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Planeta Inseto e Museu da Pesca abrem visitação online e gratuita de seus acervos

Planeta Inseto, mantido pelo Instituto Biológico de SP

Agora visitantes de todas as partes do mundo podem conhecer, de forma virtual, o Planeta Inseto e o Museu de Pesca. As exposições virtuais contam com réplicas da estrutura física dos dois espaços e apresentam parte do acervo real.

O Planeta Inseto é o único zoológico de insetos do Brasil. É mantido pelo Instituto Biológico e fica na capital paulista. Já o Museu de Pesca é uma das principais atrações turísticas da cidade de Santos e é mantido pelo Instituto de Pesca.

Na visita virtual ao Planeta Inseto, os visitantes terão acesso a informações sobre formigas, abelhas, bicho-da-seda, bicho-pau, baratas e besouros. No ambiente online, há ainda vídeos, fotos e a ambientação das salas físicas do museu.

“É possível ainda aprender as características que diferenciam um inseto de outros animais, como o corpo dividido em três partes [cabeça, tórax e abdômen], um par de antenas e três pares de pernas. Essa é uma das dúvidas mais comuns dos visitantes da exposição física”, conta Mário Kokubu, educador do Planeta Inseto e responsável pela pesquisa de conteúdo da exposição virtual.

Para visitar o Planeta Inseto virtualmente acesse o site (aqui).

Museu de Pesca
A versão virtual do Museu de Pesca é uma réplica da estrutura física do espaço, contendo em cada ambiente parte de seu acervo real. Na visita presencial, para o grande público, as principais atrações são um imponente esqueleto da baleia Balaenoptera physalus, com 23 metros de comprimento e sete toneladas, e os diversos exemplares de tubarões.

“O Museu Virtual permite aos visitantes assíduos, principalmente crianças, aplacar a saudade enquanto o espaço está fechado, e estimula potenciais novos visitantes, uma vez que a visita virtual gera curiosidade sobre as atrações”, afirma Thaís Moron, pesquisadora do IP e diretora do Museu de Pesca, que recebe público de mais de 50 mil pessoas anualmente.

Para visitar o Museu da Pesca virtualmente acesse o site (aqui).

Instituto Agronômico (IAC) produz 500 toneladas de sementes genéticas por ano

Em Campinas, na Fazenda Santa Elisa do Instituto Agronômico de Campinas (IAC), nasce boa parte das sementes de diversas culturas que formam os campos em diferentes estados brasileiros. O IAC, da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, produz as sementes genéticas das cultivares de plantas agrícolas desenvolvidas no Instituto, como arroz, feijão, trigo, milho, milho-pipoca, triticale, aveia, amendoim e tantas outras e as transfere para os setores de produção.

O caminho que leva a ciência e a tecnologia aos campos e as traz de volta às cidades na forma de produtos e serviços é pavimentado por competência científica e investimentos no setor de pesquisa, desenvolvimento e inovação.

Ano a ano, o Instituto produz cerca de 500 toneladas de sementes genéticas. “Embora este número pareça baixo, o resultado final é grande porque a semente genética ainda será multiplicada outras cinco vezes; entregamos a primeira geração às empresas de multiplicação e estas vão multiplicar e repassar aos agricultores”, explica Alisson Fernando Chiorato, pesquisador do IAC, da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA).

O Núcleo de Produção de Sementes do IAC é responsável por produzir a semente genética exatamente com as mesmas qualidades obtidas nas pesquisas de melhoramento de cada cultura. Na Unidade também há espaço para organização de sacarias de papel e de ráfia, usadas para embalar os produtos, e atendimento ao público.

A semente genética é considerada pelos especialistas como condição para obter bom desempenho na agricultura. Ela carrega as características agronômicas alcançadas por meio da pesquisa e garantem ao agricultor a identidade do material que vai a campo. Sem essa garantia que somente a semente genética proporciona, o agricultor corre o risco de perder os investimentos feitos na instalação da lavoura.

O IAC mantém a produção de sementes genéticas em pleno funcionamento, alinhada as diretrizes colocadas pela legislação brasileira o que garante maior eficiência produtiva. O objetivo é repassar à sociedade os produtos resultantes da ciência agronômica conduzida no Instituto.

Dentre as sementes produzidas estão cerca de 16 espécies, totalizando uma média de 45 cultivares desenvolvidas pelo IAC. A seleção do material que vai para a produção de sementes passa, sobretudo, pelo critério de aceitabilidade demonstrada pelo setor agrícola. “Dependendo da aceitabilidade, direcionamos o trabalho de melhoramento genético na atividade de pesquisa ou, se for o caso, consideramos a possibilidade de excluir o material do mercado”, afirma Chiorato. A produção de sementes genéticas das cultivares IAC, ocorre de acordo com a demanda dos agricultores.

Fonte: Instituto Agronômico de Campinas (IAC)

Butantan lança plataforma para consulta de ações de testagem do coronavírus

O Instituto Butantan lançou um portal com dados da Plataforma de Laboratórios para Diagnóstico do Coronavírus. A ferramenta disponibilizará informações das ações de testagem realizadas para detectar a Covid-19 em todo o Estado de São Paulo.

Agora, com o novo portal, será possível acessar os dados quantitativos e qualitativos como número de testes, local de realização, sexo dos participantes, além de resultados positivos e negativos.

A plataforma, coordenada pelo Butantan, reúne laboratórios da rede pública e privada que processam testes rápidos e do tipo RT-PCR. Atualmente tem capacidade para processar 11 mil exames por dia. Criada em abril, a ferramenta tem como principal objetivo organizar o fluxo de amostras para o diagnóstico do novo coronavírus e definir protocolos para investigação e incidência do vírus.

O Instituto Butantan é referência em diagnósticos da Covid-19 no Estado de São Paulo. Os testes realizados até hoje têm, entre suas ações, exames em pessoas assintomáticas, ações em programas de Drive-Thru, além de populações vulneráveis, profissionais de segurança pública, de saúde, comunidades indígenas, quilombolas, idosos moradores das instituições de longa permanência, entre outros.

“Sabemos que este mapeamento de diagnóstico da infecção pode fornecer um raio-X importante para o planejamento de combate à pandemia. O Butantan vem fazendo um trabalho de coordenação destes centros e agora, com dados mais robustos e recortes bem definidos, conseguimos disponibilizar esse material garantindo a transparência nos dados”, explica Dimas Covas, diretor do Instituto Butantan.

Para acessar o novo portal clique aqui.

Assembleia Geral Extraordinária 28 de Outubro (virtual)

Gravação da Assembleia Geral Extraordinária realizada em 28 de Outubro.

Artigo: A estabilidade do servidor público beneficia a população, ao contrário do que dizem os maus políticos

ARTIGO

Os maus políticos e os maus empresários atacam a estabilidade do servidor público como se ela fosse contrária aos interesses do povo. Fazem isso porque querem servidores submissos a eles. Pois bem, a estabilidade do servidor foi criada para assegurar os direitos e os interesses do cidadão e não do governante. Com estabilidade o servidor não pode ser obrigado pelo político mandante a fazer o que ele (o político) quer, desde que o que ele quer seja ilegal ou inconstitucional,  satisfazendo apenas a seus interesses.

O servidor público, atendendo à estrutura burocrática do Estado, faz aquilo que defende o interesse do povo e não o que atende ao interesse político do governante de plantão. Sem a estabilidade do servidor os governantes farão da coisa pública um instrumento para exercício de seus interesses político-partidários. Quem não lhes obedecer será sumariamente demitido. 

Isso não é dito por alguns  governantes e grandes empresários por que isso vai contra seus interesses. Colocar a estabilidade como uma mazela é mentir para o povo, com muita repercussão, especialmente sobre as pessoas menos esclarecidas.

Dr. Percy Corrêa Vieira, pesquisador aposentado do Instituto Geológico

Pesquisadores do Instituto Florestal e da Unicamp debatem incêndios em SP e suas consequências

Depois do fogo: os desafios da recuperação da vegetação em São Paulo é o tema da próxima edição do Café Virtual do Instituto Florestal, que será apresentado amanhã, quinta-feira (29), a partir das 15h. Os pesquisadores Antonio Carlos Galvão de Melo, Giselda Durigan, Natashi Pilon e Maria Teresa Toniato nos acompanham neste encontro em um debate sobre os incêndios em São Paulo, suas consequências para os diferentes biomas, o que fazer depois do fogo, entre outros temas. Para participar se inscreva pelo Zoom aqui.

Ou acompanhe ao vivo pelos seguintes canais:

Facebook do IF

Facebook da Secretaria de Infraestrutura e Meio Ambiente

YouTube da Secretaria de Infraestrutura e Meio Ambiente

Secretaria de Agricultura de SP faz diagnóstico inédito das pesquisas desenvolvidas em seus Institutos

Levantamento mostrou alto desempenho na atuação com os principais produtos do agro estadual; Discussões serviram de base para nova organização da programação científica

Os Institutos ligados à Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo possuem alto desempenho junto às cadeias de produção da cana-de-açúcar, citros, bovinocultura, grãos, aquicultura, olericultura e plantas aromáticas e medicinais, além de abelha e mel. É o que mostra a publicação inédita Planeja PD&I: Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação nos Institutos da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, que traz um diagnóstico das atividades de pesquisa, desenvolvimento, inovação e transferência de tecnologia nos seis Institutos e 11 Polos Regionais que formam a Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA). Clique aqui para acessar a publicação completa.

O objetivo da publicação foi realizar um diagnóstico e a construção de planos de ação visando o planejamento, gestão e a governança das atividades de PD&I da Secretaria nas principais cadeias de produção do agronegócio paulista e brasileiro. As discussões para o desenvolvimento do diagnóstico estão sendo realizadas há um ano e meio por pesquisadores e lideranças do Instituto Agronômico (IAC), Instituto Biológico (IB), Instituto de Economia Agrícola (IEA), Instituto de Pesca (IP), Instituto de Tecnologia de Alimentos (ITAL), Instituto de Zootecnia (IZ) e APTA Regional, com seus 11 Polos de pesquisa.

Ao todo, 18 cadeias de produção do agro foram avaliadas, em 18 eventos realizados em 2019, que reuniram público de 952 pessoas, sendo 78,3% delas oriundas dos Institutos da APTA e 21,7% de outras unidades da Secretarias e instituições externas. Para o diagnóstico foram consideradas 29 variáveis e 12 indicadores de PD&I. Os dados coletados correspondem ao período de 2015 a 2018, tendo sido contabilizadas as produções de 75 grupos de pesquisa distribuídos nos seis Institutos e na APTA Regional.

Segundo o diretor do IAC, Marcos Antônio Machado, que liderou a realização das discussões e elaboração da publicação, é urgente identificar oportunidades de inserção das instituições de pesquisa no setor do agro e desenvolver mecanismos que permitam o planejamento, gestão e governança das atividades de pesquisa, em prol do desenvolvimento do agro paulista, incorporando elementos como integração institucional, metas e avaliação de efetividade e impacto dos estudos científicos.

“É cada vez mais evidente a importância da ciência e da tecnologia para o desenvolvimento sustentável do agronegócio brasileiro. Se ele adquiriu o atual status, tornando o Brasil um dos principais fornecedores de alimentos para o mundo, tem sido graças à incorporação crescente dos resultados da pesquisa científica e tecnológica em todas as suas cadeias de produção. Esse é um processo dinâmico, cujos desafios crescem à medida que aumenta a demanda por alimentos e a imperiosa necessidade de sustentabilidade nas atividades do agro”, afirma Machado.

De acordo com o diretor do IAC, as instituições públicas de ciência e tecnologia do agronegócio nascidas desde a época do império, como é o caso do IAC, existem até hoje porque cumpriram a contento suas missões. “No entanto, as transformações atuais também têm impactado essas instituições, exigindo profundas transformações dos modelos de geração de conhecimento e transferência de tecnologia praticados até então. Não basta gerar conhecimentos, soluções e tecnologias promissoras se não forem efetivamente transferidas”, explica.

Para o coordenador da APTA, Antonio Batista Filho, as atividades de pesquisa, desenvolvimento e inovação dos Institutos que compõem a Agência estão focadas nas cadeias de produção do agronegócio e em áreas temáticas, que ofertam soluções, tecnologias e serviços complementares. “Os trabalhos realizados envolveram pesquisadores e demais atores das cadeias produtivas e áreas temáticas, buscando consolidar resultados, panoramas, diagnósticos e prospecção de áreas para atuação. A partir desse trabalho também conseguimos integrar mais as equipes de pesquisadores, um ponto chave para a gestão dos Institutos”, afirma.

Nova organização da pesquisa da APTA

As discussões que levaram ao diagnóstico das pesquisas desenvolvidas pela APTA foram fundamentais para que fosse pensada uma nova programação de pesquisa no âmbito da Agência.

Ao todo, foram definidas três áreas estratégicas para atuação: inovação e tecnologias emergentes; sustentabilidade e segurança alimentar. “Nessas três áreas, temos 13 programas com temas agregadores, que integram as pessoas. Esses temas são abrangentes para que todos se vejam nessa organização, que está alinhada às diretrizes da Secretaria, com vários pontos convergentes ao Cidadania no Campo”, explica Machado, referindo-se ao projeto que norteia as ações da Secretaria de Agricultura.

Essa nova organização de trabalho já está em funcionamento, mas o processo total de implementação das ações deve ocorrer em até um ano. “É ilusório pensar que vamos resolver os problemas sozinhos, precisamos trabalhar em rede e transferir nossos resultados para os usuários das tecnologias”, diz Machado.

A integração definida na nova programação não deve ocorrer apenas entre os pesquisadores e seus Institutos e unidades regionais, mas também em outras coordenadorias da Secretaria, como a Coordenadoria de Desenvolvimento Rural Sustentável (CDRS), Coordenadoria de Defesa Agropecuária (CDA) e Coordenadoria de Desenvolvimento dos Agronegócios (Codeagro).

Institutos têm alto desempenho nas principais cadeias do agro paulista

O levantamento mostrou o alto desempenho dos Institutos de Pesquisa da APTA nas principais cadeias do agro paulista. De acordo com a metodologia da publicação, por alto desempenho entende-se a demonstração de maior capacidade de contribuição para a cadeia em pesquisa, desenvolvimento, inovação e transferência de tecnologia.

A cana-de-açúcar, por exemplo, é o principal produto do agronegócio estadual, segundo o IEA, com valor de produção de R$ 30,3 bilhões em 2019. Nesta cadeia, as pesquisas conduzidas pelo IAC, IB, IEA e APTA Regional tiveram alto desempenho.

O VPA da carne bovina em São Paulo foi de R$ 10 bilhões em 2019, ficando na segunda colocação no ranking estadual. A cadeia de bovinocultura também teve destaque na produção científica da APTA, alcançando alto desempenho na APTA Regional, IB, ITAL e IZ.

Destaque também para a cadeia dos citros, com alto score de atuação no IAC e IB. A laranja para a mesa, por exemplo, tem o terceiro maior VPA estadual, com valor de R$ 5,3 bilhões.

Há destaque também para as cadeias de aquicultura e pesca, em que o IP teve alto desempenho, além de olerícolas e plantas aromáticas e medicinais no IEA e ITAL.

Outros pontos fortes identificados foi a atuação na cadeia do mel e abelha pela APTA Regional, na da seringueira pelo IAC e APTA Regional, feijão, milho e soja no IAC, além de leite no IB, ITAL e IZ.

Fonte: Assessoria de Comunicação da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo

APqC homenageia Dra. Alba Lavras por seu aniversário de 93 anos

Dra. Alba Lavras (acervo pessoal)

Faz 93 anos hoje, 26 de outubro, a Dra. Alba Lavras, pesquisadora aposentada e ex-diretora do Instituto Butantan que teve participação decisiva na luta pelo reconhecimento e consolidação da carreira de pesquisador científico no Brasil. Ela também empresta seu nome à Medalha Alba Lavras, mais importante condecoração concedida pela Associação dos Pesquisadores Científicos do Estado de São Paulo (APqC) a profisisonais que se destacam por seu trabalho ou apoio à Ciência.

Outorgada anualmente, em sessão solene, a Medalha Alba Lavras não será concedida a nenhuma personalidade este ano, em virtude da pandemia. “A APqC decidiu suspender temporariamente as inscrições de candidatos e a solenidade. Quando novas datas forem estipuladas, informaremos nossos associados.”, diz Juliana Teramoto, membro da equipe de comunicação da atual diretoria.

No entanto, apesar do cancelamento da entrega da Medalha Alba Lavras, que ocorre tradicionalmente na semana do aniversário da pesquisadora, a APqC faz questão de manter a homenagem anual que presta a essa referência máxima na área da pesquisa científica. Contar a sua história é uma forma de manter vivo o seu legado e inspirar as futuras gerações.

Quem é Alba Lavras?

Alba Apparecida de Campos Lavras nasceu em Ipauçu (SP), em 26 de outubro de 1927, mas mudou-se para São Paulo em 1939, para estudar. Sua mãe, Adalgisa Cavezzale, morreu muito jovem, em 1941, deixando cinco filhos aos cuidados exclusivos do marido, Francisco de Campos. Após a perda da mãe, Alba tem de crescer antes da hora e começa a dar aulas em um curso de admissão ao ginásico, no Colégio Paulistano, onde ela própria estudava.

Em 1946 ingressa na Escola Paulista de Medicina e passa a dar aulas preparatórias para o vestibular. Dois anos depois, paralelamente à Medicina, faz um curso de Bioestatística com o prof. Adolpho Martins Penha, no Instituto Biológico.

No Instituto Butantan, onde ingressa mais tarde, dedica-se à investigação científica, apresentando os resultados obtidos em conclaves científicos, nacionais e internacionais, e publicando-os em revistas especializadas dentro e fora do País. No renomado instituto ocupa o cargo de médica (1954-1977) e de pesquisadora Científica (1977-1997). Nesses cargos, juntamente com a investigação científica, exerce funções administrativas e tem participação direta em associações, sociedades e conclaves científicos.

Ao longo de toda sua carreira, participa de inúmeras bancas examinadoras e da coordenação de concursos para seleção de estagiários e captação de recursos humanos para pesquisa e apoio à pesquisa no Instituto Butantan. Ao proferir palestras para a divulgação da ciência, sempre expressava sua convicção de que cabe a todo profissional, principalmente aos de um país subdesenvolvido (ou em desenvolvimento), não apenas fazer bem o seu trabalho e aprimorar a sua capacitação, mas principalmente lutar pela conquista de melhores condições de trabalho e formação.

A Dra. Alba Lavras foi ainda Membro da Comissão Permanente do Regime de Tempo Integral (CPRTI) e sua presidente (1976-1980). Vale lembrar, que Alba, José Reis e Bernardo Goldman foram os bravos e aguerridos “patronos” da carreira de Pesquisador Científico. Sua trajetória profissional, aliás, ficou marcada não só pela criação da carreira de Pesquisador Científico, mas também da carreira de Assistente Técnico de Pesquisa Científica e Tecnológica e da carreira de Apoio à Pesquisa Científica e Tecnológica.

Por isso, no dia de hoje, a APqC reitera sua admiração e respeito pela história e pelo exemplo de vida da Dra. Alba Lavras, que tanto orientam nossa luta em defesa dos institutos de pesquisa e dos pesquisadores paulistas, assim como da própria ciência brasileira. Tê-la entre nós, aos 93 anos, é um privilégio e motivo de orgulho.

Instruções Técnicas da Assembleia Geral Extraordinária

Comunicado – Alteração do Link da assembleia 28/10

Caros colegas,

Pensando em atender os associados que não poderão participar, informamos que a assembleia será gravada e, ao final do evento, será divulgada a gravação nos canais online da APqC. Por esse motivo o endereço online precisou ser alterado para meet.google.com/xtq-skxv-rfu.

Reforçamos que a confirmação de presença é recomendada para evitar complicações de acesso.

Demais duvidas deve ser encaminhada a secretaria da associação no e-mail secretaria.apqc@gmail.com

Comunicação APqC

Prezados associados,

Informamos que no dia 26/10, das 14h às 16h00, estaremos a disposição, através da plataforma “Google Meet”, no link https://meet.google.com/gwy-xgby-axt, para esclarecimentos de duvidas relacionado ao acesso virtual a Assembleia Geral Extraordinária do dia 28/10.

Iremos auxiliar os sócios que não possuem familiaridade com formato virtual a utilizarem a plataforma e testarem as instruções técnicas de conexão exigidas para a assembleia.

Endereço instruções técnicas:

Link: https://meet.google.com/gwy-xgby-axt

Endereço da assembleia:

Link: https://meet.google.com/zpk-kiip-vxn meet.google.com/xtq-skxv-rfu

Associação Interciência realiza segundo debate sobre a situação da pandemia de covid-19 na América

Diante do cenário de pandemia que atinge o mundo e em particular os países da América, a Associação Interciência, que reúne entidades de todo o continente Americano, realizou ontem (22) o segundo debate da série de discussões na forma de painéis virtuais. Com o tema “A Situação da pandemia da COVID-19 na América”, a transmissão foi feita pelo canal da SBPC, no YouTube.

Com moderação de Lidia Brito, diretora da Unesco América Latina e Caribe, o painel contou com a participação de Tomas Perez-Acle, da Fundación Ciencia & Vida e Universidad San Sebastián, no Chile, Eugenia Corrales-Aguilar, do Centro de Investigación en Enfermedades Tropicales, na Costa Rica, Mayra de la Tirre, do Centro de Investigaciones y Desarrollo en Agrobiotecnología Alimentaria, no México, Eduardo Gotuzzo, da Universidad Peruana Cayetano Heredia e Instituto de Medicina Tropical “Alexander von Humboldt”, do Peru, Adriana Delfraro, da Universidad de la República de Uruguay, e Kathryn Edwards, do Vanderbilt University, dos Estados Unidos.

A iniciativa tem como objetivo realizar um painel por mês, com a participação de representantes de até seis países em cada, no qual pesquisadores especialistas indicados por associações civis possam compartilhar informações e fazer análise qualificadas da situação da pandemia em seus países, em particular sobre o estado da dispersão do coronavírus bem como das ações governamentais tomadas, ou não, para o enfrentamento da covid-19. Cada panelista fará uma apresentação de cerca de 10 minutos e o painel contará com um moderador, que estimulará as discussões entre os apresentadores e exporá as perguntas coletadas da audiência. Clique no vídeo abaixo para assisti a discussão ou diretamente pelo Canal SBPC do YouTube.

Fonte: Jornal da Ciência

Instituto Butantan diz que Anvisa quer impedir fabricação de vacina chinesa no Brasil

Dimas Tadeu Covas é diretor do Instituto Butantan

O diretor-geral do Instituto Butantan, Dimas Tadeu Covas, afirmou ontem (22) que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) está dificultando a produção da vacina CoronaVac ao retardar a autorização para importação de matéria-prima da China.

Segundo Dimas, havia um pedido de liberação do produto no dia 23 de setembro para fabricar 40 milhões de doses. No entanto, uma reunião foi marcada para tratar do assunto no dia 11 de novembro.

Conforme o diretor do Butantan, caso a liberação aconteça apenas em novembro, as primeiras doses da vacina só vão ficar prontas em janeiro, o que atrasaria uma imunização em larga escala da população brasileira.

A Associação dos Pesquisadores Científicos do Estado de São Paulo (APqC) considera a denúncia grave e defende que o motivo do atraso da Anvisa seja apurado imediatamente.

Semana do Servidor: A Confederação Nacional dos Servidores Públicos promove encontro online entre os dias 26 e 28/10

A Confederação Nacional dos Servidores Públicos (CNSP) promove, entre os dias 26 e 28 de outubro, a partir das 15h, a Semana do Servidor. O evento acontece tradicionalmente todos os anos na cidade de Serra Negra, interior de São Paulo, mas a edição 2020 será virtual devido ao novo coronavírus.

Neste ano, os temas discutidos serão Análise da Reforma Administrativa, com o professor da Universidade Estadual do Paraná e diretor jurídico da Agência de Fomento do Paraná, Nildo José Lubke, e participação do Deputado Federal e Presidente da Frente Parlamentar em Defesa do Serviço Público, Israel Batista; Covid-19 e o Desenvolvimento de Vacinas, abordado pelo médico geriatra e CEO do Grupo Toniolo Saúde, Dr. João Toniolo; e a Importância da Comunicação com a População, apresentado pelo doutor em Ciências da Comunicação pela USP, “Nem Filósofo, Nem Pensador – Facilitador”, Clóvis de Barros.

“Definimos uma programação diversificada e importante, com a mesma qualidade de sempre. Para isso, convidamos renomados palestrantes, que abordarão temas atuais. Os participantes poderão enviar suas dúvidas em tempo real, proporcionando uma troca de ideias e conhecimentos extremamente vibrantes para discutir o importante papel dos servidores públicos da sociedade”, diz o presidente da entidade, Antonio Tuccílio.

Para participar basta acessar o YouTube da CNSP.

Fonte: CPP

Pesquisas e inovações da APTA impulsionam produção de bananas no Estado de SP

Nosso querido Braguinha (Carlos Alberto Ferreira Braga) não tinha ideia de que suas palavras seriam premonitórias quando compôs “Yes, nós temos bananas” em parceria com Alberto Ribeiro, no Carnaval de 1938. A marchinha era uma crítica bem humorada à arrogância dos americanos que chamam os países da América Latina de “banana republics”. Pouco mais de 80 anos depois, o Brasil, que naquela época era importador de alimentos, tornou-se um dos maiores produtores e exportadores de grãos, carnes bovina e de frango, cana-de-açúcar, citros e, não poderíamos esquecer, de bananas.

As primeiras plantações da fruta surgiram na China, por volta do século III. Em 2018, a produção mundial de banana foi de 127,3 milhões de toneladas, das quais 24% foram cultivadas em território chinês. No Brasil, foram produzidas 6,8 milhões de toneladas, montante que posiciona o país como quarto maior produtor mundial, informa a Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo.

Quatro estados brasileiros concentram mais da metade da produção nacional. São Paulo ocupa o primeiro lugar no ranking, respondendo por 15,7% do total produzido em 2018; na sequência aparecem Bahia (12,2%), Minas Gerais (11,3%) e Santa Catarina (10,5%), informam Silene Maria de Freitas e Maximiliano Miura, pesquisadores do Instituto de Economia Agrícola (IEA-APTA) e Flávio Luis Godas, engenheiro agrônomo da Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais (Ceagesp).

Em 2019, a produção paulista alcançou 1,1 milhão de toneladas e respondeu por 19,3% (R$1,6 bilhão) do Valor da Produção das Frutas Frescas do Estado, valor que a posiciona em primeiro lugar no grupo. Para 2020, os dados do quarto levantamento de previsão de safra sinalizam pequena oscilação negativa de produção (-2,7%). A atividade poderá atingir o total de 1,03 milhão de toneladas da fruta, em uma área de 51,6 mil hectares, sendo que a região de Registro responde por 65% da produção paulista.

Existem várias cultivares – destinadas ao consumo in natura ou à preparação de receitas doces e salgadas – que são plantadas e consumidas, atendendo à preferência do consumidor. Dentre as variedades de banana cultivadas em São Paulo e que são comercializadas na Ceagesp, destacam-se: figo, maçã, nanica climatizada, ouro, prata e da terra. Provavelmente em função da diversidade de formas como a banana-nanica pode ser consumida, bem como a indicação da prata para processamento industrial, verifica-se que as principais variedades fornecidas no entreposto são a nanica climatizada (76%) e a prata (21,4%).

Tecnologia que vai do campo à mesa

Os bananicultores paulistas contam há décadas com as pesquisas, tecnologias e inovações desenvolvidas pelos institutos de pesquisa da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (Apta), da Secretaria de Agricultura. Os trabalhos auxiliam na tomada de decisão por parte dos produtores e gestores públicos, geram renda no campo e qualidade da fruta para os consumidores.

Um exemplo dessas pesquisas é o projeto “Bananicultura Circular” focado na banana nanica, para a Região do Vale do Ribeira, no contexto do programa estadual Vale do Futuro. O projeto está baseado nos conceitos de economia circular, nos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030 da ONU e nas diretrizes do Decreto da Cidadania do Campo 2030, alinhado com os programas e linhas estratégicas da Apta. Em fase de captação de investimentos, o projeto conta com equipe formada por 56 pesquisadores dos seis institutos de pesquisa e Apta Regional, além de profissionais de outras coordenadorias da Pasta e poderá ter como parceiros outras secretariais de governo, além de instituições públicas e privadas.

Também voltados à produção sustentável, os estudos de Avaliação de Ciclo de Vida (ACV) ajudam a tornar os processos mais eficientes para reduzir os impactos ambientais. Nesse escopo, o projeto elaborado pelo Instituto de Tecnologia de Alimentos (Ital) analisou os indicadores ambientais de duas variedades, nanica e prata, de forma a promover seu consumo. Desenvolvido de acordo com o padrão internacional ISO 14040 e 14044, avaliou os sistemas de produção do Vale do Ribeira e Norte de Minas Gerais, principais produtores da banana prata, entre 2011 e 2014.

A variedade prata apresentou menor potencial de aquecimento global do que a nanica por usar menos adubo azotado e exigir que sejam percorridas menores distâncias, mas por ser irrigada consome energia elétrica e teve maior consumo de água. Com os indicadores, é possível que os produtores reduzam os impactos e, consequentemente, promovam melhor seus produtos nacionalmente e no Exterior.

Fonte: Setor de Comunicação do Ital

Vídeo: Agrônomo do IAC explica como identificar doenças causadas por vírus em plantas

Em vídeo, o engenheiro agrônomo Dr. José Alberto Caram de Souza Dias, do Instituto Agronômico (IAC), explica de modo simples e acessível como identificar se as batatas, e plantas em geral, estão infectadas por algum vírus que pode prejudicar seu cultivo e produção. Recomendado para estudantes e produtores.

Com apoio da APTA, resíduo do tratamento de esgoto poderá se tornar fertilizante para agricultura em Piracicaba

Em torno de 1200 toneladas de lodo de esgoto, 180 toneladas de poda de árvores e 500 toneladas de grama cortada por mês que seriam descartados em aterro sanitário poderão agora se transformar em composto orgânico para a agricultura em Piracicaba, no interior paulista. O uso sustentável do resíduo do tratamento de esgoto e dos trabalhos de limpeza do município será possível graças a parceria entre a Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, a Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” (Esalq/USP) e a concessionária Mirante do grupo AEGEA.

A assinatura do acordo foi realizada em 21 de setembro e o projeto tem vigência até julho de 2021. A estratégia dos especialistas é utilizar a técnica de compostagem para viabilizar o uso desses resíduos na produção agrícola. “A compostagem é o processo mais adaptado para tratar resíduos orgânicos. Com ela, é possível estimular a decomposição de materiais orgânicos e a redução de contaminantes como patógenos e metais pesados para se obter um material estável, rico em matéria orgânica humificada e nutrientes minerais”, explica a pesquisadora da APTA, Edna Ivani Bertoncini.

Segundo a pesquisadora, o método permite o pós-tratamento do lodo de esgoto sem que haja mau cheiro e moscas. O processo de decomposição leva cerca de 60 dias. “A APTA realizará a montagem das pilhas de compostagem com diferentes cenários de composição dos resíduos e formas de revolvimento e irrigação das pilhas. O processo será monitorado diariamente e haverá coletas constantes dos materiais e sua análise laboratorial para verificar se o composto está adequado para ser usado nas plantações. Ao final do processo, teremos que aprovar o fertilizante no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA)”, afirma Edna.

Paulo S. Pavinato, professor da Esalq/USP explica que o projeto em implementação em Piracicaba faz parte de um plano maior enviado para aprovação da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP), que busca dar um destino sustentável para todo o resíduo do tratamento de esgoto das cidades do Estado de São Paulo. “Estes projetos estão alinhados com o Novo Marco de Saneamento Básico, sancionado neste ano, que objetiva que as cidades tenham 100% de tratamento de esgoto e seus resíduos até 2030. É uma ação importante, que está alinhada à economia circular, de reciclagem de um resíduo que seria destinado a aterro sanitário, a um alto custo econômico e ambiental”, explica.

De acordo com Andrey de Souza, supervisor de operações da concessionária Mirante, com o projeto espera-se que 100% do lodo oriundo do processo de tratamento de esgoto do município não precise ser descartado em aterros sanitários. “Hoje, já desenvolvemos processo de secagem do lodo, o que reduz muito nosso volume de resíduo. Por mês, o município gera 1200 toneladas de lodo. Com a secagem, esse volume cai para 320 toneladas. Queremos agora, eliminar todo esse resíduo de forma completamente sustentável”, diz Souza.

Para o presidente da concessionária Mirante, Jacy Prado, “a implantação do secador solar de lodo e a parceria com a APTA e a Esalq/USP viabilizam a demanda em preservar o meio ambiente, pois, os ganhos obtidos com a implantação do projeto vão além da esfera corporativa, agregando benefícios à população e ao meio ambiente, tendo em vista que o processo permite a estabilização microbiológica e a inertização do lodo, o que representa o uso sustentável, evitando impactos e degradação do meio ambiente”.

Fonte: Assessoria de Imprensa – APTA

Inscrições para Mestrado no Instituto Agronômico de Campinas (IAC) vão até 22 de novembro

Foto: Martinho Caires

O Instituto Agronômico (IAC) está com inscrições abertas para o curso de Mestrado “strictu sensu” de Pós-Graduação em Agricultura Tropical e Subtropical IAC, de 12 de outubro a 22 de novembro de 2020. A inscrição pode ser feita no site (clicando aqui). A divulgação com os nomes dos aprovados e orientadores será feita até o dia 10 de dezembro no site do IAC, da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo. As aulas terão início no 1º semestre de 2021. O curso tem duração de dois anos. Este ano, pela primeira vez, desde 1999, o processo seletivo será realizado virtualmente.

“Acreditamos que esse modelo pode beneficiar os interessados que estão fora do estado ou até aqueles que estão em outros países”, diz Gabriel Constantino Blain, coordenador da Pós-Graduação do IAC, da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA).

Os interessados podem consultar a relação da documentação exigida e todas as informações sobre o processo seletivo no site do IAC, incluindo as literaturas recomendadas para as áreas de concentração: Gestão de Recursos Agroambientais, Genética, Melhoramento Vegetal e Biotecnologia e Tecnologia da Produção Agrícola.

Podem se candidatar engenheiros agrônomos, engenheiros agrícolas, biólogos e outros profissionais com diplomas universitários interessados em desenvolver atividades relacionadas com as ciências agronômicas.

Credenciado pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), o curso de Pós-Graduação em Agricultura Tropical e Subtropical do Instituto Agronômico tem como objetivo a formação de pesquisadores, docentes e profissionais especializados em programas de mestrado e doutorado. A Pós-Graduação do IAC busca oferecer formação voltada para a pesquisa aplicada, com geração de tecnologia específica para cada cultura ou para cada linha de pesquisa no universo da agricultura tropical e subtropical.

Desde 1999, já foram defendidas mais de 460 dissertações no Mestrado. O curso de Doutorado teve início, em 2009, somando 76 teses defendidas. Blain explica que ao todo são 30 pesquisadores que atuam como orientadores. “Dependendo do desempenho dos candidatos o orientador seleciona mais de um mestrando”, explica.

Alunos da PG-IAC contam com bolsas de estudos junto a financiadoras como CAPES, Fundação de Amparo à Pesquisa no Estado de São Paulo (FAPESP), Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e iniciativa privada.

Fonte: Assessoria de Imprensa – IAC

Programa BEST oferece bolsa para Mestrado Profissional no Instituto Butantan

O Programa BEST tem como objetivo despertar e qualificar novos profissionais para o mercado de trabalho no setor empresarial de biotecnologia e bioprocessos. Nesse sentido, o Programa cria uma interface entre o Instituto Butantan – renomado por suas atividades de excelência em pesquisa científica, inovação e produção de imunobiológicos – e empresas e institutos privados, com foco na geração de profissionais atualizados e capacitados para atuação nas empresas associadas, que oferecem uma bolsa de estudos para o Mestrado Profissional em Biotecnologia e Bioprocessos.

Cronograma

Inscrições

05 de outubro a 22 de janeiro de 2021

Seleção

08 a 12 de fevereiro de 2021

Divulgação dos resultados

19 de fevereiro de 2021

Clique aqui para ter acesso ao edital de seleção.

Clique aqui para fazer a inscrição

Coral do Instituto Butantan produz vídeo em homenagem aos profissionais que atuam no combate à pandemia

Em homenagem aos profissionais de saúde, pesquisadores e colaboradores do Instituto Butantan envolvidos ou impactados pela pandemia do novo coronavírus, o Coral Sabiás do Butantan gravou um vídeo especial em que interpreta a música “Canto do povo de um lugar”, de Caetano Veloso.

Sob a regência do maestro Luiz Celso Rizzo, o vídeo é formado por vários vídeos que foram gravados individualmente pelos cantores. “Desde o início da quarentena seguimos com os ensaios de forma online, mas percebemos que as plataformas de videochamada não são muito boas para ensaios em grupo. Então, começamos de forma individual. Isso é importante para manter a motivação neste período tão difícil”, diz o maestro.

O coral formado por 32 vozes (sopranos, contraltos, tenores e baixos) foi criado inicialmente para proporcionar uma melhor qualidade de vida aos funcionários, mas logo teve seu corpo ampliado para atender também integrantes do Circuito da Maioridade do Instituto Butantan. Pouco tempo depois, a diretoria estendeu a possibilidade de participação de toda a comunidade, interna e externa. Qualquer contato pode ser feito via e-mail: coral@butantan.gov.br.

Confira clicando na imagem abaixo:

Ital publica estudos sobre alimentos industrializados e divulga vídeo da APqC que ressalta a importância do instituto

Instituto de Tecnologia de Alimentos (Ital)

Com o objetivo de explicar a importância dos alimentos e bebidas industrializados para a alimentação e nutrição humana, através de informações técnicas e científicas, o Instituto de Tecnologia de Alimentos (Ital), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, lança neste Dia Mundial da Alimentação e Dia do Engenheiro de Alimentos, 16 de outubro, três novos estudos da Série Alimentos Industrializados 2030, que abordam biscoitos, iogurtes e sucos e outras bebidas não carbonatadas.

Assim como no primeiro estudo, lançado em março sobre pães industrializados, as publicações abordam origens e tipos específicos de produtos, sua composição detalhada, sua segurança para consumo e seu valor nutricional. “Como instituto de pesquisa dedicado à Ciência e Tecnologia de Alimentos, composto por especialistas na área, em grande parte engenheiros de alimentos, o Ital vem desenvolvendo nos últimos anos ações destinadas a contrapor mitos e preconceitos em relação aos alimentos industrializados, que acabam prejudicando a alimentação adequada ao perfil de cada consumidor: morador de zona urbana ou rural, rico ou pobre, com ou sem restrições de saúde”, afirma Luis Madi, coordenador do projeto Alimentos Industrializados 2030 e diretor de Assuntos Institucionais do Ital, que é vinculado à Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (Apta).

Na publicação sobre biscoitos, é feita, por exemplo, uma análise comparativa de 243 tipos e marcas de biscoitos, salgados e doces, das principais empresas produtoras no Brasil. Em relação ao valor nutricional, carregam nutrientes importantes para a nutrição humana, principalmente proteínas e fibras, existindo opções diet e light em açúcares e com teores reduzidos de calorias, gorduras saturadas e sódio.

Quanto aos iogurtes industrializados, o estudo aponta que os alimentos produzidos atualmente evoluíram juntamente com a história da alimentação humana, porém com requisitos relevantes como a melhora da qualidade e segurança, aumento da eficiência, redução de custos e aumento da vida útil, atendendo todos os tipos de consumidores.

A publicação dedicada aos sucos e outras bebidas não carbonatadas industrializadas, por sua vez, apresenta uma análise comparativa de diversas marcas comercializadas nos supermercados, relacionando os portfólios de produtos de grandes e pequenas indústrias e as diferentes modalidades: sucos, néctares, refrescos e alimentos líquidos. Muitos são fontes de vitamina C, outros apresentam poucas calorias e/ou pouco sódio e em vários ocorre a mistura de ingredientes destinados à melhora do perfil nutricional, como vitaminas, minerais, fibras e mesmo proteínas e ômega-3.

Valorização da Ciência e Tecnologia de Alimentos

Para contribuir com a disseminação de conhecimento sobre Ciência e Tecnologia de Alimentos e sobre o papel do Ital, a Associação dos Pesquisadores Científicos do Estado de São Paulo (APqC) lançou o vídeo ‘O que a pesquisa científica tem a ver com a sua alimentação?’. “Essa iniciativa da APqC aproxima os institutos de pesquisa e seus pesquisadores da sociedade e resgata a valorização da ciência e tecnologia em benefício da população”, destaca Eloísa Garcia, diretora geral do Ital.

“O Ital é uma referência em pesquisa, inovação e assistência tecnológica quando o assunto é conservação e segurança de alimentos no Brasil, mas, assim como acontece com quase todos os institutos, seu trabalho é pouco conhecido pela maioria das pessoas. Esperamos que esse vídeo possa ajudar a reduzir esse desconhecimento geral, valorizando os pesquisadores e pesquisadoras do Ital”, ressalta o presidente da APqC, João Paulo Feijão Teixeira.

Dia Mundial da Alimentação

Confira matéria abrangendo ações de todos os órgãos da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo relacionadas à data especial no site da SAA.

Fonte: Assessoria de imprensa do Ital

Institutos da Secretaria de Agricultura e Abastecimento de SP integram semanas de Ciência, Tecnologia e Inovação

Laboratório de Embalagem Plástica Rígida do Ital (Crédito: Antonio Carriero/Ital)

Alinhados à Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT), transformada neste ano em Mês Nacional de Ciência e Tecnologia, dois Institutos de pesquisa e um Polo Regional da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo participam de semanas municipais paulistas, que terminam na sexta-feira (23). O Instituto Agronômico (IAC) e o Instituto de Tecnologia de Alimentos (Ital), vinculados à Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA), integram a programação da Semana Municipal de Ciência, Tecnologia e Inovação (SMCTI) de Campinas e de Presidente Prudente.

“A ciência e a tecnologia são fundamentais para todos os setores da sociedade. Iniciativas como as semanas municipais e nacional de Ciência e Tecnologia são muito importantes para que a população conheça as instituições de pesquisa e a relevância de seus estudos. No âmbito da Secretaria de Agricultura, temos seis Institutos e 11 Polos Regionais, com atuação em todos os setores do agronegócio. Essas instituições geram soluções para o campo e são imprescindíveis para a produção dos alimentos consumidos nas cidades”, afirma Antonio Batista Filho, coordenador da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA). Confira as iniciativas abaixo.

Microrganismos podem ser benéficos?

Você sabia que os microrganismos nem sempre são prejudiciais? Muitas pessoas falam do coronavírus, que é um microrganismo, mas existem outros grupos como bactérias, fungos e dentre estes há as espécies, como a levedura, presente em pães, massas e bolos, que trazem benefícios para a alimentação, por exemplo. Esta e outras questões serão apresentadas por pesquisadores do IAC durante a Semana Municipal de Ciência, Tecnologia e Inovação de Campinas.

“Alguns microrganismos presentes na água, no solo e nas plantas podem ser benéficos. Na nossa área de trabalho analisamos a interação desses microrganismos benéficos com as plantas”, diz o pesquisador do IAC, Matheus Cipriano. De acordo com ele, o conjunto de microrganismos vivos compõe a microbiota do solo, composta principalmente por vírus, bactérias e fungos. “Essa microbiota é um fator primordial para garantir a qualidade do solo”, afirma. Os interessados podem assistir à apresentação ao vivo, às 9h, no dia 22 de outubro.

Segundo Cipriano, os laboratórios de Solos do IAC conseguem isolar esses microrganismos para que os profissionais possam estudar e verificar quais propriedades benéficas podem ser multiplicadas e aplicadas para a planta se desenvolver melhor no campo. Essas bactérias são aplicadas nas mudas de hortaliças, cana-de-açúcar, milho, café e soja. A opção por aplicá-las em mudas se deve ao fato de esse tratamento contribuir para o crescimento mais rápido das plantas. “Essas aplicações, além de aumentar a produção de biomassa das culturas, podem proteger as plantas contra uma grande gama de pragas e doenças. Outra curiosidade é que comemos vários alimentos que foram produzidos dessa forma, como no caso das hortaliças, e em relação ao manejo orgânico”, afirma Cipriano.

O IAC também participará com outras apresentações durante a SMCTI de Campinas como “Os solos e o ambiente: conhecer para conservar”, “Drones: utilização na gestão agrícola e ambiental”, “Vamos plantar salsinha”, “Nutrientes do solo e a segurança alimentar” e “Plantas também pegam doenças causadas por vírus”.

Conhecimento para estudantes de Ensino Médio

A partir de segunda-feira (19), às 9h, até sexta-feira (23), às 15h, os estudantes do Ensino Médio de Campinas poderão participar da atividade educativa Viva a Tecnologia de Alimentos, que ficará no ar durante o período vinculada ao site do Ital ( www.ital.agricultura.sp.gov.br). Composta por vídeos e jogos dedicados à Ciência e Tecnologia de Alimentos, a atividade pontua os participantes de acordo com o desempenho e o melhor colocado no ranking no fim do período ganhará um kit de alimentos industrializados e a publicação “Alimentos Industrializados – A importância para a sociedade brasileira” será entregue à sua escola.

Além do recém-lançado vídeo ‘O que a ciência tem a ver com a sua alimentação?’, produzido pela Associação de Pesquisadores Científicos do Estado de São Paulo (APqC) com a Peripécia em parceria com o Ital, serão exibidos vídeos exclusivos com as pesquisadoras Izabela Alvim e Fabiana Ramos, que abordam alimentos processados, segurança dos alimentos, tipos de alimentos, embalagens, consumo e destinação.

Inovação

Pesquisadores do Ital e do Polo Regional de Presidente Prudente da APTA participam também da III Semana Municipal de Ciência, Tecnologia, Inovação e Desenvolvimento, realizada pela Fundação Inova Prudente. As ações da APTA terão como público-alvo estudantes, profissionais e empreendedores.

Com o tema “inteligência artificial e nanotecnologia”, serão apresentadas as palestras “Inteligência artificial na agricultura”, proferida pelo pesquisador da APTA, Ricardo Firetti; “Acordos de pesquisa, desenvolvimento e inovação: estrutura e case de compartilhamento de área”, pela diretora de Programação de Pesquisa e vice-diretora do Ital, Gisele Anne Camargo; e “Tendências em embalagens: conveniência e sustentabilidade”, pela vice-diretora do Centro de Tecnologia de Embalagens (Cetea) do Ital, Fiorella Dantas.

Com informações da assessoria de Comunicação da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo

No Dia Mundial da Alimentação, APqC lança vídeo sobre a importância do Instituto de Tecnologia de Alimentos (Ital)

No Dia Mundial da Alimentação, comemorado hoje (16 de outubro), a Associação dos Pesquisadores Científicos do Estado de São Paulo (APqC), em parceria com a produtora Peripécia Filmes, divulga mais um vídeo da série que tem como propósito divulgar o trabalho e a importância dos nossos institutos de pesquisa à população. O episódio de hoje é dedicado ao Instituto de Tecnologia de Alimentos (Ital).

O Ital é referência no mercado brasileiro quando o assunto é a realização de atividades de pesquisa, desenvolvimento, assistência tecnológica, inovação e difusão do conhecimento nas áreas de embalagem, conservação e segurança de alimentos. Clique no vídeo abaixo para conhecer melhor o que fazem os pesquisadores do Ital e de que forma as pesquisas desenvolvidas por eles estão presentes no seu dia a dia.

Secretários pedem em carta que governo federal inclua vacina do Instituto Butantan em cronograma nacional

O conselho nacional dos secretários estaduais de Saúde enviou uma carta ao Ministério da Saúde ontem (15) cobrando compromisso de incluir a vacina chinesa, que será produzida pelo Instituto Butantan, no Programa Nacional de Imunizações.

Os secretários estão preocupados com a politização das vacinas pelo governo Bolsonaro, o que abre a possibilidade de priorizar a vacina da Oxford/Astrazeneca e de discriminar a vacina chinesa.

A carta explica que o governo federal projeta a distribuição da vacina de Oxford (que no Brasil será produzida pela Fiocruz e também está em fase de testes) somente para abril, ao passo que o governo de São Paulo prevê a finalização da fase 3 de testes com a vacina chinesa até o início do mês de novembro.

Nesse cenário, o Conass (Conselho Nacional de Secretários de Estado da Saúde) pede que a pasta de Pazuello se comprometa a incluir em seu cronograma o imunizante desenvolvido pelo Butantan e “quaisquer outras vacinas produzidas e testadas por outras indústrias, que possuam condições de eficácia, segurança e produção disponível para iniciar a vacinação da população brasileira no mês de janeiro de 2021, ou no menor espaço temporal possível”.

O ofício foi redigido após reunião com o ministro Pazuello que despertou crise com os secretários de Saúde. “As vacinas não estão sendo tratadas de forma republicana pelo Ministério da Saúde”, disse Jean Gorinchteyn, secretário de Saúde de São Paulo.

Com informações do Brasil247.

Ciência e tecnologia importam?

Não se entende o tratamento dado à Ciência, Tecnologia e Inovação pelo governo do Estado e especificamente aos institutos de pesquisa das áreas da Agricultura, Meio Ambiente e Saúde, que trabalham em prol da sociedade gerando riquezas, sustentabilidade, saúde pública e igualdade social, citando-se como exemplo recente a atuação dos institutos nesse momento de pandemia da covid-19.

Essas instituições, embora gerem recursos próprios e captem recursos privados de maneira crescente, dependem do governo estadual, para manter as inúmeras realizações de produção de conhecimento, desenvolvimento de tecnologias, viabilizando a inovação. Desejamos que o governo estadual seja estimulador dessas ações e que o estímulo se amplie com a urgente reposição de pessoal, impulsionando as pesquisas comprometidas com as necessidades da sociedade paulista e brasileira.

O Projeto de Lei 529/2020, aprovado na Assembleia Legislativa de São Paulo, ao contrário disto, previa a retirada de recursos da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo – Fapesp – e das Universidades Estaduais Paulistas, e agora se anuncia o recuo do governador quanto a essa questão, mas os recursos de fundos especiais de despesas dos institutos de pesquisa das áreas de Agricul­tura, Saúde e Meio Ambiente permanecem sujeitos à mesma regra inicial, serão recolhidos aos cofres do Estado pouco se importando que são recursos próprios decorrentes das ações de pesquisa e com­prometidos com pesquisas em andamento.

Entende-se a necessidade de austeridade fiscal neste momento de pandemia e de maior eficiência no uso dos recursos públicos, mas o PL529, embora justificado por essa preocupação é insuficiente pela falta de informações, de detalhamento e por desconsiderar as consequênciasda desestruturação da área de pesquisa científica e da cessação de prestação de serviços.

Prevê a extinção da Superintendência de Controle de Ende­mias – Sucen, a extinção do Instituto Florestal e a criação de um novo instituto reunindo a área de pesquisa do Florestal com a dos Institutos Geológico e de Botânica, portanto consequentemente extintos também.

E todo esse rearranjo ocorrerá sem que se demonstre a reper­cussão econômica proporcionada por esses atos, mas certamente implicará em impensado retrocesso não só à política de ciência, tecnologia e inovação, mas também à recuperação econômica e à diminuição da desigualdade social no estado de São Paulo.

A estratégia adotada pelo governo de São Paulo leva ao desmon­te, à desestruturação, ao rompimento de sistemas consagrados de produção de tecnologia e inovação, ao invés de corrigir rumos, de adequar, de valorizar patrimônio cultural, físico e intelectual das instituições que se quer extinguir.

Lembrando que, constitucionalmente, São Paulo deveria ter o Conselho Estadual de Ciência e Tecnologia instalado e dando o norte para a política estadual na área, e isso não se efetiva e nem se acena com essa possibilidade.

Clama-se pelo bom senso dos dirigentes do Governo de São Paulo para que o discurso de que a ciência é o guia das decisões governamentais não seja de palavras vãs.

Os deputados dividem-se, ao analisar o projeto de lei, os opositores pelas mais diversas razões votarão contra o PL. Os apoiadores do Go­verno Estadual votarão favoravelmente ao projeto, concorrendo, e assu­mindo o ônus, da extinção de instituições, da elevação de contribuições dos funcionários para assistência médica através do Iamspe, além da elevação de impostos sobre itens básicos, como aumento de alíquota de ICMS sobre alimentos, para citar somente alguns itens.

Que essas palavras soem como grito de alerta!

João Paulo Feijão Teixeira, pesquisador científico aposentado, ex-diretor geral do Instituto Agronômico de Campinas (IAC), ex-coordenador da APTA e presidente da Associação dos Pesquisadores Científicos do Estado de São Paulo (APqC)

*Este artigo foi publicado também no jornal Tribuna de Ribeirão.

Reportagem da TV Cultura ressalta importância de institutos de pesquisa para o agronegócio paulista

Gado girolando recordista mundial na produção de leite é resistente a doenças e se adapta do norte ao sul do Brasil. Pesquisas científicas e tecnológicas garantem alimentos de qualidade do campo a mesa do consumidor. Estudos apontam quando e onde plantar, como dar proteção a lavoura e melhorar o solo, sem causar danos ao ambiente. Esses e outros temas são levantados nesta reportagem da TV Cultura que contou com a participação da pesquisadora do Instituto Agronômico de Campinas (IAC), Luiza Capanema Bezerra, e do coordenador da Agência de Tecnologia dos Agronegócios, Antônio Batista Filho. Clique abaixo para assistir e conhecer mais sobre a importância do trabalho desenvolvido por nossos institutos de pesquisa científica.

PL 529 é aprovado e APqC afirma que tomará medidas para tentar impedir retrocessos

A Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp) aprovou, no fim da noite de ontem (13), Projeto de Lei – PL 529, de 2020, em forma de substitutivo. A votação ficou para a próxima sessão, mas como 48 deputados declararam voto favorável ao projeto, a Reforma Administrativa proposta pelo governador João Doria já é uma realidade.

Entre as medidas previstas no PL está a extinção de institutos de pesquisa científica e de autarquias estatais, como o Instituto Florestal (IF) e a Superintendência de Controle de Endemias (SUCEN), entre outras. Além disso, a fusão dos institutos Geológico e de Botânica representará, na prática, a extinção de ambos.

O governo estadual alega que as medidas são necessárias para “enxugar a máquina pública e reduzir custos” e projeta para o ano que vem um déficit orçamentário de R$ 10,4 bilhões. A Associação dos Pesquisadores Científicos do Estado de São Paulo (APqC), no entanto, refuta este argumento por ser o investimento em pesquisa científica um dos motores do desenvolvimento econômico, aqui ou em qualquer parte. É fortalecendo a ciência, e não reduzindo investimentos nela, que os estados superam as crises, conforme demonstram inúmeras experiências no Brasil e no mundo.

O governo Doria fez várias tentativas de aprovar o PL 529 e enfrentou dificuldades para conseguir os votos necessários graças à mobilização dos servidores do estado, incluindo funcionários das universidades, autarquias, institutos de pesquisa e da Frente em Defesa dos Serviços Públicos, do qual a APqC fez parte. Os debates se arrastaram por semanas (o projeto chegou a Alesp em 13 de agosto e começou a ser debatido em plenário em 28 de setembro). Por fim, foi aprovado por maioria simples, após deputados que antes eram contrários ao projeto mudarem de opinião na votação do substitutivo – o que levanta a suspeita de compra de votos.

A APqC lamenta a decisão da Alesp e diz que tomará todas as medidas necessárias para tentar evitar a extinção dos institutos e autarquias paulistas. Conclamamos pesquisadores e pesquisadoras que mantenham a mobilização em defesa dos serviços públicos e de nossas instituições.

Acompanhe ao vivo sessão que poderá aprovar o PL 529 em SP

Acompanhe ao vivo na Rede Alesp (clique abaixo) para acompanhar a discussão acerca do PL 529, que prevê, entre outras medidas, a extinção de institutos de pesquisa e autarquias no Estado de São Paulo. A #APqC é contra e está mobilizada para tentar barrar este retrocesso. #NãoAoPL529

Governo recua em alguns pontos, mas PL 529 ainda prevê a extinção de institutos de pesquisa e órgãos de proteção ao meio ambiente

Horto Florestal

Devido à pressão da população contrária ao Projeto de Lei 529 (PL 529/2020), que está em tramitação com urgência na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) e à repercussão negativa das propostas, o governo João Dória (PSDB) recuou e assumiu o compromisso de excluir do projeto as universidades estaduais paulistas, a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP), a Fundação para o Remédio Popular (FURP), a Fundação Oncocentro de São Paulo (FOSP), o Instituto de Medicina Social e de Criminologia do Estado de São Paulo (IMESC), a Fundação Instituto de Terras do Estado de São Paulo (ITESP) e as mudanças na forma de cálculo do Imposto de Transmissão Causa Mortis e Doação (ITCMD), sendo que até o cumprimento deste acordo é questionado por alguns deputados.

Mesmo com tais alterações, o PL 529/2020 prevê o aumento de impostos, além da extinção de instituições que prestam serviços à sociedade: o Instituto Florestal (IF), a Fundação Parque Zoológico (ZOO-SP), a Superintendência de Controle de Endemias (SUCEN), a Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU), a Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos de São Paulo (EMTU) e o Departamento Aeroviário do Estado de São Paulo (DAESP), além da fusão entre os Institutos de Botânica e Geológico.

O PL 529/2020 tem como justificativa o ajuste fiscal e o equilíbrio das contas públicas, mas vem sendo questionado pelos deputados e encontra forte resistência para aprovação. Deputados que se opõem ao projeto afirmam que o PL 529 reúne temas muito diferentes e não é embasado em nenhum estudo, nem mesmo econômico. Sustentam que, na prática, o que está sendo proposto é o desmonte das instituições e serviços públicos. O próprio déficit orçamentário previsto para 2021 está sendo questionado por alguns opositores.

Por outro lado, deputados de partidos liberais afirmam que o foco do projeto é o aumento de impostos, já que apenas 500 milhões seriam economizados com a extinção das instituições públicas e o governo anuncia que o PL poderá gerar uma economia de 8,8 bilhões de reais no ano de 2021.

O Instituto Florestal, por exemplo, dedica-se à pesquisa científica, à produção florestal e gestão de 47 áreas protegidas .Trata-se de uma instituição superavitária, que gera ao ano cinco vezes mais do que é gasto com sua manutenção.

De acordo com servidores do próprio Instituto, em seu quadro funcional não existem cargos de confiança e de livre provimento, sendo que todos os seus funcionários são concursados e estatutários, de modo que sua extinção não gerará nenhuma economia financeira. Pelo contrário, porque para gerir essas áreas será necessária a realização de novas contratações na Fundação Florestal (órgão da administração indireta que assumiria parte das suas funções), com prejuízos de cerca de 5 milhões ao ano aos cofres públicos, considerando apenas a contratação de um gestor para cada uma das 47 áreas protegidas.

Além disso, desvinculadas de um instituto de pesquisa as áreas protegidas ficarão muito vulneráveis, sem garantia de continuidade dos projetos desenvolvidos e sujeitas ao sucateamento, de modo que poderão deixar de prestar serviços importantes à sociedade como a conservação da água, regulação do clima regional, conservação da biodiversidade, ciclagem de nutrientes, educação ambiental e uso público.

Também a pesquisa será fortemente afetada, pois o PL 529 prevê a unificação dos Institutos de Botânica e Geológico em uma unidade administrativa que também absorverá as funções de pesquisa do Instituto Florestal, sem considerar as especificidades dessas instituições, cujas linhas de pesquisa e missões são totalmente diferentes.

Além do IF, também a extinção da Fundação Parque Zoológico de São Paulo prejudicará as políticas ambientais, pois esta instituição atua com a reprodução de espécies da fauna nativa ameaçadas de extinção, além de abrigar o único centro de triagem estadual para acolhimento, cuidado e reabilitação de animais silvestres apreendidos por conta do tráfico de animais. E ainda desenvolve programas de educação ambiental e pesquisas nas áreas de manejo e conservação de fauna silvestre e exótica.

Na contramão das urgências sanitárias, em um cenário de pandemia e de doenças como dengue, zica, chikungunya, febre amarela, febre maculosa, malária e leishmaniose, entre outras, no PL 529 prevê-se também a extinção da SUCEN, instituição que atua há mais de 60 anos com pesquisa científica, vigilância e controle de doenças endêmicas, inclusive oferecendo assessoria aos pequenos municípios do Estado.

Também a área da habitação será afetada pelo PL 529, pois a extinção da CDHU causará grande impacto no planejamento e construção de moradias populares, já que há um déficit habitacional superior a 1,3 milhões de moradias no Estado de São Paulo e o órgão é responsável por 97% das unidades habitacionais populares.

No setor do transporte, preocupa a possibilidade de extinção da EMTU e do DAESP, que afetará 134 municípios e causará grande prejuízo ao transporte público metropolitano, bem como aos aeroportos paulistas, respectivamente.

Assim, apesar da crescente demanda de serviços públicos pela população do Estado de São Paulo, o governo não esclarece como serão supridos os serviços atualmente prestados pelas instituições que ele pretende extinguir. Apenas menciona que as atividades serão absorvidas por outros órgãos, sem apresentar os meios e o planejamento para tal.

O aumento de impostos (ICMS e IPVA)

Mesmo após os recuos do governo, caso o PL 529 seja aprovado também causará grande prejuízo no bolso do contribuinte. O PL prevê aumento da tarifa descontada de todos os servidores públicos referente ao Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual de São Paulo (IAMSPE), aumenta a alíquota do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) para 4%, independentemente do tipo de veículo, e dificulta o acesso às pessoas deficientes à isenção deste imposto.

Também impacta toda a sociedade devido ao fato de que todas as alíquotas do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) abaixo de 18% são consideradas benefício fiscal. Com isso, poderá haver grande aumento de preços, principalmente quanto a itens da cesta básica, combustíveis e medicamentos. A título de exemplo, o ovo possui uma alíquota de 7%, sendo que esta poderá ser aumentada para 18%. (Com informações de divulgação)

Fonte: “Doria recua, mas PL 529 aumenta impostos e extingue órgãos de proteção ao meio ambiente” (Carta Campinas).

Votação do PL 529 é adiada mais uma vez e APqC mantém mobilização em defesa de institutos ameaçados

Na sessão de ontem (8), realizada na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp), o governo estadual mais uma vez não conseguiu colocar em votação o PL 529, projeto de lei que, entre outras medidas, fecha institutos e empresas públicas e retira recursos da pesquisa científica.

Diante da pressão exercida pela sociedade civil organizada, em frentes que contam com o apoio da Associação dos Pesquisadores Científicos do Estadon de São Paulo (APqC), o governo recuou e retirou do texto as universidades estaduais, a Fapesp, a FURP, a FOSP, o ITESP e o IMESC.

A APqC pede que seus associados permaneçam mobilizados para assegurar que o Instituto Florestal e a SUCEN, bem como os institutos Geológico e de Botânica, também sejam retirados do PL 529 e continuem prestando normalmente seus serviços à população paulista. Uma nova sessão deverá ser convocada no início de semana que vem pela Alesp.

Ao contrário da tese defendida pelo governo, a APqC entende que investir nos institutos de pesquisa é a melhor forma de ajudar o Estado a retomar o crescimento econômico, após a pandemia.

#NãoAoPL529

#PL529Não

APqC pede que pesquisadores continuem mobilizados contra votação do PL 529

Ontem, pelo terceiro dia consecutivo, a votação do PL 529/2020 foi adiada por falta de quórum na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp). A derrota temporária do governo estadual indica que João Doria encontra dificuldades para conseguir os votos suficientes à aprovação do projeto que determina, entre outras medidas, a extinção de institutos de pesquisa e autarquias.

Diante disso, e pelo fato de a Alesp ter convocado duas sessões extraordinárias para hoje (8), a Associação dos Pesquisadores Científicos do Estado de São Paulo (APqC) volta a conclamar os seus associados para que se dirijam, a partir das 16h, à frente da Assembleia Legislativa para somar forças na mobilização que tenta impedir este retrocesso à pesquisa científica no Estado. Estaremos junto à Frente Paulista em Defesa dos Serviços Públicos e outros grupos e entidades representativos.

Quem não puder estar presente na manifestação poderá ajudar no tuitaço programado para acontecer das 14h em diante. No Twitter e demais redes sociais use a hashtag #NãoAoPL529 para manifestar o repúdio. Peça para que amigos e familiares façam o mesmo, de modo que possamos colocar nossa causa entre os assuntos mais comentados do dia, chamando assim a atenção da sociedade paulista para o desmonte de serviços essenciais à população que está sendo preparado pelo governo.

A Alesp está situada na Av. Pedro Álvares Cabral, 201, em Moema, São Paulo.

APqC conclama pesquisadores a participar de ato contra o PL 529 diante da Alesp

A Associação dos Pesquisadores Científicos do Estado de São Paulo (APqC) conclama a todas e todos os seus associados, pesquisadores e servidores públicos em geral, a se reunirem novamente diante da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp), a partir das 17h, para manifestar seu repúdio ao projeto de lei (PL) 529 de 2020, de autoria do governo estadual, que poderá ser votado na sessão legislativa que começa às 19h de hoje.

O PL 529 é uma afronta ao povo paulista na medida em que, com o argumento de superar a crise econômica causada pela pandemia do novo coronavírus, propõe a extinção de institutos de pesquisa e de autarquias, entre outras medidas que comprometerão de forma crucial a produção e o financiamento científico em São Paulo e, consequentemente, a própria economia do Estado e o bem estar da população.

Estão ameaçados de extinção a Superintendência de Controle de Endemias (Sucen), órgão responsável pelo controle de vetores biológicos e hospedeiros intermediários que causam doenças como a dengue e chicungunha, bem como os institutos Florestal, Geológico e de Botânica, que prestam importantes serviços ao meio ambiente e à comunidade através da aplicação prática de pesquisas realizadas por seus cientistas.

No entanto, não apenas estas instituições serão afetadas pelo PL 529. A APqC faz um alerta aos pesquisadores paulistas: caso o projeto seja aprovado, todos os institutos de pesquisa estarão sob risco de extinção, uma vez que um dos artigos do PL prevê a utilização de reservas financeiras das universidades e de agências de fomento à pesquisa para o pagamento de despesas primárias do Estado, como aposentadorias e pensões, comprometendo assim o planejamento das pesquisas científicas, que geralmente são de médio ou de longo prazo, forçando o encerramento de trabalhos que estão em andamento e impossibilitando que novas pesquisas sejam feitas.

Tomando todas as medidas de segurança em relação à pandemia, a APqC estará presente mais uma vez na manifestação de logo mais e pede àqueles que não puderem comparecer presencialmente que utilizem as redes sociais, a partir das 16h, para pressionar os deputados a votarem contra o PL 529. No Twitter usaremos a hashtag #NãoAoPL529. A Alesp está situada na Av. Pedro Álvares Cabral, 201, em Moema, São Paulo.

“PL 529 atinge os pilares da produção científica”, diz professor da USP

José Eduardo Krieger

O Professor Titular de Medicina Molecular no Departamento de Clínica Médica da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) e membro da Academia Brasileira de Ciências (ABC), Dr. José Eduardo Krieger, enviou uma carta ao governador do Estado de São Paulo, João Doria, para questionar o projeto de lei (PL) 529 de 2020, em trâmite na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), e as consequências que podem ocorrer caso seja aprovado. Um dos artigos do PL tem o objetivo de utilizar as reservas financeiras das universidades e de agências de fomento à pesquisa para o pagamento de despesas primárias do Estado, como aposentadorias e pensões.

“A proposta comprometerá o planejamento de ações de longo prazo porque estimula a utilização imediata de recursos, o que prejudicaria a pesquisa científica”, disse o Acadêmico José Eduardo Krieger em um trecho da carta. Professor da Universidade de São Paulo (USP), instituição que seria afetada pela mudança na lei, Krieger também é membro da Academia de Ciências do Estado de São Paulo (Aciesp). Ele e gestores das universidades públicas paulistas argumentam que a possível lei prejudicaria todo o sistema científico e de ensino superior de São Paulo.

Leia a carta na íntegra (clique aqui).

Fonte: Academia Brasileira de Ciências

PL 529: Se aprovado, projeto do governo de SP pode aumentar preços dos alimentos para o consumidor

um item do projeto de lei do ajuste fiscal (PL 529/2020) do governo do Estado de São Paulo, em debate na Alesp, facilita a elevação de impostos sobre os produtores rurais, contribuindo para o aumento do preço dos alimentos ao consumidor. Clique na reportagem abaixo e diga #NãoAoPL529.

Alerta sobre a revogação da Resolução Conama 303/2002 e o retrocesso ambiental brasileiro

Vegetação de restinga em Barra Velha, SC. Foto: Elias C/Creative Commons.

Cientistas vinculados a 24 redes de pesquisa representadas abaixo vêm a público alertar sobre os riscos da revogação da Resolução 303/2002 pelo Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), assim como a necessidade da imediata anulação da referida decisão e o restabelecimento da composição representativa original do referido conselho, desfigurada na atual gestão do Ministério do Meio Ambiente. A Resolução 303/2002 dispunha sobre parâmetros, definições e limites de Áreas de Preservação Permanente de ecossistemas costeiros fundamentais para o bem-estar humano, as seguranças hídrica e alimentar e o equilíbrio ecológico de uma faixa do território nacional que abriga um quarto da população brasileira e de sua atividade socioeconômica.

Os habitats de restingas, dunas, marismas e manguezais que ocorrem ao longo da costa brasileira integram e regulam o funcionamento de ecossistemas costeiros e oceânicos. O processo de acelerada urbanização do litoral brasileiro, entre outros usos, já causou grande destruição ou degradação desses ecossistemas, de sua biodiversidade e serviços ambientais nas últimas décadas. Este cenário baseado em evidências coletadas por diferentes grupos de cientistas de todas as regiões do país, transforma os remanescentes desses ecossistemas em verdadeiros santuários e barreiras de proteção que devem ser valorizados e preservados pra o bem da sociedade brasileira.

A comunidade científica brasileira aqui representada entende que a revogação dessas resoluções fragiliza os mecanismos jurídicos de preservação desses ecossistemas e seus serviços, deixando-os mais vulneráveis à degradação. Entre os serviços prestados por esses ecossistemas, temos a estabilização da linha de costa, proteção contra tempestades e aumento do nível do mar, manutenção da biodiversidade e dos recursos pesqueiros, retenção de poluentes, sequestro de CO2 atmosférico e mitigação dos efeitos de mudanças climáticas, dentre outros. Além de impactar os serviços ecossistêmicos mencionados, a degradação dos ambientes costeiros gera, de imediato e no tempo, emissões de gases de efeito estufa para a atmosfera, contribuindo para aumentar o aquecimento global.

Além dos prejuízos ambientais já citados, haverá prejuízos sociais e econômicos, com o comprometimento da saúde das populações do entorno desses ambientes e da segurança sanitária, alimentar e hídrica. Prejuízos devem se estender a perdas materiais com os impactos sobre edificações e saneamento básico (como já são observados em importantes balneários litorâneos), colocando o patrimônio público e privado e vidas em risco, além de impactar negativamente a pesca, a maricultura, o turismo e atividades portuárias. Os custos econômicos e sociais para remediar tais impactos são exorbitantes, possivelmente superiores ao hipotético desenvolvimento econômico visado com a revogação da Resolução 303/2002 e mudanças nas regras ambientais. Deve-se destacar que as espécies que estruturam esses ecossistemas são consideradas “bioengenheiras”, isto é, promovem naturalmente a manutenção da estabilidade e saúde desses ambientes costeiros, dos quais tanto dependemos.

Revogar a Resolução 303/2002 é dar licença para se avançar sobre os últimos remanescentes de ecossistemas vulneráveis e fundamentais à manutenção da vida e atividades para um desenvolvimento sustentável em nossa zona costeira. A revogação atende apenas a interesses imediatistas que não consideram o direito inalienável das gerações futuras ao ambiente natural ecologicamente equilibrado. As mudanças climáticas reforçam a inconsequência dessta medida, pois não se consideram os custos futuros derivados da perda de permanente desses habitats. O Plano Nacional de Adaptação às Mudanças do Clima enfatiza o Panorama da Conservação dos Ecossistemas Costeiros e Marinhos no Brasil (MMA, 2012), no qual a prioridade é assegurar a efetiva gestão das áreas protegidas da faixa costeira e de bacias hidrográficas, de forma a minimizar os impactos negativos provenientes das mudanças climáticas.

Dessa maneira, as redes de pesquisa e entidades científicas ligadas a estudos costeiros, oceânicos, climáticos, de biodiversidade e áreas ambientais e sociais, e seus representantes que abaixo assinam, solicitam aos poderes legislativos e judiciários brasileiros que a revogação da Resolução Conama 303/2002 (aprovada nesse órgão no dia 28 de setembro de 2020 e suspensa em carácter liminar no dia 29 pela Justiça Federal do Rio de Janeiro) seja revista e que alterações na legislação ambiental sobre os ecossistemas naturais costeiros sejam debatidas com a sociedade após amplamente apresentadas e discutidas com especialistas, comunidades costeiras e setores econômicos.

Portanto, além de apelar para a imediata restauração da Resolução Conama em questão, reforçamos a necessidade de recomposição da representatividade desse conselho (Decreto Federal 9.806/2019), que passou de 96 para apenas 23 membros. Com a significativa redução na representação da sociedade civil organizada e de instituições de ensino superior e pesquisa, o conselho viu-se aparelhado por uma maioria que não se revelou comprometida com sua função que é de zelar pelo patrimônio natural nacional como explicitado na Política Nacional do Meio Ambiente (PNMA; Lei Federal 6.931/1981). Finalmente apelamos para que as instituições brasileiras que zelam pelo Estado Democrático de Direito, utilizando-se dos princípios da precaução e da vedação de retrocessos ambientais, princípios que resguardam os progressos alcançados em relação aos temas ambientais (CMA 2012), restaurem os referidos mecanismos de que dispúnhamos para conciliar desenvolvimento econômico com justiça social e equilíbrio ambiental. É fundamental que a sociedade brasileira reconheça e valorize seu patrimônio ambiental.

  • As seguintes redes, associações e programas de pesquisa subscrevem o documento:

Rede Brasileira de Pesquisas sobre Mudanças Climáticas Globais – Rede CLIMA – Coordenador: Moacyr Araújo (UFPE)
Rede de Monitoramento dos Habitats Bentônicos – ReBentos – Coordenador: Alexander Turra (USP)
Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia (INCT) do Mar – Centro de Oceanografia Integrada (COI) – Coordenador: José Henrique Muelbert (FURG)
INCT do Mar – Mar – Ambientes Tropicais (AmbiTropic) – Vice-Coordenador: Ruy Kenji Papa Kikuchi (UFBA)
INCT do Mar – PRO-OCEAN – Coordenador: Ricardo Coutinho (IEAPM)
INCT – Mudanças Climáticas – Coordenadores: José Marengo (CEMADEN) e Tércio Ambrizzi (USP)
INCT – Observatório das Dinâmicas Socioambientais – Coordenador: Marcel Bursztyn (UnB)
INCT – Herbário Virtual da Flora e dos Fungos – Coordenador: Leonor Costa Maia (UFPE)
Plataforma Brasileira de Biodiversidade e Serviços Ecossistêmicos (BPBES) –
Coordenador: Carlos Joly (UNICAMP)
Instituto BiomaBrasil – IBB – diretor-presidente: Clemente Coelho Junior (UPE)
Núcleo de Estudos em Manguezais (NUPEM) – Coordenador: Mário Soares (UERJ)
Brazilian Ocean Acidification Group (BrOA) – Coordenadores: Rodrigo Kerr (FURG) e Leticia Cotrim (UERJ)
Global Ocean Observation System (GOOS) / Brasil – Comitê Executivo: Mauro Cirano (UFRJ)
Inter-Disciplinary Investigation Center – INCLINE – Coordenador: Tércio Ambrizzi (USP)
Observatório do Clima e Saúde – Coordenador: Christovam Barcellos (FIOCRUZ)
Associação Brasileira de Ciência Ecológica e Conservação – Presidente Executivo: Carlos Eduardo de Viveiro Grelle (UFRJ)
Associação Brasileira de Estudos Populacionais (ABEP) – Coordenadoria: Alisson Flávio Barbieri (UFMG)
Rede Algas – Presidente: Mutue Toyota Fujii (IB-SP)
Rede Coral-Sol de Pesquisa, Desenvolvimento Tecnológico e Inovação – Coordenador Joel Christopher Creed (UERJ)
Pesquisa Ecológica de Longa Duração (PELD) – Estuário da Lagoa dos Patos e Costa Marinha Adjacente – Coordenador: Eduardo Secchi (FURG)
PELD – Tamandaré – Coordenadora: Beatrice Padovani (UFPE)
PELD – Ressurgência de Cabo Frio – Coordenador: Ricardo Coutinho (IEAPM)
Coalizão Ciência & Sociedade – Coordenadora: Maria Mercedes Bustamante (UnB)
Liga das Mulheres pelo Oceano

Fonte: Direto da Ciência

Educação e pesquisa científica: portas para o conhecimento

Amigos, estamos na era do conhecimento. As guerras convencionais, nas quais um estado (chamado de país) declara guerra a outro (tal qual foi a Segunda Guerra Mundial) não existe mais. Agora as guerras são econômicas, quem tem mais conhecimento (e portanto mais recursos econômicos) escraviza quem não tem. A nação desprovida de conhecimento está portanto fadada a ser escravizada.

O Japão e a Alemanha, que ficaram arrasados com a Segunda Guerra Mundial, são hoje grandes potências econômicas. À custa de quê, se são desprovidas de grandes recursos naturais? Israel é importante em tecnologia à custa de quê, se nem água doce tem na quantidade necessária? À custa do conhecimento.

O governo brasileiro se vangloria de ser um dos maiores produtores e exportadores de “commodities” agrícolas e também de minérios. Em que isso resolve nossos problemas se, embora com elevado PIB somos fartos em miséria? A simples exportação de produtos “in natura” nos mantém escravizados aos povos mais desenvolvidos, senão vejamos: exportamos café em grão para a Alemanha e ela reexporta nosso café a preços bem superiores, tornando-se um dos grandes exportadores mundiais sem plantar um só pé. Isso se dá com outros produtos agrícolas também, com outros importadores nossos. Não seria melhor produzirmos café solúvel e outros produtos com valor agregado e os exportarmos?

Ora, o melhoramento de produtos “in natura” só se dá mercê do conhecimento.

CONHECIMENTO SÓ SE OBTÉM COM EDUCAÇÃO E PESQUISA CIENTÍFICA.

Como agem nossos governantes e nossa classe política com relação a isso? ANDAM DE MARCHA A RÉ. Desprestigiamos os ensinos básico, médio e superior, nossos docentes, as universidades e os institutos de pesquisa, além das respectivas instituições de fomento.

Mas por que agem desse modo? São baldos de inteligência ou servem a interesses não convencionais? Deixo o raciocínio e a resposta a você leitor.
Decididamente estamos andando de marcha a ré e na contramão da história. O PL 529/20 é bem o exemplo disso. Por que investir contra sagradas instituições de pesquisa, praticamente destruindo-as, sob a absurda alegação de fazer economia? Dinheiro posto em pesquisa não é despesa, é investimento. Só cegos mentais não enxergam isso e, como já dito há dois mil anos, o maior cego é aquele que não quer ver.

Lamentavelmente vivemos hoje um Brasil de governantes obtusos, que aplicam uma gestão suicida. A seguirmos nesse passo estaremos fadados à eterna escravidão.

O horizonte de nossos atuais políticos (com exceções) é apenas a próxima eleição. Como educação e ciência são coisas que só dão resultado a médio ou longo prazos, isso não lhes interessa. Não temos mais estadistas, o último foi Juscelino Kubitschek de Oliveira.

Dr. Percy Corrêa Vieira, pesquisador científico aposentado do Instituto Geológico de São Paulo

[Este espaço no site da APqC está aberto a todos os pesquisadores associados que queiram publicar artigos de opinião.]

Pesquisadores apontam prejuízos que virão com desmonte de institutos

O deputado Carlos Giannazi (terceiro da esq. à dir.)

Em live transmitida pela Rede Alesp, em 24/9, Carlos Giannazi (PSOL) deu voz aos pesquisadores dos institutos atacados pelo Projeto de Lei 529, entre eles João Paulo Teixeira, presidente da APqC. Para ele, o PL de Doria é a pá de cal em uma crise que já vem há anos. “Não há concursos. Os institutos estão com 40% de seus cargos vagos.”

A bióloga Inês Cordeiro vê a fusão dos institutos de Botânica, Florestal e Geológico como um segundo golpe à pesquisa de espécies vegetais, uma vez que o Jardim Botânico está em processo de concessão. “Teremos de pedir licença para coletar espécimes”, lamentou.

A ecóloga Helena Lutgens teme o fim da colaboração entre o Instituto e a Fundação Florestal, o primeiro voltado à pesquisa e a segunda, à gestão das áreas de proteção e extração.

Engenheiro civil e ambiental, Paulo Fernandes destacou a consultoria técnica que o Instituto Geológico oferece para órgãos públicos como a Defesa Civil, que se baseia em estudos de solo para fazer a gestão de riscos e desastres. Como essas mensurações dependem de tecnologia, é importante reinvestir em equipamentos, o que deixará de acontecer se as receitas do instituto forem sequestradas pelo Estado, conforme prevê o PL 529.

“A Sucen impediu que o surto de febre amarela de 2017 atingisse a capital”, afirmou o biólogo Horácio Telles, alertando que o impacto econômico de uma doença descontrolada é imensamente maior do que qualquer economia que o PL 529 possa trazer.

Fonte: Assessoria do deputado Carlos Giannazi / ALESP

Covid-19: Instituto Butantan assina contrato com Sinovac para o fornecimento de 46 milhões de doses da vacina

O Instituto Butantan e a Sinovac Life Science assinaram, na última quarta-feira (30), o contrato que prevê o fornecimento de 46 milhões de doses da vacina Coronavac. O documento contempla ainda a transferência de tecnologia da vacina, que deverá ser produzida integralmente no próprio Instituto Butantan a partir do próximo ano. A assinatura foi formalizada durante coletiva de imprensa no Palácio dos Bandeirantes, sede do Governo do Estado de São Paulo, e contou com a presença do Governador João Doria, do diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, e do vice-presidente mundial da Sinovac, Weining Meng.

As 46 milhões já estarão disponíveis no Brasil até dezembro de 2020, sendo que 6 milhões delas virão prontas já em outubro, e as demais 40 milhões terão seu processamento finalizado no Butantan. A Sinovac se comprometeu ainda a disponibilizar outras 14 milhões de doses, que devem chegar até fevereiro do próximo ano. Desta forma, a parceria firmada entre o Instituto Butantan e a farmacêutica chinesa prevê um total de 60 milhões de doses da Coronavac.

Os estudos clínicos de fase III, que são coordenados pelo Butantan no Brasil, ocorrem em centros de pesquisas espalhados pelo Brasil e estão recrutando um total de 13 mil voluntários, todos profissionais da saúde atuando no combate à Covid-19. Ao final desta última etapa de testes, o estudo será submetido à análise Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e só após aprovação do órgão a vacina poderá ser disponibilizada à população.

A Coronavac, imunizante contra coronavírus desenvolvido pela Sinovac Life Science em parceria com o Instituto Butantan, é um dos mais promissores do mundo, porque utiliza tecnologia já conhecida e amplamente aplicada em outras vacinas. O laboratório, com sede em Pequim, já realizou testes do produto em milhares de voluntários na China, nas fases I e II, com excelentes padrões de segurança até o momento. Antes, o modelo experimental aplicado em macacos apresentou resultados expressivos em termos de resposta imune contra as proteínas do vírus.

Testes e resultados

Semana passada foram divulgados resultados de uma pesquisa com 50.027 voluntários na China que demonstram que a vacina Coronavac é segura e não apresentou reações adversas significativas.

Os resultados mostraram um excelente perfil de segurança do imunobiológico, com um índice de 5,36% de efeitos adversos de grau baixo. Entre os mais frequentes estão dor leve no local da aplicação em 3,08% dos voluntários, fadiga em 1,53% e estado febril moderado em 0,21% das pessoas. Os demais 0,54% apresentaram perda de apetite, dor de cabeça, fadiga e febre, concluindo que a vacina possui excelente perfil de segurança.

Em julho deste ano foram iniciados os testes clínicos de fase III em voluntários no Brasil, com o objetivo de demonstrar a eficácia e segurança da Coronavac. Até o momento, cerca de 7 mil voluntários já receberam ao menos uma das duas doses da vacina nos 12 centros de pesquisa distribuídos pelo Brasil. Esta semana a Anvisa autorizou ainda a inclusão de mais 4 centros em Cuiabá (MT), Campo Grande (MS), Pelotas (RS) e Barretos (SP), além da ampliação de 9 mil para 13 mil voluntários que participarão dos estudos.

Assim que a vacina demonstrar a segurança e eficácia nos testes que estão sendo conduzidos no Brasil, o próximo passo será o registro do imunizante pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Fonte: Instituto Butantan

APqC conclama pesquisadores a se manifestar contra votação do PL 529, que deve ocorrer hoje

Pesquisadores científicos e servidores públicos de universidades e empresas do Estado de São Paulo impuseram ontem uma primeira derrota ao Projeto de Lei 529 de 2020, que pretende, entre outras medidas, extinguir institutos de pesquisa e autarquias nas áreas da saúde e do meio ambiente. Sem quórum, com apenas 44 votos a favor do requerimento para suspender o debate, o presidente da Alesp foi obrigado a encerrar a sessão extraordinária convocada na noite de ontem (30/09), o que adiou a votação do PL. A Associação dos Pesquisadores Científicos do Estado de São Paulo (APqC) seguirá vigilante e conclama a todos e todas para prosseguir na luta diante da Alesp e nas redes sociais, pois a expectativa é que o projeto do governo seja votado na sessão de hoje (01/10), a partir das 16h30. #NãoAoPL529

Acompanhe ao vivo votação do PL 529 na Alesp

Acompanhe ao vivo a sessão da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp) e a votação sobre o PL 529. #NãoAoPL529

IAC desenvolve alface com teor de zinco elevado capaz de aumentar a imunidade

A salada pode ficar ainda mais saudável no prato do brasileiro. Alface com quantidade de zinco até 16 vezes maior nas folhas é o resultado de uma pesquisa desenvolvida no Instituto Agronômico (IAC), de Campinas, da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo. A biofortificação desse alimento foi obtida a partir de aplicações de doses crescentes de sulfato de zinco no solo, até o limite que não impacte a qualidade, a produtividade da planta e o ambiente.

O teor desse nutriente, que normalmente é de 41,5 miligramas por quilo de massa seca de alface, saltou para 704 miligramas na mesma quantidade da folhosa mais consumida no Brasil. Isso significa que ao ingerir 50 gramas ou seis a sete folhas dessa alface biofortificada, a pessoa estará suprindo cerca de 25% da recomendação diária desse importante reforço do sistema imunológico humano.

O objetivo da pesquisa foi ofertar tecnologia que resultasse em alimento biofortificado com zinco, já presente na dieta do brasileiro, de consumo acessível e fácil preparo. É uma ótima notícia, considerando que 30% da população mundial apresentam deficiência de zinco, que também é fundamental para o crescimento e desenvolvimento de crianças.

A carência de zinco na população motivou a realização desse estudo em doutorado na Pós-Graduação do IAC, iniciado em 2017 e ainda em andamento. A expectativa era transferir essa tecnologia aos horticultores ainda em 2020, mas por conta da pandemia da COVID-19, essa transferência deverá ocorrer em 2021, após validação da mesma. Essa tecnologia utiliza fertilizante de baixo custo, por isso deverá beneficiar o agricultor, que poderá oferecer produto com valor agregado.

De acordo com o pesquisador do IAC e orientador do estudo, Luis Felipe Villani Purquerio, no experimento foi aplicado o sulfato de zinco diluído em água, uma única vez 15 dias antes do transplante das mudas. Normalmente, o zinco é usado na produção de hortaliças em formulações de fertilizantes com outros micronutrientes. “A aplicação somente do zinco não é comum, a não ser em casos que o solo esteja deficiente”, afirma.

A pesquisa foi realizada em estufa agrícola, com as cultivares Vanda, alface tipo crespa, e Saladela, tipo crocante. Foram aplicadas doses de 0, 5, 10, 20, 30 e 40 miligramas de zinco, por decímetro cúbico de solo, que equivale a um vaso cujo volume é de um litro.

“Os teores nas folhas de alfaces biofortificadas foram até 16 vezes maiores do que os das não biofortificadas e constatamos resultados diferentes em função das doses aplicadas, cultivares e épocas de cultivo”, explica Carolina Cinto de Moraes, doutoranda da Pós-Graduação do IAC e responsável pela pesquisa.

A composição mineral das plantas depende, entre outros fatores, da quantidade de nutrientes ofertada pelos agricultores por meio de fertilizantes. No processo chamado biofortificação agronômica, é possível melhorar a qualidade nutricional dos alimentos a partir do uso de fertilizantes.

Na pesquisa no IAC, os limites de aplicação foram respeitados para não afetar a produtividade da alface e não agredir o ambiente. “O excesso de zinco causa toxicidade à planta, resultando em menor produção por área e também em impacto ambiental”, ressalta Carolina.

As doses limites variaram de acordo com a cultivar. Na alface Vanda, a dose que proporcionou melhor resposta foi de 37 miligramas de zinco, por decímetro cúbico de solo, independentemente da época de cultivo. Para a alface Saladela, os melhores resultados foram obtidos com doses de 35 e 12 miligramas de zinco, por decímetro cúbico de solo, no verão e no inverno, respectivamente.

Os pesquisadores do IAC reforçam que essa não é uma recomendação de doses, pois a pesquisa ainda está em andamento. “Quanto à aplicação em escala comercial, ainda não definimos o melhor método e o mais prático para o agricultor, para isso será necessário fazer estudos junto a produtores rurais”, diz Purquerio. Essa será a próxima etapa desta pesquisa, que incluirá também análises no sistema hidropônico.

As principais fontes de zinco nos alimentos estão presentes em ostras, carne bovina, semente de abóbora e castanhas. Além de alguns desses alimentos não serem acessíveis à boa parte da população, por limitações econômicas, há também os consumidores com restrições alimentares

“Acreditamos que a alface possa contribuir para reduzir a deficiência desse mineral no organismo da população, visto que é a hortaliça folhosa mais consumida, é um alimento simples, sem necessidade de preparo, acessível e que já está diariamente na mesa da população brasileira”, diz o pesquisador do IAC, da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA).

A biofortificação de alimentos tem sido feita sobretudo com grãos e cereais, principalmente arroz, trigo e milho, que reúnem a maioria das calorias consumidas pelas pessoas. Porém, em razão da dinâmica do fluxo do zinco e da água nessas culturas, o nutriente fica em maior quantidade nas folhas e pouco disponível nos grãos, que são consumidos pela população. “Por esse motivo, as plantas que possuem as folhas como parte comestível, como a alface, têm um potencial muito grande para serem biofortificadas com zinco e auxiliar no suprimento deste nutriente para a população”, diz Carolina, que ingressou na Pós-Graduação IAC em 2014, no mestrado, e em 2016, no doutorado. Ela é graduada em Engenharia Agronômica, pela Universidade Federal de São Carlos (UFSCar).

Novo projeto envolve zinco + bactérias benéficas

Um novo projeto em biofortificação com zinco e bactérias benéficas na cultura de alface está sendo desenvolvido no Instituto Agronômico (IAC), com financiamento da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP). A nova pesquisa irá avaliar a tecnologia aplicada à cadeia de produção, na linha de nutrição de plantas e a eficiência do processo com a biofortificação de zinco em conjunto com bactérias benéficas, segundo Purquerio.

Os pesquisadores esperam que as bactérias auxiliem no processo de absorção de zinco, ou seja, acarretem maior eficiência no processo, com menor dosagem de zinco. De acordo com Carolina, após essa etapa, os resultados serão validados em canteiros com fertirrigação e também em hidroponia para determinação das doses nesses sistemas de produção.

Com informações da Secretaria de Agricultura e Abastecimento de SP

Clique aqui para ver reportagem da EPTV sobre a pesquisa inovadora do IAC: Pesquisadores do IAC desenvolvem alface capaz de aumentar a imunidade.

Covid-19 e embalagem: Ital aponta reflexos da pandemia em sustentabilidade e tendências no mercado

Pesquisadora Leda Coltro é esperançosa quanto à conscientização diante da maior percepção da quantidade do resíduo gerado (Crédito: Freepik)

Diante da maior preocupação com higiene para evitar a contaminação pelo novo coronavírus, a pesquisadora Leda Coltro, do Instituto de Tecnologia de Alimentos (Ital), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, afirma que houve aumento do uso de embalagem e produtos descartáveis. Isso vai na contramão do banimento progressivo de embalagens descartáveis assinado por mais de 350 organizações na União Europeia em outubro de 2018, o chamado Compromisso Global para a Nova Economia dos Plásticos, com a visão de economia circular, mantendo-os na economia e fora dos oceanos.

“Dentre as empresas que assinaram estão seis das top 10 de bens de consumo, quatro das top 10 produtoras de embalagens plásticas, cinco das top 15 varejistas e duas das maiores empresas de serviços ambientais”, especifica Leda, que é bacharel em Química, mestre e doutora em Físico-Química. Segundo a pesquisadora, são seis as características da economia circular proposta: eliminação da embalagem problemática e desnecessária através de redesign, inovação e novos modelos de entrega; reutilização quando relevante, reduzindo a necessidade do descartável; todas as embalagens 100% reutilizáveis, recicláveis ou compostáveis; todas de fato reutilizadas, recicladas ou compostadas; dissociação de recursos finitos, com redução de plásticos virgens através de reuso ou reciclagem; toda embalagem plástica livre de produtos químicos perigosos.

Um exemplo de iniciativa que vai de encontro a essa proposta é a Loop, plataforma de varejo lançada no Fórum Econômico Mundial em Davos, uma divisão da Terracycle em parceria com Nestlé, P&G, Unilever, Mars e PepsiCo. Os projetos-piloto na França e nos EUA envolveram venda de produtos com embalagem retornável através do e-commerce do Carrefour, em maio de 2019 em Paris, e venda de sorvete em pote de alumínio de parede dupla para permitir reutilização no primeiro semestre de 2019 em Nova York: são enviados em sacola própria da plataforma, que depois é retirada na casa do consumidor com a embalagem vazia, a qual é higienizada e reabastecida.

“O vai e vem da embalagem preocupa a população em relação à contaminação pelo coronavírus, então a reutilização não tem sido priorizada. Neste ano, no entanto, foi lançado um sistema reutilizável de sabonete líquido no mercado europeu, em supermercados de duas cidades da Alemanha em projeto-piloto que terá a duração de seis a oito meses. As garrafas reutilizáveis são feitas de PET reciclado, que ao fim do teste serão recicladas. As formulações precisam suportar a carga adicional de enchimento, a máquina precisa de protocolos de limpeza adicionais e no código de barras constam lote, escolha da fórmula e ciclos de recarga. Luzes de LED dão feedback quando a embalagem está cheia ou se o código de barras está impresso”, detalha.

Para Leda, a alternativa à desconfiança quanto à reutilização seria adotá-la no ambiente industrial, onde a limpeza tem menor risco de contaminação pelo menor manuseio dos materiais. No entanto, ela lembra que não há evidência de que embalagens de uso único contribuem mais ou menos do que as reutilizáveis no contágio do novo coronavírus. “A melhor maneira de os consumidores se protegerem é seguindo as recomendações das autoridades de saúde pública em relação às boas práticas sanitárias”, frisa Leda, que também pondera quanto ao receio dos produtos sem embalagem. “Não há evidências de contaminação por produtos in natura, desde que todos os cuidados de higiene sejam adotados.”

Apesar do cenário negativo para a sustentabilidade, Leda é esperançosa quanto à conscientização do consumidor diante da maior percepção da quantidade do resíduo gerado nas residências e acredita no investimento em alternativas para garantir a correta destinação dos recicláveis. “Como a triagem dos materiais recicláveis tem ocorrido somente onde há separação mecânica, como na cidade de São Paulo e algumas cidades do Exterior, é esperado também o aumento do uso de sensores ópticos e uso de robôs (automação) para a separação dos recicláveis”, diz. “É esperado que haja reivindicação para que haja mais reciclagem e espera-se que a população também se empenhe no retorno dessas embalagens para que a reciclagem aconteça, seja por catadores, por pontos de coleta ou pela coleta seletiva”, finaliza.

Adaptação de embalagens e tendências

“A pandemia transformou completamente as exigências do consumidor e as indústrias de embalagem vão ter que se adaptar”, frisa o pesquisador Gustavo Moraes, que também atua no Centro de Tecnologia de Embalagem (Cetea) do Ital. Bacharel e mestre em Química, ele detalha como as novas preocupação impactam a atuação do setor: além de preocupações sobre o design com relação a proteção do produto, aumento de tempo de prateleira, comunicação com o consumidor e conveniência na utilização da embalagem, terão que ser levados em conta fatores como facilidade na higienização, aproximação com narrativas sustentáveis e adaptação para e-commerce e delivery.

“Tendências de sustentabilidade como redução de espessura, substituição por monomateriais, design otimizado e busca por polímeros de origem não fóssil terão que ser balanceadas com questões de saúde e de higiene. Mesmo que num primeiro momento o consumidor esteja preocupado com questões de saúde, ele não deixará de lado questões de sustentabilidade”, ressalta.

“Algumas tendências que já estavam em ascensão foram catalisadas nesse período de pandemia, como a digitalização da cadeia de valor, com ferramentas cada vez mais presentes como inteligência artificial, IoT [internet das coisas] e rastreio de embalagens por radiofrequência e comunicação de campo próximo”, completa.

“O isolamento social diante da pandemia da Covid-19 fez com que comércio, bares e restaurantes fossem total ou parcialmente fechados. Isso fez explodir serviços como e-commerce e delivery. Uma pesquisa brasileira mostrou que apenas 26% dos consumidores concordam que as embalagens são adequadas para o delivery, o que mostra a grande possibilidade de desenvolvimento nessa área”, finaliza.

Para o pesquisador do Ital, uma tendência antes da pandemia que deverá sofrer alteração é a embalagem on the go, que o consumidor manipula o alimento ou a região da embalagem em contato direto com a boca enquanto se locomove. “Uma das soluções que podem ser adotadas para contornar esse problema é o uso da tecnologia de delaminação, em que o consumidor retira uma camada externa da embalagem, expondo uma camada interna livre de contaminação. Mas esse tipo de tecnologia tem que ser trazido ao consumidor de tal forma que ele não rejeite o produto por associá-lo ao desperdício de material”, exemplifica.

Outros exemplos citados são as melhorias em embalagens para delivery como as seláveis e com lacres. “Trazem mais segurança para o consumidor de que a embalagem não foi violada do momento que saiu do estabelecimento até chegar na sua casa”, explica Gustavo Moraes, que também menciona o maior uso do QR Code “para trazer informações sobre ingredientes utilizados, processos envolvidos, promoções de novos produtos, informações sobre o restaurante e diversas outras que possam ser interessantes para o consumidor”, detalha, ressaltando que todas as embalagens devem ter aprovação para contato com alimentos.

O pesquisador do Ital aproveita para destacar oportunidades para o e-commerce, que incluem embalagens mais fáceis de serem higienizadas com garantia de proteção do produto e segurança contra adulterações, com o uso de lacres. Outros exemplos são embalagens que permitem o enchimento rápido, portanto facilitando o processo de envio, e embalagens que podem ser utilizadas para devoluções caso o produto venha com defeito ou precise ser trocado.

Também são consideradas estratégicas as embalagens otimizadas para o processo de estocagem para não serem degradadas, a associação das embalagens primária e secundária e rastreamento para que o consumidor acompanhe o transporte e tenha uma previsão da data de entrega, além daquelas que permitem experiências de unboxing mais positivas. “Embalagens instagramáveis ou que proporcionam um momento de prazer na abertura tornam-se atrativas.”

Fonte: Jaqueline Harumi, do ITAL

Instituto Geológico promove 10º Seminário de Iniciação Científica

No dia 29 de setembro de 2020, das 14h às 17h, o Instituto Geológico (IG) realizará o 10° SEMINÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA PIBIC-IG. O evento é organizado pelo Comitê Institucional do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica do Instituto Geológico (PIBIC-IG).

Na ocasião, serão apresentados os trabalhos de Iniciação Científica do PIBIC-IG (Ensino Superior) e PIBIC-IG Junior (Ensino Médio). Os trabalhos de Iniciação Científica têm caráter multidisciplinar e uma temática moderna, que refletem parte da produção científica do instituto. Profissionais, técnicos, professores e o público geral estão convidados a participar do referido evento.

Para acessar a Programação CLIQUE AQUI.

10° Seminário de Iniciação Científica PIBIC-IG

Data: 29 de setembro de 2020
Horário: das 14h00 às 17h00
Local: facebook.com/igeologicosp

Diretor do IAC toma posse como membro titular da Academia Brasileira de Ciências

Marcos Machado, diretor do Instituto Agronômico de Campinas (IAC)

A Academia Brasileira de Ciências (ABC), na área de Ciências Agrárias, conta com um representante do Instituto Agronômico (IAC), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo. O pesquisador científico e diretor-geral do IAC, Marcos Antônio Machado, tomou posse como membro titular da Academia no dia de ontem, 23 de setembro de 2020. A apresentação dos novos membros ocorreu durante a Reunião Magna Virtual da ABC, que seguirá também nos dias 25 e 29 de setembro e será encerrada em 2 de outubro. A programação completa está neste link, nele é possível fazer a inscrição gratuitamente. Com o tema “O Mundo a partir da COVID-19”, o evento terá tradução simultânea.

Os membros titulares da ABC são cientistas com destacada atuação científica, radicados no Brasil há mais de dez anos. Machado é diretor-geral do IAC desde 24 de janeiro de 2019 e pesquisador científico do Instituto na área de citricultura. Foi diretor do Centro de Citricultura “Sylvio Moreira” do IAC de 17 de maio de 2003 a 1º de agosto de 2018, quando se tornou diretor-técnico do Centro de Programação de Pesquisa do IAC. É engenheiro agrônomo formado pela Universidade de Brasília, em 1978, tem mestrado em Fisiologia Vegetal pela Universidade Federal de Viçosa, em 1981, e doutorado em Agronomia, pela Justus Liebig Universitat, Giessen, na Alemanha, em 1987.

Segundo Machado, a Academia é o fórum mais qualificado, científico e tecnologicamente, não só no Brasil como em todo o mundo. “Ser eleito significa ser aprovado pelos seus pares nesse elevado fórum, é um reconhecimento mundial, sinto-me particularmente contente de estar na Academia, principalmente porque represento um dos setores mais importantes do Brasil, que é a agricultura”, avalia.

Para ele, o ingresso na ABC é extremamente importante, não apenas do ponto de vista pessoal, mas também para o Instituto. Isso porque representa, em certo aspecto, o reconhecimento do trabalho do pesquisador dentro da instituição e do setor em que atua o cientista eleito. “Porque ninguém faz o trabalho isolado, existe todo o suporte institucional e o apoio das equipes, que resultam nesse reconhecimento”, ressalta.

Além das atividades no IAC, Machado coordena o Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia de Genômica Comparativa e Funcional e Melhoramento Assistido de Citros (INCT II), apoiado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP) e pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). É também membro da Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) e do Comitê Assessor do CNPq na área de Biotecnologia.

O pesquisador toma posse no momento em que a ciência está no auge dos holofotes mundiais por conta da pandemia. Por outro lado, a ciência nacional vive uma crise de valorização. “Estar na Academia neste cenário é extremamente importante, na medida em que a própria pandemia e a situação atual do Brasil e do mundo valorizam a ciência por um lado e, por outro, a desvalorizam”, analisa.

Para Machado, ser membro da Academia é estar alinhado com o pensamento científico de realmente conduzir a ciência no agro. “Lembrando que minha posição é como membro titular representando a agricultura”, pontua o diretor-geral do IAC. Ele já foi agraciado com os prêmios Frederico de Menezes Veiga, da Embrapa, em 2005; Prêmio Summa Fitopatologica de Melhor Artigo Científico, do Grupo Paulista de Fitopatologia, em 2002 e em 1996; Mérito Científico e Tecnológico do Governo do Estado de São Paulo, em 2000; e Ordem Nacional do Mérito Científico, do Ministério da Ciência e Tecnologia, em 1998, dentre outros.

O pesquisador destaca que o agro tem demonstrado sua relevância na economia e relembra que esse setor conquistou esse posto graças aos investimentos em ciência e tecnologia. “Esse investimento começou todo no Instituto Agronômico, depois se espalhou em outras áreas do país, mas o berço desse investimento é o Instituto Agronômico”. Na posição de gestor do IAC, Machado valoriza a qualificação da equipe como condutora ao futuro do conhecimento. Ele enxerga a unidade de pesquisa como geradora e difusora de ciência e tecnologia, considerando o agricultor como usuário constante dos recursos gerados.

Segundo o novo membro titular, a Academia Brasileira de Ciências, por ser independente, apartidária, multidisciplinar e alinhada com todo o princípio de uma instituição dessa natureza nos outros países, ela representa um fórum de defesa da ciência e da tecnologia. “Está sempre atenta às mudanças e reivindicando as melhorias das condições de ciência e tecnologia por entender que esse é o único caminho para o desenvolvimento, considera Machado, que também atua como orientador de mestrado e doutorado em cursos de pós-graduação da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), nas áreas de genética, biologia molecular e biologia funcional e molecular; e na Universidade Estadual Paulista (Unesp), na área de genética. “A Academia é supra institucional e extremamente importante na defesa desses princípios da ciência e tecnologia em todos os setores.”

A relação dos novos membros titulares da ABC resultou da eleição na Assembleia Geral Ordinária, realizada em 3 de dezembro de 2019, na Sede da ABC, no Rio de Janeiro. Não fosse a pandemia, a posse dos novos Acadêmicos teria sido realizada na Capital carioca, na Escola Naval, em maio passado.

Além de Machado, os novos Acadêmicos eleitos como membros titulares nas respectivas áreas na ABC são: Gregório Pacelli Feitosa Bessa, nas Ciências Matemáticas; Cláudia Lúcia Mendes de Oliveira nas Ciências Físicas; Aldo José Gorgatti Zarbin e Silvia Stanisçuaski Guterres nas Ciências Químicas; Maria Teresa Fernandez Piedade e Monica da Costa Pereira Lavalle Heilbron nas Ciências da Terra; Marcos Silveira Buckeridge nas Ciências Biológicas; Aldo Ângelo Moreira Lima, Maria Aparecida Juliano e Santuza Maria Ribeiro Teixeira nas Ciências Biomédicas; Antonio Egidio Nardi nas Ciências da Saúde; Marcia Walquiria de Carvalho Dezotti nas Ciências da Engenharia; Ricardo Ventura Santos nas Ciências Sociais. Os membros correspondentes recém-eleitos são John G. Hildebrand, da University of Arizona; George Fu Gao, da University of Chinese Academy of Sciences; e Denis Vialou, do Muséum National d’Histoire Naturelle.

Fonte: Carla Gomes, assessora de imprensa do IAC

Instituto Butantan promove testes contra o coronavírus em presídio

O Instituto Butantan vem promovendo ações de testagem para prevenir a proliferação do novo coronavírus nos presídios paulistas. O vídeo abaixo mostra os bastidores da testagem promovida na Penitenciária Masculina de Piracicaba, no interior de São Paulo, onde as visitas presenciais estão suspensas e muitos perderam familiares para a Covid-19.

A testagem é fundamental para prevenir que a doença se espalhe. Estudos científicos apontam que até 80% das pessoas com a Covid-19 não têm sintomas e seguem transmitindo a doença sem saber. De 1.650 reeducandos que cumprem pena na penitenciária, 49 tiveram diagnóstico confirmado para a Covid-19 e apenas dois evoluíram para a forma grave da doença e necessitaram de hospitalização.

Clique na imagem abaixo para assistir ao vídeo.

PL 529: Presidente da APqC alerta para prejuízos à população causados pela extinção de institutos de pesquisa

Na manhã de hoje (23), o presidente da Associação dos Pesquisadores Científicos do Estado de São Paulo (APqC), dr. João Paulo Feijão Teixeira, foi entrevistado pelo Jornal da Rede Alesp, da TV da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), e falou sobre os impactos negativos do Projeto de Lei (PL) 529/2020 à população paulista, caso seja aprovado pelos deputados.

Entre outras medidas, o PL de autoria do Governo do Estado de São Paulo determina a extinção do Instituto Florestal e da Superintendência de Controle de Endemias (Sucen), além da fusão dos institutos Geológico e de Botânica — o que, segundo o presidente da APqC, significaria, na prática, a extinção desses dois órgãos.

Na entrevista, Feijão Teixeira destaca a importância do trabalho desenvolvido pelos institutos públicos e suas autarquias. No caso da Sucen, diz que sua extinção poderá representar o aumento dos casos de dengue e outras endemias, sobretudo nas cidades do interior de São Paulo. “A Sucen é a responsável por fazer o controle dos vetores de várias doenças e auxiliar as prefeituras no combate a eles.”, alerta.

Ele reconheceu a necessidade de o Estado buscar meios de superar a dificuldade econômica causada pela pandemia do novo coronavírus, mas chamou a atenção para a forma “equivocada” como iso tem sido feito pelo governo estadual: “O PL 529 vai matar a ‘galinha dos ovos de ouro’ do Estado de São Paulo, pois quando a pandemia passar precisaremos contar com os institutos de pesquisa e com nossos cientistas para a retomada do crescimento. Acabar com eles limita o que virá pela frente em termos de desenvolvimento econômico.”, afirma.

O presidente da APqC falou ainda sobre as emendas que foram apresentadas pela Associação como forma de impedir que o PL cause danos irreversíveis aos institutos. “Há dificuldade de viabilizar essas emendas junto à Alesp, por isso temos mantido contato frequente com deputados, informando sobre as consequências que ele trará para a população paulista e não apenas para os pesquisadores.”, diz.

Para assistir a entrevista na íntegra clique no vídeo abaixo.

Presidente da APqC e pesquisadores participam amanhã de live em defesa dos institutos de pesquisa

O presidente da Associação dos Pesquisadores Científicos do Estado de São Paulo (APqC), João Paulo Feijão Teixeira, e os pesquisadores Paulo Fernandes (Instituto Geológico), Helena Dutra (Instituto Florestal), Inês Cordeiro (Instituto de Botânica) e Horácio Teles (Pesquisador da SUCEN) participam, amanhã (24), às 20h30, de uma conversa com o deputado estadual Carlos Giannazi e o vereador Celso Giannazi. O tema principal será o PL 529 e seus impactos negativos na pesquisa científica e nos institutos que serão extintos, caso o projeto do governo seja aprovado. O evento pode ser acompanhado pelas redes sociais dos parlamentares e também pelo Facebook da ApqC. Agende-se e ajuda a divulgar esta importante atividade em defesa dos institutos de pesquisa do Estado de São Paulo.

Entrevista: Presidente da APqC fala sobre os impactos do PL 529

Às 10h40 de hoje (23/09), o presidente da Associação dos Pesquisadores Científicos do Estado de São Paulo (APqC), Dr. João Paulo Feijão Teixeira, fala ao vivo com a TV ALESP. Em pauta, o PL 529 e seus impactos nos institutos de pesquisa.

Epidemia do coronavírus está em desaceleração no Brasil, segundo pesquisadores

Segundo os dados mais recentes da pesquisa Epicovid-19 BR, divulgados na semana passada, o percentual de brasileiros que apresentam anticorpos contra o novo coronavírus caiu de 3,8% em junho para 1,4% em agosto. Na avaliação dos autores, o resultado é um forte indício de que a epidemia está em desaceleração na maior parte do país.

A quarta fase da coleta de dados do projeto incluiu 33.250 participantes de 133 cidades e foi conduzida entre os dias 27 e 30 de agosto por uma equipe coordenada por Pedro Hallal, reitor da Universidade Federal de Pelotas (UFPel). Outras duas etapas de coleta devem ser realizadas nos próximos meses, com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp).

Nas três etapas anteriores – uma concluída em maio e outras duas no mês de junho, nas mesmas 133 cidades –, a soroprevalência havia seguido tendência de elevação: 1,9%, 3,1% e 3,8%, respectivamente. A exceção foi a região Norte, onde em algumas localidades fortemente afetadas no início da pandemia os pesquisadores registraram queda na proporção de soropositivos entre a segunda e a terceira fases do estudo.

De acordo com Hallal, quando a pesquisa começou, acreditava-se que os anticorpos contra o novo coronavírus (SARS-CoV-2) permaneciam um longo tempo no organismo, assim como ocorre no caso do coronavírus causador da síndrome respiratória aguda grave (SARS-CoV), que é muito parecido.

No entanto, evidências mais recentes indicam que o teste rápido – feito com uma gota de sangue extraída do dedo – capta com sensibilidade as infecções recentes, de até 45 dias, podendo também detectar infecções graves um pouco mais antigas.

“Inicialmente, tratávamos a Epicovid como uma filmadora, que poderia mostrar a evolução da soroprevalência no país ao longo da epidemia, de forma cumulativa. Agora, sabemos que os anticorpos têm duração limitada e, portanto, o que temos são várias fotografias de momentos diferentes. Embora não seja possível estimar o total de brasileiros que já teve contato com o vírus em algum momento da vida, conseguimos ver com precisão o percentual de pessoas que foram infectadas recentemente e esse número está claramente caindo”, explica o pesquisador à Agência Fapesp.

Tendências

Hallal destaca que os resultados mais recentes revelam uma mudança na faixa etária dos infectados entre junho e agosto. Nos primeiros meses da pandemia, a soroprevalência foi maior entre pessoas de 20 a 50 anos, justamente aquelas em idade produtiva e que tiveram mais dificuldade para aderir ao distanciamento social. Agora, o percentual diminuiu nesse grupo e aumentou entre crianças e idosos.

Do ponto de vista socioeconômico, a tendência se manteve estável em todas as fases da pesquisa: pessoas cujas famílias se encontram entre as 20% mais pobres da população apresentam prevalência mais de duas vezes superior à observada entre os 20% mais ricos.

Houve uma queda importante da prevalência entre indígenas nos últimos meses – reflexo da desaceleração da epidemia na região Norte. Por outro lado, pretos e pardos continuam a apresentar maior chance de infecção em comparação aos brancos.

“Nesta quarta fase, ficou bem clara a interiorização da pandemia. Hoje, o vírus está muito mais forte nos municípios do interior do que nas capitais – o que é muito diferente do observado nas fases anteriores”, comenta Hallal.

As cidades com maior soroprevalência na última medição foram Juazeiro do Norte (8%) e Sobral (7,2%) – ambas no Ceará. Na sequência estão as paraenses Santarém (6,4%) e Altamira (5,2%). No estado de São Paulo, a primeira colocada é Ribeirão Preto (2,8%), seguida por Araçatuba (2%), Campinas (0,8%) e capital (0,8%).

“Esse tipo de resultado é importante para guiar as políticas de saúde, pois revela a realidade sanitária de cada região”, completa Hallal.

Fonte: Governo do Estado de São Paulo

APqC solicita retirada de artigos do PL 529 para tentar evitar a extinção de Institutos de Pesquisa

Com texto da advogada Dra. Helena Goldman, nossa assessora jurídica, a Associação dos Pesquisadores Científicos do Estado de São Paulo (APqC) torna pública uma série de solicitações que encaminhou aos deputados da ALESP sobre o projeto de lei (PL) 529, de 2020, que determina, entre outras medidas, a extinção do Instituto Florestal.
Além de informar os parlamentares sobre o papel prestado à sociedade pelos institutos de pesquisa que estão sob ameaça, a APqC visa orientar a sociedade no sentido de evitar que a pesquisa científica seja prejudicada com a aprovação do PL, assim como o meio ambiente e o próprio desenvolvimento econômico do estado.
No texto, que você pode acessar na íntegra logo abaixo, a APqC solicita a retirada de alguns artigos do PL e faz um breve relatório da importância e do retorno social proporcionado pelo trabalho do Instituto Florestal, Instituto de Botânica e Instituto Geológico, e de autarquias como a Superintendência de Controle de Endemias (SUCEN), que serão as instituições mais afetadas em caso de aprovação da lei.
As reivindicações da APqC serão encaminhadas também ao Governo do Estado de São Paulo e aos pesquisadores associados.

EDITAL DE CONVOCAÇÃO DE ASSEMBLEIA GERAL EXTRAORDINÁRIA 28/10

Comunicado – Alteração do Link da assembleia 28/10

Caros colegas,

Pensando em atender os associados que não poderão participar, informamos que a assembleia será gravada e, ao final do evento, será divulgada a gravação nos canais online da APqC. Por esse motivo o endereço online precisou ser alterado para meet.google.com/xtq-skxv-rfu.

Reforçamos que a confirmação de presença é recomendada para evitar complicações de acesso.

Demais duvidas deve ser encaminhada a secretaria da associação no e-mail secretaria.apqc@gmail.com

Comunicação APqC

Estão convocados os associados da Associação dos Pesquisadores Científicos do Estado de São Paulo para participarem da Assembleia Geral Extraordinária que se realizará em formato virtual, por meio da plataforma “Google Meet”, através do link: https://meet.google.com/zpk-kiip-vxn, no dia 28 de outubro de 2020, às 13:30h, em primeira convocação e às 14:30h em segunda convocação, visando  a reforma do Estatuto Social da APqC Associação dos Pesquisadores Científicos do Estado- APqC, cujas alterações estão em realce, no projeto anexo.

Objetivando facilitar a organização da assembleia, solicitamos aos interessados que confirmem presença por e-mail:  secretaria.apqc@gmail.com .

Em 48 horas úteis antes da assembleia, será realizada uma reunião na plataforma “Google Meet”, aberta a todos os interessados para esclarecimentos de dúvidas sobre a utilização da plataforma virtual, cujo link será disponibilizado no site da APqC.  Qualquer outra dúvida também poderá ser encaminhada via e-mail: secretaria.apqc@gmail.com

Campinas, 11 de agosto de 2020.

Leia a íntegra: