávio Vecchi”, do Instituto Florestal (IF), promoveu uma série de vídeos de contações de histórias infantis com temáticas ambientais. A ideia era dar uma opção de entretenimento com conteúdo de qualidade às pessoas que estavam em quarentena (principalmente com crianças) e ajudá-las de algum modo a passar por esse momento tão difícil causado pela pandemia de Covid-19.

Primeiro foi feita uma chamada para que quem quisesse participar enviasse seu vídeo. A equipe do Museu iniciou as contações apresentando a história alegórica do naturalista sueco Alberto Löfgren (idealizador do Instituto Florestal) e seu encontro com o Curupira, ente folclórico protetor das florestas, e com a suçuarana, mamífero de grande porte que habita a Mata Atlântica.

Durante estes meses, todas as quartas feiras, às 9h da manhã, foram publicados os vídeos nas páginas de Facebook e Instagram do Museu Florestal. Aos poucos, voluntários de todo o país, interessados em participar, foram enviando seus vídeos.

Ao todo, foram publicados 23 vídeos de 19 diferentes participantes de quatro estados do Brasil: Ceará, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul e de São Paulo (capital e interior).

Os estilos e temas foram variados. Foram abordados temas ambientais, folclore, biomas terrestres e marinhos, algumas pessoas usaram figurinos e adereços para contar sua história, outras fizeram de cara limpa. Tivemos também um vídeo de animação feito com material reciclado. As contações foram musicadas, lidas e recitadas. Teve prosa, poesia e literatura de cordel.

A iniciativa teve o apoio de Maria José Soares, do Movimento Infanto-juvenil Crescendo com Arte (MICA), que ajudou a equipe do Museu a chamar bastante gente para participar da atividade. Participaram das contações Natália Almeida e Paulo Muzio, da equipe do Museu, Nanci Alves e Renato Annibale, ex- estagiários, Artur Cesar Santinelo, servidor do Instituto Florestal, Camila Abreu, servidora da Secretaria de Infraestrutura e Meio Ambiente, Rachel Felipe e Bena, da Cia. Costurando Letras, Solange Bittencourt, dos Alendígenas, Antonia Olivares Rodrigues, professora voluntária do MICA, Ivana de Negri e Daniela Cristina Sesso, que contaram as lendas de Piracicaba, Gracelly Lins, Andrea Nogueira, Ana Maria Bettini, Patrícia Langlois, Jacira Fagundes, Elza Ghetti Zerbatto e Rosangela “Danda” Trajano.

Fonte: Assessoria de imprensa / Instituto Florestal

Em vídeo, Instituto Butantan esclarece sobre o que significa um “evento adverso grave” em testes clínicos

Na coletiva do último dia 10 de novembro, realizada no Instituto Butantan, o diretor Dimas Tadeu Covas falou sobre “evento adverso grave” em estudos clínicos. O termo tem sido usado de maneira equivocada por muita gente nas redes sociais e até mesmo na imprensa. Mas do que se trata exatamente um “evento adverso grave” e por que o caso ocorrido com o voluntário que participou dos testes da Coronavac não tem qualquer relação com a vacina desenvolvida pelo Instituto? Informe-se e ajude a combater as fake news.

Após polêmica, Anvisa libera retomada dos testes da Coronavac

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) anunciou ontem (11) a retomada dos testes clínicos da Coronavac, vacina contra o novo coronavírus que está sendo produzida pelo Instituto Butantan, de São Paulo, em parceria com o laboratório chinês Sinovac Biotech.

A Anvisa havia suspendido os estudos na última segunda (9) por conta de um “evento adverso grave” com um dos cerca de 10 mil voluntários da fase 3 dos testes da vacina. O diretor do Butantan, Dimas Covas, recebeu a suspensão com estranheza e disse que o incidente com o voluntário não teve qualquer relação com o imunizante. A imprensa revelaria depois que o “evento adverso grave” era, na verdade, um caso isolado de suicídio.

A agência se justificou dizendo que optou pela suspensão porque não teria recebido informações detalhadas do “evento adverso grave”. O Butantan, por sua vez, nega que não tenha fornecido as informações completas. Segundo o diretor do instituto, até mesmo o boletim de ocorrência da morte do voluntário foi encaminhado à Anvisa. Por este motivo, a suspensão dos estudos clínicos levantou dúvidas sobre a autonomia do órgão fiscalizador em meio à politização da vacina levada adiante por Jair Bolsonaro (em outubro, o presidente indicou à diretoria da Anvisa dois aliados políticos).

O Instituto Butantan deve retomar imediatamente os testes. Até o fim deste mês de novembro, mais de 120 mil doses da vacina CoronaVac chegam à São Paulo.

Com forte presença nos lares e no food service, requeijão cremoso é foco de curso do Ital

Genuinamente brasileiro e com grande aceitação pelo consumidor, o requeijão cremoso conquistou espaço na alimentação dentro e fora de casa, está presente nas mais diferentes delícias culinárias e tem a vantagem de ser um produto bastante seguro microbiologicamente quando comparado aos queijos, que têm mesmo teor de umidade. Ciente dessa relevância para o consumidor e para o mercado, o Instituto de Tecnologia de Alimentos (Ital), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, oferece o curso Fabricação de Requeijão Cremoso pela primeira vez no formato on-line no próximo dia 19, das 8h30 às 17h – inscrições abertas até segunda-feira (16).

Com a expertise de quem já publicou duas edições do livro Requeijão Cremoso e Outros Queijos Fundidos (Setembro Editora), produtos amplamente pesquisados e desenvolvidos pela equipe do Centro de Tecnologia de Laticínios (Tecnolat) há 43 anos, o Ital ensinará princípios gerais e principais etapas do processo de fabricação, com detalhamento de formulações de diferentes tipos de requeijões cremosos e culinário, assim como abordará legislação na área. Além da versão tradicional do requeijão cremoso, serão apresentadas opções com baixo teor de sódio, baixo teor de gordura, baixo teor de lactose e com adição de fibras, sendo que todas as formulações serão disponibilizadas aos participantes.

“São várias as possibilidades de inovação, pois os queijos fundidos são muito versáteis para a incorporação de diversos ingredientes com benefícios à saúde. A adição de fibras, por exemplo, traz não só características funcionais como também tecnológicas que possibilitam redução do teor de gordura”, ressalta a pesquisadora Patrícia Blumer Zacarchenco, que coordena o curso com a assistente de pesquisa Fabiana de Souza Trento.

Com conteúdo voltado para profissionais da indústria de alimentos, laticínios, técnicos, professores e estudantes da área, dentre outros interessados, as aulas serão ministradas por Patrícia, engenheira de alimentos, mestre e doutora em Tecnologia de Alimentos, Fabiana, bióloga e mestre em Ciência e Tecnologia de Alimentos, e pela pesquisadora Leila Maria Spadoti, engenheira agrônoma, mestre e doutora em Tecnologia de Alimentos.

Fonte: Assessoria de comunicação do Ital

Instituto de Economia Agrícola (IEA) completa 78 anos de apoio aos produtores rurais

Instituto de Economia Agrícola

Pioneiro na sistematização dos estudos sobre economia agrícola no Brasil, o Instituto de Economia Agrícola (IEA) completou 78 anos de fundação no último dia 7 de novembro, sem muito alarde. A instituição de pesquisa vinculada à Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo nasceu em 1942 e desde então suas atribuições têm sido as de executar programas e projetos de pesquisas e assessoramento, além de elaborar informações e estatísticas relativas ao setor.

Dentre tantas ações realizadas pelo IEA estão pesquisas sobre estatísticas de preço, área e produção, mercados florestais, salários, entre outras, realizadas geralmente em parceria com a Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (Cati), que se constituem em fontes para gestão pública e privada. Os levantamentos estatísticos serviram de modelo para outras instituições e os preços agrícolas são referência para atacadistas, varejistas e produtores.

Nos últimos anos, o Instituto passou por algumas remodelações, a mais recente delas conferiu ao IEA a atual estrutura, que compreende dois centros técnicos de pesquisa (Centro de Pesquisa e Desenvolvimento de Estudos Econômicos dos Agronegócios e Centro de Pesquisa e Desenvolvimento de Informações Estatísticas dos Agronegócios), além do Centro de Comunicação e Transferência do Conhecimento e do Centro de Administração da Pesquisa e Desenvolvimento.

Conquistas recentes

Os pesquisadores e corpo técnico do IEA foram os responsáveis pelo desenvolvimento da Calculadora do Valor Venal da Terra Rural, primeiro aplicativo da Secretaria de Agricultura. Ao informar o município, área e categoria da terra rural, o App permite que o interessado tenha na tela do celular, em questão de segundos, o valor venal de uma propriedade, uma informação preciosa, que permite ao agricultor recolher corretamente os impostos, comprar e vender um imóvel e resolver questões ligadas à Justiça.

O App foi desenvolvido no âmbito do projeto de modernização da metodologia para cálculo dos índices preços de terras, que passou a contar com 12 informações sobre cada um dos 645 municípios, o que permitiu a ponderação de uma média muito mais confiável. Além de servir de base para o cálculo do Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural (ITR), a ferramenta também facilita o recolhimento do Imposto sobre Transmissão Causa Mortis e Doação (ITCMD). Está disponível, de forma totalmente gratuita, nas plataformas de aplicativos para Android e IOS.

Contribuição

  • Pioneirismo no levantamento dos preços agrícolas diários, dos preços de terra, na elaboração da metodologia e do cálculo sobre custos de produção, e na análise dos impactos da nanotecnologia na cadeia de produção da soja;
  • Formulação do Programa de Microbacias Hidrográficas;
  • Parcerias com outras instituições congêneres na metodologia e elaboração de previsão e estimativas de safras em outros Estados, bem como para difundir a filosofia de mercado futuro e novos mecanismos de comercialização agrícola;
  • Participação na construção e aprimoramento do Fundo de Expansão do Agronegócio Paulista (Feap);
  • Desenvolvimento de metodologia de análise da balança comercial;
    Participação nas discussões e elaboração do Protocolo Agroambiental com o setor sucroalcooleiro, sendo responsável pela sua gestão dentro da SAA.

História

Nos anos de 1939 e 1940, o engenheiro agrônomo Ruy Miller Paiva, que então atuava no Instituto Agronômico (IAC), foi para os Estados Unidos para se aperfeiçoar na área de tecnologia de fibras. Deparou-se, então, com a economia agrícola e ao retornar para São Paulo, trouxe as ideias e o conhecimento que resultou na criação da Comissão de Estudos Rurais. Esta foi precursora do Departamento de Produção Vegetal da Secretaria, que em 1942 daria origem ao IEA, que primeiro sistematizou os estudos sobre economia agrícola no Brasil.

Com o tempo, o campo de trabalho passou a abranger cenários que incluem a globalização, a diferenciação e organização como princípios de inserção e permanência nos mercados para a produção familiar, os impactos da biotecnologia e da interdependência do setor agrícola com novos ramos industriais, agricultura periurbana, gestão da água e preservação ambiental.

Em parceria com a Coordenadoria de Desenvolvimento Rural Sustentável (CDRS), o IEA levanta informações e séries estatísticas de preço, produção, produtividade e salários, que são importantes fontes na gestão pública e privada.

Os levantamentos estatísticos serviram de modelo para outras instituições no Brasil. Já os preços agrícolas são referência para atacadistas, varejistas e produtores.

As linhas de pesquisa priorizam o atendimento às demandas sociais oriundas dos canais institucionais, mas sempre levam em conta a percepção e a sensibilidade de seus pesquisadores para as necessidades de médio e longo prazo da agricultura e da sociedade.

O IEA foi pioneiro no levantamento dos preços agrícolas diários, dos preços de terra, na elaboração da metodologia e do cálculo sobre custos de produção, e na análise dos impactos da nanotecnologia na cadeia de produção da soja.

O Instituto formulou programas de grande relevância na Secretaria, como o Programa Estadual de Microbacias Hidrográficas do Estado de São Paulo;
Também realizou parcerias com instituições na metodologia e elaboração de previsão e estimativas de safras em outros Estados, bem como para difundir a filosofia de mercado futuro e novos mecanismos de comercialização agrícola;

Participou da construção e aprimoramento do Fundo de Expansão do Agronegócio Paulista (Feap); desenvolveu metodologia de análise da balança comercial; participou ainda nas discussões e elaboração do Protocolo Agroambiental com o setor sucroalcooleiro, sendo responsável pela sua gestão dentro da Secretaria de Agricultura e Abastecimento.

Atualmente, o IEA continua desempenhando um papel fundamental e de relevância para o agro, atuando alinhado ao Programa “Cidadania no Campo 2030”, estratégico para trazer desenvolvimento sustentável à população do campo.

Hoje, cerca de 350 mil propriedades rurais paulistas não têm endereço e 200 mil quilômetros de estradas rurais não estão mapeados. Isso limita o acesso da população rural à infraestrutura básica de eletricidade, conectividade, saneamento e segurança pública, entre outros serviços essenciais.

Assessoria, com informações fornecidas pela Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo.

Diretor do Instituto Butantan anuncia início das obras da fábrica da vacina Coronavac

Veja como foi a coletiva de imprensa com o diretor do Instituto Butantan, Dimas Tadeu Covas, que anunciou na tarde de hoje (9) o início das obras da fábrica da vacina Coronavac.

Terminam hoje (6) as inscrições para bolsa de pós-doutorado em Ciência de Alimentos no Ital

Terminam hoje, 6 de novembro, as inscrições (clique aqui) para o processo seletivo de uma bolsa de pós-doutorado em Ciência de Alimentos com foco em metabólitos fúngicos no Instituto de Tecnologia de Alimentos (Ital), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo.

Com duração de 24 meses, valor mensal de R$ 7.174,80 isento de imposto de renda e reserva técnica de 15% do valor anual, a bolsa está vinculada ao Plano de Desenvolvimento Institucional de Pesquisa (PDIP) do Ital, localizado em Campinas, com financiamento da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp).

O candidato deve ter doutorado em Ciência de Alimentos, Química, Bioquímica ou áreas afins finalizado há menos de sete anos, com graduação em Química, Bioquímica, Engenharia de Alimentos ou áreas afins, e conhecimento da língua inglesa para leitura, redação científica e conversação, além de produção científica em periódicos indexados.

Também é necessário experiência comprovada em pesquisas em áreas relacionadas a Ciência de Alimentos e Microbiologia de Alimentos, análises de metabólitos microbianos, com ênfase nos metabólitos fúngicos, e técnicas cromatográficas usando CG-MS e LC-MS/MS. Além disso, é desejável experiência com difusão e transferência de conhecimento técnico-científico e coorientação de estudantes de graduação, mestrado e/ou doutorado.

O aprovado deverá desenvolver projeto na área, auxiliar na orientação e coorientação de alunos, colaborar com pesquisadores no desenvolvimento de outros projetos, auxiliar na redação e revisão de trabalhos científicos do grupo de pesquisa e trabalhar em ações que visem a transferência de tecnologia e conhecimento.

Fonte: Assessoria de imprensa / ITAL

EDITAL DE CONVOCAÇÃO DE ASSEMBLEIA GERAL ORDINÁRIA 20/11

EDITAL DE CONVOCAÇÃO DE ASSEMBLEIA GERAL ORDINÁRIA

Estão convocados os associados da Associação dos Pesquisadores Científicos do Estado de São Paulo para a Assembleia Geral que se realizará em formato virtual, por meio da plataforma “Google Meet”, através do link: meet.google.com/mwb-pams-eco , no dia 20 de novembro de 2020, às 13:00h, em primeira convocação, e às 13h10, em segunda convocação, para decisões sobre a ordem do dia:

  1. Prestaçãode contas da Associação no exercício de 2020;
  2. Leiturado parecer do Conselho Fiscal – exercício de 2020;
  3. Deliberação da prestação de contas no exercício de 2020;
  4. Alteraçãoda SEDE da APqC para a Rua Teófilo Braga, 489, sala 8 – Jardim Nossa Senhora Auxiliadora, Campinas-SP, CEP 13.075-390;
  5. Institutosd e Pesquisas: análise dos acontecimentos do ano vigente;
  6. Aprovação do ajuizamento dos processos judiciais:  

a) ação coletiva n. 1028679-33.2020.8.26.0053, contraa majoração e progressividade da alíquota de contribuição previdenciária e ampliação da base contributiva;

b) ação coletiva n. 1016771-76.2020.8.26.0053,objetivando a nulidade com efeitos retroativos do  i) artigo 2º, I, do  Decreto n. 64.864 de 16.03.2020; ii) do artigo 2º , parágrafo único da Portaria n. 02 do Instituto Butantan; iii) do artigo 21,II, da  resolução n. 18, de 23.03.2020 da Secretária de Agricultura e Abastecimento; iv) do inciso II da Deliberação 1, de 17-3-2020, do Comitê Administrativo Extraordinário Covid-19, de que trata o art. 3° do Dec.64.864-2020, a fim de asseguraro direito dos pesquisadores científicos, a fruírem a licença prêmio a que fazem jus oportunamente, de forma voluntária, mediante solicitação ao órgão competente;

c) qualquer outra medida administrativa ou judicial cabível para a defesa das instituições de pesquisa afetadas pela Lei 17.293, de 15 de outubro de 2020;

7. Outros assuntos;

8. Palavrado associado.

João Paulo Feijão Teixeira

Presidente da APqC

Campinas, 06 de novembro de 2020

Leia a íntegra do edital:

Servidores públicos de SP começam a receber vencimentos com descontos segundo as regras da nova previdência

A Associação dos Pesquisadores Científicos do Estado de São Paulo (APqC) informa que, em outubro passado, os servidores públicos paulistas começaram a receber seus vencimentos já com os descontos previstos pela nova contribuição previdenciária, conforme Lei Complementar nº 1.354/2020, de autoria do governo estadual.

A alíquota de contribuição dos servidores ativos, aposentados e pensionistas civis, que era de 11%, passou a ser progressiva, de 11% a 16%, de acordo com a faixa salarial. A justificativa do governo é que essa mudança na alíquota resultará no aumento da receita e servirá para cobrir o rombo da previdência.

Mas atenção: servidores que ingressaram no serviço público antes de 2003 continuam tendo direito à aposentadoria com integralidade de proventos. O que foi alterado é o cálculo dos servidores que se aposentaram pela média de remunerações, passando a ser consideradas 100% das contribuições ao invés de 80%, como vigorava até então.

Segundo a São Paulo Previdência (SPPREV), a contribuição dos aposentados e pensionistas agora é calculada a partir do valor do salário mínimo nacional (R$ 1.045). Somente os que hoje recebem acima do teto do INSS (R$ 6.101,06) e que pagam 11% é que passam a pagar 16% sobre o valor excedente.

Para mais informações acesse o site da SPPREV (aqui) ou consulta a Cartilha da Nova Previdência de SP (aqui), que contém perguntas e respostas sobre as alterações causadas pela reforma previdenciária paulista.

Pesquisadora do Instituto Biológico de SP explica como identificar se uma planta está doente

Se você já se aventurou a cultivar plantas no jardim de casa ou na varanda do apartamento deve ter percebido que nem sempre as coisas saem como planejado. Por mais que dediquemos atenção e carinho na manutenção das plantinhas, não é raro que elas tenham problemas de crescimento, fiquem com aparência feia ou mesmo morram precocemente. Muitas vezes, isso se deve à incidência de pragas ou doenças, que causam todos estes efeitos indesejados e outros mais. “As plantas, assim como nós, estão sujeitas a todo momento a serem afetadas por pragas (insetos e ácaros) e doenças (causadas por fungos, bactérias, vírus, entre outros)”, conta Eliana Rivas, pesquisadora do Instituto Biológico (IB-APTA), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo.

Sejam ornamentais, hortaliças ou aromáticas – no campo ou no nosso lar – nenhuma planta está isenta de apresentar esses problemas. Segundo a pesquisadora do IB, apesar de não ser possível impedir que as plantas que cultivamos em casa fiquem doentes, há medidas que podemos tomar para diminuir os riscos. “O que pode ser feito é manter as plantas em condições ambientais adequadas a cada espécie vegetal, ou seja, em condições de luminosidade, umidade e temperatura ideais para aquela espécie de planta”, detalha Eliana. “Isso fará com que a planta se desenvolva bem e tenha os mecanismos naturais de defesa em condições adequadas – ainda que não seja uma garantia de que ela vá vencer a ‘batalha’ contra as pragas e doenças”, acrescenta.

A especialista lembra que os microrganismos que causam doenças nas plantas não são os mesmos que afetam os seres humanos, por isso, não apresentam riscos para nós.

Como identificar se sua planta não está bem?

“Se temos plantas em nossos jardins ou dentro de casa é necessário sempre prestar atenção se houve alteração quanto aos aspectos das folhas, caules e flores”, diz a pesquisadora Eliana. De acordo com ela, no entanto, nem sempre uma alteração significa a presença de praga ou doença, podendo ser causada também pela falta ou excesso de adubo ou água, ou pelo transplante da planta de um local para outro. A especialista coloca que, como no caso de animais e seres humanos, para saber se a planta apresenta alguma doença é necessária a realização de análises laboratoriais.

Eliana cita que a Secretaria de Agricultura e Abastecimento, através do Instituto Biológico, realiza análises laboratoriais para a detecção e identificação de pragas e microrganismos causadores de doenças em plantas. Os custos das análises, pontua, são pagos pelos interessados, principalmente produtores rurais, associações de produtores, exportadores, importadores, agrônomos, paisagistas, colecionadores e outros. A pesquisadora menciona que o serviço está disponível também para o público geral, mas ressalta que é importante avaliar o custo-benefício – já que, por vezes, o preço da análise pode ser maior que o da própria planta. Informações sobre as análises disponíveis, valores e a maneira correta de coletar e enviar as amostras podem ser obtidas no site do IB.

“Uma boa opção para servir como orientação para os cuidados a serem tomados é consultar o Guia de Doenças e Pragas em Plantas, do Instituto Biológico”, aconselha Eliana. Com o Guia, é possível fazer uma busca por espécie vegetal e saber quais os principais problemas que podem estar acontecendo.

A pesquisadora alerta, ainda, que é preciso cuidado no controle de doenças de plantas em casa. “Convém lembrar que, enquanto para uso no campo existem produtos químicos e biológicos registrados no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimentos para serem utilizados no controle de pragas, fungos e nematóides, na área urbana não há produtos registrados para esse controle”, finaliza.

Serviço:

Unidade Laboratorial de Referência em Fitossanidade — Instituto Biológico
Av. Conselheiro Rodrigues Alves 1252, CEP 04014-900, São Paulo, SP.
Telefone: (11) 5087-1789/ 5087-1769. E-mail: analise_fitossanidade@biologico.sp.gov.br

Fontes e mais informações:

Assessoria de Imprensa IB/APTA (fdomiciano@sp.gov.br / gsalmeida@sp.gov.br)

Laboratório de análise química do IAC completa uma década com norma padrão internacional

Completar dez anos de acreditação pelo Inmetro na norma ABNT NBR ISO/IEC 17025:2017 não é para qualquer instituição. O Laboratório de Análise Química de Fertilizantes e de Resíduos do Instituto Agronômico (IAC), em Campinas, oferece serviços com esta acreditação desde 2010. Uma década de acordo com a norma internacional requer investimentos em estrutura e recursos humanos, que envolvem manutenção periódica de equipamentos e capacitação de profissionais para usar as técnicas e compreender a norma. Ter acreditação significa adotar procedimentos de modo que estes possam ser reproduzidos em outros lugares e por outras pessoas, apresentando o mesmo resultado.

Para o cliente, a acreditação representa garantia de qualidade e confiabilidade de resultados. As elevadas exigências tornam a manutenção da ISO ainda mais difícil, sobretudo em instituição pública, onde a finalidade não é competir por preços no mercado e tem sua orientação pela qualidade e tecnologia. O laboratório do IAC, da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, é credenciado pelo Ministério de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) e pode exercer função de fiscal junto a empresas de fertilizantes em apoio à rede nacional de laboratórios do MAPA.

“O sistema de qualidade envolve uma mudança de mentalidade e um compromisso em tentar fazer as atividades de forma comparável e organizada”, explica Aline Renée Coscione, pesquisadora do IAC, responsável pela unidade acreditada pela Coordenação Geral de Acreditação (CGCRE) do Inmetro. A acreditação atesta um compromisso da unidade de ter seus processos padronizados e rastreados de um modo que seja possível comparar seus resultados e confiar. “Desconheço outro laboratório público de análise de fertilizantes em São Paulo com acreditação.”

Segundo Aline, o laboratório, além de prestar serviços de análises com garantia de qualidade à agricultura, tem sido associado à difusão de tecnologias. A equipe do IAC ministra cursos de laboratórios para analistas e responsáveis técnicos entenderem o que é feito na unidade. O objetivo é preparar os profissionais para seguirem os métodos oficiais do MAPA. “Um laboratório acreditado e reconhecido pelo Ministério traz benefícios para a sociedade, tanto para o produtor como para fabricantes de fertilizantes, além de atuar na fiscalização por meio de convênios com o MAPA”, diz.

De acordo com a pesquisadora, também existe um viés da inovação tecnológica porque uma parte dos serviços feitos no laboratório são para melhorar os produtos, fazer controle de qualidade e estabelecer novos produtos dentro da cadeia de fertilizantes. “Nosso negócio é colocar nossa bagagem técnica além da pesquisa para alcançar esses outros objetivos da instituição”, resume.

No Centro de Solos do IAC, dentro da proposta de ser referência de qualidade, também existe, há 30 anos, o Ensaio de Proficiência IAC para Laboratórios de Análises de Solos; e há cinco anos, o Ensaio de Proficiência IAC para Amostras de Insumos Agrícolas. O Inmetro está incentivando que os Ensaios de Proficiência tenham acreditação na ISO 17043, que é a norma de ensaios de proficiência, muito similar à 17025, específica de laboratório. “A equipe do IAC está se preparando para buscar a acreditação de ensaios de proficiência em até dois anos. Será mais uma ação pioneira do Instituto, pois no Brasil não existe nenhum provedor de ensaio de proficiência de fertilidade de solo ou de fertilizantes acreditado até o momento”, afirma a pesquisadora do IAC, da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA).

A maior dificuldade em manter a acreditação é o aspecto financeiro porque nesse processo há soluções de padrões rastreáveis, que têm validade de um ano. É preciso fazer manutenção programada e periódica de todos os equipamentos, então os custos são muito relevantes na manutenção. Em lugares distantes dos grandes centros há ausência de profissionais qualificados, mas este não é o maior empecilho, segundo Aline, que como avaliadora de laboratórios, já visitou unidades nos estados de São Paulo, Minas Gerais, Goiás e Paraná, com maior frequência nos dois primeiros.

O laboratório do IAC existe há 15 anos, sendo dez deles com acreditação. Os investimentos em infraestrutura são constantes. Em 2009, recursos provenientes do Governo paulista foram destinados à modernização. Mais recentemente, houve mudança de prédio, com novas instalações, incluindo novos equipamentos e ar-condicionado. A equipe é composta por servidores públicos, estagiários e profissionais contratados por fundação, usando recursos gerados na própria prestação de serviços. O maior investimento é sempre em pessoal com o objetivo de oferecer a formação e alimentar a consciência de que sistema de gestão de qualidade depende de todos fazerem a sua parte. “Nós treinamos profissionais jovens com nossa experiência de dez anos de acreditação e como membro do Inmetro para atender as normas”, diz.

Há produtores e grandes corporações que já procuram o IAC por causa da acreditação de fertilizantes para ter confiabilidade no resultado a fim de questionar se eles vão pagar ou não a carga de fertilizantes recebidas. “Não é muita gente ainda, mas já está sendo formada essa consciência no produtor rural”. A pesquisadora diz que há vários clientes que usaram os resultados das análises para questionar junto aos fornecedores a qualidade do material comprado, inclusive de matéria-prima para fabricação de fertilizantes.

No estado de São Paulo, apenas laboratórios acreditados têm os seus laudos aceitos pela Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (CETESB). As exigências de atendimento às normas internacionais asseguram que o laboratório tenha uma estrutura padronizada. “Significa que ele não vai pular etapas ou criar alternativas que não possam ser repetidas em outros laboratórios”, explica a pesquisadora que também é avaliadora do Inmetro.

De acordo com Aline, todas as instituições que têm ISO resultam de iniciativas dos pesquisadores para atender às questões de pesquisa e de prestação de serviço. Ela relata que em alguns setores, como a saúde, isso é requisito internacional para reconhecer a competência de pesquisa ou dos resultados de saúde pública. “Se não tem a ISO, não dá pra confiar no laboratório”, atesta.

Segundo a pesquisadora, os procedimentos de compra do governo restringem alguns tipos de aquisição e de contratação, o que dificulta a manutenção da acreditação. “Para a ISO sobreviver, nós trabalhamos com fundações e com iniciativas individuais”, conta.

Em 2020, durante a pandemia, o Laboratório de Análise Química de Fertilizantes e de Resíduos do IAC está trabalhando sob demanda. Há semanas com maior volume de atividades e outras com menos. Ainda assim, em setembro a unidade já havia somado duas mil amostras analisadas. Esta é a média de atividade anual. No entanto, em 2020, o montante foi alcançado três meses antes de encerrar o ano. “Percebo que o laboratório se consolidou, está bem conhecido e reconhecido”, avalia.

Em períodos anteriores, o laboratório já chegou a fazer quatro mil amostras no ano, como quando houve o credenciamento como serviço terceirizado do MAPA. “O maior impacto no número de análises foi o credenciamento junto ao MAPA, entre 2013 e 2016 fizemos análise fiscal apoiando os Laboratórios Federais de Defesa Agropecuária (LANAGRO) do MAPA”, relata. Aline ressalta que esse serviço junto ao Ministério só é possível graças à acreditação.

A procura pelo laboratório é alterada também por conjunturas econômicas e, nestes casos, o número cai para pouco menos de duas mil amostras. A sazonalidade está relacionada também às atividades no campo. Na primeira parte do ano, normalmente se faz muita análise de solo para ver a necessidade de fertilização. No segundo semestre, são feitos os plantios, então outubro é mês de pico em laboratório de fertilizantes para as culturas anuais e as de verão. “Parece-me que depois desses quinze anos, o laboratório está sendo reconhecido agora em sua qualidade e acreditação. Digo isso por causa do número de amostras”. Segundo a pesquisadora, o mercado busca, essencialmente, preço baixo. “Agora que estão começando a procurar qualidade e apoio técnico, isso é o que o IAC oferece também como diferencial por ser uma instituição pública”, assegura.

Do total, 95% das amostras são de fertilizantes, maioria de minerais e minoria de orgânicos. Geralmente são produtos novos para uso como fertilizante. Aline comenta que há pouco resíduo para uso agrícola que chega para análises. “O uso de lodo de esgoto, que fomentou a criação desse laboratório, em 2005, como resíduo diretamente no solo agrícola requer o atendimento a vários requisitos pela Cetesb. Então quem tinha esse material teve que transformá-lo em produto, em fertilizante ou substrato”, explica.

A análise de fertilizantes é feita essencialmente para ver se a quantidade de nutrientes está de acordo com a legislação e com o rótulo do produto. “O produtor quer saber se o MAPA vai encontrar o que ele informou ou se ele está em consonância com a legislação; e o consumidor quer saber se o produtor está usando um produto adequado”, completa. Na análise de resíduos também são avaliados nutrientes e contaminantes com o objetivo de verificar o uso desse resíduo como fertilizante e a aplicação segura para agricultura e meio ambiente no solo. O perfil dos usuários é diversificado – há muitas empresas fabricantes de insumos, tem poucos produtores e muitas consultorias de novos produtos para fertilizantes e resíduos.

As atividades que exigem laboratório de fertilizantes e resíduos acreditados são aquelas que envolvem a área ambiental e as que fazem uso de resíduos com potencial agrícola. Isso engloba não só agricultura, mas qualquer forma de disposição desse resíduo no solo, para evitar contaminação. Na parte de fertilizantes, a acreditação é exigida em tudo que envolve o desenvolvimento de fertilizantes e o controle de qualidade do material produzido para acompanhamento da empresa e do MAPA, além do aspecto de sanidade para verificar a presença de contaminantes químicos, como metais pesados.

O MAPA tem incentivado os laboratórios privados a terem sistemas de qualidade para que possam realizar análises de fertilizantes reconhecidas pelo Ministério como controle de qualidade dos fabricantes. “Mas isso não pegou ainda porque envolve investimento em estrutura e, especialmente, em pessoal com conhecimento técnico das análises e do sistema de qualidade”, diz. O Ministério passou a exigir dos laboratórios cadastrados para fazer análises de fertilizantes e de outros insumos para uso agrícola que tenham a ISO 17025, em termos de procedimentos, treinamento de pessoal e controle de equipamentos. Ao adotar a ISO, o laboratório se compromete a seguir a norma. “O maior diferencial é ter a acreditação do seu serviço, do seu laboratório”, afirma.

Fonte: Cafeicultura

Tubarão de duas cabeças é achado no litoral de SP e intriga pesquisadores

Pescadores encontraram tubarão de duas cabeças no litoral de São Paulo, na divisa entre Itanhaém e Peruíbe. A descoberta intrigou pesquisadores que, após algumas análises, classificaram o espécime como o primeiro tubarão galhudo siamês de todo o mundo.

O estudo foi realizado pelo biólogo Edris Queiroz e pela pesquisadora Luana Felix, do Instituto de Biologia Marinha e Meio Ambiente de Peruíbe, e pelos pesquisadores Alberto Amorim e Eduardo Malavasi, do Instituto de Pesca de Santos. “É o primeiro caso do mundo, registrado e documentado na literatura, de um tubarão galhudo gêmeo siamês encontrado na natureza”, afirma o biólogo.

Órgãos duplos
Além de possuir duas cabeças, o espécime ainda apresenta dois corações, duas colunas vertebrais independentes e órgãos internos duplos. “Após uma análise da anatomia externa e interna do tubarão, a melhor definição para o caso é de que seriam gêmeos siameses”, explica Queiroz.

Segundo o especialista, trata-se de um fenômeno muito raro, com cerca de 10 casos em todo o mundo. Conforme sua explicação, esses tubarões são presas fáceis e acabam morrendo logo após o nascimento.

Poluição dos oceanos
O estudo indica que a causa da anomalia pode estar ligada, entre outros fatores, à poluição dos oceanos. “Os tubarões acumulam metais pesados em sua alimentação, e isso pode gerar o que chamamos de uma mutação, uma anomalia”.

Alterações genéticas e problemas no útero da mãe também podem ser possíveis causas. Sobre isso, Queiroz explica que “a compressão do útero pode fazer um ovo se fundir com outro. Não temos como ter certeza pois são eventos raríssimos”.

Para o biólogo, esse estudo facilitará a busca por medidas de preservação e conservação de espécies como essa. Ele ainda espera que essa descoberta chame a atenção para os problemas sérios que têm ocorrido nos ambientes marinhos.

Fonte: Tecmundo

Diretor do Instituto Butantan lamenta que vacina esteja sendo usada em disputa política: “Não podemos deixar que rasguem a ciência”

Crédito: Mario Tama / AFP

O governo do Estado de São Paulo deverá organizar uma campanha de vacinação própria contra o coronavírus, caso não haja entendimento com o governo federal para a compra e distribuição da vacina Coronavac por meio do Programa Nacional de Imunizações (PNI), do Ministério da Saúde. Ainda não há, no entanto, um detalhamento de como esse processo autônomo ocorrerá.

Segundo Dimas Covas, diretor do Instituto Butantan, se o governo federal mantiver a decisão de não comprar a Coronavac assim que ela for registrada pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), a alternativa será criar um consórcio entre outros Estados interessados e municípios para viabilizar essa distribuição.

“Nunca houve campanhas estaduais na história do Brasil porque temos um sistema único de saúde que concentra todas as campanhas de vacinação no PNI. Se a vacina Coronavac for a única aprovada e registrada no Brasil até janeiro, o governo federal terá que explicar por que não vai incorporá-la ao SUS”, afirmou.

Ainda segundo Covas, se essa negativa do governo federal acontecer provavelmente a situação será levada à Justiça. “O SUS é uma instituição que envolve o governo federal, estados e municípios. Existindo uma vacina aprovada e registrada no país, não há impedimento nenhum para distribuir à população. Se o governo federal se recusar a fornecê-la aos brasileiros, provavelmente terá implicações constitucionais”, avalia.

O Butantan é o principal fornecedor de vacinas e soros para o Ministério da Saúde – é responsável pela produção de 75% das vacinas e 100% dos soros distribuídos no SUS. De acordo com Covas, alguns estados, países vizinhos como Argentina e Peru, além da Organização Panamericana de Saúde (Opas), já procuraram o instituto com interesse de adquirir a vacina produzida no Butantan.

“Estamos nos primeiros capítulos dessa novela. Nunca antes na história uma vacina feita pelo Butantan foi objeto de disputa política. E, de repente, vemos o valor de uma vacina ser questionado pelo simples fato de ser uma parceria com a China”, disse Covas, que emendou. “A vacina que o governo federal encomendou da AstraZeneca é feita na China também, os insumos são da China. É uma incoerência muito grande. Uma recebe o rótulo em inglês e tudo bem. A outra não pode ser usada só porque o [governador] Dória é desafeto político do presidente”.

Covas afirmou ainda que o Butantan vai produzir a Coronavac e está fazendo um esforço para conseguir o registro no menor espaço de tempo. “Não podemos deixar que rasguem a ciência, rasguem a história do Butantan. Estamos no meio de uma epidemia e 500 pessoas ainda estão morrendo por dia por causa dessa doença”, finalizou o diretor.

Após a finalização da formulação e envase das doses, as vacinas ficarão armazenadas no Butantan aguardando o término do estudo clínico de fase 3 que está em andamento no Brasil para análise da eficácia da vacina. Para isso, é preciso que 61 voluntários já vacinados com o imunizante ou o placebo sejam diagnosticados com a doença. “Essa etapa é necessária para confirmar se de fato a vacina proporcionou proteção ou não”, explicou Covas.

A compra e distribuição da vacina Coronavac têm sido alvo de constantes disputas entre o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e o governo do Estado. Na última semana, Bolsonaro desautorizou um acordo de intenção de compra das doses produzidas no Butantan assinado pelo ministro da Saúde, Eduardo Pazzuelo, para distribuição no Programa Nacional de Imunizações. Em coletiva no dia 23, o governador João Dória garantiu que caso não haja acordo com o governo federal, assumirá a distribuição para os brasileiros de São Paulo.

“Nós vamos até o limite do possível pelo entendimento e diálogo com o governo federal. Mas se pelo diálogo não tivermos o alcance daquilo que é necessário para salvar a vida dos brasileiros, adotaremos todas as medidas que forem necessárias”, afirmou o governador. “O Butantan passou pela ditatura, pelos governos Lula, Fernando Henrique, Collor, Dilma, Temer, sem nunca viver uma experiência como essa”, concluiu.

Fonte: Época

Planeta Inseto e Museu da Pesca abrem visitação online e gratuita de seus acervos

Planeta Inseto, mantido pelo Instituto Biológico de SP

Agora visitantes de todas as partes do mundo podem conhecer, de forma virtual, o Planeta Inseto e o Museu de Pesca. As exposições virtuais contam com réplicas da estrutura física dos dois espaços e apresentam parte do acervo real.

O Planeta Inseto é o único zoológico de insetos do Brasil. É mantido pelo Instituto Biológico e fica na capital paulista. Já o Museu de Pesca é uma das principais atrações turísticas da cidade de Santos e é mantido pelo Instituto de Pesca.

Na visita virtual ao Planeta Inseto, os visitantes terão acesso a informações sobre formigas, abelhas, bicho-da-seda, bicho-pau, baratas e besouros. No ambiente online, há ainda vídeos, fotos e a ambientação das salas físicas do museu.

“É possível ainda aprender as características que diferenciam um inseto de outros animais, como o corpo dividido em três partes [cabeça, tórax e abdômen], um par de antenas e três pares de pernas. Essa é uma das dúvidas mais comuns dos visitantes da exposição física”, conta Mário Kokubu, educador do Planeta Inseto e responsável pela pesquisa de conteúdo da exposição virtual.

Para visitar o Planeta Inseto virtualmente acesse o site (aqui).

Museu de Pesca
A versão virtual do Museu de Pesca é uma réplica da estrutura física do espaço, contendo em cada ambiente parte de seu acervo real. Na visita presencial, para o grande público, as principais atrações são um imponente esqueleto da baleia Balaenoptera physalus, com 23 metros de comprimento e sete toneladas, e os diversos exemplares de tubarões.

“O Museu Virtual permite aos visitantes assíduos, principalmente crianças, aplacar a saudade enquanto o espaço está fechado, e estimula potenciais novos visitantes, uma vez que a visita virtual gera curiosidade sobre as atrações”, afirma Thaís Moron, pesquisadora do IP e diretora do Museu de Pesca, que recebe público de mais de 50 mil pessoas anualmente.

Para visitar o Museu da Pesca virtualmente acesse o site (aqui).

Instituto Agronômico (IAC) produz 500 toneladas de sementes genéticas por ano

Em Campinas, na Fazenda Santa Elisa do Instituto Agronômico de Campinas (IAC), nasce boa parte das sementes de diversas culturas que formam os campos em diferentes estados brasileiros. O IAC, da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, produz as sementes genéticas das cultivares de plantas agrícolas desenvolvidas no Instituto, como arroz, feijão, trigo, milho, milho-pipoca, triticale, aveia, amendoim e tantas outras e as transfere para os setores de produção.

O caminho que leva a ciência e a tecnologia aos campos e as traz de volta às cidades na forma de produtos e serviços é pavimentado por competência científica e investimentos no setor de pesquisa, desenvolvimento e inovação.

Ano a ano, o Instituto produz cerca de 500 toneladas de sementes genéticas. “Embora este número pareça baixo, o resultado final é grande porque a semente genética ainda será multiplicada outras cinco vezes; entregamos a primeira geração às empresas de multiplicação e estas vão multiplicar e repassar aos agricultores”, explica Alisson Fernando Chiorato, pesquisador do IAC, da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA).

O Núcleo de Produção de Sementes do IAC é responsável por produzir a semente genética exatamente com as mesmas qualidades obtidas nas pesquisas de melhoramento de cada cultura. Na Unidade também há espaço para organização de sacarias de papel e de ráfia, usadas para embalar os produtos, e atendimento ao público.

A semente genética é considerada pelos especialistas como condição para obter bom desempenho na agricultura. Ela carrega as características agronômicas alcançadas por meio da pesquisa e garantem ao agricultor a identidade do material que vai a campo. Sem essa garantia que somente a semente genética proporciona, o agricultor corre o risco de perder os investimentos feitos na instalação da lavoura.

O IAC mantém a produção de sementes genéticas em pleno funcionamento, alinhada as diretrizes colocadas pela legislação brasileira o que garante maior eficiência produtiva. O objetivo é repassar à sociedade os produtos resultantes da ciência agronômica conduzida no Instituto.

Dentre as sementes produzidas estão cerca de 16 espécies, totalizando uma média de 45 cultivares desenvolvidas pelo IAC. A seleção do material que vai para a produção de sementes passa, sobretudo, pelo critério de aceitabilidade demonstrada pelo setor agrícola. “Dependendo da aceitabilidade, direcionamos o trabalho de melhoramento genético na atividade de pesquisa ou, se for o caso, consideramos a possibilidade de excluir o material do mercado”, afirma Chiorato. A produção de sementes genéticas das cultivares IAC, ocorre de acordo com a demanda dos agricultores.

Fonte: Instituto Agronômico de Campinas (IAC)

Butantan lança plataforma para consulta de ações de testagem do coronavírus

O Instituto Butantan lançou um portal com dados da Plataforma de Laboratórios para Diagnóstico do Coronavírus. A ferramenta disponibilizará informações das ações de testagem realizadas para detectar a Covid-19 em todo o Estado de São Paulo.

Agora, com o novo portal, será possível acessar os dados quantitativos e qualitativos como número de testes, local de realização, sexo dos participantes, além de resultados positivos e negativos.

A plataforma, coordenada pelo Butantan, reúne laboratórios da rede pública e privada que processam testes rápidos e do tipo RT-PCR. Atualmente tem capacidade para processar 11 mil exames por dia. Criada em abril, a ferramenta tem como principal objetivo organizar o fluxo de amostras para o diagnóstico do novo coronavírus e definir protocolos para investigação e incidência do vírus.

O Instituto Butantan é referência em diagnósticos da Covid-19 no Estado de São Paulo. Os testes realizados até hoje têm, entre suas ações, exames em pessoas assintomáticas, ações em programas de Drive-Thru, além de populações vulneráveis, profissionais de segurança pública, de saúde, comunidades indígenas, quilombolas, idosos moradores das instituições de longa permanência, entre outros.

“Sabemos que este mapeamento de diagnóstico da infecção pode fornecer um raio-X importante para o planejamento de combate à pandemia. O Butantan vem fazendo um trabalho de coordenação destes centros e agora, com dados mais robustos e recortes bem definidos, conseguimos disponibilizar esse material garantindo a transparência nos dados”, explica Dimas Covas, diretor do Instituto Butantan.

Para acessar o novo portal clique aqui.

Assembleia Geral Extraordinária 28 de Outubro (virtual)

Gravação da Assembleia Geral Extraordinária realizada em 28 de Outubro.

Artigo: A estabilidade do servidor público beneficia a população, ao contrário do que dizem os maus políticos

ARTIGO

Os maus políticos e os maus empresários atacam a estabilidade do servidor público como se ela fosse contrária aos interesses do povo. Fazem isso porque querem servidores submissos a eles. Pois bem, a estabilidade do servidor foi criada para assegurar os direitos e os interesses do cidadão e não do governante. Com estabilidade o servidor não pode ser obrigado pelo político mandante a fazer o que ele (o político) quer, desde que o que ele quer seja ilegal ou inconstitucional,  satisfazendo apenas a seus interesses.

O servidor público, atendendo à estrutura burocrática do Estado, faz aquilo que defende o interesse do povo e não o que atende ao interesse político do governante de plantão. Sem a estabilidade do servidor os governantes farão da coisa pública um instrumento para exercício de seus interesses político-partidários. Quem não lhes obedecer será sumariamente demitido. 

Isso não é dito por alguns  governantes e grandes empresários por que isso vai contra seus interesses. Colocar a estabilidade como uma mazela é mentir para o povo, com muita repercussão, especialmente sobre as pessoas menos esclarecidas.

Dr. Percy Corrêa Vieira, pesquisador aposentado do Instituto Geológico

Pesquisadores do Instituto Florestal e da Unicamp debatem incêndios em SP e suas consequências

Depois do fogo: os desafios da recuperação da vegetação em São Paulo é o tema da próxima edição do Café Virtual do Instituto Florestal, que será apresentado amanhã, quinta-feira (29), a partir das 15h. Os pesquisadores Antonio Carlos Galvão de Melo, Giselda Durigan, Natashi Pilon e Maria Teresa Toniato nos acompanham neste encontro em um debate sobre os incêndios em São Paulo, suas consequências para os diferentes biomas, o que fazer depois do fogo, entre outros temas. Para participar se inscreva pelo Zoom aqui.

Ou acompanhe ao vivo pelos seguintes canais:

Facebook do IF

Facebook da Secretaria de Infraestrutura e Meio Ambiente

YouTube da Secretaria de Infraestrutura e Meio Ambiente

Secretaria de Agricultura de SP faz diagnóstico inédito das pesquisas desenvolvidas em seus Institutos

Levantamento mostrou alto desempenho na atuação com os principais produtos do agro estadual; Discussões serviram de base para nova organização da programação científica

Os Institutos ligados à Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo possuem alto desempenho junto às cadeias de produção da cana-de-açúcar, citros, bovinocultura, grãos, aquicultura, olericultura e plantas aromáticas e medicinais, além de abelha e mel. É o que mostra a publicação inédita Planeja PD&I: Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação nos Institutos da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, que traz um diagnóstico das atividades de pesquisa, desenvolvimento, inovação e transferência de tecnologia nos seis Institutos e 11 Polos Regionais que formam a Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA). Clique aqui para acessar a publicação completa.

O objetivo da publicação foi realizar um diagnóstico e a construção de planos de ação visando o planejamento, gestão e a governança das atividades de PD&I da Secretaria nas principais cadeias de produção do agronegócio paulista e brasileiro. As discussões para o desenvolvimento do diagnóstico estão sendo realizadas há um ano e meio por pesquisadores e lideranças do Instituto Agronômico (IAC), Instituto Biológico (IB), Instituto de Economia Agrícola (IEA), Instituto de Pesca (IP), Instituto de Tecnologia de Alimentos (ITAL), Instituto de Zootecnia (IZ) e APTA Regional, com seus 11 Polos de pesquisa.

Ao todo, 18 cadeias de produção do agro foram avaliadas, em 18 eventos realizados em 2019, que reuniram público de 952 pessoas, sendo 78,3% delas oriundas dos Institutos da APTA e 21,7% de outras unidades da Secretarias e instituições externas. Para o diagnóstico foram consideradas 29 variáveis e 12 indicadores de PD&I. Os dados coletados correspondem ao período de 2015 a 2018, tendo sido contabilizadas as produções de 75 grupos de pesquisa distribuídos nos seis Institutos e na APTA Regional.

Segundo o diretor do IAC, Marcos Antônio Machado, que liderou a realização das discussões e elaboração da publicação, é urgente identificar oportunidades de inserção das instituições de pesquisa no setor do agro e desenvolver mecanismos que permitam o planejamento, gestão e governança das atividades de pesquisa, em prol do desenvolvimento do agro paulista, incorporando elementos como integração institucional, metas e avaliação de efetividade e impacto dos estudos científicos.

“É cada vez mais evidente a importância da ciência e da tecnologia para o desenvolvimento sustentável do agronegócio brasileiro. Se ele adquiriu o atual status, tornando o Brasil um dos principais fornecedores de alimentos para o mundo, tem sido graças à incorporação crescente dos resultados da pesquisa científica e tecnológica em todas as suas cadeias de produção. Esse é um processo dinâmico, cujos desafios crescem à medida que aumenta a demanda por alimentos e a imperiosa necessidade de sustentabilidade nas atividades do agro”, afirma Machado.

De acordo com o diretor do IAC, as instituições públicas de ciência e tecnologia do agronegócio nascidas desde a época do império, como é o caso do IAC, existem até hoje porque cumpriram a contento suas missões. “No entanto, as transformações atuais também têm impactado essas instituições, exigindo profundas transformações dos modelos de geração de conhecimento e transferência de tecnologia praticados até então. Não basta gerar conhecimentos, soluções e tecnologias promissoras se não forem efetivamente transferidas”, explica.

Para o coordenador da APTA, Antonio Batista Filho, as atividades de pesquisa, desenvolvimento e inovação dos Institutos que compõem a Agência estão focadas nas cadeias de produção do agronegócio e em áreas temáticas, que ofertam soluções, tecnologias e serviços complementares. “Os trabalhos realizados envolveram pesquisadores e demais atores das cadeias produtivas e áreas temáticas, buscando consolidar resultados, panoramas, diagnósticos e prospecção de áreas para atuação. A partir desse trabalho também conseguimos integrar mais as equipes de pesquisadores, um ponto chave para a gestão dos Institutos”, afirma.

Nova organização da pesquisa da APTA

As discussões que levaram ao diagnóstico das pesquisas desenvolvidas pela APTA foram fundamentais para que fosse pensada uma nova programação de pesquisa no âmbito da Agência.

Ao todo, foram definidas três áreas estratégicas para atuação: inovação e tecnologias emergentes; sustentabilidade e segurança alimentar. “Nessas três áreas, temos 13 programas com temas agregadores, que integram as pessoas. Esses temas são abrangentes para que todos se vejam nessa organização, que está alinhada às diretrizes da Secretaria, com vários pontos convergentes ao Cidadania no Campo”, explica Machado, referindo-se ao projeto que norteia as ações da Secretaria de Agricultura.

Essa nova organização de trabalho já está em funcionamento, mas o processo total de implementação das ações deve ocorrer em até um ano. “É ilusório pensar que vamos resolver os problemas sozinhos, precisamos trabalhar em rede e transferir nossos resultados para os usuários das tecnologias”, diz Machado.

A integração definida na nova programação não deve ocorrer apenas entre os pesquisadores e seus Institutos e unidades regionais, mas também em outras coordenadorias da Secretaria, como a Coordenadoria de Desenvolvimento Rural Sustentável (CDRS), Coordenadoria de Defesa Agropecuária (CDA) e Coordenadoria de Desenvolvimento dos Agronegócios (Codeagro).

Institutos têm alto desempenho nas principais cadeias do agro paulista

O levantamento mostrou o alto desempenho dos Institutos de Pesquisa da APTA nas principais cadeias do agro paulista. De acordo com a metodologia da publicação, por alto desempenho entende-se a demonstração de maior capacidade de contribuição para a cadeia em pesquisa, desenvolvimento, inovação e transferência de tecnologia.

A cana-de-açúcar, por exemplo, é o principal produto do agronegócio estadual, segundo o IEA, com valor de produção de R$ 30,3 bilhões em 2019. Nesta cadeia, as pesquisas conduzidas pelo IAC, IB, IEA e APTA Regional tiveram alto desempenho.

O VPA da carne bovina em São Paulo foi de R$ 10 bilhões em 2019, ficando na segunda colocação no ranking estadual. A cadeia de bovinocultura também teve destaque na produção científica da APTA, alcançando alto desempenho na APTA Regional, IB, ITAL e IZ.

Destaque também para a cadeia dos citros, com alto score de atuação no IAC e IB. A laranja para a mesa, por exemplo, tem o terceiro maior VPA estadual, com valor de R$ 5,3 bilhões.

Há destaque também para as cadeias de aquicultura e pesca, em que o IP teve alto desempenho, além de olerícolas e plantas aromáticas e medicinais no IEA e ITAL.

Outros pontos fortes identificados foi a atuação na cadeia do mel e abelha pela APTA Regional, na da seringueira pelo IAC e APTA Regional, feijão, milho e soja no IAC, além de leite no IB, ITAL e IZ.

Fonte: Assessoria de Comunicação da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo

APqC homenageia Dra. Alba Lavras por seu aniversário de 93 anos

Dra. Alba Lavras (acervo pessoal)

Faz 93 anos hoje, 26 de outubro, a Dra. Alba Lavras, pesquisadora aposentada e ex-diretora do Instituto Butantan que teve participação decisiva na luta pelo reconhecimento e consolidação da carreira de pesquisador científico no Brasil. Ela também empresta seu nome à Medalha Alba Lavras, mais importante condecoração concedida pela Associação dos Pesquisadores Científicos do Estado de São Paulo (APqC) a profisisonais que se destacam por seu trabalho ou apoio à Ciência.

Outorgada anualmente, em sessão solene, a Medalha Alba Lavras não será concedida a nenhuma personalidade este ano, em virtude da pandemia. “A APqC decidiu suspender temporariamente as inscrições de candidatos e a solenidade. Quando novas datas forem estipuladas, informaremos nossos associados.”, diz Juliana Teramoto, membro da equipe de comunicação da atual diretoria.

No entanto, apesar do cancelamento da entrega da Medalha Alba Lavras, que ocorre tradicionalmente na semana do aniversário da pesquisadora, a APqC faz questão de manter a homenagem anual que presta a essa referência máxima na área da pesquisa científica. Contar a sua história é uma forma de manter vivo o seu legado e inspirar as futuras gerações.

Quem é Alba Lavras?

Alba Apparecida de Campos Lavras nasceu em Ipauçu (SP), em 26 de outubro de 1927, mas mudou-se para São Paulo em 1939, para estudar. Sua mãe, Adalgisa Cavezzale, morreu muito jovem, em 1941, deixando cinco filhos aos cuidados exclusivos do marido, Francisco de Campos. Após a perda da mãe, Alba tem de crescer antes da hora e começa a dar aulas em um curso de admissão ao ginásico, no Colégio Paulistano, onde ela própria estudava.

Em 1946 ingressa na Escola Paulista de Medicina e passa a dar aulas preparatórias para o vestibular. Dois anos depois, paralelamente à Medicina, faz um curso de Bioestatística com o prof. Adolpho Martins Penha, no Instituto Biológico.

No Instituto Butantan, onde ingressa mais tarde, dedica-se à investigação científica, apresentando os resultados obtidos em conclaves científicos, nacionais e internacionais, e publicando-os em revistas especializadas dentro e fora do País. No renomado instituto ocupa o cargo de médica (1954-1977) e de pesquisadora Científica (1977-1997). Nesses cargos, juntamente com a investigação científica, exerce funções administrativas e tem participação direta em associações, sociedades e conclaves científicos.

Ao longo de toda sua carreira, participa de inúmeras bancas examinadoras e da coordenação de concursos para seleção de estagiários e captação de recursos humanos para pesquisa e apoio à pesquisa no Instituto Butantan. Ao proferir palestras para a divulgação da ciência, sempre expressava sua convicção de que cabe a todo profissional, principalmente aos de um país subdesenvolvido (ou em desenvolvimento), não apenas fazer bem o seu trabalho e aprimorar a sua capacitação, mas principalmente lutar pela conquista de melhores condições de trabalho e formação.

A Dra. Alba Lavras foi ainda Membro da Comissão Permanente do Regime de Tempo Integral (CPRTI) e sua presidente (1976-1980). Vale lembrar, que Alba, José Reis e Bernardo Goldman foram os bravos e aguerridos “patronos” da carreira de Pesquisador Científico. Sua trajetória profissional, aliás, ficou marcada não só pela criação da carreira de Pesquisador Científico, mas também da carreira de Assistente Técnico de Pesquisa Científica e Tecnológica e da carreira de Apoio à Pesquisa Científica e Tecnológica.

Por isso, no dia de hoje, a APqC reitera sua admiração e respeito pela história e pelo exemplo de vida da Dra. Alba Lavras, que tanto orientam nossa luta em defesa dos institutos de pesquisa e dos pesquisadores paulistas, assim como da própria ciência brasileira. Tê-la entre nós, aos 93 anos, é um privilégio e motivo de orgulho.

Instruções Técnicas da Assembleia Geral Extraordinária

Comunicado – Alteração do Link da assembleia 28/10

Caros colegas,

Pensando em atender os associados que não poderão participar, informamos que a assembleia será gravada e, ao final do evento, será divulgada a gravação nos canais online da APqC. Por esse motivo o endereço online precisou ser alterado para meet.google.com/xtq-skxv-rfu.

Reforçamos que a confirmação de presença é recomendada para evitar complicações de acesso.

Demais duvidas deve ser encaminhada a secretaria da associação no e-mail secretaria.apqc@gmail.com

Comunicação APqC

Prezados associados,

Informamos que no dia 26/10, das 14h às 16h00, estaremos a disposição, através da plataforma “Google Meet”, no link https://meet.google.com/gwy-xgby-axt, para esclarecimentos de duvidas relacionado ao acesso virtual a Assembleia Geral Extraordinária do dia 28/10.

Iremos auxiliar os sócios que não possuem familiaridade com formato virtual a utilizarem a plataforma e testarem as instruções técnicas de conexão exigidas para a assembleia.

Endereço instruções técnicas:

Link: https://meet.google.com/gwy-xgby-axt

Endereço da assembleia:

Link: https://meet.google.com/zpk-kiip-vxn meet.google.com/xtq-skxv-rfu

Associação Interciência realiza segundo debate sobre a situação da pandemia de covid-19 na América

Diante do cenário de pandemia que atinge o mundo e em particular os países da América, a Associação Interciência, que reúne entidades de todo o continente Americano, realizou ontem (22) o segundo debate da série de discussões na forma de painéis virtuais. Com o tema “A Situação da pandemia da COVID-19 na América”, a transmissão foi feita pelo canal da SBPC, no YouTube.

Com moderação de Lidia Brito, diretora da Unesco América Latina e Caribe, o painel contou com a participação de Tomas Perez-Acle, da Fundación Ciencia & Vida e Universidad San Sebastián, no Chile, Eugenia Corrales-Aguilar, do Centro de Investigación en Enfermedades Tropicales, na Costa Rica, Mayra de la Tirre, do Centro de Investigaciones y Desarrollo en Agrobiotecnología Alimentaria, no México, Eduardo Gotuzzo, da Universidad Peruana Cayetano Heredia e Instituto de Medicina Tropical “Alexander von Humboldt”, do Peru, Adriana Delfraro, da Universidad de la República de Uruguay, e Kathryn Edwards, do Vanderbilt University, dos Estados Unidos.

A iniciativa tem como objetivo realizar um painel por mês, com a participação de representantes de até seis países em cada, no qual pesquisadores especialistas indicados por associações civis possam compartilhar informações e fazer análise qualificadas da situação da pandemia em seus países, em particular sobre o estado da dispersão do coronavírus bem como das ações governamentais tomadas, ou não, para o enfrentamento da covid-19. Cada panelista fará uma apresentação de cerca de 10 minutos e o painel contará com um moderador, que estimulará as discussões entre os apresentadores e exporá as perguntas coletadas da audiência. Clique no vídeo abaixo para assisti a discussão ou diretamente pelo Canal SBPC do YouTube.

Fonte: Jornal da Ciência

Instituto Butantan diz que Anvisa quer impedir fabricação de vacina chinesa no Brasil

Dimas Tadeu Covas é diretor do Instituto Butantan

O diretor-geral do Instituto Butantan, Dimas Tadeu Covas, afirmou ontem (22) que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) está dificultando a produção da vacina CoronaVac ao retardar a autorização para importação de matéria-prima da China.

Segundo Dimas, havia um pedido de liberação do produto no dia 23 de setembro para fabricar 40 milhões de doses. No entanto, uma reunião foi marcada para tratar do assunto no dia 11 de novembro.

Conforme o diretor do Butantan, caso a liberação aconteça apenas em novembro, as primeiras doses da vacina só vão ficar prontas em janeiro, o que atrasaria uma imunização em larga escala da população brasileira.

A Associação dos Pesquisadores Científicos do Estado de São Paulo (APqC) considera a denúncia grave e defende que o motivo do atraso da Anvisa seja apurado imediatamente.

Semana do Servidor: A Confederação Nacional dos Servidores Públicos promove encontro online entre os dias 26 e 28/10

A Confederação Nacional dos Servidores Públicos (CNSP) promove, entre os dias 26 e 28 de outubro, a partir das 15h, a Semana do Servidor. O evento acontece tradicionalmente todos os anos na cidade de Serra Negra, interior de São Paulo, mas a edição 2020 será virtual devido ao novo coronavírus.

Neste ano, os temas discutidos serão Análise da Reforma Administrativa, com o professor da Universidade Estadual do Paraná e diretor jurídico da Agência de Fomento do Paraná, Nildo José Lubke, e participação do Deputado Federal e Presidente da Frente Parlamentar em Defesa do Serviço Público, Israel Batista; Covid-19 e o Desenvolvimento de Vacinas, abordado pelo médico geriatra e CEO do Grupo Toniolo Saúde, Dr. João Toniolo; e a Importância da Comunicação com a População, apresentado pelo doutor em Ciências da Comunicação pela USP, “Nem Filósofo, Nem Pensador – Facilitador”, Clóvis de Barros.

“Definimos uma programação diversificada e importante, com a mesma qualidade de sempre. Para isso, convidamos renomados palestrantes, que abordarão temas atuais. Os participantes poderão enviar suas dúvidas em tempo real, proporcionando uma troca de ideias e conhecimentos extremamente vibrantes para discutir o importante papel dos servidores públicos da sociedade”, diz o presidente da entidade, Antonio Tuccílio.

Para participar basta acessar o YouTube da CNSP.

Fonte: CPP

Pesquisas e inovações da APTA impulsionam produção de bananas no Estado de SP

Nosso querido Braguinha (Carlos Alberto Ferreira Braga) não tinha ideia de que suas palavras seriam premonitórias quando compôs “Yes, nós temos bananas” em parceria com Alberto Ribeiro, no Carnaval de 1938. A marchinha era uma crítica bem humorada à arrogância dos americanos que chamam os países da América Latina de “banana republics”. Pouco mais de 80 anos depois, o Brasil, que naquela época era importador de alimentos, tornou-se um dos maiores produtores e exportadores de grãos, carnes bovina e de frango, cana-de-açúcar, citros e, não poderíamos esquecer, de bananas.

As primeiras plantações da fruta surgiram na China, por volta do século III. Em 2018, a produção mundial de banana foi de 127,3 milhões de toneladas, das quais 24% foram cultivadas em território chinês. No Brasil, foram produzidas 6,8 milhões de toneladas, montante que posiciona o país como quarto maior produtor mundial, informa a Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo.

Quatro estados brasileiros concentram mais da metade da produção nacional. São Paulo ocupa o primeiro lugar no ranking, respondendo por 15,7% do total produzido em 2018; na sequência aparecem Bahia (12,2%), Minas Gerais (11,3%) e Santa Catarina (10,5%), informam Silene Maria de Freitas e Maximiliano Miura, pesquisadores do Instituto de Economia Agrícola (IEA-APTA) e Flávio Luis Godas, engenheiro agrônomo da Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais (Ceagesp).

Em 2019, a produção paulista alcançou 1,1 milhão de toneladas e respondeu por 19,3% (R$1,6 bilhão) do Valor da Produção das Frutas Frescas do Estado, valor que a posiciona em primeiro lugar no grupo. Para 2020, os dados do quarto levantamento de previsão de safra sinalizam pequena oscilação negativa de produção (-2,7%). A atividade poderá atingir o total de 1,03 milhão de toneladas da fruta, em uma área de 51,6 mil hectares, sendo que a região de Registro responde por 65% da produção paulista.

Existem várias cultivares – destinadas ao consumo in natura ou à preparação de receitas doces e salgadas – que são plantadas e consumidas, atendendo à preferência do consumidor. Dentre as variedades de banana cultivadas em São Paulo e que são comercializadas na Ceagesp, destacam-se: figo, maçã, nanica climatizada, ouro, prata e da terra. Provavelmente em função da diversidade de formas como a banana-nanica pode ser consumida, bem como a indicação da prata para processamento industrial, verifica-se que as principais variedades fornecidas no entreposto são a nanica climatizada (76%) e a prata (21,4%).

Tecnologia que vai do campo à mesa

Os bananicultores paulistas contam há décadas com as pesquisas, tecnologias e inovações desenvolvidas pelos institutos de pesquisa da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (Apta), da Secretaria de Agricultura. Os trabalhos auxiliam na tomada de decisão por parte dos produtores e gestores públicos, geram renda no campo e qualidade da fruta para os consumidores.

Um exemplo dessas pesquisas é o projeto “Bananicultura Circular” focado na banana nanica, para a Região do Vale do Ribeira, no contexto do programa estadual Vale do Futuro. O projeto está baseado nos conceitos de economia circular, nos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030 da ONU e nas diretrizes do Decreto da Cidadania do Campo 2030, alinhado com os programas e linhas estratégicas da Apta. Em fase de captação de investimentos, o projeto conta com equipe formada por 56 pesquisadores dos seis institutos de pesquisa e Apta Regional, além de profissionais de outras coordenadorias da Pasta e poderá ter como parceiros outras secretariais de governo, além de instituições públicas e privadas.

Também voltados à produção sustentável, os estudos de Avaliação de Ciclo de Vida (ACV) ajudam a tornar os processos mais eficientes para reduzir os impactos ambientais. Nesse escopo, o projeto elaborado pelo Instituto de Tecnologia de Alimentos (Ital) analisou os indicadores ambientais de duas variedades, nanica e prata, de forma a promover seu consumo. Desenvolvido de acordo com o padrão internacional ISO 14040 e 14044, avaliou os sistemas de produção do Vale do Ribeira e Norte de Minas Gerais, principais produtores da banana prata, entre 2011 e 2014.

A variedade prata apresentou menor potencial de aquecimento global do que a nanica por usar menos adubo azotado e exigir que sejam percorridas menores distâncias, mas por ser irrigada consome energia elétrica e teve maior consumo de água. Com os indicadores, é possível que os produtores reduzam os impactos e, consequentemente, promovam melhor seus produtos nacionalmente e no Exterior.

Fonte: Setor de Comunicação do Ital

Vídeo: Agrônomo do IAC explica como identificar doenças causadas por vírus em plantas

Em vídeo, o engenheiro agrônomo Dr. José Alberto Caram de Souza Dias, do Instituto Agronômico (IAC), explica de modo simples e acessível como identificar se as batatas, e plantas em geral, estão infectadas por algum vírus que pode prejudicar seu cultivo e produção. Recomendado para estudantes e produtores.

Com apoio da APTA, resíduo do tratamento de esgoto poderá se tornar fertilizante para agricultura em Piracicaba

Em torno de 1200 toneladas de lodo de esgoto, 180 toneladas de poda de árvores e 500 toneladas de grama cortada por mês que seriam descartados em aterro sanitário poderão agora se transformar em composto orgânico para a agricultura em Piracicaba, no interior paulista. O uso sustentável do resíduo do tratamento de esgoto e dos trabalhos de limpeza do município será possível graças a parceria entre a Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, a Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” (Esalq/USP) e a concessionária Mirante do grupo AEGEA.

A assinatura do acordo foi realizada em 21 de setembro e o projeto tem vigência até julho de 2021. A estratégia dos especialistas é utilizar a técnica de compostagem para viabilizar o uso desses resíduos na produção agrícola. “A compostagem é o processo mais adaptado para tratar resíduos orgânicos. Com ela, é possível estimular a decomposição de materiais orgânicos e a redução de contaminantes como patógenos e metais pesados para se obter um material estável, rico em matéria orgânica humificada e nutrientes minerais”, explica a pesquisadora da APTA, Edna Ivani Bertoncini.

Segundo a pesquisadora, o método permite o pós-tratamento do lodo de esgoto sem que haja mau cheiro e moscas. O processo de decomposição leva cerca de 60 dias. “A APTA realizará a montagem das pilhas de compostagem com diferentes cenários de composição dos resíduos e formas de revolvimento e irrigação das pilhas. O processo será monitorado diariamente e haverá coletas constantes dos materiais e sua análise laboratorial para verificar se o composto está adequado para ser usado nas plantações. Ao final do processo, teremos que aprovar o fertilizante no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA)”, afirma Edna.

Paulo S. Pavinato, professor da Esalq/USP explica que o projeto em implementação em Piracicaba faz parte de um plano maior enviado para aprovação da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP), que busca dar um destino sustentável para todo o resíduo do tratamento de esgoto das cidades do Estado de São Paulo. “Estes projetos estão alinhados com o Novo Marco de Saneamento Básico, sancionado neste ano, que objetiva que as cidades tenham 100% de tratamento de esgoto e seus resíduos até 2030. É uma ação importante, que está alinhada à economia circular, de reciclagem de um resíduo que seria destinado a aterro sanitário, a um alto custo econômico e ambiental”, explica.

De acordo com Andrey de Souza, supervisor de operações da concessionária Mirante, com o projeto espera-se que 100% do lodo oriundo do processo de tratamento de esgoto do município não precise ser descartado em aterros sanitários. “Hoje, já desenvolvemos processo de secagem do lodo, o que reduz muito nosso volume de resíduo. Por mês, o município gera 1200 toneladas de lodo. Com a secagem, esse volume cai para 320 toneladas. Queremos agora, eliminar todo esse resíduo de forma completamente sustentável”, diz Souza.

Para o presidente da concessionária Mirante, Jacy Prado, “a implantação do secador solar de lodo e a parceria com a APTA e a Esalq/USP viabilizam a demanda em preservar o meio ambiente, pois, os ganhos obtidos com a implantação do projeto vão além da esfera corporativa, agregando benefícios à população e ao meio ambiente, tendo em vista que o processo permite a estabilização microbiológica e a inertização do lodo, o que representa o uso sustentável, evitando impactos e degradação do meio ambiente”.

Fonte: Assessoria de Imprensa – APTA

Inscrições para Mestrado no Instituto Agronômico de Campinas (IAC) vão até 22 de novembro

Foto: Martinho Caires

O Instituto Agronômico (IAC) está com inscrições abertas para o curso de Mestrado “strictu sensu” de Pós-Graduação em Agricultura Tropical e Subtropical IAC, de 12 de outubro a 22 de novembro de 2020. A inscrição pode ser feita no site (clicando aqui). A divulgação com os nomes dos aprovados e orientadores será feita até o dia 10 de dezembro no site do IAC, da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo. As aulas terão início no 1º semestre de 2021. O curso tem duração de dois anos. Este ano, pela primeira vez, desde 1999, o processo seletivo será realizado virtualmente.

“Acreditamos que esse modelo pode beneficiar os interessados que estão fora do estado ou até aqueles que estão em outros países”, diz Gabriel Constantino Blain, coordenador da Pós-Graduação do IAC, da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA).

Os interessados podem consultar a relação da documentação exigida e todas as informações sobre o processo seletivo no site do IAC, incluindo as literaturas recomendadas para as áreas de concentração: Gestão de Recursos Agroambientais, Genética, Melhoramento Vegetal e Biotecnologia e Tecnologia da Produção Agrícola.

Podem se candidatar engenheiros agrônomos, engenheiros agrícolas, biólogos e outros profissionais com diplomas universitários interessados em desenvolver atividades relacionadas com as ciências agronômicas.

Credenciado pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), o curso de Pós-Graduação em Agricultura Tropical e Subtropical do Instituto Agronômico tem como objetivo a formação de pesquisadores, docentes e profissionais especializados em programas de mestrado e doutorado. A Pós-Graduação do IAC busca oferecer formação voltada para a pesquisa aplicada, com geração de tecnologia específica para cada cultura ou para cada linha de pesquisa no universo da agricultura tropical e subtropical.

Desde 1999, já foram defendidas mais de 460 dissertações no Mestrado. O curso de Doutorado teve início, em 2009, somando 76 teses defendidas. Blain explica que ao todo são 30 pesquisadores que atuam como orientadores. “Dependendo do desempenho dos candidatos o orientador seleciona mais de um mestrando”, explica.

Alunos da PG-IAC contam com bolsas de estudos junto a financiadoras como CAPES, Fundação de Amparo à Pesquisa no Estado de São Paulo (FAPESP), Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e iniciativa privada.

Fonte: Assessoria de Imprensa – IAC

Programa BEST oferece bolsa para Mestrado Profissional no Instituto Butantan

O Programa BEST tem como objetivo despertar e qualificar novos profissionais para o mercado de trabalho no setor empresarial de biotecnologia e bioprocessos. Nesse sentido, o Programa cria uma interface entre o Instituto Butantan – renomado por suas atividades de excelência em pesquisa científica, inovação e produção de imunobiológicos – e empresas e institutos privados, com foco na geração de profissionais atualizados e capacitados para atuação nas empresas associadas, que oferecem uma bolsa de estudos para o Mestrado Profissional em Biotecnologia e Bioprocessos.

Cronograma

Inscrições

05 de outubro a 22 de janeiro de 2021

Seleção

08 a 12 de fevereiro de 2021

Divulgação dos resultados

19 de fevereiro de 2021

Clique aqui para ter acesso ao edital de seleção.

Clique aqui para fazer a inscrição

Coral do Instituto Butantan produz vídeo em homenagem aos profissionais que atuam no combate à pandemia

Em homenagem aos profissionais de saúde, pesquisadores e colaboradores do Instituto Butantan envolvidos ou impactados pela pandemia do novo coronavírus, o Coral Sabiás do Butantan gravou um vídeo especial em que interpreta a música “Canto do povo de um lugar”, de Caetano Veloso.

Sob a regência do maestro Luiz Celso Rizzo, o vídeo é formado por vários vídeos que foram gravados individualmente pelos cantores. “Desde o início da quarentena seguimos com os ensaios de forma online, mas percebemos que as plataformas de videochamada não são muito boas para ensaios em grupo. Então, começamos de forma individual. Isso é importante para manter a motivação neste período tão difícil”, diz o maestro.

O coral formado por 32 vozes (sopranos, contraltos, tenores e baixos) foi criado inicialmente para proporcionar uma melhor qualidade de vida aos funcionários, mas logo teve seu corpo ampliado para atender também integrantes do Circuito da Maioridade do Instituto Butantan. Pouco tempo depois, a diretoria estendeu a possibilidade de participação de toda a comunidade, interna e externa. Qualquer contato pode ser feito via e-mail: coral@butantan.gov.br.

Confira clicando na imagem abaixo:

Ital publica estudos sobre alimentos industrializados e divulga vídeo da APqC que ressalta a importância do instituto

Instituto de Tecnologia de Alimentos (Ital)

Com o objetivo de explicar a importância dos alimentos e bebidas industrializados para a alimentação e nutrição humana, através de informações técnicas e científicas, o Instituto de Tecnologia de Alimentos (Ital), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, lança neste Dia Mundial da Alimentação e Dia do Engenheiro de Alimentos, 16 de outubro, três novos estudos da Série Alimentos Industrializados 2030, que abordam biscoitos, iogurtes e sucos e outras bebidas não carbonatadas.

Assim como no primeiro estudo, lançado em março sobre pães industrializados, as publicações abordam origens e tipos específicos de produtos, sua composição detalhada, sua segurança para consumo e seu valor nutricional. “Como instituto de pesquisa dedicado à Ciência e Tecnologia de Alimentos, composto por especialistas na área, em grande parte engenheiros de alimentos, o Ital vem desenvolvendo nos últimos anos ações destinadas a contrapor mitos e preconceitos em relação aos alimentos industrializados, que acabam prejudicando a alimentação adequada ao perfil de cada consumidor: morador de zona urbana ou rural, rico ou pobre, com ou sem restrições de saúde”, afirma Luis Madi, coordenador do projeto Alimentos Industrializados 2030 e diretor de Assuntos Institucionais do Ital, que é vinculado à Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (Apta).

Na publicação sobre biscoitos, é feita, por exemplo, uma análise comparativa de 243 tipos e marcas de biscoitos, salgados e doces, das principais empresas produtoras no Brasil. Em relação ao valor nutricional, carregam nutrientes importantes para a nutrição humana, principalmente proteínas e fibras, existindo opções diet e light em açúcares e com teores reduzidos de calorias, gorduras saturadas e sódio.

Quanto aos iogurtes industrializados, o estudo aponta que os alimentos produzidos atualmente evoluíram juntamente com a história da alimentação humana, porém com requisitos relevantes como a melhora da qualidade e segurança, aumento da eficiência, redução de custos e aumento da vida útil, atendendo todos os tipos de consumidores.

A publicação dedicada aos sucos e outras bebidas não carbonatadas industrializadas, por sua vez, apresenta uma análise comparativa de diversas marcas comercializadas nos supermercados, relacionando os portfólios de produtos de grandes e pequenas indústrias e as diferentes modalidades: sucos, néctares, refrescos e alimentos líquidos. Muitos são fontes de vitamina C, outros apresentam poucas calorias e/ou pouco sódio e em vários ocorre a mistura de ingredientes destinados à melhora do perfil nutricional, como vitaminas, minerais, fibras e mesmo proteínas e ômega-3.

Valorização da Ciência e Tecnologia de Alimentos

Para contribuir com a disseminação de conhecimento sobre Ciência e Tecnologia de Alimentos e sobre o papel do Ital, a Associação dos Pesquisadores Científicos do Estado de São Paulo (APqC) lançou o vídeo ‘O que a pesquisa científica tem a ver com a sua alimentação?’. “Essa iniciativa da APqC aproxima os institutos de pesquisa e seus pesquisadores da sociedade e resgata a valorização da ciência e tecnologia em benefício da população”, destaca Eloísa Garcia, diretora geral do Ital.

“O Ital é uma referência em pesquisa, inovação e assistência tecnológica quando o assunto é conservação e segurança de alimentos no Brasil, mas, assim como acontece com quase todos os institutos, seu trabalho é pouco conhecido pela maioria das pessoas. Esperamos que esse vídeo possa ajudar a reduzir esse desconhecimento geral, valorizando os pesquisadores e pesquisadoras do Ital”, ressalta o presidente da APqC, João Paulo Feijão Teixeira.

Dia Mundial da Alimentação

Confira matéria abrangendo ações de todos os órgãos da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo relacionadas à data especial no site da SAA.

Fonte: Assessoria de imprensa do Ital

Institutos da Secretaria de Agricultura e Abastecimento de SP integram semanas de Ciência, Tecnologia e Inovação

Laboratório de Embalagem Plástica Rígida do Ital (Crédito: Antonio Carriero/Ital)

Alinhados à Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT), transformada neste ano em Mês Nacional de Ciência e Tecnologia, dois Institutos de pesquisa e um Polo Regional da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo participam de semanas municipais paulistas, que terminam na sexta-feira (23). O Instituto Agronômico (IAC) e o Instituto de Tecnologia de Alimentos (Ital), vinculados à Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA), integram a programação da Semana Municipal de Ciência, Tecnologia e Inovação (SMCTI) de Campinas e de Presidente Prudente.

“A ciência e a tecnologia são fundamentais para todos os setores da sociedade. Iniciativas como as semanas municipais e nacional de Ciência e Tecnologia são muito importantes para que a população conheça as instituições de pesquisa e a relevância de seus estudos. No âmbito da Secretaria de Agricultura, temos seis Institutos e 11 Polos Regionais, com atuação em todos os setores do agronegócio. Essas instituições geram soluções para o campo e são imprescindíveis para a produção dos alimentos consumidos nas cidades”, afirma Antonio Batista Filho, coordenador da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA). Confira as iniciativas abaixo.

Microrganismos podem ser benéficos?

Você sabia que os microrganismos nem sempre são prejudiciais? Muitas pessoas falam do coronavírus, que é um microrganismo, mas existem outros grupos como bactérias, fungos e dentre estes há as espécies, como a levedura, presente em pães, massas e bolos, que trazem benefícios para a alimentação, por exemplo. Esta e outras questões serão apresentadas por pesquisadores do IAC durante a Semana Municipal de Ciência, Tecnologia e Inovação de Campinas.

“Alguns microrganismos presentes na água, no solo e nas plantas podem ser benéficos. Na nossa área de trabalho analisamos a interação desses microrganismos benéficos com as plantas”, diz o pesquisador do IAC, Matheus Cipriano. De acordo com ele, o conjunto de microrganismos vivos compõe a microbiota do solo, composta principalmente por vírus, bactérias e fungos. “Essa microbiota é um fator primordial para garantir a qualidade do solo”, afirma. Os interessados podem assistir à apresentação ao vivo, às 9h, no dia 22 de outubro.

Segundo Cipriano, os laboratórios de Solos do IAC conseguem isolar esses microrganismos para que os profissionais possam estudar e verificar quais propriedades benéficas podem ser multiplicadas e aplicadas para a planta se desenvolver melhor no campo. Essas bactérias são aplicadas nas mudas de hortaliças, cana-de-açúcar, milho, café e soja. A opção por aplicá-las em mudas se deve ao fato de esse tratamento contribuir para o crescimento mais rápido das plantas. “Essas aplicações, além de aumentar a produção de biomassa das culturas, podem proteger as plantas contra uma grande gama de pragas e doenças. Outra curiosidade é que comemos vários alimentos que foram produzidos dessa forma, como no caso das hortaliças, e em relação ao manejo orgânico”, afirma Cipriano.

O IAC também participará com outras apresentações durante a SMCTI de Campinas como “Os solos e o ambiente: conhecer para conservar”, “Drones: utilização na gestão agrícola e ambiental”, “Vamos plantar salsinha”, “Nutrientes do solo e a segurança alimentar” e “Plantas também pegam doenças causadas por vírus”.

Conhecimento para estudantes de Ensino Médio

A partir de segunda-feira (19), às 9h, até sexta-feira (23), às 15h, os estudantes do Ensino Médio de Campinas poderão participar da atividade educativa Viva a Tecnologia de Alimentos, que ficará no ar durante o período vinculada ao site do Ital ( www.ital.agricultura.sp.gov.br). Composta por vídeos e jogos dedicados à Ciência e Tecnologia de Alimentos, a atividade pontua os participantes de acordo com o desempenho e o melhor colocado no ranking no fim do período ganhará um kit de alimentos industrializados e a publicação “Alimentos Industrializados – A importância para a sociedade brasileira” será entregue à sua escola.

Além do recém-lançado vídeo ‘O que a ciência tem a ver com a sua alimentação?’, produzido pela Associação de Pesquisadores Científicos do Estado de São Paulo (APqC) com a Peripécia em parceria com o Ital, serão exibidos vídeos exclusivos com as pesquisadoras Izabela Alvim e Fabiana Ramos, que abordam alimentos processados, segurança dos alimentos, tipos de alimentos, embalagens, consumo e destinação.

Inovação

Pesquisadores do Ital e do Polo Regional de Presidente Prudente da APTA participam também da III Semana Municipal de Ciência, Tecnologia, Inovação e Desenvolvimento, realizada pela Fundação Inova Prudente. As ações da APTA terão como público-alvo estudantes, profissionais e empreendedores.

Com o tema “inteligência artificial e nanotecnologia”, serão apresentadas as palestras “Inteligência artificial na agricultura”, proferida pelo pesquisador da APTA, Ricardo Firetti; “Acordos de pesquisa, desenvolvimento e inovação: estrutura e case de compartilhamento de área”, pela diretora de Programação de Pesquisa e vice-diretora do Ital, Gisele Anne Camargo; e “Tendências em embalagens: conveniência e sustentabilidade”, pela vice-diretora do Centro de Tecnologia de Embalagens (Cetea) do Ital, Fiorella Dantas.

Com informações da assessoria de Comunicação da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo

No Dia Mundial da Alimentação, APqC lança vídeo sobre a importância do Instituto de Tecnologia de Alimentos (Ital)

No Dia Mundial da Alimentação, comemorado hoje (16 de outubro), a Associação dos Pesquisadores Científicos do Estado de São Paulo (APqC), em parceria com a produtora Peripécia Filmes, divulga mais um vídeo da série que tem como propósito divulgar o trabalho e a importância dos nossos institutos de pesquisa à população. O episódio de hoje é dedicado ao Instituto de Tecnologia de Alimentos (Ital).

O Ital é referência no mercado brasileiro quando o assunto é a realização de atividades de pesquisa, desenvolvimento, assistência tecnológica, inovação e difusão do conhecimento nas áreas de embalagem, conservação e segurança de alimentos. Clique no vídeo abaixo para conhecer melhor o que fazem os pesquisadores do Ital e de que forma as pesquisas desenvolvidas por eles estão presentes no seu dia a dia.

Secretários pedem em carta que governo federal inclua vacina do Instituto Butantan em cronograma nacional

O conselho nacional dos secretários estaduais de Saúde enviou uma carta ao Ministério da Saúde ontem (15) cobrando compromisso de incluir a vacina chinesa, que será produzida pelo Instituto Butantan, no Programa Nacional de Imunizações.

Os secretários estão preocupados com a politização das vacinas pelo governo Bolsonaro, o que abre a possibilidade de priorizar a vacina da Oxford/Astrazeneca e de discriminar a vacina chinesa.

A carta explica que o governo federal projeta a distribuição da vacina de Oxford (que no Brasil será produzida pela Fiocruz e também está em fase de testes) somente para abril, ao passo que o governo de São Paulo prevê a finalização da fase 3 de testes com a vacina chinesa até o início do mês de novembro.

Nesse cenário, o Conass (Conselho Nacional de Secretários de Estado da Saúde) pede que a pasta de Pazuello se comprometa a incluir em seu cronograma o imunizante desenvolvido pelo Butantan e “quaisquer outras vacinas produzidas e testadas por outras indústrias, que possuam condições de eficácia, segurança e produção disponível para iniciar a vacinação da população brasileira no mês de janeiro de 2021, ou no menor espaço temporal possível”.

O ofício foi redigido após reunião com o ministro Pazuello que despertou crise com os secretários de Saúde. “As vacinas não estão sendo tratadas de forma republicana pelo Ministério da Saúde”, disse Jean Gorinchteyn, secretário de Saúde de São Paulo.

Com informações do Brasil247.

EDITAL DE CONVOCAÇÃO DE ASSEMBLEIA GERAL EXTRAORDINÁRIA 28/10

Comunicado – Alteração do Link da assembleia 28/10

Caros colegas,

Pensando em atender os associados que não poderão participar, informamos que a assembleia será gravada e, ao final do evento, será divulgada a gravação nos canais online da APqC. Por esse motivo o endereço online precisou ser alterado para meet.google.com/xtq-skxv-rfu.

Reforçamos que a confirmação de presença é recomendada para evitar complicações de acesso.

Demais duvidas deve ser encaminhada a secretaria da associação no e-mail secretaria.apqc@gmail.com

Comunicação APqC

Estão convocados os associados da Associação dos Pesquisadores Científicos do Estado de São Paulo para participarem da Assembleia Geral Extraordinária que se realizará em formato virtual, por meio da plataforma “Google Meet”, através do link: https://meet.google.com/zpk-kiip-vxn, no dia 28 de outubro de 2020, às 13:30h, em primeira convocação e às 14:30h em segunda convocação, visando  a reforma do Estatuto Social da APqC Associação dos Pesquisadores Científicos do Estado- APqC, cujas alterações estão em realce, no projeto anexo.

Objetivando facilitar a organização da assembleia, solicitamos aos interessados que confirmem presença por e-mail:  secretaria.apqc@gmail.com .

Em 48 horas úteis antes da assembleia, será realizada uma reunião na plataforma “Google Meet”, aberta a todos os interessados para esclarecimentos de dúvidas sobre a utilização da plataforma virtual, cujo link será disponibilizado no site da APqC.  Qualquer outra dúvida também poderá ser encaminhada via e-mail: secretaria.apqc@gmail.com

Campinas, 11 de agosto de 2020.

Leia a íntegra:

Considerações nos 45 anos da carreira de Pesquisador Científico, por Marco Antônio Zullo

Vários institutos de pesquisa paulistas foram criados entre o final do Segundo Império e a primeira metade do século passado, como a Estação Agronômica de Campinas, fundada em 1887, hoje Instituto Agronômico, o Laboratório de Bacteriologia de São Paulo, de 1892, hoje Instituto Adolfo Lutz, o Instituto Serumtherapico, de 1901, hoje Instituto Butantan, o Instituto Biológico, de 1927. Originados na Comissão Geográfica e Geológica de São Paulo, criada em 1886, são os Institutos Florestal, Geológico, de Botânica, e Geográfico e Cartográfico. Neste período inicial até a década de 1970 a atividade científica e tecnológica era desenvolvida nestas instituições sob diversos regimes de trabalho e por integrantes de carreiras distintas.

Na década de 1920 foi instituído, no Instituto Agronômico, o Regime de Tempo Integral, posteriormente adotado por outros institutos de pesquisa e pela recém criada (1934) Universidade de São Paulo. A partir do final da década de 1950 solidificou-se a percepção da semelhança das atividades técnicas e científicas desenvolvidas pelos diferentes institutos de pesquisa da administração direta e a universidade estadual, tendo como princípios norteadores a excelência científica, a isenção política, a promoção do desenvolvimento econômico, a segurança da saúde da população, razão por que se pretendeu a criação de uma carreira própria que reunisse, sob um único regime de trabalho e escala remuneratória própria, os cientistas atuantes nestas instituições.

Governadores houve indiferentes ou francamente contrários à pretensão. Apenas em 1975, após um longuíssimo período de convencimento, os cientistas dos institutos de pesquisa do Governo do Estado de São Paulo lograram êxito na criação da carreira de Pesquisador Científico, consubstanciada na Lei Complementar nº 125, de 18 de novembro de 1975. O texto original elenca, da Secretaria da Agricultura os Institutos Agronômico, Biológico, de Botânica, de Economia Agrícola, Florestal, de Pesca, de Tecnologia de Alimentos e de Zootecnia; da Secretaria da Saúde os Institutos Adolfo Lutz, Butantan, de Cardiologia, Pasteur e de Saúde; e da Secretaria de Economia e Planejamento, o Instituto Geográfico e Geológico. Com o tempo agregaram-se o Instituto Lauro de Souza Lima, a Superintendência de Controle de Endemias e os Laboratórios de Investigação Médica do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo, os Institutos de Botânica, Florestal e Geológico foram encampados pela Secretaria do Meio Ambiente e passou-se a considerar os Institutos Agronômico, Biológico, de Economia Agrícola, de Pesca, de Tecnologia de Alimentos, de Zootecnia e os Polos de Desenvolvimento Regional como centros de excelência da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios, esta o instituto de pesquisa da Secretaria de Agricultura e Abastecimento. Não mudou, nestes 45 anos de existência, ser a carreira 1) constituída de cargos de provimento efetivo, a que são inerentes atividades de execução ou orientação de trabalhos de investigação científica ou tecnológica, em Regime de Tempo Integral, nos termos da Lei nº 4.477, de 24 de dezembro de 1957 nas instituições de pesquisa do Estado; 2) compor-se de seis classes escalonadas segundo a exigência de maior capacitação científico-tecnológica, desempenho de atividades específicas de investigação científica ou tecnológica, em nível de coordenação, orientação e execução, e complexidade e responsabilidade decorrentes do exercício destas atribuições. Os méritos de cada um dos seus integrantes são periodicamente aferidos por uma comissão independente das instituições, evitando desta forma critérios personalistas de ascensão profissional e garantindo o ambiente meritocrático necessário ao desenvolvimento da atividade pública. É de notar o reconhecimento da equivalência entre as atividades desenvolvidas pelos pesquisadores científicos em regime de tempo integral e os docentes das universidades públicas paulistas através da escala de referências de vencimentos, semelhante entre ambos os ambientes: a equivalência destas escalas se manteve até a obtenção da autonomia didática, financeira e administrativa pelas universidades estaduais paulistas em 1989, a partir de quando houve uma grave perda de vencimentos até a edição da Lei Complementar nº 727, de 15 de setembro de 1993, vigente por curto período e na prática revogada pela Lei Complementar nº 859, de 22 de setembro de 1999, embora em sua justificativa de ter “como objetivo essencial conferir aos vencimentos da série de classes em apreço valores idênticos aos dos vencimentos percebidos pelos docentes das Universidades Estaduais” reproduzisse a essência de uma das justificativas para a criação da carreira de pesquisador científico.

Estes quarenta e cinco anos de existência da carreira de pesquisador científico no estado de São Paulo trouxeram, de um lado, o reconhecimento da importância da existência e da excelência do trabalho dos institutos de pesquisa do Governo do Estado nas áreas de agricultura, pecuária, saúde e meio ambiente, o que não tem impedido, por outro, a tomada de algumas decisões equivocadas em estratos superiores, como a diminuição drástica de recursos financeiros e humanos dos institutos de pesquisa, a cada vez menor capacidade de decisão destas instituições, o sequestro de seus recursos próprios, as extinções de institutos de pesquisa, a execução de reformas administrativas sem consulta ao ambiente afetado, a cessão de áreas de pesquisa à iniciativa privada, entre outras atitudes, o que faz temer a execução de um projeto não explicitado de extinção paulatina de institutos de pesquisa como os citados. Podem ser decisões conjunturais, porém o são há tanto tempo que quase se podem reconhecer como política de Estado.

Continuemos a nos oferecer a discutir estas questões com as autoridades do Estado que, conquanto legitimamente possam executar e legislar sobre o nosso ambiente, não têm o dom ou o poder da onisciência e podem, na melhor das intenções, estarem criando situações de não retorno rumo ao fim de instituições de quase um século e meio de bons e excelentes serviços prestados no mínimo ao estado de São Paulo.

Marco Antônio Teixeira Zullo, Pesquisador Científico do Instituto Agronômico de Campinas (IAC)