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Última chamada para a Assembleia Geral Extraordinária

urgenteA Associação dos Pesquisadores Científicos do Estado de São Paulo (APqC) convoca seus pesquisadores para Assembleia Geral Extraordinária a ser realizada no próximo dia 21 de fevereiro (quinta-feira), a partir das 12h30, no Polo Regional Centro Sul, no Salão de Eventos, Rod. SP 127, km 30, em Piracicaba (SP). É fundamental a presença de todos e todas, pois estaremos discutindo questões cruciais para os nossos institutos.

Além dos temas urgentes que exigem mobilização constante, como a necessidade da abertura imediata de concursos públicos para repor vagas em pesquisa e pessoal de apoio, falaremos do desmonte dos Departamentos de Descentralização do Desenvolvimento (DDDs), que está em curso, e da unificação entre o Instituto de Pesca e o Instituto de Zootecnia, que deve ocorrer nos próximos dias, caso não haja contraponto por parte da nossa categoria.

A posição da APqC sobre este último ponto da pauta será definida nesta Assembleia Geral Extraordinária, de modo que a participação em peso dos pesquisadores se faz necessária. A fusão do Instituto de Pesca com o Instituto de Zootecnia, ambos com mais de 50 anos de existência, poderá significar a extinção de cargos e de algumas atribuições, colocando em risco não apenas o desenvolvimento de pesquisas específicas, mas também o serviço oferecido por estes institutos à sociedade.

A APqC pede a todos e todas que confirmem presença no link a seguir. Estaremos disponibilizando ônibus, que sairá de Campinas, Nova Odessa e São Paulo, em hora e locais a serem definidos em breve, para aqueles que tenham dificuldade de deslocamento. Contamos com a adesão dos colegas.

Confirme sua participação aqui.

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APqC se reúne com o Dr. Antônio Batista, novo coordenador da APTA

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Na semana passada, a Associação dos Pesquisadores Científicos do Estado de São Paulo (APqC) se reuniu com o novo coordenador da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA), Dr. Antônio Batista.

O primeiro ponto da pauta foi dar ciência ao representante do governo sobre todas as ações realizadas pela APqC no ano de 2018, principalmente no tocante ao aumento de vencimentos da carreira de pesquisador científico, conforme dispõe o PLC 04/2018, que objetiva a equivalência de vencimentos entre os pares, e o Processo SAA 13.999/2018, que busca a recomposição salarial de 2010 à 2018 no montante de 54,44%, bem como o aumento do interstício entre os níveis da carreira, a fim de que o salário do nível I da série de classes de pesquisador científico seja competitivo.

“É importante adequar o salário ao perfil do candidato ao cargo que ingressa, pois na maioria das vezes os aspirantes já contam com a qualificação de doutorado. Isso evitaria a evasão dos quadros nos níveis iniciais da carreira de pesquisador, que superaram 70% no último concurso realizado em 2003”, disse a presidente da APqC, Cleusa Lucon. O coordenador entendeu tratar-se de pleito justo, dando total apoio às reivindicações acima.

Quanto à reposição dos quadros, o Dr. Antônio Batista informou que não existe previsão de novos concursos. Disse ainda que o novo Secretário de Agricultura e Abastecimento (SAA) é administrador e está colhendo dados sobre a produtividade das pesquisas e dos pesquisadores.

O coordenador informou que irá unificar o Instituto de Pesca e Instituto de Zootecnia, a fim de propiciar o melhor aproveitamento dos recursos financeiros e capacidade de trabalho, como uma forma de fortalecer a instituição.

Dr. Prucoli lembrou que inicialmente, antes da reforma de 1970, ambos institutos eram divisões técnicas denominadas como Divisão de Pesca e Divisão de Zootecnia e Nutrição Animal, pertencentes ao Departamento da Produção Animal.

Quanto aos Departamentos de Descentralização do Desenvolvimento (DDD), Dr. Batista afirmou que há um estudo para restruturação dos mesmos e que a Procuradoria do Estado já está preparando a minuta. Segundo ele, a ideia inicial é “transformar o DDD em uma unidade dos próprios Institutos de Pesquisa e que os pontos positivos seriam que as referidas unidades teriam a proteção do artigo 272 da Constituição Paulista, bem como facilitaria a provisão de recursos financeiros”. Ele se comprometeu também a não alienar nenhuma área.

O engenheiro agrônomo Dr. Wilson Tivelli, tesoureiro da APqC, lembrou que o DDD foi criado para atender as demandas regionais, em atenção à Constituição Federal do Brasil, que visa reduzir as desigualdades sociais e regionais, aproximando o governo do Estado com a demanda local. Enfatizou ainda a importância da autonomia administrativa do Polo.

Dr. Joaquim Adelino, vice-presidente da APqC, indagou como ficariam as unidades que possuem pesquisadores de diferentes institutos e a qual Instituto se vinculariam. Além disso, questionou sobre como os recursos financeiros chegariam às unidades e o que aconteceria com os recursos financeiros gerados por elas. Dr. Batista entendeu que os recursos devem voltar para o Diretor do Instituto, que decidirá aonde os recursos devem ser aplicados.

Dra. Cleusa Lucon enfatizou a importância do diálogo e a importância da pesquisa científica e o seu grande retorno financeiro. Também solicitou ao novo coordenador da APTA que intermediasse uma reunião entre a APqC e o Secretário de Agricultura e Abastecimento. Dr. Batista afirmou que irá providenciar esta solicitação.

Participaram da reunião, representando a APqC, a Dra. Cleusa Lucon, Dr. Joaquim Adelino, Dr. Wilson Tivelli, Dra. Addolorata Colariccio, Dr. Orlando Prucoli e a Dra. Helena Goldman.

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Urgente: APqC convoca para Assembleia Geral Extraordinária

A Associação dos Pesquisadores Científicos do Estado de São Paulo (APqC) convoca a todos os seus pesquisadores e pesquisadoras para assembleia geral extraordinária a ser realizada no próximo dia 21 de fevereiro (quinta-feira), a partir das 12h30, no Polo Regional Centro Sul, no Salão de Eventos, Rod. SP 127, km 30, em Piracicaba (SP).

Em sua última reunião ordinária, ocorrida no dia 11, a diretoria da APqC decidiu fazer a presente convocação diante do aparecimento de questões que se colocam como urgentes à nossa categoria. Algumas delas foram previamente discutidas com o coordenador da APTA, Dr. Antônio Batista, tais como: reposição salarial, o andamento do PLC 04/2018, a realização de concursos públicos, o desmontes dos Departamentos de Descentralização do Desenvolvimento (DDDs) e a unificação do Instituto de Pesca com o Instituto de Zootecnia.

Sobre este último ponto, que integra a reforma administrativa e a reestruturação dos institutos pretendidas pelo governo do Estado, a APqC se posicionará oficialmente após consultar os pesquisadores associados na assembleia geral extraordinária. É de suma importância que tomemos uma posição rápida e consensual, pois informações que nos chegam dão conta de que a unificação de dois dos nossos institutos está prestes a ser assinada pelo governador.

A fusão do Instituto de Pesca com o Instituto de Zootecnia, ambos com mais de 50 anos de existência, poderá significar a extinção de cargos e de algumas atribuições, colocando em risco não apenas o desenvolvimento de estudos e pesquisas já em curso, mas também o serviço oferecido por estes institutos à sociedade.

É importante a participação de pesquisadores e pesquisadoras de todos os institutos na nossa assembleia geral extraordinária, pois o processo de reestruturação poderá vir a afetar os IP’s em sua integralidade. A adesão em massa se faz urgente também porque iremos discutir a elaboração do texto de uma moção, a ser assinada por várias entidades e personalidades de renome, denunciando a situação atual dos Institutos de Pesquisa e clamando pela abertura de concursos públicos.

Mobilizar para assegurar nossos direitos e garantir serviços de qualidade à população.

Assine a ficha de inscrição aqui: Assembleia Geral Extraordinária.

Att.,
Cleusa M. Lucon, presidente da APqC

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EDITAL DE CONVOCAÇÃO DE ASSEMBLEIA GERAL EXTRAORDINÁRIA

Estão convocados os associados da Associação dos Pesquisadores Científicos do Estado de
São Paulo para a Assembleia Geral Extraordinária que se realizará no dia 21 de fevereiro de 2019, às 12:30h, em primeira convocação, e às 13:30h, em segunda convocação, no Polo Regional Centro Sul, no Salão de Eventos, Rod. SP 127, km 30 – Estrada Piracicaba/Rio Claro.

Ordem do dia:

1. Informar sobre reunião com o Ilustre Coordenador da Apta, Dr. Antônio Batista, em 06.02.2019, especialmente sobre os seguintes pontos:

  • Reposição salarial (Processo SAA 13.999/2018);
  • PLC 04/2018;
  • Concurso público;
  • Unificação do Instituto de Pesca e Instituto de Zootecnia;
  • Departamento de Descentralização do Desenvolvimento – DDD;
  • Outros assuntos relacionados a carreira de Pesquisador Científico.

2. Tirar posicionamento de atuação da APqC frente as reformas administrativas do novo governo.

 

Campinas, 11 de fevereiro de 2019

Cleusa Lucon

Presidente da APqC – Biênio 2018/2019

 

Baixe o Edital de Convocação

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“O racismo na Saúde têm levado à morte da população negra”, afirma o pesquisador Luís Eduardo Batista

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O pesquisador científico Dr. Luís Eduardo Batista, do Instituto da Saúde, afirma que a Política Nacional de Saúde Integral da População Negra (PNSIPN), criada em 2006, não surtiu nenhum resultado efetivo para os negros brasileiros – e isso, segundo ele, porque os gestores do Sistema Único de Saúde (SUS) não veem como prioridade a implementação de políticas públicas voltadas para este segmento, que responde pela parcela mais vulnerável da sociedade.

Na pesquisa de campo que realizou em 2014, em parceria com a Profa. Dra. Sônia Barros, Batista chegou à uma conclusão alarmante: a ausência do Estado, nesta questão, têm custado a vida de milhares de pessoas negras, sobretudo de mulheres, que dependem do SUS. Ele diz ainda que a negligência reflete o racismo presente na sociedade e acarreta discriminação no atendimento ao público. O resultado é o adoecimento e a morte de pessoas negras em proporção muito superior a de pessoas brancas.

Para repercutir sua pesquisa e saber como os cientistas podem ajudar a combater este problema na área da saúde, a Associação dos Pesquisadores Científicos do Estado de São Paulo (APqC) entrevistou o Dr. Luís Eduardo Batista, que também é pós-Doutorado em Ciências da Saúde pela Escola de Enfermagem da Universidade de São Paulo (USP) .

APqC – Em sua pesquisa, o senhor afirma que as políticas públicas voltadas às pessoas negras, em especial a Política Nacional de Saúde Integral da População Negra (PNSIPN), criada em 2006, são praticamente ignoradas no Brasil. Como chegou a esta conclusão?

Dr. Luís Eduardo Batista – Em 2014, em parceria com a Profa. Dra. Sônia Barros, da Escola de Enfermagem da USP, submeti uma proposta à Fapesp (2014/24630-6), que foi aprovada. O objetivo do projeto de pesquisa era avaliar o processo de implementação da Política Nacional de Saúde Integral da População Negra, para avaliar o seu impacto na comunidade. Neste processo, contamos com o apoio do Conselho Nacional de Secretários de Saúde e do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde. Constatamos que dentre os 5.561 municípios do País, somente 57 relataram ter essa política implantada. É um número muito baixo.

De quem é a responsabilidade e por que estes números são tão baixos?

Todos somos um pouco responsáveis: gestores municipais, estaduais, profissionais de saúde. Hospitais e serviços privados, prestadores de serviço para o Sistema Único de Saúde. A população que é conivente com os constantes ataques que são feitos ao SUS também é responsável. Sim, porque é no SUS que a maioria da população negra é atendida.

O que significa, para a população negra, a ausência ou displicência do poder público na implantação desta política? Quais são os impactos mais visíveis?

Significa que as mulheres negras vão continuar morrendo seis vezes mais que as brancas. Vão morrer simplesmente por estarem grávidas. Significa que homens negros vão continuar morrendo três vezes mais do que brancos por tuberculose. Significa a manutenção ou o aumento da mortalidade da população negra por HIV/Aids. Hoje no Estado de São Paulo, por exemplo, taxas de mortalidade por HIV/Aids foram de 25,92 para homens negros e de 14,44 para brancos. Dentre as mulheres, as taxas são de 11,39 e 4,92 para as negras e brancas respectivamente. As mulheres negras morrem 2,3 vezes mais que as brancas por HIV/Aids. Eu ainda poderia apresentar o impacto da não implementação dessa política nas complicações e na mortalidade da população negra por hipertensão, transtornos mentais, câncer de colo de útero, câncer de próstata e outras doenças prevalecentes na população negra e que são negligenciadas pela Saúde.

O senhor diria que há um componente racista no desprezo com que são tratadas políticas públicas desta natureza? 

Sim, é disso que estou falando. O grupo de pesquisadores que estuda o tema na área da Saúde vem mostrando que todos guardamos uma pitada de racismo dentro de nós e isso tem de ser enfrentado, pois o racismo causa discriminação no atendimento do SUS aos negros e negras, levando-os ao adoecimento e à morte.

O senhor integra o colegiado gestor do Grupo de Trabalho Racismo e Saúde da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (ABRASCO). De que modo este GT atua no sentido de combater o problema apontado pela sua pesquisa?

A ABRASCO, ao entender que o racismo está na estrutura da sociedade e que está fazendo mal à saúde da população negra, decidiu enfrentar este problema. Somos aproximadamente 30 pesquisadores e pesquisadoras de institutos que se somam a algumas gestoras e movimentos sociais. O GT congrega a produção científica de pesquisadores que discutem racismo e saúde, as experiências dos movimentos sociais negros em saúde, as boas práticas de docentes que incluíram a temática racial na sua formação, a produção científica de gestoras e gestores do setor da saúde, em especial daqueles que são responsáveis pela Política Nacional de Saúde Integral da População Negra. Buscamos ainda estabelecer uma agenda de cooperação entre pesquisadores, gestores, profissionais de saúde e sociedade civil com vistas a evidenciar os impactos do racismo na saúde e construir estratégias conjuntas de promoção da equidade racial em saúde. Essa é a missão do GT.

Uma das desculpas mais comuns dadas pelos gestores para a não implantação de políticas como a PNSIPN é que não foram destinados recursos para implementá-la. O que o senhor diria a respeito deste argumento?

O gestor sempre diz que trata todo mundo igual, que o problema é a pobreza, que ele precisa de mais recursos e que seu município está investindo mais do que o teto de 15% dos recursos municipais na área da Saúde. Essa é uma realidade. O PNSIPN, de fato, não tem recursos específicos para a sua implantação, mas bastaria repensar ações que já são realizadas e encaixá-la.

Como o senhor rebateria as críticas, feitas por alguns setores da sociedade, de que políticas com recorte racial estimulariam a divisão social?

Eu te disse que as mulheres negras morrem seis vezes mais do que as brancas por morte materna. A mortalidade materna de mulheres negras é um problema no Estado de São Paulo. Existem dados que comprovam isto. Desconheço experiência de um gestor que tenha desenhado ações para reduzir a eclampsia, a pré-eclampsia e doenças hipertensivas que afetam diretamente as mulheres negras. Portanto, dizer que o Estado deve tratar todo mundo da mesma forma é naturalizar a desigualdade a que os negros estão submetidos.

São Paulo é o estado que mais aderiu ao programa, com 27 municípios, seguido por Minhas Gerais e Paraná, com quatro municípios cada. Por que essa disparidade? E por que estados do Nordeste, como a Bahia, onde a população negra é a maioria, praticamente não aderiram à PNSIPN?

Sim, proporcionalmente a Bahia tem maioria da população negra. Mas a população de São Paulo é de 44.189.571 e 30% dela é negra. Então, a maior população negra do país está aqui. E foi por isso que nós tivemos um momento em que o gestor estadual resolveu implementar ações de enfrentamento ao racismo. Vale salientar que essas ações foram realizadas num determinado momento histórico. No meu artigo “Política de saúde da população negra no Estado de São Paulo: focalizando para promover a universalização do direito à saúde?” descrevo as principais ações realizadas pela Secretaria de Estado da Saúde naquele período.

De que forma os pesquisadores científicos poderiam colaborar com políticas públicas de equidade?

A pesquisa é sempre um instrumento para dar respostas às necessidades da sociedade. Nós, pesquisadores científicos do Estado de São Paulo, temos cumprido essa missão. A contribuição dos pesquisadores pode se dar olhando para as iniquidades sociais, para as populações vulneráveis, para os territórios que demandam um olhar específico. Essa é uma bela colaboração que podemos dar. Mas, como cientistas, estamos imersos na sociedade, então há pesquisadores que pensam diferente de mim. Há quem diga que a política pública tem de atender todo mundo igual, que o problema da desigualdade é meramente econômico, que basta deixar a economia crescer que a população negra será incluída e deixará de morrer no SUS. Bem, há quem acredite que Ciência e Tecnologia só podem ser produzidas na universidade; que a pesquisa é custo e não investimento; que Institutos de Pesquisa que não produzem bens de consumo podem ser fechados… Carreira de pesquisador pra quê? Nós, pesquisadoras e pesquisadores do Instituto de Saúde, temos tido a felicidade de podermos cumprir nossa missão institucional, que é formar pessoas, assessorar gestores e produzir conhecimento para subsidiar a gestão pública.

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SBPC realiza seminário sobre a participação feminina na Ciência

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A SBPC – Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência convida a todos para o seminário “SBPC e as Mulheres e Meninas na Ciência”, que será realizado no dia 11 de fevereiro, na sede da entidade, em São Paulo. O evento reúne especialistas para refletir sobre a evolução da importância da mulher na ciência, as dificuldades para as cientistas chegarem aos cargos de liderança, bem como iniciativas que incentivam meninas a se interessarem e escolherem as carreiras de ciências.

O dia 11 de fevereiro foi declarado pela Assembleia Geral da Unesco como o “Dia de Mulheres e Meninas na Ciência”, tornando-se uma data mundialmente reconhecida. Esta comemoração deve-se ao número ainda inexpressivo de mulheres cientistas, já que em todo o mundo, menos de 30% dos cientistas são mulheres. Assim, também como parte das comemorações dos seus 70 anos, a SBPC – que já teve três mulheres presidentes e hoje a maioria da diretoria é composta por mulheres -, acredita que homenagear nossas cientistas e incentivar as meninas a se interessarem pela ciência é um ponto marcante de sua trajetória histórica, na qual tantas mulheres foram protagonistas do trabalho e anos de lutas e sucesso da maior sociedade científica do País.

O evento será organizado em quatro sessões. Uma primeira mesa debaterá a evolução da importância da mulher na ciência, a situação atual no País e quais caminhos podem ser tomados para uma plena igualdade de oportunidades. Logo em seguida, mulheres que chegaram à liderança em entidades científicas discutirão as dificuldades encontradas, como elas “quebraram” o teto de vidro e chegaram a cargos ainda majoritariamente ocupados por homens. A terceira mesa abordará projetos como a Feira Brasileira de Ciências e Engenharia (Febrace) – que tem tido uma participação cada vez maior e destacada de meninas -, o “Tem meninas no circuito”, do Instituto de Física da UFRJ, e os trabalhos desenvolvidos pela professora Joana D’Arc Felix, que desenvolve pesquisas de ponta com adolescentes de 14 a 18 anos, na Escola Técnica Estadual (ETEC) de Franca (SP).

Uma sessão especial celebrará mulheres e meninas cientistas com a apresentação do selo dos Correios, lançado em dezembro de 2018, em homenagem à cientista brasileira Johanna Döbereiner, indicada ao Nobel de Química em 1997 por seu trabalho com fixação biológica do nitrogênio e notável pelos estudos que impulsionaram a produção de soja no País.

O evento se encerra com o lançamento do prêmio “Carolina Bori Ciência & Mulher”, uma homenagem da SBPC às cientistas e futuras cientistas brasileira de destaque, que leva o nome de sua primeira presidente mulher.

O evento é gratuito e aberto a todos. Participe!

Serviço:
Seminário “SBPC e as Mulheres e Meninas na Ciência”
Data: 11 de fevereiro de 2019, segunda-feira, das 9h às 17h
Local: Salão Nobre do Centro Universitário Maria Antonia da USP
Rua Maria Antônia, 294, 3º andar – Vila Buarque, São Paulo, SP
Programação preliminar:

http://www.cienciaemulher.org.br/sbpc-realiza-seminario-sobre-mulheres-e-meninas-na-ciencia/

Inscrição GRATUITA!

https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSdt3NmJaC22wYGDbwoPqhCscbqCAONgZYN4uU0kyhN18bgjBg/viewform

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Visitas guiadas divulgam história e importância do Horto Florestal

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Com o objetivo de divulgar a origem e a importância do Parque Estadual Alberto Loefgren, que completa 123 anos no próximo domingo (10), o Instituto Florestal receberá seis novas edições da Caminhada Histórica no Horto Florestal, uma iniciativa dos Amigos do Museu Florestal e do Movimento Conservatio – Cultura de Áreas Protegidas.

A iniciativa surgiu no ano passado e, diante da grande adesão do público, foi mantida. Nesta edição, o trajeto inclui os principais atrativos do Horto Florestal, na zona norte de São Paulo, que ajudam a contar a história de sua criação através de suas construções, personagens e vegetação. O passeio contém ainda informações sobre a origem da primeira instituição dedicada à conservação das florestas paulistas no final do século XIX, nascida no Horto.

Está programada também uma visita ao Museu Florestal Octávio Vecchi, inaugurado em 1931, onde haverá uma apresentação de fotos antigas do Parque, além de outros itens do acervo.

A Caminhada Histórica no Horto Florestal tem entrada gratuita e acontecerá nos dias 10 de fevereiro, 27 de abril, 9 de junho, 17 de agosto, 12 de outubro e 7 de dezembro, sempre das 9h às 12h. O Parque está localizado na Rua do Horto, 931, em São Paulo. Mais informações pelo telefone (11) 2231-8555.

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Revista do Instituto Geológico lança dois volumes com artigos inéditos

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O Instituto Geológico, um dos institutos de pesquisa que fazem parte da Associação dos Pesquisadores Científicos do Estado de São Paulo (APqC), tem como missão principal a geração de conhecimento sobre o meio físico, por meio do desenvolvimento de estudos e aplicação de resultados em gestão ambiental e desenvolvimento sustentável.
A divulgação do conhecimento gerado pelo corpo técnico do instituto em todas as suas áreas de atuação (Geologia Geral, Paleontologia, Hidrogeologia, Geologia de Engenharia e Ambiental, Recursos Minerais, Geomorfologia, Dinâmica de Uso do Solo, Climatologia, Geoprocessamento e Monumentos Geológicos) é feita principalmente pela Revista do Instituto Geológico, que acaba de ganhar dois novos volumes contendo artigos relacionados às Geociências, assim como críticas e notas prévias.
Os artigos dos pesquisadores são inéditos e originais, sempre de cunho científico ou tecnológico, e podem ser acessados por qualquer pessoa pelo site da Revista do IG (clique aqui). Os volumes mais recentes – números 39 (1) e 39 (2) – trazem os seguintes artigos: O Ciclo das Rochas do Antropoceno: inserindo a agência humana no Sistema-Terra, de Alex Ubiratan Goossens Peloggi; Caracterização das rochas da Formação Estrada Nova como matéria-prima cerâmica no Estado de São Paulo, de Sergio Ricardo Christofoletti, Rogers Raphael da Rocha; Aplicação da análise isotópica de composto específico (Técnica CSIA) em perícias ambientais para distinguir diferentes fontes de contaminação, de Luiz Guilherme Poggio Teixeira e Ana Elisa Silva de Abreu; A propósito de modelos espaciais-temporais dos regimes naturais de geossistemas, de Valerian A. Snytko; Classificação e mapeamento geológico de terrenos Tecnogênicos (artificiais): uma análise comparativa, de Alex Ubiratan Goossens Peloggia; Legislação ambiental brasileira e geoconservação: análise comparativa do enquadramento legal no Brasil, Portugal e Espanha, de Magda Wolemberg da Silva Ferreira, José Bernardo Rodrigues Brilha e Adriana Ponce Coelho Cerântola; Histórico das pesquisas sobre solos até meados do século XX, com ênfase no Brasil, de Carlos Roberto Espindola; Métodos de remoção de íons fluoreto em água, de Mirian Chieko Shinzato, Sibele Ezaki, Ísis Cristina Garcia Saraiva e Gabriela Baptista Girard; e Novas transformações espantosas – o estrato geológico Humano redescoberto: promovendo o diálogo entre arte e o Antropoceno, de Alex Ubiratan Goossens Peloggia.
A Revista do Instituto Geológico está indexada em bases nacionais e internacionais, como SCOPUS, GeoRef, Latindex, Zoological Record, Periódicos CAPES, Portal de Periódicos Eletrônicos em Geociências, e este ano completará 40 anos de existência.

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Políticas voltadas à saúde da população negra são ignoradas no Brasil, diz pesquisador

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Segundo o pesquisador do Instituto de Saúde, Luis Eduardo Batista, que possui Pós-Doutorado em Ciências da Saúde pela Escola de Enfermagem da Universidade de São Paulo (USP), as políticas voltadas à população negra são quase que totalmente ignoradas no Brasil.

Em entrevista ao jornal O Globo, no dia 17 de janeiro, ele afirma que a Política Nacional de Saúde Integral da População Negra (PNSIPN), criada em 2006, não surtiu nenhum resultado efetivo para os negros brasileiros até o presente momento, uma vez que apenas 57 municípios, dos mais de 5 mil existentes, colocaram em prática suas determinações.

Ele revela que chegou a esta conclusão após entrevistar vários gestores públicos e movimentos sociais, especialmente aqueles voltados às causas da comunidade negra. O próprio pesquisador se diz supreso com a baixa adesão das prefeituras. “Nós já prevíamos um número baixo, mas o dado a que chegamos surpreendeu negativamente”.

O texto da PNSIPN defende que elementos raciais interferem diretamente no acesso das pessoas aos serviços de saúde e que doenças como hipertensão arterial e anemia falciforme são mais prevalentes em meio à população negra, de modo que é preciso que o poder público promova políticas que visem atacar estes problemas. Mas isso, segundo o pesquisador, não implica, necessariamente, em aumento de gastos para os cofres públicos. “Por vezes, basta repensar ações que já são realizadas, para garantir que alcancem esse público específico”, diz.

A baixa adesão ao programa seria provocada pela falsa percepção, entre os gestores do sistema de saúde, de que as disparidades raciais são explicadas pelas diferenças sociais e de renda. “A maioria dos gestores que ouvimos entendia que, para promover a equidade, deveria oferecer os mesmos serviços a todos. Mas nem todo mundo parte das mesmas condições”, afirma Luis Eduardo Batista.

O Estado de São Paulo é o que mais aderiu ao programa, com 27 municípios contemplados, seguido por Minas Gerais e Paraná, com quatro municípios cada. Os números, no entanto, mesmo em território paulista, são considerados abaixo do razoável pelo pesquisador.

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Em artigo, Dr. Roberto Rodrigues comenta perspectivas para o agronegócio em 2019

Em artigo publicado na revista Agroanalysis, o dr. Roberto Rodrigues analisa as perspectivas do cenário político e econômico do Brasil e, especialmente do agronegócio, para 2019. Leia abaixo, na íntegra.

Fartura e “Faltura”

Entramos em 2019 cheios de esperança. Isso é normal: em todo ano novo vem a impressão de que as coisas vão melhorar, como se a “folhinha” tivesse um poder especial de mudar o eixo do mundo. E desta vez tem o adicional de um governo novo, com promessas liberais que encantam o empresariado em geral. No entanto, 2018 foi embora e deixou muitas incertezas. As escaramuças entre os Estados Unidos e a China ainda podem estimular uma retomada protecionista nos países mais ricos, gerando dificuldades comerciais para os emergentes no médio prazo, inclusive no setor agroalimentar. Mas parece que a anestesia geral dada pelas Festas Natalinas não deixa isto claro. Nem o enésimo fracasso na tentativa de um acordo UE/Mercosul teve o impacto negativo que merece. Ou as obrigações retomadas na COP 24 na Polônia, ratificando as decisões do acordo de Paris, e com uma diferença fundamental: na COP 21 o Brasil assumiu compromissos espontâneos para reduzir suas emissões de gases de efeito estufa, com marcante papel da agropecuária nessa missão; e agora há uma incerteza se nosso país continua assinando o Acordo do Clima ou não, o que terá importância na decisão de países importadores de nossos alimentos.
São alguns dos temas que determinarão o resultado de uma safra agrícola bem atribulada. Devemos colher novo recorde de grãos, se o travesso El Niño permitir, e ele já tem feito algumas molecagens pelo país afora. E os custos de produção aumentaram, empurrados por pelo menos dois fatores conhecidos: os preços dos fertilizantes subiram em dólar, e o frete explodiu depois da greve dos caminhoneiros e da decisão do STF quanto à tabela de transportes. Outros fatores terão impacto na renda do campo, como o câmbio, uma permanente interrogação, e a reação dos importadores quanto a questões menores para nós, mas grandes para alguns, como a especulada mudança da nossa embaixada em Israel para Jerusalém.
Para o consumidor brasileiro, as notícias são boas: haverá fartura de alimentos para todos, isso vai ajudar a manter baixa a inflação, além de contribuir para o crescimento do PIB. Se os investimentos em infraestrutura vierem como se anuncia, os empregos voltarão, isso demora um certo tempo para acontecer, e os reflexos positivos não serão relevantes em 2019. Mas ajuda o astral.
No terreno da economia, não resta dúvida que o acerto das contas públicas é o calcanhar de Aquiles da real mudança, e a reforma da Previdência é a questão central.
Tudo isso tem impacto na renda rural, e o cenário não é dos mais risonhos: as margens deverão ser menores que em anos anteriores.
Mas há um tema central para o qual governos Federal e Estaduais não poderão mais recalcitrar: trata-se de inovação tecnológica na agropecuária, alavanca absolutamente essencial para o desenvolvimento e a competitividade. Em alguns Estados, como São Paulo, as tradicionais instituições de pesquisa estão desatendidas há anos, e há grande desânimo no IAC, no IB, no IEA, IZ, IF, ITAL e etc. Isso precisa mudar: esperamos que pelo menos nesse setor a mudança do calendário tenha efeito positivo e não falte apoio para a ciência e a tecnologia, sem o que logo não conseguiremos competir.

Roberto Rodrigues é Coordenador do Centro de Agronegócio da FGV, Embaixador Especial da FAO para as Cooperativas e Titular da Cátedra de Agronegócio da USP.

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Pesquisadora do IAC é premiada em congresso internacional

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A pesquisadora do Instituto Agronômico de Campinas (IAC), Alessandra Alves de Souza, foi a única brasileira contemplada com um prêmio oferecido pela Office of International Programs (OIP) da Sociedade Americana de Fitopatologia (APS). A premiação, que aconteceu em agosto no “International Congress of Plant Pathology: Plant Health in A Global Economy”, em Boston, nos Estados Unidos, foi um reconhecimento por sua contribuição com atividades internacionais de proteção fitossanitária.
A pesquisa de Alessandra Alves resultou em avanços consideráveis no controle da colonização de Xylella fastidiosa em plantas de citros, por meio de técnicas que envolvem o uso de transgenia e da molécula N-acetil-cisteina (NAC), conhecida no tratamento de infecções bacterianas nas vias aéreas de humanos. A NAC mostrou-se eficiente no controle de fitopatógenos dos citros, incluindo a Xylella.
Em entrevista ao site Revista Da Fruta, a pesquisadora afirmou que não há nenhum produto disponível no mercado voltado para o controle desse fitopatógeno, de modo que, comprovada a eficiência do NAC, surgem novos métodos fitossanitários na agricultura: “E ainda tem a vantagem de ser benéfica para a saúde humana e sustentável ao meio ambiente, por ser um análogo do aminoácido cisteína”, disse ela. Além do combate à Xylella fastidiosa, o NAC se mostrou eficiente também no controle da Xanthomonas citri, causadora do chamado “cancro cítrico”.
Além da pesquisadora brasileira, outros três cientistas foram premiados: Peter Bonants, pesquisador da Wageningen Plant Research, da Holanda; James Dale, professor na Universidade de Tecnologia de Queensland, na Austrália; e Mathews Paret, professor assistente na Universidade da Flórida, nos Estados Unidos. Segundo Alessandra, o prêmio “aumentou a motivação para o grupo do Centro de Citricultura Sylvio Moreira, do IAC, ao dar andamento nas pesquisas científicas pela manutenção da liderança do agronegócio citrícola”.

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Herbário do Instituto de Botânica atinge a marca de 500 mil amostras em seu acervo

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A curadora Maria Cândida Mamede ao lado de Inês Cordeiro, Maria das Graças Lapa e Maria Margarida da Rocha, ex-curadoras do Herbário.

O Herbário “Maria Eneyda P. K. Fidalgo”, do Instituto de Botânica de São Paulo, alcançou recentemente a marca de 500 mil exsicatas (amostras de plantas prensadas, secas e fixadas em cartolina, com informações sobre a espécie e o local de coleta) e se tornou oficialmente o maior herbário do estado de São Paulo e um dos maiores do Brasil.
“É uma marca muito importante, pois temos poucos herbários expressivos no país e nós somos um deles”, diz Maria Cândida Henrique Mamede, que desde 1987 responde como a curadora do Herbário. Ela ressalta ainda que a relevância do acervo não está centrada apenas na quantidade de espécies catalogadas, mas em sua diversidade: “Não temos apenas flores e plantas, como a maioria das coleções disponíveis, mas também algas, briófitas e fungos”, explica.
O acervo, segundo a curadora, está em permanente evolução graças às coletas promovidas por pesquisadores em todo o território nacional e também às doações. Embora esteja acessível apenas a pesquisadores, estudantes e professores que estejam trabalhando com o tema, parte do material pode ser acessado pela internet: o acervo informatizado dos Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia (INCT), Herbário Virtual das Plantas e Fungos, disponibiliza cerca de 40 mil imagens da coleção, sendo que 4 mil referentes a materiais importantes para a pesquisa taxonômica, além de integrar informações de acervos dos herbários do Brasil.
O INCT Herbário Virtual das Plantas e Fungos iniciou seus trabalhos com 25 herbários associados e hoje engloba mais de 100 herbários nacionais associados, mais de 20 herbários estrangeiros, uma palinoteca, fototecas e bases de dados taxonômicas. “Ele possui pelo menos um herbário associado em cada Estado da União, o que demonstra o seu escopo geográfico nacional”, diz a curadora.
As 500 mil exsicatas mantidas pelo Herbário são utilizadas para fins de estudo botânico e sua equipe desenvolve estudos florísticos, taxonômicos e ecológicos, além de prestar serviços de identificação ao público em geral, especialmente para graduandos, pós-graduandos e estagiários de nível médio e superior.

Saiba mais acessando o Herbário Virtual:
http://inct.florabrasil.net/

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Protocolada indicação para recomposição salarial de funcionários

A Associação dos Pesquisadores Científicos (APqC), em constante atuação pelo fortalecimento dos Institutos de Pesquisa do Estado de São Paulo, participou do grupo criado pelo Secretário da Agricultura e Abastecimento (SAA) para a recomposição salarial dos funcionários das carreiras de pesquisador científico, assistente técnico de pesquisa e carreira de apoio (661 e 662), cujo último padrão de vencimentos datava de 2011. A ação resultou no encaminhamento do Processo 13.999/2018 ao Palácio dos Bandeirantes, que atualmente se encontra na Secretaria de Gestão e Planejamento, na Unidade Central de Recursos Humanos. No dia 09/12/2018, em busca do apoio dos deputados ao PL04/18, na ALESP, em conversa com uma assessora que atua no plenário JK sobre a situação precária dos Institutos de Pesquisa e do esvaziamento das carreiras existentes nestes Institutos, foi feita a sugestão de redigir uma indicação do Processo SAA 13.999/2018. A indicação, não é uma solução, mas é uma ferramenta para colocar o assunto em pauta pelos deputados. A indicação do processo foi feita pelo Deputado Carlos Giannazi e foi publicada no dia Diário Oficial do Estado de São Paulo em 15/12/2018. Ela representa mais uma frente de luta para os funcionários dos Institutos das diferentes secretarias.

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PLC 04, de 2018 – ANDAMENTO NA ALESP

No dia 18.12.2018 foi publicado no Diário Oficial do Legislativo (fls. 5) o parecer nº 1515, de 2018 da Comissão de Finanças, Orçamento e Planejamento, sobre o Projeto de Lei Complementar nº 4, de 2018.

A referida Comissão manifestou-se favoravelmente à proposição e emendas nºs 01 e 02.

Quanto à obrigatoriedade de indicação de recursos disponíveis para atender os encargos do aumento da despesa pública, exigência contida no artigo 25 da Constituição do Estado, os  deputados verificaram  que o projeto em debate tem respaldo econômico/ financeiro para sua realização, estando o Poder Executivo autorizado a abrir créditos adicionais até o limite da dotação consignada como Reserva de Contingência, conforme Lei nº 16.646, de 2018, inciso II, do artigo 9º, em razão de tratar-se de pagamento de despesa com pessoal decorrente de medida judicial (art. 43, da Lei 16.511/2017).

Agora, o PLC 04/2018 está pronto para ser votado em Plenário, devendo o Presidente da Assembleia incluí-lo na Ordem do Dia das votações.

A Assembleia Legislativa voltará as suas atividades em fevereiro de 2019.

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Pesquisador do IAC indica caminhos para conciliar produtividade, renda e equilíbrio ambiental na agricultura

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Em importante artigo publicado recentemente na Revista Agronegócios, o engenheiro agrônomo e pesquisador científico do Instituto Agronômico de Campinas (IAC), Afonso Peche Filho, afirma que, apesar de toda exaltação à produtividade, não é ela que efetivamente resolve o problema do agricultor brasileiro. Para ele, a garantia de renda está baseada na construção de ambientes produtivos onde o foco é o equilíbrio ambiental. “De nada adianta altas produtividades se a lavoura não gerar renda e se o manejo resulta em declínio agroambiental”, diz.
Na visão do agrônomo, o agricultor mais evoluído é aquele que consegue interpretar “as ansiedades ecossistêmicas das áreas produtivas” e faz uma crítica aos profissionais meramente técnicos, cujas ideias reducionistas “insistem em dizer ou acreditar que a tecnologia vai resolver a perenidade produtiva das terras agrícolas”. Conforme Peche Filho, a substituição da paisagem natural por uma paisagem agropecuária significa a alteração radical, ou a completa susbstituição, do ecossistema – e com isso o desequilíbrio de espécies, o advento de pragas e outros fatores que afetam a condição ecossistêmica do lugar e trarão prejuízos futuros.
Ele cita também o propblema dos “vazios” resultantes do mal manejo de distribuição, que acarretam no “solo exposto”. Segundo o pesquisador, nestes pontos vazios a temperatura se eleva comprometendo o desempenho fisiológico da plantação. “De nada adianta tecnologia se a planta está sofrendo um estresse térmico constante. Sucessivas safras com manejo de cobertura deficientes compromete o equilíbrio agroambiental e dá início a perda de renda mesmo com uma produtividade alta”. No artigo, essencial para agrônomos, produtores agrícolas, ambientalistas e demais interessados no tema, Peche Filho indica caminhos a serem seguidos para adequar produtividade, renda e respeito ao meio ambiente.
Leia o artigo na íntegra: https://revistadeagronegocios.com.br/afonso-peche-filho-produtividade-rentabilidade-e-equilibrio-agroambiental/?fbclid=IwAR0bqX0FU2ROq43EPQiYxL9MWFIquy60Kh87zVqlB28diu7JQwBCs4mGNwI

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Relembre a luta da APqC pela aprovação do PLC 04/2018

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O projeto de lei complementar (PLC) 04/2018, que dispõe sobre a equalização salarial dos pesquisadores, é fruto de uma demanda dos pesquisadores científicos, passou por todas as comissões na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp) e agora só falta ser colocado em votação no plenário.
No entanto, o projeto não avançou todas as etapas da tramitação por milagre ou graças apenas à boa vontade dos parlamentares. Desde o início deste ano que a Associação dos Pesquisadores Científicos do Estado de São Paulo (APqC) está lutando com afinco por sua aprovação, promovendo atividades e ações para dar visibilidade à proposta e dialogando permanentemente com os deputados para ganhar apoios e adesões ao projeto. Foi um longo percurso para que o PLC chegasse até aqui em condições de ser aprovado.
Apesar de ser autorizativo, ou seja, não obrigar o governador a implementá-lo, o projeto cria condições para que a isonomia salarial entre os pares seja efetivada, dada a crescente pressão exercida pela categoria dos pesquisadores científicos sobre o governo do Estado, com o respaldo da Associação. Segundo a advogada da APqC, Dra. Helena Goldman, o PLC pretende reparar uma injustiça: “Nada justifica o fato de pesquisadores que trabalham lado a lado, com a mesma peculiaridade do cargo e os mesmos requisitos de investidura, receberem vencimentos diferentes”, diz.
No dia 10 de fevereiro deste ano, o PLC redigido pelo também advogado Dr. Bernardo Goldman, foi publicado no Diário Oficial do Estado e passou a existir concretamente. Antes era apenas uma ideia dos pesquisadores que o deputado Campos Machado (PTB) encampou após reunir-se com representantes da APqC, entre eles Dr. Percy Corrêa Vieira, Dr. Manoel Carlos Leme, Dr. José Orlando Prucoli, Dr. Amorim e a presidente Cleusa Lucon, além da já citada Dra. Helena Goldman. Este “núcleo duro” da Associação, aliás, teve papel decisivo na construção e aceitação da proposta dentro da Alesp.
Ao tornar-se realidade, o projeto passou por várias comissões parlamentares, que avaliaram sua viabilidade. O projeto foi aprovado em todas elas: a Comissão de Constituição e Justiça considerou a proposição legal conforme as Constituições do Brasil e do Estado de São Paulo; a Comissão de Administração Pública e Relações do Trabalho também considerou pertinente o conteúdo do texto; a Comissão de Finanças e Orçamento também o aprovou depois de deliberar sobre as verbas públicas e a programação orçamentária mais adequadas.
Mas, nas palavras do vice-presidente da APqC, Joaquim Adelino, se não fosse a pressão exercida pela Associação, o PLC talvez estivesse parado até hoje. “Nossos pesquisadores têm feito visitas semanais à Alesp desde o começo do ano e isso fez toda a diferença no avanço da pauta. No ano que vem, assim que os deputados voltarem do recesso, retomaremos nossa estratégia e redobraremos os esforços para que o projeto seja colocado em votação e aprovado”, afirma.
Joaquim lembra ainda que, mesmo fora da Alesp, os pesquisadores costuraram apoios importantes. No dia 3 de maio, por exemplo, um grupo formado pelos pesquisadores aposentados Nelson Sabino, Celso Pommer, Rubens Rodolfo Lordello e Renato Ferraz, acrescido pelo vice-presidente Joaquim Adelino, foi recebido pelo prefeito de Campinas, Jonas Donizette (PSB), como parte da estratégia de mobilização da categoria. A audiência transcorreu em clima amistoso e o prefeito mostrou-se bem informado com relação à situação dos institutos e da pesquisa científica no Estado.
Dias depois, em 9 de maio, o projeto foi aprovado na Comissão de Constituição e Justiça contando com o apoio irrestrito da deputada Célia Leão (PSDB), presidente desta comissão, que considerou “necessária e urgente” a aprovação do mesmo. Anteriormente, Célia Leão e o deputado Davi Zaia (PPS), membro da comissão, haviam sido procurados pelos pesquisadores e manifestaram publicamente apoio ao PLC.
No dia 20 de junho, o PLC passou pela Comissão de Administração Pública e Relações do Trabalho, na Alesp. Na ocasião, mais de 50 pesquisadores científicos marcaram presença no plenário José Bonifácio, acompanhados por vários assistentes técnicos de apoio à pesquisa, que também serão beneficiados com a aprovação da proposta. A presença em massa dos servidores surtiu efeito e o PLC foi aprovado por unanimidade.
No mesmo dia, uma comitiva de pesquisadores foi recebida pela assessoria do deputado Wellington Moura (PRB), presidente da Comissão de Finanças, Orçamento e Planejamento, que se comprometeu a avaliar o projeto o mais rápido possível. Para Cleusa Lucon, presidente da APqC, a presença dos pesquisadores e dos profissionais de apoio à pesquisa nas diligências pela Alesp foram fundamentais para a postura adotada pelos parlamentares: “Nós mostramos a importância da pesquisa pública para o desenvolvimento do Estado e o valor da nossa profissão. Nenhum deputado poderia dizer que a proposta não era justa”.
No dia 1 de agosto, em nome da APqC, os doutores Prucoli, Percy e Manoel estiveram novamente Alesp em busca de informações sobre o andamento do PLC e foram recebidos pelo deputado Teonílio Barba (PT), membro da Comissão de Finanças, Orçamento e Planejamento, a última antes de ser levado ao plenário. Após a reunião, ele também manifestou apoio à causa. Três dias depois, munida de cartazes, a diretoria da APqC marcou presença no lançamento da candidatura de Marcio França ao governo do Estado. Ele se mostrou disposto ao diálogo e sensível à proposta.
Em setembro foram procurados pela diretoria da APqC alguns secretários de estado, como o Secretário de Agricultura e Abastecimento, Francisco Jardim, que reconheceu a necessidade de os pesquisadores lutarem por reposição salarial, e o Secretário-Chefe da Casa Civil, Aldo Rebelo, que se mostrou “indignado” ao saber que não havia isonomia salarial entre os servidores.
Em 17 de outubro, um grupo de pesquisadores foi recebido, na sede do Instituto Agronômico de Campinas (IAC), pelo governador Marcio França. Na ocasião, os pesquisadores entregaram ao governador toda a documentação referente ao PLC 04/2018. Foi entregue também um estudo sobre a necessidade do reajuste salarial dos pesquisadores científicos, que não acontece desde 2011, e discutida a atualização do salário do pessoal de apoio dos institutos, que se encontra defasado. Estiveram presentes, representando a APqC, os doutores Rubens Lordello, Carlos Rosseto, Roseli Torres e Adriano Aguiar. Dois dias depois, um grupo menor de pesquisadores conseguiu entregar a mesma documentação aos assessores da campanha do então candidato a governador João Doria Jr.
Por fim, no último dia 13 de dezembro, mais de trinta pesquisadores científicos e servidores de apoio a pesquisa das carreiras 661/91 e 662/91 foram à Alesp para reivindicar aos deputados a inclusão imediata do PLC na ordem do dia. Todos os deputados que estavam na Alesp foram abordados. Deputados como Carlos Nedes (PT), Leci Brandão (PCdoB), João Caramez (PSB) e Carlos Giannazi (PSOL) garantiram apoio à causa. Apesar da mobilização no ato que durou cerca de dez horas ininterruptas, o projeto não foi à votação em plenário. Para Cleusa Lucon, a APqC se esforçou ao máximo e seguirá cobrando os parlamentares até que a proposta seja levada à votação. Se for aprovado, no ano que vem, o PLC seguirá ao Governador do Estado de São Paulo, para que seja sancionado ou rejeitado: “Esta será a batalha mais dura”, avisa a presidente.

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Labjor lança biblioteca digital com obras sobre divulgação científica

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Carla Gomes, diretora do Núcleo de Comunicação Institucional no Instituto Agronômico de Campinas (IAC) e especialista em jornalismo científico pelo Laboratório de Estudos Avançados em Jornalismo da Unicamp (Labjor), será a primeira autora a ter sua tese disponibilizada para download no espaço virtual Estante Labjor, lançado no último dia 11 de dezembro. Seu livro “A Percepção dos Pesquisadores sobre a Importância de Divulgar a Ciência por meio da Imprensa” é fruto do seu mestrado em Divulgação Científica e Cultural e traz informações sobre uma pesquisa inédita: segundo ela, os cientistas nunca tinham sido ouvidos acerca deste tema no Brasil.
Na tese, Carla Gomes investiga a razão que leva muitos cientistas a não se relacionarem com jornalistas para evitar riscos à sua imagem frente aos seus pares ou à imagem da instituição em que atua. “A pouca comunicação com a população em geral vem sendo apontada como uma das causas do não reconhecimento da relevância social da ciência. Esse silêncio da classe científica sobre seus afazeres e resultados é considerado uma das razões para a pesquisa nacional não constar nas agendas governamentais e para a precariedade da profissão e dos institutos e universidades”, afirma.
Buscando compreender as raízes deste problema e apontar saídas para ele, Carla entrevistou 215 pesquisadores da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA), a maior instituição de pesquisa agropecuária estadual. “Sem o auxílio dos pesquisadores este trabalho não seria possível”, diz. Entre suas descobertas, ela identificou alguns desafios à divulgação científica, tais como debilidades administrativas das instituições científicas e a sobrecarga de tarefas burocráticas que recai sobre os cientistas – o que acarretaria em falta de tempo e de energia para planejar a divulgação de seus trabalhos. “Registrei ainda reclamações quanto à atividade desenvolvida pelo pesquisador não ser valorizada pela própria instituição onde ele atua”, revela.
O Estande Labjor reunirá livros digitais de acesso livre sobre divulgação científica. A partir da seleção de dissertações defendidas no programa de Mestrado em Divulgação Científica e Cultural do Labjor – e também de teses e ensaios escritos em outros centros dedicados à área –, a ideia é que as pesquisas escolhidas passem por nova edição e adaptação, sendo assim formatadas como livros para download.

A obra inaugural, de Carla Gomes, já está disponível para download gratuito no link:

http://www.estante.labjor.unicamp.br/labjor-lanca-colecao-de-livros-digitais-sobre-divulgacao-cientifica/#more-278

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Pesquisadores e servidores de apoio à pesquisa se mobilizaram para reivindicar votação urgente do PLC 04/2018

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Mais de trinta pesquisadores científicos e servidores das carreiras abrangidas pelas 661/91 e 662/91 estiveram ontem (13) na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp) para reivindicar aos deputados a inclusão do PLC 04/2018 na pauta do dia. Apesar da mobilização da categoria, o projeto de lei complementar que dispõe sobre a isonomia salarial entre todos os cargos correspondentes ao trabalho de pesquisa científica não foi à votação em plenário. No dia anterior ele havia sido aprovado pela Comissão de Finanças, Orçamento e Planejamento.

Segundo Cleusa Lucon, presidente da Associação dos Pesquisadores Científicos do Estado de São Paulo (APqC), os pesquisadores e os servidores das carreiras de apoio à pesquisa passaram cerca de dez horas conversando com os parlamentares na Alesp e deram uma demonstração de força e unidade: “Não faltou empenho e esforço de nossa parte, mas infelizmente os deputados argumentaram que iriam colocar em votação apenas os projetos considerados de prioridade máxima, por conta do acúmulo de pautas no fim do ano”, disse.

Lucon pediu ainda que todos os servidores sigam mobilizados: “Precisamos do apoio de todos. O próximo ano promete ser muito duro para a categoria. Teremos que redobrar os esforços para que nossas demandas sejam ouvidas e atendidas – e isso só será possível com a adesão de todos às nossas atividades”, afirmou.

A presidente da APqC lembrou também que a associação está lutando pela aprovação do PLC 04/2018 desde o início do ano e elogiou especialmente a disposição e o engajamento dos pesquisadores Dr. José Orlando Prucoli, Dr. Percy Corrêa Vieira e Dr. Manoel Carlos Leme: “Há meses que eles têm ido à Alesp toda semana para conversar com os deputados e se informar sobre a tramitação do processo. Sem eles não teríamos conseguido dar a visibilidade que o projeto tem conquistado”. Ela informou também que o Dr. Prucoli irá à Assembleia na tarde de hoje (14) para saber se ainda há tempo de o colégio de líderes se reunir este ano e definir uma data para a votação do PLC em plenário.

Ontem, os pesquisadores e servidores das carreiras de apoio à pesquisa, munidos de cartazes, percorreram os corredores da Alesp e travaram diálogo com alguns deputados, entre eles Barroz Munhoz (PSB), Campos Machado (PTB), Davi Zaia (PPS), Carlos Giannazi (PSOL), Leci Brandão (PCdoB), Carlos Neder (PT) e João Caramez (PSB). “Fomos muito bem recebidos e conseguimos angariar apoios importantes para nossa causa. Continuaremos fazendo este trabalho de convencimento junto aos parlamentares para que, no ano que vem, possamos finalmente aprovar o PLC 04/2018”, afirmou Lucon.

 

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Nota oficial da APqC sobre a indicação de Ricardo Salles para o cargo do Ministro do Meio Ambiente

A Associação dos Pesquisadores Científicos do Estado de São Paulo (APqC) vem em nota lamentar a indicação, agora oficial, do nome do advogado Ricardo Salles para assumir o cargo de ministro do Meio Ambiente no governo do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL).

Ex-secretário de Estado do Meio Ambiente (SMA) no governo de Geraldo Alckmin (PSDB), Salles teve sua gestão marcada por equívocos administrativos e denúncias de improbidade, feito que lhe rendeu, segundo órgãos ambientalistas, pesquisadores e demais servidores dos Institutos de Pesquisa ligados à pasta (Botânico, Florestal e Geológico), o título de secretário com o pior desempenho nos últimos trinta anos.

Dentre os equívocos administrativos cometidos pelo gestor estão a tentativa de alterar ilegalmente o zoneamento da proposta de plano de manejo da Área de Proteção Ambiental da Várzea do Rio Tietê [1], a tentativa de venda do prédio do Instituto Geológico [2], a negociação das unidades do Instituto Florestal (atos investigados pelo MP por suspeita de favorecimento a empreendedores particulares) [3], entre outros casos.

Desta forma, a nomeação de Ricardo Salles para o Ministério do Meio Ambiente constitui um ataque do futuro governo federal às políticas ambientais no Brasil, uma vez que o gestor já provou ser incapaz de entender a importância da ciência para o desenvolvimento nacional e demonstrou ter ligações estreitas com representantes de setores que não têm qualquer compromisso com a educação ambiental, a bioecologia e a conservação da natureza.

É preciso que todas e todos estejamos atentos aos passos que serão dados pelo provável futuro ministro do Meio Ambiente, de modo a garantir que não haja retrocessos em termos de fiscalização e de implantação de políticas ambientais no Brasil e especialmente no Estado de São Paulo.

 

Referências:
[1] https://sustentabilidade.estadao.com.br/noticias/geral,mp-abre-inquerito-de-improbidade-contra-secretario-de-meio-ambiente-de-sp,70001669920
[2] http://www.diretodaciencia.com/2017/08/10/mp-investiga-secretario-de-alckmin-por-tentar-vender-predio-do-instituto-geologico/
[3] https://sustentabilidade.estadao.com.br/blogs/ambiente-se/depois-de-concessoes-de-parques-governo-alckmin-agora-quer-vender-areas-florestais/

Saiba mais:
Com Salles, Bolsonaro subordinará Meio Ambiente a todos os outros ministérios
http://www.diretodaciencia.com/2018/12/10/com-salles-bolsonaro-subordinara-meio-ambiente-a-todos-os-outros-ministerios/

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Visibilidade da pesquisa científica na mídia é tema de palestra de Maurício Tuffani no dia 11

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Os desafios da visibilidade da pesquisa científica. Este será o tema que o jornalista Maurício Tuffani, editor do site Direto da Ciência, abordará em palestra no próximo dia 11 de dezembro, às 14h, no Auditório José Reis do Instituto Biológico (Av. Conselheiro Rodrigues Alves, 1252), em São Paulo.

Com a experiência de mais de trinta anos dedicados ao jornalismo científico, Tuffani afirma que os pesquisadores científicos têm razão quando reclamam da falta de reconhecimento da população acerca de seus trabalhos, mas ao mesmo tempo “têm sua parcela de culpa” na forma como se comunicam. “Costumo dizer que os cientistas ainda não saíram de sua ‘torre de marfim’ e essa postura distante, na era digital, não faz mais sentido”, diz.

Para ele, os cientistas europeus estão um pouco mais avançados nesse sentido, mas os brasileiros, e em especial os pesquisadores do Estado de São Paulo, continuam negligenciando a importância da comunicação. “Hoje as pessoas se informam, basicamente, pelas redes sociais. Artigos acadêmicos são importantes, mas chegam apenas aos seus pares. É preciso ampliar o alcance da pesquisa científica ao público geral”, afirma.

Ainda conforme o jornalista, em “tempos obscurantistas, cuja tendência é desqualificar a informação científica”, os cientistas têm o dever de “sair de sua zona de conforto e dar as caras nas mídias sociais para ajudar a combater as chamadas ‘fake news’ e tornar acessível o resultado de suas pesquisas”.

Ele cita ainda a necessidade de os pesquisadores estreitarem laços com jornalistas da área científica, compreender como se processa o trabalho da imprensa, identificar o que de fato é relevante para o grande público e não temer a exposição nas redes sociais. A palestra, organizada pela diretoria da APqC (biênio 2018/2019), será gratuita e voltada para pesquisadores de todos os Institutos de Pesquisa do Estado de São Paulo e aos demais interessados no tema.

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APqC avalia como “catástrofica” possível indicação de Ricardo Salles para o Ministério do Meio Ambiente

 

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O nome do advogado Ricardo Salles, ex-secretário do Meio Ambiente de Geraldo Alckmin (PSDB), está sendo aventado como o possível futuro ministro da pasta no governo do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL), com quem ele se reuniu ontem (27), no Centro Cultural Banco do Brasil. Salles disputou uma vaga na Câmara Federal pelo Partido Novo, mas não se elegeu. Sua campanha foi marcada pela incitação à violência contra ambientalistas e movimentos sociais.

Sua gestão na Secretaria de Estado do Meio Ambiente (SMA) ficou marcada como a de pior desempenho nos últimos trinta anos, segundo os servidores dos Institutos de Pesquisa ligados à pasta (Botânico, Florestal e Geológico). Durante o período em que permaneceu à frente da Secretaria, Salles cometeu uma série de equívocos administrativos, além de acumular ações e denúncias de improbidade.
Dentre os equívocos cometidos pelo gestor estão a tentativa de alterar ilegalmente o zoneamento da proposta de plano de manejo da Área de Proteção Ambiental da Várzea do Rio Tietê, a transferência da Fundação Florestal para as dependências da Cetesb (que prejudicou a integração dos trabalhos), a tentativa de venda do prédio do Instituto Geológico, a negociação das unidades do Instituto Florestal (atos investigados pelo MP por suspeita de favorecimento a empreendedores particulares) e ter deixado de assinar de forma arbitrária contato com a Finep, além de lotear a Fundação e a SMA com indicados políticos.

Ainda não há a confirmação oficial de que Ricardo Salles será mesmo indicado por Bolsonaro para assumir o Ministério do Meio Ambiente, mas o futuro chefe do Gabinete de Segurança Institucional, general Augusto Heleno, membro da equipe de transição, confirmou que manteve contatos com representantes o setor do agronegócio para colher impressões sobre a possível indicação do advogado para o cargo. Em nota, a Sociedade Rural Brasileira (SRB) manifestou apoio à provável indicação e disse que Salles irá “conciliar os interesses do produtor rural pelo aumento da produtividade com as questões ambientais de forma objetiva e sem ideologias”.

Para o vice-presidente da Associação dos Pesquisadores Científicos do Estado de São Paulo (APqC), Joaquim Adelino, a nomeação de Ricardo Salles para o Ministério do Meio Ambiente seria “catastrófica” e colocaria em risco as políticas ambientais no Brasil. “Trata-se de alguém incapaz de entender a importância da ciência para o desenvolvimento nacional e que já provou ter ligações com representantes de setores que não têm qualquer compromisso com a educação ambiental, a bioecologia e a conservação da natureza”, disse.

Carta Aberta do Instituto Florestal

Carta Aberta do Instituto Geológico

Carta Aberta do Instituto de Botânica
Saiba mais
http://www.diretodaciencia.com/2018/11/28/bolsonaro-recebe-ex-secretario-de-alckmin-que-desarticulou-politica-ambiental-de-sp/

 

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No Dia do Pesquisador Científico, APqC cita avanços e dificuldades no reconhecimento da profissão

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Comemorado em todo o Estado de São Paulo no dia 18 de novembro, por meio da lei nº 14.142 de 2010 (de autoria dos então deputados Jonas Donizette e Davi Zaia), o Dia Estadual do Pesquisador Científico reconhece e valoriza o trabalho realizado pelos profissionais da área e também representa uma data importante para as atividades da Associação dos Pequisadores Científicos do Estado de São Paulo (APqC) que, anualmente nesse dia, premia com a medalha “Alba Lavras” pesquisadores e profissionais de outros setores que se destacam por iniciativas em prol da produção científica.
Neste ano, excepcionalmente, a APqC não realizou a cerimônia e não efetuou a entrega da honraria devido a motivos alheios à vontade de sua diretoria e conselho. Como o evento faz parte do calendário oficial da entidade, a data tem por objetivo homenagear todos os pesquisadores científicos do estado. Segundo a presidente da APqC, Cleusa Lucon, citando o texto da lei, “o conhecimento é o condutor do progresso intelectual da humanidade. No âmbito estatal, particularmente no Estado de São Paulo, a pesquisa científica atua em amplas e variadas vertentes, mesmo com as dificuldades conhecidas, porém, com liberdade. É o conhecimento e a liberdade proporcionada por ele que exaltamos ao homenagear os pesquisadores e demais pessoas que valorizam o nosso trabalho”, diz.
Ainda conforme o texto da lei, o conjunto dos Institutos de Pesquisas do Estado de São Paulo “atua na solução de problemas sociais e no desenvolvimento científico e tecnológico, usando como ferramenta e ciência e a tecnologia”. Neste sentido, os pesquisadores seriam os que “fazem evoluir o conhecimento, multiplicam os territórios do saber, abrem novas possibilidades de avanços e descobertas”.
Para o vice-presidente da APqC, Joaquim Adelino, o Dia Estadual do Pesquisador Científico contribui para jogar luzes sobre a categoria, sua missão e suas demandas, na medida em que a sociedade passa a ter conhecimento de sua existência. “Na maioria dos casos os trabalhos inerentes à pesquisa científica são realizados nos ambientes fechados dos laboratórios, levando os pesquisadores a uma situação de anonimato e quase nunca alcançando o seu devido reconhecimento. De uns anos para cá temos avançado – a data comemorativa e a medalha “Alba Lavras” colaboraram para isso – mas ainda falta muito a ser feito”, comenta, ainda, o vice-presidente.
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Consema aprova Tanquã e Barreiro Rico como Áreas de Proteção Ambiental no interior paulista

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As áreas do Tanquã e Barreiro Rico foram aprovadas para se tornarem Áreas de Proteção Ambiental (APAs) pelo Conselho Estadual de Meio Ambiente (Consema). A aprovação é resultado de uma luta de mais de dez anos travada pela população local, ambientalistas, promotorias de justiça e pesquisadores.

O projeto que originou a criação, elaborado pela Secretaria Estadual do Meio Ambiente (SMA), contou com o estudo dos Institutos Florestal, Botânico e Geológico, e da Fundação Florestal, e irá contribuir para a manutenção do patrimônio natural e cultural, a preservação das espécies e da diversidade genética dessas duas localidades.
Para Joaquim Adelino, vice-presidente da Associação dos Pesquisadores Científicos do Estado de São Paulo (APqC), a preservação do santuário ecológico poderá gerar renda com o ecoturismo, o que representaria um motivo a mais para que o governador Márcio França aprovasse o decreto, antes de deixar o cargo. “Com o aval do Consema, acreditamos que o governador terá o bom senso de aprovar a criação oficial das APAs e deixar à população um legado de respeito ao meio ambiente, em sintonia com as tendências mundiais de políticas públicas”, disse. Um abaixo-assinado pedindo que o governador sancione o decreto foi criado pela Rede Birdwatching de Piracicaba está circulando na internet (ver link ao final do texto).

Com a criação das APAs, o Estado gerenciará as áreas em questão, assegurando a manutenção e a melhoria da qualidade ambiental dessas duas áreas. Para o Secretário Municipal de Defesa do Meio Ambiente, José Otávio Menten, a aprovação das APAs é um avanço na política ambiental do Estado. “O Tanquã por se tratar de uma área com grande diversidade de aves e peixes, e o Barreiro Rico por ser uma das áreas mais importantes para primatas”, afirmou. As APAs estão compreendidas entre os municípios paulistas de Piracicaba e Botucatu.

Leia o manifesto na íntegra e assine o abaixo-assinado clicando no link abaixo.
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Comunicado da APqC aos servidores das carreiras 661/91 e 662/91

Prezados servidores dos Institutos de Pesquisas, 

No final de 2017 a APqC alterou seu Estatuto para contemplar oficialmente, dentre suas missões institucionais, a defesa dos servidores dos Institutos de Pesquisa.

Nas reuniões mensais da Diretoria, Conselho e Representantes da APqC realizadas em 11 de setembro de 2018 e 9 de outubro de 2018 foi debatida a possibilidade de ampliação do quadro de associados da APqC para englobar o pessoal de apoio e assistentes técnicos.

Nessa ocasião foi retratada a impossibilidade física e administrativa da APqC para incorporá-los ao quadro de associados.

Contudo, foi unânime o interesse dos participantes em continuar atuando ao lado dos senhores na defesa e interesses do pessoal de apoio e assistentes técnicos, como sempre fez ao longo de sua história.

Dessa forma, foi deliberado que os representantes das Leis Complementares 661/91 e 662/91 serão mensalmente convidados a participarem da reunião mensal da APqC que ocorre sempre nas segundas terças-feiras de cada mês.

Ainda, para que ocorra uma representação oficial da classe de apoio e assistentes técnicos, solicitamos que seja por vocês indicados dois representantes (titular e suplente) da Secretaria do Meio Ambiente, da Saúde e Agricultura e Abastecimento para que possam formar uma Comissão de Funcionários das Leis Complementares 661/91 e 662/91.

Nas reuniões mensais será oportunizada a palavra para a comissão. Além disso,  os representantes serão incluídos no grupo  e-mail da APqC para que estejam sempre conectadas as demandas da associação.

As indicações com os nomes dos referidos titulares e suplementes de cada Secretaria deverão ser encaminhadas por e-mail: secretaria.apqc@gmail.com até 31.01.2019.

 

Campinas, 13 de novembro de 2018.

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APqC convida assistentes técnicos e pessoal de apoio para formar uma comissão de funcionários e participar de suas reuniões mensais

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Na reunião ordinária da última terça-feira (13/11), a Associação dos Pesquisadores Científicos do Estado de São Paulo (APqC) divulgou carta em que a entidade convida a participar de suas reuniões mensais os assistentes técnicos e pessoal de apoio, sendo os últimos anteriormente representados pela Associação de Classes de Apoio à Pesquisa Científica e Tecnológica do Estado de São Paulo (Acap), desativada no final do ano de 2017, em razão de não haver interessados para sucedê-la mediante novas eleições.

A proposta de abrir as reuniões dos pesquisadores para os referidos funcionários vinha sendo debatida desde setembro, quando aventou-se inclusive a possibilidade de incorporá-los ao quadro de associados. Contudo, questões estatutárias e a impossibilidade física e administrativa da APqC impediram que isso fosse feito. “A saída que encontramos foi convidá-los a participar das reuniões junto com a gente, trazendo suas pautas e suas demandas, que serão acolhidas solidariamente”, disse a presidente da APqC, Cleusa Lucon.

Para que ocorra uma representação oficial da classe de apoio e assistentes técnicos será necessária a indicação de um titular e um suplente das Secretarias da Saúde, da Agricultura e do Meio Ambiente, constituindo assim condições para a formação de uma comissão de funcionários segundo as Leis Complementares 661/91 e 662/91. Estes representantes, legalmente formalizados, serão convidados a participar das reuniões da Apqc, que ocorrem sempre nas segundas terças-feiras de cada mês.
Eles serão incluídos também no grupo de e-mail da associação, juntamente com os demais membros da APqC, para que estejam conectados com as preocupações da associação e possam se unir nas lutas em comum. “Como sempre fez ao longo de sua história, a APqC atuará na defesa não só dos pesquisadores, mas do pessoal de apoio e dos assistentes técnicos”, afirmou Cleusa Lucon.

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Nota oficial da APqC contra a fusão de secretarias anunciada por João Doria e os prejuízos que a medida trará ao meio ambiente

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A Associação dos Pesquisadores Científicos do Estado de São Paulo (APqC) vem, por meio de nota oficial, repudiar a possível fusão das secretarias do Meio Ambiente, do Saneamento e Recursos Hídricos e da Energia e Mineração, anunciada pelo governador eleito João Doria (PSDB). Se efetivada, a chamada “supersecretaria” representaria um grave retrocesso na implantação de políticas estaduais para o meio ambiente, colocando o Estado de São Paulo na contramão das discussões globais acerca do tema.

A junção das três secretarias irá retirar a autonomia da Secretaria do Meio Ambiente, criada em 1986 como órgão regulador, subordinando-a a setores com atividades a serem reguladas, fiscalizadas e licenciadas por ela: a pasta de Saneamento e Recursos Hídricos e a de Energia e Mineração. Assim, será inevitável um acirramento dos impasses já presentes nestas secretarias.

As ações de combate a atividades ilegais (desmatamentos, biopirataria e outros crimes ambientais) seriam prejudicadas e poderiam ser reduzidas ou mesmo suspensas, uma vez que estarão subordinados a um mesmo secretário os órgãos encarregados de promover e desenvolver obras de saneamento, construções de barragens para represas, usinas de energia elétrica e atividades de mineração, mas também as instituições com atribuições de licenciamento, fiscalização e controle, configurando assim conflito de interesses.

Além disso, a Secretaria do Meio Ambiente possui em seu organograma a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) e órgãos de pesquisa, como o Instituto de Botânica, o Instituto Geológico, o Instituto Florestal e a Fundação Florestal, que administram parques estaduais, florestas estaduais, estações ecológicas, áreas de proteção ambiental, outras unidades de conservação e áreas protegidas. Se os gestores dessas unidades de conservação já vêm tendo dificuldades institucionais para se manifestar em pareceres sobre estudos de impacto ambiental de obras e empreendimentos, a “supersecretaria” de Doria seria uma pá de cal sobre o trabalho destes institutos.

A fusão pretendida também não geraria economia de recursos, como foi aventado pelo governador eleito. Além disso, essa proposta não foi debatida com os funcionários e a população em geral, que será a maior prejudicada com a eventual fusão das secretarias supracitadas.

A APqC alerta: o desmonte de estruturas específicas para a política ambiental – que já vem acontecendo há anos com a falta da realização de concursos públicos para reposição de funcionários nos Institutos de Pesquisa – contraria uma tendência mundial e não trará melhorias na gestão pública, além de representar uma ameaça ao meio ambiente e ao bem estar das populações.

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Movimento pede a criação de Áreas de Proteção Ambiental entre Piracicaba e Botucatu

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Com o apoio de estudos realizados pelos Institutos de Pesquisa (Florestal, Botânico e Geológico), a Secretaria Estadual do Meio Ambiente (SMA) elaborou proposta para criar, entre os municípios paulistas de Piracicaba e Botucatu, duas Unidades de Conservação de Uso Sustentável, também conhecidas como Áreas de Proteção Ambiental (APAs). O objetivo é conservar a biodiversidade natural encontrada neste território sem prejudicar as atividades econômicas da região, como a agricultura. A apresentação da proposta foi feita em audiência pública, no mês de agosto deste ano, em Piracicaba, e contou com adesão unânime de técnicos, ambientalistas e da população em geral.

A região em questão possui vastas áreas úmidas e terrestres, que do ponto de vista biológico estão entre as mais importantes da Mata Atlântica brasileira. O Tanquã, uma área do rio Piracicaba inundada a partir da barragem de Barra Bonita, é conhecida como “Pantanal paulista” pelas mais de cem espécies de aves aquáticas que abriga, além de servir como área de repouso para espécies migratórias que vêm de outros lugares do Brasil e da América do Norte.

Próximo dali, as matas do Barreiro Rico conservam riquíssima biodiversidade da Mata Atlântica de interior que ainda sobrevive em território paulista. Ali estão árvores gigantes como a peroba-rosa e o jequitibá e a fauna engloba cinco das dez espécies de macacos que ainda existem no Estado de São Paulo, como o muriqui, o maior primata das Américas, espécie ameaçada de extinção.

Segundo a diretoria da Associação dos Pesquisadores Científicos do Estado de São Paulo (APqC), a iniciativa deve ser apoiada por todos os que se preocupam com a natureza e o futuro das próximas gerações. “Sobretudo em tempos em que o meio ambiente está ameaçado por interesses econômicos é de suma importância que o governador assine o decreto estadual para garantir que este verdadeiro patrimônio natural permaneça preservado”, disse o pesquisador e vice-presidente da APqC, Joaquim Adelino.

Um abaixo assinado está circulando na internet criado pela Rede Birdwatching de Piracicaba, uma rede de observadores de aves. O movimento pede ao atual governador de São Paulo, Marcio França, para que assine o decreto de criação das APAs Tanquã-Rio Piracicaba e Barreiro Rico.

Leia o manifesto na íntegra e assine o abaixo-assinado clicando no link abaixo.

https://peticaopublica.com.br/pview.aspx?pi=BR109107 

 

 

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Programa de educação ambiental do IAC completa 40 anos

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Ingá-vermelho da casa do Dr. Hermes Moreira de Souza, pesquisador científico pioneiro do IAC
O trabalho de educação ambiental desenvolvido pelo Instituto Agronômico de Campinas (IAC) acaba de completar 40 anos de atividades. Iniciado em 1978, o trabalho é um dos mais importantes do país no que diz respeito à informação e à formação de pessoas acerca da agricultura e do meio ambiente, em sua maioria crianças e adolescentes.
Entre outras atividades, o trabalho engloba exposições, eventos e palestras sobre educação ambiental junto às escolas públicas e privadas da região metropolitana de Campinas e diversos espaços abertos à comunidade. O objetivo, segundo o técnico de apoio Francisco de Assis, um dos coordenadores do programa “O Jardim Botânico vai à Escola”, é “formar uma nova mentalidade nas futuras gerações e nas diversas instituições envolvidas com a agricultura”.
Se o objetivo ainda não fui cumprido em larga escala, principalmente pela falta de um maior aporte que permita ao projeto se tornar política pública em todo o estado de São Paulo, pode-se dizer que ajudou a desenvolver propostas pedagógicas que mudaram – inclusive fisicamente – várias escolas de Campinas. Tal mudança se deu, entre outros fatores, por meio da criação coletiva de jardins modelos, nos quais alunos e professores trabalham os conhecimentos transmitidos pelos técnicos do IAC e aguçam a consciência sobre a botânica na vida das pessoas.
Na sede do Coral Pio XII, por iniciativa particular, foi construído o primeiro jardim modelo, com inspiração nas coleções e na filosofia estabelecidas pelo pioneiro Dr. Hermes Moreira de Souza, no IAC. Com três mil metros quadrados e mais de 200 espécies arbóreas raras, foi projetado como modelo para reaproximar as pessoas da natureza com atividades educacionais. Posteriormente, em parceria com o Colégio Parthenon, o espaço passou a ser aproveitado para estudos e atividades lúdico-pedagógicas. Recentemente o jardim foi tombado pelo Condepacc.
Segundo a Associação dos Amigos do Jardim Botânico do IAC, fundada em 2005, o maior obstáculo para que o trabalho de educação ambiental possa alcançar um número maior de pessoas e colaborar de modo mais incisivo na condução de uma nova mentalidade e prática nos modos de preservar os solos e as plantas nativas, está na falta de reconhecimento das empresas privadas e de maior atenção do Estado à importância do projeto.

Saiba mais sobre o Jardim Botânico do IAC

O IAC tem 131 anos, mas as coleções de árvores cultivadas pelo instituto começaram a ser organizadas a partir de 1960, pelo pesquisador Hermes Moreira de Souza. Essas coleções compreendem cerca de 4 mil espécies de árvores e 500 de palmeiras, a maioria florescendo e produzindo frutos e sementes. Pode ser a maior coleção de árvores cultivadas no Brasil. Segundo Francisco de Assis, técnico de apoio do IAC, “sabemos muito pouco sobre árvores que são organismos de grande complexidade, que podem viver entre centenas e até milhares de anos e, além disso, a flora brasileira é uma das mais ricas do mundo, diversidade. Isso está relacionado a uma imensa rede de organismos interdependentes, incluindo as pessoas”.
Essas coleções sempre foram a base para o desenvolvimento de outras coleções, trabalhos de reflorestamento e recomposição, enriquecimento da arborização urbana e projetos paisagísticos, ações imprescindíveis ao conhecimento e perspectiva de preservação do que ainda existe.
O trabalho educacional no Instituto Agronômico foi desenvolvido a partir da constatação da urgência de compartilhar este conhecimento, para respeitar e conservar parte do mundo vegetal do Brasil e de outros países. Começou a ser delineado em 1978. Evoluiu com os projetos “O Jardim Botânico vai à Escola e o Natureza e Arte”, e atualmente, com a Associação dos Amigos do Jardim Botânico do IAC, está em cartaz uma exposição itinerante de painéis com imagens de detalhes de plantas, produzidos em parceria com a revista Terra da Gente. Essa exposição tem percorrido instituições e escolas.
Também são realizados rodas de conversa com estudantes e comunidades para prestar maiores esclarecimentos e informações. A partir dessas ações, o IAC propõe a construção participativa de jardins constituindo coleções com função de ensino e conservação.
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APqC cumprimenta Roberto Rodrigues pelo título de Engenheiro do Ano

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Na última terça (23/10), uma comissão da Associação dos Pesquisadores Científicos de São Paulo (APqC) formada pelos doutores Carlos Jorge Rossetto, José Orlando Prucoli e Manoel Carlos Leme esteve presente na cerimônia de comemoração dos 102 anos do Instituto de Engenharia, no Centro Fecomercio de Eventos. Na ocasião, o engenheiro agrônomo Roberto Rodrigues foi outorgado com o título de Eminente Engenheiro do Ano 2018.
Após a solenidade, os pesquisadores científicos cumprimentaram o homenageado e falaram rapidamente sobre a situação dos institutos de pesquisa e sobre o programa de agricultura do candidato a governador João Dória, do qual Rodrigues é um dos formuladores.
Segundo Eduardo Lafraia, presidente do Instituto de Engenharia, a escolha de Roberto Rodrigues ao título foi um reconhecimento à sua atuação no agronegócio, na agricultura familiar, no cooperativismo e na educação. O homenageado foi saudado ainda por Pedro Parente que, em 2017, recebeu o mesmo título. Parente destacou a contribuição de Rodrigues para o avanço e a transformação do agronegócio no Brasil, sendo também uma referência internacional no setor.
Roberto Rodrigues é formado em 1965 pela Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq-USP). Ao longo de sua vida pública, reestruturou o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, abrindo as portas para negociações internacionais. Criou a Lei dos Orgânicos, avançou em leis relacionadas à tecnologia e defende que o Brasil deve enfrentar a missão de ser o protagonista na base da segurança alimentar no mundo, tendo por base a agricultura.

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Roberto Rodrigues recebe o título de Engenheiro Eminente do Ano

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Ex-ministro da Agricultura e ex-presidente da Aliança Cooperativa Internacional (ACI) e da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) e atual embaixador da FAO para as Cooperativas, Roberto Rodrigues será homenageado pelo Instituto de Engenharia, no dia 23 de outubro, com o título de Eminente Engenheiro do Ano de 2018.  Interessados em participar da cerimônia devem se inscrever no link disponivel abaixo:

https://www.institutodeengenharia.org.br/site/2018/10/18/roberto-rodrigues-e-o-eminente-engenheiro-do-ano-2018/

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APqC encaminha documentos referentes ao PLC 04 ao candidato João Doria

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Na última sexta-feira (19/10), uma comitiva da Associação dos Pesquisadores Científicos do Estado de São Paulo (APqC), formada pelos pesquisadores Maurilo Monteiro Terra, Nelson Paolieri Sabino e Rubens Lordello estiveram na Acic, em Campinas, num evento com o candidato do PSDB ao governo do Estado, João Dória. Na ocasião, foi feita a entrega de documentos articulados pela diretoria da APqC, gestão 2018/2019.
Entre os documentos, foram entregues informações referentes ao Projeto de Lei Complementar (PLC 04/2018), que dispõe sobre a equalização salarial dos pesquisadores, com um pedido expresso para que o mesmo seja encaminhado e transformado em lei pelo próximo governo. Atualmente o projeto está tramitando na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), sem previsão de data para ir à votação em plenário.
No evento, os pesquisadores, juntamente com a representante das carreiras de apoio, Maria Luiza Guerreiro, do Instituto Agronômico de Campinas, mantiveram contato com o engenheiro agrônomo Dr. José Amauri Dimarzio, responsável pela área de pesquisa no grupo que elaborou o programa de governo de João Dória e a quem foram entregues os documentos.
Dimarzio, que já ocupou o cargo de vice ministro da agricultura, além de ser empresário e produtor agrícola, sempre foi ligado ao Instituto Agronômico, tendo ativa participação na criação da Fundag. Segundo o pesquisador Rubens Lordello, em razão do atraso na programação e o compromisso do candidato com uma entrevista ao vivo na televisão, os documentos foram entregues diretamente ao assessor, que se comprometeu a encaminhá-los ao candidato.

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NOTA DE ESCLARECIMENTO DA APQC AOS SEUS ASSOCIADOS

A APqC é uma entidade de 40 anos cuja missão é defender a pesquisa científica, os institutos de pesquisa e a carreira de pesquisador. Tem uma história importante que está acima de qualquer momento político, pois entende que a carreira e as Instituições que defende, algumas com mais de 100 anos, são de extrema importância para a sociedade, devendo ser protegidas em todos os momentos, independentemente do partido político do candidato eleito. Por ser uma entidade apartidária, plural e independente, construída sobre sólidos princípios democráticos, sempre buscou respeitar e ouvir a todos através dos diversos canais disponibilizados ao associado. Além disso, sempre procurou ter membros de praticamente de todos os Institutos, visando ter um canal direto com seus associados. Ao tomar ciência do desconforto e descontentamento de diversos associados à nota publicada pela APqC no dia 15 de outubro, cujo intuito foi apenas alertar seus associados sobre as preocupações contra a democracia brasileira, baseando-se nos projetos de governo, em diversos artigos nacionais e internacionais e em entrevistas pessoais do candidato à presidência, disponíveis na mídia, a Diretoria da Associação decidiu esclarecer que em momento nenhum teve por objetivo instigar, sugerir ou direcionar que se votasse ou deixasse de votar em algum candidato ou partido. Nossa maior preocupação no momento é com o Governo do estado de São Paulo, ao qual somos subordinados diretamente. Ressaltamos que os nossos intensivos e exaustivos trabalhos nos últimos meses têm sido direcionados a todos os candidatos ao cargo, assim sendo, aguardamos ansiosamente o resultado das urnas para darmos continuidade ao trabalho que sempre foi realizado por essa valiosa e histórica entidade. Informamos, ainda, que os membros da diretoria e conselho não são simpatizantes de um único partido político e, como representantes eleitos pelos associados, temos o dever de cumprir e respeitar uma das determinações da entidade que é ser apartidária. Lamentamos por qualquer mal entendido e nos colocamos à disposição para receber em nossa próxima reunião, qualquer colega que queira se manifestar, bem como dar sugestões e contribuições. A nossa união sempre foi e será essencial para trabalharmos em defesa das nossas instituições e carreira, seja qual for o partido eleito. A próxima reunião acontecerá dia 13 de Novembro, às 13h30, no Instituto Biológico, em São Paulo. PARTICIPEM!

Diretoria APqC
Biênio 2018/2019
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Márcio França recebe APqC e se compromete a valorizar setor público em seu segundo mandato

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Uma comitiva da Associação dos Pesquisadores Científicos do Estado de São Paulo (APqC) foi recebida na manhã de hoje (17/10) pelo governador de São Paulo, Márcio França. Ele esteve em visita ao Instituto Agronômico de Campinas (IAC), ao lado do prefeito desta cidade, Jonas Donizette, e de outras autoridades, e reforçou o compromisso de investir nos institutos de pesquisa em um eventual segundo mandato.
Na ocasião, os pesquisadores entregaram ao governador toda a documentação referente ao Projeto de Lei Complementar (PLC 04/2018), que dispõe sobre a equalização salarial dos pesquisadores. Atualmente o projeto está tramitando na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), sem previsão de data para ir à votação em plenário.
Foi entregue também um estudo sobre a necessidade do reajuste salarial dos pesquisadores científicos, que não acontece desde 2014, e discutida a atualização do salário do pessoal de apoio dos institutos, que se encontra defesado. Estiveram presentes, representando a APqC, os doutores Rubens Lordello, Carlos Rosseto, Roseli Torres e Adriano Aguiar.
Segundo a pesquisadora Roseli Torres, membro da diretoria da APqC, o governador Márcio França foi “bastante atencioso e demonstrou estar aberto a se sentar com os pesquisadores, em seu futuro governo, para avançarmos nestes pontos”. Ela disse ainda que o governador reconheceu a importância do setor público para a economia e o desenvolvimento do Estado e se comprometeu a manter as portas abertas para o diálogo.

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Brasil: cultivos orgânicos vêm ganhando espaço

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O Brasil, uma das maiores potências agrícolas do mundo, apresenta números crescentes de colheita no campo. Desde meados da década de 1990, o produto interno bruto (PIB) do agronegócio brasileiro oscilou entre US$ 313 bilhões e US$ 337 bilhões anuais, representando 20% a 25% do PIB brasileiro, segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz, da USP. Esse desempenho significativo da agricultura brasileira é acompanhado, no entanto, por uma grande controvérsia sobre a forma como esses números foram atingidos, e particularmente com relação aos impactos ambientais do modelo adotado pelo agronegócio, como o desmatamento e o uso de agrotóxicos em níveis acima do recomendado. Por isso, a sociedade civil tem se mobilizado por uma agricultura mais sustenstável. Leiam no link abaixo matéria do jornalista José Pedro Martins para a revista Comunicaciones Aliadas, do Peru. Nosso amigo, o pesquisador científico Sebastião Wilson Tivelli, é uma das fontes da reportagem. O texto original está em espanhol.

http://www.comunicacionesaliadas.com/brasil-cultivos-organicos-van-ganando-espacio/

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APqC reivindica a normalização do acesso dos pesquisadores pelo Governo do Estado

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Na última sexta-feira (28/09), cerca de 50 pesquisadores científicos estiveram presentes no Palácio dos Bandeirantes para reivindicar a volta da normalidade dos processos de avaliação de mérito, etapa pela qual os pesquisadores devem passar para progredirem na carreira.

Tradicionalmente, a avaliação se iniciava em junho e se encerrava em meados de julho. No entanto, segundo os pesquisadores, desde 2015 tem ocorrido um atraso anormal na conclusão deste processo. Em 2018 esta situação ficou anda mais crítica, pois o processo nem sequer foi aberto.

Um grupo de cinco pesquisadores foi recebido pelos chefes de gabinete da Secretaria de Planejamento e Gestão e também da Secretaria de Governo. Além de lembrarem que o processo é garantido por lei, os pesquisadores expuseram todas as dificuldades que a categoria vem passando nos últimos quatro anos, falaram da importância dos institutos de pesquisa para o Estado de São Paulo e entregaram as provas realizadas no ano de 2017 pelos pesquisadores que estavam presentes no Palácio.

Ao final da reunião, os chefes de gabinete asseguraram que o decreto de elevação referente ao acesso 2017 será assinado esta semana. Com relação ao acesso de 2018, será realizada uma reunião entre SPG, CPRTI e PGE para que os problemas de atrasos não voltem a ocorrer nos próximos anos. A APqC se compromete a acompanhar e cobrar celeridade do Governo do Estado.

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Ciclo de Debates do MCTP: Diálogos com os candidatos ao Senado de SP

Seis candidatos ao Senado pelo Estado de São Paulo já confirmaram a participação em um novo evento do Ciclo de Debates ELEIÇÕES 2018, promovido pelo Movimento pela Ciência e Tecnologia Pública (MCTP), que ocorrerá na segunda-feira, 01 de outubro, no auditório da Associação de Docentes da Unicamp (ADunicamp), a partir das 11 horas. São el@s Antônio Neto (PDT), Daniel Cara (PSOL), Eduardo Suplicy (PT), Jilmar Tatto (PT), Pedro Henrique (REDE) e Silvia Ferraro (PSOL).

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Saiba mais em MCTP

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MANIFESTAÇÃO DIA 28/09


CONFIRMAÇÃO DA MANIFESTAÇÃO

ACESSO 2017 E 2018


 

Confirmada a manifestação presencial em frente ao Palácio dos Bandeirantes, no dia 28 de Setembro de 2018, às 14h30, para cobrarmos com urgência a assinatura, pelo Sr. Governador, do decreto de elevação dos pesquisadores aprovados no acesso de 2017 e também a abertura do acesso de 2018.

Nesta ocasião, sugerimos que cada pesquisador leve a última prova ou relatório realizados (CPRTI – modelo II – acesso) e anexe uma carta de próprio punho com a manifestação de sua indignação para com o modo como estamos sendo tratados nos últimos 4 anos, quando o processo tem enfrentado vários entraves burocráticos. Estes documentos serão protocolados e encaminhados ao Governador de São Paulo, Exmo. Sr. Márcio França. Lembramos que nosso acesso é garantido por Lei e inclusive possuímos um parecer da PGE favorável à sua manutenção.

Caso você não possa comparecer amanhã mas souber de algum colega que irá, pode entregar o modelo II que será protocolado independentemente por nós.

Esperamos desta maneira sensibilizar nossos governantes com o que temos de mais importante, nosso trabalho.

Diretoria da APqC

 

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Notícias

Estudo liderado por pesquisadores da USP revela que a cada R$ 1 que o Estado aplica em pesquisa e desenvolvimento, na área da agropecuária, resulta em R$ 12 de retorno para a economia paulista. O crescimento da produtividade é um dos reflexos diretos do investimento em capital humano. E há quem questione a importância dos institutos de pesquisa científica. Leia mais no link abaixo.

http://agencia.fapesp.br/recompensa-no-prato/28800/

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RECADO IMPORTANTE


Prezados associados,

A APqC está organizando uma manifestação presencial em frente ao Palácio dos Bandeirantes, no dia 28 de Setembro, às 14h30, para cobrarmos com urgência a assinatura, pelo Sr. Governador, do decreto de elevação dos pesquisadores aprovados no acesso de 2017 e também a abertura do acesso de 2018.

Nesta ocasião, sugerimos que cada pesquisador leve a última prova ou relatório realizados (CPRTI – modelo II – acesso) e anexe uma carta de próprio punho com a manifestação de sua indignação para com o modo como estamos sendo tratados nos últimos 4 anos, quando o processo tem enfrentado vários entraves burocráticos. Estes documentos serão protocolados e encaminhados ao Governador de São Paulo, Exmo. Sr. Márcio França. Lembramos que nosso acesso é garantido por Lei e inclusive possuímos um parecer da PGE favorável à sua manutenção.

Assim, solicitamos o comparecimento na data e local mencionados acima, daqueles aprovados no ultimo acesso, bem como dos interessados em prestar o acesso de 2018 e ainda daqueles interessados em manter a carreira de Pesquisador Cientifico no Estado de SP (no total somos aproximadamente 1600 pesquisadores na ativa).

A APqC poderá contratar o transporte partindo de Campinas, dependendo da demanda (confirme à Diretoria se há interesse).

Informamos que o evento irá acontecer mediante a confirmação de, no mínimo, 130 pesquisadores, até o dia 26/09. 

Faremos a confirmação oficial do evento no dia 27/09 pelo Site da APqC.


Para confirmar a sua participação no dia do evento, clique no link abaixo:

http://www.apqc.org.br/FichaInscricao_Manifestacao_1.asp


Diretoria da APqC

Biênio 2018-2019

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APqC apoia PLC que garante indenização integral da licença-prêmio a todos os servidores

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A Associação dos Pesquisadores Científicos do Estado de São Paulo (APqC) vem a público manifestar apoio ao Projeto de Lei Complementar (PLC) 47/2018, de autoria do deputado Carlos Giannazi (PSOL), e conclama os deputados estaduais que apoiam as causas da carreira de pesquisador a encaminhar à votação o referido projeto.

O objetivo do PLC é assegurar o direito dos servidores públicos a receber os vencimentos, na íntegra, durante o período de sua licença-prêmio. Atualmente, a administração concede o direito à indenização de trinta dias aos servidores de algumas secretarias, como os lotados nas pastas de Educação e da Polícia Militar, mas não permite indenizar o total dos 90 dias a que têm direito esses trabalhadores.

Conforme a justificativa do PLC, “diante da falta de pessoal, o serviço das repartições públicas se acumula e os servidores não podem usufruir do gozo desse tempo – mal o conseguem com relação às suas férias. Assim, acaba se gerando um acúmulo improdutivo dos meses da licença, forçada por ordem da gestão administrativa”.

Nesse sentido, a APqC concorda que ampliar o direito à indenização da licença de trinta para noventa dias é uma demanda justa a todos os servidores. A propositura prevê ainda que o pedido do gozo em pecúnia seja feito a qualquer tempo pelo servidor, desvinculando da data de seu aniversário, que nem sempre é a época mais interessante para o servidor receber o valor da indenização.

A categoria dos pesquisadores científicos deve estar unida e mobilizada nessa reivindicação, de modo a pressionar que o PLC 47/2018 seja colocado em pauta e devidamente aprovado pelos deputados na Alesp.

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APqC alerta para risco da “privatização disfarçada” promovida pelas Organizações Sociais

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Um dos temas discutidos na reunião da Associação dos Pesquisadores Científicos do Estado de São Paulo (APqC), acontecida no dia 11/09, foi a importância – e a necessidade – de informar e alertar funcionários e pesquisadores científicos dos institutos sobre o risco representado pelas Organizações Sociais (OS), associações privadas autorizadas a receber subvenção do Estado para prestar serviços de interesse público, sobretudo na área da saúde.

“Desde que se estabeleceu no Estado de São Paulo a qualificação de entidades privadas como Organizações Sociais, esse modelo de gerência está sendo implementado aos poucos. O problema é que isso tem significado, na prática, uma privatização disfarçada, que vem ocorrendo de forma lenta e gradual, nem sempre com benefícios para o usuário”, disse a presidente da APqC, Cleusa Lucon, fazendo referência à Lei Complementar 846, de 1998.

Segundo ela, os institutos de pesquisa científica estão sob constante ameaça de terem sua administração terceirizada, assim como tem acontecido com muitas unidades de saúde. “O Estado entregou para essas OS a gerência de serviços de apoio diagnóstico, sistema de regulação e até mesmo de hospitais. Em várias cidades onde isso se deu há casos de má gerência, desrespeito aos direitos dos trabalhadores e desvios de recursos públicos”, afirmou, lembrando que entre 2013 e 2017, as Organizações Sociais que mantêm contratos com o Governo de São Paulo receberam mais de R$ 28 bilhões, valor que supera o orçamento anual da Secretaria de Estado da Saúde.

Para impedir que isso aconteça também com os Institutos de Pesquisa, a APqC irá promover debates com especialistas no assunto. O objetivo é aprofundar o conhecimento sobre o modus operandi e a experiência real das Organizações Sociais à frente das unidades de saúde do Estado de São Paulo. “Todos os pesquisadores serão avisados para que participem dos eventos. A ofensiva das OS contra os institutos de pesquisa tem se acentuado de uns anos para cá e precisamos estar atentos e organizados. A APqC é contrária a esse modelo de gerência e entende que devemos ter uma posição clara e coesa contra ele, até porque ele implica no fim das carreiras de pesquisas”, disse Cleusa Lucon.

“O Estado precisa investir nos institutos de pesquisa, recompondo seus orçamentos. O custo para manter uma OS é maior e quem paga por isso é a população”, complementou Joaquim Adelino, vice-presidente da APqC.

Datas e locais ainda não foram confirmados, mas os eventos serão divulgados no site e nas redes sociais da Associação.

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APqC se reúne com secretário da Casa Civil para reivindicar equalização salarial da categoria

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A diretoria da Associação dos Pesquisadores Científicos do Estado de São Paulo (ApqC) se reuniu ontem (05/09) com o secretário-chefe da Casa Civil do governo estadual, Aldo Rebelo, para tratar, entre outros assuntos, do Projeto de Lei Complementar (PLC 04/2018), que dispõe sobre a equalização salarial dos pesquisadores. Atualmente o projeto, de autoria do deputado Campos Machado, encontra-se parado na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), sem previsão de data para ir à votação em plenário.

Segundo a presidente da APqC, Cleusa Lucon, o secretário se comprometeu a estudar todas as possibilidades para resolver os problemas apontados e demonstrou entender a urgência de não apenas sancionar o PLC – que tem caráter autorizativo e não obriga o governo a implementá-lo – mas de aplicá-lo efetivamente, de modo a reparar o que ela classifica como uma “injustiça com a categoria”.

Na prática, o projeto visa equalizar os salários de pesquisadores que trabalham na mesma bancada e com a mesma peculiaridade de cargo e requisitos de investidura, mas que recebem vencimentos diferentes. “Requeremos o pagamento da diferença de salários entre os pesquisadores científicos que não ganharam ação judicial e os seus colegas do mesmo nível que têm um salário maior por decisão da justiça”, disse a presidente.

Ainda conforme Cleusa Lucon, a associação tem feito “um trabalho intenso na Alesp para acelerar a tramitação” do PLC, uma vez que o mesmo já passou por duas comissões, com parecer favorável, e encontra-se parada na Comissão de Finanças, Orçamento e Planejamento em função da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) não ter sido votada até o momento. “Em último caso, pedimos que o próprio governador Marcio França tome a dianteira e assine um decreto para regularizar a nossa situação”, explicou. Segundo ela, o secretário Aldo Rebelo se mostrou “sensível à causa” e afirmou que levaria ao governador a reivindicação da APqC.