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EDITAL DE CONVOCAÇÃO DE ASSEMBLEIA GERAL ORDINÁRIA

Estão convocados os associados da Associação dos Pesquisadores Científicos do Estado de São Paulo para a Assembleia Geral Ordinária que se realizará no dia 11 março de 2020, às 12:00h, em primeira convocação, e às 13h, em segunda convocação, no Instituto Biológico, 6º andar, auditório Vicente do Amaral, Av. Rodrigues Alves, 1252 – São Paulo/SP, para:

  1. Prestação de contas da Associação no exercício de 2019;
  2. Leitura do parecer do Conselho Fiscal – exercício de 2019;
  3. Deliberação da prestação de contas no exercício de 2019;
  4. Valor da anuidade/mensalidade de 2020;
  5. Plano de trabalho da nova Diretoria Executiva;
  6. Informe sobre as reuniões realizadas ou solicitadas no Governo, com Diretores dos IPs e na ALESP;
  7. Autorização para pagamento de despesas suplementares no montante de R$3.000,00 (três mil reais) gastos com a edição final dos vídeos produzidos pela empresa Peripécias;
  8. Alteração do artigo 1º do Estatuto Social da APqC, objetivando flexibilizar a escolha da sede da associação via assembleia geral e não mais por mudança estatutária, vide projeto de reforma estatutária anexo;
  9. Alteração e aprovação de novo endereço da sede da APqC;
  10. Eleição de membros titulares e suplentes para compor o Conselho Fiscal, Biênio 2020-21
  11. Prazo para ajuizamento do Mandado de Segurança Preventivo objetivando que pesquisadores possam exercem livremente sua liberdade de pensamento e expressão de atividade intelectual, científica e de comunicação, inclusive podendo criticar a administração pública,   independentemente de censura ou licença, podendo conceder entrevistas para quaisquer meios de comunicação, independentemente de serem autorizados ou não pelo Gabinete da Secretaria de Estado, ressalvados os casos de  pesquisas científicas com caráter sigiloso, de interesse público;
  12. Ação Rescisória- Esclarecimentos sobre os desdobramentos no Superior Tribunal de Justiça com o Desembargador aposentado, Dr. Sebastião Amorim e os advogados, Dr. Luiz Carlos de Arruda Camargo e Dra. Helena Goldman.
  13. Medalha “Alba de Campos Lavras”: sistemática de concessão.
  14. Apresentação dos vídeos objetivando a divulgação dos Institutos de Pesquisa confeccionados pela Peripécias Filmes na gestão anterior.

 

João Paulo Feijão Teixeira
Presidente da APqC 

 

Campinas, 21 de fevereiro de 2020

 

Edital de Convocação AGO 11-03-2020

Anexo 1 – Projeto Reforma do Estatuto

Presidente da APqC apresenta plano de trabalho em visita ao Instituto Biológico

No dia 20 de fevereiro, o Presidente da Associação dos Pesquisadores Científicos do Estado de São Paulo (APqC), João Paulo Feijão Teixeira, visitou o Instituto Biológico, em São Paulo, sendo recebido pela Diretora Geral Ana Eugênia de Carvalho Campos, diretores e assessores da Instituição. O presidente da APqC fez-se acompanhar do Conselheiro da Associação Dr. José Orlando Prucoli e da Dra. Marcia Rebouças, coordenadora do Centro de Estudos da APqC.

O presidente Feijão discorreu sobre a proposta de trabalho que vem sendo desenvolvida pela nova diretoria da APqC, destacando como prioridade a equiparação salarial dentro da carreira de pesquisador científico, o diálogo propositivo com os secretários estaduais de Agricultura, Meio Ambiente e Saúde e com as direções das 19 Instituições estaduais de pesquisa.

Feijão apresentou, ainda, detalhes das propostas que a APqC encaminhou aos Secretários de Estado abordando as razões jurídicas para equiparação salarial e a implantação de programa de prestação de serviço voluntário no âmbito das instituições de pesquisa visando o aproveitamento de recursos humanos extremamente qualificados que se aposentaram e se dispõem a continuar prestando serviços relevantes na pesquisa e na formação de recursos humanos em cursos de pós-graduação.

A diretora Ana Eugênia destacou a importância do fortalecimento da carreira de pesquisador científico e da divulgação dos impactos da tecnologia gerada pelo Instituto, enfatizando o papel diferenciado das instituições de pesquisa, como o Biológico, que é fiel ao compromisso de resolver problemas no âmbito da produção agrícola e para tanto mantém estreita relação com os produtores e demandantes de sua pesquisa.

Foram considerados importantes e relevantes os esforços para divulgação dos avanços tecnológicos que a instituição promove e para tanto a APqC propôs colaborar com o Instituto Biológico.

Presidente da APqC se reúne com diretora do Instituto de Tecnologia de Alimentos

Em 19 de fevereiro o Presidente da Associação dos Pesquisadores Científicos do Estado de São Paulo (APqC), João Paulo Feijão Teixeira, visitou em Campinas o Instituto de Tecnologia de Alimentos (ITAL), sendo recebido pela Diretora Geral Dra. Eloísa Garcia. Foram apresentados pelo presidente os pontos principais de seu plano de trabalho à frente da Associação, como a equiparação salarial dentro da carreira de pesquisador científico, o diálogo propositivo com os secretários estaduais de Agricultura, Meio Ambiente e Saúde e com as direções das 19 Instituições de pesquisa, além da atuação ativa junto aos deputados na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp).

Discutiu-se, ainda, propostas que a APqC tem apresentado aos Secretários de Estado abordando as razões jurídicas para equiparação salarial e a implantação de programa de prestação de serviço voluntário no âmbito das instituições de pesquisa, visando o aproveitamento de recursos humanos qualificados que se aposentaram e se dispõem a continuar prestando serviços relevantes na pesquisa e na formação de recursos humanos em cursos de pós-graduação.

A otimização da divulgação de pesquisas de alta relevância tecnológica é uma aspiração tanto da APqC como da diretora Eloisa podendo significar cooperação entre entre o ITAL e a Associação proximamente. A dra. Eloisa Garcia ressaltou também o papel relevante na instituição dos integrantes da carreira de Assistentes Técnicos de Pesquisa e para os quais a APqC se comprometeu a desenvolver reuniões de organização de pauta que contemple os anseios desses funcionários.

Comunicado sobre ação rescisória

COMUNICADO AÇÃO RESCISÓRIA N. 2005314-34.2016.8.26.0000

Prezados Pesquisadores,

No dia 19 de fevereiro de 2020 o agravo denegatório de recurso especial (1.306.084/SP) interposto pela Associação dos Pesquisadores Científicos do Estado de São Paulo (APqC) foi julgado no Superior Tribunal de Justiça (STJ) em decisão monocrática pelo Relator Og Fernandes.

O Agravo foi conhecido e o Tribunal passou a análise do recurso especial.

Entretanto, o mesmo não foi conhecido com fulcro no art. 932, III, IV, do CPC/2015, c/c o art. 253, parágrafo único, II, “b”, do RISTJ.

Os advogados irão opor embargos declaratórios no prazo legal de 5 dias, tendo em vista contradições na decisão monocrática.

No dia 11 de março de 2020 os advogados Dr. Sebastião Amorim, Dr. Luiz Carlos Arruda Camargo e Dra. Helena Goldman, estarão presentes na Assembleia Geral da APqC, no Instituto Biológico para dirimir todas as dúvidas existentes.

São Paulo, 20 de fevereiro de 2020.

Dr. Sebastião Amorim
Dr. Luiz Carlos Arruda Camargo
Helena Goldman

Comunicado sobre a PEC18, referente à previdência dos servidores públicos

COMUNICADO

Na última terça-feira (18), em votação na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp), o governo estadual aprovou, em primeiro turno, a PEC18, que dispõe sobre a reforma previdenciária dos servidores públicos. Ontem (19), data em que a proposta seria apreciada em segundo turno, os deputados decidiram adiar a votação para março.

A Associação dos Pesquisadores Científicos do Estado de São Paulo (ApqC) considera que a pressão exercida pelos servidores foi fundamental para o adiamento da votação da PEC. A associação vê com preocupação a proposta do governo em relação à aposentadoria e outros direitos assegurados dos servidores públicos paulistas. A APqC apoia ainda a apresentação de um substitutivo que atenue os efeitos da mesma sobre os funcionários dos Institutos de Pesquisa.

Pesquisadores desenvolvem técnica sustentável para produzir plástico

Um grupo de pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) em São Carlos desenvolveu uma técnica sustentável para a obtenção de carbono — elemento indispensável para a produção de plástico, além de medicamentos, cosméticos e outros produtos.

Por meio do aproveitamento do bagaço da cana-de-açúcar, os pesquisadores conseguiram criar um composto com 10 átomos de carbono (C10) com potencial para ser inserido na indústria de plástico.

Com as mudanças climáticas, diversos países se comprometeram a repensar a maneira de lidar com o carbono que, normalmente, é extraído do petróleo. Por esse motivo, espera-se que 20% a 30% da produção de carbono adote fontes sustentáveis nas próximas décadas.

Segundo o estudo publicado na revista Green Chemistry, o bagaço de cana contém um líquido incolor chamado valerolactona. Cada molécula deste composto orgânico possui 5 átomos de carbono. Sabendo disso, a equipe uniu duas moléculas do líquido para formar o C10.

O professor orientador da pesquisa, Antônio Burtoloso, afirmou que a síntese do C10 leva apenas um dia. Ele também destacou que o método utilizado pela equipe além de rápido, é simples de baixo custo — e ainda pode ser aplicado em larga escala.

Reaproveitamento de matéria-prima

Como explica o professor Antônio Burtoloso, não é necessário plantar a cana-de-açúcar para obter carbono e, por consequência, o plástico e demais materiais.

O foco da USP é trabalhar com o bagaço que sobra das produções dessa cultura. De acordo com um estudo publicado há três anos pelo Instituto de Economia Agrícola (IEA), o Brasil gerou 166 toneladas de bagaço nas safras de 2015 e 2016. Parte das safras acaba sendo descartada e esse excedente pode ser aproveitado para gerar C10.

A extração de petróleo apresenta muitos impactos negativos e, por esse motivo, a popularização deste modo de produção poderia representar um passo importante em direção à preservação ambiental.

Fonte: Tecmundo

Mulheres ocupam mais de 50% dos cargos de pesquisa na Agricultura

Pesquisadoras ocupam 50% do corpo de pesquisadores científicos da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, na Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA), que coordena os seis Institutos de pesquisa paulista da área. Há mulheres na liderança de três deles. Os números constam em levantamento realizado para lembrar o Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência, comemorado no último dia 11 de fevereiro.

A data foi instituída pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) e ONU Mulher para promover o acesso integral e igualitário da participação de mulheres e meninas na ciência.

Na Secretaria da Agricultura elas são engenheiras agrônomas, biólogas, economistas, engenheiras de alimentos e diversas outras formações de desenvolvem pesquisas em agricultura, pecuária, pesca e aquicultura, economia agrícola, sanidade e processamento de alimentos e que contribuem ativa e diretamente para o crescimento do setor do agronegócio no Estado e em todo o Brasil.

Além de serem mais de 50% do corpo técnico de pesquisadores da APTA, formado por 515 cientistas, as mulheres ocupam dentro da Agência cargos de liderança, tanto na diretoria dos Institutos, mas também na assessoria técnica e direção de centros de pesquisa. No Instituto de Tecnologia de Alimentos (ITAL), por exemplo, todos os seis centros técnicos são dirigidos por mulheres.

Pesquisadora do ITAL há mais de 35 anos, Eloísa Garcia encara como um grande satisfação o desafio de ser a primeira mulher a estar no posto de diretora-geral do Instituto, cargo que ocupa desde 2019. “A presença feminina é muito forte na pesquisa porque há mentes mais abertas, pessoas com visão mais inovadora: as mulheres têm mais facilidade de se desenvolverem e subirem na carreira”, afirma.

No mundo

Segundo dados do Instituto de Estatística da Unesco, no mundo apenas 28% dos pesquisadores são mulheres, que continuam sub-representadas nos campos da ciência, tecnologia, engenharia e matemática. No campo científico, segundo a organização, elas também estão sub-representadas nas decisões políticas tomadas no mais alto nível da pesquisa.

A bióloga Ana Eugênia de Carvalho Campos considera importante a participação cada vez maior das mulheres em profissões estratégicas, como a pesquisa científica e na ocupação de cargos de liderança. Com experiência na assessoria técnica da direção do IB por 12 anos, na diretoria do Núcleo de Inovação Tecnológica do Instituto desde 2016, e na direção do IB desde 2019, Ana Eugênia consegue perceber na prática como as mulheres podem contribuir para o avanço do conhecimento e também na gestão das instituições científicas.

“Dizem que as mulheres possuem a capacidade de fazer diversas coisas ao mesmo tempo. Que estamos sempre atentas, que somos curiosas e que conseguimos tomar decisões com rapidez. Todas essas características são importantíssimas para um gestor e para um cientista”, diz.

A visão é compartilhada por Priscilla Rocha Silva Fagundes, diretora do Instituto de Economia Agrícola (IEA). “Sou formada em engenharia agronômica e venho de uma turma que tinha poucas mulheres. O campo sempre foi visto como um ambiente masculino, apesar da mulher sempre ter uma participação importante dentro das propriedades rurais. Estamos, porém, ocupando cada vez mais lugar no setor dos agronegócios e na pesquisa científica. Temos contribuído muito para aproximar o rural do urbano e mostrar a força do setor dos agronegócios”, afirma.

Dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Esalq-USP) mostram que de 2004 a 2015 o total de mulheres trabalhando no agro aumentou 8,3% e a participação da mulher no mercado de trabalho do agronegócio cresceu consistentemente no período, passando de 24,1% para 28%.

Fonte: Assessoria com informações da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo.

Equiparação salarial: advogados da APqC se reúnem com ministro do STJ

Dra. Helena Goldman, ministro Og Fernandes e Dr. Sebastião Amorim

O Dr. Sebastião Amorim, desembargador aposentado, e a advogada da Associação dos Pesquisadores Científicos do Estado de São Paulo (APqC), Dra. Helena Goldman, compareceram ontem (17) ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) para audiência com o ministro Dr. Og Fernandes.

Os advogados relataram que foram muito bem recebidos e puderam expor os principais tópicos do recurso interposto pela APqC, objetivando que a ação rescisória do Estado seja julgada improcedente e consequentemente a validade da decisão proferida na ação coletiva que determina a equiparação salarial entre pesquisadores e os docentes, em razão do cumprimento das legislações estaduais.

A decisão agora caberá ao ministro. Ainda não há data para o julgamento.

Horto de Tupi, do Instituto Florestal, divulga programação de 2020

A Estação Experimental de Tupi, também conhecido como Horto de Tupi, implantou este ano novas placas educativas ao longo da “Trilha da Biodiversidade”. Feitas de “madeira plástica” (material resultante do processamento de resíduos recicláveis) as placas abordam diversos temas, como: a Mata Atlântica existente na área protegida, o papel das aves na formação da floresta, as relações da floresta com a água, a história do local, entre outros.

Segundo a especialista ambiental, Maria Luísa Bonazzi Palmieri, as novas placas implantadas na Trilha da Biodiversidade foram elaboradas de forma participativa no âmbito do Comitê Gestor da Área de Visitação Pública da Estação Experimental de Tupi, considerando os temas que geralmente são abordados nos trabalhos de educação ambiental nessa área protegida. “Elas buscam não somente informar, mas estimular reflexões, tanto dos participantes dos programas educativos desenvolvidos no local quanto dos visitantes que caminham na trilha aos finais de semana”, explica.

O projeto do Instituto Florestal (IF) em parceria com a Secretaria Municipal de Defesa do Meio Ambiente de Piracicaba (SEDEMA) teve o patrocínio da OJI Papéis Especiais e apoio da Pira 21.

Junto com a implantação das placas, o Horto de Tupi também renovou os quatro programas de educação ambiental da unidade. O “PJ Tupi: educação integral e ambiental” foi retomado com os professores e equipe gestora da Escola Estadual Pedro de Mello. A atividade incluiu o “Desafio do Horto”, no qual todos passaram por diversos locais na área protegida e conheceram mais sobre esse espaço e seu potencial educativo. Também foram feitos exercícios de formação sobre educação ambiental crítica, diálogo sobre problemas socioambientais da escola e entorno, entre outras, que foram utilizadas como base para a elaboração das disciplinas eletivas da escola.

A terceira edição do “EducaTrilha na Escola” incluirá questões culturais e a participação da educação infantil da rede municipal de ensino. Realizado com escolas municipais, estaduais e particulares por meio de um processo formativo e um concurso de projetos educativos que incluem visitas ao Horto de Tupi, o prêmio para as escolas vencedoras é uma viagem pedagógica para os professores a uma área protegida escolhida pelos mesmos.

Há também o “Bacia Caipira”, programa de educação ambiental desenvolvido conjuntamente com a Prefeitura e o Departamento de Água e Esgoto de Santa Bárbara d’Oeste, o qual neste ano terá o slogan “Redescobrindo as nascentes e compartilhando experiências” e incluirá visitas ao Horto de Tupi, à nascente modelo em Piracicaba e uma nascente em Santa Bárbara d’Oeste. O Bacia Caipira é realizado com grupos de idosos da região.

Já o “Vem pro Horto” conta com atividades aos finais de semana voltadas a toda a comunidade, que serão realizadas com diversos parceiros, incluindo instituições da sociedade civil e pessoas voluntárias interessadas em desenvolver esse trabalho conjunto. O calendário do “Vem pro Horto” contemplou atividades em praticamente todos os meses do ano, sendo:

  • 22/03 das 9h: Tricnic no Horto
  • 24/05 às 7h: Vem Passarinhar no Outono
  • 21/06 às 8h: Bike Adventure
  • 27/06 às 8h30min: RPG no Horto
  • 08/08 às 8h: Do mato ao prato
  • 16/08 às 8h: Passeio ciclístico no Horto
  • 13/09 às 7h: Vem Passarinhar na Primavera
  • 18/10 às 9h: Vem brincar e aprender no Horto
  • 28/11 às 8h30min: RPG no Horto
  • 06/12 às 8h30min: Caminhada histórica.

Mais informações: (19) 3438-7116 e (19) 3438-7200 ou eetupi.if@gmail.com

Fotos: Acervo Estação Experimental de Tupi

Desenvolvida pelo Instituto Butantan, vacina mais barata e eficaz contra pneumonia é testada em humanos

Luciana Cezar de Cerqueira Leite, pesquisadora do Laboratório Especial de Desenvolvimento de Vacinas do Instituto Butantan, vinculado à Secretaria de Estado da Saúde.

Uma nova vacina contra pneumonia, mais barata e abrangente que as versões atualmente usadas no Brasil, está sendo testada em humanos. Desenvolvida por pesquisadores do Instituto Butantan e do Boston Children’s Hospital, da Universidade Harvard, dos Estados Unidos, a formulação protege o organismo contra todos os sorotipos da bactéria Streptococcus pneumoniae, causadora da doença.

“Adotamos uma estratégia diferente para ativar a resposta imune. Em vez de usar como alvo os polissacarídeos presentes na cápsula bacteriana, como fazem as vacinas hoje disponíveis, optamos por proteínas comuns a todos os sorotipos do microrganismo”, explica à Agência Fapesp Luciana Cezar de Cerqueira Leite, pesquisadora do Laboratório Especial de Desenvolvimento de Vacinas do Instituto Butantan, vinculado à Secretaria de Estado da Saúde.

A parte inicial da pesquisa, coordenada pela cientista, foi apoiada pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp). Os testes clínicos de fase 1 e 2 foram realizados na África sob a coordenação da equipe de Harvard, com apoio da Fundação Bill & Melinda Gates e do Program for Appropriate Technologies in Health (PATH), organização norte-americana sem fins lucrativos dedicada a desenvolver inovações que salvam vidas e melhoram a saúde.

“Foram mais de dez anos de pesquisa até chegar a essa vacina celular. Inicialmente, investigamos proteínas que poderiam ser usadas como alvo. Ao longo do percurso, surgiu a proposta da vacina celular. Desenvolvemos então o processo de produção, mudamos o adjuvante [substância capaz de potencializar a resposta imune] e até a via de administração. Pretendíamos criar uma vacina intranasal, mas percebemos que o produto seria mais eficiente pela via intramuscular”, acrescenta a pesquisadora.

O artigo sobre o estudo (em inglês) pode ser consultado pela internet.

Sorotipos

Estima-se que existam em todo o mundo mais de 90 sorotipos de S. pneumoniae, que, além de pneumonia, causa doenças como meningite, otite e sinusite. Os sorotipos são definidos com base na combinação de polissacarídeos presentes na cápsula que recobre o microrganismo.

Nas vacinas convencionais, essa combinação de moléculas vai determinar o antígeno que, quando introduzido no organismo, induz a formação de anticorpos. Já o produto desenvolvido no Instituto Butantan é capaz de ativar a resposta imune independentemente do sorotipo bacteriano.

“Produzimos a bactéria sem cápsula em cultura celular e usamos uma técnica especial para matá-la sem que se desintegre. Desse modo, o patógeno inativado pode ser administrado como vacina. Além disso, identificamos proteínas imunogênicas [que ativam uma resposta imunológica] comuns em todos os sorotipos”, salienta.

Parte dos estudos feitos no Butantan foi descrita na revista Vaccine. Em artigo mais recente, publicado na revista Expert Review of Vaccines, Luciana Cezar de Cerqueira Leite e colaboradores ressaltam a importância de se desenvolver uma vacina contra pneumonia que seja acessível e funcione para todos os sorotipos de S. pneumoniae.

“No caso específico da pneumonia, insistir na inclusão de novos sorotipos em vacinas conjugadas só aumenta a complexidade e os custos de produção, fazendo com que vacinas que já são caras se tornem ainda menos acessíveis a países em desenvolvimento, como o Brasil”, diz.

Proteção

Luciana Cezar de Cerqueira Leite explica que as vacinas pneumocócicas conjugadas hoje disponíveis protegem contra 10 ou 13 sorotipos da bactéria. Uma versão não conjugada abrange 23 sorotipos, mas não é eficaz em crianças e, por isso, tem sido usada principalmente em adultos.

“A primeira geração de vacinas conjugadas era eficaz contra os sete sorotipos mais prevalentes na Europa e nos Estados Unidos [7-valente]. Porém, como a prevalência varia de uma região para outra, não apresentava uma cobertura boa para o Brasil. Abrangia em torno de 60% apenas”, pontua.

Com o tempo, a capacidade de conjugar cepas variadas foi aumentando e surgiram as versões 10-valente e 13-valente. “Mas há um problema nessa estratégia. Quando são tiradas de circulação as bactérias de um determinado sorotipo, outras cepas [com diversos sorotipos] vão surgindo naturalmente e o imunizante perde eficácia. É a chamada substituição sorotípica”, completa a pesquisadora.

Além de mais abrangente, a vacina celular desenvolvida no Butantan não sofre o problema de substituição sorotípica. Outra vantagem, de acordo com a cientista, está no preço. “Embora seja difícil definir valores antes que o imunizante seja aprovado e comece a ser produzido, estima-se algo próximo a US$ 2 [R$ 8,7]. Atualmente, a vacina polissacarídica [13-valente] custa cerca de US$ 60 [R$ 261] na rede privada e US$ 15 [R$ 65] no Sistema Único de Saúde”, ressalta.

A redução no preço está atrelada à menor complexidade do processo produtivo. “Para fazer a 13-valente, é preciso produzir em cultura cada um dos 13 sorotipos e, em seguida, purificar cada uma das variações bacterianas para obter os polissacarídeos. O fato de ser uma vacina conjugada requer ainda que se faça uma reação entre o polissacarídeo e uma proteína carreadora. São várias etapas, é muito trabalhoso e todo o processo leva quase dois anos”, revela.

Já o novo imunizante pode ser produzido em até dois meses, de acordo com Luciana Cezar de Cerqueira Leite. Já foram concluídas a primeira (análise de segurança e toxicidade) e a segunda fase (análise de imunogenicidade) dos ensaios clínicos. “Pretendemos repetir a segunda fase em outro sítio, nos Estados Unidos. É nessa etapa que se compara o tipo de resposta imune induzida em populações de diferentes países”, finaliza.

A terceira fase dos testes clínicos, ainda sem previsão para começar, envolve um número maior de pessoas e testa efetivamente a eficácia da vacina por meio da comparação entre uma população imunizada e outra que recebeu apenas placebo.

Fonte: Fapesp

APqC visita Instituto Florestal e propõe diálogo propositivo junto ao governo estadual

O presidente da APqC, João Paulo Feijão, em reunião com o diretor do Instituto Florestal, Luís Alberto Bucci

O presidente da Associação dos Pesquisadores Científicos do Estado de São Paulo (APqC), João Paulo Feijão Teixeira, visitou ontem o Instituto Florestal (IF) e foi recebido pelo diretor Luís Alberto Bucci, pelo coordenador executivo da Reserva da Biosfera do Cinturão Verde de São Paulo Rodrigo Castanho, pelo conselheiro da APqC Miguel Luiz Menezes Freitas, pela representante da APqC Glaucia Cortez e por demais diretores e assessores. A finalidade da visita foi apresentar a nova diretoria da Associação e tratar sobre futuras parcerias.

O presidente da APqC expôs a estratégia adotada pela atual diretoria de diálogo propositivo com as várias instâncias do governo estadual, com deputados da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp) e lideranças políticas regionais. Fez menção às ações já desenvolvidas nesse início de mandato a partir de conversas realizadas com diretores de outros institutos de pesquisa e com a Secretaria de Agricultura e Abastecimento.

Feijão falou também sobre os documentos apresentados para deliberação do governo, como a minuta de um decreto que disciplina o trabalho voluntário no âmbito dos institutos e o que apresenta razões jurídicas para que seja estabelecida a equiparação salarial na carreira de pesquisador. Enfatizou a necessidade de divulgação das realizações dos Institutos de Pesquisa e dos impactos positivos gerados pelas tecnologias. “É preciso atingir um público mais amplo, para além dos muros dos institutos”, disse.

O diretor Bucci destacou a importância da melhoria dos recursos orçamentários e enfatizou a necessidade de interação da APQC com o Fórum de Diretores e com o Consip para consecução de seus objetivos. Por fim, foram sugeridas estratégias para argumentação na busca da equiparação e para otimização da comunicação desenvolvida pela associação visando tanto a sociedade como o público interno.

Para o presidente da APqC, a visita foi muito proveitosa. “Saí da reunião muito satisfeito com o diálogo estabelecido e otimista quanto às parcerias que temos estabelecido com os institutos. A ideia é atuarmos juntos nas conversas com o governo e com a sociedade em geral”, disse.

Diretor do Ital revela qual será o futuro da alimentação dos brasileiros

O jornalista José Luiz Tejon Megido, da Jovem Pan, entrevistou o diretor de Assuntos Institucionais do Ital, Luis Madi, sobre o tema “O alimento do futuro”. Na conversa, que você pode acompanhar no vídeo abaixo, ele fala sobre o que a população brasileira irá comer no futuro próximo. Entre outras coisas, segundo ele, “uma série de ingredientes que serão extraídos de resíduos/sobras da indústria de processamento de alimentos e bebidas”. O pesquisador explica a razão pela qual acredita que iremos utilizar estes ingredientes com maior valor agregado em termos nutritivos. 

APqC se reúne com diretor do Instituto Agronômico para apresentar propostas e demandas

Diretoria da APqC em reunião com o diretor do IAC, Marco Antonio Machado

O presidente da Associação dos Pesquisadores Científicos do Estado de São Paulo (APqC), João Paulo Feijão Teixeira, reuniu-se na manhã de hoje com o diretor do Instituto Agronômico de Campinas (IAC), Marcos Antonio Machado. Além de apresentar formalmente a composição da nova diretoria, empossada em janeiro deste ano, Feijão falou sobre suas propostas de atuação e sobre as principais demandas dos pesquisadores. Participaram também da reunião o vice-presidente Marcos José Perdoná, o conselheiro Fábio Dias e o representante do IAC José Antonio de Fátima Esteves.

O presidente da APqC ressaltou que a principal luta da associação será pela equiparação salarial dentro da carreira. Ele explicou que quando a profissão de pesquisador foi reconhecida e oficializada, em 1975, os salários eram equiparados aos dos professores universitários. Porém, segundo ele, após a autonomia das universidades, o salário dos professores passou por vários reajustes, mas o dos pesquisadores não. “Hoje temos uma defasagem salarial grande”, disse. Segundo dados da APqC, o Estado conta com 2.448 servidores sem equiparação, entre ativos e inativos.

Apesar de reconhecer que não será fácil obter a equiparação e a contratação de novos funcionários para suprir a falta de quadros na maioria dos institutos, Feijão afirmou estar otimista diante da “nova postura da APqC” em relação ao Governo do Estado de São Paulo. “Não queremos só lamentar os problemas, mas gerar documentos junto aos diretores, deputados e secretários para apresentar propostas viáveis ao governador”. Ele disse ainda que aguarda retorno sobre um pedido de audiência com o governador João Doria Jr.

Ao IAC, o presidente propôs uma parceria para ampliar a divulgação das pesquisas e atividades realizados pelo Instituto. “É importante levar à sociedade informações sobre o que tem sido feito pelos nossos pesquisadores e um dos caminhos para isso é a cooperação entre as assessorias dos institutos e da associação”, disse. Ele ofereceu o espaço do site e das redes sociais da APqC para a divulgação dos trabalhos desenvolvidos pelo Instituto Agronômico.

O diretor do IAC, Marco Antonio Machado, agradeceu a disponibilidade da associação e sugeriu que o próprio instituto sugerisse, futuramente, o nome de pesquisadores a serem entrevistados para a série de vídeos institucionais que começou a ser feita na gestão passada e que terá continuidade na atual. “São vídeos importantes porque trazem uma linguagem acessível a um público mais amplo. Precisamos democratizar o acesso a informações que só circulam entre pesquisadores e a APqC tem feito isso muito bem”, elogiou.

Foram abordadas também agendas em comum a serem levadas aos representantes do governo com posições propositivas, como a questão da reestruturação dos institutos. “Não queremos ser contra a priori, mas encontrar um meio termo para que os pesquisadores sejam ouvidos e que ambas as partes sejam beneficiadas”, disse o presidente da APqC.

Aquário do Instituto de Pesca apresenta nomes das rãs-touro escolhidos pelos visitantes em concurso

Durante as férias escolares, mais de mil visitantes que passaram pelo Aquário do Instituto de Pesca/APTA, órgão da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, localizado no Parque da Água Branca, escolheram o nome das rãs-touro, os mais novos pets integrantes do espaço de lazer e ciência. Os nomes escolhidos foram Bruce, Pandora, Golias, Serena e Cosmo. Veja foto dos pets:

Realizado entre os dias 10 e 31 de janeiro, o Concurso Nomes dos Pets do Aquário IP não só alcançou o objetivo de aproximar as rãs-touro dos visitantes, como também deu a eles a oportunidade de escolherem os nomes dos pets, que puderam ser vistos bem de pertinho.

Cada pet tinha três opções de nomes e o participante votava no seu preferido. A disputa entre os nomes foi acirrada, quase acontecendo um empate. Os votos contabilizados foram expostos aos visitantes presenciais e no painel virtual – disponibilizado por meio de questionário on-line e QRCode.

Mais do que um nome, esses animais ganharam uma identidade e, com isso, a aproximação que já pode ser vista entre eles e muitas crianças que passaram pelo Aquário, o qual não é um lugar só de lazer e aprendizagem, mas, também, de humanização.

Além de eleger os nomes, as crianças visitantes puderam participar, acompanhadas por Monitores, de diferentes atividades como oficina de origami, desenho, pintura, colagem e contação de histórias. O Aquário continua com suas atividades e convida a todos para uma visita, lançando o seguinte desafio: Quem conseguirá identificar cada rã pelo nome?

Conheça o Aquário IP

O Aquário do Instituto de Pesca/APTA, órgão da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, fica dentro do Parque da Água Branca, local de fácil acesso por meio de várias linhas de ônibus que param em frente e do metrô (Estação Palmeiras-Barra Funda).

Além das rãs-touro, o Aquário IP possui 30 viveiros com diferentes espécies de peixes, que podem ser vistas de terça a domingo, das 9h às 12h e 13h às 17h. O ingresso custa R$ 3, mas menores de cinco anos e maiores de 65 não pagam. De segunda a sexta, das 10h às 17h, é possível agendar visitas escolares e de grupos pelo telefone (11) 3871–7549.

Fonte: APTA

Secretaria de Agricultura coordena pesquisa que busca fomentar a conexão de fragmentos da Mata Atlântica no Vale do Paraíba

De 3 a 7 de fevereiro, a APTA ministrou a pesquisadores o “Curso de capacitação de modelagem matemática com base fisiológica para predição de crescimento vegetal”, em Pindorama, interior paulista. O evento reuniu profissionais que possuem interesse na área e já têm conhecimento em estatística e fisiologia vegetal a utilizar os modelos matemáticos 3-PG e YieldSafe em projeto de pesquisa coordenado pela Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, por meio da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA).

O projeto busca fomentar a conexão de fragmentos da Mata Atlântica na região do Vale do Paraíba. O objetivo é utilizar técnicas de agricultura sustentável, como o sistema agroflorestal, para promover serviços ecossistêmicos e gerar sustentabilidade econômica para os produtores rurais. Financiada pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP) e com participação de diversas instituições do Brasil e do exterior, a pesquisa utilizará modelos matemáticos para calcular o crescimento das árvores nativas endêmicas plantadas e das culturas usadas no sistema de produção para medir o carbono sequestrado.

De acordo com Maria Teresa Vilela Nogueira Abdo, pesquisadora da APTA e coordenadora do projeto “Avalição de crescimento e produção de espécies florestais nativas e culturas usando os modelos 3-PG e YieldSafe”, a ligação entre os fragmentos desmatados da floresta é fundamental para o abrigo de fauna, proteção do solo e das nascentes e preservação da biodiversidade. “Nem sempre é possível fazer a conexão de matas isoladas apenas com o reflorestamento. A agricultura pode ser uma grande aliada. A implantação de sistemas agroflorestais, em que espécies de árvores nativas são plantadas em conjunto com culturas agrícolas, é um exemplo bem sucedido, além da recuperação de pastagens com arborização”, afirma.

No Vale do Paraíba já existe um movimento de fomento aos sistemas agroflorestais, inclusive apoiado pelo Polo Regional de Pindamonhangaba da APTA. Segundo Maria Teresa, os pesquisadores do projeto e esses agricultores já têm realizado reuniões para implantação e monitoramento. Novas áreas devem começar a ser monitoradas ainda no primeiro semestre de 2020. “O sistema agroflorestal permite inserir as árvores nativas ao mesmo tempo em que os agricultores podem tirar rendimento do local. A preservação tem que estar atrelada à sustentabilidade econômica da propriedade. Não basta apenas a preservação e fomento dos serviços ecossistêmicos. Temos que pensar em formas de aliar isso à renda do produtor rural”, afirma Maria Teresa.

O projeto coordenado pela APTA e pela Coordenadoria de Fiscalização da Biodiversidade (CFB), da Secretaria de Infraestrutura e Meio Ambiente do Estado de São Paulo, conta com a participação de pesquisadores do Instituto Superior de Agronomia (ISA), da Universidade de Lisboa; Universidade Estadual Paulista (UNESP); Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT); Instituto Florestal (IF); e das unidades regionais da APTA em Pindorama e Pindamonhangaba, além do Instituto Agronômico (IAC-APTA) e da Coordenadoria de Desenvolvimento Rural Sustentável (CDRS). A pesquisa está dentro do edital da FAPESP e da Global Environmental Facility (GEF). O edital para a recuperação e proteção dos serviços ecossistêmicos relacionados ao clima e à biodiversidade no corredor sudeste da Mata Atlântica do Brasil está inserido no programa Conexão Mata Atlântica, do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC).

Modelagem matemática

A pesquisadora da APTA explica que os modelos matemáticos que serão usados na pesquisa verificam a quantidade de carbono sequestrado a partir de informações fisiológicas da planta e também de clima e de solo. “Eles são bastante importantes e podem ser usados para medir, dentre outros dados, o sequestro de carbono em árvores comerciais, como o eucalipto, mas ainda são pouco usados para árvores tropicais, como ocorre no Brasil. Esse banco de dados que vamos gerar poderá também auxiliar pesquisas em outros biomas brasileiros, já que as informações de algumas árvores nativas já estarão nele, sendo necessária apenas a inserção de dados de clima e solo das regiões a serem estudadas”, diz a pesquisadora da APTA.

A expectativa é que o “Curso de capacitação de modelagem matemática com base fisiológica para predição de crescimento vegetal” dê start à parte prática do estudo. O evento contou com 30 participantes, entre pesquisadores, técnicos e docentes e teve palestras proferidas por Margarida Tomé, da Universidade de Lisboa, Glauco S. Rolim, da UNESP, e Miguel Freitas, do Instituto Florestal.

Convocação Reunião Mensal – Fev 2020

Estão convocados os membros da Diretoria Executiva, Conselho Deliberativo e Representantes dos Institutos de Pesquisa, biênio 2020/2021, para participarem da reunião mensal desta entidade, no dia 17 de fevereiro de 2020, às 10h00, no Instituto Agronômico, Sala Tecnologia IAC, Av. Avenida Barão de Itapura, 1.481 – Campinas, com a seguinte pauta:

  1. Informes sobre as reuniões realizadas em:
  2. 30.01.2020 – na Secretária de Agricultura e Abastecimento;
  3. 05.02.2020- na Estação Experimental do I. Biológico;
  4. 06.02.2020- no Instituto de Zootecnia;
  5. 12.02.2020 – no IAC;
  6. Reuniões agendadas: I Florestal (13.02) e ITAL (19/02);
  7. Ciência sobre os ofícios encaminhados;
  8. Minuta de Decreto que disciplina a prestação de serviço voluntário no âmbito dos Institutos de Pesquisa, regidos pela Lei Complementar n. 125, de 18 de novembro de 1975;
  9. Instituto de Botânica – edital concessão – andamento;
  10. Ações judiciais;
  11. Levantamento sobre as Frentes, Redes e Movimentos em que a APqC participa;
  12. Tesouraria;
  13. Informes da tesouraria;
  14. Critérios/documentos para ressarcimento de despesas;
  15. Informes sobre os canais de comunicação da APqC;
  16. Propostas oriundas de grupo de trabalho;
  17. Orçamento para confecção de novo site;
  18. Carreira de Apoio;
  19. Informes Gerais;
  20. Palavra do Associado.

João Paulo Feijão Teixeira

Presidente da APqC

Campinas, 10 de fevereiro de 2020

IAC orienta produtores sobre irrigação nas plantações de cana-de-açúcar e seus benefícios

Foto: IAC-APTA

O Instituto Agronômico (IAC-APTA), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, está investindo na divulgação de tecnologias para os produtores rurais e estabelecendo diálogo com a sociedade sobre o uso eficiente da água na agricultura. Destaque para o cultivo da cana-de-açúcar, que é a cultura que apresenta maior área irrigada. Com isso, o IAC atende os princípios da produtividade agrícola e de sustentabilidade.

A irrigação na cultura da cana pode ser utilizada com diferentes enfoques, são eles: a irrigação de salvamento, deficitária, complementar às chuvas e plena. A maior área irrigada de cana é para fins de irrigação de salvamento. Assim, trata-se de grandes áreas com aplicação de pequenas lâminas de irrigação. Isto representa um baixo consumo de água por unidade de área. Apesar de tratar-se de pequenas lâminas de irrigação estas são relevantes, pois aplicadas em épocas críticas para favorecer a rebrota da cana após o corte e com isto garantir o estabelecimento do canavial com boa população de plantas para o ciclo seguinte. No contexto da agricultura irrigada é relevante considerar que cerca de 90% da água consumida pelas plantas retorna para a atmosfera, de forma limpa, por vapor devido à transpiração das plantas.

A pesquisadora do IAC, Regina Célia de Matos Pires, destaca que entre as vantagens da irrigação para a canavicultura estão o aumento de produtividade e longevidade do canavial, segurança de produção relacionada ao déficit hídrico, possibilidade de melhoria dos atributos qualitativos e aplicação de vinhaça. “Além disso, o uso da irrigação com águas residuárias ou não favorecem o planejamento para plantio e colheita e também promovem a eficiência hídrica e melhor aproveitamento de nutrientes”, explica.
De acordo com a pesquisadora, o crescimento e a produção da cana são favorecidos por boa disponibilidade de radiação e temperatura, desde que com disponibilidade de água e de nutrientes no solo. Por isso, a irrigação contribui positivamente no fornecimento de água às plantas.

Para a implementação da irrigação, o produtor deve estar atento ao planejamento, que envolve a obtenção de outorga para uso da água, providências para disponibilização energética para o sistema de irrigação, análise técnica e financeira do projeto de irrigação associado à execução, programação da implantação, adequação de estruturas físicas e planejamento dos cenários futuros. “Para superar os desafios, o melhor é iniciar pelo planejamento para curto, médio e longo prazos”, orienta a pesquisadora.

Devem ser considerados também os aspectos do solo, incluindo a caracterização química e físico-hídrica do perfil. “Essa ação auxiliará na obtenção de sucesso pela aplicação da irrigação pois possibilita a realização de práticas prévias à implantação da cultura e da irrigação, evitando impedimentos físicos do solo, como a compactação; bem como restrições ao desenvolvimento radicular devido presença de alumínio no solo e promover o uso racional da água, deve ser considerado também o manejo da palhada e os atributos relacionados à microbiologia”, destaca Pires.

No Brasil houve um aumento de 32% na adoção por pivôs centrais desde 2006. Esses dados foram publicados pela Agência Nacional de Águas (ANA) e Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). “O aumento no uso dos pivôs está associado às vantagens na adoção, em ganho de produtividade e longevidade da cultura, características do equipamento e viabilidade econômica e financeira alcançada”, diz a pesquisadora do IAC.

A estimativa da produção nacional de cana para 2019/2020 é de aproximadamente 615,98 milhões de toneladas, de acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Dessa maneira, haverá uma redução de 0,7% em relação ao resultado da safra anterior. Regina acredita que a adoção da irrigação com manejo de água adequado associado ao manejo varietal e agrícola contribuirá para o aumento de produtividade, e, assim promover verticalização da produção.

“É importante ressaltar que a irrigação deve estar associada a um conjunto de práticas agronômicas adequadas, como manejo varietal, do solo e da palhada, correção de acidez do solo, plantio, nutrição, práticas fitossanitárias e controle do mato”, afirma a pesquisadora do IAC, da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA).

Atualmente, vários aspectos têm sido abordados em relação às pesquisas com enfoque em cana irrigada. Dentre eles, destacam-se a resposta varietal à irrigação de salvamento, deficitária, complementar às chuvas ou plena, a adoção de Mudas Pré-Brotadas, o manejo da água no plantio e na brotação, o consumo hídrico da cultura, as estratégias de manejo que contribuem para qualidade no estádio de maturação da cana. Ainda são objetos de estudos, a adubação e a fertirrigação adequadas para lavoura de cana irrigada, manejo para promoção de eficiência dos recursos hídricos, armazenamento de água no solo e crescimento radicular da cana. “O uso de vinhaça e água residuária, os estudos de demanda climática com vistas ao planejamento para as áreas irrigadas, o uso de irrigação deficitária e seus efeitos na irrigação da cana, os sistemas de manejo do solo para promover melhor aproveitamento da água também estão na programação científica envolvendo essa temática”, completa a pesquisadora do IAC.

Variedades IAC – As variedades de cana-de-açúcar desenvolvidas pelo IAC têm sido avaliadas em ambientes e regiões diversas do Brasil. E também sob diferentes modelos de manejo fitotécnico. Dentre esses manejos, há ensaios que utilizam a técnica da irrigação, normalmente deficitária, e que permite a caracterização em relação à “responsividade varietal”, à irrigação ou a ambientes superiores, sendo que todas essas variedades apresentam perfil moderno, são adaptadas ao plantio e à colheita mecânica, atendendo região originalmente ocupada pelo Cerrado. Dentre essas, destacam-se:
a) IACSP95-5094
b) IACSP95-5000
c) IAC91-1099
d) IACSP01-3127
e) IACCTC05-8069
f) IACCTC07-8008

Outras variedades foram identificadas como adaptadas as condições de deficiência hídrica, trazendo a perspectiva de otimizar a produtividade nas áreas secas, antes ocupadas por pastagens. São elas:
a) IACSP01-5503
b) IACSP97-4039
c) IACCTC07-8008

Fonte original: https://gestagro360.com.br/2020/01/23/servico-irrigacao-na-cana-de-acucar-iac-da-orientacao-sobre-beneficios/

APqC se reúne com diretores do Instituto de Zootecnia

Assim como havia feito junto a pesquisadores do Instituto Biológico, em visita à Estação Experimental, no último dia 5 de fevereiro, a diretoria da Associação dos Pesquisadores Científicos do Estado de São Paulo (APqC) visitou ontem, dia 6, o Instituto de Zootecnia (IZ), em Nova Odessa. O objetivo foi apresentar aos pesquisadores a nova diretoria da entidade e conversar sobre suas necessidades.

Participaram da reunião o presidente da APqC João Paulo Feijão Teixeira, a segunda vice-presidente Edna Bertoncini, a segunda secretária Rachel Sachs, e os conselheiros Fábio Dias e Flávia Simili. A equipe foi recebida pelo diretor Luiz Ayrosa e pelos diretores de centro Ricardo Lopes Dias da Costa (Centro de Zootecnia Diversificada), Luciana Gerdes (Nutrição e Pastagem), Luís Carlos Roma Júnior (Centro de Leite), Fábio Prudêncio de Campos (CPZD), Aníbal Eugênio Vercesi Filho (Centro de Genética e Reprodução), Flavia Fernanda Simili (Unidade de Ribeirão Preto), Linda Mônica Premazzi (Assessoria) e Cristina Maria Pacheco Barbosa (Assessoria de Planejamento e representante do IZ junto a APqC).

Ao diretor do IZ, Luiz Ayrosa, o presidente da APqC expôs as propostas e ações que a nova dirtetoria da associação pretende implementar a partir deste ano, entre elas a retomada do contato com os secretários de Estado, diretores dos IPs e pesquisadores. “Já conversamos com a secretária adjunta da Agricultura Gabriela Chiste e com o coordenador da APTA, Antonio Batista Filho. A ideia é conversar com todos os nossos colegas para realizar ações integradas”, disse Feijão, que revelou também ter solicitado uma reunião com o governador de São Paulo, João Doria Jr.

O presidente da APqC explanou ainda sobre o andamento dos processos de equiparação via jurídica e as possibilidades de equiparação via administrativa. Dr Feijão afirmou que a APqC deve participar ativamente das discussões sobre fusões e reestruturações dos IPs. “Não apenas no momento das decisões, mas gerando continuamente documentos e propostas para a gestão dos IPs”, afirmou. Os participantes frisaram alguns pontos para fortalecimento da imagem da categoria junto à sociedade e ao governo, como melhoria na divulgação dos trabalhos de pesquisa realizados nos IPs (mídias sociais) e dos eventos promovidos por essas instituições.

A nova diretoria da APqC sugeriu também a elaboração de estudos de indicadores de produtividade da categoria com impacto das tecnologias geradas nas cadeias produtivas e na sociedade, como forma de mostrar a importância e a necessidade da pesquisa cientifica no estado de São Paulo. “Os representantes dos IPs junto a APqC são de suma importância para a divulgação dos trabalhos realizados e consistem de fonte para trazer as demandas dos pesquisadores para a associação”, disse o presidente João Paulo Feijão Teixeira. Dentre as metas básicas da APqC neste primeiro mandato estão a luta pela equiparação salarial e pelo reajuste salarial dos pesquisadores.

Secretaria da Saúde monitora seis casos suspeitos de coronavírus no Estado de São Paulo

A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo está monitorando seis casos suspeitos de coronavírus, sendo três na capital e três no interior (dois de Paulínia e um Americana). Nesta terça-feira (4), um caso da capital foi descartado após diagnóstico de rinovírus.

Os casos que seguem em monitoramento são cinco adultos, sendo três na capital e dois em Paulínia, e uma criança em Americana. Destes, apenas um caso de Paulínia não tem histórico de viagem à China, sendo considerado suspeito por apresentar sintomas clínicos e ter tido contato com paciente considerado suspeito.

Até o momento, não há caso confirmado de coronavírus nem em São Paulo, nem no Brasil. Os dados oficiais estão sendo registrados pelos municípios em um sistema de notificação do Ministério da Saúde. Conforme definido pela pasta federal, os casos inseridos até o meio-dia pelos municípios são divulgados no boletim da mesma data. Já os inseridos posteriormente, são divulgados no balanço do dia seguinte.

Os seis casos suspeitos estão bem, estáveis e recebendo cuidados em casa em isolamento domiciliar.

Os familiares dos pacientes considerados suspeitos estão orientados com relação às medidas necessárias para se prevenirem, como uso de máscaras, higienização das mãos e não compartilhamento de objetos de uso pessoal, bem como sobre os cuidados requeridos para os pacientes, que incluem hidratação e a permanência em casa, sem circulação por outros locais e evitando contato com familiares e amigos, por exemplo.

“O monitoramento está em curso, com organismos internacionais e nacionais de saúde, e nossas equipes seguem acompanhando o tema ininterruptamente para que possamos dar respostas rápidas e efetivas quando necessário”, diz a diretora da Vigilância Epidemiológica, Helena Sato.

É fundamental procurar o serviço de saúde mais próximo se a pessoa apresentar sintomas como febre, dificuldade para respirar, tosse ou coriza, associados aos seguintes aspectos epidemiológicos: histórico de viagem em área com circulação do vírus (consulte os sites indicados no final do texto), contato próximo caso suspeito ou confirmado laboratorialmente para coronavírus.

A investigação dos casos é realizada pelas secretarias municipais de saúde, com todo apoio técnico da pasta estadual. As amostras biológicas dos pacientes são colhidas pelo hospital onde foram atendidos e enviadas para análise no Instituto Adolfo Lutz.

Os exames consistem numa análise que detecte o genoma do vírus, por meio do chamado PCR (sigla em inglês que significa “Reação em cadeia da polimerase”). São feitos a partir da a coleta de materiais respiratórios (aspiração de vias aéreas ou coleta de secreções da boca e nariz), que deve ser realizado pelo hospital que atendeu o caso suspeito e encaminhado ao laboratório de saúde pública do Estado de São Paulo. Os resultados são comunicados pelo Lutz ao município de residência do paciente, responsável por notificar o descarte ou confirmação do caso.

Dicas de prevenção diante de casos suspeitos:
– Cubra a boca e nariz ao tossir ou espirrar;
– Utilize lenço descartável para higiene nasal;
– Evite tocar mucosas de olhos, nariz e boca;
– Não compartilhe objetos de uso pessoal;
– Limpe regularmente o ambiente e mantê-lo ventilado;
– Lave as mãos por pelo menos 20 segundos com água e sabão ou usar antisséptico de mãos à base de álcool;
– Deslocamentos não devem ser realizados enquanto a pessoa estiver doente;
– Quem for viajar aos locais com circulação do vírus deve evitar contato com pessoas doentes, animais (vivos ou mortos), e a circulação em mercados de animais e seus produtos.

Fonte: www.saude.sp.gov.br

Institutos Butantan e Adolfo Lutz trabalham em plano de risco e resposta ao Coronavírus

A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo criou um Plano de Risco e Resposta Rápida para atuar no monitoramento do coronavírus. Embora a circulação esteja restrita a locais específicos da China, a pasta mobilizou uma rede, que se dedicará a observar o cenário internacional, dialogar com o Ministério da Saúde e organismos internacionais, orientar profissionais do SUS em SP e garantir rápida resposta em eventual necessidade.

O comitê estratégico responsável pelo plano é liderado pela Coordenadoria de Controle de Doenças da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo e conta com a participação do CVE (Centro de Vigilância Epidemiológica),  escritório da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) em São Paulo – que atua em aeroportos e no porto -, a Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS) do Ministério da Saúde, a Covisa (Coordenadoria de Vigilância em Saúde da capital) – considerando que a cidade é polo de transição internacional -, e o Cosems-SP (Conselho de Secretários Municipais de Saúde), com apoio de todas as Secretarias Municipais de Saúde do Estado. 

O Instituto Butantan foi integrado no Plano de Risco por sua expertise em inovação, pesquisa e desenvolvimento de imunizantes. Na área diagnóstica, o Instituto Adolfo Lutz dará todo suporte laboratorial para investigação de caso. O Grupo de Resgate (Grau) dará suporte no deslocamento e atendimento inicial e, além disso, o Instituto de Infectologia Emílio Ribas e o Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (HCFMUSP), unidades de alta complexidade, serão as referências na área assistencial. Outras instituições poderão ser integradas, se houver necessidade.

No momento, as autoridades internacionais analisam a dinâmica de transmissão do vírus, suas manifestações clínicas e fonte de infecção. Ainda assim, a pasta já está difundindo para toda a rede de saúde localizada em SP as recomendações iniciais de prevenção, baseadas nos protocolos da Organização Mundial da Saúde (OMS). 

“Já orientamos os profissionais de saúde que atuam em SP para que estejam atentos e nos informem rapidamente sobre qualquer caso suspeito. Seguiremos articulados com o Ministério da Saúde, respeitando as diretrizes nacionais e internacionais para qualquer conduta”, destaca o Secretário de Estado da Saúde, José Henrique Germann. 

Como não há caso confirmado de coronavírus nem em SP, nem no Brasil, não há recomendação estrita para os que aqui residem. Ainda assim, de modo geral, é importante seguir os mesmos cuidados previstos na “etiqueta respiratória”, com relação à gripe (Influenza): cobrir a boca ao tossir ou espirrar, lavar as mãos frequentemente, não compartilhar objetos de uso pessoal, limpar regularmente o ambiente e mantê-lo ventilado.

“Nosso papel é orientar e tranquilizar a todos. Não há motivo para pânico. O monitoramento em curso, com organismos internacionais de saúde, indicam que a transmissão do coronavírus é limitada localmente, sem evidências de amplificação da circulação do vírus, até o momento. Nosso comitê estratégico acompanhará o tema ininterruptamente e nossa rede de saúde conta com serviços de referência na área de Infectologia”, afirma a diretora da Vigilância Epidemiológica, Helena Sato. 

Neste momento, a OMS não indica realização de triagem de temperatura de estrangeiros que chegarem ao país, pois os indivíduos podem estar assintomáticos, considerando que os sinais podem aparecer em até 14 dias. Assim, pessoas que viajaram ou contataram alguém que esteve em local com transmissão e apresentaram algum sintoma suspeito, como febre, tosse e dificuldade para respirar, deverão evitar o contato com outras pessoas, seguir a “etiqueta” descrita acima e procurar cuidados médicos imediatamente. Antes de ir ao serviço de saúde, é recomendável telefonar com antecedência e relatar sua viagem e sintomas. Deslocamentos não devem ser realizados enquanto a pessoa estiver doente.

Quem for viajar a locais com transmissão ativa (consulta disponível em: saude.gov.br/listacorona), deve evitar contato com pessoas doentes, animais (vivos ou mortos), e a circulação em mercados de animais e seus produtos. Lavar as mãos por pelo menos 20 segundos com água e sabão ou, na ausência desses itens, usar antisséptico de mãos à base de álcool.

Assistência

Os profissionais estão orientados a identificar e notificar eventual caso suspeito com critérios clínicos e epidemiológicos preconizados pela OMS e Ministério da Saúde. Do ponto de vista clínico, devem ser observados casos com febres e sintomas respiratórios, como tosse e dificuldade para respirar, associados aos seguintes aspectos epidemiológicos: histórico de viagem na área com circulação do vírus (confira nos boletins da OMS, abaixo), contato próximo caso suspeito ou confirmado laboratorialmente para coronavírus. É considerado “contato próximo” quando houver exposição por período prolongado, com 2 metros de proximidade de um caso suspeito – por exemplo, residência no mesmo local ou contato com fluídos corporais sem uso de EPI adequado (equipamento de proteção individual).

A dinâmica de transmissão do vírus ainda está em análise pelas autoridades internacionais, bem como manifestações clínicas e fonte de infecção. Ainda assim, a Vigilância Epidemiológica estadual recomenda que sejam tomadas medidas de biossegurança pelos profissionais, a saber: uso de máscara cirúrgica no paciente suspeito, que deverá ser identificado e isolado precocemente; higienização completa das mãos; e uso de EPIs.

Como toda doença infecciosa, o tratamento do coronavírus é realizado conforme o quadro clínico do paciente e deve ser iniciado imediatamente, independentemente da confirmação laboratorial. Se necessário, amostras deverão ser coletadas o mais rápido possível e enviadas ao Instituto Adolfo Lutz, laboratório de referência nacional situado em SP. Até o momento, nem OMS nem CDC (Center for Disease Control and Prevention – Centro de Prevenção e Controle de Doenças, na tradução) estabelecem que se faça teste de coronavírus para pessoas que não se enquadrem no critério descrito acima. Assim, casos suspeitos deverão ser testados inicialmente para confirmação ou descarte de outras doenças, especialmente Influenza, atualmente em circulação no Hemisfério Norte.

Notificação

Os casos suspeitos de infecção pelo coronavírus devem ser notificados pelo serviço de saúde que atender o paciente imediatamente, em até 24 horas. A comunicação deve ser feita à respectiva Secretaria Municipal de Saúde e ao CIEVS estadual (Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde) – por telefone (0800 555 466) ou e-mail (notifica@saude.sp.gov.br). As informações devem ser inseridas na ficha de notificação definida pelo Ministério da Saúde.

Para  informações referentes às ações em SP, consulte: http://www.saude.sp.gov.br/coordenadoria-de-controle-de-doencas/

Para mais informações sobre o cenário nacional, consulte o site do Ministério da Saúde: http://saude.gov.br/saude-de-a-z/novocoronavirus

Confira o cenário internacional nos boletins da OMS (Organização Mundial da Saúde): https://www.who.int/emergencies/diseases/novel-coronavirus-2019/situation-reports

Prefeitura de Campinas faz convênio com IAC para operar usina verde no município

Foto: Leandro Ferreira/AAN

A Prefeitura gastará R$ 694,9 mil em um ano para operar uma usina verde de Campinas, e passará processar cerca de 300 toneladas diárias de restos de frutas da Ceasa, lodo de esgoto da Sanasa, além de galhos, folhas e grama das podas dos espaços municipais da cidade para produção de adubo orgânico. Atualmente em fase de teste, a usina processa 100 toneladas diárias para a produção de adubo orgânico, utilizando mão de obra de reeducandos.

A empresa Converd Construção Civil Eireli venceu a licitação e a homologação do pregão eletrônico foi publicada ontem no Diário Oficial do Município. Conforme a publicação, do contrato global de R$ 694,9 mil, R$ 447,1 mil são para o fornecimento de peças e acessórios e R$ 247,8 mil para a mão de obra, ofertada pela empresa. A Usina de Compostagem de Lixo Verde funciona no Centro Experimental Central do Instituto Agronômico de Campinas (IAC), na Fazenda Santa Elisa.

O adubo orgânico produzido será usado nas áreas verdes da cidade, nas culturas do IAC e o excedente será encaminhado à Ceasa, para ser comercializado a produtores agrícolas. Entre 10% e 20% do adubo está sendo utilizado nos experimentos do IAC para, no período de teste, certificar a fertilidade do adubo e emitir selo de qualidade da instituição. Igual volume vai para as praças e áreas verdes da cidade. Os 60% excedentes serão comercializados pela Ceasa.

Cerca de R$ 8 milhões foram investidos na aquisição de equipamentos, pelos parceiros envolvidos, custo que, segundo estimativa da Prefeitura, se pagará em um ano com a redução dos gastos com transporte e com disposição do material em aterro.Entre os equipamentos está um desintegrador, adquirido pela Sociedade de Abastecimento de Água e Saneamento (Sanasa). É uma espécie de moinho do tamanho de uma carreta, com capacidade para triturar troncos de árvores com até um metro de diâmetro e transformá-los em serragem. Ele será usado para triturar galhos, resíduos de varrição e rejeitos.

A usina também receberá resíduos verdes do setor privado, que pagará por tonelada depositada.A Ceasa montou um sistema de tratamento da caixaria que chega à empresa, no transporte dos produtos. Um triturador foi adquirido para separar os pregos das caixas e transformar a madeira em serragem. O convênio com o IAC vai agregar tecnologia, porque a compostagem utilizará o método aeróbico, que exige que o material, depois de picado e amontoado em pilhas, seja revolvido constantemente, o que acelera o apodrecimento.

Fonte: Correio Popular

Pesquisador do IAC fala do estudo sobre fertilizantes de solo que lhe rendeu o prêmio Norman Borlaug em 2017

Em 2017, o doutor em agronomia Heitor Cantarella, pesquisador científico do Instituto Agronômico de Campinas (IAC), foi o vencedor do prêmio Norman Borlaug, concedido pela International Fertilizer Association (IFA). O prêmio, o mais importante do setor, marca o reconhecimento de um trabalho desenvolvido ao longo de mais de 40 anos de carreira acadêmica e como coordenador de um estudo revolucionário sobre a redução dos gases causadores do efeito estufa associados ao uso de fertilizantes. Especialista em eficiência de adubação nitrogenada, Cantarella afirma que o sucesso da agricultura que temos hoje no Brasil é fruto de investimentos em pesquisas feitos no passado. Sobre esse e outros assuntos ele falou com a jornalista Priscila Brandão no programa Lenda da Nutrição de Plantas.

APTA coordena pesquisa sobre sistemas sustentáveis de produção para gerar renda aos agricultores

Projeto de pesquisa coordenado pela Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, por meio da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA), busca fomentar a conexão de fragmentos da Mata Atlântica na região do Vale do Paraíba, no interior paulista. O objetivo é utilizar técnicas de agricultura sustentável, como o sistema agroflorestal, para promover serviços ecossistêmicos e gerar sustentabilidade econômica para os produtores rurais. Financiada pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP) e com participação de diversas instituições do Brasil e do exterior, a pesquisa utilizará modelos matemáticos para calcular o crescimento das árvores nativas endêmicas plantadas e das culturas usadas no sistema de produção para medir o carbono sequestrado.

De 3 a 7 de fevereiro, a APTA reunirá pesquisadores para o “Curso de capacitação de modelagem matemática com base fisiológica para predição de crescimento vegetal”, em Pindorama, interior paulista. O evento vai auxiliar os profissionais do projeto e os que possuem interesse na área e já têm conhecimento em estatística e fisiologia vegetal a utilizar os modelos matemáticos 3-PG e YieldSafe, que serão usados no estudo.

De acordo com Maria Teresa Vilela Nogueira Abdo, pesquisadora da APTA e coordenadora do projeto “Avalição de crescimento e produção de espécies florestais nativas e culturas usando os modelos 3-PG e YieldSafe”, a ligação entre os fragmentos desmatados da floresta é fundamental para o abrigo de fauna, proteção do solo e das nascentes e preservação da biodiversidade. “Nem sempre é possível fazer a conexão de matas isoladas apenas com o reflorestamento. A agricultura pode ser uma grande aliada. A implantação de sistemas agroflorestais, em que espécies de árvores nativas são plantadas em conjunto com culturas agrícolas, é um exemplo bem sucedido, além da recuperação de pastagens com arborização”, afirma.

No Vale do Paraíba já existe um movimento de fomento aos sistemas agroflorestais, inclusive apoiado pelo Polo Regional de Pindamonhangaba da APTA. Segundo Maria Teresa, os pesquisadores do projeto e esses agricultores já têm realizado reuniões para implantação e monitoramento. Novas áreas devem começar a ser monitoradas ainda no primeiro semestre de 2020. “O sistema agroflorestal permite inserir as árvores nativas ao mesmo tempo em que os agricultores podem tirar rendimento do local. A preservação tem que estar atrelada à sustentabilidade econômica da propriedade. Não basta apenas a preservação e fomento dos serviços ecossistêmicos. Temos que pensar em formas de aliar isso à renda do produtor rural”, afirma Maria Teresa.

O projeto coordenado pela APTA e pela Coordenadoria de Fiscalização da Biodiversidade (CFB), da Secretaria de Infraestrutura e Meio Ambiente do Estado de São Paulo, conta com a participação de pesquisadores do Instituto Superior de Agronomia (ISA), da Universidade de Lisboa; Universidade Estadual Paulista (UNESP); Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT); Instituto Florestal (IF); e das unidades regionais da APTA em Pindorama e Pindamonhangaba, além do Instituto Agronômico (IAC-APTA) e da Coordenadoria de Desenvolvimento Rural Sustentável (CDRS). A pesquisa está dentro do edital da FAPESP e da Global Environmental Facility (GEF). O edital para a recuperação e proteção dos serviços ecossistêmicos relacionados ao clima e à biodiversidade no corredor sudeste da Mata Atlântica do Brasil está inserido no programa Conexão Mata Atlântica, do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC).

Modelagem matemática

A pesquisadora da APTA explica que os modelos matemáticos que serão usados na pesquisa verificam a quantidade de carbono sequestrado a partir de informações fisiológicas da planta e também de clima e de solo. “Eles são bastante importantes e podem ser usados para medir, dentre outros dados, o sequestro de carbono em árvores comerciais, como o eucalipto, mas ainda são pouco usados para árvores tropicais, como ocorre no Brasil. Esse banco de dados que vamos gerar poderá também auxiliar pesquisas em outros biomas brasileiros, já que as informações de algumas árvores nativas já estarão nele, sendo necessária apenas a inserção de dados de clima e solo das regiões a serem estudadas”, diz a pesquisadora da APTA.

A expectativa é que o “Curso de capacitação de modelagem matemática com base fisiológica para predição de crescimento vegetal” dê start à parte prática do estudo. O evento contará com 30 participantes, entre pesquisadores, técnicos e docentes e terá palestras proferidas por Margarida Tomé, da Universidade de Lisboa, Glauco S. Rolim, da UNESP, e Miguel Freitas, do Instituto Florestal.

“Esta ação é de grade valia, pois além de divulgarmos a Unidade da APTA, difundindo as pesquisas realizadas, vamos adquirir conhecimentos específicos que auxiliarão no trabalho. É uma atividade que fortalece o intercâmbio científico entre universidades e nossas instituições de pesquisa, trazendo uma possibilidade de avançarmos em estudos dos temas relacionados à avaliação das mudanças climáticas, considerando as prioridades para gestão de florestas do estado de São Paulo”, afirma Maria Teresa.

Fonte original: Agrolink.
 

Há 50 anos, instituição centenária de pesquisa e preservação passou a se chamar Instituto Florestal

No dia 26 de janeiro de 1970, um decreto estadual transformava o Serviço Florestal em Instituto Florestal (IF), mudando não apenas a denominação da instituição, mas também dando nova estrutura. Mas a instituição tem muito mais do que 50 anos de existência e os pesquisadores e especialistas da casa muitas vezes divergem em relação a sua data de criação.

Ainda no final do período imperial do Brasil, em 1886, foi criada a Comissão Geográfica e Geológica da Província de São Paulo (CGG). Inspirada da Comissão Geológica do Império, tinha como objetivo desbravar o território paulista, realizando levantamentos e estudos do clima, dos relevos, dos rios e das espécies animais e vegetais, bem como a elaboração de mapas. A Comissão era presidida pelo geólogo estadunidense Orville Derby, que nomeou o naturalista sueco Alberto Löfgren para chefiar a Seção de Botânica e Meteorologia. Nesta seção se iniciaram os trabalhos que resultaram na estruturação do que hoje é o IF. Alguns dos estudiosos que se debruçam sobre esta história consideram o ano de 1886 como o ano 1, se dividindo entre a data da criação da CGG, 27 de março , e a data de nomeação de Löfgren, 10 de abril. Vale lembrar que no mês passado Derby e Löfgren foram homenageados na Assembleia Legislativa de São Paulo. Além do Instituto Florestal, a Comissão foi o embrião de outras instituições, como o Instituto Geológico.

Após 10 anos de trabalho, já no Brasil República, Löfgren conseguiu realizar a desapropriação do Engenho da Pedra Branca para a instalação de um horto botânica com campos de experimentação. Uma outra corrente de estudiosos considera então 10 de fevereiro de 1896 como a data de fundação do Instituto.  A área, que hoje é a sede do IF, recebeu a denominação de Parque Estadual Alberto Löfgren em 1993, mas ainda é popularmente conhecida como Horto Florestal.

Outro marco importante nesta história foi a criação do Serviço Florestal, em 18 de abril de 1911, que sucede o Horto Botânico e Florestal.

A instituição passou por diversas transformações ao longo dos anos, mudando de nomes, passando da Comissão Geográfica e Geológica para a Secretaria de Agricultura e posteriormente para a pasta de Meio Ambiente. Mas se há dúvidas em relação a qual data comemorar o seu aniversário, não faltarão celebrações nos próximos dias.

Caminhadas Comemorativas
Tanto no dia 26 de janeiro, que remete aos 50 anos do Instituto Florestal, quanto no dia 15 de fevereiro, simbolizando o aniversário de 124 anos do Parque, serão realizadas duas edições da Caminhada Histórica.

A Caminhada Histórica é uma atividade lúdica e educativa que vem sendo realizada desde 2018. Sua primeira edição foi realizada justamente em comemoração ao aniversário do Parque. A atividade é monitorada e o trajeto passa por edifícios antigos e arboretos centenários que representam importantes marcos na história da conservação da natureza em São Paulo e mesmo no Brasil. Já foram realizadas 12 Caminhadas no Parque, centenas de pessoas já participaram e a iniciativa está sendo replicada em outras áreas naturais protegidas do estado.

A atividade é realizada pelo Museu Florestal Octávio Vecchi em conjunto com o Movimento Conservatio e com o apoio da Coordenadoria de Parques e Parcerias da Secretaria de Infraestrutura e Meio Ambiente.

Com informações da assessoria de imprensa do Instituto Florestal

Calendário do Ital tem mais de 40 atividades previstas para este ano

O Instituto de Tecnologia de Alimentos (Ital), vinculado à Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (Apta) da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, definiu seu Calendário de Eventos 2020 , totalizando 44 atividades entre março e novembro.

Dentre 34 cursos programados, estão o 1º Curso Básico de Projeto Sanitário da European Hygienic Engineering & Design Group (EHEDG), Grupo Europeu de Projeto Sanitário de Equipamentos que tem o Ital como Sede Regional no Brasil, e o curso Direito da Inovação, com foco na ciência e tecnologia de alimentos.

Já três dos workshops serão dedicados à microbiologia, abordando boas práticas de manuseio de culturas de microrganismos em laboratório de microbiologia de alimentos, métodos alternativos de análise microbiológica de alimentos e água e análise microbiológica de superfícies de contato e ar ambiente. Também haverá uma workshop dedicado a inovações tecnológicas aplicadas ao desenvolvimento de produtos diferenciados.

Os seminários tratarão sobre soro de leite e qualidade e segurança de carnes e produtos cárneos, enquanto o simpósio será focado em probióticos e prebióticos. Além disso, haverá a 11ª Conferência Internacional de Embalagens Flexíveis, uma parceria do Ital com a organização não governamental Technical Association of the Pulp and Paper Industry (TAPPI), sediada nos Estados Unidos.

O Ital será responsável ainda pela 4ª Reunião Nacional da Cadeia Produtiva do Urucum, oportunidade em que será abordada a atualidade e as perspectivas relacionadas ao fruto, e pela Semana Tecnológica do Centro de Tecnologia de Cereais e Chocolate (Cereal Chocotec), com doze capacitações diferentes relacionadas às áreas de atuação da unidade especializada em chocolates, balas, confeitos, cereais, pães, bolos e biscoitos.

Cinco eventos já estão com as inscrições abertas, sendo também possível consultar datas, horários, locais, temas abordados, valor estimado, quantidade de vagas e público-alvo das demais atividades na página Eventos do site institucional . Dúvidas e outras informações podem ser consultadas pelo telefone (19) 3743-1758 ou 3743-1759 e pelo e-mail eventos@ital.sp.gov.br.

Fonte original: https://www.suinoculturaindustrial.com.br/imprensa/calendario-de-eventos-2020-do-ital-preve-44-atividades/20200123-084637-I848

Pesquisadora do Instituto Butantan esclarece sobre a transmissão do Coronavírus

A causa da epidemia de infecção respiratória que acontece na China é o Coronavírus. A diretora do Laboratório de Virologia do Instituto Butantan, Viviane Botosso, uma especialista nesse e em outros vírus, esclarece sobre as formas de transmissão, as características do vírus e sobre o que é possível fazer para se prevenir. Saiba mais clicando no vídeo abaixo.

Maior cafezal urbano do mundo fica no Instituto Biológico, em São Paulo

Você sabia que o maior cafezal urbano do mundo está localizado nas dependências do Instituto Biológico, em São Paulo? Em maio, quando se comemora o Dia Nacional do Café, o Instituto abre as portas ao público para que todos possam participar da colheita anual do grão que já foi chamado de “ouro negro” no Brasil. Saiba mais sobre as pesquisas realizadas com o café pelo nosso instituto na reportagem abaixo, veiculada pelo Jornal da Gazeta.

Solos brasileiros estão perdendo a capacidade produtiva, alerta Afonso Peche, pesquisador do IAC

O pesquisador Dr. Afonso Peche Filho, do IAC

O especialista em solo Afonso Peche Filho, do Instituto Agronômico de Campinas (IAC), em entrevista exclusiva ao Noticias Agrícolas, fez um alerta aos produtores: pediu para que, nesta safra, prestem mais atenção às perdas da capacidade produtiva em suas propriedades. O inimigo são as erosões, que começam com escorrimentos não contidos, que se transformam em enormes voçorocas e terminam em perdas irreparáveis para os agricultores.

“A impressão que temos é que estamos regredindo nesta quesito de conservação dos solos. A perda de eficiência é evidente. E isso se dá pela incompreensão dos agricultores em cuidar de seu bem maior, que são os solos”. Afonso Peche diz que, para privilegiar a otimização das máquinas, muitas propriedades estão eliminando os terraços, as curvas em nível, e as enxurradas estão causando destruição impressionante. Os solos produtivos estão acabando dentro dos rios e represas, diz o especialista.

A solução é fazer cobertura verdadeira, o tempo todo e em toda a propriedade (“e não apenas aquela resultante da palhada da colheita”), perseguir a permanente rotação de culturas e impedir o escorrimento superficial nas lavouras. O prof. Afonso alerta para as áreas que apresentam nuvens de poeira nas propriedades, como primeiro sintoma de entupimento dos solos, e também, nos talhões com irrigação, verificar a quantidade de finos (poeira) que estão reduzindo a capacidade de absorção das águas irrigadas.

” Temos avanços tecnológicos, mas não conseguimos superar as limitações da produtividade, causadas pela falta de atenção com os solos produtivos. As perdas nesta safra, com a chegada das chuvaradas, vão se repetir inexoravelmente. E parece que os agricultores brasileiros não estão prestando atenção à essa tragédia”, diz o especialista em solos do IAC. Acompanhe mais informações na entrevista especial acima.

Clique aqui para assistir o vídeo da entrevista no canal Notícias Agrícolas: https://www.noticiasagricolas.com.br/videos/agronegocio/249881-os-solos-brasileiros-estao-perdendo-a-capacidade-produtiva-alerta-o-prof-afonso-peche-do-iac.html#.XjAT5k9KjIW

Museu da Pesca, em Santos, é opção para quem busca lazer e conhecimento

O programa Balanço Geral fez interessante matéria sobre o Museu da Pesca, em Santos (SP). A instituição pertence ao Instituto de Pesca e é um importante centro de pesquisa, memória e preservação de espécies marinhas. A diretora do museu, Thaís Moron Machado, fala sobre o acervo e dá dicas de como as famílias podem aproveitar o local para o lazer e para o conhecimento. Veja o vídeo.

Vídeo: após seis anos, projeto do Instituto Butantan no Acre chega ao fim

Um projeto iniciado em 2013, envolvendo pesquisadores do Instituto Butantan e de três universidades da Amazônia Legal, chegou ao fim em novembro de 2019. A equipe do Canal Butantan acompanhou a reunião de encerramento, em Cruzeiro do Sul, no Acre. Saiba mais clicando no vídeo abaixo.

Presidente da APqC fala sobre desafios da nova gestão

O novo presidente da APqC, Dr. João Paulo Feijão Teixeira, fala sobre os desafios da gestão que se inicia e conclama aos pesquisadores que venham somar esforços na luta em defesa da categoria. O encaminhamento de sugestões ou críticas pode ser feito através de qualquer diretor ou conselheiro da APqC. Se preferir falar diretamente com a presidência, usar os emails secretaria.apqc@gmail.com ou presidente.apqc@gmail.com. Assista o vídeo.

Instituto de Pesca promove concurso para escolha do nome de rãs do Aquário

As rãs-touro já estão no Aquário; visitantes podem apreciar outras espécies

Cinco rãs-touro que vivem no Aquário do Instituto de Pesca (IP-APTA), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, ganharão novas identidades com a ajuda do público. De 10 a 31 de janeiro os visitantes do Aquário e os usuários da internet poderão escolher o nome dos três machos e duas fêmeas que vivem no espaço de divulgação científica e cultural do Instituto de Pesca. Os nomes serão divulgados no dia 5 de fevereiro, e a votação pela internet é feita clicando aqui.

As rãs-touro fazem sucesso com o público do Aquário do Instituto de Pesca, que recebe, aproximadamente, 50 mil visitantes por ano. Elas são animais exóticos, ou seja, não são nativas do Brasil, mas estão no País desde 1935. Segundo a pesquisadora do IP, Claudia Maris, essa espécie de rã não possui veneno, por isso, pode até mesmo ser criada dentro de casa, como pets.

Além de dóceis, esses animais são uma fonte viva para a construção de conhecimento, sobretudo para as crianças, que podem no Aquário do IP ver sua evolução e metamorfose desde a fase de girino até a adulta, que dura de três a quatro meses, conforme a temperatura da água.

De acordo com Claudia, as rãs são animais vertebrados e pertencem à classe dos anfíbios. Anfi significa duas e Bio significa vida, ou seja, os anfíbios em sua grande maioria, têm duas formas de vida. Em sua primeira fase ficam somente na água. Chamados de girinos, eles respiram como os peixes, por meio de brânquias.

Na segunda fase, habitam o meio terrestre e respiram o ar atmosférico, por meio dos pulmões. Somente o macho coaxa, mas as fêmeas também emitem sons, que são ouvidos com maior frequência na época do acasalamento, o qual coincide com os meses de primavera e verão no Brasil. Uma rã-touro vive em cativeiro, aproximadamente, 12 anos e como são a segunda maior espécie de rãs do mundo podem chegar a pesar cerca de 2 kg.

Conheça o Aquário do IP

O Aquário do Instituto de Pesca fica dentro do Parque da Água Branca, local de fácil acesso por meio de várias linhas de ônibus que param em frente e do metrô (Estação Palmeiras-Barra Funda).

O espaço possui 30 viveiros com diferentes espécies de peixes, que podem ser vistas de terça a domingo das 9h às 12h e 13h às 17h. O ingresso custa R$ 3, mas menores de cinco anos e maiores de 65 não pagam. De segunda a sexta, das 10h às 17h, é possível agendar visitas escolares e de grupos pelo telefone (11) 3871-7549.

Além das atrações permanentes, o Aquário terá atividades para as crianças no dia 31 de janeiro com o apoio de monitores.

Fonte: Revista Pesca & Cia, com informações do IP.

Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo anuncia abertura de novos mercados para os produtores de frango

Primeiro lote de frango enviado pelo estado de São Paulo para o mercado chinês. Foto: Secretaria de Agricultura de São Paulo

Na última terça-feira (14), São Paulo enviou o primeiro contêiner de frango in natura para a China. O lote com 27 toneladas de frango é o primeiro de um contrato de 500 toneladas que sai da fábrica da Zanchetta Alimentos em Boituva, interior de São Paulo. A comercialização ocorre seis meses após a abertura do escritório do Governo do Estado em Xangai.

“A abertura de novos mercados traz eficiência e ganhos de escala para a nossa produção, podendo até fazer o preço do frango cair”, afirma o secretário de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, Gustavo Junqueira. Isso ocorre porque as propriedades rurais estão se ampliando para fornecer um volume maior de carne de frango para abate, e, consequentemente, os plantios de soja e milho estão sendo expandidos para melhor alimentar esses animais.

Junqueira destaca ainda que os produtos exportados para a China são adicionais à linha de produção da empresa, como é o caso do pé de frango, o que gera novos resultados de lucro e preços mais competitivos no mercado doméstico.

Desde janeiro de 2018 a China assumiu a liderança entre os principais destinos das exportações da avicultura brasileira. Ao todo, 13,3% da carne de frango exportadas pelo Brasil em 2019 foram embarcadas com destino à China. O país asiático importou 585,3 mil toneladas de carne de frango com resultado cambial de US$ 1,228 bilhão. A elevação foi de 53,74% nos embarques chineses, à medida que o país asiático lida com uma escassez de oferta de carne suína após seu rebanho ter sido reduzido pela peste suína africana.

Segundo o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), em 2019, o valor bruto da produção do Brasil de carne de frango foi de R$ 62,8 bilhões, sendo o Estado de São Paulo responsável por R$ 7,18 bilhões deste valor. De acordo com o Instituto de Economia Agrícola, da Secretaria de Agricultura e Abastecimento, em 2019 a produção de frango em São Paulo foi de 1,57 milhão de toneladas, volume 17,4% superior ao obtido em 2018.

Wilson Mello, Presidente da Invest SP, destaca a importância do escritório do Governo de São Paulo em Xangai para que essa grande oportunidade de negócio fosse concretizada. “Isso se deu graças a abertura do escritório em Xangai. Através de uma atuação direta da nossa equipe local, nós interagimos com representantes do governo Chinês para que pudéssemos habilitar essa unidade industrial a exportar para a China”, afirma. Segundo Wilson Mello, agora o escritório trabalha pela habilitação de outros dois frigoríficos paulistas.

Com informações do Canal Rural

Nove das atividades do Instituto de Saúde estão na lista de necessidades globais para a próxima década, segundo OMS

Nove dentre as treze necessidades globais de Saúde Pública mais urgentes para a próxima década, apontadas recentemente pela Organização Mundial de Saúde (OMS), fazem parte das pesquisas e atividades desenvolvidas rotineiramente pelo Instituto de Saúde. As quatro restantes dizem respeito a situações mundias que ultrapassam a abrangência de atuação do IS e até mesmo à da secretaria de Estado da Saúde: mudança climática, guerras, disseminação de informações falsas pelos meios de comunicação digitais e ausência completa de saneamento básico nos países mais pobres do mundo.

Todas as demais prioridades em relação à Saúde Coletiva apontadas pela OMS para o próximos anos são motivo da existência e das atividades rotineiras do Instituto de Saúde, a saber:

  • Reduzir a desigualdade no acesso aos serviços de saúde
  • Facilitar o acesso a medicamentos
  • Combater as doenças infectocontagiosas
  • Evitar as epidemias
  • Eliminar produtos nocivos à Saúde
  • Capacitar os profissionais da Saúde
  • Proteger as juventude das drogas e da violência
  • Avaliar as novas tecnologias
  • Controlar a resistência antimicrobial.

O Dr. Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da OMS, ressaltou em sua mensagem que Assembleia Geral da ONU considerou a importãncia de que os próximos dez anos sejam “década de ação“. 

Segundo ele, “governos, comunidades, e agências internacionais precisam trabalhar juntas para alcançar esses objetivos críticos. Não há atalhos para um mundo mais saudável. 2030 está chegando rápido e nós precisamos cobrar o comprometimento de nossos governantes”.

Veja aqui o anúncio do lançamento das metas da OMS para 2030.

Fonte: Secretaria de Estado da Saúde do Governo de São Paulo (http://www.saude.sp.gov.br/instituto-de-saude/homepage/ultimas-noticias/oms-aponta-nove-das-atividades-do-is-como-prioritarias-na-proxima-decada)

IAC mapeia pontos de erosão de solo com drones para evitar perdas agrícolas

O Instituto Agronômico de Campinas (IAC) desenvolveu uma pesquisa com o objetivo de fazer um mapeamento inédito e identificar pontos de erosão de solo em áreas cobertas por plantação. O estudo, que nunca foi realizado no Brasil, utiliza drones para medir o risco da enxurrada e evitar prejuízos nas áreas rurais e urbanas.

A tecnologia possibilita o processamento de imagens em software específico, gera mapas de relevo da área e de uso da terra, além de qualificar a região mais propícia para cada atividade, por exemplo, construção de reservatório de água ou instalação de lavoura.

Na primeira fase, o estudo foi realizado em áreas sem plantação. A pesquisa tem o apoio da Inglaterra, Alemanha e Estados Unidos, além de uma faculdade de Rio Preto. A previsão do instituto é que até o final de 2021 todas as informações já estejam disponíveis para produtores agrícolas e municípios.

Além de fazer o monitoramento da área, o drone também tem um equipamento para identificar a temperatura das plantas e permite que o produtor saiba o momento exato da irrigação.

Em menos de um ano, nove locais em uma usina de açúcar de Catanduva (SP) já foram mapeados. O próximo monitoramento agora será em plantações cítricas de Ribeirão Preto e em uma bacia hidrográfica de Limeira (SP).

Fonte: G1

Para ver a reportagem no site da EPTV clique no link: https://g1.globo.com/sp/campinas-regiao/noticia/2020/01/16/pesquisa-do-iac-mapeia-pontos-de-erosao-de-solo-com-drones-para-evitar-perdas-agricolas.ghtml

Casarão que pertenceu ao Instituto Biológico abrigará o Museu da Paz

O histórico casarão da Fazenda Mato Dentro, localizado no Parque Ecológico Monsenhor Emílio José Salim, em Campinas (SP), vai abrigar o Museu da Paz e o Centro de Educação, Memória, Estudo e Cultura Afro-brasileiros. O acervo do museu, que será formado por histórias de vida, documentos e fotografias, será captado pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), parceira no projeto, com recursos de um termo de ajustamento de conduta ambiental, de R$ 443 mil.

A Fazenda Mato Dentro tinha inicialmente 1.515 alqueires e foi formada a partir da Sesmaria Engenho Mato Dentro, fundada pelo tenente-coronel Joaquim Aranha Barreto de Camargo, em 1806, para a produção do açúcar. Ela permaneceu como engenho até a segunda década do século, quando começaram os primeiros cafezais em Campinas.

Em 1950, a fazenda foi vendida e logo transferida ao Governo do Estado. A Fazenda Mato dentro foi então transformada em fazenda experimental, subordinada ao Instituto Biológico. Em 10 de maio de 1982, a sede da fazenda foi tombada pelo Patrimônio Histórico, e em 24 de setembro de 1988, o governador Orestes Quércia autorizou o início das obras do Parque Ecológico Monsenhor Emílio José Salim, na Fazenda Mato Dentro, prevendo o aproveitamento de 110 dos 285 hectares de área como área de lazer.

O prefeito de Campinas, Jonas Donizette, assinou em novembro de 2019 o termo de ajustamento de conduta para a implantação do Museu da Paz. O recurso para a formação do acervo vem de uma empresa que foi multada por danos ambientais e que tem como obrigação, conforme TAC com o Ministério Público, reparar também sócio-ambientalmente o entorno do local impactado. A expectativa é que o acervo seja captado até o final de 2020 e será exposto em mostras itinerantes pela cidade, até que a restauração do imóvel esteja concluída. O casarão concentrou maior número de escravizados na época da escravidão em Campinas por conta do cultivo da cana e do café.

Com informações do jornal Correio Popular

Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo abre bolsa de pós-doutorado em Processos Térmicos de Alimentos

Altas temperaturas fazem parte de um dos métodos utilizados para preservar alimentos. Grandes indústrias do setor alimentício usam esse procedimento para aumentar o tempo de vida de alimentos, como leite e enlatados.

Pensando na melhor forma de processar alimentos, a Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, por meio do Instituto de Tecnologia de Alimentos (Ital-APTA), abriu inscrições para bolsa de pós-doutorado em Processos Térmicos de Alimentos, com duração de 24 meses.

A bolsa é destinada a candidatos com graduação e doutorado em Engenharia de Alimentos e áreas afins. Mais: o doutorado deve ter sido finalizado há menos de sete anos.

Experiências comprovadas em pesquisas e inglês fluente fazem parte das exigências para concorrer a bolsa. As inscrições estão abertas até 20 de janeiro. Para mais informações acesse o site:

 http://ital.agricultura.sp.gov.br/oportunidades-processos-termicos

Fonte: Janaína Luiza, para a Revista Istoé

Pesquisa da APTA-Bauru é premiada em Congresso realizado em Maceió

Estudo desenvolvido no Polo Regional de Bauru da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA), órgão da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, foi premiado no 30º Congresso Brasileiro de Microbiologia, realizado em Maceió, capital de Alagoas.

O trabalho, fruto do projeto de Iniciação Científica do biólogo Pedro Hadime Hori, também teve o objetivo de informar a população sobre os riscos de se consumir o leite que não passou por processos de pasteurização adequados e fiscalização. O estudo foi realizado a partir da coleta de leite cru de tanques de expansão (armazenamento refrigerado) em 102 propriedades rurais da região centro-oeste do Estado de São Paulo, onde foi verificada a presença de Staphylococcus aureus, bactéria comumente presente no leite cru capaz de trazer riscos à saúde humana e animal.

“Este trabalho demonstrou que a ingestão de leite cru, não pasteurizado, pode apresentar riscos para a saúde do consumidor, pois encontramos alguns tipos de bactérias que podem estar envolvidas na transmissão de doenças”, diz a pesquisadora da APTA Maria Izabel Merino de Medeiros, coordenadora da pesquisa.

“Em 58 das 102 propriedades analisadas, foi detectada a presença da bactéria S. aureus, sendo identificadas 76 cepas (tipos) diferentes”, explica Maria Izabel. Algumas destas cepas de S. aureus, segundo a pesquisadora, podem ser produtoras de toxinas potencialmente prejudiciais ao ser humano se ingeridas, causando desde um simples quadro de intoxicação alimentar, até problemas mais sérios em pessoas com imunidade baixa, crianças e idosos. A pesquisadora comenta que a próxima etapa do trabalho será identificar quais destas 76 cepas encontradas são possíveis produtoras destas toxinas.

Neste trabalho, o que mais chamou a atenção do grupo de pesquisa foi o fato de boa parte das cepas encontradas terem se mostrado resistentes, em testes de laboratório, aos principais antibióticos disponíveis para seu combate, tanto em animais quanto em humanos. “Nós testamos nestas cepas 12 diferentes antibióticos e detectamos um perfil de resistência muito elevado, inclusive com 29 delas se mostrando resistentes à oxacilina, comumente utilizada, inclusive para uso humano”, informou a pesquisadora Maria Izabel. Uma análise mais aprofundada, do tipo molecular, revelou ainda que três cepas de S. aureus possuíam gene específico encontrado em bactérias “super-resistentes”.

Apesar de o projeto ter focado em uma espécie de bactéria, Maria Izabel menciona que outras linhas de pesquisa do Polo Regional de Bauru da APTA estudam outros perigos relacionados ao consumo do leite cru, envolvendo a área de zoonoses (coordenada pela pesquisadora Simone Baldini Lucheis), como brucelose, toxoplasmose e leptospirose. Maria Izabel menciona que em 2020 irá coordenar pesquisa relacionada à qualidade microbiológica de queijos tipo “Minas Frescal” elaborados artesanalmente com leite cru.

A pesquisadora ressalta a importância do consumo do leite devido à sua rica composição nutricional, que inclui vitaminas, proteínas, minerais entre outros, mas complementa que cuidados com a qualidade do leite devem vir desde a sua produção até o copo do consumidor. “Nós destacamos a importância das boas práticas na ordenha, o cuidado com a saúde dos animais, o uso consciente dos antibióticos, assim como a importância da valorização do produto que é fiscalizado e que passou por pasteurização, o que garante a qualidade do que chega à mesa do consumidor”, adverte.

Conhecimento científico chegando à população
Tendo realizado a pesquisa quando ainda cursava Biologia na universidade, Pedro Hori conta que não queria que o conhecimento gerado ficasse restrito apenas ao público acadêmico e especializado. Desta forma, resolveu incorporar ao seu trabalho atividades de divulgação científica. “Quando eu estava fazendo a parte experimental na APTA, estava também desenvolvendo a parte de licenciatura de meu curso, o que exige a realização de atividades em escolas públicas. Assim, surgiu a oportunidade de unir as duas coisas”, coloca Hori. O biólogo levou para a escola, devidamente protegidas, placas de Petri com meio de cultura onde havia espalhado, dias antes, o leite cru e mostrou aos alunos as colônias de bactérias que se desenvolveram, para espanto de todos. A demonstração serviu de gancho para que explicasse às crianças sobre os riscos do consumo de leite não-pasteurizado.

A experiência deu tão certo, que Hori resolveu levar a atividade também para exposições em praças e outros espaços públicos, como o Bio na Rua, evento organizado por estudantes da Unesp Bauru voltado ao público geral de todas as idades. “Levamos o material e mostramos como são realizados os experimentos em microbiologia, com o intuito de revelar às pessoas como pode ser arriscado consumir o leite in natura”, explana. “É interessante, porque muitas pessoas ainda têm aquela ideia de que o leite ‘direto da vaca’ é mais saudável e mais natural, sem ‘química’. O fato desse consumo não ter dado problema para a pessoa durante a sua vida, não significa que não pode dar no futuro ou, então, para outras pessoas”, complementa.

Unindo as atividades experimentais e de popularização da ciência, Hori inscreveu o trabalho “O perigo do consumo de leite cru” no 30º Congresso Brasileiro de Microbiologia, realizado em outubro de 2019 na capital alagoana. No evento, a dedicação foi reconhecida e o biólogo recebeu da American Society for Microbiology o prêmio “Jovem Microbiologista Brasileiro”, na categoria Divulgação Científica.

“Uma coisa que a gente percebe é que temos muito essa carência na divulgação científica, voltada à sociedade. Ainda há muito essa falta de comunicação com aqueles que estão fora do meio acadêmico”, cita Hori.  Para ele, o efeito negativo é que muitas pessoas não sabem o que acontece dentro das instituições de pesquisa e, como consequência, acabam não apoiando ou dando valor às ações realizadas por elas.  “Comecei a perceber a importância disso e passei a me perguntar se estava conseguindo atingir as pessoas de alguma forma”, admite, ressaltando que, por isso, foi muito importante receber o prêmio. “Com a premiação e o reconhecimento, entendi que alguma coisa boa estávamos conseguindo fazer. Isso nos incentiva a cada vez mais aprimorar nossas técnicas de comunicação e atingir as pessoas externas ao meio acadêmico”, finaliza.

Fonte: Assessoria de comunicação da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo

Estudo revela percepção da sociedade sobre Ciência e Tecnologia no Brasil

Com o intuito de conhecer a visão, o interesse e o grau de informação da população em relação à Ciência e Tecnologia (C&T) no País, o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) e o Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE) realizaram a quinta rodada da pesquisa sobre “Percepção Pública da Ciência e Tecnologia no Brasil”. O estudo contou com a parceria do Instituto Nacional de Comunicação Pública da Ciência e Tecnologia (INCT-CPCT) e da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC). A pesquisa constitui importante subsídio para a tomada de decisão, formulação e implementação de estratégias e políticas públicas de C&T. Foram entrevistadas 2.200 pessoas acima de 16 anos, de todas as regiões do Brasil.

A pesquisa revelou que a visão positiva do brasileiro em relação à Ciência e à Tecnologia se mantém na casa dos 73%. Para esta parcela, C&T trazem mais benefícios do que malefícios à sociedade. Além disso, 62% dos entrevistados se disseram interessados em assuntos relacionados ao tema, com predileção pelas áreas de saúde e meio ambiente.

No entanto, apesar da visão positiva sobre C&T, há sinais de alerta: a maioria disse não participar de atividades e nem frequentar locais de C&T, como museus e feiras de ciência. Também o consumo de noticias sobre C&T caiu nos principais meios de comunicação, o que vai de encontro ao interesse manifestado pelo assunto na mesma pesquisa. 90% dos entrevistados não soube citar o nome de nenhum cientista brasileiro e 88% não souberam citar nenhum instituto de pesquisa ou universidade. O investimento em comunicação com a sociedade se torna imperativo à C&T no País.

Confira abaixo o vídeo que analisa detalhadamente os resultados da pesquisa.

Instituto Geológico participa da elaboração de estudo sobre a presença de nitrato nas águas subterrâneas paulistas

A Secretaria de Infraestrutura e Meio Ambiente lançou um documento de referência, inédito no estado de São Paulo, sobre a incidência de nitrato nas águas subterrâneas paulistas. O “Boletim Nitrato nas Águas Subterrâneas: Desafios Frente ao Panorama Atual” apresenta um panorama sobre o contaminante, abrangendo aspectos como ocorrência, fontes potenciais de contaminação, efeitos nas saúdes humana e animal, bem como propõe estratégias e recomendações para a prevenção e redução do problema.

O nitrato é o contaminante de maior ocorrência em aquíferos no Brasil e no exterior. A substância é utilizada mundialmente como indicador de contaminação das águas subterrâneas devido à sua alta mobilidade, podendo atingir extensas áreas. Embora seja de média toxicidade, pode causar doenças.

O boletim é destinado a gestores de recursos hídricos e de saúde pública, além de profissionais especializados no campo das águas subterrâneas. Nele, os especialistas encontrarão informações sobre o que fazer para evitar a contaminação dos aquíferos por nitrato.

O documento foi elaborado pelo Grupo de Trabalho (GT) – Nitrato, da Câmara Técnica de Águas Subterrâneas no Conselho Estadual de Recursos Hídricos (CRH). O GT contou com a participação de técnicos de instituições como o Instituto Geológico (IG), Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), Departamento de Águas e Energia Elétrica (DAEE), Centro de Pesquisas de Águas Subterrâneas da Universidade de São Paulo (CEPAS-USP), além de consultores. O lançamento ocorreu durante reunião do CRH em 20 de dezembro de 2019.

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Convocação Reunião Mensal janeiro/2020

Estão convocados os membros da Diretoria Executiva, Conselho Deliberativo e Representantes dos Institutos de Pesquisa, biênio 2020/2021, para participarem da reunião mensal desta entidade, no dia 15 de janeiro de 2020, às 10h00, no Instituto Agronômico, Sala Tecnologia IAC, Av. Avenida Barão de Itapura, 1.481 – Campinas, com a seguinte pauta:

  1. Posse dos membros da diretoria e do conselho deliberativo;
    1. Andamento do registro de documentos (Atas, Termo de posse).
  2. Prestadores de serviços;
  3. Designações de representantes, componentes do Centro de Debates e Centro de Estudos;
  4. Mudança de sede;
  5. Tesouraria:
    1. Contas bancárias.
    2. Valores de anuidades em atraso.
    3. Admissão de associados.
    4. Situação de associados com duas anuidades em atraso.
  6. Informes sobre as ações judiciais em andamento;
    1. Ação civil pública n. 1049557-47.2018.8.26.0053 que objetiva a anulação da audiência pública realizada em 25.08.2017 sobre a alienação de Institutos de Pesquisa vinculados à SAA.
    2. Novidades sobre a proposta de reestruturação do Instituto Pasteur e Coordenadoria de Controle de Doenças (CCD).
    3. Análise e encaminhamento quanto a resposta recebida referente ao questionário enviado aos Institutos de Pesquisa, via Frente Parlamentar, solicitando o levantamento de dados. 
    4. Isonomia Salarial: Estratégias passadas e futuras. Qual linha de atuação?
  7. Outros assuntos.

Campinas, 06 de janeiro de 2020

João Paulo Feijão Teixeira

Presidente APqC

Projeto "Férias no Butantan" oferece atividades para crianças e adultos durante o mês de janeiro

Teve início ontem (7), no Instituto Butantan, mais uma edição do projeto Férias no Butantan, que oferecerá mais de 30 atividades para crianças e adultos, com o objetivo de estimular o interesse por ciências. Até o dia 31 de janeiro, atividades permitirão desde a observação de fungos pelo microscópio até participar de uma escavação arqueológica. Saiba mais.

Evento

O que é: Férias no Butantan 

Quando: programação de terça a domingo, entre os dias 7 a 31 de janeiro 

Público-alvo?: Crianças e adultos 

Valor: o ingresso único para todos os museus do Butantan custa R$ 6 (sendo R$ 2,50 a meia-entrada para estudantes). A entrada no parque e visitação ao macacário é gratuita

Local: Avenida Vital Brasil, 1.500, Butantã

Horário de funcionamento: das 9h às 17h 

Confira a programação completa aqui

Sidarta Ribeiro, diretor da SBPC, é entrevistado pelo Roda Viva

O programa Roda Viva recebeu ontem (06) o neurocientista Sidarta Ribeiro, diretor do Instituto do Cérebro da Universidade Federal do Rio Grande do Norte e diretor da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC). Eleito em 2016 membro da Academia de Ciências da América Latina (ACAL), o pesquisador está lançando o livro O Oráculo da Noite: A História e a Ciência do Sonho e na entrevista ele fala, entre outros assuntos, sobre a guerra contra a ciência em curso no Brasil. Assista o programa na íntegra.

Diretor do IAC é eleito membro titular da Academia Brasileira de Ciências

O pesquisador científico e diretor-geral do Instituto Agronômico (IAC), Marcos Antonio Machado, foi eleito membro titular da Academia Brasileira de Ciências (ABC) na área de Ciências Agrárias. A relação dos novos membros titulares e correspondentes resulta da eleição encerrada na Assembleia Geral Ordinária, realizada em 3 de dezembro de 2019, na Sede da ABC, no Rio de Janeiro. A posse dos novos Acadêmicos será realizada no Rio de Janeiro, na Escola Naval, em 13 de maio de 2020. Os membros titulares são cientistas radicados no Brasil há mais de dez anos, com destacada atuação científica.

Machado é diretor-geral do IAC desde 24 de janeiro de 2019. Pesquisador do Instituto da área de citricultura, foi diretor do Centro de Citricultura “Sylvio Moreira” do IAC de 17 de maio de 2003 a 1º de agosto de 2018, quando se tornou diretor-técnico do Centro de Programação de Pesquisa do IAC. Engenheiro agrônomo formado pela Universidade de Brasília, em 1978, tem mestrado em Fisiologia Vegetal pela Universidade Federal de Viçosa, em 1981, e doutorado em Agronomia, pela Justus Liebig Universitat, Giessen, na Alemanha, em 1987.

Além das atividades no IAC, coordena o Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia de Genômica Comparativa e Funcional e Melhoramento Assistido de Citros (INCT II), apoiado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP) e pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). É membro da Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) e do Comitê Assessor do CNPq na área de Biotecnologia. Participa como orientador de mestrado e doutorado em cursos de pós-graduação da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), nas áreas de genética, biologia molecular e biologia funcional e molecular; e na Universidade Estadual Paulista (Unesp), na área de genética.

Como pesquisador e gestor, Machado valoriza a qualificação da equipe como condutora ao futuro do conhecimento e enxerga a unidade de pesquisa como geradora e difusora de ciência e tecnologia, tendo o agricultor como usuário constante dos recursos gerados.

Fonte: Assessoria de imprensa do IAC

Boas Festas!

Votação da reforma da previdência é adiada para fevereiro na Alesp

A Associação dos Pesquisadores Científicos do Estado de São Paulo (APqC) informa aos seus associados e demais servidores públicos dos institutos de pesquisa que a discussão acerca da proposta de Reforma da Previdência, proposta pelo governo Doria, foi adiada mais uma vez. O prazo previsto para o tema retornar à pauta na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp) é o mês de fevereiro do ano que vem, após o recesso parlamentar.

Em nota publicada no último dia 16, o Sindicato das Trabalhadoras e Trabalhadores do Tribunal da Justiça do Estado de São Paulo (SINDJESP) disse acreditar que o adiamento se deu em razão da luta e da unidade dos funcionários públicos em seu trabalho de pressão e diálogo junto aos deputados. A APqC endossa a opinião do SINDJESP e conclama aos pesquisadores paulistas para que se mantenham informados, por meio das redes sociais da associação, sobre as próximas atividades que realizaremos no sentido de tentar barrar a reforma previdenciária estadual, nociva à nossa categoria conforme já alertamos recentemente.

O adiamento da votação pode ser considerada uma vitória parcial dos servidores, pois ganhamos tempo para reorganizarmos a luta; porém, a mobilização permanente será determinante para a vitória final, uma vez que, provavelmente, o governo de São Paulo ainda não tenha o número de votos suficientes para aprovar a PEC 18/19 (57 votos) e o PLC 80/19 (48 votos), conforme avaliação dos colegas do SINDJESP.

A APqC seguirá acompanhando a tramitação da proposta do governo dentro da Alesp e divulgará novas informações a respeito, tão logo chegue ao seu conhecimento.

APqC apoia Dr. Dimas Tadeu Covas, diretor do Instituto Butantan, para Conselho Superior da Fapesp

A FAPESP está realizando, no período de 16 a 20 de dezembro de 2019, a votação para compor a lista tríplice para preencher uma vaga no seu Conselho Superior. Esta vaga é destinada às Instituições de Ensino Superior e de Pesquisa, Oficiais ou Particulares, em funcionamento no Estado de São Paulo, excetuadas as Universidades Estaduais Paulistas. As Instituições de Pesquisa do Estado de São Paulo que se credenciaram para votar até o dia 11/10/2019 foram: I. Botânica; I. Butantan; I. Economia Agrícola; I. Florestal; I. Tecnologia de Alimentos e SUCEN. Estas Instituições poderiam apresentar um candidato para representar os Institutos no Conselho Superior da FAPESP. Se inscreveram 2 representantes dos Institutos de Pesquisa, o Diretor do Instituto Butantan, Dr. Dimas Tadeu Covas e o PqC do I. Florestal Dr. Miguel Luiz Menezes Freitas. O currículo de ambos pode ser visualizado no site da FAPESP (https://votar.srv.br/fapesp2019/candidatos/index.html). O numero de PqCs que podem participar desta votação por instituto é dependente do numero de Doutores e de projetos na FAPESP (https://votar.srv.br/fapesp2019/documento/credenciadas.pdf), e aqueles que podem votar são indicados pela diretoria dos Institutos.)
A APqC considera de extrema relevância possuir um representante no Conselho Superior da FAPESP e apoia a candidatura do Dr. Dimas Tadeu Covas pelo seu empenho em reativar o Fórum dos Diretores, desde 2018, como um canal ágil para discutir as questões relevantes que os Institutos de Pesquisa vem enfrentando atualmente e também pela sua visão clara da distinção de papel entre os Institutos de Pesquisa e as Universidades na produção de conhecimentos aplicados à sociedade. Assim, estamos divulgando o seu plano de trabalho e a sua visão sobre os Institutos e como ele pretende atuar em caso de ser eleito como representante dos Institutos de Pesquisa.

Carta aberta do Dr. Dimas Tadeu Covas à categoria

Prezadas Pesquisadoras, Prezados Pesquisadores,
Os Institutos de Pesquisa do Estado de São Paulo são essenciais para o desenvolvimento tecnológico e econômico do país.
Diferentemente das universidades, os Institutos têm por missão pesquisar, desenvolver e produzir conhecimentos, processos e produtos que visem sanar desafios vividos pela sociedade paulista e brasileira nos mais diversos setores, como a saúde, a agricultura, o meio ambiente e a indústria.
Para cumprir esta importante missão, os Institutos dependem do apoio do governo. O entendimento da especificidade desta missão é, portanto, fundamental para a obtenção perene deste apoio, que acontece por meio dos órgãos de fomento que são diretamente responsáveis pela avaliação, financiamento e, por fim, aprovação de projetos de risco.
E deste ponto origina o motivo da minha correspondência.
A FAPESP, órgão de fomento ligado a Secretaria de Desenvolvimento Econômico do Estado, tem por missão apoiar as atividades de P&D no Estado. O que vem ocorrendo, entretanto, é que os recursos orçados para esta atividade acabam sendo majoritariamente direcionados para projetos de natureza exclusivamente acadêmica, advindos das Universidades. É essencial que tanto a pesquisa, quanto a P&D sejam contempladas pelas políticas públicas.
Os Institutos há muito reivindicam critérios adequados não só para a avaliação dos seus projetos, como também da performance de seus pesquisadores. Há muitas resistências a estes pleitos, em parte pela falta de compreensão da atividade de P&D.
Por estes motivos, é fundamental que os Institutos tenham um representante seu no Conselho Superior da FAPESP. Até recentemente, isso era impossível dado o Estatuto que privilegiava as Universidades Públicas. Com a mudança do Estatuto da FAPESP, pela primeira vez, os Institutos têm a real possibilidade de serem representados no Conselho.
Assim, eu me increvi como representante dos Institutos para a eleição que se inicia hoje, dia 16 de dezembro, e se prolonga até o dia 20 de dezembro. Acredito que será a oportunidade ideal para iniciarmos, enfim, uma profunda discussão sobre a necessidade de nossas expertises para o desenvolvimento científico e tecnológico do Estado e do País, em um ambiente ainda alheio as nossas características.
Gostaria de contar com seu voto como representante dos Institutos de Pesquisa do Estado. Se escolhido, defenderei a pauta de Integração dos Institutos ao sistema de C&T do Estado e do fortalecimento e valorização da carreira de Pesquisador Científico do Estado.
Peço o seu apoio neste momento crucial para todos nós.
Cordialmente,
Dimas Tadeu Covas
Diretor do Instituto Butantan

Pioneira da entomologia paulista, pesquisadora do Instituto Biológico é homenageada em Teresina

Zuleide Alves Ramiro, pesquisadora aposentada da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, que atuou no Instituto Biológico (IB-APTA), teve sua trajetória científica reconhecida durante o 1º Workshop de Mulheres do Agro, em Teresina (PI), que com o tema “A influência feminina no agro brasileiro”, reuniu nomes importantes do setor.

Zuleide foi chamada à frente da plateia, junto a outras entomologistas de destaque do país, e homenageada durante a apresentação de Ranyse Querino, da Embrapa (DF), intitulada “As mulheres que marcaram a entomologia brasileira”.

Formada em engenharia agrônoma, Zuleide dedicou sua vida profissional ao ensino e a pesquisa. Começou a trabalhar como professora primária da Secretaria da Educação do Estado do Rio de Janeiro e, em 1967, chegou à Secretaria de Agricultura e Abastecimento, indo para a Seção de Entomologia Agrícola, na Fazenda Experimental “Mato Dentro”, em Campinas (SP), pertencente ao Instituto Biológico. Ela ocupou vários cargos como chefe do Controle Biológico, além de diretora Geral do Instituto Biológico.

Tendo dedicado toda a vida à pesquisa científica, a pesquisadora demonstrou seu pioneirismo quando introduziu a técnica de Manejo Integrado em cultura de soja, o controle das cigarrinhas das pastagens e o manejo de pragas em culturas de algodão. Também realizou os primeiros trabalhos, no Brasil, relacionados com impacto na Entomofauna em algodão transgênico. Ocupou, ainda, a diretoria-geral do Instituto Biológico de 1995 a 1999, além de outros cargos de chefia na Instituição. Ainda hoje, mesmo aposentada, segue se dedicando a pesquisar os insetos e a agricultura.

A pesquisadora já havia sido homenageada oficialmente pela Sociedade de Entomologia do Brasil (SEB), em 2016, por seus relevantes serviços prestados à entomologia e o controle biológico no Brasil, durante a solenidade de abertura do XXVI Congresso Brasileiro de Entomologia.

Fonte: assessoria da APqC com informações da assessoria de imprensa do IB/APTA

Vídeo: IAC desenvolve programa de melhoramento genético em feijoeiros

Você sabia que o Feijão Carioca, uma das bases da alimentação do povo brasileiro, foi desenvolvido na Agência Paulista de Tecnologia? O Instituto Agronômico de Campinas (IAC) é uma instituição de pesquisa da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo que, entre outras coisas, desenvolve um programa de melhoramento genético em feijoeiros. O canal de youtube do governo do Estado de São Paulo publicou vídeo sobre essa pesquisa e entrevistou o pesquisador científico do IAC, Alisson Fernando Chiorato. Confira.