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Instituto Florestal promove live sobre cultivo de Jequitibá Rosa e Louro Pardo

Live IF

Hoje (quarta-feira, 15 de julho), pontualmente às 20h, a Futuro Florestal promoverá uma Live Especial para todos aqueles que querem conhecer mais sobre o Cultivo de Jequitibá Rosa e Louro Pardo. Nossos diretores especialistas receberão o convidado Miguel Luiz Menezes Freitas, pesquisador científico do Instituto Florestal de São Paulo, doutor em Genética e Melhoramento de Plantas, coordenador do Grupo de Conservação Genética e Melhoramento Florestal e membro da Associação dos Pesquisadores Científicos do Estado de São Paulo (APqC). O tema será o Potencial do Jequitibá Rosa e do Louro Pardo para a produção de Madeira Nobre em plantios comerciais.

Prepare suas perguntas!.

Para assistir acesse o link e faça seu cadastro clicando no link abaixo:

Futuro Florestal

Instituto de Zootecnia comemora 115 anos com programação especial no YouTube

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Fundado em 15 de julho de 1905, com a missão de “desenvolver e transferir tecnologia e insumos para a sustentabilidade dos sistemas de produção animal”, o Instituto de Zootecnia (IZ), pertencente à Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios, vinculados à Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, completa 115 anos de existência amanhã (15).

Entre outras contribuições à agricultura e a pecuária, o IZ é pioneiro na pesquisa científica mundial com a raça Nelore e destaca-se pela geração de uma série de benefícios ao meio científico, ao meio técnico e aos pecuaristas (pesquisa e desenvolvimento de tecnologias e serviços à disposição do agronegócio paulista).

Para comemorar seu 115º aniversário, o IZ preparou uma programação especial com uma série de lives, trazendo conversas e palestras com especialistas que abordarão temáticas como a genética na produção de carne, caraterísticas das pastagens, inovação na qualidade do leite, entre outras.

Amanhã (15), às 17h no YouTube, o tema da live será “Como o IZ chega à sua mesa”, e contará com os palestrantes Gustavo Junqueira (Secretário de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo), Dr. Luiz Marques da Silva Ayroza (Diretor Técnico de Departamento do Instituto de Zootecnia), Dra. Joslaine Noely dos Santos Gonçalves Cyrillo (Pesquisadora e Diretora do Centro Avançado de Pesquisa de Bovinos de Corte, do Instituto de Zootecnia), Dr. Luiz Carlos Roma Júnior (Pesquisador e Diretor do Centro de Pesquisa de Bovinos de Leite, do Instituto de Zootecnia), Dr. José Evandro de Moraes (Pesquisador do Centro de Pesquisa de Zootecnia Diversificada, do Instituto de Zootecnia), entre outras participações especiais.

Na sequência o IZ promove alguns webinários:

No dia 16 (quinta), às 10h, sempre no Youtube, o webinar será sobre a cadeia produtiva da carne, com o tema “Contribuição da genética na produção de Carne”. Participam os seguintes palestrantes: Dra. Maria Eugênia Zerlotti Mercadante (Pesquisadora do Centro Avançado de Pesquisa de Bovinos de Corte, do Instituto de Zootecnia), Dr. Ricardo Abreu (Gerente de Fomento da Associação Brasileira dos Criadores de Zebu).

No mesmo dia 16, às 14h, o webinar discute as pastagens nas cadeias produtivas com o tema “A importância da produtividade e qualidade das pastagens para a cadeia produtiva”, com os palestrantes Dr. Waldssimiler Teixeira de Mattos (Pesquisador do Centro de Pesquisa de Nutrição Animal e Pastagens, do Instituto de Zootecnia) e Deyvid Rodrigues Bueno (Gerente de Desenvolvimento de Mercado da Fertiláqua).

No dia 17 (sexta), às 10h, o tema do webinar será a cadeia produtiva Leite, com a palestra “Inovação na qualidade do Leite”. A conversa será entre o Dr. Luiz Carlos Roma Júnior (Pesquisador e Diretor do Centro de Pesquisa de Bovinos de Leite do Instituto de Zootecnia) e a Dra. Flávia Fernanda Simili (Pesquisadora e Diretora do Laboratório de Referência em Qualidade do Leite do Instituto de Zootecnia.

Para acompanhar toda a programação basta acessar o canal do IZ no YouTube (clique aqui). Mais informações no site do instituto.

Fonte: Assessoria de imprensa

Instituto Butantan abre cadastro de voluntários para teste de vacina contra coronavírus

vacina

O Instituto Butantan abriu nesta segunda-feira (13) a plataforma de inscrição e triagem para quem deseja participar dos testes da Coronavac, vacina contra o coronavírus desenvolvida em parceria com o laboratório chinês Sinovac.

A previsão é que as primeiras doses comecem a ser aplicadas já na próxima segunda-feira (20).

As exigências incluem ser profissional da saúde e trabalhar com pacientes que estejam com covid-19. Além disso, não pode ter contraído o vírus ainda.

O formulário está disponível no site do governo de São Paulo (clique aqui). Após o preenchimento, o candidato vai ver se ele é um potencial voluntário ou não.

Caso esteja habilitado, será orientado a procurar um dos centros de pesquisa da área onde mora. Haverá testes em São Paulo, Rio de Janeiro, Distrito Federal, Minas Gerais, Paraná e Rio Grande do Sul.

Serão 9 mil voluntários, sendo que metade tomará a vacina e a outra metade receberá placebo. Esse tipo de estudo é duplo cego, em que paciente e aplicador não sabem quem está recebendo o quê.

Apenas os pesquisadores têm informações de quem recebeu o antígeno ou placebo. É um protocolo padrão usado em estudos científicos para não influenciar o resultado final.

Todos serão acompanhados pelo período de 12 meses, o que vai incluir exames rotineiros para dosagem de anticorpos contra o coronavírus.

O diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, voltou a afirmar que essa é uma das vacinas em estágio mais avançado de desenvolvimento.

“A China neste momento é o país que tem o maior número de vacinas para o coronavírus em estudos clínicos de fase 2 ou 3. A China tem 5 vacinas, o Reino Unido tem duas vacinas, Estados Unidos têm duas vacinas. Eu, particularmente, sou muito esperançoso de que nós teremos essa vacina muito rapidamente, até o final deste ano.”

Fonte: Assessoria com informações do R7

Laboratório do Instituto Biológico inicia diagnóstico para Covid-19

 

O Laboratório de Viroses de Bovídeos do Instituto Biológico (IB-APTA), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, iniciou o diagnóstico da Covid-19 (veja o vídeo acima). O Laboratório foi habilitado pelo Instituto Adolfo Lutz para colaborar no atendimento da pandemia pelo teste molecular (RT-qPCR) e tem capacidade para realizar dez mil análises por mês.

​A Secretaria de Agricultura e Abastecimento e a Secretaria da Segurança Pública assinaram Termo de Cooperação para a realização dos diagnósticos nos agentes de segurança pública. O objetivo é minimizar os efeitos da infecção e viabilizar o isolamento dos profissionais para evitar a transmissão da doença.

“Este é um momento em que precisamos trabalhar unidos e todos devem fazer sua parte e auxiliar no que for possível. Com isso em mente, nos mobilizamos para habilitar o laboratório da Pasta para realizar testes e ajudar no diagnóstico em São Paulo”, destaca o secretário de Agricultura e Abastecimento, Gustavo Junqueira.

A Polícia Militar contribuiu na manutenção das portas do Laboratório de Biossegurança Nível 3 (NB3) do IB para que os voluntários possam processar as amostras em segurança e evitar escape viral nas dependências do laboratório. O IB recebeu os insumos diagnósticos do Instituto Butantan, parte dos equipamentos de proteção individual (EPI) da empresa Boehringer Ingelheim Saúde Animal e microtubos e estantes da Innova Agrotecnologia. Outros laboratórios do próprio Instituto contribuíram com estantes, usadas para acondicionar e organizar os tubos das amostras dos pacientes.

“O termo de cooperação entre a Polícia Militar do Estado de São Paulo e o IB, por meio de parceria entre a Secretaria de Segurança Pública e a Secretaria de Agricultura, é de fundamental importância para a saúde dos nossos policiais militares, no sentido de disponibilizarmos o exame de RT-qPCR, que é considerado de padrão ouro, para o diagnóstico da Covid-19, onde são detectados o material genético do coronavírus. A partir desta parceria, manteremos o atendimento dos nossos policiais. A importância desse teste vai além do diagnóstico de Covid-19. Ele permite isolar o paciente e realizar a rastreabilidade de seus contactantes para monitoramento e controle da doença”, afirma Luciano Bottura, capitão médico da PM.

​Para o coordenador da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA), Antonio Batista Filho, a participação do Instituto Biológico na realização dos diagnósticos da Covid-19 só foi possível graças aos investimentos contínuos na modernização da infraestrutura dos Institutos de Pesquisa do Estado de São Paulo. “Nossas instituições possuem equipamentos de ponta e profissionais altamente capacitados que podem contribuir neste momento”, afirma.

Estruturas

​O Laboratório de Viroses de Bovídeos (LVB) do IB possui instalação de Biossegurança Nível 3 (NB3), estrutura que permite processar as amostras em ambiente biosseguro e evitar riscos de escape viral. Para atender o diagnóstico da Covid-19, as amostras são inativadas no laboratório NB3 e submetidas à RT-qPCR para Sars-CoV-2 no laboratório de Diagnóstico Molecular do LVB.

​“Uma força tarefa foi montada no Instituto Biológico para que pesquisadores do próprio Instituto, além de profissionais da Coordenadoria de Defesa Agropecuária fossem capacitados e treinados para a realização dos diagnósticos. Ao todo, dez profissionais estão atuando nessa atividade, realizando, principalmente, a recepção das amostras”, explica Liria Hiromi Okuda, pesquisadora do IB e responsável pelo NB3.

​Inaugurado em 2016, o espaço recebeu investimentos de R$ 2 milhões do Governo de São Paulo. A unidade cumpre os requisitos de Segurança Biológica Nível 3, estabelecidos pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) e é o único do Estado e um dos poucos do País da área animal a ter este nível de segurança.

O local possui acreditação pelo Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) com base na norma internacional ISO 17025, e é credenciado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) para diagnóstico de doenças virais que impactam o setor de produção agropecuário.

Fundamental para o apoio e a execução dos programas sanitários brasileiros, o laboratório do IB contribui para as certificações sanitárias de comércio nacional e internacional. A instalação estratégica permite a manipulação segura de materiais biológicos de origem animal e evita escape de microrganismos que poderiam colocar em risco a comunidade.

“Dessa forma podemos contribuir de forma segura no atendimento da pandemia”, explica Liria, médica-veterinária, com mestrado e doutorado na área de epidemiologia experimental aplicada às zoonoses, pela Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da Universidade de São Paulo (FMVZ/USP). Pesquisadora do IB desde 1997, realizou treinamento para diagnóstico da doença língua azul no Istituto Zooprofilático Dell’Abruzzo e del Molise “G. Caporale”, na Itália, e foi bolsista da Japan International Cooperation Agency, no Japão.

Fonte: Assessoria de comunicação da APTA

 

Especialista do ITAL participa de webinar sobre ingredientes saudáveis em alimentos e bebidas

ital

O terceiro webinar gratuito da Série Ingredientes Saudáveis em Alimentos e Bebidas, marcado para a próxima quarta-feira (15), às 16h, abordará proteínas doces e oligossacarídeos funcionais (fibras alimentares) com palestras de quatro doutores especialistas do Instituto de Tecnologia de Alimentos (Ital), vinculado à Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, da Escola de Engenharia de Lorena (EEL) e do Instituto de Física de São Carlos (IFSC), vinculados à Universidade de São Paulo (USP), e da Universidade Estadual Paulista (Unesp), campus Assis.

Para receber os links das transmissões, é preciso inscrever-se na página da série (clicando aqui), que é realizada pelo Ital em parceria com a EEL-USP e a Faculdade de Engenharia de Alimentos da Universidade Estadual de Campinas (FEA-Unicamp), com a mediação da pesquisadora e vice-diretora do Ital, Gisele Camargo. “Será uma oportunidade de conhecer as expertises dos pesquisadores em obter ingredientes alimentares usando a biotecnologia e biologia molecular, duas áreas em evidência para produção de ingredientes funcionais biológicos e tecnológicos”, pontua Maria Teresa Bertoldo Pacheco, pesquisadora do Centro de Ciência e Qualidade de Alimentos (CCQA) do Ital que abrirá as palestras.

Bióloga com doutorado em Ciências da Nutrição e pós-doutorado em Ciência dos Alimentos, Maria Teresa esclarecerá como funcionam os alimentos reestruturados, com substituição de calorias vazias do açúcar por calorias proteicas ou fibras alimentares. “A possibilidade de trocar o sabor doce da sacarose e frutose por uma proteína que expressa o sabor doce reduz não só o aporte de energia como o índice glicêmico dos alimentos, oferecendo maior segurança nutricional dos produtos alimentares”, complementa.

Graduado em Farmácia e Bioquímica com doutorado em Genética e Biologia Molecular de Microrganismos, o professor Fernando Segato, da EEL-USP, falará sobre o produção de compostos alternativos, considerando que os açúcares são utilizados nos mais diversos processos industriais dos setores de alimentos e farmacêutico, em especial a sacarose, cujo alto consumo está relacionado ao aumento da pressão sanguínea, de doenças cardiovasculares e da obesidade.

“Apesar de apresentarem vantagens quando comparados à sacarose, muitos adoçantes não possuem sabor similar, principalmente em se tratando dos adoçantes artificiais como aspartame, ciclamato, sacarina e sucralose, enquanto os adoçantes de origem natural têm apresentado diversas vantagens para a saúde”, lembra Segato, que detalhará classe de adoçante natural e entraves no uso.

Por sua vez, o professor Igor Polikarpov, do IFSC-USP, abordará os prebióticos, em sua maioria oligossacarídeos predominantemente produzidos pela degradação enzimática dos polissacarídeos provenientes de cereais e subprodutos e resíduos agrícolas. “Uma melhor compreensão de ação molecular de enzimas e a análise de suas características bioquímicas permitem formular os preparados enzimáticos destinados à degradação eficiente e rápida de parede celular de plantas e produção dos prebióticos modernos com perfil bioquímico definido e otimizado”, ressalta o físico, doutor em Ciências Físico-Matemáticas, com pós-doutorados feitos na Letônia, Alemanha e Inglaterra, que coordenou projetos em colaboração científica com União Europeia, Reino Unido, Argentina, Uruguai e Índia.

Para finalizar, o professor Pedro de Oliva Neto, da Faculdade de Ciências e Letras da Unesp Assis, resumirá a importância, produção e aplicação de frutooligossacarídeos e xilooligossacarídeos como ingredientes funcionais na alimentação humana e animal. “Apresentarei métodos de avaliação destes e outros prebióticos no crescimento de bactérias probióticas e Salmonella tiphimurium”, informa o docente, que é biólogo, mestre em Ciência de Alimentos e doutor em Engenharia de Alimentos e coordena os cursos de Ciências Biológicas e Engenharia Biotecnológica, além de lecionar na pós-graduação de Microbiologia Aplicada e no Programa de Doutorado em Bioenergia interinstitucional da USP, Unicamp e Unesp, assim como Polikarpov.

Confira os outros webinars

As gravações dos dois primeiros webinars, sobre lipídeos especiais e extratos fenólicos, estão disponíveis no canal do YouTube do Ital e no dia 29 será transmitido o último webinar da série sobre proteínas vegetais (plant-based), às 16h, através do perfil do Facebook e do canal no YouTube da Mentto, que apoia a série, junto à Fundação Shunji Nishimura de Tecnologia.

As quatro áreas abordadas pela série compõem a Plataforma Biotecnológica Integrada de Ingredientes Saudáveis (PBIS), parceria do Ital com a Unicamp e a USP envolvendo consórcio de empresas, cuja proposta de implantação está em fase de avaliação pela Fundação de Apoio à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) para integrar os Núcleos de Pesquisa Orientada a Problemas em São Paulo (NPOP-SP), no âmbito do Programa Ciência para o Desenvolvimento.

Para Maria Teresa, que coordena a proposta, a iniciativa está alinhada à sociedade contemporânea marcada por grande polaridade, inclusive em relação à alimentação saudável, pois “o conhecimento das necessidades nutricionais diárias nos diferentes estágios da vida nos permite elaborar cardápios e alimentos com o adequado aporte de nutrientes”. “Embora existam recomendações pelo consumo de alimento minimamente processados, a vida nos grandes centros urbanos gera a necessidade pelo consumo de alimentos seguros, que possam ser acondicionados por períodos longos, até mesmo pela dificuldade de deslocamento, de fácil preparo ou prontos para o consumo sem deixar de lado o aspecto da nutrição para a vida”, finaliza.

Fonte: Assessoria de imprensa do ITAL

Instituto Butantan prevê disponibilizar vacina contra Covid-19 até o fim do ano

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O diretor do Instituto Butantan, Dimas Tadeu Covas, afirmou ao Jornal da CBN que a vacina contra o coronavírus desenvolvida em parceria com o laboratório chinês Sinovac pode estar pronta para uso já no fim deste ano. Segundo ele, estudos apontaram que a proteção do medicamento ficou acima dos 90%. O especialista destacou que 60 milhões de doses estarão disponíveis em setembro, mas a distribuição só vai acontecer após a confirmação da eficiência.

“Esse estudo clínico deve acontecer muito rapidamente. Esperamos concluir [a análise dos resultados de] 9 mil voluntários, no máximo, até outubro. […] Quando você compara o grupo vacinado com o grupo controle, os resultados estatísticos podem aparecer muito rapidamente. Se esses resultados aparecerem ainda esse ano, nós podemos registrar a vacina em regime de urgência, e a partir daí, nós já teremos a vacina. No nosso acordo com a Sinovac, nós temos acesso a 60 milhões de doses a partir de setembro.”

Dimas Tadeu Covas também falou que apenas os profissionais da saúde poderão ser voluntários. Ele explicou que o objetivo é facilitar o experimento, já que a categoria está mais exposta ao coronavírus:

“Então, são profissionais da saúde com idade acima de 18 anos em sete centros do estado de São Paulo e cinco centros fora, em seis estados: Rio Grande do Sul, Paraná, São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Brasília. Esses centros farão o recrutamento. Quer dizer, cada um desses centros faz o seu recrutamento e acompanha os voluntários. Os voluntários são acompanhados com muita frequência, com todo o procedimento, que é controlado por uma agência internacional no sentido de garantir que o estudo está sendo bem feito dentro dos padrões éticos mundiais.”

O diretor do Instituto Butantan ainda disse que a pandemia está em franca ascensão no Brasil, principalmente no interior. Segundo ele, as medidas de restrição e flexibilização das atividades devem se estender até o fim deste ano em algumas regiões do país:

“Acho que vamos ter um bom período pela frente, com essas questões de quarentena, de ter que aumentar a quarentena. Nos lugares que estiverem um pouco melhor, você pode afrouxar um pouco, para não sufocar a atividade econômica. Mas nós vamos ter que aprender a conviver com a situação, que deve perdurar até outubro, novembro ou até dezembro em algumas regiões.”

A terceira fase de testes da vacina desenvolvida pelo Instituto Butantan começa no dia 20. Já o recrutamento dos voluntários que querem participar dos testes vai ter início na segunda-feira.

Fonte: CBN

Covid-19: Instituto Butantan e Fiocruz pesquisam vacinas simultaneamente

O Instituto Butantan de São Paulo e a Fundação Oswaldo Cruz – Fiocruz, do Rio de Janeiro, vinculada ao Ministério da Saúde, lideram os projetos de pesquisa para a produção de vacinas contra o novo coronavírus SARS-CoV-2 no Brasil. As instituições trabalham em cooperação com projetos de pesquisa de laboratórios diferentes. O Butantan, com o chinês Sinovac Biotech e, a Fiocruz, com o britânico Astra Zeneca, em conjunto com a Universidade de Oxford.

Dimas Covas, presidente do Instituto Butantan, declarou na semana passada que a pesquisa da qual participa é “uma das mais promissoras do mundo, talvez a mais promissora de todas”. O Butantan irá realizar a terceira e última fase de testes da vacina, que prevê a vacinação de nove mil voluntários em doze centros de estudos clínicos distribuídos em São Paulo e mais cinco estados do país. O estudo cego controlado inclui a aplicação de um placebo em outro grupo de voluntários para avaliar a eficiência da vacina em relação aos não vacinados. Segundo o governador João Dória, a capacidade de produção do Butantan é de 100 milhões de doses. O primeiro lote de 60 milhões de doses, porém, será entregue pelo laboratório chinês e distribuído gratuitamente pelo SUS.

O início dos testes já foi aprovado pela Anvisa. As inscrições dos voluntários – todos profissionais de saúde – começam na próxima segunda-feira (13) e, os testes, em 20 de julho. Os participantes da avaliação clínica não podem ter sofrido infecção provocada pelo coronavirus, não devem participar de outros estudos e não podem estar grávidas ou planejarem uma gravidez nos próximos três meses. Outra restrição é que não tenham doenças instáveis ou que precisem de medicações que alterem a resposta imune.

As expectativas do Ministério da Saúde, por meio da Fundação Oswaldo Cruz, são semelhantes. O acordo também é considerado pelo ministério o mais promissor do mundo, e prevê a compra de 100 milhões de doses e a transferência de tecnologia entre os laboratórios britânico e a Fiocruz.

Na fase inicial do projeto, o governo federal irá investir 127 milhões de dólares, ainda sem comprovação da eficiência da vacina. Os testes clínicos, que São Paulo já está iniciando, serão realizados entre outubro e novembro próximos. Somente depois de comprovada a eficácia da vacina a Fiocruz receberá os dois primeiros lotes de 15,2 milhões de doses cada, em dezembro deste ano e janeiro de 2021.

Os profissionais de saúde e os integrantes dos grupos de risco à COVID-19 – idosos e portadores de comorbidades graves – terão prioridade de acesso à vacina, segundo o secretário de Vigilância em Saúde do ministério, Arnaldo Correia de Medeiros. “Tendo a eficácia comprovada e garantida da vacina, assim como a segurança, iremos priorizar a população mais vulnerável a essa doença”, afirmou.

Embora não haja garantias de que a vacina será eficaz, a socióloga Nísia Trindade Lima, presidente da Fiocruz, ressalta que ela pode contribuir para o país superar outras doenças. “Assumimos um risco de natureza econômica para ter a vacina no Brasil, um compromisso financeiro, esperando que o produto seja bem sucedido, mas claro que ele pode não se provar eficaz. Há muitas pesquisas sem resposta sobre o coronavírus, e acredito que a escolha desta vacina foi muito bem pensada. Não somos o único país a tomar esta iniciativa. Outros também estão conciliando ensaios clínicos e produção de lotes sem ter certeza sobre o resultado final”, disse a presidente da Fiocruz ao jornal O Globo.

Nísia avalia que uma vacina eficaz pode ajudar o Brasil a se preparar para outras epidemias. “Teremos tecnologia para combater uma série de doenças, especialmente os vírus respiratórios. Há muitas pesquisas que estão usando um vetor viral, como a que estamos trazendo agora, para combater doenças. A própria Universidade de Oxford está recorrendo a esse método para desenvolver vacinas contra o ebola e a Síndrome Respiratória do Oriente Médio (Mers), declarou ela ao jornal.

Fonte: Instituto de Saúde, com informações do Portal do Governo de São Paulo

APqC defende interesses dos pesquisadores em reunião na Fapesp

apqc1No dia 3 de junho, alguns membros da diretoria da Associação dos Pesquisadores Científicos do Estado de São Paulo (APqC) estiveram reunidos com o diretor científico da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), Dr. Luiz Eugênio Mello. Entre os assuntos tratados destacam-se:

Estudos para quantificar o retorno à sociedade dos investimentos em pesquisa, tecnologia e inovação; realização de discussões e seminários estratégicos visando proposição de políticas públicas, formulação de propostas de projetos temáticos, financiamento de área tecnológica e da área científica, orçamento do estadual, política de recursos humanos para pesquisa, dentre outros; elaboração de propostas de mobilização patrimonial de próprios estaduais com gestão de recursos destinados à pesquisa; divulgação científica para diferentes públicos, por redes sociais, sites e empresas de comunicação em seus vários formatos.

Foi solicitado ainda à Fapesp: a revisão dos critérios de avaliação-definição de critérios e métrica (indicadores), que levem em conta a especificidade da missão dos Institutos de Pesquisa; como exemplo citou-se a inviabilidade de se comparar produtividade e competitividade dos pesquisadores com os docentes, lembrando que muitos IPs não possuem pós-graduação e mesmo aqueles que possuem não têm o volume de alunos que a universidade possui; maior participação de pesquisadores científicos (Lei Complementar 125/75) nas coordenações de área e comitês responsáveis por editais e seleção de projetos; ampliação de editais aglutinadores de competências (explorar a capacidade destacada da Fapesp para catalisar a integração entre as instituições de pesquisa e acadêmicas paulistas, etc.); que a Fapesp seja indutora e incentive no âmbito do Consip, a criação de um Plano de Ciência e Tecnologia para o Estado de São Paulo, e não programas isolados nas diversas secretarias.

A FAPESP quanto aos critérios de avaliação/indicadores, se mostrou bastante receptiva as reivindicações da APqC, solicitando que a associação leve propostas concretas de indicadores de produtividade científica/tecnológica que sejam reportáveis e aferíveis.
Quanto à composição de áreas e coordenação adjunta, o diretor da Fapesp pontuou que pretende ampliar com prudência a diversidade institucional, de gêneros e regional, informando que já há novos representantes do ITA, Unifesp e Federal de São Paulo. Disse que nas próximas alterações terá em mente colocar representantes dos Institutos de Pesquisa.

Quanto à diversidade de editais que contemplem a missão dos IPs, informou que é comum que a comunidade leve para a agência novas propostas, exemplificando por exemplo importantes programas como genoma, biota, PIPE, dentre outros, que não são ideias oriundas da Faspesp, mas sim que foram trazidas e incorporadas. Dessa forma, demostrou estar sempre aberto a propostas da APqC. Recordou também a recente chamada dos Núcleos de Pesquisa Orientada para Problemas(NPOP), que beneficiou os IPs.

O diretor revelou ainda desconhecimento jurídico de como poderia viabilizar a interação entre as instituições via CONSIP ou CONCITE. A assessoria jurídica da APqC se disponibilizou a enviar ao Dr. Luiz Eugênio Mello o material jurídico com as bases para que as discussões possam avançar, objetivando a criação do Plano Único Estadual de Ciência e Tecnologia.

APqC apresenta proposta de alteração do decreto de restruturação da Secretaria de Agricultura e Abastecimento

apqc1A Associação dos Pesquisadores Científicos do Estado de São Paulo (APqC), através dos ofícios APQC nº035 e 039/2020 manifestou-se junto a Secretaria de Agricultura e Abastecimento alertando e apresentando alternativa para proposta constante da minuta de decreto de restruturação que está causando grande preocupação dos pesquisadores, em especial do Departamento de Descentralização do Desenvolvimento (DDD-APTA). Atualmente, segundo o artigo 29 do Decreto 63.279/2018, o DDD-APTA possui as seguintes competências:

I- apoiar a ação regional de pesquisa e desenvolvimento dos Institutos de Pesquisa da APTA, visando ao atendimento das especificidades do território paulista;
II – promover:
a) a interação entre a programação local e a capacidade instalada nos Institutos de Pesquisa da APTA, nas ações regionais fundamentais para o desenvolvimento dos agronegócios;
b) a transferência do conhecimento para o agronegócio regional, bem como a qualificação dos recursos humanos envolvidos neste setor;
III – prospectar as demandas regionais de pesquisa para orientar a programação local dos Institutos de Pesquisa da APTA.

Vale observar que as atribuições do DDD estão plenamente alinhadas com as diretrizes de políticas pública denominadas “Cidadania no Campo 2030”, estabelecidas no Decreto n. 64.320, de 05 de julho de 2019, que visam promover a valorização do produtor rural e inclusão social no campo, assim vejamos:

Artigo 2º – As diretrizes a que se refere o artigo 1º deverão nortear programas, projetos e ações em curso ou que venham a ser desenvolvidos no âmbito da Secretaria de Agricultura e Abastecimento, com vistas a:
I – incentivar a pesquisa, inovação, empreendedorismo e gestão de risco;
II – modernizar a infraestrutura do campo, bem como o uso da terra e dos recursos naturais;
III – agregar valor e competitividade aos produtos.

Ocorre que, na reestruturação pretendida os Polo de Pariquera-Açu, Assis, Presidente Prudente, Piracicaba, Adamantina, Pindorama, Monte Alegre do Sul, Pindamonhangaba, Andradina, Colina e as Unidades de Pesquisa e Desenvolvimento (UPD) de Ubatuba, São Roque, Tietê, Itararé, Tatuí, Pindamonhangaba, Andradina, Colina, Brotas, Gália e Itapetininga, bem como Bauru e Marília, foram alocados como Núcleos de Integração do Departamento de Integração e Insumos, que possuem as seguintes atribuições:

Coordenar e identificar as demandas e oportunidades de treinamento dos agentes das cadeias de produção; autorizar a produção e a divulgação de materiais técnicos-científicos, bem como a realização de atividades de treinamento de pessoal, em regime de cooperação com entidades públicas ou privadas; eleger produtos e processos gerados pela Coordenadoria de Pesquisa, por meio de seus Institutos, que apresentam aptidão para atendimento às demandas do setor agropecuário; promover a produção de insumos estratégicos e de prestação de serviços especializados, bem como políticas de abastecimento visando atender a demanda dos agentes das cadeias de produção; prestação de serviços nas áreas de produção, beneficiamento e armazenamento de sementes, análises laboratoriais e limpeza sanitária de materiais de propagação vegetal mediante o uso de técnicas de micropropagação de plantas; fomentar, cadastrar, manter e utilizar bancos de germoplasma vegetal e jardins clonais.

Ademais, esses polos e UPDs deixariam de ser considerados como unidades de pesquisa.
Assim, observa-se que todas as atividades hoje desenvolvidas pelo DDD, alteradas recentemente pelo Decreto 63.279/2018, em consonância as diretrizes políticas denominadas “Cidadania no Campo 2030” (Decreto n. 64.320/2019) estranhamente não foram incorporadas à nova reestruturação, lembrando que essas foram revistas e alteradas em 2018 e 2019.

Desse modo, o Estado perderia uma unidade de pesquisa, tornando-a administrativa, inviabilizando o cumprimento das diretrizes acima estabelecidas e os trabalhos de pesquisa que estão sendo desenvolvidos pelos 97 pesquisadores do DDD-APTA, objetivando o desenvolvimento regional.

Vale observar que a pesquisa em si demora tempo a ser desenvolvida e as que estão alocadas no DDD guardam estrita relação com o agronegócio regional e a mudança de local ou descaraterização como unidade de pesquisa pode levar a grandes prejuízos para a pesquisa e reflexos no PIB.

Logo, o que se requer é que referidas áreas sejam reconsiderados e que continuem a pertencer ao DDD, realocando-o como estrutura básica dentro da Coordenadoria de Pesquisa, com as mesmas atribuições que hoje possui.

Por fim, vale informar que a APqC entende que seria interessante a mudança da nomenclatura do Departamento de Descentralização do Desenvolvimento – DDD, a fim que outra denominação possa melhor retratar as suas competências de forma simples para a sociedade, como por exemplo Departamento de Integração, Pesquisa e Desenvolvimento Regional dos Institutos de Pesquisa da APTA.

Assessoria Jurídica / Diretoria da APqC – Biênio 2020-2021

APqC produz série de vídeos que mostra a importância dos institutos de pesquisa na vida das pessoas

O que os institutos de pesquisa têm a ver com você? De que forma as pesquisas desenvolvidas por nossos cientistas (servidores públicos) estão presentes no seu dia a dia? Como o trabalho de nossos pesquisadores e pesquisadoras tem colaborado com o desenvolvimento do Brasil, facilitado a vida das pessoas no campo e nas cidades e levado bem estar à maioria da população?

Para dar mais visibilidade aos institutos de pesquisa, a Associação dos Pesquisadores Científicos do Estado de São Paulo (APqC), em parceria com a produtora Peripécia Filmes, produziu uma série de vídeos para responder estas e outras perguntas. São vídeos curtos, que comunicam de forma clara e direta a todo o tipo de público, e que podem ser utilizados inclusive em palestras e salas de aula.

Assista os vídeos na sequência:

O primeiro da série aborda os institutos que ficam sob responsabilidade da Secretaria de Infraestrutura e Meio Ambiente (SIMA), como o Instituto Florestal, o Instituto Geológico e o Instituto de Botânica. 

O segundo mostra o trabalho dos institutos coordenados pela Secretaria de Saúde, como o Instituto Butantan, o Instituto Adolfo Lutz e o Instituto de Saúde, entre outros, que neste momento de pandemia adquirem um papel ainda mais relevante na sociedade.

Por fim, a APqC apresenta o que fazem os institutos que estão sob a coordenação da Secretaria de Infraestrutura e Abastecimento, entre eles o Instituto Agronômico de Campinas, o Instituto Biológico, o Instituto de Pesca, o Instituto de Tecnologia de Alimentos e outros.

Os vídeos acima também estão disponíveis na página da APqC no YouTube. Inscreva-se no nosso canal clicando aqui.

APqC constitui grupos executivos temáticos

apqc1A Diretoria e o Conselho Deliberativo da Associação dos Pesquisadores Científicos do Estado de São Paulo (APqC) constituíram três grupos executivos temáticos, temporários, para atendimento da proposta de trabalho ao biênio 2020-2021. Mensalmente serão avaliados os resultados dos trabalhos desenvolvidos em reunião pública da APqC. Os grupos ficaram assim constituídos:

Grupo FAPESP – Objetivo: Definição de critérios e métrica (indicadores) que, além de universais, levem em conta a especificidade da missão dos Institutos de Pesquisa. Integrantes: João Paulo Feijão Teixeira, Dra. Helena Goldman, Marco Antônio Zullo, Eneas de Carvalho e Miguel Luiz Menezes Freitas.

Grupo Comunicação – Objetivo: Definir política e estratégias de informação e divulgação dos trabalhos da Associação. Integrantes: Bruno Ribeiro dos Santos, Sérgio Parreiras Pereira, Edna Bertoncini, Maria Izabel Medeiros, Eneas de Carvalho, Leni Lima, Miguel Luiz Menezes Freitas, Raquel Pinoti e Raquel Sachs.

Grupo Equiparação – Objetivo: Estabelecer estratégias para obtenção da equiparação salarial. Integrantes: Raquel Pinoti, Marcos Perdoná, José Orlando Prucoli, Fábio Dias e Edna Bertoncini.

Os grupos executivos temáticos já estão em plena atividade.

8 de julho: Dia Nacional da Ciência e dos Pesquisadores

apqc1Hoje, dia 8 de julho, é comemorado o Dia Nacional da Ciência e o Dia Nacional do Pesquisador Científico. A primeira data foi sancionada em 2001, pela Lei nº 10.221; e a segunda, em 2008, através da Lei nº 11.807. Ambas homenageiam o dia da criação da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), em 8 de julho de 1948, que se tornou uma referência para pesquisadores de todo o País.

A data tem como objetivo chamar a atenção para a produção científica do país, estimular o gosto dos jovens pela ciência e divulgar o saber científico para a sociedade. A Associação dos Pesquisadores Científicos do Estado de São Paulo (APqC) saúda a SBPC e a todos os pesquisadores e pesquisadoras do Brasil e reitera seu compromisso de lutar em defesa do fortalecimento da ciência e do desenvolvimento nacional por meio dos institutos de pesquisa paulistas.

Viva a Ciência! Viva os pesquisadores!

Instituto Butantan inicia testes da vacina CoronaVac no dia 20 de julho

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Após aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) na última sexta-feira (3), o governo de São Paulo vai iniciar a fase 3 de teste em humanos da vacina contra o novo coronavírus, chamada de CoronaVac, no dia 20 de julho.

“A Anvisa autorizou o Instituto Butantan a iniciar os testes da CoronaVac, a vacina está sendo desenvolvida junto com o laboratório chinês. A partir da próxima segunda-feira (13), os voluntários já poderão se inscrever. A inscrição será obrigatoriamente para profissionais da saúde”, disse João Doria, governador de São Paulo. “Com a aprovação da Anvisa, começaremos o processo de testagem a partir do dia 20 de julho”, acrescentou.

Segundo Dimas Covas, diretor do Instituto Butantan, esta vacina contra o novo coronavírus é desenvolvida pela Sinovac, sediada na China, e é uma das mais promissoras do mundo, porque utiliza tecnologia já conhecida e amplamente aplicada em outras vacinas. É também uma das mais avançadas em testes. Ela já está na terceira etapa, chamada clínica, de testagem em humanos. O laboratório chinês já realizou testes do produto em cerca de mil voluntários na China, nas fases 1 e 2. Antes, o modelo experimental aplicado em macacos apresentou resultados expressivos em termos de resposta imune contra as proteínas do vírus.

“A fase 2 [de testes clínicos, feito na China] demonstrou a segurança e a eficácia da vacina. Após 14 dias da segunda vacinação, mais de 90% das pessoas vacinadas desenvolveram proteção. Então é uma vacina que tem um perfil de proteção elevado”, explicou.

Os voluntários para a CoronaVac serão selecionados entre profissionais de saúde, da rede pública ou privada, com mais de 18 anos, que não tenham tido covid-19 [a doença provocada pelo novo coronavírus] e que não estejam em teste para outras vacinas. Esses voluntários poderão se candidatar por meio de um aplicativo do Instituto Butantan, que deverá ser lançado na próxima segunda-feira (13). Os voluntários não poderão ter doenças instáveis [que afetem a resposta imune], distúrbios de coagulação e, as mulheres não poderão estar grávidas. “São esses profissionais que estão mais expostos e que vão permitir o desenvolvimento muito rápido do estudo clínico”, disse Dimas Covas.

Os testes com a CoronaVac serão realizados em 9 mil voluntários em centros de pesquisas de seis estados brasileiros: São Paulo, Brasília, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Paraná. A pesquisa clínica será coordenada pelo Instituto Butantan e o custo da testagem é de R$ 85 milhões, custeados pelo governo.

A vacina é inativada, ou seja, contém apenas fragmentos do vírus, inativo. Com a aplicação da dose, o sistema imunológico passaria a produzir anticorpos contra o agente causador da covid-19, a doença provocada pelo novo coronavírus. No teste, metade das pessoas receberão a vacina e metade receberá placebo, substância inócua. Os voluntários não saberão o que vão receber.

Segundo Dimas Covas, diretor do Instituto Butantan, caso os testes comprovem a eficácia da vacina, 60 milhões de doses iniciais estarão disponíveis para o Brasil pelo laboratório chinês até o final deste ano.

Esta é a segunda vacina que está sendo testada no Brasil. A primeira é a que está sendo produzida pela Universidade de Oxford, no Reino Unido.

Fonte: Agência Brasil

Vídeo: Conheça o Centro de Produção de Vacinas do Instituto Butantan

O Projeto CPV (Centro de Produção de Vacinas) foi idealizado pelo Instituto Butantan após identificar a necessidade da retomada da produção das vacinas Difteria, Tétano e Hepatite B, interrompida desde 2012. A Fundação Butantan atendeu o pedido do instituto e transformou o projeto em realidade. Além das vacinas citadas, o CPV vai produzir também as vacinas Hepatite A, Papilomavírus Humano (HPV) e Coqueluche (Pertussis Acelular), provenientes de parcerias com as empresas Merck Sharp Dohme (MSD) e GlaxoSmithKline (GSK), respectivamente.

Governo de SP define 12 centros para testes clínicos de vacina contra Covid-19

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O Governo do Estado de São Paulo definiu os 12 centros que serão responsáveis pelos testes de fase 3, em humanos, da CoronaVac, vacina contra o novo coronavírus desenvolvida pela gigante farmacêutica chinesa Sinovac Biotech, uma das mais promissoras em todo o mundo.

Ao todo, nove mil voluntários deverão ser submetidos à pesquisa clínica, que será coordenada pelo Instituto Butantan, um dos maiores centros de pesquisa, desenvolvimento e produção de imunobiológicos do mundo, envolvendo nove mil pessoas. Na cidade de São Paulo, os testes serão conduzidos pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, Instituto de Infectologia Emílio Ribas e Hospital Israelita Albert Einstein.

Também serão envolvidos no Estado de São Paulo a Universidade Municipal de São Caetano do Sul, Hospital das Clínicas da Unicamp (Campinas), Faculdade de Medicina de Rio Preto e o Centro de Saúde Escola da Faculdade de Medicina da USP de Ribeirão Preto.

As pesquisas serão realizadas, ainda, na Universidade de Brasília (UnB), Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas, no Rio de Janeiro, Centro de Pesquisa e Desenvolvimento de Fármacos da Universidade Federal de Minas Gerais, Hospital São Lucas da PUC do Rio Grande do Sul e Hospital das Clínicas da Universidade Federal do Paraná.

A vacina contra o coronavírus desenvolvida pela Sinovac é uma das mais promissoras porque utiliza tecnologia já conhecida e amplamente aplicada em outras vacinas. Por isso, o Instituto Butantan avalia que sua incorporação ao sistema de saúde deva ocorrer mais facilmente. O laboratório com sede em Pequim já realizou testes do produto em cerca de mil voluntários na China, nas fases 1 e 2. Antes, o modelo experimental aplicado em macacos apresentou resultados expressivos em termos de resposta imune contra as proteínas do vírus.

Agora a farmacêutica fornecerá ao Butantan as doses da vacina para a realização de testes clínicos de fase 3 em voluntários no Brasil, com o objetivo de demonstrar sua eficácia e segurança.

Caso a vacina seja aprovada, a Sinovac e o Butantan vão firmar acordo de transferência de tecnologia para produção em escala industrial tanto na China como no Brasil para fornecimento gratuito ao SUS (Sistema Único de Saúde). Os passos seguintes serão o registro do produto pela Anvisa e fornecimento da vacina em todo o Brasil.

“A união da experiência do Butantan na produção de imunobiológicos aos esforços da Sinovac permitirá que logo o país tenha uma vacina efetiva e segura contra a Covid-19, protegendo as pessoas e salvando milhares de vidas”, afirma Dimas Tadeu Covas, diretor do Instituto Butantan e integrante do Centro de Contingência do Coronavírus do Estado de São Paulo.

Fonte: Instituto Butantan com informações do Governo de São Paulo

IAC desenvolve tecnologia que pode gerar primeira laranja resistente ao Amarelinho e HLB

laranjaO Instituto Agronômico de Campinas (IAC), que completou 133 anos no sábado (27), está desenvolvendo uma tecnologia que pode gerar a primeira variedade de laranja doce resistente à Xylella fastidiosa, bactéria causadora da Clorose Variegada de Citros (CVC), e a outras doenças que afetam a citricultura. A CVC, também conhecida como amarelinho, ataca todas as variedades comerciais de citros, reduzindo drasticamente a produção.

Atualmente, a CVC está sob controle no Estado de São Paulo, maior produtor de laranjas do País, graças a uma legislação que obriga a produção de mudas em telados à prova de insetos, um dos fatores principais para o controle – a cigarrinha é o principal vetor do amarelinho. Hoje a CVC é controlada de modo indireto, quando as plantas são pulverizadas com inseticidas contra outra doença, o HLB, ou greening.

Para chegar a essa planta de laranja resistente, o grupo do Centro de Citricultura do IAC estudou e identificou um gene presente na tangerina, que normalmente é resistente à CVC. Os estudiosos conseguiram pela primeira vez transferir esse gene de tangerina para a laranja por meio de técnicas de engenharia genética. “Agora temos uma planta de laranja com gene de tangerina, que confere resistência à doença CVC”, afirmou a pesquisadora do Centro de Citricultura do IAC, Alessandra Alves de Souza. Este gene poderá ser usado não só em plantas de laranjas doces como também em outras culturas prejudicadas pela X. fastidiosa, como as oliveiras e ameixeiras, explica ela.

Por se tratar de um gene cuja função está associada ao impedimento do movimento sistêmico da bactéria pela planta, os pesquisadores acreditam que essa planta também apresentará resistência ao HLB, uma vez que a bactéria do HLB também é sistêmica nas plantas de citros. Os experimentos estão em andamento. Como a técnica consiste na inserção de gene de espécie diferente daquela que o recebe (tangerina), a pesquisadora acredita que, ao se obter uma nova cultivar de laranja a partir desse conhecimento, o produto não sofrerá resistência por parte dos consumidores.

Prazo

Outro avanço alcançado pelo estudo, iniciado em 2017, é que o prazo de pesquisa, que antes era de três anos, passou para menos de 12 meses, graças à aplicação também inédita da planta Arabidopsis, gênero que pertence à mesma família da couve, e é mundialmente usada como planta modelo para acelerar estudos de genética das plantas. Em vez de testar a função do gene diretamente em citros, que demoraria anos para chegar aos resultados, a equipe primeiramente introduziu o gene selecionado nessa planta modelo, obtendo resposta num prazo inferior a 12 meses. “Nosso estudo foi completo, inédito, pois foi do básico ao aplicado”, informa Alessandra. Seguindo esse modelo já temos plantas de citros em estudo com genes de tangerina promissores para resistência a outras doenças que afetam a citricultura.

Alessandra explicou que a pesquisa já está em condição de ser testada a campo. No entanto, ela ponderou que os citros são plantas perenes, que demoram para dar frutos. Além disso, é preciso a produção de clones que serão plantados no campo, para avaliar a qualidade e a produtividade. “Creio que são necessários cerca de 5 anos para termos uma resposta sobre a qualidade dos frutos, entre outros fatores, para, daí sim, pensarmos algo comercial”, concluiu.

Fonte: Estadão Conteúdo

“Direitos da mulher em tempos de pandemia” será tema de webinar do Instituto de Saúde na quinta

O próximo webinar do Instituto de Saúde, que será realizado na quinta-feira, 2 de julho, às 10 horas, vai tratar de direitos reprodutivos e mortalidade materna em tempos de pandemia, com a presença da defensora pública Paula Sant’Anna, coordenadora do Núcleo Especializado de Promoção dos Direitos da Mulher; Waglânia Freitas, docente da Universidade Federal da Paraíba e presidente da Associação Brasileira de Obstetrizes e Enfermeiros Obstetras no mesmo estado; e Marisa Ferreira, coordenadora de saúde da mulher na Secretaria da Saúde de São Paulo. A mediação do evento será de Silvia Bastos, pesquisadora do Núcleo de Práticas em Saúde do Instituto de Saúde.

Paula Sant’Anna revela que, segundo relatório do Fundo Populacional da Organização das Nações Unidas, 47 milhões de mulheres, em 114 países de renda baixa e média, ficaram sem acesso a métodos anticoncepcionais e, por isso, haverá 7 milhões de gestações indesejadas nos próximos 6 meses, enquanto o Instituto Guttmacher estima esse número em 15 milhões no próximo ano – com o aumento de abortos clandestinos e outras consequências negativas decorrentes de gestações indesejadas nesses países.

E mais: a Federação Internacional de Planejamento Familiar prevê uma redução do fornecimento e acesso a métodos contraceptivos, além do fechamento de, ao menos, um em cada cinco serviços de planejamento familiar no mundo – cujo horário e número de atendimentos já foram reduzidos.

“Esses dados demonstram que os direitos sexuais e reprodutivos das mulheres, neste momento da pandemia, estão sendo constantemente violados, o que torna muito importante a concretização de políticas públicas nesse sentido, bem como a constante informação das mulheres sobre esses direitos”, resume Paula.

Waglânia Freitas acrescenta que “a gravidez, por si só, é um fator de risco para doenças respiratórias”. Ao longo da gestação, a barriga comprime o diafragma, empurra o pulmão e o coração fica quase deitado. “Isso tudo, para dar espaço ao útero que acolhe uma vida” ressalta.

Segundo ela, no Brasil a Covid-19 tem implicações sérias e drásticas por que as mulheres engravidam com comorbidades que não são cuidadas antes ou durante a gravidez. “Essa situação agrava ainda mais os efeitos da Covid-19 nas mulheres brasileiras, principalmente as pobres e pretas, aumentando o número de mortes maternas no nosso país”, conclui.

Assista o debate completo nesta quinta-feira, 2 de julho, às 10 horas no canal do IS no YouTube:

        Fonte: Assessoria de imprensa do IS / Núcleo de Comunicação Técnico-Científica

Instituto Agronômico de Campinas alerta mercado sobre uso indevido de formulações que estariam sendo produzidas com NAC

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O Instituto Agronômico (IAC-APTA), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, vem reforçar o alerta feito, em outubro de 2019, ao mercado de produtos agrícolas, em especial para a citricultura, a respeito de formulações que estariam sendo produzidas com N-Acetil-Cisteína (NAC). O NAC é uma molécula já usada para tratamento de infecções bacterianas das vias aéreas de humanos e seu uso no manejo de doenças em plantas é uma descoberta do IAC, patenteada e já licenciada, com exclusividade, para a empresa Ciacamp Desenvolvimento e Inovação Tecnológica Ltda. Somente esta detém legalmente o direito de fazer uso da tecnologia e já produz, em parceria com a empresa Amazon Agrosciences Ltda um fertilizante foliar, a partir dessa descoberta inédita do Instituto.

O IAC ratifica essa informação porque vem ocorrendo o uso indevido da tecnologia por parte de empresas. Também estão sendo veiculadas informações falsas a respeito da tecnologia que prejudicam o uso adequado dessa solução, gerada pela pesquisa do Instituto Agronômico e legalmente transferida à empresa Ciacamp.

A patente Nº PI 1101176-9 confere ao IAC o direito de impedir outra instituição e/ou empresa de, sem o consentimento do Instituto, produzir, usar, colocar à venda, vender ou importar produto que seja oriundo dessa patente.

“O IAC vem alertar que qualquer fabricação que incorpore reivindicações da patente de invenção PI 1101176-9, anúncio, exposição, distribuição e venda violam os direitos do detentor IAC”, diz Marcos Antônio Machado, diretor-geral do IAC. Uma nova parceria entre o IAC e as empresas licenciadas foi assinada em 28 de outubro de 2019, com o objetivo de validar o efeito do organomineral como produto agrícola, aplicando a tecnologia do NAC para uso no mercado agro.

O ineditismo da descoberta está no fato de o princípio ativo ser uma molécula já aprovada para uso em humanos, com nenhum impacto ambiental, além de menor custo de produção. Até 2013, quando o IAC fez essa revelação, o tratamento era feito à base de agroquímicos, que são onerosos e têm alto impacto na natureza.

O fato de o NAC ser uma molécula usada como medicamento que não prejudica as pessoas, facilita o acesso ao produto, entretanto, o emprego da sua aplicação na fabricação de insumos citrícolas é condicionado ao licenciamento, em razão da patente do IAC.

“Patenteamos junto ao Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) o uso do NAC para controle de doenças em plantas de citros”, diz Machado, ao explicar que a utilização do NAC é liberada, seu uso no manejo de plantas é que foi patenteado pelo Instituto.

Alessandra Alves de Souza, pesquisadora da Secretaria de Agricultura e Abastecimento de SP, que atua no IAC e liderou a pesquisa, ressalta que embora já adotado na medicina, o NAC nunca havia sido testado para combater doenças de plantas. “Essa molécula mostrou-se eficiente no controle de fitopatógenos dos citros, incluindo a Xylella fastidiosa”, garante.

A dose usada na planta é bem menor do que a adotada em seres humanos. O NAC foi avaliado como estratégia para inibir ou desagregar o biofilme bacteriano, formado na superfície das folhas pela bactéria do Cancro Cítrico. “Esse biofilme protege as bactérias de estresses ambientais, entre eles o calor e raios UV, e de compostos antimicrobianos que possam afetar o desenvolvimento da bactéria, dentre eles o cobre, muito usado no controle químico do Cancro Cítrico”, explica Alessandra.

A fim de tornar a bactéria mais vulnerável, a equipe buscou encontrar uma estratégia para retardar ou inibir a formação dessa capa protetora nas folhas antes da infecção. Sem o filme que a protege, a bactéria ficaria mais suscetível aos estresses ambientais e aos compostos antimicrobianos. Consequentemente, seriam reduzidos também os focos da doença e a quantidade de produtos químicos aplicados.

Essa pesquisa teve duração de quatro anos. “Os resultados mostraram que essa molécula não só reduziu a quantidade de bactérias capazes de colonizar a folha, como também teve efeito de desprendimento da comunidade bacteriana que vive sobre as folhas”, explica.

Segundo Alessandra, a aplicação de NAC com cobre reduziu em até mil vezes a concentração de bactérias nas folhas. “Daí concluímos poder se tratar de nova estratégia de manejo do Cancro Cítrico.” A equipe segue estudando novas formas de aplicação do NAC a fim de encontrar respostas ainda mais eficientes. Os novos passos envolvem testes em campo para controle da CVC e testes em casa de vegetação para manejo de outras doenças bacterianas.

Fonte: Assessoria de Imprensa

 

APqC informa sobre suspensão do adicional de insalubridade

apqc1COMUNICADO SOBRE A POSSIBILIDADE DE SUSPENSÃO DO ADICIONAL DE INSALUBRIDADE EM REGIME DE TELETRABALHO EM DECORRÊNCIA DA PANDEMIA DA COVID- 19.

Caro Pesquisador,

Recebemos algumas dúvidas sobre a possibilidade de suspensão dos adicionais de insalubridade de pesquisadores que estejam atuando em regime de teletrabalho em decorrência da pandemia da COVID- 19.

E após consulta com a Diretoria de Recursos Humanos, vimos tranquilizá-los que o Estado só está admitindo a suspensão do adicional de insalubridade para celetistas.

Att.,

Diretoria da Associação dos Pesquisadores Científicos do Estado de São Paulo – APqC (Biênio 2020-2021)

Instituto Agronômico de Campinas completa 133 anos de trabalho pela segurança alimentar do brasileiro

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O Instituto Agronômico de Campinas (IAC) completa 133 anos de existência no dia 27 de junho de 2020. A Associação dos Pesquisadores Científicos do Estado de São Paulo (APqC) presta sua homenagem aos pesquisadores e pesquisadoras que colaboraram ou colaboram para o desenvolvimento da agricultura e da segurança alimentar no Brasil.

 

IAC, PATRIMÔNIO DO POVO BRASILEIRO EM SEGURANÇA ALIMENTAR

 

A imensa maioria dos brasileiros não sabe, mas grande parte do que consome ou irá consumir em sua vida é derivada de variedades alimentares desenvolvidas pelo Instituto Agronômico de Campinas (IAC). São mais de 800 variedades de diversas espécies, com maior resistência a doenças e maior produtividade. O IAC é um dos grandes responsáveis, portanto, por o Brasil ter-se tornado uma potência agrícola, base fundamental de nossa segurança alimentar.

O IAC nasceu como Estação Agronômica de Campinas, em 1885, por iniciativa de lideranças como o conselheiro Antonio Prado. Era o momento histórico de substituição da mão-de-obra escrava pelos migrantes europeus. O café, principal produto de exportação brasileiro na época, demandava maior investimento e avanço tecnológico. O Instituto nasceu nesse contexto, tendo a organização pioneira do polo científico e tecnológico que seria instalado na cidade e região.

A fundação oficial aconteceu no dia 27 de junho de 1887, por decreto-lei e por ação de Rodrigo Augusto da Silva, Ministro da Secretaria de Estado dos Negócios da Agricultura, Comércio e Obras Públicas. Havia a determinação do governo imperial (que estava em seus últimos dias) de criação de unidades que envolvessem pesquisa e ensino agrícola.

No caso da nova instituição, prevaleceu o foco na pesquisa, principal preocupação do primeiro diretor, o químico austríaco Franz Josef Wilhelm Dafert. Ele dirigiu o IAC até 1897, justamente no período em que Campinas passou pelos horrores da epidemia de febre amarela. Apesar disso, foram notáveis os avanços na nova instituição, com a criação e estruturação de várias áreas de atuação, no terreno adquirido pelo governo no bairro Guanabara.

Superação de crises

Contribuir para a superação de crises, para a resolução de grandes desafios, tem sido, aliás, uma das marcas do Instituto Agronômico em seus mais de 130 anos de história. A crise do café que se seguiu à queda da Bolsa de Nova York, em outubro de 1929, por exemplo, foi em parte enfrentada com a disseminação de campos de algodão e milho híbrido, a partir de variedades desenvolvidas no IAC. Isso aconteceu durante a longa gestão de Theodureto de Camargo na direção, de 1924 a 1942, outra época de muitos avanços na instituição em termos de produção científica.

Do mesmo modo, a doença chamada tristeza, que afetou a citricultura paulista na década de 1940, foi superada em decorrência das pesquisas com enxertos coordenadas por Sylvio Moreira. E na década de 1970, o mesmo ocorreu com a ferrugem que infestou os cafezais, vencida pelas pesquisas que já vinham sendo implementadas por Alcides Carvalho, um dos grandes nomes da história do Instituto Agronômico de Campinas.

Meio ambiente

O Instituto Agronômico também papel muito importante na questão ambiental. O pesquisador João Pedro Cardoso, ligado ao Instituto Agronômico e inspetor do 2º Distrito Agronômico de Campinas, publicou em outubro de 1902, no primeiro número da revista do Centro de Ciências, Letras e Artes, denúncia sobre destruição das florestas no Estado de São Paulo (ver aqui).

No começo da década 1960, foram produzidas 25 mil fotografias aéreas, por iniciativa do IAC, documentando a extinção das matas nativas no estado de São Paulo. O levantamento aerofotogramétrico constatou que restavam somente 13,7% da cobertura original de florestas em território paulista, o que contribuiu para uma reação da sociedade e maiores esforços de preservação.

Um dos históricos pesquisadores do IAC, Hermes Moreira de Souza, foi por sua vez responsável pelo “plantio de uma floresta”, na realidade o bosque com 3.500 espécies nativas e exóticas e 400 palmeiras na Fazenda Santa Elisa, um dos campos experimentais do Agronômico.

Transformações

O IAC chegou a ter 21 estações experimentais, em vários municípios paulistas. Suas seções têm sido responsáveis por inúmeras pesquisas e pelo desenvolvimento de técnicas agrícolas em vários campos. Em 2002 o IAC, mais o Instituto Biológico, Instituto de Economia Agrícola, Instituto de Pesca, Instituto de Tecnologia de Alimentos e Instituto de Zootecnia, passaram a integrar a Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA).

Fonte: Eco Social Campinas

Crédito da foto: Martinho Caires

Redução de vencimentos de servidores públicos é inconstitucional, decide STF

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No último dia 24 (quarta-feira), por maioria de votos, o Plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) declarou inconstitucional qualquer interpretação da Lei de Responsabilidade Fiscal que permita a redução de vencimentos de servidores públicos para a adequação de despesas com pessoal. A Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) foi ajuizada pelo Partido Comunista do Brasil (PCdoB), Partido dos Trabalhadores (PT) e Partido Socialista Brasileiro (PSB); seu julgamento havia sido suspenso em agosto de 2019.

O dispositivo declarado inconstitucional é o parágrafo 2º do artigo 23, que faculta a redução temporária da jornada de trabalho com adequação dos vencimentos à nova carga horária, caso sejam ultrapassados os limites definidos na lei para despesas com pessoal nas diversas esferas do poder público.

A decisão vai ao encontro do que vem alertando a assessoria jurídica da Associação dos Pesquisadores Científicos do Estado de São Paulo (APqC), Dra. Helena Goldman, desde o início deste ano. “Não se pode reduzir jornada e vencimentos em razão da Irredutibilidade Salarial. A maioria dos ministros do STF votou com este entendimento.”, diz.

Como votaram os ministros

O relator, ministro Alexandre de Moraes, votou pela improcedência da ação, por entender possível a redução da jornada e do salário. Seguiram seu voto os ministros Luís Roberto Barroso e Gilmar Mendes. O presidente do STF, ministro Dias Toffoli, propôs um voto médio, no sentido de que a medida só poderia ser aplicada depois de adotadas outras medidas previstas na Constituição Federal, como a redução de cargos comissionados, e atingiria primeiramente servidores não estáveis.
O ministro Edson Fachin abriu a divergência, por entender que não cabe flexibilizar o mandamento constitucional da irredutibilidade de salários para gerar alternativas menos onerosas ao Estado.

A ministra Rosa Weber e os ministros Ricardo Lewandowski, Luiz Fux, e Marco Aurélio votaram no mesmo sentido. A ministra Cármen Lúcia acompanhou em parte a divergência, ao entender que é possível reduzir a jornada de trabalho, mas não o vencimento do servidor.

Conclusão

Na sessão, o decano ministro Celso de Mello se alinhou à corrente aberta pelo ministro Edson Fachin no sentido da violação ao princípio da irredutibilidade dos salários prevista na Constituição.

Com o voto do ministro, a Corte confirmou decisão liminar deferida na ação e declarou a inconstitucionalidade do parágrafo 2º do artigo 23 da Lei de Responsabilidade Fiscal e de parte do parágrafo 1º do mesmo artigo, de modo a obstar interpretação de que é possível reduzir os vencimentos de função ou de cargo provido.

O colegiado, também por decisão majoritária, julgou inconstitucional o parágrafo 3º do artigo 9º da LRF, que autorizava o Poder Executivo a restringir de forma unilateral o repasse de recursos aos Poderes Legislativo e Judiciário, Ministério Público e Defensoria Pública. O voto de desempate do ministro Celso de Mello seguiu o do relator da ação, ministro Alexandre de Moraes, no sentido de que a permissão ofende o princípio da separação de Poderes e a autonomia financeira do Judiciário.

Com informações do STF 

APqC ingressa em juízo contra progressividade da alíquota de contribuição previdenciária e ampliação da base contributiva aos aposentados e pensionistas

apqc1A reforma previdenciária (arts. 30 e 31 da LC n. 1.354/2020) trouxe nova redação aos artigos 8º e 9º, da Lei Complementar no 1.012/2007, instituindo a majoração das alíquotas progressivas de contribuição previdenciária, na base de 11% a 16% da remuneração/proventos, além de possibilitar o aumento da base de cálculo da contribuição previdenciária dos aposentados e pensionistas, em caso de déficit atuarial.

O Decreto nº 65.021, de 19 de junho de 2020, dispõe sobre como será caracterizado o déficit atuarial para que possa incidir a majoração da contribuição previdenciária para os aposentados e pensionistas no valor que supere 1 salário mínimo, podendo variar de 11% a 16%.

Desse modo, constatado o déficit atuarial, a contribuição previdenciária não mais incidirá sobre o valor da parcela dos proventos que supere o limite máximo estabelecido para os benefícios do Regime Geral de Previdência Social, mas sim sobre o montante dos proventos de aposentadorias e de pensões que supere 1 (um) salário mínimo nacional.

A Associação dos Pesqusiadores Científicos do Estado de São Paulo (APqC) defende que referida reforma previdenciária realizada sem ser precedida de estudo atuarial no tocante a progressividade das alíquotas, ofende ao art. 37, X, CF que prevê a irredutibilidade de vencimentos do servidores, pois caracteriza um “confisco remuneratório”, uma vez que 43,5% dos rendimentos do servidor poderão ser tributados (27,5 IR + 16% alíquota previdenciária), além da quebra de isonomia fiscal entre os aposentados e pensionistas do RPPS e RGPS, posto que aqueles vinculados ao RGPS não contribuem após a aposentadoria. Assim, a ampliação da base contributiva ao que exceder 1 salário mínimo desiguala o sistema.

Por essas razões, por meio de sua assessora jurídica, Dra. Helena Goldman, a APqC ajuizou a ação coletiva n. 1028679-33.2020.8.26.0053, objetivando a declaração de inconstitucionalidade dos citados dispositivos, bem como liminarmente que o Estado se abstenha de ampliar a base contributiva dos aposentados/ pensionistas ou aumente a alíquota previdenciária.

A ação foi distribuída no dia 16 de junho de 2020 e aguarda o pronunciamento judicial quanto ao pedido liminar. Caso seja deferida a liminar, esta beneficiará apenas os pesquisadores associados ao tempo da distribuição da ação.

Para maiores informações contatar o escritório da Dra. Helena Goldman via e-mail: goldman.advogados@gmail.com

São Paulo, 24 de junho de 2020

APqC
Biênio 2020-2021

Instituto de Pesca desenvolve pesquisa sobre vacina para peixes

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A Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, por meio do Centro de Pesquisa de Aquicultura do Instituto de Pesca (IP-APTA), desenvolve pesquisa sobre vacinas para peixes.

As doenças infecciosas são um grande desafio para a criação de peixes, e podem afetar diretamente a sustentabilidade do negócio, pois podem se espalhar rapidamente entre os animais, elevando muito as taxas de mortalidade, os custos da produção pela utilização de medicamentos, como os antibióticos, além de impactarem negativamente a produção, reduzindo o potencial zootécnico dos animais sobreviventes.

As pesquisas visam beneficiar principalmente a Aquicultura, criação de organismos aquáticos ou que em algum momento da vida possua fase aquática, que está em pleno crescimento em todo o mundo. No Brasil, a cadeia produtiva do pescado se beneficiou muito com o emprego de sistemas de criação intensiva e de alta estocagem de peixes, o que permitiu maior produtividade, tornando os empreendimentos economicamente viáveis. Por outro lado, esses sistemas podem causar aumento nos surtos de doenças infecciosas pelo maior contato entre os animais.

O Diretor do Centro de Pesquisa de Aquicultura, pesquisador científico Leonardo Tachibana, explica que “o uso de antibióticos para o tratamento de doenças bacterianas na Aquicultura também traz uma série de preocupações em relação ao impacto dos resíduos no meio ambiente, e na segurança alimentar da população. A sua utilização também tem sido muito questionada devido à proliferação de bactérias resistentes, que podem representar um risco para a saúde de outras espécies animais, bem como a humana”.

Neste cenário, a utilização de vacinas na Aquicultura tem se tornado simplesmente a ferramenta mais importante para o controle de enfermidades bacterianas e virais. Um dos motivos para o sucesso da criação de salmão na Noruega, por exemplo, foi a utilização em larga escala de diversas vacinas. A indústria do salmão no Chile e na Noruega vivenciaram uma drástica redução no uso de antibióticos desde a introdução de vacinas.

Existem inúmeras infecções causadas por bactérias em organismos aquáticos, no entanto, atualmente, existe apenas uma vacina autorizada pelo Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento (MAPA) para uso em peixes, contra o Streptococcus agalactiae sorotipo 1b, principal agente causador de doença em mortalidade, sobretudo em sistemas de engorda. Desta forma, é notório que existe um vasto campo para o estudo e o desenvolvimento de novos produtos nesta área.

O Centro de Pesquisa de Aquicultura (IP-APTA) está desenvolvendo pesquisas científicas para o desenvolvimento de vacinas contra outras bactérias: Francisella noatunensis subsp. orientalis, Streptococcus agalactiae (tipo Ib e III) e Aeromonas hydrophila, assim como estudos para a produção de uma vacina polivalente.

Este mesmo Centro presta serviços de avaliação da eficácia de vacinas frente algumas bactérias patogênicas da tilápia-do-nilo. “Em 2019, iniciamos o desenvolvimento de uma vacina que consiste em deletar genes de patogenicidade da bactéria contra a bactéria F. noatunensis subsp. orientalis e, possivelmente, utilizar como uma vacina viva. Um desafio bem ousado para aumentar as armas dos produtores contra esta doença de grande impacto na tilapicultura nacional”, informa Tachibana.

Fonte: Assessoria de Imprensa

Estudo identifica fatores que contribuíram para disseminação inicial da Covid-19

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Quando deixou a província chinesa de Hubei rumo à Europa e aos vizinhos asiáticos – entre dezembro de 2019 e janeiro de 2020 – o coronavírus SARS-CoV-2 encontrou em algumas regiões do globo condições particularmente favoráveis à sua disseminação.

Após analisar dados de 126 países, entre eles o Brasil, pesquisadores das universidades de Campinas (Unicamp) e de Barcelona identificaram um conjunto de fatores que teriam favorecido o espalhamento rápido do vírus na fase inicial da epidemia, ou seja, antes que fossem adotadas políticas públicas para conter o contágio.

Segundo o estudo, apoiado pela FAPESP, entre os fatores que contribuíram para a maior taxa inicial de crescimento da COVID-19 estão: temperatura baixa e, consequentemente, população menos exposta aos raios ultravioleta do sol e com menor nível de vitamina D no sangue; maior proporção de idosos e, portanto, maior expectativa de vida; maior número de turistas internacionais nos primeiros dias da epidemia; início precoce do surto (países onde a doença chegou primeiro demoraram mais para tomar medidas de prevenção); maior prevalência de câncer de pulmão, de câncer em geral e de DPOC (doença pulmonar obstrutiva crônica); maior proporção de homens obesos; maior taxa de urbanização, maior consumo de álcool e tabaco; e hábitos de saudação que envolvem contato físico, como beijo, abraço ou aperto de mão.

“Escolhemos como ponto de partida de nossa análise o dia em que cada país registrou o 30º caso de COVID-19 e analisamos os dias seguintes [entre 12 e 20 dias, dependendo do país]. O objetivo era entender o que ocorreu na fase em que a doença cresceu livremente, de forma quase exponencial”, explica à Agência FAPESP Giorgio Torrieri, professor do Instituto de Física Gleb Wataghin (IFGW-Unicamp) e coautor do artigo divulgado na plataforma medRxiv, ainda sem revisão por pares.

Segundo o pesquisador, a proposta era aplicar análises estatísticas comumente usadas na área de física – entre elas a regressão linear simples e o cálculo do coeficiente de determinação – para tentar entender o que ocorreu no início da pandemia. Os dados usados nas análises vieram de fontes diversas – boa parte de um repositório público conhecido como Our World in Data.

“A ideia era avaliar o seguinte: caso não fosse feito nada para conter a doença, com qual velocidade o vírus se espalharia nos diferentes países ou nos diferentes grupos sociais? Fatores como temperatura, densidade demográfica, urbanização e condições de saúde da população influenciam a velocidade do contágio?

Fontes confiáveis

Alguns estudos sugerem que a vacina BCG, contra tuberculose, pode ter algum efeito protetor no caso da COVID-19. As análises feitas pelos pesquisadores da Unicamp e da Universidade de Barcelona indicam a existência de uma correlação fraca entre as duas variáveis (taxa de imunização contra tuberculose e taxa de contágio pelo SARS-CoV-2). Segundo Torrieri, porém, é possível que o resultado tenha sido prejudicado pela falta de dados confiáveis em países onde a vacinação não é obrigatória.

“Quando excluímos os países sem dados de vacinação, a correlação fica fraca. Mas quando incluímos esses locais na análise e assumimos que têm uma taxa baixa de imunização, a correlação se torna mais forte”, conta o pesquisador.

Para alguns dos fatores analisados – entre eles a prevalência de doenças como anemia, hepatite B (nas mulheres) e hipertensão – os pesquisadores identificaram uma correlação negativa. Ou seja, nos países com maior proporção de hipertensos, por exemplo, a taxa de contágio inicial do SARS-CoV-2 foi menor.

“Podemos imaginar que nesses locais há mais doença cardiovascular e, portanto, menor expectativa de vida”, avalia Torrieri.

Entre os fatores analisados que não apresentaram correlação com o contágio (nem positiva e nem negativa) estão: número de habitantes; prevalência de asma; densidade populacional; cobertura vacinal para poliomielite, difteria, tétano, coqueluche e hepatite B; prevalência de diabetes; nível de poluição do ar; quantidade de feriados; e proporção de dias chuvosos. No caso do Produto Interno Bruto (PIB) per capita, como explicou Torrieri, a correlação se mostrou positiva apenas em valores acima de 5 mil euros.

“O PIB está relacionado com a qualidade da infraestrutura pública. Quanto maior é o PIB per capita de um país, melhor é a infraestrutura de saúde e de moradia, por exemplo. Mas abaixo de 5 mil euros não fez diferença provavelmente porque a infraestrutura é de baixa qualidade”, avalia o pesquisador.

Como destacam os autores no texto, diversas variáveis analisadas estão correlacionadas entre si e, portanto, é provável que tenham uma interpretação comum e não é fácil separá-las. “A estrutura de correlação é bastante rica e não trivial, e incentivamos os leitores interessados a estudarem as tabelas [do artigo] em detalhes”, afirmam.

Segundo os pesquisadores, algumas das correlações apontadas são “óbvias”, por exemplo, entre temperatura, radiação UV e nível de vitamina D. “Outras são acidentais, históricas e sociológicas. Por exemplo, hábitos como consumo de álcool e tabagismo estão correlacionados com variáveis climáticas. De forma semelhante, a correlação entre tabagismo e câncer de pulmão é muito alta e, provavelmente, contribui para a correlação deste último [o câncer] com o clima. Razões históricas também explicam a correlação entre clima e o PIB per capita”, dizem os pesquisadores.

Embora seja impossível para os países alterar algumas das variáveis estudadas, como o clima, a expectativa de vida e a proporção de idosos, por exemplo, sua influência na disseminação da doença deve ser levada em conta na formulação de políticas públicas, ajudando a definir estratégias de testagem e de isolamento social, defendem.

Outras variáveis, segundo os autores, podem ser controladas pelos governos: testagem e isolamento de viajantes internacionais; restrição de voos para regiões mais afetadas pela pandemia; promoção de hábitos de distanciamento social e de campanhas visando reduzir o contato físico enquanto o vírus estiver se espalhando; e campanhas voltadas a estimular na população a suplementação de vitamina D, a redução do tabagismo e da obesidade.

“Enfatizamos ainda que algumas variáveis apontadas são úteis para inspirar e apoiar a pesquisa na área médica, como a correlação do contágio com câncer de pulmão, obesidade, baixo nível de vitamina D e diferentes tipos sanguíneos e diabetes tipo 1. Isso definitivamente merece estudo mais aprofundado, com dados de pacientes”, concluem os cientistas.

O artigo COVID-19 transmission risk factors pode ser lido clicando aqui.

ITAL realiza testes em biscoito de cacto produzido por pesquisadoras da Paraíba

biscoito cacto

Pesquisadoras do Programa de Pós-Graduação em Ciência e Tecnologia de Alimentos (PPGCTA) da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) produziram biscoitos de cacto com matéria-prima da planta Pilosocereus gounellei (conhecida como xique-xique).

Por ser uma planta alimentícia não convencional, os biscoitos de cacto revelaram nutrientes com potencial de produção em larga escala e se mostraram ricos em fibras solúveis e insolúveis e compostos antioxidantes a partir da farinha do xique-xique.

De acordo com uma das criadoras do produto, a pesquisadora Tamires Machado, a planta foi coletada no município de Boa Vista, no Agreste da Paraíba, e os testes foram realizados no Laboratório de Bromatologia (Ciência dos Alimentos) da UFPB e no Instituto de Tecnologia de Alimentos (ITAL), em Campinas (SP).

“O objetivo foi produzir o biscoito com potencial funcional com a farinha do xique-xique. Foram produzidos dois tipos de cookies, um convencional e um integral. Os testes sensoriais foram desenvolvidos com 123 pessoas, no Instituto de Tecnologia de Alimentos”, conta Tamires.

Projeto da tese de doutorado da pesquisadora, o trabalho teve orientação das professoras Maria Elieidy Gomes e Maria Manuela Estevez. Além da farinha do xique-xique, os biscoitos tiveram nos ingredientes produtos como manteiga, açúcar, ovos, nozes, fermento, sal, aveia, chocolate e baunilha.

“Os ingredientes foram pesados, misturados à parte, homogeneizados com velocidades distintas em batedeira, com batedor tipo raquete. O tempo da mistura durou cerca de seis minutos. Depois, houve a modelagem dos cookies para serem assados no forno elétrico em aproximadamente nove minutos. Por fim, o resfriamento natural, a embalagem e o armazenamento em temperatura ambiente (25ºC) para as análises”, explica Tamires.

Os biscoitos foram avaliados, segundo dados da pesquisa, quanto às características físico-químicas, textura, índice de expansão e atributos sensoriais. Neles, os valores de umidade se apresentaram como baixos, o que indicou estabilidade durante o armazenamento.

Proteínas, fibras e amidos resistentes também se destacaram no produto. Além disso, os testes apontaram que os biscoitos eram ricos em minerais, principalmente cálcio, ferro, potássio, magnésio e manganês.

“Poderão ajudar os consumidores a atender às necessidades diárias desses nutrientes essenciais. Os testes revelaram boa aceitação e intenção de consumo. Os resultados podem ser usados para aprimorar a formulação”, almeja Tamires.

Para a pesquisadora da UFPB, o xique-xique é uma alternativa alimentar no desenvolvimento de farinha com grande potencial nutricional e tecnológico. Além da produção de biscoitos, a farinha poderá ser aplicada em outros produtos, como queijo cremoso ou requeijão. Interessados na comercialização dos biscoitos de cacto podem entrar em contato com a Agência de Inovação Tecnológica (Inova) da UFPB pelo e-mail inova@reitoria.ufpb.br.

Fonte: Portal Correio

Diretora do Adolfo Lutz, em Bauru, fala sobre trabalho do Instituto na luta contra a Covid-19

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Saiu de Cerqueira César, cidade próxima a Avaré, uma das figuras mais requisitadas pelos representantes de 38 municípios da região de Bauru nesta pandemia. Afinal, ela coordena o Instituto Adolfo Lutz local, responsável pelo diagnóstico da Covid-19 via SUS, ao lado da Faculdade de Odontologia de Bauru (FOB/USP) e do Lauro de Souza Lima. Virgínia Bodelão Richini Pereira, de 40 anos, fica cara a cara com o vírus diariamente, mas revela que o laboratório é o local em que se sente mais segura. Por lá, a cada novo teste da doença, ela garante que não vê apenas números. “Eu enxergo pessoas. A doença está muito próxima”, relata a bióloga, que viu sua rotina ficar “cinco vezes mais corrida” nos últimos meses.

A pós-doutora estudou em escola pública desde que se conhece por gente até o seu último grau de instrução. Além disso, ela vê a testagem em massa como a forma mais eficiente para combater a pandemia do novo coronavírus.

Abaixo, Virgínia fala sobre a sua rotina por trás da bancada do laboratório, que emite 200 laudos por dia, inclusive, aos finais de semana. Confira alguns trechos da entrevista:

De que forma o seu conhecimento tem ajudado a enfrentar a pandemia do novo coronavírus?

Eu estudei a minha vida inteira em escola pública. Ingressei em Biologia na Unesp, em Bauru. Em seguida, fiz mestrado, doutorado e pós-doutorado na Unesp, em Botucatu. Parte deste último curso eu realizei na Universidade de Alcalá, na Espanha. Tudo envolvendo doenças de interesse da saúde pública.

De onde surgiu a vocação por esta área da Biologia?

No início da graduação, eu já estudei as doenças. Comecei com aquelas existentes em animais silvestres mortos por atropelamento. Em 2012, entrei no Adolfo Lutz, em Bauru, onde continuo trabalhando com algumas condições que afetam os animais, principalmente, a leishmaniose. Também atuo junto às doenças humanas, como dengue, zika e, agora, Covid-19.

A senhora leciona?

Já lecionei para os ensinos Fundamental e Médio, ligados ao governo estadual. Atualmente, só dou aula para a pós-graduação da Unesp, em Botucatu.

Como era a sua rotina antes da pandemia do coronavírus?

Eu já trabalhava nesta linha de pesquisa. Eu lia bastante e orientava os estudantes de iniciação científica, mestrado e doutorado. Nunca imaginei que a minha rotina ficaria cinco vezes mais corrida, como nos últimos três meses.

Os testes feitos pelo Lutz, FOB/USP e Lauro de Souza Lima podem ser considerados ‘padrão ouro’?

Sim. Tanto que o Lutz local só começou a analisar as amostras em 13 de abril deste ano. Até então, elas eram enviadas à Capital Paulista. Nós iniciamos com os casos graves, os óbitos e os profissionais da saúde. Desde o dia 25 de maio, ampliamos para os profissionais da segurança, da limpeza pública, do sistema funerário e do transporte público, além de pessoas com mais de 60 anos, cardiopatas graves ou descompensados, pneumopatas graves ou descompensados, doentes neurológicos, obesos, renais crônicos, imunodeprimidos, diabéticos, gestantes de alto risco, portadores de doenças cromossômicas, população em situação de vulnerabilidade social e casos suspeitos em instituições fechadas.

A demanda pelos exames da Covid-19 aumentou e vocês não podem parar com os demais testes. A equipe está dando conta de tudo?

Nós também somos responsáveis pelo diagnóstico de dengue, tuberculose, meningite, HIV e sífilis. Existe, ainda, outro setor que trabalha em conjunto com a Vigilância Sanitária, analisando água, alimentos e leite materno. Mesmo com uma equipe reduzida, estamos nos esforçando para dar conta do recado. Faço uma avaliação muito positiva do nosso desempenho. Tanto que, geralmente, os resultados dos exames da Covid-19 ficam prontos dentro de 24 horas.

A sua equipe, atualmente, é formada por quantas pessoas?

No Centro Regional do Adolfo Lutz, em Bauru, contamos com 40 profissionais divididos em três setores: Núcleo Técnico-Operacional, Ciências Biomédicas, bem como Ciências Químicas e Dermatológicas. Os testes da Covid-19 são feitos por uma equipe especializada em Influenza, ligada à segunda área citada, que abriga em torno de 18 trabalhadores. Eu, por exemplo, já cheguei a ir para a bancada, afinal, tenho experiência em Biologia Molecular.

Como tem sido a sua rotina agora?

Eu entro às 8h, mas o meu telefone toca o dia inteiro. Os representantes de vários municípios da região [o Lutz local atende Bauru e outras 37 cidades] me ligam cobrando laudos e eu preciso atender. Fico quase 24 horas à disposição deles, inclusive, aos finais de semana.

Tem algum hobby?

Eu e o meu marido não temos filhos. Nós gostávamos de viajar e frequentar festas, bares com música ao vivo etc. Agora, tentamos nos divertir em casa mesmo.

A sua rotina é bastante atribulada. Quando preenche os laudos, a senhora vê números ou pessoas?

Eu nasci em Cerqueira César e, desde o início da pandemia, não vejo a minha mãe e a minha avó, que tem 97 anos. Uma colega da minha mãe, de 84, se infectou. Portanto, eu enxergo pessoas. A doença está muito próxima.

E como a senhora se previne?

Na porta de casa, coloquei um tapete sanitizante, onde limpo os pés. Quando entro, tiro toda a roupa. O laboratório é o local em que me sinto mais segura, porque nós usamos todos os Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) necessários. Na rua, a coisa complica. Eu até parei de ir ao supermercado. Só faço compras pelo delivery.

Quais equipamentos vocês utilizam?

O nosso laboratório é NB2 de segurança. Ele abriga uma cabine que renova o ar. Lá, os funcionários também usam aquela máscara N95, protetor facial, avental grosso, luvas, touca e propé, uma espécie de revestimento para os sapatos. Saindo deste local, retiramos os EPIs. Existem outras salas que não exigem tanta proteção, como aquela onde analisamos o RNA extraído do vírus. O material, neste estágio, não mais possui o poder de infecção. Para avaliá-lo, basta colocar máscara cirúrgica, jaleco, touca e luvas. Os itens evitam a contaminação das amostras.

Quantas amostras o Lutz local já analisou?

Mais de 5 mil. Nós conferimos e distribuímos as amostras para a FOB/USP, bem como para o Lauro de Souza Lima. No Lutz, começamos com 100 por semana e, depois, passamos para 100 por dia. Atualmente, emitimos 200 laudos diários.

Por fim, qual é a mensagem que a senhora deixa aos profissionais da saúde?

A turma da ‘linha de frente’ merece respeito e precisa ser valorizada, porque está cara a cara com os pacientes.

Fonte: JCNet

Com apoio da Fapesp, empresa paulista desenvolve tecido capaz de eliminar o coronavírus por contato

fapesp Pesquisadores da empresa paulista Nanox, apoiada pelo Programa FAPESP Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas (PIPE), desenvolveram um tecido com micropartículas de prata na superfície que demonstrou ser capaz de inativar o coronavírus SARS-CoV-2.

Em testes de laboratório, o material foi capaz de eliminar 99,9% da quantidade do vírus após dois minutos de contato.

O desenvolvimento do material teve a colaboração de pesquisadores do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (ICB-USP), da Universitat Jaume I, da Espanha, e do Centro de Desenvolvimento de Materiais Funcionais (CDMF) – um dos Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPIDs) apoiados pela FAPESP.

“Já entramos com o pedido de depósito de patente da tecnologia e temos parcerias com duas tecelagens no Brasil que irão utilizá-la para a fabricação de máscaras de proteção e roupas hospitalares”, diz à Agência FAPESP Luiz Gustavo Pagotto Simões, diretor da Nanox.

O tecido é composto por uma mistura de poliéster e de algodão (polycotton) e contém dois tipos de micropartículas de prata impregnadas na superfície por meio de um processo de imersão, seguido de secagem e fixação, chamado pad-dry-cure.

A Nanox já fornecia para indústrias têxteis e de diversos outros segmentos essas micropartículas, que apresentam atividade antibacteriana e fungicida, e em tecidos evitam a proliferação de fungos e bactérias causadoras de maus odores (leia mais em agencia.fapesp.br/30037/).

Com o surgimento do novo coronavírus e a chegada da pandemia no Brasil, os pesquisadores da empresa tiveram a ideia de avaliar se esses materiais também eram capazes de inativar o SARS-CoV-2, uma vez que já havia sido demonstrado em trabalhos científicos a ação contra alguns tipos de vírus.

Para realizar os ensaios, a empresa se associou a pesquisadores do ICB-USP, que conseguiram logo no início da epidemia no Brasil isolar e cultivar em laboratório o SARS-CoV-2 obtido dos dois primeiros pacientes brasileiros diagnosticados com a doença no Hospital Israelita Albert Einstein (leia mais em agencia.fapesp.br/32692/).

Amostras de tecido com e sem micropartículas de prata incorporadas na superfície foram caracterizadas por pesquisadores da Universitat Jaume I e do CDMF por espectroscopia e colocadas em tubos contendo uma solução com grandes quantidades de SARS-CoV-2, crescidos em células.

As amostras foram mantidas em contato direto com os vírus em intervalos de tempo diferentes, de dois e cinco minutos, para avaliar a atividade antiviral.

Os experimentos foram feitos duas vezes, em dois dias diferentes e por dois grupos diferentes de pesquisadores, de modo que a análise dos resultados fosse feita de forma cega.

Os resultados das análises por quantificação do material genético viral por PCR indicaram que as amostras de tecido com diferentes micropartículas de prata incorporadas na superfície inativaram 99,9% das cópias do novo coronavírus presentes nas células após dois e cinco minutos de contato. “A quantidade de vírus que colocamos nos tubos em contato com o tecido é muito superior à que uma máscara de proteção é exposta e, mesmo assim, o material foi capaz de eliminar o vírus com essa eficácia”, diz Lucio Freitas Junior, pesquisador do laboratório de biossegurança de nível 3 (NB3) do ICB-USP.

“É como se uma máscara de proteção feita com o tecido recebesse um balde de partículas contendo o vírus e ficasse encharcada”, comparou o pesquisador.

Além de testes para avaliação da atividade antiviral, antimicrobiana e fungicida, o material também passou por ensaios para avaliação do potencial alérgico, fotoirritante e fotossensível, para eliminar o risco de causar problemas dermatológicos.

Aplicação em outros materiais

A empresa pretende avaliar agora a duração do efeito antiviral das micropartículas no tecido. Em testes relacionados à propriedade bactericida, os materiais foram capazes de controlar fungos e bactérias em tecidos mesmo após 30 lavagens, afirma Simões.

“Como o material apresenta essa propriedade bactericida mesmo após 30 lavagens, provavelmente mantém a atividade antiviral por esse mesmo tempo”, estima.

De acordo com o pesquisador, as micropartículas podem ser aplicadas em qualquer tecido composto por uma mistura de fibras naturais e sintéticas. Além de tecidos, a empresa está testando agora a capacidade de inativação do novo coronavírus pelas micropartículas de prata incorporadas à superfície de outros materiais, como filmes plásticos e um polímero flexível, semelhante a uma borracha, que utilizou para desenvolver uma máscara de proteção contra o novo coronavírus em parceria com a fabricante de brinquedos Elka (leia mais em agencia.fapesp.br/32982/).

“O tecido foi o primeiro resultado da aplicação das micropartículas de prata para inativar o novo coronavírus. Mas, em breve, devemos ter vários outros”, afirma Simões.

Fonte: Agência FAPESP

Coronavírus: Regras para testes com vacina serão divulgadas pelo Instituto Butantan

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O Instituto Butantan esclarece que informações sobre o recrutamento de voluntários para os futuros testes da vacina contra o coronavírus serão divulgadas, em breve, nos canais de comunicação da instituição (N. R: A Associação dos Pesquisadores Científicos do Estado de São Paulo/APqC – também divulgará neste site e em suas redes sociais). Os critérios para a testagem ainda estão sendo discutidos e passarão por aprovação da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), bem como do Conselho Nacional de Pesquisa.

O acordo para a transmissão da tecnologia para a produção de uma vacina contra o novo coronavírus, com o laboratório Sinovac Biotech, foi assinado na última semana e, com isso, a instituição se prepara para a realizar o estudo clínico de Fase III do imunizante. Nove mil pessoas poderão receber a vacina para que a sua eficácia seja avaliada. A vacina, que utiliza vírus inativado, já passou pelas fases 1 e 2 e se mostrou promissora, segundo o diretor do Butantan, Dimas Tadeu Covas.

Fonte: Assessoria

Laboratório chinês anuncia 90% de sucesso em testes de vacina contra coronavírus que será desenvolvida pelo Instituto Butantan

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O laboratório chinês Sinovac, um dos mais avançados na corrida por uma vacina contra o novo coronavírus, anunciou neste domingo (14) dois novos promissores avanços. Segundo a agência Bloomberg, mais de 90% das pessoas que receberam doses da vacina produziram anticorpos contra a covid-19 num intervalo de 14 dias. E não foram observados efeitos colaterais que coloquem em risco o prosseguimento do testes da vacina batizada de Coronavac.

O Sinovac é o mesmo laboratório que fechou parceria com o governo de São Paulo para uma fase de testes com 9.000 pessoas, conforme anunciou o governador João Doria na sexta-feira. O estado foi escolhido para uma terceira fase de testes, fundamental para a confirmação da eficácia da vacina, por ainda ter transmissão comunitária ativa do coronavírus. Segundo Doria, se tudo der certo a vacina, que pode vir a ser fabricada em parceria com o Instituto Butantan no Brasil, pode estar disponível no Sistema Único de Saúde em 2021.

O anúncio deste domingo refere-se a estágios anteriores de testes, as fases 1 e 2, feitas na China. Um total de 743 pessoas saudáveis com idades entre 18 e 59 anos receberam ou doses da vacina ou doses placebo de comparação. Segundo a Sinovac, as descobertas mais recentes serão publicadas em artigos científicos.

A vacina do Sinovac usa uma versão atenuada do Coronavírus, e está entre as cinco pesquisas chinesas que já atingiram o estágio de testes em humanos. Há outras vacinas promissoras em testes na Europa e nos Estados Unidos. Uma delas, do laboratório AstraZeneca em parceria com a Universidade Oxford, também será testada no Brasil, graças a uma parceria da Fundação Lemann com o Instituto D’Or. Neste sábado a AstraZeneca anunciou uma parceria com a União Europeia para a distribuição de até 400 milhões de doses da vacina.

Outra pesquisa, da Universidade Cambridge com o laboratório Moderna, entrará na fase 3 de testes nos Estados Unidos. No total, há mais de 130 vacinas contra a covid-19 em teste no mundo, com investimentos somados de 20 bilhões de dólares.

Brasil e Estados Unidos são os dois países mais atingidos pelo coronavírus, que já contaminou quase 8 milhões de pessoas em todo o mundo. Ontem, o consórcio de veículos de imprensa que agrupa informações sobre a pandemia anunciou que o Brasil chegou a 42 mil mortes a mais de 850 mil casos confirmados.

Fonte: Lucas Amorim, para Revista Exame

População brasileira terá acesso gratuito à vacina contra Covid-19, diz diretor do Butantan

Acompanhe a entrevista concedida hoje (12) à Jovem Pan pelo diretor do Instituto Butantan, Dimas Tadeu Covas. Na ocasião ele fala sobre a importância da vacina que será desenvolvida pelo instituto no combate às próximas ondas da covid-19.

Saiba como vai funcionar a vacina contra Covid-19 desenvolvida pelo Instituto Butantan

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O governo de São Paulo anunciou, na quinta-feira (11), a produção de uma vacina contra o novo coronavírus a partir de um acordo firmado entre Instituto Butantan e Sinovac Biotech, principal produtora e fornecedora de produtos biofarmacêuticos na China. O aporte financeiro do governo João Doria (PSDB) no projeto está estimado em R$ 85 milhões.

A “CoronaVac”, como foi inicialmente batizada a vacina, já foi submetida a testes em humanos na China. Agora, será aplicada em grupos no Brasil com previsão para início dos testes no próximo mês. Se der certo, a estimativa é que esteja disponível à população em junho de 2021.

Trata-se da segunda vacina que será testada e pode ser produzida no estado, se aprovada. A outra será testada dentro de uma parceria da Universidade de Oxford, no Reino Unido, com a Unifesp (Universidade Federal de São Paulo).

O anúncio foi definido como “histórico” por Doria e pelos gestores da Saúde do governo paulista, e apontado como uma esperança para combater o vírus que já matou mais de 40 mil pessoas e casos confirmados passando dos 800 mil somente no Brasil. No mundo, a Covid-19 já infectou mais de 7,49 milhões de pessoas e levou a óbito 420 mil vítimas.

Entenda detalhes de como funciona, quando serão os testes e quais os próximos passos da produção da vacina anunciada nesta quinta.

COMO SERÁ FEITA A VACINA CONTRA O CORONAVÍRUS?
A vacina que será desenvolvida em São Paulo utiliza amostras parciais do vírus SARS-CoV-2, mais especificamente a cepa CZ02 do agente infeccioso. Fragmentos do vírus responsável pela Covid-19 serão introduzidos em células do tipo Vero, que vão ser cultivadas em laboratório.

Esse vírus se multiplica, avança para novas células e, no final do procedimento, é inativado. O vírus sem potencial de infecção é então incorporado no corpo da vacina, que será distribuída à população. Além do vírus inativado, a vacina do Instituto Butantan contará ainda com um elemento adjuvante adicionado no composto, para melhorar a resposta imunológica.

A técnica de introduzir partes do vírus inativado já é utilizada em vacinas contra as Hepatites A e B; Influenza, Dengue, Raiva e HPV.

Um ponto destacado pelo presidente do Instituto Butantan, Dimas Covas, é que o órgão possui experiência na produção de vacinas replicadas em células do tipo Vero, o que facilita o manejo e encurta o tempo de fabricação. “É uma tecnologia que os técnicos do instittuo já dominam. Já produzimos nossa vacina da dengue nessa tecnologia e temos capacidade produtiva para isso”, ressalta.

QUEM É A SINOVAC BIOTECH?
O desenvolvimento da vacina paulista é chefiado pela Sinovac Biotech Ltda., uma gigante chinesa da biofarmacêutica. Fundada em 2001 e empregando cerca de 1.000 funcionários, a empresa possui quatro laboratórios em diferentes cidades na China, mas tem seu quartel-general centralizado em Pequim.

Em 2009, o laboratório superou seus concorrentes e se tornou o primeiro no mundo a lançar uma vacina contra a gripe suína H1N1. Agora, o grupo privado espera produzir 100 milhões de doses por ano para combater o novo coronavírus.

A Sinovac Biotech é listada na Nasdaq – Bolsa de Valores de Nova York – e, segundo o diretor de relações internacionais Meng Wining, o grupo recebe apoio estrutural “mas não muito dinheiro” do governo chinês. No entanto, está aberto a colaborações com parceiros estrangeiros, aos quais já vende vacinas contra gripe ou hepatite.

O contato com o governo Doria com a empresa começou em agosto de 2019, quando uma comitiva paulista viajou à China. Na ocasião, foi inagurado um escritório comercial na província de Shangai para facilitar a promoção do comércio, investimentos e apoiar empresas brasileiras com sede em São Paulo para exportar à China.

Além do acordo para a vacina contra a Covid-19, assinado na quarta-feira por Doria, a Sinovac Biotech possui pactos firmados para o desenvolvimento de outras vacinas e pesquisas em parceria com o Instituto Butantan.

EM QUE FASE ESTÁ ESSA VACINA?
Atualmente, a CoronaVac está se preparando para entrar na fase 3, de testes ampliados em humanos. A terceira fase desta vacina envolverá testes em 9 mil brasileiros, que serão coordenados e realizados pelo Instituto Butantan.

Nesta fase, serão verificadas a eficácia, a segurança e a imunogenicidade nas diferentes populações selecionadas. Embora existam 136 vacinas em desenvolvimento globalmente, apenas 10 atingiram a fase final de testes em humanos. A vacina desenvolvida pela Sinovac Biotech é, ao lado do projeto encabeçado pela Universidade de Oxford em parceria com a AstraZeneca, a única autorizada pelos órgãos internacionais a avançar à fase 3.

Antes de entrar na etapa dos testes em humanos, chamados de estudos clínicos, a CoronaVac foi testada em macaco-rhesus e apresentou resultados que demonstraram uma resposta imune positiva contra as diferentes proteínas do vírus, cujos efeitos foram publicados na revista “Science”.

Com os testes em animais comprovados, a vacina avançou para as etapas em humanos. Na fase 1, as doses foram aplicadas em 144 voluntários, e na fase 2 foram ampliadas para 600 voluntários, todos na China. No Brasil, a fase 3 envolve a discussão dos protocolos com Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e com comitês de ética médica.

Para avançar à produção de escala industrial, é esperado que a CoronaVac alcançe ao menos 85% de eficácia contra o novo coronavírus na fase 3, segundo Sérgio Cimerman, médico infectologista do Instituto Emílio Ribas.

COMO SERÃO ESCOLHIDOS OS VOLUNTÁRIOS?
Os 9 mil voluntários, segundo afirmou Dimas Covas, serão brasileiros não só do estado de São Paulo como também de outras regiões do país. A princípio, o processo será todo coordenado pelo Instituto Butantan, mas envolverá outros 16 centros de estudos clínicos espalhados pelo Brasil.

Será feito um convite aos voluntários, que assinarão um termo de adesão e passarão a fazer os testes com a vacina. A partir da aplicação das doses, os voluntários selecionados serão acompanhados por técnicos do Instituto Butantan.

Nas fases 1 e 2, segundo explicou Sérgio Cimerman, não foram selecionados pacientes com idades abaixo dos 18 anos ou acima dos 59, o que deverá ocorrer nesta terceira etapa. O objetivo da etapa final, diz Covas, é obter resultados eficazes com representatividade em diferentes faixas etárias da população.

Ainda será estudado se nesta etapa serão incluídos pacientes que já obtiveram diagnóstico positivo anterior da Covid-19 e pacientes imunodepressivos ou imunosupressivos.

A estimativa do governo é de que a seleção seja feita ainda em junho e que os testes, de fato, comecem em até 3 semanas. Segundo Doria, os testes deverão seguir até dezembro deste ano.

QUAIS SERÃO OS PRÓXIMOS PASSOS?
Caso os resultados dos testes sejam aprovados pelos órgãos de controle internacional, a CoronaVac segue para etapa de farmacovigilância. Nela serão identificados, avaliados e monitorados as ocorrências dos eventos adversos relacionados ao uso da vacina, para garantir que os benefícios dessa imunização sejam maiores que os riscos.

Em seguida, o acordo entre governo de São Paulo e Sinovac Biotech prevê a transferência de tecnologia da ConaVac. É essa parte do contrato que permitirá que o Instituto Butantan desenvolva em seus laboratórios a vacina contra o novo coronavírus, não dependendo da produção e importação chinesa.

A última etapa regulatória cabe à Anvisa, que dará o aval para que CoronaVac seja produzida e distribuída no Brasil. O governo trabalha com um cronograma de que essa aprovação final deverá ocorrer em até, no máximo, fevereiro de 2021.

No início do processo de produção industrial, estimado para abril ou maio do ano que vem, o convênio prevê que parte da produção da vacina na China poderá ser destinada ao Brasil. Esse intercâmbio deverá ocorrer, segundo o governo na etapa inicial da produção. O mesmo pode ocorrer no sentido contrário, caso haja alguma baixa na produção chinesa, fazendo com que as doses fabricadas no Instituto Butantan possam ser enviadas ao país oriental.

Maior laboratório fabricantes de vacina da América Latina, o Instituto Butantan foi responsável por manufaturar 10% da produção mundial total das vacinas contra a gripe em 2020. Das 800 milhões de doses contra o vírus influenza produzidas até agora no ano, 80 milhões saíram do Instituto Butantan com destino ao governo federal.

– ONDE SERÁ DISTRIBUÍDA?
Caso passe por todas as etapas, a CoronaVac será ofertada gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e não somente no estado de São Paulo.

“Se tudo correr bem, até junho do ano que vem, no primeiro semestre do próximo ano, já teremos a vacina pronta e em condições de ser aplicada em milhões de brasileiros”, disse Doria.

Clique aqui para ver a apresentação do Instituto Butantan sobre a vacina.

Com informações da Agência O Globo.

Governo de SP anuncia que Instituto Butantan será parceiro de laboratório chinês na produção de vacina contra o coronavírus

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O governador de São Paulo, João Doria anunciou, na manhã desta quinta-feira (11), que o Instituto Butantan será parceiro de um laboratório chinês para a produção de uma vacina contra o coronavírus que está em fase final de testes.

“Hoje é um dia histórico para a ciência no Brasil e em São Paulo. Vamos anunciar que o Estado vai produzir a vacina contra o coronavírus, através de parceria entre o Instituto Butantan e o laboratório internacional Sinovac Biotech”, diz a publicação.

A postagem é acompanhada de um vídeo no qual Doria aparece ao lado do presidente do Instituto, Dimas Tadeu Covas. Segundo Doria, o estudo está na terceira fase do processo, a última antes do registro – o que pode levar mais de um ano para ocorrer.

“Um anúncio histórico: o acordo feito pelo Instituto Butantan com um laboratório chinês e a terceira fase de testes, que é a última, para a vacina contra o coronavírus”, diz Doria no vídeo.

Detalhes do estudo serão divulgados em coletiva de imprensa no Palácio dos Bandeirantes, na Zona Sul da capital, às 12h30 desta quinta.

A Sinovach Biotech, empresa citada por Doria, é uma afiliada do estatal Grupo Farmacêutico Nacional da China, sediada em Pequim. O laboratório obteve autorização para começar testes em humanos em abril. E é alvo de investigação na China.

Além desta iniciativa, há ao menos 133 candidatas a vacina contra o vírus causador da Covid-19, sendo que dez delas estão na fase clínica, ou seja, sendo testadas em humanos.

Ainda assim, especialistas acreditam que a vacina estará disponível apenas em 2021.

Para chegar a uma vacina efetiva, os pesquisadores precisam percorrer diversas etapas para testar segurança e resposta imune. Primeiro há uma fase exploratória, com pesquisa e identificação de moléculas promissoras (antígenos).

O segundo momento é de fase pré-clínica, em que ocorre a validação da vacina em organismos vivos, usando animais (ratos, por exemplo).

Só então é chegada à fase clínica, em humanos, dividida em três momentos:

Fase 1: avaliação preliminar com poucos voluntários adultos monitorados de perto;

Fase 2: testes em centenas de participantes que indicam informações sobre doses e horários que serão usados na fase 3. Pacientes são escolhidos de forma randomizada (aleatória) e são bem controlados;

Fase 3: ensaio em larga escala (com milhares de indivíduos) que precisa fornecer uma avaliação definitiva da eficácia/segurança e prever eventos adversos; só então há um registro sanitário

Fonte: G1 SP

Mulheres cientistas na luta contra a covid-19 são homenageadas em livro para crianças e jovens

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E se você pudesse aprender mais sobre o trabalho de mulheres cientistas no combate ao coronavírus enquanto brinca de palavras-cruzadas, caça-palavras ou colore desenhos? Isso já é possível graças a uma iniciativa de professoras da Universidade Federal do Paraná (UFPR), do projeto de extensão universitária “Meninas e Mulheres nas Ciências”. Juntas, elas lançaram um livro gratuito com passatempos que abordam o protagonismo de mulheres que lutam contra a Covid-19, além de informações úteis como formas de prevenção da doença. O objetivo? Destacar a representatividade feminina e empoderar futuras cientistas.

“Não escutamos falar sobre mulheres cientistas, apenas dos homens. O foco do nosso projeto é motivar meninas a seguirem a carreira científica dando visibilidade para mulheres que contribuíram para o conhecimento na área, além de cientistas contemporâneas”, conta Camila Silveira, professora do departamento de Química e coordenadora do projeto.

Segundo as idealizadoras Alessandra Barbosa, Camila Silveira, Camilla Oliveira, Clarice Amaral, Glaucia Pantano e Tatiana Simões, “passatempos em linguagem acessível ajudam a informar de maneira lúdica sobre o contexto atual”. O livro busca utilizar linguagem leve para que as atividades lúdicas possam atingir todos os públicos. Assim, em meio ao isolamento social, crianças, jovens e adultos têm a chance de passarem o tempo enquanto são apresentados a figuras importantes como a biomédica brasileira Jaqueline Goes de Jesus, uma das mulheres que sequenciou o genoma do novo coronavírus, ou mesmo June Almeida, virologista escocesa que descobriu o primeiro coronavírus humano.

Além disso, os passatempos ainda oferecem informações sobre a importância de higienizar as mãos, ou a relevância da matemática no combate ao vírus, por exemplo, trazendo uma série de mensagens relevantes sobre o contexto atual. Para a professora do departamento de Física, Alessandra Barbosa, essa é uma oportunidade de “informar de maneira mais acessível, mostrando o quanto a Ciência é bonita e precisa ser compartilhada”.

Clique no link aqui para acessar o livro gratuitamente – Meninas e Mulheres nas Ciências

Fonte: Para Mulheres na Ciência

Meio Ambiente: Secretaria de Agricultura de SP promove ações por uma agropecuária sustentável

apqc1Alinhada às demandas mundiais e ao fortalecimento do desenvolvimento rural sustentável, a Secretaria de Agricultura e Abastecimento realiza ações nas áreas de extensão rural, pesquisa e defesa agropecuária, ao difundir conhecimento e novas tecnologias e apoiar os produtores rurais na adoção de Boas Práticas Agropecuárias. Confira algumas das iniciativas da Secretaria para fomentar a produção sustentável:

Desenvolvimento Rural Sustentável

Em uma atuação integrada aos municípios, a Secretaria lançou o Prêmio Cidadania no Campo – Município Agro, para estimular as prefeituras a implementar agendas estratégicas para fortalecer a gestão rural local, melhorando a produtividade e a sustentabilidade do agronegócio paulista. Em 2019, os 10 municípios paulistas com o melhor desempenho no desenvolvimento rural sustentável receberam premiações em dinheiro, para utilizarem na execução de projetos alinhados à proposta sustentável. Em 2020, 393 municípios apresentaram interesse em participar, e 220 já tiveram a adesão confirmada.

Conservação de solos

O Instituto Agronômico (IAC), da Secretaria, foi a primeira instituição de pesquisa a realizar análise de solo e planta no Brasil e, atualmente, possui 13 centros de pesquisas experimentais, nos quais as boas práticas ambientais servem de diretrizes. Pesquisas do IAC buscam identificar e quantificar os principais processos erosivos decorrentes das atividades rurais e urbanas, além de divulgar práticas conservacionistas e buscam formas de manejo para a manutenção da qualidade química e biológica do solo.

No entanto, cumpre aos responsáveis pela sua exploração zelar pelo aproveitamento adequado e pela conservação das águas em todas as suas formas. A fiscalização do uso, conservação e preservação do solo agrícola no Estado de São Paulo realizada pela Coordenadoria de Defesa Agropecuária (CDA) tem como objetivo minimizar os processos erosivos existentes. “Principalmente para as classes dos solos mais suscetíveis a esse processo, mantendo e melhorando sua capacidade produtiva, assim como, preservando todos os elementos da natureza conectados a ele”, disse o engenheiro agrônomo Marcelo Jorge Chaim, diretor do Grupo de Defesa Sanitária Vegetal, da CDA.

Mitigação de déficit hídrico

Há 20 anos, o Programa Cana IAC conduz projetos de seleção de variedades de cana-de-açúcar e de estratégias de mitigação de déficit hídrico para regiões onde essa condição ocorre de maneira mais frequente e extrema. A produtividade da cana passou de 60 toneladas por hectare para 100 toneladas por hectare, na média dos cinco primeiros cortes, passando de 5 mil litros de etanol, por hectare, para 8.700 l/ha, um acréscimo de 66% na produção deste biocombustível na mesma área cultivada.

O IAC também disponibilizou a nova variedade de cana-de-açúcar IACSP01-5503, que superou a variedade mais plantada no Brasil, a RB867515, em 26,2% em experimentação desenvolvida em regiões de maior déficit hídrico. Outro lançamento foi a cultivar IACCTC07-8008, com 30% a mais de produtividade. “Esses trabalhos de pesquisas desenvolvidas principalmente ao longo das últimas quatro décadas possibilitaram que grande parte da cana-de-açúcar no Brasil fosse cultivada em sequeiro, com grande eficiência quando comparada a outras em iguais condições pelo mundo”, diz o pesquisador do IAC, Marcos Guimarães de Andrade Landell.

Citricultura sustentável

Contribuindo para a liderança paulista na produção sustentável de laranja e exportação de suco do mundo, os trabalhos do Centro de Citricultura do IAC incluem o lançamento de porta-enxertos, cultivares com resistência a doenças e ao estresse hídrico. “A diversificação de variedades dentro do pomar possibilita diferentes épocas de maturação, o que amplia o período de colheita, aumenta a produtividade e o lucro”, explica a pesquisadora do IAC, Mariângela Cristofani Yaly.

Uma preocupação da citricultura, nos últimos anos, é a ocorrência de mudanças climáticas. O pesquisador do IAC, Gabriel Constantino Blain acredita que o contínuo estudo das variações temporais do clima pelo IAC é fundamental para mitigação das implicações agronômicas do aquecimento global.

Garantia da sustentabilidade ambiental

Os defensivos e fertilizantes agrícolas desempenham papel importante na produtividade das lavouras. Porém, precisam ser monitorados para não contaminarem solo, águas superficiais e subterrâneas. O trabalho do Instituto Biológico (IB-APTA) é monitorar solo, água de rios, córregos, represas e animais não alvo para minimizar os riscos de contaminação e garantir a sustentabilidade ambiental.

Proteção das águas

O Instituto de Pesca(IP-Apta) realiza ações junto à cadeia produtiva para promover a importância da preservação da natureza. Uma delas é a palestra “Água: um bem comum”, que será realizada no dia 17/6, da 9h às 10h30, A atividade será ministrada pela pesquisadora científica Cacilda Thais Janson Mercante, do Centro de Pesquisa em Recursos Hídricos. O evento abordará a relação homem x água x natureza, destacando a importância da preservação da natureza, a fim de garantir água para as gerações futuras.

Integração de sistemas

O Instituto de Zootecnia (IZ-Apta) desenvolve sistemas de tratamento de efluentes de suínos e técnicas de consorciação de pastagens, que apontam resultados positivos e agregam valor e renda à produção animal dos produtores rurais.

Na unidade do IZ em Tanquinho – Piracicaba (SP) são realizadas pesquisas avançadas e de precisão direcionadas à eficiência alimentar dos suínos, para diminuir o custo de produção de forma direta e indireta, além de reduzir o impacto ambiental da atividade, como Produção de Proteína Animal Integrado (PPAI), água, energia e biofertilizantes. A tecnologia é viável para pequenos, médios e grandes produtores. “Além disso, é de fácil aplicação e baixo custo comparados a outras tecnologias similares, pois 100% do material e equipamentos são oriundos de empresas nacionais e localizadas em SP”, destaca a pesquisadora Simone Raymundo de Oliveira.

Já a utilização de leguminosas forrageiras em pastagens é alternativa sustentável para reduzir a emissão de gases do efeito estufa (GEE) na pecuária e aumentar a produtividade, conforme argumentam as pesquisadoras do IZ, Flávia Gimenes e Luciana Gerdes. Os benefícios são tanto na parte de solos, como vegetal (biológica, química e física) por meio da fixação biológica do nitrogênio –, “gerando um ambiente mais diversificado, alimento de melhor qualidade nutricional com maior teor de proteína bruta e melhor conversão do alimento consumido em produção de leite e carne. Com isso, haverá menor emissão de metano entérico por kg de produto gerado”, afirmam.

Embalagens e meio ambiente

A preocupação em avaliar o desempenho ambiental de sistemas de embalagem e de produtos acondicionados é um dos focos do trabalho do Instituto de Tecnologia de Alimentos (Ital), que auxilia associações, empresas e instituições públicas no uso racional dos recursos naturais, além de disponibilizar informações técnicas consistentes.

Nas publicações gratuitas online Avaliação do Ciclo de Vida: Princípios e Aplicações e Avaliação do Ciclo de Vida como Instrumento de Gestão estão reunidos conhecimentos de duas décadas de estudos do Instituto em Avaliação do Ciclo de Vida (ACV). A ferramenta permite identificar o impacto ambiental potencial associado a um produto ou atividade desde a extração das matérias-primas, produção, distribuição, uso até a disposição final, com aplicação direta dos resultados em gestão ambiental: melhoria de produtos, processos ou serviços; planejamento estratégico; elaboração de políticas públicas; suporte ao marketing; e subsídio para rotulagem ambiental.

Educação ambiental

Parte do lixo hoje descartado poderia ser reaproveitado ou reciclado. Para promover essa conscientização, a pesquisadora do Polo Regional de Piracicaba da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (Apta), Vera Lúcia Pimentel Salazar, desenvolveu projetos com professores de três escolas estaduais da cidade de Piracicaba, visando o compartilhamento das informações com os alunos do ensino fundamental.

Cadastro Ambiental Rural (CAR) e Programa de Regularização Ambiental

A Secretaria responde pela gestão do Sistema de Cadastro Ambiental Rural do Estado de São Paulo (Sicar) sendo que 150 extensionistas da Coordenadoria de Desenvolvimento Rural Sustentável (CDRS) foram capacitados em 2019 para análise do CAR. O documento é obrigatório para que os produtores acessem crédito rural ou obtenham autorizações ambientais. Centenas de cadastros e projetos de adequação ambiental já foram analisados pela equipe capacitada.

Projeto Recuperação de Matas Ciliares, Nascentes e Olhos D’água

Em Itapira, foram elaborados 19 projetos, dos quais nove já executados, com um investimento total dos produtores de R$ 282.948,00, dos quais R$ 138.250,00 foram reembolsados. “Em 2019, foram plantadas 26.300 mudas de essências nativas em 11,44 hectares de Áreas de Preservação Permanente em processo de restauração e construídas 3.610 metros de cerca de proteção e terraços em 100 hectares”, informa Roberto Machado, diretor da CDRS Regional Mogi Mirim.

Projeto Nascentes

A iniciativa do Governo do Estado com apoio de diversos parceiros promoveu recuperação ambiental, oferta de recursos hídricos à população e à agropecuária, incentivo à adoção de práticas conservacionistas integradas. Ele foi desenvolvido como projeto modelo em três municípios: em Holambra, com um investimento R$ 4 milhões e o plantio de 27 mil mudas de essências nativas,; e em Botucatu e Pardinho, no qual foram investidos de R$ 5 milhões na instalação de 120 fossas sépticas biodigestoras.

Produção orgânica e agroecológica

A Secretaria realizou capacitações e eventos, como a Semana de Agricultura Orgânica de Campinas, Dias de Campo, palestras, seminários e a edição de publicações técnicas. Também desenvolveu e disponibilizou ao mercado semente certificada de milho exclusiva para a produção orgânica. Extensionistas também participam do Grupo Técnico do Projeto SP Orgânico, instituído pela Secretaria em 2019.

Fonte: Sec. de Agricultura de SP

Programa de Bolsas de Iniciação Científica do Instituto de Pesca estão com inscrições abertas até dia 15 de junho

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A Coordenação do Programa de Bolsas de Iniciação Científica do Instituto de Pesca informa que os editais 2020-2021 dos Programas PIBIC e PIBITI estão com inscrições abertas até o dia 15 de junho de 2020, devendo ser realizadas exclusivamente via e-mail. O edital e a ficha de inscrição, bem como outras informações, podem ser consultados no endereço eletrônico PIBIC/PIBIT (clique aqui).

Mais informações pelo e-mail: pibicip@gmail.com

Covid-19: Instituto Adolfo Lutz (IAL) abre concurso emergencial para compor força de trabalho

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Atenção! Foi publicado no Diário Oficial, no último dia 30 de maio, processo Seletivo Simplificado da Coordenadoria de Controle de Doenças,  para atender o Instituto Adolfo Lutz, com as vagas para ATAS (Biologista ou Biomédicos), Auxiliar de Laboratório, Técnico de Laboratório e Oficial de Saúde. As inscrições vão até o dia 14 de junho.

Clique aqui para ter acesso ao edital: Edital de CTD

Para mais informações: Zambini.org.br

Convocação Reunião Mensal – Junho/2020 Online

EDITAL DE CONVOCAÇÃO

 

Estão convocados os membros da Diretoria Executiva, Conselho Deliberativo e Representantes dos Institutos de Pesquisa, biênio 2020/2021, para participarem da reunião mensal desta entidade, no dia 16 de junho de 2020, às 14h00, online, no endereço eletrônico a ser divulgado, com a seguinte pauta:

 

    1. Informações da Presidência:
      1. Divulgação de vídeos;
      2. Novas instalações;
      3. Site da APqC;
      4. Ofícios à SAA;
      5. Solicitação de reunião vice-diretora do Instituto Butantan;
      6. Emenda parlamentar à LDO;
      7. Ofícios resposta dos diretores de institutos da APTA. Encaminhamentos.
    2. Informações da Tesouraria:
      1. Relatório financeiro;
      2. Prorrogação do vencimento da anuidade para 31/08;
      3. Revisão do valor de ressarcimento de despesas de deslocamento.
    3. Informações da Assessoria Jurídica:
      1. Esclarecimento de dúvidas em consequência da Lei Complementar 173/2020;
      2. Informações sobre ações em andamento;
      3. Liminar para suspensão de aumento de alíquota de previdência.
    4. Contratação de empresa para desenvolvimento de banco de dados com recursos de inteligência artificial. Diretrizes e orçamento;
    5. Reunião com Diretor Científico da FAPESP: ciência e encaminhamentos;
    6. Manifestações da APqC:
      1. Repudio às declarações do Ministro do Meio Ambiente;
      2. Contestação à informação do Secretário de Agricultura sobre reestruturação.
    7. Outros assuntos.

 

 

João Paulo Feijão Teixeira

Presidente da APqC

 

Campinas, 04 de junho de 2020

 

Os interessados em particionar da Reunião Online deverão solicitar o envio do link para acesso a Plataforma Google Meet no e-mail secretaria.apqc@gmail.com, no  máximo 1 dia da reunião.

Baixar em PDF: Convocação reunião 16_06_2020

 

 

Semana do Meio Ambiente: Instituto Florestal promove debate virtual sobre a Festa das Árvores

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A 1ª Festa das Árvores no Brasil foi comemorada em 1902 no Estado de São Paulo, há 118 anos. Realizado no município de Araras, o evento tinha como missão cultivar o amor à natureza celebrando a importância das nossas florestas. Foi uma grande festa, com música, poesia, plantio, e toda população envolvida. Como parte da Semana do Meio Ambiente e buscando resgatar esse ideal, o Instituto Florestal convida a todos e todas para uma roda de conversa sobre a origem da Festa das Árvores com Felipe Zanusso (Pesquisador da Unicamp) e Janes Jorge (Professor do Departamento de História da Universidade Federal de São Paulo), que será realizada hoje (4 de junho), às 15h. O acesso para entrar na sala virtual pode ser feito pelo link: Café Virtual. Também será possível acompanhar o evento pela página do Instituto Florestal no Facebook. Os interessados receberão certificado de participação.

Confira a programação de hoje (3) da Semana do Meio Ambiente promovida pela SIMA

 

Com o tema “Preservar o Meio Ambiente é Essencial”, a Secretaria de Infraestrutura e Meio Ambiente (SIMA) promove desde a segunda-feira a Semana do Meio Ambiente. Neste ano, a maioria dos eventos em comemoração ao Dia Mundial do Meio Ambiente, celebrado na sexta-feira (5), ocorrerá virtualmente. Confira a programação dos eventos de hoje, 3 de junho, e acompanhe nos links disponibilizados abaixo.

10h
Instituto de Botânica (Teams)
Chat com especialistas “A Pós-Graduação do Instituto de Botânica – Pesquisas, Orientadores e alunos”

11h
Instituto Geológico (Teams + Facebook)
Webinar: Meio Ambiente, Defesa e Proteção Civil

14h
Fundação Florestal (Teams)
Oficina ODS – EE Caetetus, APA de Itupararanga, PE Jaragua e APA Tietê-Jumirim

14h
SIMA – CEA (Youtube)
Participe: Convivência entre o ser humano, animais domésticos e animais silvestres

15h
Fundação Florestal (Meet)
Tarde científica – Mudanças Climáticas Globais e Saúde Planetária

15h
SABESP (Instagram)
Live educativa
“Como fazer um terráreo em casa?”

19h
Mostra Ecofalante – Abertura com Chico Guariba e Laís Bodanzky

Semana do Meio Ambiente: APqC lança vídeo sobre os institutos de pesquisa que atuam na área ambiental

Em meio às comemorações pela Semana do Meio Ambiente, a Associação dos Pesquisadores Científicos do Estado de São Paulo (APqC), em parceria com a Peripécia Filmes, lança o segundo vídeo da série que aborda o papel dos institutos de pesquisa do Estado de São Paulo no desenvolvimento do país. Neste episódio são abordados os institutos que têm suas pesquisas voltadas para a área do Meio Ambiente – os institutos Florestal, Geológico e de Botânica. De que forma eles contribuem para o bem estar da sociedade e para o equilíbrio do ecossistema? Veja como as pesquisas realizadas pelos cientistas estão presentes no dia a dia das pessoas e ajude a divulgar nosso trabalho. Fiquem atentos, os próximos vídeos abordarão os institutos das áreas de Saúde e Agricultura.

Semana do Meio Ambiente tem início hoje com série de atividades gratuitas

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Com o tema “Preservar o Meio Ambiente é Essencial”, a Secretaria de Infraestrutura e Meio Ambiente (SIMA) promove a partir de hoje, 1 de junho, a Semana do Meio Ambiente. Neste ano, a maioria dos eventos em comemoração ao Dia Mundial do Meio Ambiente, celebrado na sexta-feira (5), ocorrerá virtualmente. Abrindo a semana, a SIMA apresenta os resultados das ações de estímulo aos sistemas agroflorestais do Projeto de Desenvolvimento Rural Sustentável (PDRS) Microbacias II e traz informações sobre outras estratégias que vem adotando para incentivar as atividades, como a utilização do Fundo Estadual de Recursos Hídricos (Fehidro).

A equipe da Coordenadoria de Fiscalização e Biodiversidade (CFB) da SIMA vai apresentar as experiências de implantação dos sistemas agroflorestais no PDRS e os trabalhos que vem sendo realizados para monitorar os impactos dessa implantação. O Projeto teve como objetivo promover o desenvolvimento rural sustentável no Estado e foi elaborado há dez anos em parceria com a Secretaria de Agricultura e Abastecimento (SAA).

Entre os anos de 2010 e 2018, foram investidos R$ 10 milhões para a implantação de sistemas agroflorestais no PDRS com recursos oriundos do Governo do Estado e do Banco Mundial. Para assistir o webinar basta clicar aqui.

Confira abaixo a programação:

14:00 – 14:15 – O panorama dos sistemas agroflorestais – SAFs no Estado de São Paulo – Neide Araujo – Assessoria da CFB

14:15-14:20 – Projeto de Desenvolvimento Rural Sustentável – PDRS/Microbacias II – O porquê do apoio a SAFs – Neide Araujo – Assessoria da CFB

14:20 – 14:35 – A elaboração e execução dos projetos de SAFs -Elder Stival Cezaretti – Especialista Ambiental – CFB

14:35 – 14:50 – Os SAFs do PDRS – Fernanda Peruchi – Engenheira – Instituto Florestal

14:50 – 15:05 – Resultados do PDRS – Edson Albaneze Rodrigues Filho – Especialista Ambiental – CFB

15:00 – 15:15 – Aprendizados do PDRS – Marina Eduarte Pereira – Socióloga – CFB

15:15 – 15:25 – Os SAFs no Projeto Conexão Mata Atlântica – palestrante a confirmar

15:25 – 15: 30 – A inserção de SAFs no FEHIDRO – Projeto FEHIDRO Monitoramento como continuidade do PDRS – Neide Araujo – Assessoria da CFB

15:30 – 15:40 – As ações de apoio e capacitação no Projeto FEHIDRO Monitoramento dos impactos de SAF – Neide Araujo – Assessoria da CFB

15:40 – 15:55 – As ações de monitoramento – Ana Eliza Baccarin Leonardo – Especialista Ambiental – CFB

15:55 – 16:00 – Encerramento -Neide Araujo – Assessoria da CFB

Para ter acesso à programação completa da Semana do Meio Ambiente acesso o site da SIMA clicando aqui.

Fonte: Assessoria de Imprensa – SIMA

Carta aberta: APqC repudia declarações do ministro do Meio Ambiente e clama por ações políticas harmônicas

apqc1Nesse momento em que o mundo vive uma das suas maiores crises em decorrência da pandemia do coronavírus, roga-se aos nossos governantes que adotem uma visão indissociável entre humanos, animais e meio ambiente, cientes de que qualquer alteração nesta relação pode provocar desequilíbrio e, consequentemente, a propagação de doenças, conforme artigo publicado no dia 14 de maio de 2020 pela Dra. Maria Izabel Merino de Medeiros (leia aqui), em que se retrata a importância da saúde única como estratégia que buscar garantir o bem estar ao planeta e seus habitantes.

Na contramão do que se espera de nossa cúpula política seguiu a fala de Ricardo Salles, ministro do Meio Ambiente, que assistimos com indignação no dia 22 de maio de 2020. Nela, Salles sugere que o presidente da república aproveite-se da tragédia social, sanitária e econômica provocada pela pandemia para alterar regras do ordenamento jurídico ambiental sem qualquer debate com a sociedade ou especialistas. Em suas palavras, o governo federal deveria “passar a boiada” enquanto a imprensa e a opinião pública estão “distraídas” com a crise.

Infelizmente o comportamento do ministro não é surpresa para a Associação dos Pesquisadores Científicos do Estado de São Paulo (APqC), pois quando ocupou o cargo de secretário do Meio Ambiente no Estado de São Paulo foi representado por nossa associação junto ao Ministério Público pela tentativa de venda/concessão de 34 áreas do Instituto Florestal, dentre as quais encontram-se os biomas mais ameaçados do Estado de São Paulo como o Cerrado e a Floresta Estacional Semidectual, colocando em risco de extinção várias espécies da flora e fauna.

Ricardo Salles tentou ainda negociar a sede do Instituto Geológico, mesmo com parecer contrário da própria consultoria jurídica do Estado, e foi condenado em 1ª instância por improbidade administrativa por alterar ilegalmente o zoneamento da proposta de plano de manejo da Área de Proteção Ambiental da Várzea do rio Tietê, devendo essa decisão ser confirmada em 2ª instância.

Dessa forma, a APqC pleiteia da liderança política ações harmônicas dentre as pastas da Agricultura, Saúde, Meio Ambiente e Economia, sob o olhar de um sistema único, a fim de evitarmos no futuro uma nova catástrofe como a vivenciada hoje, permanecendo a associação sempre alerta em defesa da ciência, tecnologia e inovação em benefício do povo brasileiro.

Associação dos Pesquisadores Científicos do Estado de São Paulo (APqC)
Gestão 2020-2021

Secretário de Agricultura fala sobre o agro paulista e suas perspectivas futuras

 

Confira como foi o bate-papo promovido ontem (28) pela Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, reunindo o Secretário Gustavo Junqueira e os Coordenadores da CDA, CDRS, CODEAGRO e APTA, sob a moderação da Diretoria de Recursos Humanos. O vídeo conta com a participação de pesquisadores.

Pesquisas do Instituto Agronômico de Campinas trazem impactos positivos para toda a cadeia de produção do café

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A Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo desenvolve, há mais de um século, trabalhos relacionados ao café, produto que ocupa o quinto lugar no valor da produção agropecuária do Estado. Os trabalhos com a cultura passam por toda a cadeia de produção, se iniciando nos laboratórios científicos e campos experimentais até chegar na xícara do consumidor. Conheça parte das ações desenvolvidas pela Pasta que beneficia produtores rurais, indústria e consumidores.

Dia Nacional do Café: confira 10 curiosidades da bebida que é preferência nacional

Novas cultivares 

O desenvolvimento de novas cultivares de plantas ‒ mais produtivas, resistentes a doenças e com características que agradam produtor, indústria e consumidor ‒ é o carro-chefe do trabalho do Instituto Agronômico (IAC), vinculado à Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo. Um dos destaques é o desenvolvimento de 70 cultivares de café para o setor de produção. As cultivares IAC Mundo Novo, Catuaí Vermelho e Catuaí Amarelo representam 80% do café arábica produzido no Brasil, aproximadamente.

Além das pesquisas com café do tipo arábica, o IAC, em conjunto com unidade regional da APTA e a Coordenadoria de Desenvolvimento Rural Sustentável (CDRS) desenvolvem trabalhos com café do tipo robusta para alavancar a cafeicultura em regiões marginais ao café arábica. O objetivo é desenvolver materiais de alta qualidade em São Paulo, que é o maior consumidor, torrefador e solubilizador desse tipo de café do Brasil.

Sanidade

A sanidade do café é uma das preocupações da Secretaria de Agricultura e Abastecimento, que desenvolve trabalhos na área com a Coordenadoria de Defesa Agropecuária (CDA) e o Instituto Biológico (IB-APTA).

Nos laboratórios do IB, em Campinas, são realizados projetos de pesquisa, prestação de serviços de análise nematológica, diagnóstico de pragas e doenças e transferência de tecnologia, por meio de treinamentos especializados. As parcerias com a iniciativa privada são constantes, captando recursos e gerando informações essenciais para o manejo de pragas, doenças e nematoides, por meio de agentes biológicos, inimigos naturais e produtos químicos. Além disso, o Instituto realiza trabalhos de transferência de tecnologia para todo o setor de produção e dá suporte junto a outros órgãos da SAA, na elaboração de legislação que protege a cadeia de produção com relação às principais ameaças fitossanitárias.

Os trabalhos do IB envolvem a identificação de espécies de nematoides e avaliação da resistência de cafeeiros aos nematoides das galhas e das lesões radiculares, que têm ocorrência frequente nos cafezais paulistas e brasileiros. Essa ação é desenvolvida em conjunto com a Coordenadoria de Defesa Agropecuária, que faz a certificação de viveiros de mudas de café em São Paulo, para evitar que sejam disponibilizadas ao setor de produção mudas contaminadas com nematoides. O Estado possui 74 viveiros certificados pela Defesa Agropecuária. Em 2018, a Secretaria de Agricultura publicou uma resolução relacionada à produção de mudas isentas de plantas invasoras e de nematoides do gênero Meloidogyne spp. e das espécies Pratylenchus jaehni e Pratylenchus coffeae. A legislação, que é referência brasileira, prevê que, a partir de 2022, não sejam mais comercializadas mudas de café com solo no substrato.

Ainda em sanidade do café, o IB desenvolve diagnósticos de doenças do cafeeiro, com destaque para a mancha aureolada, que se tornou relevante nos últimos anos no Brasil. O IB tem ainda atuação relevante no diagnóstico e manejo das espécies de ácaros encontradas em cafeeiros.

Apoio aos cafeicultores 

O trabalho de extensão rural desenvolvido pela Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, executado pela CDRS, tem papel fundamental no apoio aos cafeicultores paulistas, principalmente nas pequenas propriedades, e na consolidação de suas organizações, atuando de forma estreita com a pesquisa científica, também desenvolvida pela Pasta.

“Nesse contexto, a Secretaria realiza um trabalho de capacitação, difusão de conhecimento, novas tecnologias de produção e Boas Práticas Agropecuárias e de gestão, por meio da realização de Dias de Campo, seminários, palestras, cursos, implementação de Unidades Demonstrativas de Tecnologia, entre outros, levando em consideração as características regionais e as necessidades dos produtores, atuando de forma local, mas pensando de forma global”, ressalta José Luiz Fontes, coordenador da CDRS, acrescentando que as ações extensionistas têm sido desenvolvidas de forma ampla.

Os técnicos extensionistas têm papel importante para a melhoria da qualidade do café paulista, orientando quanto ao momento ideal de se iniciar a colheita dos grãos e o processamento do café no terreiro. Em Franca, uma das mais tradicionais regiões produtoras de café em São Paulo, a CDRS auxiliou na transferência de tecnologias atualmente consolidadas como o manejo de mato, poda e redução de espaçamento, ações com grande impacto na produtividade e qualidade do café. Hoje, há projeto em conjunto com o IB para Manejo Integrado de Pragas (MIP), visando à redução no uso de defensivos agrícolas.

Outro destaque foi o projeto Microbacias II, executado pela Secretaria de Agricultura, por meio da CDRS, que beneficiou 22 organizações rurais da cadeia produtiva do café, sendo 18 associações e quatro cooperativas que, além de agregação de valor à produção, tiveram uma maior inserção no mercado, em um investimento total de R$ 16,4 milhões, dos quais R$ 11,5 milhões foram apoiados com recursos do Projeto. Diretamente, foram beneficiadas 530 famílias rurais, mas o número de beneficiados indiretos é muito maior, pois alcança população de cidades inteiras, gerando impacto na economia local e regional.

Inovação e qualidade

Ao longo de sua história, o Instituto de Tecnologia dos Alimentos (ITAL-APTA) tem atuado para garantir a qualidade do café brasileiro. Exemplo é o estabelecimento de norma técnica para fixação de identidade e qualidade da bebida de café torrado em grão e moído para a classificação em gourmet, superior e tradicional. O trabalho foi feito em conjunto com a Associação Brasileira da Indústria do Café (Abic), o Sindicato da Indústria de Café do Estado de São Paulo (Sindicafé-SP), o Laboratório Carvalhaes e diversas empresas.

Além de verificar a pureza do café, como laboratório credenciado da Abic, o ITAL realiza outras análises microscópicas, como a detecção de matérias estranhas e, desde o fim da década de 1990, desenvolve estudos relacionados à prevenção da contaminação do café, do pé até a bebida, por ocratoxina A, composto tóxico produzido por algumas espécies de fungos. Tais estudos levaram ao estabelecimento de resolução da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que controla os limites de micotoxinas em alimentos.

Também são importantes os ensaios relacionados a embalagens de café e o desenvolvimento de novos processos e produtos, como os preparados para bebidas instantâneas com café, cappuccino, bolos, biscoitos, chocolates, recheios, barras de cereais, balas e o inusitado Cafessaí.

A parceria entre o ITAL e o IAC permitiu a evolução das regiões cafeeiras do Estado. Como exemplo, houve pesquisa para obtenção de indicadores ambientais da produção de café arábica, a partir da metodologia de Avaliação de Ciclo de Vida (ACV), via Programa Pesquisa Café. Outro trabalho conjunto foi a determinação da influência das mudanças climáticas nos sólidos solúveis em resíduos da produção, com utilização desses em novos produtos.

Fonte: Assessoria da Secretaria de Agricultura e Abastecimento

Coronavírus: a Ciência combate a pandemia e é afetada por ela

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Podcast da Revista Fapesp, em parceria com a Rádio Usp, revela – entre outros assuntos – como o combate ao coronavírus, mais especificamente o isolamento social, está interferindo na vida de pesquisadores científicos. Veja abaixo alguns dos entrevistados:

A bióloga Fernanda Staniscuaski, pesquisadora da UFRGS e coordenadora do projeto “Parent in Science”, fala sobre o impacto do isolamento social na produtividade de cientistas que têm filhos, em especial das mulheres.

A engenheira agrônoma Juliana Teixeira Yassitepe, da Embrapa, explica como concilia o trabalho de pesquisa e os cuidados com a família em meio às restrições impostas pela pandemia.

O infectologista Fábio Leal, da Faculdade de Medicina da Universidade Municipal de São Caetano do Sul, mostra os resultados da estratégia de identificação e monitoramento de pessoas com Covid-19 que está sendo aplicada na cidade, testando a população em suas casas.

Dayane Machado, doutoranda do Departamento de Política Científica e Tecnológica da Unicamp, comenta pesquisa que registrou índices elevados de confiança da sociedade na ciência durante a crise do novo coronavírus.

PARA OUVIR O PROGRAMA CLIQUE AQUI

Pesquisadores desvendam mecanismo que torna Covid-19 mais grave em diabéticos

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Um grupo brasileiro de pesquisadores desvendou uma das causas da maior gravidade da COVID-19 em pacientes diabéticos. Como mostraram os experimentos feitos em laboratório, o teor mais alto de glicose no sangue é captado por um tipo de célula de defesa conhecido como monócito e serve como uma fonte de energia extra, que permite ao novo coronavírus se replicar mais do que em um organismo saudável. Em resposta à crescente carga viral, os monócitos passam a liberar uma grande quantidade de citocinas [proteínas com ação inflamatória], que causam uma série de efeitos, como a morte de células pulmonares.

O estudo, apoiado pela FAPESP, é liderado por Pedro Moraes-Vieira, professor do Instituto de Biologia da Universidade Estadual de Campinas (IB-Unicamp), e por pesquisadores que integram a força-tarefa contra a COVID-19 da universidade, coordenada por Marcelo Mori, também professor do IB-Unicamp e coautor do trabalho.

O artigo encontra-se em revisão na Cell Metabolism, mas já está disponível em versão preprint, ainda não revisada por pares.

“O trabalho mostra uma relação causal entre níveis aumentados de glicose com o que tem sido visto na clínica: maior gravidade da COVID-19 em pacientes com diabetes”, diz Moraes-Vieira, pesquisador do Experimental Medicine Research Cluster (EMRC) e do Centro de Pesquisa em Obesidade e Comorbidades (OCRC), um Centro de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPID) apoiado pela FAPESP, com sede na Unicamp.

Por meio de ferramentas de bioinformática, os pesquisadores analisaram inicialmente dados públicos de células pulmonares de pacientes com quadros médios e severos de COVID-19. Foi observada uma superexpressão de genes envolvidos na chamada via de sinalização de interferon alfa e beta, que está ligada à resposta antiviral.

Os pesquisadores observaram ainda no pulmão de pacientes graves com COVID-19 uma grande quantidade de monócitos e macrófagos, duas células de defesa e de controle da homeostase do organismo.

Monócitos e macrófagos eram as células mais abundantes nas amostras e as análises mostraram que a chamada via glicolítica, que metaboliza a glicose, estava bastante aumentada.

As análises por bioinformática foram realizadas pelos pesquisadores Helder Nakaya, professor da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Universidade de São Paulo (FCF-USP), e Robson Carvalho, professor do Instituto de Biociências de Botucatu da Universidade Estadual Paulista (IBB-Unesp).

Glicose e vírus

O grupo da Unicamp realizou, então, uma série de ensaios com monócitos infectados com o novo coronavírus, em que eles eram cultivados em diferentes concentrações de glicose. Os experimentos foram feitos no Laboratório de Estudos de Vírus Emergentes (Leve), que tem nível 3 de biossegurança – um dos mais altos –, e é coordenados por José Luiz Proença Módena, professor do IB-Unicamp apoiado pela FAPESP e coautor do trabalho.

“Quanto maior a concentração de glicose no monócito, mais o vírus se replicava e mais as células de defesa produziam moléculas como as interleucinas 6 [IL-6] e 1 beta [IL-1β)] e o fator de necrose tumoral alfa, que estão associadas ao fenômeno conhecido como tempestade de citocinas, em que não só o pulmão, como todo o organismo, é exposto a essa resposta imunológica descontrolada, desencadeando várias alterações sistêmicas observadas em pacientes graves e que pode levar à morte”, diz Moraes-Vieira.

Os pesquisadores usaram então, nas células infectadas, uma droga conhecida como 2-DG, utilizada para inibir o fluxo de glicose. Eles observaram que o tratamento bloqueou completamente a replicação do vírus, assim como o aumento da expressão das citocinas observadas anteriormente e da proteína ACE-2, aquela pela qual o coronavírus invade as células humanas.

Além disso, usaram uma droga que está sendo testada em pacientes com alguns tipos de câncer. Assim como alguns análogos, a 3-PO inibe a ação de um gene envolvido no aumento do fluxo de glicose nas células. O resultado da sua aplicação foi o mesmo da 2-DG: menos replicação viral e menos expressão de citocinas inflamatórias.

Os resultados que indicaram maior atividade da via glicolítica frente à infecção foram obtidos por meio de análises proteômicas dos monócitos infectados, realizadas em colaboração com Daniel Martins-de-Souza, professor do IB-Unicamp apoiado pela FAPESP.

Por fim, as análises mostraram que o mecanismo era mediado pelo fator induzido por hipóxia 1 alfa. Como é estudada em diversas doenças, é sabido que essa via é mantida estável, em parte pela a presença de espécies reativas de oxigênio na mitocôndria, a usina de energia das células.

Os pesquisadores usaram então antioxidantes nas células infectadas e viram que a hipóxia 1 alfa diminuía a sua atividade e, assim, deixava de influenciar o metabolismo da glicose. Como consequência, fazia com que o vírus parasse de se replicar nos monócitos, as células de defesa infectadas, que não mais produziam citocinas tóxicas para o organismo.

“Quando intervimos no monócito com antioxidantes ou com drogas que inibem o metabolismo da glicose, nós revertemos a replicação do vírus e também a disfunção em outras células de defesa, os linfócitos T. Com isso, evitamos ainda morte das células pulmonares”, diz Moraes-Vieira.

Os estudos com linfócitos T e a análise da expressão de hipóxia 1 alfa em pacientes foram realizados em colaboração com Alessandro Farias, professor do IB-Unicamp e coautor do trabalho.

Como as drogas usadas nos experimentos com células estão atualmente em testes clínicos para alguns tipos de câncer, poderiam futuramente ser testadas em pacientes com COVID-19.

O trabalho tem como primeiros autores Ana Campos Codo, bolsista de mestrado da FAPESP; Gustavo Gastão Davanzo, que tem bolsa de doutorado da FAPESP e Lauar de Brito Monteiro, também bolsista de doutorado, todos no IB-Unicamp sob orientação de Moraes-Vieira.

“Esse trabalho só foi possível devido às colaborações, ao empenho dos alunos de pós-graduação, que tem trabalhado noite e dia nesse projeto, e ao financiamento rápido do FAEPEX [Fundo de Apoio ao Ensino, à Pesquisa e à Extensão] da Unicamp e da FAPESP”, diz Moraes-Vieira.

O artigo “Elevated glucose levels favor SARS-CoV-2 infection and monocyte response through a HIF-1α/glycolysis dependent axis” pode ser lido aqui.

Com informações de André Julião, Agência FAPESP

Instituto de Zootecnia abre inscrição para bolsa Fapesp de pós-doutorado em microbiologia

IZ

O Instituto de Zootecnia, da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, torna pública edital de inscrições para candidatura de uma bolsa de Pós-Doutorado na área de Microbiologia Veterinária e Biologia Molecular, vinculada a projeto que será desenvolvido no Centro de Pesquisa de Bovinos de Leite, cujo objetivo será avaliar e desenvolver alternativas para tratamento de mastite bovina, o qual participa do Plano de Desenvolvimento Institucional de Pesquisa do Instituto de Zootecnia (PDIP/IZ). O bolsista ficará lotado no Laboratório de Referência de Qualidade do Leite, do Centro de Pesquisa de Bovinos de Leite, na unidade do IZ em Nova Odessa, SP.

Os candidatos devem possuir título de doutor no país ou no exterior obtido há, no máximo, 5 anos a partir da data final para inscrição, e experiência na realização de análises microbiológicas e de biologia molecular na área de mastite bovina e produção animal sustentável, para desenvolver projeto de pesquisa que se enquadre no tema “Avaliação do efeito de bacteriocinas e óleos essenciais e sua associação contra patógenos multirresistentes isolados de mastite bovina”.

O projeto de pesquisa envolve atividades como coletas de amostras biológicas, técnicas laboratoriais de isolamento e identificação microbiológica de patógenos da mastite bovina, pesquisa de cepas resistentes e alternativas terapêuticas com uso de óleos essenciais, e pesquisa de genes por métodos de Biologia Molecular.
O bolsista também poderá conduzir trabalhos de mestrado e doutorado de alunos ligados ao projeto, auxílio na redação de relatórios e de artigos científicos.

A bolsa, com duração de até 12 meses, será financiada pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP) e vinculada ao PDIP. O selecionado receberá Bolsa de Pós-Doutorado da FAPESP no valor de R$ 7.373,10 mensais e Reserva Técnica equivalente a 15% do valor anual da bolsa para atender a despesas imprevistas e diretamente relacionadas à atividade de pesquisa.

Para inscrições contate pelo e-mail lenira@iz.sp.gov.br com a súmula curricular nos modelos da FAPESP, acesse o site aqui, envie carta de motivação evidenciando os pré-requisitos exigidos (máximo de 200 palavras) e três cartas de recomendação, com prazo até o dia 15/06/2020. Para mais informações clique aqui.

Instituto Floresta realiza debate virtual sobre alterações na Lei da Mata Atlântica na próxima quinta

O Instituto Florestal convida para mais uma edição do projeto Café Virtual no IF (pelo Zoom). O tema será “As alterações na Lei da Mata Atlântica e consequências para o bioma”, com Clayton Lino (RBMA), João de Deus Medeiros (RMA) e Mário Mantovani (SOS Mata Atlântica). O debate acontece no dia 28 de maio de 2020, quinta-feira, às 15 horas. Inscreva-se antecipadamente para esta reunião no site: www.iflorestal.sp.gov.br

Mais informações no cartaz abaixo.

IF (2)

 

Unidades da APTA realizam colheitas de grãos e novas pesquisas levam resultados ao agro paulista

apqc1Unidades de pesquisa da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado, vêm realizando colheitas de grãos ligadas a diversos experimentos. Os órgãos tomam todas as precauções de saúde necessárias em relação ao momento atual e as pesquisas seguem levando resultados para o agro paulista.

No Polo de Pindorama da APTA, a colheita de amendoim realizada nas últimas semanas deverá fornecer informações importantes sobre novas cultivares, além do combate a uma praga que preocupa o produtor.

“As colheitas que foram realizadas se referem a duas linhas de pesquisa: a primeira é sobre melhoramento de amendoim e desenvolvimento de novas cultivares, e a segunda, sobre a avaliação e controle do percevejo-preto, uma praga de solo que ataca a cultura”, diz Marcos Michelotto, pesquisador da APTA e um dos responsáveis pelos trabalhos.

As pesquisas com melhoramento, coordenadas pelo pesquisador Ignácio Godoy, do Instituto Agronômico (IAC-APTA), visam obter cultivares de amendoim que apresentem maior resistência a doenças e também maior produtividade, explica Michelotto.

“Colhemos as vagens e enviamos para análise no instituto, onde se analisa a produtividade e se as características das cultivares atendem às exigências do mercado, podendo ser disponibilizadas como opção ao produtor”, acrescenta.

Classificação

Quanto a outra pesquisa, o grupo liderado pelo pesquisador vem buscando maneiras de melhor conhecer e combater o percevejo-preto (Cyrtomenus mirabilis). “Essa praga pode estar presente na plantação sem que o agricultor se dê conta, uma vez que o inseto ataca as vagens no solo, danificando os grãos”, detalha Michelotto.

Segundo o pesquisador da APTA, o problema pode ser percebido apenas durante o beneficiamento, onde os grãos danificados pelo percevejo acabam tendo sua classificação rebaixada e recebendo valor de mercado bem menor.

“Testamos alguns tipos de inseticidas e pretendemos avaliar tanto a eficiência de cada um no controle do percevejo, quanto a persistência de resíduo no grão colhido”, explica. A questão do controle de resíduos, defende o pesquisador, é essencial para a saúde do consumidor e necessária para adentrar mercados exigentes, como o europeu.

“Também estamos testando alternativas de controle biológico, utilizando nematoides e fungos entomopatogênicos para combater o percevejo”, salienta. Outra aposta é a utilização de compostos à base de enxofre, que agem como repelentes. “Eles impedem que o inseto permaneça na área, ou reduzem sua alimentação e, consequentemente, seus danos, controlando a praga durante todo o ciclo do amendoim”, diz o especialista.

Resultados

Feita a colheita, a hora é de analisar os resultados obtidos para averiguar quais tratamentos empregados foram eficazes. Para isso, o corpo de estagiários do projeto está auxiliando o pesquisador na limpeza dos grãos, contagem de insetos presentes e de grãos avariados e mensuração dos danos observados.

Outras amostras foram enviadas ao laboratório contratado para realizar os testes de resíduos de agrotóxicos. “Nesse projeto, contamos com a parceria de empresas do setor que têm interesse direto em resolver o problema, que pode causar perdas da ordem de 20 a 30% da produção”, salienta Michelotto.

Além do amendoim, pesquisas com soja também estão fornecendo novos resultados na APTA. Na Unidade de Pesquisa e Desenvolvimento de Itapetininga, foram realizadas as colheitas de um relevante projeto realizado em parceria com a cooperativa Coplacana. “Neste projeto, avaliamos mais de 25 variedades de soja quanto a diversas características de produção”, diz o pesquisador da APTA Carlos Frederico Rodrigues, responsável pela unidade.

Ele explica que o projeto terá duração de cinco anos, estando atualmente no terceiro. Nesse período, as cultivares serão avaliadas a cada nova safra, formando-se um ranking de acordo com seu potencial produtivo. “Objetivamos estabelecer uma espécie de ‘selo de desempenho’ para as cultivares, de acordo com o desempenho de cada uma”, aponta.

Mais que expor as características produtivas da planta propriamente ditas, o projeto quer auxiliar o produtor a fazer a melhor escolha, levando-se em conta seu potencial de investimento, demanda de produção, capacidade instalada em termos de maquinário, entre outros fatores. “Começamos cultivando todas em áreas de diferentes tamanhos e, quando identificamos que uma cultivar tem bom desempenho, plantamos em maior escala no próximo ano – um desafio de produção comercial”, comenta Rodrigues.

Variedades

Além das variedades comercialmente conhecidas, a pesquisa trabalha com muitas advindas de instituições de pesquisa e assistência técnica, como a Coordenadoria de Desenvolvimento Rural Sustentável (CDRS), da pasta, e a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). Essas variedades de sojas convencionais são, na opinião do pesquisador, interessantes para inserção junto ao agricultor familiar.

Outro intuito da pesquisa, informa o responsável, é difundir e estimular a técnica de plantio direto para soja, considerada vantajosa em termos de conservação do solo. “Todas as variedades do experimento foram cultivadas em plantio direto”, lembra Rodrigues.

“Estamos agora iniciando o plantio de aveia, uma cultura de inverno que será colhida para semente e, depois, servirá de palhada para o novo plantio de soja – que deve ocorrer em outubro”, diz. Algumas variedades foram observadas no sistema ILPF (Integração Lavoura Pecuária Floresta) da unidade, e, nesses cenários de integração, serão avaliadas a partir da safra 2020-2021, incluindo dados climáticos em tempo real e contínuo.

O pesquisador conta que, uma vez por ano, ocorre na UPD o evento Caminhos da Soja, onde os produtores rurais têm a possibilidade de conhecer os resultados levantados pela pesquisa e utilizar deste conhecimento para selecionar as variedades que mais lhe convenham.

“É uma vitrine tecnológica”, ressalta Rodrigues, acrescentando que a Unidade também realiza pesquisas com milho na mesma linha. “Visitas monitoradas nesses sistemas de produção são agendadas com colegas da CDRS, produtores e estudantes, durante todas as fases da cultura”, completa.

Colheita

Também é tempo de colheita no Polo de Adamantina da APTA. A região, assim como a de Itapetininga, assiste a uma expansão considerável da sojicultura. “A soja é uma commodity de segurança em relação à comercialização futura e demanda”, pontua Fernando Nakayama, pesquisador e diretor do Polo, apontando esse fator como um promotor do interesse dos agricultores paulistas na cultura.

“Os produtores começaram a querer informação, procurar variedades e a gente se sentiu na obrigação, como Instituição de Pesquisa, de gerar essa informação e fazer essa difusão”, contextualiza.

De acordo com Nakayama, as pesquisas estão na primeira etapa – e a de maior demanda –, que é a escolha das cultivares de soja adaptadas à região. Para isso, as empresas de sementes são convidadas a terem suas variedades avaliadas. “O que é feito é plantar faixas de cultivares onde avaliamos o comportamento geral de cada uma, fazemos a biometria e constatamos a produtividade”, relata o pesquisador. “Posteriormente, geramos o resultado e disponibilizamos para o produtor”, finaliza.

No Polo, experimentos similares são feitos também com variedades de milho de interesse para a região. Periodicamente, como forma de transferência de tecnologia, são realizados dias de campo para os produtores rurais conhecerem as cultivares disponíveis para cada cultura e embasarem suas escolhas na hora de produzir.

Fonte: Assessoria

Pesquisa realizará testes rápidos de Covid-19 em 133 municípios brasileiros

apqc1Nos próximos dias 28 e 29 de maio e 11 e 12 de junho, entrevistadores da pesquisa “Evolução da Prevalência de Infecção por Covid-19 no Brasil: Estudo de Base Populacional” estarão novamente em campo entrevistando e testando cerca de 33 mil em 133 municípios.

Essa será a segunda etapa da pesquisa que teve início no último dia 17. Espera-se que até dia 12 de junho, quando inicia a terceira e última etapa, seja possível testar mais de 100 mil pessoas. O estudo é financiado pelo Ministério da Saúde, coordenado pela Universidade Federal de Pelotas (UFPel), do Rio Grande do Sul, e executado pelo Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística (Ibope).

O objetivo é avaliar, por meio de testes rápidos, a evolução da infecção da COVID-19 no Brasil, para que a partir disso novas informações possam ser descobertas sobre o vírus e uma nova estratégia de combate possa ser traçada.

A coleta de dados se dará no âmbito domiciliar. Em cada domicílio sorteado para a amostra, será anotada a lista de moradores, e um deles será sorteado para participar do inquérito. A cada nova etapa, a amostragem incluirá os mesmos setores censitários, mas domicílios diferentes daqueles incluídos nos inquéritos anteriores. No site do Ministério da Saúde é possível consultar a lista de municípios participantes da pesquisa.

Agressões contra as equipes

Em alguns municípios foram relatadas agressões contra o pessoal de campo da pesquisa, além de retenção dos equipamentos, insumos e amostras. A coordenação da Universidade Federal de Pelotas lamentou fortemente os incidentes e tem solicitado apoio das autoridades competentes dos municípios envolvidos. A ABRASCO, através de nota pública, também se posicionou sobre os fatos, declarando solidariedade aos pesquisadores.

Fonte: Núcleo de Comunicação Técnico-Científica do Instituto de Saúde