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APqC divulga nomes de pesquisadores indicados à Medalha Alba Lavras

Como ocorre anualmente, desde 2007, a Associação dos Pesquisadores Científicos do apqc_Estado de São Paulo (APqC) fará, no próximo dia 26 de novembro, a cerimônia de entrega da Medalha Alba Lavras, a mais importante condecoração concedida pela entidade a pesquisadores e profissionais de outras áreas que se destacam por seu apoio à ciência e/ou por sua colaboração ao fortalecimento da carreira de pesquisador e da própria associação.

Em votação encerrada no último dia 31 de outubro, que contou com a participação dos associados e dos membros da diretoria da APqC, foram aceitas as seguintes indicações: Nelson Raimundo Braga, José Orlando Prucoli, José Eduardo Tolezano , Joaquim Adelino de Azevedo Filho, Percy Correa Vieira, Maonel Carlos Marques Leme, José Luiz Barreto e Sonia Machado de Campos Dietrich (in memorian). Os indicados receberão a medalha em solenidade que será realizada no auditório do Instituto Biológico.

Quem é Alba Lavras?
A Dra. Alba Apparecida de Campos Lavras, que dá nome à Medalha Alba Lavras, nasceu em 26 de outubro de 1927 e atualmente é pesquisadora científica aposentada do Instituto Butantan, em São Paulo, entidade da qual já foi diretora geral. Uma das grandes cientistas do Brasil, Alba Lavras teve participação fundamental na implementação da carreira de pesquisador científico e já passou pela diretoria da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC). Foi ainda a primeira presidente da Comissão Permanente do Regime de Tempo Integral (CPRTI).

EDITAL DE CONVOCAÇÃO DE ASSEMBLEIA GERAL EXTRAORDINÁRIA

EDITAL DE CONVOCAÇÃO DE ASSEMBLEIA GERAL EXTRAORDINÁRIA

Estão convocados os associados da Associação dos Pesquisadores Científicos do Estado de São Paulo para a Assembleia Geral Extraordinária que se realizará no dia 26 de novembro de 2019, às 13h30, em primeira convocação, e às 14h30, em segunda convocação, no Instituto Biológico, no auditório Rocha Lima, 3o. andar, Av. Conselheiro Rodrigues Alves, 1252 – São Paulo, com a seguinte pauta:

 

  1. Aprovação da impetração do mandado de segurança preventivo, objetivando que os pesquisadores científicos possam exercem livremente sua liberdade de pensamento e expressão de atividade intelectual, científica e de comunicação, inclusive podendo criticar a administração pública, independentemente de censura ou licença prévia, conforme previsto no artigo 5°, incisos IV e IX, da Constituição Federal, podendo conceder entrevistas para quaisquer meios de comunicação, independentemente de serem autorizados ou não pelo Poder Executivo, ressalvados os casos de pesquisas científicas com caráter sigiloso, de interesse público, que podem levar ao surgimento de patentes.

 

  1. Aprovação do encaminhamento do Projeto de Lei que objetiva a criação do Programa de “Pesquisador Sênior” nos Institutos de Pesquisa, regidos pela Lei Complementar n. 125, de 1975, a fim de propiciar que pesquisadores aposentados possam continuar a desenvolver projetos de pesquisas e transmitir conhecimento.

 

  1. A aprovação ou não da APqC em participar como membro integrante da Rede de Associações das Carreiras do Estado de São Paulo – RACESP.

 

  1. Aprovação e aderência da nota de repúdio elaborada pela Sociedade Botânica do Brasil ao documento não finalizado “Modelagem Técnico Operacional e Econômico Financeira para a Concessão do Zoo, Zoo Zafari e Jardim Botânico, apresentado pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (FIPE).

 

Cleusa Maria Mantovanello Lucon

Presidente da APqC

Campinas, 12 de novembro de 2019

 

Edital de Convocação AGE 26_novembro_2019

EDITAL DE CONVOCAÇÃO DE ASSEMBLEIA GERAL ORDINÁRIA

Estão convocados os associados da Associação dos Pesquisadores Científicos do Estado de São Paulo para a Assembleia Geral Ordinária que se realizará no dia 26 de novembro de 2019, às 12h30, em primeira convocação, e às 13h30, em segunda convocação, no Instituto Biológico, no auditório Rocha Lima, 3o. andar, Av. Conselheiro Rodrigues Alves, 1252 – São Paulo, com a seguinte pauta:

1. Prestação de contas da Associação no exercício de 2019;
2. Outros informes;
3. Palavra do associado.

 

Cleusa Maria Mantovanello Lucon

Presidente da APqC

 

Campinas, 08 de novembro de 2019

 

Edital de Convocação AGO 26_novembro_2019

 

 

RESULTADO DA ELEIÇÃO – ATA DO PROCESSO ELEITORAL PARA RENOVAÇÃO DA DIRETORIA EXECUTIVA E CONSELHO DELIBERATIVO BIÊNIO 2020/2021

Confira abaixo o resultado de apuração dos votos e ata do processo eleitoral biênio 2020-2021:

Encerrada a votação às 17:00 horas contabilizamos um total de 775 votos representando 59,34 % dos eleitores.

 Agradecemos a todos envolvidos no processo eleitoral pelo transcorrer do período da votação com sucesso.

Apuração dos votos:

resultado.png

 

Ata do Processo Eleitoral:

ATA Eleições APqC 2020-2021-1ATA Eleições APqC 2020-2021-2ATA Eleições APqC 2020-2021

 

Eleição Biênio 2020-2021: contagem de votos do 4º dia

Confira abaixo o informe da Comissão Eleitoral sobre a contagem de votos no 4º dia:

Quarto dia de eleição registrou 686 votos correspondendo a 52,53% do total apto a votar. Entre ontem e hoje, apenas mais 47 associados aptos votaram, ou seja apenas 3,6% do universo habilitado e 7,4% de aumento em relação a ontem.

A participação de todos através do voto é muito importante para associação. 

PARTICIPEM!

 

4 dia de votação

 

Comissão Eleitoral
Biênio 2020/2021

APqC vence batalha judicial e anula audiência pública que pretendia a alienação de Institutos de Pesquisa ligados a SAA

apqc_A Associação dos Pesquisadores Científicos do Estado de São Paulo (APqC) venceu uma batalha judicial pela anulação da audiência pública que pretendia autorizar a alienação dos Institutos de Pesquisa da Secretaria de Agricultura e Abastecimento (SAA). A ação civil pública n. 1049557-47.2018.8.26.0053, ajuizada pela APqC contra o Estado, foi julgada procedente.

Segunda a sentença, a administração pública não observou o quórum mínimo exigido em Lei, condenando a Fazenda Estadual à realização de nova audiência com a participação de 50% + 1 da comunidade científica diretamente envolvida com a área, composta pelo seu corpo administrativo, científico e diretivo, a fim de que os cientistas e servidores ligados às terras possam se manifestar contra ou favor sobre a alienação de forma efetiva e representativa.

A advogada da APqC, Dra. Helena Goldman, que representou juridicamente a associação nesta ação, defende que, anulada a audiência, anulam-se todos os atos posteriores, inclusive os já concretizados, como por exemplo a licitação. Nesse caso, Institutos de Pesquisa ligados à SSA e situados em cidades como Pindamonhangaba, Itapetininga, Itapeva, Tatuí e Nova Odessa, não poderão mais ser alienados, sem o devido respeito a legislação e constituição de São Paulo.

A presidente da APqC, Cleusa M. Lucon, celebrou essa vitória judicial e relembrou que a ação civil pública somente foi possível com a mudança no Estatuto da APqC, que colocou dentre as competência da APqC a defesa dos Institutos de Pesquisa, ou seja, de seu patrimônio físico, ocorrida no biênio de 2016/2017, em que era presidente o pesquisador Joaquim Adelino de Azevedo Filho.

A decisão é definitiva, certificando o cartório o trânsito em julgado no dia 06 de novembro de 2019.

Eleição Biênio 2020-2021: contagem de votos do 3º dia

Confira abaixo o informe da Comissão Eleitoral sobre a contagem de votos no 3º dia:

No 3° dia de votação aproximamos de 50 % de votos no universo de 1.305 eleitores. Registro até às 17:00 horas do dia 06/11. Vamos enaltecer nossa associação com o nosso voto. PARTICIPEM.

Comissão Eleitoral
Biênio 2020/2021

 

3 dia de votação

Novo comunicado da Comissão Eleitoral esclarece os questionamentos recebidos durante o período de votação

Comunicado Comissão Eleitoral 06-11-APqc-1.png

 

Eleição Biênio 2020-2021: contagem de votos do 2º dia

Confira abaixo o informe da Comissão Eleitoral sobre a contagem de votos no 2º dia:

Segundo dia de eleição registrou 527 votos correspondendo a 40,28 % do total apto a votar. Houve aumento em relação ao 1° dia, ou seja 21,6 % votaram hoje enquanto ontem 18,7 %. Ressalta-se que 95,2 % dos sócios ativos estão aptos a votarem. Registro ás 17:00 horas de 5/11.

Salientamos a importância do voto de todos os associados fortalecendo nossa associação.

Comissão Eleitoral
Biênio 2020/2021

 

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Eleição Biênio 2020-2021: contagem de votos (04/11)

Confira abaixo o informe da Comissão Eleitoral sobre a contagem de votos no 1º dia:

Dos 1.305 sócios aptos a votarem, 244 (18,70%) já votaram até às 17:00 horas do 1° dia de votação. A participação de todos através do voto é muito importante pra demonstrar nosso interesse e a importância de nossa associação.

Comissão Eleitoral
Biênio 2020/2021

 

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Abertas as eleições para a nova diretoria da APqC; saiba como votar até o dia 08/11

Campinas, 04 de novembro de 2019

COMUNICADO DA COMISSÃO ELEITORAL – ELEIÇÕES ABERTAS

A COMISSÃO ELEITORAL vem, respeitosamente, informar que encontram-se abertas as eleições para a escolha da nova Diretoria Executiva e do Conselho Deliberativo da Associação dos Pesquisadores Científicos do Estado de São Paulo (APqC).

A votação eletrônica está sendo realizada pelo site da APqC (http://www.apqc.org.br), diretamente dentro da Área do Associado. Os associados devem fazer “login de usuário” e inserir sua senha individual. Quem esquecer a senha, poderá resgatá-la no item “esqueci a senha” e solicitar inserindo o seu e-mail cadastrado.

Após a votação será gerado um comprovante online de votação contendo as informações do dia e hora do voto, além de sua escolha de voto, para conferência.

Os dados da eleição são inseridos dentro de um banco de dados, na qual o acesso é exclusivo da empresa terceirizada que administra o servidor, garantindo-se assim o sigilo do voto.

Quanto aos resultados divulgados:

  • Não serão informadas a votação individual de cada associado apto.
  • Será disponibilizado no final da votação, a totalização de votos por chapa e votos brancos.
  • Também será disponibilizado uma relação de associados que votaram, não sendo vinculado o associado com a sua escolha de voto.

Caso não consiga votar, estamos disponibilizando junto à empresa terceirizada um Plantão WhatsApp com o nº 19 98190-7711 para que o associado possa resgatar a sua credencial de acesso e fazer a sua votação. Deve-se informar CPF e Nome Completo.

Os associados poderão votar entre os dias 04/11 e 08/11.

A votação será encerrada no dia 08/11 às 17h.

A apuração ocorrerá no dia 8/11 às 17h15 e será fiscalizada pela comissão eleitoral e por um representante de cada chapa concorrente.

Qualquer ato que afronte o processo eleitoral deve ser comunicado por e-mail à comissão eleitoral: secretaria.apqc@gmail.com.

VOTEM, participem!

PAULO CÉSAR RECO
Presidente da Comissão Eleitoral

LUIS CARLOS BERNACCI

JOSÉ ANTONIO DE FATIMA ESTEVES

APqC repudia “fake news” divulgada pela chapa “Pela Equiparação”

apqc_Amigos pesquisadores,

A chapa “Pela Equiparação” está divulgando uma “fake news”, na qual informa que a diretoria atual não está garantindo igualdade na publicidade das duas chapas concorrentes no processo eleitoral, uma vez que não forneceu à chapa “Pela Equiparação” o “mailing” com os dados pessoais de todos os associados (veja a transcrição da notícia falsa no rodapé deste texto).

Cumpre esclarecer que a diretoria atual vetou a utilização do “mailing” aos concorrentes de ambas as chapas, uma vez que não possuímos autorização de nossos associados para a divulgação de seus dados e contatos pessoais, tais como e-mail, RG, CPF e endereço.

Neste passo, a fim de que ambas as chapas pudessem, com igualdade de tratamento, promover sua campanha eleitoral, a diretoria atual colocou à disposição dos concorrentes 4 canais para a divulgação da propaganda eleitoral, tais como: site oficial da associação, e-mail, WhatsApp e Facebook (que conta com mais de 7.700 seguidores). O conteúdo de cada chapa é realizado pelas mesmas, cabendo a APqC somente a divulgação.

As diretrizes que nortearam a publicidade das chapas nos canais oficiais da APqC foram regulamentadas pela Comissão Eleitoral, conforme os associados podem acessar clicando aqui.

Todo o processo eleitoral está sendo acompanhado pela comissão eleitoral e não foi formalizada nenhuma denúncia de qualquer violação de direitos dos concorrentes.

Vale dizer também que a apuração se dará com a presença da comissão eleitoral e com um representante de cada chapa, para garantir a máxima lisura do processo eleitoral.

Dessa forma, repudiamos qualquer “fake news”.

Joaquim Adelino de Azevedo Filho
Vice-presidente da APqC

________________________________________

Leia abaixo a íntegra da mensagem falsa veiculada pela chapa “Pela Equiparação”:

“Caro amigo Pesquisador,

Desde o início pedimos acesso a lista de Associados, para divulgar nossa plataforma, pois os integrantes da outra chapa já possuíam esse cadastro, por exercerem função de tesoureiro e as demais. A atual diretoria nos negou (veja documento abaixo), não favorecendo igualdade na disputa.”

[ A mensagem acima foi veiculada no grupo de whatsapp “Não Equiparados” ]

 

Vídeos: Chapa “Trabalho e Ação” renova sua diretoria em busca da reeleição

A pesquisadora Dra. Patrícia Bianca Clissa, candidata a vice-presidente da chapa “Trabalho e Ação”, e a atual presidente da APqC, Dra. Cleusa M. Lucon, expõem detalhes da plataforma da chapa, que busca a reeleição a partir da renovação de sua diretoria. Na sequência publicamos a carta de compromissos da Dra. Addolorata Coraliccio, candidata a presidente da APqC para o biênio 2020-2021.

____________________________________________________________________________________________

Caro colega pesquisador,

Meu nome é Addolorata Colariccio. Estou na carreira de pesquisador científico desde 1987, no Instituto Biológico. Um longo caminho que percorri e que se iniciou como estagiária voluntária e bolsista da FAPESP até realizar o concurso para PqC I. Participei das diferentes fases das Instituições Públicas de Pesquisa, algumas vezes em cargos oficiais, como na CPRTI, na qual fui eleita pelos colegas e na qual permaneci por dez anos, e outras em cargos Institucionais. Também sempre participei ativamente das reuniões da APqC e foi na gestão do biênio anterior que aceitei o convite do meu colega e amigo Joaquim Adelino de Azevedo Filho para ser a 2ª vice-presidente. Hoje estou candidata à presidência da APqC pela Chapa “Trabalho e Ação” e considero positiva a possibilidade de disputar a eleição com os colegas que constituíram uma chapa concorrente. Mas quero manifestar minha surpresa, assim como lamentar a atitude de atribuir às gestões anteriores o insucesso na demanda da isonomia salarial para os pesquisadores, bem como nas demandas de recomposição salarial.

Quero deixar claro que a APqC nunca deixou de pleitear a recomposição das perdas salariais, assim como a almejada isonomia salarial junto ao Executivo, Judiciário e Legislativo, sem distinção de partido político. A assessoria da Dra. Helena Goldman tem sido fundamental na condução das ações pleiteando a isonomia salarial para todos os pesquisadores, inclusive no STJ com a ação rescisória. No Legislativo, com o apoio do Deputado Campos Machado, do PTB, da base governista na época, foi formulado o Projeto de Lei nº 4 de 2018, que prevê justamente a isonomia salarial entre os pesquisadores. O PLC4/18 foi aprovado em todas as comissões da ALESP com uma vitória expressiva na CCJ, presidida pela deputada Célia Leão.

Temos participado, ainda, junto com as demais associações de Institutos e Universidades Públicas Estaduais e Federais, da Frente Parlamentar Suprapartidária em defesa das Universidades e dos institutos Públicos de Pesquisa, órgão oficial da ALESP, que têm a representação de deputados pertencentes a diversos partidos políticos.

Pela nossa atuação na frente parlamentar conseguimos fazer alterações importantes no PLC 183/19, convertido na Lei nº 17.107 de autoria do governador sobre a consignação da área onde se localiza o Jardim Botânico, o Zoológico e o Zoo Safari à iniciativa privada, garantindo a manutenção do I. de Botânica na área concedida, bem como a preservação da sua autonomia técnico-científica para desenvolver atividades de Ciência, Tecnologia e Inovação.

A Associação nunca estará ausente das demandas e anseios dos pesquisadores científicos, disso podem ter certeza. Por estas razões me dirijo a você caro colega, para pedir seu voto para a chapa “Trabalho e Ação”. Nosso principal objetivo é dar continuidade ao processo de defesa dos Institutos de Pesquisas e de suas carreiras, lutando pela recomposição salarial e do quadro funcional, garantindo a qualidade do atendimento à população paulista. Vamos sim lutar juntos pela equiparação. “Todos juntos para conseguirmos a equiparação só com muito Trabalho e Ação”

Addolorata Colariccio

Pesquisadora Científica e candidata a Presidente da chapa “Trabalho e Ação”

Chapa “Pela Equiparação” divulga novos vídeos com propostas para a APqC

A chapa “Pela Equiparação” divulga novos vídeos com depoimentos de pesquisadores apoiadores e de seu candidato a presidente Dr. João Paulo Feijão Teixeira, que fala sobre as propostas da chapa. Confira.

Como receber as mensagens da APqC via WhatsApp?

Como receber as mensagens da APqC via WhatsApp?

Ler mais

Eleição: Chapa “Trabalho e Ação”

Seguindo o calendário de divulgação das eleições, tornamos publico mais um material de campanha da Chapa “Trabalho e Ação”.  A Chapa “Pela EQUIPARAÇÃO” decidiu por manter o material publicado do dia 30/10, confira aqui.

Carta Resposta da pesquisadora Addolorata Colariccio

 

Caro colega pesquisador,

Meu nome é Addolorata Colariccio. Estou na carreira de pesquisador científico, desde 1987, no Instituto Biológico. Um longo caminho que percorri e que se iniciou como estagiária voluntária, Bolsista da FAPESP até realizar o concurso para PqC I. Participei pelas diferentes fases das Instituições Públicas de Pesquisa, algumas vezes em cargos oficiais, como na CPRTI, na qual fui eleita pelos colegas e na qual permaneci por dez anos e outras, em cargos Institucionais.  Também, sempre participei ativamente das reuniões da APqC e foi na gestão do biênio anterior que aceitei o convite do meu colega e amigo Joaquim para ser a 2ª vice-presidente.  Hoje estou candidata à presidência da APqC pela Chapa “Trabalho e Ação” e considero positiva a possibilidade de disputar a eleição com os colegas que constituíram uma chapa concorrente. Mas, quero manifestar minha surpresa, assim como lamentar a atitude de atribuir às gestões anteriores o insucesso na demanda da isonomia salarial para os pesquisadores, bem como nas demandas de recomposição salarial.

Quero deixar claro que a APqC nunca deixou de pleitear a recomposição das perdas salariais, assim como a almejada isonomia salarial, junto ao Executivo, Judiciário e Legislativo, sem distinção de partido político. A assessoria da Dra. Helena Goldman tem sido fundamental na condução das ações pleiteando a isonomia salarial para todos os pesquisadores, inclusive no STJ com a ação rescisória. No Legislativo, com o apoio do Deputado Campos Machado do PTB, da base governista na época, foi formulado o Projeto de Lei nº 4 de 2018, que prevê justamente a isonomia salarial entre os pesquisadores. O PLC4/18 foi aprovado em todas as comissões da ALESP com uma vitória expressiva na CCJ, presidida pela deputada Célia Leão.

Temos participado, ainda, junto com as demais associações de Institutos e Universidades Públicas Estaduais e Federais, da Frente Parlamentar Suprapartidária em defesa das Universidades e dos institutos Públicos de Pesquisa, órgão oficial da ALESP, que têm a representação de deputados pertencentes a diversos partidos políticos.

Pela nossa atuação na frente parlamentar conseguimos fazer alterações importantes no PLC 183/19, convertido na Lei nº 17.107 de autoria do governador sobre a consignação da área onde se localiza o Jardim Botânico, o Zoológico e o Zoo Safari à iniciativa privada, garantindo a manutenção do I. de Botânica na área concedida, bem como a preservação da sua autonomia técnico-científica para desenvolver atividades de Ciência, Tecnologia e Inovação.

A Associação nunca estará ausente das demandas e anseios dos pesquisadores científicos, disso podem ter certeza. Por estas razões me dirijo a você caro colega, para pedir seu voto para a chapa “Trabalho e Ação”.  Nosso principal objetivo é dar continuidade ao processo de defesa dos Institutos de Pesquisas e de suas carreiras, lutando pela recomposição salarial e do quadro funcional, garantindo a qualidade do atendimento à população paulista. Vamos sim lutar juntos pela equiparação. “Todos juntos para conseguirmos a equiparação só com muito “Trabalho e Ação”

Addolorata Colariccio

Candidata ao cargo de Presidente da chapa “Trabalho e Ação”


Vejam o vídeo de campanha com o depoimento da pesquisadora Patricia Clissa, do Instituto Butantan, que compõe a chapa “Trabalho e Ação”.

 

 

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Termina amanhã prazo para que os associados regularizarem as pendências com a tesouraria e participar das eleições

Amanhã (31/10) será o ultimo dia útil para os associados com débitos em aberto na tesouraria consigam regularizar a situação cadastral e participar das Eleições Biênio 2020-2021.

Atenção! Durante o período das eleições, de 04 a 08 de novembro, não será feita a baixa de pagamentos em atraso.

Os associados que possuem pendências devem procurar a secretaria da APqC, através do telefone (19) 2514-1431, WhatsApp (19) 99751-9371, ou e-mail: secretaria.apqc@gmail.com. 

A votação eletrônica irá ocorrer na área interna do sócio, no site da APqC.

 

Diretoria APqC Biênio 2018-2019

 

Esclarecendo duvidas sobre o processo de votação na Eleição biênio 2020-2021

A votação eletrônica para a renovação da diretoria e conselho deliberativo segue para o 3º ano de implementação. Confira abaixo os esclarecimentos prestados pela empresa Infobibos, responsável pelo o processo de votação:

 

PLATAFORMA DE ELEIÇÃO DA APqC

A votação eletrônica, é feita através do site da APqC http://www.apqc.org.br, diretamente dentro da Área do Associado, fazendo login de usuário e senha individual. Após a votação será gerado um comprovante online de votação contendo as informações, do dia e hora do voto e a sua escolha de voto, para a sua conferência.

Os dados da eleição são inseridos, dentro de um banco de dados, na qual o acesso é exclusivo da empresa terceirizada que administra o servidor.

Quanto aos resultados divulgados:

  • Não serão informadas a votação individual de cada associado apto.
  • Será disponibilizado no final da votação, a totalização de votos por chapa e votos brancos.
  • Também será disponibilizado uma relação de associados que votaram, não sendo vinculado o associado com a sua escolha de voto.

Quem esquecer a senha, poderá resgatá-la no item, “esqueci a senha” e solicitar, inserindo o seu email cadastrado.

Caso não consiga, estaremos disponibilizando junto a empresa terceirizada um Plantão WhatsApp com o nº 19 98190-7711 para que o associado possa resgatar a sua credencial de acesso e poder fazer a sua votação. Deve-se informar CPF e Nome Completo.

Att. Elaine Abramides
Infobibos e Agroblue Ltda

Atual gestão da APqC divulga carta aberta aos pesquisadores e responde a dúvidas sobre seu funcionamento

apqc_CARTA ABERTA AOS COLEGAS PESQUISADORES E PESQUISADORAS E EM RESPOSTA AO COMUNICADO DA CHAPA “PELA EQUIPARAÇÃO”

Em comunicado da chapa “Pela Equiparação”, assinado pelo Dr. João Paulo Feijão Teixeira, candidato a presidente da Associação dos Pesquisadores Científicos do Estado de São Paulo (APqC), e publicado ontem (29/10) neste site, afirmações relacionadas à atual gestão da entidade — biênio 2018-2019 — foram feitas sem base na realidade dos fatos, quais sejam:

1) A de que os pesquisadores científicos dos institutos públicos paulistas estariam há oito anos sem reajuste salarial por conta da “união da ApqC com os partidos de oposição, através da Frente Parlamentar”;

2) A de que a atual gestão “fechou todos os canais de comunicação com as diversas instâncias governamentais”;

3) E a de que a ApqC “deixou de representar a categoria de pesquisadores para se tornar uma ferramenta político-partidária”.

Diante das injustas acusações, a atual diretoria da APqC, que concorre à reeleição pela chapa “Trabalho e Ação”, sente-se obrigada a respondê-las, visando esclarecer seus associados e toda a categoria de profissionais representada por ela.

Em primeiro lugar, reputamos ser falsa e ultrajante a afirmação de que a associação se tornou uma “ferramenta político-partidária”, posto que não há, por parte da atual diretoria, nenhum vínculo ou compromisso com partidos ou políticos de qualquer matiz ideológica. A gestão é pautada pelo respeito ao artigo 1º do nosso estatuto, que define a APqC como “uma associação de direito privado, constituída por tempo indeterminado, sem fins lucrativos, que se destina à defesa da pesquisa científica e dos servidores dos institutos de pesquisa (…), sem cunho político ou partidário”.

Em nosso mandato não há registros de que membros da diretoria tenham atuado de modo a beneficiar indivíduos ou grupos políticos ou a se beneficiar individualmente deles, sejam quais forem. Nossa atuação, desde o princípio, tem sido a de permanente diálogo com todas as instâncias dos poderes executivo e legislativo, como provam as dezenas de matérias contidas no site da entidade, acompanhadas de fotos, que mostram de forma objetiva nossos esforços em levar as demandas da categoria ao governo estadual e tratar diretamente com seus secretários e com os deputados da base governista.

A alegação de que a APqC “fechou todos os canais de comunicação com as diversas instâncias governamentais” não faz sentido, uma vez que, ao longo do nosso mandato estivemos reunidos em diversas oportunidades com representantes do governo, sempre de forma republicana, e não raro demos espaço em nossas redes sociais para reportagens de cunho positivo ao governo do estado, como qualquer pessoa pode conferir acessando nos arquivos do site matérias como a publicada no dia 01/08 (“A cada real investido, pesquisas da Secretaria de Agricultura e Abastecimento devolvem R$ 12,20 à sociedade”), ou visualizando em nosso canal no Youtube a série de vídeos que temos produzido para divulgar o trabalho desenvolvido pelos pesquisadores nos institutos paulistas, sempre com uma abordagem propositiva.

Portanto, a alegação de que o reajuste salarial não tenha sido liberado pelo governo estadual devido à suposta “união da ApqC com partidos de oposição” revela profundo desconhecimento, não apenas quanto a nossa atuação junto ao governo do estado e à assembleia legislativa, mas sobretudo quanto aos trâmites necessários junto às instâncias supracitadas para que se consiga a aprovação de demandas como esta.

Nossa relação com a Frente Parlamentar em Defesa das Instituições Públicas de Ensino, Pesquisa e Extensão no Estado de São Paulo, presidida pela deputada Beth Sahão, do PT, seria estritamente a mesma caso a presidência fosse exercida por membro de um partido governista, uma vez que nossa missão, definida em nossa estatuto, é trabalhar “em defesa do coletivo, da série de classes de Pesquisador Científico e da carreira de modo uniforme”, e esta luta tem de ser travada permanentemente junto aos poderes executivo e legislativo, independente de quem esteja à frente deles ou das comissões das quais participamos como observadores ou colaboradores.

A Frente Parlamentar, citada na carta aberta da chapa de oposição, é um órgão oficial da Alesp, composto por membros apoiadores de vários partidos políticos, inclusive por deputados do PSDB, partido do governo, ali representado, entre outros, pelo deputado Carlão Pignatari, presente em audiências públicas que contaram com nossa participação. Entre as recentes conquistas advindas dessa mobilização suprapartidária esteve a aprovação de alterações no texto do Projeto de Lei nº 183 de 2019 (convertido na Lei nº 17.107), de autoria do governador, que concede à iniciativa privada da área onde estão compreendidos o Zoológico, Zoo Safari e o Jardim Botânico de São Paulo.

As alterações, propostas pela APqC, determinaram garantias importantes aos pesquisadores, como a manutenção do Instituto de Botânica na área concedida; a preservação de sua autonomia técnica-científica para desenvolver atividades de ensino, pesquisa científica, tecnológica e de inovação; e o direito do Estado à propriedade intelectual das pesquisas geradas, entre outras.

Em matéria publicada no dia 15/06, ressaltamos que esta conquista só foi possível graças ao diálogo travado com a Secretaria de Infraestrutura e do Meio Ambiente (SIMA) e com parlamentares, tanto da oposição quanto da base governista. Como forma de reconhecimento ao esforço dos envolvidos neste processo, encaminhamos uma carta de agradecimento aos representantes do governo Marcos Penido (Secretário de Infraestrutura e Meio Ambiente) e Eduardo Trani (Subsecretário de Infraestrutura e Meio Ambiente), bem como aos parlamentares que compreenderam a importância da causa defendida pelos pesquisadores, entre eles Beth Sahão (PT), Janaína Pascoal (PSL), Carla Morando (PSDB), Carlão Pignatari (PSDB), Gil Diniz (PSL), Carlos Giannazi (PSOL), Tenente Coimbra (PSL), Ricardo Mellão (Partido Novo), Marcia Lia (PT) e Teonílio Barba (PT). Todos eles, de alguma forma, participaram do processo que impediu um hipotético desmonte futuro do instituto localizado na área concedida.

Por fim, mas não menos importante, cabe dizer que a equiparação, ou isonomia salarial entre pesquisadores científicos, é uma das grandes lutas encampadas pela atual gestão da APqC. No Poder Judiciário, por exemplo, temos lutado junto ao STJ e ao STF na pessoa do Desembargador Dr. Sebastião Amorim, contratado pela associação para advogar nesta causa específica. Atualmente aguardamos o julgamento do recurso especial no STJ.

No Poder Legislativo, conseguimos por meio do gabinete do deputado Campos Machado, do PTB, deputado à época da base governista, apresentar o Projeto de Lei Complementar nº 04 de 2018, que prevê a isonomia entre os pares. Esse PLC suscitou grandes debates na Casa de Leis, levando deputados de variados partidos a se posicionarem sobre nossa reivindicação.

No Poder Executivo, com a intervenção do ex-ministro Roberto Rodrigues, tivemos e teremos audiências com o Secretário da Agricultura e Abastecimento, Sr. Gustavo Junqueira, o Secretário de Infraestrutura e Meio Ambiente, Sr. Marcos Penido, o Secretário Executivo da Secretaria da Fazenda e Planejamento, Sr. Milton de Melo Santos, e o Sr. Carlos Takahashi, Chefe de Gabinete da Casa Civil. Todos foram enfáticos em responsabilizar a crise orçamentária pela dificuldade em acenar à nossa categoria com a questão da isonomia salarial. Porém, persistimos. No próximo dia 07/11 teremos nova reunião na Secretaria da Fazenda, oportunidade em que esperamos ter um retorno positivo quanto ao estudo econômico e jurídico que está sendo preparado pela pasta, em resposta à nossa solicitação.

A diretoria da APqC — biênio 2018-2019 — está à disposição para qualquer esclarecimento e reitera seu inegociável compromisso com a independência e a ética na luta em defesa da pesquisa científica, dos institutos e dos pesquisadores do Estado de São Paulo. Compromisso este que queremos renovar com todos e todas a partir de nossa reeleição, representada pela chapa “TRABALHO E AÇÃO”, que terá na pessoa da Dra. Addolorata Colariccio a nossa próxima presidente.

Dra. Cleusa M. Lucon
Presidente da Associação dos Pesquisadores Científicos do Estado de São Paulo (APqC)

São Paulo, 30 de outubro de 2019

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Caro colega Pesquisador,
Seguem algumas perguntas comuns aos pesquisadores sobre a atual gestão da Diretoria da APqC com as propostas da Chapa TRABALHO E AÇÃO.

1) Quais são as principais lutas da chapa “TRABALHO E AÇÃO”?

A chapa TRABALHO E AÇÃO tem como missão principal a continuação da atual gestão na luta pela: a) ISONOMIA salarial entre Pesquisadores Científicos; b) reposição dos quadros de pesquisador e pessoal de apoio; c) defesa dos institutos de pesquisa.

2) Qual o trabalho que está e será desenvolvido para conferir ISONOMIA salarial entre Pesquisadores Científicos?

A APqC vem atuando incessantemente junto aos três poderes, veja:

No Poder Executivo, em razão de contato estabelecido com o ex Ministro Roberto Rodrigues, tivemos três audiências com o Secretário da Agricultura Gustavo Junqueira,
nas quais foram subsidiados documentos necessários para que fosse encaminhado ao Exmo. Governador João Dória, a fim de conseguirmos a sonhada isonomia salarial.

Ademais, vale observar que junto ao Secretário de Infraestrutura e Meio Ambiente, Marcos Penido, essa grande questão também foi enfatizada.

Ambos os secretários realçaram a dificuldade orçamentária para solucionar tal questão.

Recorremos ao Sr. Carlos Takahashi, chefe de gabinete da Casa Civil, que está intermediando reuniões com a Secretaria da Fazenda e Planejamento.

Na Secretaria da Fazenda e Planejamento fomos muito bem recebidos pelo Secretário Executivo Milton de Melo Santos, que se aprofundou sobre a questão salarial dos Pesquisadores e disse que iria promover um estudo econômico e jurídico para dar uma possível solução ao caso. Assim, estamos aguardando ansiosamente a próxima reunião da Fazenda, agendada para 07.11.2019.

No Poder Judiciário, após a procedência da ação rescisória movida pela FESP na qual rescindiu a ação coletiva; o Desembargador aposentado, Sebastião Amorim, membro da Associação Estadual e Nacional dos Magistrados, foi contratado para advogar na causa e conseguir convencer os ministros do STJ e STF a sanar essa verdadeira injustiça salarial.

Hoje estamos aguardando o julgamento do recurso especial no STJ. O desembargador Amorim já foi a Brasília duas vezes intermediar a causa e aguarda audiência com o Ministro Relator da causa.

No Poder Legislativo a APqC conseguiu junto ao Deputado Campos Machado o Projeto de Lei Complementar nº 04, de 2018 que prevê a isonomia entre os pares. O PLC foi muito bom, pois os debates na Casa de Leis foram revividos. Nessa oportunidade a APqC com seu corpo jurídico e de comunicação promoveram e ainda promovem inúmeras audiências com os deputados, dos mais variados partidos políticos para conscientizá-los da importância da Pesquisa Científica no Estado de São Paulo, bem como de promover a isonomia salarial.

Além disso, esse intenso trabalho de nada adiantará se não conseguirmos dos nossos governantes que sejam destinados recursos para implantação da isonomia. Assim, a APqC esteve presente nas discussões sobre a LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias) e está presente nas atuais discussões quanto ao PPA – Plano Plurianual e na LOA/2020 (Lei Orçamentária Anual), inclusive propôs emendas para que haja planejamento orçamentário para que essa problemática seja solucionada.

O Próximo passo é continuarmos nos gabinetes da ALESP, conversando com os deputados para aprovação da emenda, principalmente com deputados da base governista, a fim de conseguirmos previsão orçamentária para solucionar de vez a questão salarial dos Pesquisadores.

Além disso, estamos presentes da Frente Parlamentar em Defesa das Instituições Públicas de Ensino, Pesquisa e Extensão, que se reúne mensalmente para discussões na ALESP, televisionadas pela TV ALESP.

3) A Chapa TRABALHO E AÇÃO pretende propor outras ações para corrigir o problema da equiparação dos PqCs?

A nossa proposta é de continuar com as negociações que estão em andamento no âmbito dos três Poderes, dando maior ênfase nas negociações junto ao Governo.

4) Em que a APqC está investindo o dinheiro das anuidades? Qual o retorno para o sócio?

Nas reuniões com os Secretários de Estado e Deputados Estaduais, observamos que há um profundo desconhecimento dos nossos políticos sobre a importância dos trabalhos científicos que estão sendo realizados. Muitos explicitamente disseram que era preciso buscar maior clamor social, além de demonstrarmos quais são os frutos colhidos pela sociedade quando o governo investe em pesquisa.

Dessa forma, a APqC conta com uma Assessoria de comunicação e contratou duas produtoras de vídeos, sendo uma responsável por divulgar os trabalhos científicos dos pesquisadores, e outra com grande know how, para demonstrar à sociedade a grande importância dos Institutos de Pesquisa.

Ademais, estamos investindo para termos uma comunicação eficiente entre associação e associado, via site, e-mail, whatsapp e facebook. Nossa página do facebook atualmente conta com 7.700 “curtidas”.

Sabemos que um canal em que as informações de interesse dos associados sejam disponibilizadas de forma rápida é fundamental. A nossa comunicação já melhorou muito, mas temos consciência de que temos muito o que melhorar ainda.

Outra importante frente em que a APqC está investindo é na Assessoria Jurídica. Podemos contar com a presença de um advogado nas reuniões com as diversas Secretarias do Governo e com os Parlamentares na ALESP, o que traz maior credibilidade para nossos questionamentos. Além disso, em todas as reuniões mensais também contamos com a presença dos advogados, que nos orientam nas melhores condutas a serem tomadas. Além disso os Pesquisadores, de forma individual, também podem contar com o escritório jurídico como um canal direto e confiável para resolver as questões relativas ao cargo de Pesquisador Científico.

A APqC também está realizando um levantamento de dados para verificar quantas linhas de pesquisa serão perdidas caso não haja a recomposição dos quadros de pesquisadores e o impacto dessa política para a Ciência, Tecnologia e Inovação no Estado de São Paulo, a fim de conseguirmos demonstrar aos nossos governantes a importância imediata da realização de concursos públicos.

Recentemente a APqC consultou a administradora Qualicorp para oferecer seguro de saúde aos associados, entretanto como nossos associados são apenas filiados, sem vínculo empregatício, as corretoras de Seguro não conseguem nos atender pela via Empresarial. Pela via de entidade de Classe, os valores seriam equivalentes aos já oferecidos.

5) A diretoria recebe algum Pro-labore pelo seu trabalho?

Não, os pesquisadores envolvidos nas atividades da APqC fazem um trabalho voluntário.

6) Quais foram as principais conquistas de APqC em 2019?

a) Representatividade no Conselho Superior da FAPESP.
A APqC conseguiu junto a FAPESP que uma das 12 vagas de seu Conselho Superior fosse preenchida por um membro indicado por Instituições de Ensino Superior e de Pesquisa, excetuadas as universidades estaduais paulistas, para composição do Conselho Superior da FAPESP
As eleições ocorrerão ainda esse ano para preenchimento de vaga cujo mandato se encerra em 11.12.2019
Todos os Diretores dos Institutos de Pesquisa foram oficiados pela FAPESP para se credenciarem junto a FAPESP. http://www.fapesp.br/13223
Esta vaga possibilitará que os Institutos tenham uma representatividade dentro da FAPESP, de modo a atender às peculiaridades dos IPs.
Trata-se de pleito defendido há anos pela associação, e que finalmente foi contemplado na atual gestão da APqC pela FAPESP, por intermédio da Frente Parlamentar em Defesa das Instituições Públicas de Ensino, Pesquisa e Extensão, coordenada pela Deputada Beth Sahão.

b) Instituto de Botânica – Esse ano o Governo apresentou o PL 183/2019 que objetiva conceder a área total do Instituto de Botânica à iniciativa privada. Entretanto, por meio de grande engajamento político junto ao Secretário de Infraestrutura e Meio Ambiente, Marcos Penido, e Deputados na ALESP, a APqC conseguiu importantes alterações no PL, que foi convertido na Lei n. 17.107/19, destacando -se i) manutenção do Instituto de Botânica na área concedida, ii) preservação de sua autonomia técnico-científica para desenvolver atividades de ensino, pesquisa científica, tecnológica e de inovação, iii) direito do Estado à propriedade intelectual das pesquisas geradas, iv) manutenção da classificação do Jardim Botânico na categoria A do CONAMA, v) garantia de acesso gratuito aos estudantes da rede pública, e vi) que a outorga do uso concedido do Jardim Botânica seja destinada ao fundo de despesa do Instituto de Botânica.
Independentemente desses esforços a APqC continua acompanhando todos os passos do governo, via assessoria jurídica, dialogando sempre com representes do IBot, SIMA, e DG para preservação e aprimoramento da instituição.

c) Anulação das vendas de institutos pública da saa.
A APqC conseguiu judicialmente a anulação da audiência pública com a comunidade científica que pretendia a alienação das áreas que contém Institutos de Pesquisas vinculados à Secretaria de Agricultura e Abastecimento. Entre eles estão Pindamonhangaba (3.505.609,00 m²), Itapetininga (1.391.268,00 m²), Itapeva (484.000,00 m²), Tatuí (80.718,00 m²) e Nova Odessa (246.657,20 m²), entre outros. A audiência foi anulada, uma vez que o Estado não observou o quórum mínimo exigido em Lei, sendo a Fazenda Estadual condenada a realizar nova audiência com a participação de 50% + 1 da comunidade científica diretamente envolvida com a área, composta pelo seu corpo administrativo, científico e diretivo. Consequentemente, caso a sentença seja confirmada em 2ª instância, anula-se também a licitação posterior. Trata-se de grande conquista para os Institutos de Pesquisa envolvidos, além da defesa da justiça e respeito às leis e a Constituição do Estado de São Paulo a que todos estamos subordinados, inclusive nossos administradores públicos.

7) Considerações finais:

Todos os Pesquisadores da Chapa “TRABALHO E AÇÃO” não são “equiparados” e com certeza essa é uma grande luta também da presente chapa. Contudo, a APqC luta na defesa dos interesses dos pesquisadores equiparados e não equiparados, ambos estão aqui representados.
Além disso, a Diretoria Executiva da APqC, Presidente, 1ª e 2ª Vice-Presidentes contam com representantes das 3 Secretarias, sendo a Addolarata representante da Secretaria da Agricultura, a Patrícia da Secretaria da Saúde e a Gláucia da Secretaria de Infraestrutura e Meio Ambiente, ou seja, todos os associados estão representados e terão seus pleitos legitimados.
Além disso, frisa-se a continuação na luta pela Defesa dos Institutos de Pesquisa, melhoria das condições de trabalho, recomposição dos quadros e pela pesquisa pública no Estado de São Paulo.
Lembrando que todas nossas reuniões são públicas. Vocês aqui estão e estarão representados, participem e votem conosco, votem para o TRABALHO E AÇÃO!

Conheça as propostas da chapa “Pela Equiparação” para o biênio 2020-2021

Pela EQUIPARAÇÃO

 

Prezado(a) Pesquisador(a)

A ASSOCIAÇÃO DOS PESQUISADORES CIENTÍFICOS DO ESTADO DE SÃO PAULO – APqC – tem como missão a defesa da pesquisa científica e dos Pesquisadores Científicos, ativos e inativos, bem como a proteção do patrimônio público das instituições estaduais de pesquisa.

Com essa missão que se comprometem os integrantes da chapa “Pela EQUIPARAÇÃO”.
E para tanto nos empenharemos para obter a equiparação salarial dentro da Carreira de Pesquisador e retomar o diálogo propositivo e permanente com as várias instâncias do Governo Estadual.

Além de instituir canais de comunicação com os associados para que seus anseios sejam ouvidos, ampliar a divulgação de atividades da APqC junto aos associados, defender a Carreira de Pesquisador Científico e contribuir para seu aprimoramento, fortalecimento e consolidação.

Mas isso não nos basta, pois importantes ações complementares fazem parte da nossa estratégia: como a implantação dos Centros de Debates e de Estudos; o desenvolvimento de atividades descentralizadas para aproximar e atender pesquisadores científicos distribuídos pelo Estado de São Paulo; o estímulo à participação de representantes da Diretoria junto aos Institutos; à promoção de eventos de cunho Científico e Tecnológico; a proposição de medidas para a política de ciência, tecnologia, inovação e desenvolvimento do Estado e do País; e a representação e defesa jurídica e administrativa dos interesses da APqC e dos associados.

Eu acredito que tudo isso será possível se contarmos com sua participação, apoio e voto.

Vote “Pela EQUIPARAÇÃO”

João Paulo Feijão Teixeira
Candidato a Presidente da APqC na Chapa “Pela EQUIPARAÇÃO”

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Vejam o vídeo de campanha com o depoimento da pesquisadora Maria Isabel, da APTA, polo regional centro oeste em Bauru (SP), que compõe a chapa “Pela Equiparação”.

Eleição Biênio 2020-2021: Chapa “Pela Equiparação”

Seguindo o calendário de divulgação das chapas proposto pela Comissão Eleitoral, tornamos publico os materiais de campanha da Chapa “Pela EQUIPARAÇÃO“:

 

Pela EQUIPARAÇÃO-1.png

Eleição Biênio 2020-2021: Chapa “Trabalho e Ação”

Seguindo o calendário de divulgação das chapas proposto pela Comissão Eleitoral, tornamos publico os materiais de campanha da Chapa “Trabalho e Ação“:

 

Carta de apresentação:

Carta de apresentação-1.png

 

Joaquim Adelino -  minha história-1.png

APqC produz vídeo sobre o trabalho desenvolvido pela Plataforma Zebrafish, no Instituto Butantan

O segundo vídeo da série produzida pela Associação dos Pesquisadores Científicos do Estado de São Paulo (APqC), com o objetivo de dar visibilidade ao trabalho realizado pelos pesquisadores dos institutos paulistas, traz uma entrevista com a Dra. Mônica Lopes-Ferreira, pesquisadora do Instituto Butantan há 30 anos. Dra. Mônica apresenta a Plataforma Zebrafish, coordenado por ela, e explica como a utilização do chamado peixe-zebra na forma de modelo experimental (cobaia) tem ajudado a salvar vidas humanas. O vídeo, com direção de Bruno Ribeiro e imagens de Tatiana Ribeiro, foi produzido entre setembro e outubro de 2019 pela diretoria da APqC do biênio 2018-2019, sob a presidência da Dra. Cleusa M. Lucon.

NOVO COMUNICADO DA COMISSÃO ELEITORAL ESTABELECE DIRETRIZES PARA O PROCESSO DE ELEIÇÃO

Em novo comunicado a Comissão Eleitoral estabeleceu diretrizes para a orientação do processo eleitoral. As chapas que concorrem ao biênio de 2020/2021 caso queiram utilizar as plataformas digitais da APqC para divulgar a campanha de eleição precisam seguir o regulamento.

Confira abaixo o comunicado:

COMUNICADO DA COMISSÃO ELEITORAL-1COMUNICADO DA COMISSÃO ELEITORAL-2COMUNICADO DA COMISSÃO ELEITORAL-3

 

 

Comunicado_da_Comissão_Eleitoral.pdf

 

Diretoria APqC Biênio 2018-2019

Definidas as chapas que concorrerão à renovação da Diretoria e Conselho Deliberativo

              A Diretoria da APqC torna pública, abaixo, a relação de chapas inscritas ao pleito deste ano:

 

CHAPA: Trabalho e Ação

Composição – Chapa Trabalho e Ação

Propostas – Chapa Trabalho e Ação

CHAPA: Pela EQUIPARAÇÃO

Composição – Chapa Pela Equiparação

Propostas – Chapa Pela Equiparação

 

             A votação ocorrerá por meio digital no site da APqC, na semana de 04 a 08 de novembro de 2019. Só podem votar os associados em dia com o pagamento das anuidades. Os associados que possuem pendências devem procurar a secretaria da APqC, através do telefone (19) 2514-1431, WhatsApp (19) 99751-9371, ou e-mail: secretaria.apqc@gmail.com. 

 

CHAPA: Trabalho e Ação

Nome e Composiçao da Chapa Trabalho e Ação-1.pngCHAPA: Pela EQUIPARAÇÃO

 

 

Composição Chapa Pela Equiparação-1.pngProposta: Trabalho e Ação

Plataforma eleitoral Trabalho e ação-1.png

Proposta: Pela EQUIPARAÇÃO

PLATAFORMA ELEITORAL DA CHAPA_2-1

 

Diretoria APqC Biênio 2018-2019

Comissão eleitoral emite parecer sobre as eleições da Diretoria e Conselho Deliberativo Biênio 2020-2021

    • A Comissão eleitoral no ato de suas obrigações emitiu o parecer sobre as inscrições das chapas referente as eleições de Diretoria e Conselho Deliberativo Biênio 2020-2021.

Parecer_Comissão Eleitoral.pdf

Baixe em pdf o parecer da Comissão Eleitoral clique aqui

 

Encerradas inscrições de chapas para eleição da diretoria Biênio 2020/2021

Nesta sexta-feira (18) se encerrou o período de inscrições de chapas para eleição da diretoria da APqC biênio 2020-2021. As inscrições se iniciaram no dia 05 de setembro.

O processo eleitoral visa renovar a Diretoria Executiva e Conselho Deliberativo (Efetivos e Suplentes).

Durante o período de inscrições houve o registro das chapas “Trabalho e Ação” e “Pela EQUIPARAÇÃO“.

Em breve será publicado no site e redes sociais da APqC a composição e plataforma das chapas validadas.

 

 

 

Votação para indicados à Medalha Alba Lavras começa hoje no site da APqC

 

De hoje até o dia 31 de outubro, a Associação dos Pesquisadores Científicos do Estado de São Paulo (APqC) convida a todos os servidores dos institutos de pesquisa paulistas para ajudar na escolha dos indicados à Medalha Alba Lavras, a mais importante condecoração concedida pela APqC a pesquisadores e profissionais de outras áreas que se destacam não apenas por seu trabalho em defesa da ciência, mas principalmente por sua colaboração ao fortalecimento da carreira de pesquisador e da própria associação. Este ano, a homenagem, que acontece desde 2007, será realizada no dia 26 de novembro, no Auditório do Instituto Biológico.

Para indicar um pesquisador ou personalidade à Medalha Alba Lavras basta clicar no link disponível no fim deste texto e digitar o nome completo da pessoa e do instituto ao qual ela pertence ou pertenceu (cientistas aposentados ou falecidos também podem ser indicados ao prêmio; neste último caso, a família receberá a honraria póstuma). Todos os nomes sugeridos serão avaliados pela comissão julgadora da APqC e alguns serão escolhidos para receber a condecoração. A avaliação levará em conta o conjunto da obra do indicado. Mas atenção: serão excluídos os nomes que já foram agraciados com a Medalha Alba Lavras em anos anteriores (veja lista de homenageados abaixo).

Quem é Alba Lavras?

A Dra. Alba Apparecida de Campos Lavras, que dá nome à Medalha Alba Lavras, nasceu em 26 de outubro de 1927 e atualmente é pesquisadora científica aposentada do Instituto Butantan, em São Paulo, entidade da qual já foi diretora geral. Uma das grandes cientistas do Brasil, Alba Lavras teve participação fundamental na implementação da carreira de pesquisador científico e já passou pela diretoria da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC). Foi ainda a primeira presidente da Comissão Permanente do Regime de Tempo Integral (CPRTI).

Personalidades homenageadas com a Medalha Alba Lavras

Ano: 2007
Alba Lavras (pesquisadora)
Antonio Carlos Pimentel Wutke (pesquisador)
Bernardo Goldman (advogado)

Ano: 2008
Armando Conagin (pesquisador)
Cyro Gonçalves Teixeira (pesquisador)
Eduardo Zink – in memoriam (pesquisador)
Fuad Naufel – in memoriam (pesquisador)
José Roberto Piedade – in memoriam (pesquisador)
Maria Siqueira Pinheiro (pesquisadora)
Mauro de Souza Barros – in memoriam (pesquisador)
Oswaldo Giannotti – in memoriam (pesquisador)
Popilio Angelo Cavaleri – in memoriam (pesquisador)
Vicente do Amaral (pesquisador)

Ano: 2009
Não houve premiação

Ano: 2010
Jonas Donizete (político)
David Zaia (político)

Ano: 2011
Não houve premiação

Ano: 2012
Carlos Jorge Rossetto (pesquisador)

Ano: 2013
Não houve premiação

Ano: 2014
Roberto Rodrigues (engenheiro)
Paul Frans Bemelmans (pesquisador)

Ano: 2015
Armando Conagin (pesquisador)

Ano: 2016
José Renato Nalini (Secretário da Educação do Estado de São Paulo)
Ricardo Felicio Scaff (representante do Juiz da Primeira Vara Cívil da Comarca de Guarulhos)
Neusa M. P. Galina (pesquisadora)
Cosue Miyaki (pesquisadora)
Paulo Lee Ho (pesquisador)
Laerte Antônio Machado – in memoriam (pesquisador)

Ano: 2017
Maria das Graças Lapa Wanderley (pesquisadora)
Cleusa Maria Mantovanello Lucon (pesquisadora)
Shiro Miyasaka – in memoriam (pesquisador)
Annabel Perez Aguilar – in memoriam (pesquisadora)
João Batista Baitello (pesquisador)
Waldir Joel de Andrade – in memoriam (pesquisador)
Carlos Neder (político)

Ano: 2018
Não houve premiação

PARA VOTAR NO SEU INDICADO À MEDALHA ALBA LABRAS É NECESSÁRIO DIGITAR SEU NOME E E-MAIL, BEM COMO O NOME DA PERSONALIDADE A SER HOMENAGEADA E O INSTITUTO OU ÓRGÃO QUE ELA REPRESENTA

PARA VOTAR CLIQUE AQUI

 

Professora da Unicamp ganha prêmio “Para Mulheres na Ciência 2019”

professora-unicamp

A professora Taícia Fill, do Instituto de Química da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) foi homenageada no último dia 10 de outubro ao receber o prêmio Para Mulheres na Ciência 2019. A cerimônia da 14ª edição do programa foi promovida pela L’Oréal Brasil, em parceria com a Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco) e a Academia Brasileira de Ciências (ABC).

O reconhecimento foi entregue para sete mulheres brasileiras. A docente desenvolve pesquisa para a produção de fungicida natural, com vistas ao combate de doenças que afetam a produção brasileira de laranjas. Na segunda-feira (14), a professora foi recebida pela reitoria da Unicamp para falar sobre o estudo e a premiação.

“Foi incrível o reconhecimento e acho que é importante porque acaba inspirando as outras mulheres, principalmente as que estão em início de carreira e têm um longo percurso pela frente. Sabe que não é fácil, que existe uma série de dificuldades, mas acho que é uma forma de incentivar as jovens professoras”, salientou Taícia Fill.

Pesquisa

De acordo com ela, pesquisar uma alternativa ao uso de agrotóxicos, que são compostos prejudiciais à saúde e ao meio ambiente, é fundamental, até porque os organismos ficam resistentes aos agrotóxicos ao longo do tempo.

A reitoria parabenizou a professora e ressaltou que o prêmio é relevante tanto para os pesquisadores quanto para a universidade. “Ser reconhecido nacional e internacionalmente por meio desse tipo de premiação, em particular aqui a uma mulher cientista, é importante. Certamente é uma conquista para os pesquisadores e, sem dúvida, é uma alegria para a Unicamp”, destacou o reitor, Marcelo Knobel.

Fonte original: Portal do Governo de São Paulo

Debate na Alesp discute a situação das universidades públicas e institutos de pesquisa de São Paulo

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Acontecerá no próximo dia 23 de outubro (quarta), das 10h às 13h, no Auditório Teotônio Vilela da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp), debate sobre a situação das universidades e institutos públicos de pesquisa e as mudanças nos órgãos de fomento promovidas pelo governo federal. O evento, organizado pela deputada Beth Sahão e pela Associação de Docentes da Unicamp (ADUnicamp), é voltado para professores e estudantes universitários, bem como a pesquisadores e funcionários dos institutos de pesquisa. A Associação dos Pesquisadores Científicos do Estado de São Paulo (ApqC) participará do debate e conclama a todos os seus associados para que confirmem presença através da página do evento no Facebook (clique aqui).

Dia Mundial da Ciência e Tecnologia: data para celebrar e refletir

Desde que o Homem passou a inventar artefatos e a desenvolver tecnologias para a sua sobrevivência, a Terra tem sofrido com as interferências dessas invenções – muitas delas positivas, mas muitas também prejudiciais ao meio ambiente, aos animais e aos próprios seres humanos.

Muito se fala, por exemplo, dos efeitos negativos da emissão de gases por parte das indústrias; porém, a realidade que conhecemos hoje tornou impossível à Humanidade abrir mão de todo o aparato moderno criado pelos cientistas – e que está em constante evolução.

Com o objetivo de homenagear as grandes descobertas e o desenvolvimento de novas pesquisas, mas também discutir os problemas causados pela atuação do homem diante dos avanços científicos e tecnológicos, convencionou-se dedicar o dia 16 de outubro ao Dia Mundial da Ciência e Tecnologia. Esta é uma data dedicada, antes de tudo, ao debate e à reflexão.

O que seria do Homem sem a Ciência e a Tecnologia? O cavalo deu lugar ao carro, o motor a vapor deu espaço aos equipamentos de propulsão elétrica e de combustíveis fosseis, a velha lamparina foi substituída por lâmpadas. Do fogo chegamos ao espaço, mas também à bomba atômica.

Toda a trajetória humana sobre a face da Terra está marcada pela presença das invenções científicas e tecnológicas, das quais somos, como pesquisadores e pesquisadoras, continuidade. Seria uma grande injustiça não termos uma data para celebrar as conquistas civilizatórias da ciência e, ao mesmo tempo, refletir sobre os prejuízos que, graças à contradição da nossa dependência tecnológica, causamos a nós mesmos.

Pesquisadores lançam abaixo-assinado contra o fechamento da SUCEN

Diante das reiteradas declarações do governo do estado de São Paulo, que manifesta a intenção de fechar a Superintendência de Controle de Endemias (SUCEN), pesquisadores e demais servidores deste órgão público se organizaram para protestar contra esta decisão e elaboraram um abaixo-assinado que conta com o apoio da Associação dos Pesquisadores Científicos do Estado de São Paulo (APqC). Leia a íntegra do documento e assine clicando no link que está disponível no rodapé do texto.

Governador do Estado de São Paulo: Defenda a SUCEN, o controle e a pesquisa sobre as endemias

A Superintendência de Controle de Endemias, conhecida como SUCEN, é uma organização pública paulista responsável por incontestáveis avanços no controle das endemias, como a Doença de Chagas, a esquistossomose, a malária, além de outras doenças transmitidas por vetores, como a dengue.

No próximo ano, essa instituição completará 50 anos marcados por sucessos decorrentes do esforço, trabalho, estudos e pesquisas que contribuíram para a redução dos riscos da aquisição e dos impactos negativos dos agentes infecciosos causadores das endemias, evitando os riscos da aquisição e a perda da capacidade produtiva das pessoas, bem como os prejuízos econômicos resultantes da necessidade do atendimento permanente dos casos humanos, que em certas circunstâncias desenvolvem formas crônicas incapacitantes.

Recentemente o governo apontou para a extinção da SUCEN sob o pressuposto que a organização apresenta uma baixa relação custo/benefício, desconsiderando que as ações, estudos e pesquisas da melhoram a resolutividade do controle e vigilância epidemiológica, com resultados que melhoram as operações dos municípios para a redução dos riscos das infecções pelos agentes infecciosos presentes em território paulista. Assim, os pesquisadores e demais servidores da SUCEN contam com o apoio contra essa inciativa governamental.

Para assinar o manifesto clique aqui.

Museu Florestal “Octávio Vecchi” celebra 88 anos

museuNo dia 30 de setembro de 2019 aconteceu o encerramento da Festa das Árvores com a comemoração do aniversário de 88 anos do Museu Florestal “Octávio Vecchi”.

Para celebrar este importante momento, foi realizada uma roda de conversa, no modelo das que têm sido realizada no espaço nos últimos dois anos. O objetivo é formar e fortalecer uma rede de amigos do Museu Florestal e chamar a comunidade do entorno para discutir o espaço. O convidado desta edição foi o historiador Dalmo Dippold Vilar, que trabalhou no Instituto Florestal (IF) entre as décadas e 1980 e 1990 e conduziu a atividade contando sobre suas pesquisas acerca do espaço.

Dalmo conta que o Museu deveria ter sido inaugurado no terceiro sábado do mês de setembro de 1931, portanto no dia 26. Entretanto, choveu bastante na ocasião e a abertura oficial ocorreu no dia 30, uma quarta-feira.

A roda de conversa teve a ilustre presença de Carlos Vecchi Dränger, neto de Octávio Vecchi. Carlos estreitou suas relações com a equipe do Museu ao final do ano passado, quando doou acervo de diapositivos seu avô para o Instituto Florestal. A partir de então têm sido um parceiro generoso e engajado, tendo inclusive elaborado um novo logotipo para o Museu. Aprovada nas instâncias superiores, sua arte enfeitou inclusive o bolo de aniversário preparado para a comemoração realizada após o evento. Natália Almeida, responsável pela gestão do Museu, soprou as velinhas junto com Carlos.

O diretor geral do IF, Luis Alberto Bucci, ressaltou o privilégio da instituição pela qualidade tanto de seus servidores, quanto de seus colaboradores.  A comemoração do aniversário , assim como a Festa das Árvores, foram resultado do trabalho em conjunto entre a equipe do Museu Florestal, Movimento Conservatio e Coordenadoria de Parques e Parcerias da Secretaria de Infraestrutura de Meio Ambiente, e muitos outros parceiros.

Fonte: Assessoria do Instituto Florestal

Presidente da Embrapa fala sobre a relação entre Ciência e produtividade no campo

O presidente da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Celso Luiz Moretti, participou de audiência pública promovida no último dia 26 de setembro pela Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural da Câmara dos Deputados, em Brasília. Na ocasião, Moretti falou de como a Ciência tem ajudado o Brasil a ser um dos maiores produtores de alimentos, fibras e bioenergia do mundo. Confira o trecho abaixo.

Reportagem aborda preocupação de funcionários do Instituto Butantan sobre a função social do laboratório

Matéria publicada na edição mais recente da revista Carta Capital aborda as mudanças pelas quais passa o Instituto Butantan, uma das maiores referências brasileiras na produção de soros e vacinas. A repórter Thais Reis Oliveira aborda, entre outros assuntos relacionados, a produção de vacinas para atender a demanda do mercado privado de medicamentos em detrimento do SUS, que apresenta um déficit de vacinas como a pentavalente, aplicada em recém-nascidos. “O plano de João Dória é transformar o laboratório no maior produtor de vacinas do mundo. É um plano bastante ambicioso. Porém, os funcionários do Instituto reclamam que esse projeto está deixando de lado a principal função do Butantan, para a qual ele foi criado há quase cem anos, que é produzir medicamentos e fazer pesquisas voltadas para a saúde pública”, diz a reportagem. Assista no vídeo abaixo o trecho compreendido entre os minutos 08:45 e 16:00.

Instituto Florestal pesquisa sementes de araucária, espécie ameaçada de extinção

araucaria

Vejo uma Araucária,
solitária pela janela

Tomando sozinha uma fria geada,
e me pego pensando

Na tristeza que abete sobre ela,
ao ver suas irmãs e irmãos

Cortadas e ostentadas
em restaurantes e salões

O trecho do poema de Felipe Teixeira Moraes fala do único pinheiro nativo brasileiro, ameaçado de extinção. Em 2013 a araucária passou para a categoria “Criticamente em perigo” na “Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas” da União Internacional para a Conservação da Natureza – IUCN em função da contínua redução da população.

Originalmente a área florestal da Araucaria angustifolia era de 185.000 km2, distribuindo-se nas regiões sul e sudeste do país, principalmente no estado do Paraná. Entretanto, a partir do começo do século passado, a espécie sofreu uma indiscriminada exploração em função de sua relevância econômica e social, o que levou à redução de seu habitat natural. Estima-se que atualmente esteja limitada a uma pequena porcentagem (de 1 a 5%) da área original.

Considerada um “fóssil vivo”, já que é uma espécie primitiva com milhares de anos de existência no planeta, a araucária é um elemento importante para a biodiversidade da Mata Atlântica. Podendo atingir uma altura de até 50 metros quando adulta, e viver em média até os 250 anos, o pinheiro apresenta um tronco alongado com ramificações apenas na copa, possuindo formato semelhante a uma taça.

A araucária é uma espécie dióica, ou seja, existem árvores masculinas e femininas sendo que o pólen produzido nos estróbilos masculinos deve atingir os estróbilos femininos para a fecundação e desenvolvimento das pinhas. A araucária também é famosa pelas suas sementes, denominadas pinhões, consideradas um importante Produto Florestal Não Madeireiro (PFNM), termo que se refere aos diferentes produtos extraídos de ambientes florestais, como frutas, fibras e sementes. Os PFNM constituem um meio de sustento para muitas comunidades, e fazem parte de prática ancestral que mantém a estrutura e funcionalidade das florestas. Sendo apontados como uma forma capaz de manter a biodiversidade de maneira sustentável.

“A redução da área de ocorrência da araucária gera um impacto ambiental negativo para a alimentação da fauna nativa. Os pinhões representam um importante recurso tanto para aves como papagaios, maritacas e gralhas, quanto para mamíferos como veado, anta, paca, porco do mato e esquilo. Socialmente, afeta o sustento de comunidades rurais, e impacta a economia advindo da redução na oferta de madeira, que pode ser produzida em plantios devidamente regulamentados,” explica o pesquisador científico do Instituto Florestal, Roberto Starzynski.

O pinhão também é um alimento de alto valor nutricional, rico em calorias, fibras e vários minerais como potássio, zinco e ferro.

Autor de um estudo publicado no periódico IF Série Registros que analisou a distribuição temporal da queda das sementes da araucária entre os anos de 2012 a 2017, Starzynski constatou, que tanto a produção anual, quanto o período de queda apresentaram variações significativas. A produção de sementes, das 11 árvores estudadas, variou de 172 a 351 kg. O período de queda se concentrou nos meses de março a maio, mas possuiu uma variação de 56 a 94 dias de duração. A pesquisa evidencia a dificuldade de se estabelecer, via legislação, uma data fixa para o início da atividade de coleta.
O experimento foi desenvolvido no Parque Estadual da Serra do Mar – Núcleo Cunha, localizado na região sudoeste do município de Cunha. Representando a maior produção de pinhão no estado de São Paulo, a araucária é uma espécie importante para a paisagem e economia do município de Cunha. Já que atraí turistas, o desenvolvimento de festivais e exposições sobre a árvore, produzindo geração de renda significativa para a economia local.

A araucária também enfrenta dificuldades em relação às mudanças climáticas. Neste cenário, Starzynski aponta que com o aumento de temperatura deve-se esperar uma diminuição da quantidade de pinhões produzidos. “A quantidade de pólen produzido pelos indivíduos masculinos diminui significativamente nos anos com maior temperatura média, com consequências na produção de sementes. Os grãos de pólen são grandes em comparação com outras espécies de coníferas e têm uma velocidade de dispersão relativamente baixa. A umidade é um fator fundamental para a liberação e transporte do pólen.

Em dias de sol e com vento ocorre uma nuvem de pólen, enquanto que nos dias chuvosos a alta umidade e a menor temperatura impedem a liberação e transporte do pólen e, consequentemente, a polinização e produção de sementes. Portanto, as safras apresentam dependência das condições climáticas, que variam de ano a ano, e acarretam diferentes produções anuais”.

Entre os anos estudados destaca-se o de 2015, que apresentou a maior produção de sementes. “Na época da polinização que resultou nesta safra, as condições climáticas foram favoráveis para a produção e dispersão do pólen”, explica o pesquisador.

Um estudo da Universidade de Reading (Reino Unido) revela que as araucárias podem desaparecer por completo até 2070 devido às mudanças climáticas caso não haja intervenções direcionadas para ajudar a garantir sua sobrevivência na natureza.

Roberto Starzynski chama atenção da grande carência de estudos que determinem a intensidade de coleta adequada para garantir a manutenção da espécie e ao mesmo tempo gerar renda para as comunidades coletoras. Por este motivo, o autor enfatiza a necessidade de mais pesquisas sobre espécie. “É através das sementes que se obtém o aumento da distribuição da araucária pelo território, o que é necessário para frear a contínua redução da espécie no país. Estudos realizados a partir das sementes podem fornecer o melhoramento genético da espécie com a consequente produção de mudas de maior crescimento, mais produtivas e melhor adaptadas às diferentes regiões de plantio”, conclui.

Texto: Amanda Nunes
Mais informações: Roberto Starzynski – rostarzynski@hotmail.com

Professor mostra como integrar restauração florestal e produção agrícola

Uma floresta onde antes havia um canavial. Essa hoje é a paisagem nas terras da Usina São João, em Araras, no interior de São Paulo. Humberto César Carrara, diretor executivo da usina, conta como o projeto de restauração florestal, inicialmente visto com desconfiança, trouxe benefícios à produção e a toda a cidade, possibilitando inclusive o abastecimento de água quando, em 2014, o Estado sofreu com a severa seca. Em outro exemplo, uma fazenda de café em Campinas restaurou áreas já não mais produtivas. “Aumentou a água, aumentou a fauna, aumentou a flora. A fazenda ficou muito mais rica. Virou floresta”, diz Antonio Migliorini, administrador da fazenda. Nos dois casos, os mapas do MapBiomas são aplicados para acompanhar as transformações da cobertura e do uso do solo. “O instrumento para conseguir integrar conservação, restauração e produção agrícola é o MapBiomas”, diz Ricardo Ribeiro Rodrigues, professor titular do departamento de Ciências Biológicas da USP. Mais informações no vídeo abaixo.

Aluna de iniciação científica do Instituto Florestal participa da Cúpula da Juventude para o Clima na ONU

amanda

Amanda Carvalho (foto), estudante de graduação da Universidade de Brasília, foi recentemente selecionada como representante da Reserva da Biosfera do Cinturão Verde da Cidade de São Paulo (RBCV) para participar da primeira Cúpula da Juventude para o Clima da ONU, na cidade de Nova Iorque, nos Estados Unidos, no último sábado, 21 de setembro.
O evento foi uma plataforma voltada a jovens líderes que estão conduzindo ações climáticas para mostrar soluções nas Nações Unidas. O objetivo é participarem significativamente com os tomadores de decisão na questão definidora de nosso tempo. Foi o maior encontro de jovens líderes climáticos da ONU até o momento. Mais de 7 mil jovens entre 18 e 29 anos se inscreveram para participar da Cúpula do Clima da Juventude. Amanda foi um dos 500 selecionados, depois de demonstrar seu compromisso no enfrentamento da crise climática.
A Cúpula do Clima da Juventude contou com programação intensa que reuniu jovens ativistas, inovadores, empresários e profissionais de várias áreas que estão comprometidos com o tema. “Os jovens estão nos mostrando o caminho da ação climática”, disse Luis Alfonso de Alba, enviado especial para a Cúpula de Ação Climática de 2019. “Estou ansioso para que jovens líderes climáticos de todo o mundo tomem seu devido lugar no cenário global e participem desse momento histórico”, completou.
Amanda é uma entusiasta das questões climáticas e preservação ambiental, participou como representante da RBCV no 2017 MaB Youth Forum, na Itália, e do workshop sobre mudança do clima no ISFiT 2019, na Noruega. Atuou como estagiária na Divisão da Mudança do Clima no Ministério das Relações Exteriores e participou como delegada brasileira da COP do Clima, em Katowice 2018. Escreveu sobre o Regime Internacional Climático no livro Serviços Ecossistêmicas e Bem-Estar Humano na Reserva da Biosfera do Cinturão Verde da Cidade de São Paulo. Atualmente, é bolsista do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica do Instituto Florestal em projeto sobre a Política Estadual de Mudanças Climáticas.
“Participar na Cúpula do Clima, é uma oportunidade única na minha caminhada. Penso em contribuir com o desenvolvimento de soluções para o enfrentamento da mudança do clima. Me sinto mais viva, pois percebo que estou no lugar certo e na hora certa. Ainda dá tempo de fazermos a diferença”, disse Amanda antes de embarcar para os Estados Unidos.

O Programa de Iniciação Científica do Instituto Florestal
O Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (PIBIC) é um programa do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) cujo objetivo é contribuir para a formação de novos talentos em todas as áreas do conhecimento, através da concessão de cotas de bolsas de iniciação científica diretamente às Instituições de Ensino e Pesquisa.
O objetivo é incentivar a formação de novos pesquisadores, privilegiando a participação ativa de bons alunos em projetos de pesquisa com qualidade acadêmica, mérito científico e orientação adequada. Para ingressar no programa, os alunos devem apresentar bom desempenho acadêmico e potencial para continuidade na carreira de pesquisa.
As cotas concedidas anualmente são administradas pelas próprias instituições participantes, sob a supervisão do CNPq. Atualmente, o Instituto Florestal possui 20 bolsas de pesquisas de iniciação científica.

A Reserva da Biosfera do Cinturão Verde da Cidade de São Paulo
As Reservas da Biosfera foram criadas em 1976 como parte do Programa “O Homem e a Biosfera” (MaB) da Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (UNESCO). São áreas que compreendem ecossistemas terrestres, marinhos e costeiros, onde devem-se promover soluções que conciliam a conservação da biodiversidade com seu uso sustentável. Constituem também territórios para o monitoramento, pesquisas, educação ambiental e gerenciamento de ecossistemas, bem como referência de informação e desenvolvimento profissional dos técnicos em seu manejo. Seu gerenciamento é o trabalho conjunto de instituições governamentais, não governamentais e centros de pesquisa. Esta integração busca o atendimento às necessidades da comunidade local.
As Reservas da Biosfera são nomeadas pelos governos nacionais e permanecem sob a jurisdição soberana dos estados onde estão localizadas. Seu status é reconhecido internacionalmente. Atualmente existem 669 reservas da biosfera em 120 países.
Criada em 1994, a Reserva da Biosfera do Cinturão Verde da Cidade de São Paulo é coordenada e tem sua estrutura administrativa no âmbito do Instituto Florestal.
Dentre as razões que motivaram a declaração do Cinturão Verde da Cidade de São Paulo como Reserva da Biosfera, destaca-se o fato de que esta Reserva envolve a segunda maior cidade do planeta e concentra 10% da população brasileira com baixíssimos índices de área verde por habitante.

Fonte: Assessoria de imprensa do Instituto Florestal.

IAC apresenta sua primeira cultivar de amendoim para o mercado de orgânicos

amendoim

O Instituto Agronômico de Campinas (IAC) apresentou, na última edição da Agrishow, realizada em Ribeirão Preto no mês de abril deste ano, sua primeira cultivar de amendoim adequada ao mercado de produtos orgânicos. A IAC Top Verde, como foi batizada, tem grãos de pele vermelha e tamanho pequeno a médio. A nova cultivar tem alta resistência a doenças foliares, possibilitando o cultivo sem uso de fungicida. Neste caso, a sua produtividade é de até 5 mil quilos por hectare, resultado superior ao obtido por todos os amendoins de pele vermelha existentes no Brasil atualmente.
O pesquisador Ignácio José de Godoy, explica que a IAC Top Verde, ao ser cultivada sem nenhuma aplicação de fungicida, destaca-se de todas as demais do tipo pele vermelha, alcançando alta produtividade. “Porém, se usar fungicida, ela não tem seu melhor desempenho”, diz. Com esse perfil, o IAC top Verde chega como alternativa aos produtores que pretendem aproveitar mercados alternativos. “Este tipo de amendoim hoje representa um nicho de mercado para produtos orgânicos in natura ou confeitados”, afirma.
A alta resistência às doenças, além de abrir a possibilidade de alcançar as gôndolas de orgânicos, também reduz o custo de produção. A nova cultivar é de porte rasteiro, portanto adequada à completa mecanização da cultura, e tem ciclo entre 130 e 140 dias.
São Paulo produz 80% do amendoim nacional e as cultivares IAC ocupam cerca de 70% dessas lavouras. Agora o Instituto tem sua primeira cultivar na linha de alta resistência que dispensa o controle químico. “A IAC Top Verde é o início de uma sequência para aproveitarmos essa resistência, que veio de uma espécie silvestre”, afirma o pesquisador.
O instituto está trabalhando no desenvolvimento de outras cultivares com esse nível de resistências às doenças foliares e com o padrão comercial moderno, que envolve porte rasteiro e grãos de pele clara e tamanho grande.
“Embora o principal mercado de amendoim esteja hoje concentrado nos grãos tipo runner, com pele clara e grãos de tamanho médio a grande, IAC Top Verde oferece uma opção para produção a um custo menor, para situações em que a cor da pele e o tamanho dos grãos não sejam um pré-requisito, como em produtos em que o amendoim é blancheado (sem pele) ou os grãos são moídos”, diz.
Fonte: Assessoria de imprensa do IAC.

Pesquisador do Instituto Florestal faz levantamento das espécies botânicas que homenageiam o naturalista Alberto Löfgren

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A descoberta de uma nova espécie é sempre marcante. Não se trata de um momento, mas um processo. No caso da botânica vai desde a coleta até a minuciosa descrição e comparação com exemplares de outras espécies em herbários. Um acontecimento científico importante como esse, resultado de um trabalho que requer conhecimento e dedicação, frequentemente, rende homenagens que ficam eternizadas na nomenclatura científica da espécie.

Com a proximidade do Dia da Árvore, 21 de setembro, o pesquisador científico do Instituto Florestal (IF), Claudio Moura, realizou um levantamento das espécies botânicas que homenageiam Alberto Löfgren, o idealizador da 1ª Festa das Árvores realizada no Brasil, em 1902, no município paulista de Araras.

Löfgren nasceu na Suécia e veio para o Brasil no século XIX, tendo sido membro da Comissão Geográfica e Geológica da Província de São Paulo. Pioneiro da conservação da natureza, foi imprescindível para a criação do Serviço Florestal, atual IF.

Claudio conta que o naturalista sueco foi o coletor de algumas das plantas e até mesmo o descritor de outras. E no processo dinâmico da ciência, que está em constante aperfeiçoamento, muitas vezes as espécies recebem novas nomenclaturas.

“Löfgren foi homenageado por taxonomistas botânicos com um gênero e 22 espécies de plantas de 15 famílias, muitas das quais ele foi o coletor do material, tal como maracujá Passiflora loefgrenii descrita por Fábio A. Vitta, em 1997, com base no material coletado em 1894 na margem do rio Ribeira de Iguape”, conta o pesquisador.

A maioria dos materiais descritos em homenagem ao Löfgren foram coletados por ele em vários estados do Brasil, no período de 1888 a 1910, mas principalmente no estado de São Paulo.

Essa lista de espécies que remetem a Alberto Löfgren é apenas uma pequena parcela da contribuição que ele deu à conservação do estado de São Paulo e do Brasil. As espécies abaixo foram originalmente coletadas por ele.

  • Anthurium loefgrenii Engl. (coletada 1898 e descrita em 1905)
  • Bulbostylis loefgrenii (Boeckeler) Prata & M.G.López (coletada entre 1888 e 1889 e descrita em 2001)
  • Cuphea loefgrenii Bacig. (coletada em 1910 e descrita em 1931)
  • Dioscorea loefgrenii R.Knuth (coletada 1896 em e descrita em 1917)
  • Eleocharis loefgreniana Boeckeler (coletada em 1889 e 1889 e descrita em 1890)
  • Epidendrum loefgrenii Cogn. (coletada entre 1894 e 1895 e descrita em 1901)
  • Erythroxylum loefgrenii Diogo (coletada 1918 em e descrita em 1923)
  • Loefgrenianthus blanche-amesiae (Loefgr.) Hoehne (coletada em 1896 e descrita em 1927)
  • Myrsine loefgrenii (Mez) Imkhan. (coletada por Regnell em 1864 e descrita em 1902)
  • Ocotea loefgrenii Vattimo-Gil (coletada em 1910 e descrita em 1962)
  • Paspalum loefgrenii Ekman (coletada em 1910 e descrita em 1911)
  • Passiflora loefgrenii Vitta (coletada em 1894 e descrita em 1997)
  • Pelexia loefgrenii (Porsch) Schltr. (coletada em 1902 e descrita em 1920)
  • Peperomia loefgrenii Yunck. (coletada em 1897 e descrita em 1966)
  • Philodendron loefgrenii Engl. (coletada por Edwall em 1895 e descrita em 1905)
  • Piper loefgrenii Yunck. (coletada em 1888 e descrita em 1966)
  • Piptadenia loefgreniana Hoehne (coletada em 1894 e descrita em 1918)
  • Psychotria loefgrenii Standl. (coletada em 1894 e descrita em 1930)
  • Rhynchospora loefgrenii Boeckeler (coletada entre 1888 e 1889 e descrita em 1890)
  • Syagrus loefgrenii Glassman (coletada 1888 em e descrita em 1867)
  • Stelis loefgrenii Cogn. (coletada entre 1893 e 1894 e descrita em 1906)
  • Stomatanthes loefgrenii (B.L.Rob.) (coletada entre 1888 e 1889 e descrita em 2001)
  • Urospatha loefgreniana Engl. (coletada em 1889 e descrita em 1905)

Fonte: Assessoria de imprensa do Instituto Florestal e da Secretaria de Infraestrutura e Meio Ambiente.

Animação mostra a importância do pesquisador Alcides Carvalho para a cafeicultura no Brasil

Alcides Carvalho, pesquisador que trabalhou durante muitos anos no Instituto Agronômico de Campinas (IAC), é personagem da série ‘Cientistas do Brasil que você precisa conhecer’, produzida pela revista Nexo. Sua pesquisa genética revolucionou a cafeicultura no país. Por causa dela, hoje o Brasil é o responsável pela produção de um terço do café consumido no mundo. Clique abaixo para ver o vídeo.

APqC consegue vitória parcial na Justiça contra alienação de institutos de pesquisa

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A juíza Cynthia Tomé, da 6ª Vara, acolheu o pedido da ação movido pela Associação dos Pesquisadores Científicos do Estado de São Paulo (APqC) contra a Fazenda Pública. A ação pedia que o Estado fosse obrigado a realizar audiência pública com a comunidade científica para discutir os Institutos de Pesquisas vinculados à Secretaria de Agricultura e Abastecimento que pretende alienar. Entre as unidades estão as de Pindamonhangaba (3.505.609,00 m²), Itapetininga (1.391.268,00 m²), Itapeva (484.000,00 m²), Tatuí (80.718,00 m²) e Nova Odessa (246.657,20 m²), entre outros. Em sua sentença, a juíza determinou que o Estado realize nova reunião com observância o artigo 272 da Constituição Estadual e ao 2º parágrafo do artigo 2º da Lei Estadual n. 9.475/96, e também que respeite o posicionamento da comunidade científica quanto ao resultado da audiência pública sobre as citadas unidades de pesquisa.

A juíza julgou procedente o pedido da APqC, anulando a audiência anteriormente realizada em 25/08/16, uma vez que esta não observou o quórum mínimo exigido em Lei, condenando a Fazenda Estadual a realização nova audiência com a participação de 50% + 1 da comunidade científica diretamente envolvida com a área, composta pelo seu corpo administrativo, científico e diretivo.

Vale observar que contra essa sentença ainda cabe recurso por parte do Estado, porém caso a decisão seja confirmada perante os Tribunais Superiores, todos os atos posteriores a audiência pública também serão nulos, inclusive as alienações posteriores já concretizadas, conforme defende Dra. Helena Goldman, advogada da APqC que patrocina a causa.

A presidente da APqC, Cleusa Lucon, enfatizou que aguarda desfecho final, porém adianta que a decisão foi “uma grande conquista para os institutos de pesquisa envolvidos, além da defesa da justiça e respeito às leis e a Constituição do Estado de São Paulo a que todos estamos subordinados, inclusive nossos administradores públicos”, disse.

 

Vídeo mostra benefícios da tecnologia do broto batata-semente desenvolvida pelo IAC

O vídeo abaixo mostra como a aplicação prática da Tecnologia do Broto Batata-Semente, desenvolvida pelo Instituto Agronômico de Campinas (IAC), tem criado uma acessibilidade muito maior aos produtores, além de proporcionar uma economia considerável não apenas no setor produtivo mas também na distribuição aos consumidores. O pesquisador científico José Alberto Caram de Souza Dias, responsável pela pesquisa que resultou na técnica aplicada, é um dos entrevistados.

Moradores e pesquisadores científicos fazem hoje mais um ato contra a privatização do Jardim Botânico em São Paulo

JB

O Movimento Lute pela Floresta e a Associação de Moradores e Amigos da Água Funda realizam hoje (13), às 11 horas, mais um ato de protesto contra a privatização do Jardim Botânico, do Zoológico e do Zoo Safari, compreendidos na área do Parque Estadual Fontes do Ipiranga, também conhecido como Parque do Estado. Segundo projeto de lei do Executivo, aprovado na Assembleia Legislativa de São Paulo este ano, a administração desses complexos de lazer e pesquisa será concedida à iniciativa privada pelo período de 35 anos.

Uma das preocupações dos moradores está no fato de que a área compreendida no projeto de concessão corresponde a 20% do Parque, o equivalente a 5 quilômetros quadrados, onde está situado o maior fragmento de Mata Atlântica da região metropolitana da capital paulista.

Além dos moradores, servidores públicos e organizações de cientistas e pesquisadores participam e endossam os atos contra a privatização da área, por temer que a exploração privada, além de impactos ambientais causados pelo aumento do fluxo de carros, possa causar também prejuízos à autonomia dos institutos de pesquisa.

“É preciso deixar claro que Jardim Botânico, Zoológico e Zoo Safari não são apenas espaços de lazer e turismo, mas centros de pesquisa com revelantes trabalhos desenvolvidos em prol da sociedade”, diz a Dra. Cleusa M. Lucon, presidente da Associação dos Pesquisadores Científicos do Estado de São Paulo (APqC), que integra e apoia o movimento.

Ela cita que o Jardim Botânico, por exemplo, pertence ao Instituto de Botânica e é utilizado pelos pesquisadores como fonte de pesquisas, além de oferecer cursos de pós-graduação em Biodiversidade e Meio Ambiente, e de iniciação científica – programas que formaram mais de 800 alunos nos últimos anos. A manifestação acontecerá na entrada do Jardim Botânico (Avenida Miguel Stéfano, 3686, São Paulo). Leia abaixo as justificativas dos organizadores do ato e clique aqui para mais informações.

Por que somos contra a privatização?

O PEFI possui o maior fragmento de Mata Atlântica inserido na região metropolitana de São Paulo. Possui as nascentes do riacho do Ipiranga, o Jardim Botânico, o Instituto de Botânica e uma fauna silvestre diversa além de espécies ameaçadas de extinção. A exploração é uma ameaça a uma das última florestas na cidade de São Paulo.

O Jardim Botânico de São Paulo não é um parque e sim um espaço de preservação da biodiversidade botânica paulista, área de experimentação científica ambiental e visitação para fins educativos e contemplativos.

A concessão poderá afetar a autonomia para a realização das pesquisas desenvolvidas pelo Instituto de Botânica.

A importância do Instituto de Botânica para a sociedade não se expressa somente através do número de visitantes do Jardim Botânico, mas pela expressiva importância da instituição como centro de formação, treinamento e formação de recursos humanos aptos a atuarem nas políticas públicas de meio ambiente, saúde e educação em todo o país.

A concessão além de aumentar o valor dos ingressos do zoológico, dificultando o acesso da população a esse espaço poderá significar uma ameaça ao bem estar dos animais.
O valor que o Governo afirma que irá economizar (R$ 4 milhões/ano) é insignificante (0,0017%) diante do orçamento do estado que é de R$ 230 bilhões para 2019 e não justifica a concessão.

Para o bairro da Água Funda problemas podem ser ampliados como o descarte ilegal de lixo, a poluição e o trânsito, pois nenhum estudo de impacto do meio foi realizado para aprovação desta privatização.

117ª Festa das Árvores mantém vivo o legado do botânico Alberto Löfgren

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No próximo dia 11 de setembro, data que marca os 165 anos do nascimento do botânico Alberto Löfgren, será realizada em São Paulo, a 117ª Festa das Árvores. O evento idealizado por Löfgren teve sua primeira edição em Araras (SP), em 1902. A programação deste ano abrange uma série de atividades gratuitas (ver agenda no fim da matéria) no Museu Florestal Otávio Vecchi, situado no Parque Estadual Alberto Löfgren (Rua do Horto, 931).

Johan Albert Constantin Löfgren, que depois se tornaria Alberto Löfgren, nasceu em 1854, em Estocolmo, na Suécia. Radicado no Brasil anos mais tarde, notabilizou-se como botânico e foi um dos pioneiros do conservacionismo brasileiro, sendo responsável pela criação de algumas das primeiras áreas protegidas do país.

Apesar de pouco reconhecido em seu tempo, seu legado de pesquisador científico pode ser percebido, nos dias atuais, no cotidiano de instituições como Instituto Florestal, Museu Florestal, Museu Paulista da USP, Instituto Geológico, Parque Jardim da Luz, Instituto de Botânica, Jardim Botânico de São Paulo e Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo, entre outros.

Em nota de pesar pela sua morte, ocorrida em 30 de agosto de 1918 quando exercia o cargo de chefe da seção de Botânica e Fisiologia Vegetal do Jardim Botânico do Rio de Janeiro, a Revista do Museu Paulista da USP destacou as seguintes informações sobre Alberto Löfgren:

“O botânico Löfgren era um dos mais profundos conhecedores desse ramo das ciências naturais na América do Sul, tendo-se especializado no estudo da flora brasileira, ao qual se dedicou com grande afinco e assiduidade durante mais de 40 anos de vida laboriosa e útil”.

Também o jornal Correio da Manhã registrou a efeméride:

“Com o desaparecimento de Alberto Löfgren perdeu o Brasil um dos mais esforçados estudiosos da sua opulenta natureza vegetal. (…) serviu com devoção à natureza do Brasil, elucidando muitos de seus aspectos. Não lhe valeu isso para que fosse mais comentada a sua morte. Quase se pode dizer que fechou os olhos entre a indiferença do público, embora só fizesse por merecer a gratidão dos brasileiros. Atualmente servia no Jardim Botânico, que não se reparará facilmente da sua perda. No momento em que se cogita de legislar sobre a riqueza vegetal do paíz e está-se elaborando na Câmara um Código Florestal, a perda considerável de um valor como Löfgren, (…) tem uma significação desoladora. Quando se pensa em proteger as nossas florestas, a morte do homem que tanto fez por elas e ainda mais poderia fazê-lo agora, tem um sentido de um mau agouro”.

Apesar de ser botânico, contribuiu também como geógrafo para o adiantamento dos estudos geográficos no Brasil. Entre suas maiores contribuições à ciência brasileira destacam-se a fundação do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo, do Centro de Ciências Letras e Artes (CCLA) de Campinas, da Sociedade Científica de São Paulo e da Sociedade Brasileira de Sciencias.

A Festa das Árvores, evento criado por Alberto Löfgren com inspiração no Arbor Day, dos Estados Unidos, nasceu com o objetivo de sensibilizar os jovens da época sobre a necessidade de valorizarem as árvores e as florestas brasileiras que, já no início do século passado, estavam sendo dizimadas devido à ampliação das ferrovias. Seu objetivo continua intacto e o nome do botânico é sempre lembrado a cada edição.

Confira a programação da 117ª Festa das Árvores

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Audiência popular discute hoje privatização do Zoológico e do Jardim Botânico de São Paulo

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A Associação de Moradores e Amigos da Água Funda (AMAAF) e o Movimento Lute Pela Floresta promovem hoje, das 17h às 20h, uma audiência popular contra a privatização do Zoológico e do Jardim Botânico de São Paulo, que poderá colocar em risco uma das últimas florestas nativas do estado. O evento acontece na sede da Associação (Rua Jacapé, 98, São Paulo).

A audiência servirá também para organizar e mobilizar a sociedade para o ato do dia 13 de setembro, às 11h, em frente ao Jardim Botânico, e para o ato do dia 20 de setembro, que integra a agenda da Greve Mundial do Clima e estará presente na manifestação marcada para acontecer às 16h na Avenida Paulista.

A Associação dos Pesquisadores Científicos do Estado de São Paulo apoia o movimento e convida pesquisadores e pesquisadoras a participar das referidas atividades.

Nelson Paulieri, ex-diretor do IAC, será homenageado com título de Cidadão Ilustre de Piracicaba

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O pesquisador Nelson Paulieri Sabino (foto), aposentado do Instituto Agronômico de Campinas (IAC), será homenageado pela Câmara Municipal de Piracicaba (SP) com o título de Piracicabanus Praeclarus (Cidadão Ilustre), pelos relevantes serviços prestados ao município como cidadão piracicabano. A solenidade de outorga acontecerá no próximo dia 6 de setembro por iniciativa do vereador Wagner Oliveira.

Natural de Ibitiruna, distrito de Piracicaba, Nelson Paulieri Sabino nasceu em 26 de junho de 1940, na fazenda Serra Negra, onde viveu até os 7 anos com seus pais, antes de fixar residência na cidade de Piracicaba para iniciar seus estudos. Inicialmente fez o curso primário no Colégio Piracicabano e depois o ginásio e o científico no Colégio Dom Bosco.

Em 1962 ingressou na Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (ESALQ/USP), onde cursou graduação superior em engenharia agrônoma durante cinco anos, com bolsa de iniciação científica concedida pelo Conselho Nacional de Pesquisa e Desenvolvimento Tecnológico (CNPQ). Em 1966 formou-se engenheiro agrônomo. Nessa mesma universidade fez pós-graduação em nutrição mineral de plantas, obtendo o título de Doutor em Agronomia no ano de 1973.

Sabino começou a trabalhar no IAC em 1967 e ocupou os cargos de chefe da seção de tecnologia de fibras, diretor da divisão de plantas industriais, diretor do centro de grãos e fibras, diretor do serviço de divulgação técnico-científica, coordenador da pesquisa agropecuária da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo e, por fim, cargo de diretor geral do IAC, eleito pelo seu corpo de pesquisadores científicos, durante o período de 1983 a 1988.

Ainda no IAC, desenvolveu por 36 anos ininterruptos atividades de investigação científica na seção de tecnologia de fibras, envolvendo a cultura do algodoeiro com ênfase para a qualidade tecnológica da fibra e do fio dessa malvácea. Participou também do grupo responsável pela criação do Centro Nacional de Algodão, da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). Foi ainda vice-presidente da Associação dos Engenheiros Agrônomos do Estado de São Paulo (AEASP), inspetor do Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (CREA) e presidente do Clube dos Agrônomos de Campinas.

Atualmente, Nelson é aposentado do serviço público e dedica-se principalmente às atividades agropecuárias de sua propriedade rural, a Quinta das Palmeiras, situada no Bairro de Ibitiruna. Integra os grupos dos alunos pioneiros do Colégio Salesiano Dom Bosco, a Comissão do Jubileu de Ouro da Turma dos F-66 da Esalq e a coordenação, desde 2005, das atividades do grupo dos pesquisadores científicos aposentados do Instituto Agronômico de Campinas, composto por 140 colegas.

Com informações da assessoria da Câmara Municipal de Piracicaba

Pesquisador do IAC ganha Prêmio Norman Borlaug de Sustentabilidade 2019

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O entusiasmo levou a oportunidades que, mediante projetos, se tornaram realidade no setor sucroenergético. É assim que Marcos Guimarães de Andrade Landell, pesquisador da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, recebeu o Prêmio Norman Borlaug de Sustentabilidade 2019, que resume sua carreira construída no Instituto Agronômico de Campinas (IAC). A cerimônia de entrega do Prêmio, oferecido pela Associação Brasileira do Agronegócio (ABAG), aconteceu no último dia 5 de agosto, em São Paulo, no Congresso Brasileiro do Agronegócio.

“Sem dúvida, essa é uma das principais honrarias que um pesquisador científico da minha área poderia receber, pois é um reconhecimento nacional da nossa atuação nesses 37 anos, conferido pela Associação que representa todo o agronegócio brasileiro”, avalia. Para Landell, esse reconhecimento mostra que os trabalhos do Programa Cana IAC, criado em 1989, estão sendo conhecidos além das fronteiras da cana.

O Conselho de Diretores da ABAG indicou os nomes de dois pesquisadores brasileiros e Landell foi escolhido pela grande maioria, segundo os organizadores do evento. “Penso que esse reconhecimento foi possível porque estamos inseridos em uma das maiores instituições de pesquisa do Brasil, o IAC, onde encontramos respaldo institucional junto a outros tantos pesquisadores que trilharam conosco esta longa estrada”, diz o agraciado, lembrando que o Prêmio resulta de um trabalho de três décadas, em que muitos profissionais da área participaram.

O Programa Cana IAC, pelo qual ele foi premiado, tem mais de 600 ensaios ativos na atualidade apenas na sua rede de experimentação para seleção e caracterização de novas variedades. Isso requer uma ação contínua e dinâmica da equipe de pesquisadores e técnicos, que chegam a cumprir distâncias anuais superiores a 500 mil quilômetros no Brasil.

Esse dado mostra o empenho da equipe em transferir aos usuários os pacotes de tecnologias desenvolvidas pelo IAC. Landell faz uma média de 60 palestras e treinamentos por ano. Os outros pesquisadores e agrônomos também mantêm atuação semelhante. Nesses eventos, os 145 profissionais que compõem a equipe na atualidade divulgam os resultados da ciência nas diversas áreas do conhecimento, que proporcionam saltos de produtividade, com sustentabilidade ambiental na canavicultura.

Dentre as áreas de atuação do Programa Cana IAC estão os estudos de ambientes de produção, a seleção de variedades com perfis regionais e para uso forrageiro, o desenvolvimento do Sistema de Mudas Pré-Brotadas (MPB), a realização do maior censo varietal de cana-de-açúcar no Brasil, dentre outros. “Conseguimos, assim, nos tornar referência em tecnologia na canavicultura no Brasil e em outros países”, analisa o pesquisador.

Você sabia?
O cientista que dá nome ao Prêmio ganhou o Nobel da Paz em 1970 por seus trabalhos como agrônomo, que resultaram no desenvolvimento de variedades de trigo e de um pacote de técnicas agrícolas que viabilizaram o aumento da produção de cereais, fator responsável por salvar a vida de milhões de pessoas vítimas da fome. Norman Ernest Borlaug foi considerado o arquiteto da “Revolução Verde”.

Com informações de Carla Gomes, assessora de imprensa do IAC.

Pesquisadora e deputada falam sobre a luta em defesa do Instituto de Botânica após privatização

Em conversa com a deputada estadual Beth Sahão, a pesquisadora científica Dra. Addolorata Colariccio fala sobre a importância do Instituto de Botânica para o Estado de São Paulo e manifesta sua preocupação com o destino do mesmo diante da privatização da área onde está situado. Fiscalização sobre o edital e o trabalho da empresa concessionária será a próxima luta da Frente Parlamentar em Defesa das Instituições Públicas de Ensino, Pesquisa e Extensão.